Posts com a Tag ‘Wallace’

Hegemonia mantida em Minas

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sem muito trabalho, o Sada/Cruzeiro conquistou, neste fim de semana, o pentacampeonato mineiro.

Na final, vitória tranquila sobre o Minas por 3 a 0, parciais de 25-15, 25-16 e 25-15. Filipe e Wallace fizeram dez pontos cada.

Pelo nível atual de investimento dos rivais, um resultado lógico. Mas eu esperava sets um pouco mais disputados.

Pensando na Superliga, o campeão Sada é, mais uma vez, favorito ao título. Já o Minas, que em anos anteriores se meteu entre os primeiros, vai brigar para entrar entre os oito dos playoffs.

Sada/Cruzeiro: William, Wallace, Filipe e Leal, Éder e Isac e o líbero Serginho. Entraram: PV e Lucas Salim. Técnico Marcelo Mendez.

Minas: Everaldo, Franco, Canuto, Yadrian, Otávio, Pétrus e o líbero Lucianinho. Entraram: Felipe, Madaloz, Thiago e Flávio. Técnico Nery Tambeiro.

O tetra Mikou

domingo, 21 de setembro de 2014

Depois do primeiro set, o tetra parecia apenas uma questão de tempo. E faço essa análise pela quase perfeição da atuação do Brasil e a performance apagada da Polônia. Mas a virada dos donos da casa aconteceu, para delírio da torcida em Katowice, e tetracampeonato mundial da Seleção ficou no quase.

Coisas do esporte. Méritos do francês Stephane Antiga, que acertou ao colocar o veterano Zagumny, um remanescente da final do Mundial de 2006, para mudar o jogo. Ele mudou o ritmo da partida, colocando em ação Mika, o atacante que desequilibrou. O bloqueio brasileiro, que estava encaixado, não se encontrou mais no decorrer do jogo e isso fez uma tremenda diferença.

Outro mérito polonês foi ter colocado a cabeça no lugar após a derrota na primeira parcial. O time todo parecia estar sentindo demais a responsabilidade de jogar uma final em casa. Jogadores presos, tensos… E eles se soltaram! Passaram a usar a torcida como combustível, não como adversária. E jogaram melhor do que o Brasil. Tão simples quanto isso.

A Seleção Brasileira errou mais do se aceita para uma decisão. O saque parou de pressionar a linha de passe polonesa, Lucarelli e Lucão tiveram uma queda de rendimento no aproveitamento de ataque, o passe de Mário Júnior não era mais o mesmo e o jogo passou a ficar muito centralizado em Wallace, que virou muita bola, diga-se de passagem. Nesta hora, faltou o Brasil ter mais um atacante em condições de receber mais bolas, já que Murilo estava nitidamente limitado por questões físicas.

Como já escrevi anteriormente, coisas do esporte. Venceu quem controlou mais os nervos em todo o jogo, quem soube tirar do banco de reservas um coelho da cartola e quem jogou melhor. Infelizmente, desta vez, não foi o Brasil.

 

Трамплинг!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fiquei com vontade de escrever este texto diretamente no Google Tradutor, deixando não apenas o título em russo. Mas, para poupá-los do trabalho de traduzir tudo de volta para o português, apenas a palavra ATROPELAMENTO foi escrita no idioma do Muserskiy.

Por falar no gigantão, ele, que já nos atropelou uma vez, anotou a placa desta vez?

Infelizmente, compromissos profissionais me impediram de ver o jogo. Mas, pelos que já pude ler a respeito do 3 a 0 (25-22, 25-20 e 25-21), fica evidente  a superioridade técnica em quadra e a comprovação de que um dos pontos que levantei no texto de ontem, na derrota para a Polônia, fez diferença: acostumado com momentos decisivos, o Brasil cresce muito.

“Quando a faca está na garganta”, escreveu Dante, no Instagram. E ele tem razão. O vôlei brasileiro se habituou em sair do fundo do poço em algumas situações que pareciam perdidas. E aqui, que fique claro, não estou defendendo o pachequismo e muito menos na tese de que “todos estão contra nós” ou “vencemos a tudo e a todos”. A tese é a de que a Seleção Brasileira consegue absorver algumas derrotas doídas rapidamente e tira forças, também instantaneamente, de algumas situações pontuais para se levantar. Não vai acontecer sempre, mas tem acontecido frequentemente. E isso com certeza coloca um grilo na cabeça dos rivais em partida com o status e importância da de hoje.

