publicidade


Posts com a Tag ‘Zé Roberto’

Quer aprender a bloquear? Ligue para o Wagão

domingo, 3 de março de 2013

O Pinheiros vem dando aulas de bloqueio nos playoffs da Superliga feminina.

Depois de marcar 25 pontos na abertura das quartas contra o Vôlei Amil, o time comandado por Wagão fez mais 23, ontem, na partida que deixou a série empatada em 1 a 1.

A vitória no tie-break (31-29, 25-14, 16-25, 23-25 e 15-11) foi merecida para um time que soube, dentro de suas limitações técnicas e orçamentárias, ser construído de forma competitiva.

Muito disso se deve aos estudos do treinador, que está sabendo anular o Vôlei Amil sem a levantadora Fernandinha. Mais previsível com Pri Heldes, o time de Campinas está tendo muitas dificuldades para pontuar. E assim o block do Pinheiros faz a festa.

Por outro lado, Macris soube distribuir bem as ações, ajudando todas as atacantes a passarem dos dois dígitos na pontuação.

Vale uma menção mais do que honrosa a atuação a ponta Elen. Foram 26 pontos, apenas um a menos do que a búlgara Vasileva, com um aproveitamento pouco superior a 50% no ataque. Inclusive, a jogadora está citada na minha coluna Saque, deste domingo, no LANCE!, como uma das revelações da Superliga.

Vi parte da entrevista de Zé Roberto após o jogo e ele admitiu que o Pinheiros foi melhor em grande parte do jogo, superior em vários fundamentos e, assim, merecedor da vitória.

Para o terceiro e decisivo duelo, em Campinas, na terça, às 21h, o favoritismo do novato Vôlei Amil não passa de um 52% x 48%, ou algo parecido. Promessa de mais um jogo emocionante, como foram os dois primeiros até agora.

Rodada termina com bate-boca entre Zé e Ramirez

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A antepenúltima rodada da fase de classificação da Superliga feminina terminou com temperatura alta em Campinas.

Durante a difícil vitória do Vôlei Amil sobre o Pinheiros por 3 a 2, Roberto Guimarães e a cubana Ramirez discutiram no quarto set, vencido pelo time da capital. Na ocasião, o técnico substituiu a atacante. E ela não gostou. Aos gritos, sentou no banco nitidamente incomodada. Bem descontrolada, começou a chorar copiosamente. Recebeu “conselhos” de um integrante da comissão técnica, mas não parou de gritar. Zé pediu para que ela deixasse o banco.

No caminho para a área de aquecimento das reservas, ela tirou os tênis. Vale lembrar que Ramirez vinha de um problema no tornozelo, que a deixou fora de rodadas anteriores. Aparentemente, o técnico quis poupá-la para os playoffs, mas ela queria ter ficado em quadra, já que o duelo com o Pinheiros estava muito equilibrado.

Por mais que o motivo fosse nobre, vamos escrever assim, Ramirez não precisava explodir daquela forma. Criou-se um clima ruim para o time, quebra-se a hierarquia. E as imagens da transmissão ao vivo levam o escândalo para os quatro cantos do país.

Com certeza a conversa no vestiário aconteceu para evitar um estrago ainda maior na sequência da Superliga. Vale lembrar que mesmo fora do tie-break Ramirez terminou como maior pontuadora do time: 18 pontos. Andreia, a última colunista convidada do blog, anotou 19 para o Pinheiros.

Apesar da derrota o Pinheiros comemora o pontinho ganho na luta contra a Usiminas/Minas, que surpreendeu o Banana Boat/Praia Clube, pelo sexto lugar, na véspera. As paulistam somam 21 pontos, dois a mais do que as mineiras. O duelo entre Amil e Pinheiros, inclusive, pode se repetir no playoff, caso as posições atuais sejam mantidas. Na disputa pelo terceiro lugar, o time de Campinas soma 33 pontos, o Praia Clube tem 32 e o Sesi parou nos 31 após a derrota para o Sollys/Nestlé por 3 a 1. A Unilever segue na frente com 42, três pontos a mais do que a maior rival.

Opinião sobre a renovação de Zé Roberto

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Escrevi algumas linhas para a edição desta sexta-feira do LANCE! sobre a óbvia renovação de José Roberto Guimarães até 2016 com a Seleção feminina.

Nada mais justo, lógico e merecido. Assim encaro a renovação de Zé Roberto até os Jogos de 2016.

Ele vai para o terceiro ciclo olímpico completo com a Seleção feminina (para os Jogos de Atenas, ele assumiu o comando apenas um ano antes da competição). Logicamente, existe um desgaste natural, mas nada que impeça a repetição, no Rio de Janeiro, do resultado de Pequim-2008 e Londres-2012.