Agora, classificado para as semifinais, o time verde-amarelo terá tempo para recuperar fisicamente alguns jogadores, antes da definição de um lugar na decisão. Murilo é o principal exemplo. Jogou no sacrifício nesta quarta-feira e tem uma grande parcela de mérito pelo triunfo “psicológico”. Nesta hora, uma situação como a do ponta contamina positivamente o grupo, que quer “dar uma vitória de presente” para quem está se sacrificando, se une ainda mais e coloca uma raiva, no bom sentido da palavra, na forma de jogar. E todo esse esforço dele fez a diferença. Wallace, outro que estava baleado dias atrás, colaborou com 14 pontos, um a menos do que Lucarelli, o maior anotador. Certamente, estão doloridos agora. Mas não mais do que a cabeça dos russos.

 

 

 

 

O plantão médico brasileiro versus a pressão polonesa

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Espero um jogo dificílimo para o Brasil na abertura da terceira fase do Mundial, diante da Polônia, em Lodz.

Enfrentar os donos da casa em um momento decisivo sempre é uma tarefa indigesta, ainda mais quando seu principal passador corre risco de não atuar.

Segundo o médico Álvaro Chamecki, Murilo sofreu mesmo um estiramento e fará um teste antes da partida para saber se tem condições de jogo. Notícia pra lá de preocupante, levando-se em conta sua importância no sistema de passe e também sua eficiência no bloqueio.

Mesmo sendo pouco acionado no ataque neste Mundial, o camisa 8 é peça-chave no time por executar quase que com perfeição uma função que o Brasil já teve Nalbert, Giba, Dante, mas atualmente sofre com a reposição. Chupita, que dá outro ritmo no saque e contagia a equipe com vibração, é a opção que resta ao técnico  Bernardinho.

Já Wallace melhorou da torção no tornozelo e Sidão também está bem. Pelo jeito, devem atuar, ainda que longe da condição física ideal. Hora e vez para a força do grupo, que já foi a marca registrada desta Seleção e que tem reaparecido em vários momentos, principalmente com Leandro Vissotto e Rapha nas inversões na Polônia.

Por fim, a provável ausência de Murilo fará com que os poloneses partam para cima no saque, com Wlazly & Cia., sabendo que esta arma pode ser decisiva para um darem um tremendo passo rumo à semifinal. Eles, que já foram cotados como favoritos ao ouro olímpico em 2012 e agora buscam retomar um lugar entre os tops do vôlei da atualidade após uma série de decepções, certamente estão pensando que não existe momento melhor para bater os atuais tricampeões do mundo.  Será que terão força mental para aguentar tal pressão que todo um país os coloca?

 

Boletim médico do trio Wallace/Murilo/Sidão

domingo, 14 de setembro de 2014

Palavras do médico Álvaro Chamecki sobre o diagnóstico inicial dos problemas do oposto Wallace, do ponta Murilo e do central Sidão.

– O Wallace teve um entorse no tornozelo direito, mas não parece nada muito grave. O problema é que o tempo até o próximo jogo é curto. Vamos começar o tratamento com fisioterapia e medicação para ver como vai evoluir. O Sidão já vinha com uma dor no joelho direito e hoje sentiu um pouquinho mais forte. Amanhã, vamos fazer um exame por precaução para ver se houve ruptura parcial do tendão, mas, a princípio, não parece preocupante. O Murilo sentiu uma fisgada na coxa direita e precisamos de um exame de imagem para saber se tem lesão muscular e se vamos conseguir colocá-lo em condição de jogo.

 

Em jogo marcado por contusões e provocações, Brasil bate a Rússia

domingo, 14 de setembro de 2014

Ótimo ver uma atuação consistente do Brasil diante da Rússia, principal rival na luta pelo título mundial, culminando com uma vitória por 3 sets a 1.

Preocupante ver três titulares (Wallace, Sidão e Murilo) deixando o jogo com problemas físicos, às vésperas da terceira fase da longa competição na Polônia.

Assim não dá para ser tão eufórico após o confronto deste domingo, já pensando que na terça-feira a maratona estará de volta lá em Katowice.

Brasileiros comemoram (FIVB/Divulgação)

Brasileiros comemoram (FIVB/Divulgação)

A manutenção da invencibilidade e confirmação do Brasil como melhor time da competição até agora começaram com um show de saques. Foram sete aces da Seleção até a primeira parada técnica do set inicial. Um número absurdo levando em consideração o nível dos dois times. Com tamanha eficiência neste fundamento, o Brasil nem se incomodou com alguns bons saques de Muserskiy e outros de Savin, para fechar em 25-21. Uma atuação que merece ser lembrada por algum tempo pelos torcedores!

O segundo set foi o mais equilibrado, com muito mais cara de Brasil x Rússia. Spiridonov e Apalikov provocando após quase todos os pontos, muita pancadaria no saque e nas bolas pelo meio de rede, tensão na virada de bola… Wallace precisou ser substituído após torcer o tornozelo esquerdo ao tentar fazer um bloqueio. Entrou Leandro Vissotto para ser um dos nomes da vitória verde-amarela. Mas a imagem da parcial foi a torção de tornozelo que Moroz, que substitua Pavlov, poupado, sofreu. Deu para ouvir os berros do dor do jogador pelo som ambiente da transmissão e o replay em câmera lenta mostrou o pé virado por completo. Esse vai ver o restante do Mundial pela TV. Um ataque errado de Vissotto garantiu o empate para os russos.