O tricampeão olímpico foi do inferno ao céu neste ano, sendo questionado pela primeira vez em dez anos de trabalho. Pode ter errado em algumas decisões, admito. Mas Zé seguiu suas convicções. Assumiu correr riscos, principalmente ao surpreender o próprio grupo e a opinião pública cortando Mari.

Muitos de nós, brasileiros, iríamos crucificá-lo caso a Seleção tivesse sido eliminada precocemente na Inglaterra. Mas ele voltou para casa com mais um ouro e, certamente, com lições aprendidas para não repetir no novo ciclo.

Zé Roberto é eleito o técnico do ano pelo COB

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O COB acaba de anunciar que José Roberto Guimarães é um dos técnicos do ano, repetindo a conquista de 2008.

Ele receberá uma homenagem durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, no dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  O outro agraciado na categoria é Marcos Goto, treinador do ginasta Arthur Zanetti.

Conhecendo o meu eleitorado no blog, sei que muita gente aqui vai reclamar, sapatear e contestar. É a democracia.

Na minha modesta opinião, acho justíssimo homenagear um técnico que é tricampeão olímpico. Ninguém ganha três ouros na Olimpíada por acaso.

Zé tem muito mérito por ter montado a geração que venceu em Pequim com sobras e teve de se superar em Londres, quatro anos depois. Logicamente, erros acontecem num percurso olímpico. E com eles chegam as derrotas, algumas delas bem doloridas, diga-se de passagem.

Decisões tomadas por ele podem ser questionadas, sim, mas não a ponto de dizerem que a última conquista olímpica se deve exclusivamente às atletas, como já li por aqui. Ninguém ganha ou perde sozinho nos esportes coletivos. Como comandante, Zé Roberto tem méritos e falhas. Para mim, na soma geral, os méritos são bem maiores.

 

 

Juciely rouba a cena no encontro de Zé Roberto x Bernardinho

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Juciely fez a diferença na vitória da Unilever sobre o Vôlei Amil, na noite desta terça, em Campinas, por 3 a 1 (25-23, 25-21, 20-25 e 25-15).

A central anotou nove (é isso mesmo!) dos seus 15 pontos no bloqueio, uma marca extraordinária. Com o desempenho acima da média no fundamento, Juciely foi decisiva para parar o forte ataque campineiro, que teve na búlgara Vasileva, com 18 pontos, seu destaque. O restante da time colaborou com mais sete pontos no block, que inclusive foi o total feito pela equipe da casa.

Impressiona também no time carioca a distribuição dos pontos, mérito grande da levantadora Fofão. Mais três jogadoras passaram dos dois dígitos: Logan Tom e Natália, com 16 acertos, e Sarah Pavan, com 13.

Infelizmente estava em um evento da Ferrari, com Felipe Massa presente, no Rio, e não consegui ver o esperado duelo pela TV. Pelo que li, o encontro de Bernardinho e Zé Roberto foi o esperado, com um aperto de mão e nada mais. Sinceramente, não imaginava que fosse diferente disso.

Dando uma olhada nos números, algumas coisas me chamam a atenção para o bem e para o mal. Quero ouvir de vocês, que viram o jogo, as impressões:

- Apenas seis pontos de Pri Daroit, muito aquém de suas possibilidades.

- Natália aparenta não sofrer mais os efeitos dos problemas na canela.

- O duelo entre Fofão e Fernandinha foi desigual

- Vasileva vai dar muito trabalho para as defesas e bloqueios rivais nesta Superliga

Coluna de domingo: Cortes, traumas e muitas polêmicas

domingo, 15 de julho de 2012

Boa tarde, pessoal. Eu estaria de folga, mas estou na redação. Segue a coluna Saque publicada neste domingo, 15 de julho, no LANCE!. Quem estiver de folga, aproveite por mim.

Bruninho, Ricardinho, Leandro Vissotto, Wallace, Murilo, Giba, Dante, Thiago Alves, Sidão, Lucão, Rodrigão e Escadinha. Fernandinha, Dani Lins, Sheilla, Tandara, Paula Pequeno, Fernanda Garay, Jaqueline, Natália, Fabiana, Thaisa, Adenízia e Fabi. Depois de muito mistério, esses são os 24 atletas inscritos pela CBV para a Olimpíada de Londres.

Mudanças agora poderão acontecer apenas em caso de lesão e somente até a véspera da estreia. Se nenhum problema de última hora aparecer (já bati na madeira três vezes), Natália é a única que ainda corre riscos, já que se recupera de uma delicada cirurgia para retirada de um tumor da canela esquerda. Tanto que José Roberto Guimarães já decidiu levar a líbero Camila Brait para Londres, para que fique de sobreaviso. O trio Murilo/Dante/Giba inspira cuidados no
masculino, mas no momento não a ponto de uma substituição.

Apostar em Natália, ter cortado a campeã olímpica Mari e a então levantadora titular Fabíola foram as maiores surpresas na definição das listas. A repercussão entre os torcedores, nos últimos dias, foi gigantesca. Ouvi e li críticas, elogios, xingamentos e desabafos, após escrever sobre os polêmicos assuntos neste LANCE! e também no meu blog no LANCENET!. Nos três casos, decisões corajosas de Zé Roberto, que tentou dar uma grande chacoalhada no grupo antes da viagem, insatisfeito com atuações recentes. Mas, ao mesmo tempo, foram medidas arriscadas, já que Natália não joga há praticamente um ano, Fernardinha, a substituta de Fabíola, se juntou a este grupo apenas dois meses atrás, enquanto Mari, mesmo longe das suas melhores atuações, tinha experiência e capacidade comprovada para decidir jogos importantes.

Zé não foi omisso e assumiu os riscos, mesmo sabendo que eles podem ser traumáticos.

A ansiedade pela convocação cresce

terça-feira, 10 de julho de 2012

O prazo para definição da lista de 12 atletas para a Olimpíada está terminando. Quarta será o Dia D?

Mundo afora, rivais do Brasil já anunciaram a convocação final. Itália com os veteranos Papi e Fei, sem Ortolani no feminino, Bulgária sem o “separatista” Kazyiski, Polônia com o grupo que venceu a Liga Mundial…

E as dúvidas por aqui seguem. O time feminino treina em silêncio em Saquarema, após o dolorido corte de Fabíola. Já o masculino junta os cacos depois do sexto lugar na Liga. E Zé Roberto e Bernardinho devem estar dormindo menos do que o normal…

Vocês mudaram os palpites nos últimos dias?

O surprendente corte de Fabíola

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Estava no táxi, indo para um evento profissional, quando resolvi olhar o Twitter no celular. E admito ter ficado muito surpreso, como a maioria de vocês, ao ler a notícia do corte de Fabíola da Olimpíada de Londres.

Apesar de não ter feito um bom Grand Prix (como grande parte do time brasileiro), a levantadora me parecia estar em situação confortável no grupo. Para mim e para dez entre dez de vocês, a briga na posição era entre Dani Lins e Fernandinha. E para ser a reserva da posição.

Fabíola sempre foi uma atleta esforçada. Assim compensava parte de suas limitações técnicas. Nunca se achou a nova Fernanda ou a nova Fofão. Tanto que não era a primeira opção no início deste ciclo olímpico. Ana Tiemi não vingou e ficou pelo caminho, Dani Lins não teve regularidade para manter-se na posição e aí sim pintou Fabíola. Fez até bons campeonatos, ganhou confiança e virou titular. Na última temporada, teve destaque no título do Sollys/Nestlé na Superliga. Tudo parecia caminhar para que ela disputasse sua primeira Olimpíada…

Agora, como interpretar o corte? Eu vejo da seguinte forma. Zé Roberto não está satisfeito com a instabilidade do time. Ele vai correr o risco de apostar em Fernandinha, a levantadora que menos jogou neste ciclo olímpico, em busca de um fator surpresa. Mais velocidade, mais ousadia… e talvez bem mais risco. Se der errado, o mundo cairá sobre sua cabeça. Precisava optar e foi corajoso para tomar tal decisão.

O corte serve também como recado para outras jogadoras do elenco, que também estão atuando mais na base do nome. Outros dois desligamentos vão acontecer até o embarque e pode sobrar, sim, para mais alguma “intocável”. Natália se recupera, não joga há meses, mas fará Zé esperar até o último momento, como já escrevi aqui após conversar com o próprio treinador. Se ela for, a chance de mais um grande baque no grupo aumenta bastante. Vale a pena levar duas líberos? Outra pergunta já feita por mim, por vocês e que certamente martela na cabeça de Zé Roberto.

Sobre o questionamento que já li sobre a forma com que o corte de Fabíola aconteceu, minha opinião. Cortar antes do embarque para o Brasil transformaria o voo em um velório. Imaginem como seriam as dez horas até o desembarque? Mas também, se pudesse decidir o quando e como, não faria ali no aeroporto, minutos antes de o grupo encarar a imprensa. Deixaria para hoje, com uma nota oficial no site. Seria menos desgastante.

Por fim, uma ressalva aos mais xiitas. Aqui não crucifico por uma derrota, não julgo caráter depois de uma mudança na metade do terceiro set e não sou fã de A e por isso detono B. Mantenham o nível!

Vou dormir. Até “amanhã”!

Coluna de segunda: Yes, existe um favorito ao ouro olímpico

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Não. Ele não é o Brasil. Vice-campeã do Grand Prix, a Seleção Brasileira feminina de vôlei terá de desbancar o favoritismo dos Estados Unidos para conquistar em Londres o bicampeonato olímpico.

A prova final da força americana no atual cenário mundial foi dada neste domingo, com a conquista do Grand Prix. 14 vitórias em 14 jogos, nove delas por 3 a 0. Os cinco últimos triunfos, já na fase final em Ningbo (CHN), foram obtidos pelo time reserva, já que as titulares foram poupadas (e são nomes de peso, como Tom, Hooker, Larson, Akirandewo, Berg) e ficaram treinando para a Olimpíada. Contra o Brasil, dois duelos: 3 a 1 em São Bernardo do Campo – com as melhores em quadra -  e 3 a 2 na fase final.

Preocupante, ainda mais se for levado em consideração que José Roberto Guimarães convive com a instabilidade de diversas jogadoras e hoje não tem definida uma equipe-base. A formação titular inicial mostrou-se frágil em vários fundamentos e várias atletas perderam espaço nas últimas partidas, casos de Fabíola, Jaqueline e Fabiana. Como já escrevi aqui semanas atrás, não gostaria de estar na pele do treinador neste momento.

Voltando ao tema da coluna, este foi o terceiro título seguido do time muito bem dirigido por Hugh McCutcheon, mostrando uma hegemonia neste ciclo olímpico. O neo-zelandês de nascimento, inclusive, poderá igualar em Londres um feito de Zé Roberto, único campeão olímpico como técnico de homens (1992) e mulheres (2008). O comandante americano venceu os Jogos de Pequim no masculino, batendo exatamente o Brasil.

Essa pedra no sapato verde-amarelo tem muitos méritos na formação desta máquina yankee de ganhar. Impressionam o volume de jogo, a obediência tática e a quantidade de jogadoras que estão atuando bem, pouco menos de um mês antes da abertura da Olimpíada.

Se o final de alerta para o Brasil já estava aceso antes das finais do GP, ele ganhou uma intensidade ainda mais forte agora.

 

Vitórias que dão um certo alívio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fala, pessoal! Tudo bem?

Antes de tudo, uma explicação para quem não me segue no Twitter. Na quinta-feira, passei todo o dia no 1º Encontro de Jornalismo Esportivo das Américas, o que me impossibilitou de ver a vitória do Brasil sobre a China e consequentemente atualizar o blog.

E admito ser um alívio voltar a escrever aqui após duas vitórias brasileiras na fase final do Grand Prix. O triunfo de hoje sobre Cuba, em sets diretos (25-17, 25-12 e 25-14), foi categórico e emblemático.

Categórico pelas parciais, que deixam claro o domínio sobre as caribenhas. Como dito na fase anterior, Cuba tem um time forte fisicamente, como faz parte de sua escola, mas bem pior tecnicamente e que erra demais em comparação às gerações vencedoras das décadas passadas. Hoje não foi diferente (veja números abaixo).

Emblemático por ter acontecido após Zé Roberto modificar a equipe titular. Fernandinha jogou no lugar de Fabíola, Adenízia entrou na vaga de Fabiana e Garay substituiu Jaqueline. As três antigas titulares realmente deixaram muito a desejar em alguns jogos, marcados pela instabilidade em quase todos os fundamentos. Já as ex-reservas tiveram atuações bem mais regulares contra as cubanas.

O fundamento que funcionou com perfeição foi o saque, com 12 pontos. Adenízia marcou cinco deles, Fernandinha, três.  Importantíssimo também o número de erros da Seleção nos três sets: apenas quatro. Para comparar, Cuba deu 28 pontos de graça para o Brasil.

Zé ainda foi além nos testes. Apenas uma líbero em quadra: Fabi. Mari, Dani Lins e Juciely foram titulares no terceiro set. A oposto, por exemplo, fez quatro pontos, um a menos do que Sheilla, que atuou nas primeiras parciais.

O Brasil ainda está na briga pelo título com as reservas americanas, que mais uma vez mostraram força e venceram a Turquia, de Marco Aurélio Motta, por 3 a 1. Porém, ainda bato na mesma tecla: tirar as dúvidas que restam para Londres e encontrar um time titular serão os maiores legados deste Grand Prix.