Sem sentir a derrota no set anterior, o Brasil voltou bem após os 10 minutos de descanso para a terceira parcial. Voronkov, o técnico russo, tentou repetir a cartada que deu certo na final olímpica, deixando Muserskiy na saída de rede. Mas não deu certo. O gigante de 2,17m meteu uma bola na antena e um pé na linha ao tentar atacar do fundo. O 25-19 foi conquistado com relativa facilidade.

O placar voltou a se repetir no quarto set, já com Éder e Chupita nos lugares de Sidão – dores no joelho direito – e Murilo – incômodo na coxa direita. Vissotto terminou como maior pontuador (15 acertos). Vitória que certamente dá moral para a sequência da competição, mas que seria bem mais festejada sem os problemas médicos que Bernardinho terá de resolver.

E, graças ao regulamento bizarro de mais um Mundial, Brasil e Rússia poderão cair na mesma chave na próxima fase. Após a rodada deste domingo, a FIVB irá sortear os segundos e terceiros colocados, colocando dois de um lado para encarar os brasileiros e dois de outro para duelo com o líder do Grupo E (França ou Polônia, que ainda irão se enfrentar hoje). Estarão no sorteio também, além dos russos, Irã e Alemanha ou Canadá, outros dois que ainda duelarão.  Sentiu falta dos EUA? Pois é. Os atuais campeões da Liga Mundial foram eliminado após derrota para a já eliminada Argentina. Um rival de peso a menos na briga pelo título mundial.

Números e comentários após a vitória brasileira

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Seleção tratou o 3 a 0 sobre a Bulgária como uma atuação exemplar. Pelo menos as declarações dos atletas após o jogo deixaram essa posição clara.

E concordo com eles, levando em consideração o primeiro e segundo sets. No terceiro, a concentração caiu, os erros aumentaram e foi preciso uma grande ajuda de Rapha e Vissotto, na inversão do 5-1, para evitar que a partida ganhasse mais uma parcial.

Observando os números, destaco a superioridade brasileira no ataque (foram 41 pontos, contra 26 dos búlgaros). Mais do que isso: Wallace e Lucarelli, os homens da bola de segurança, tiveram 50% ou mais de aproveitamento no fundamento.  Fundamental ter números altos não apenas com os centrais no ataque, principalmente quando o rival for da escola europeia: alto e forte. O oposto anotou 14 pontos, um a mais do que o ponta.

LUCÃO: “Conseguimos efetuar todos os fundamentos bem. Atacamos bem, conseguimos aproveitar os contra-ataques, sacamos com eficiência e o bloqueio amorteceu muitas bolas”.

MURILO: “Hoje, a tática funcionou muito bem. Tentamos manter o nosso ritmo, pressionando o tempo todo porque sabíamos que não poderíamos dar chances ao time deles”.

WALLACE: “Todos os dias poderiam ser como hoje, quando tudo deu certo para o nosso time. Isso parte muito do nosso foco, da nossa concentração e, assim, as coisas fluem um pouco mais fácil”.

Os números de Brasil 3 x 0 Alemanha

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Habemus as estatísticas…

– Lucão teve um aproveitamento de NOVENTA POR CENTO no ataque. Colocou nove das dez bolas que recebeu no chão.

– O bloqueio brasileiro fez 11 pontos (Sidão e Wallace com três cada). Já o da Alemanha anotou apenas cinco.

– Lucarelli,  maior pontuador do confronto com 13 pontos, fez 10 de ataque, dois no bloqueio e um no saque. Teve um aproveitamento pouco inferior a 50% no ataque.

– Murilo, o jogador brasileiro menos acionado no ataque  (nove vezes), teve 62,5% de aproveitamento no passe.

– Felipe teve os melhores números defensivos da partida, com 3,33 acertos por set.

Coluna de domingo: Reflexões sobre o momento da Seleção

domingo, 25 de maio de 2014

Pessoal, boa tarde. No ar a Coluna Saque publicada neste domingo, 25 de maio, no LANCE!

Os resultados negativos do Brasil diante da Itália, no primeiro fim de semana de disputas da Liga Mundial, não tiram meu sono. É início de temporada, time com foco na parte física, há tempo de recuperação para buscar a vaga para as finais e a Azzurra, vamos admitir, jogou demais… O que me preocupa é ver que, a três meses do início do Campeonato Mundial da Polônia, que marcará a metade do ciclo olímpico até os Jogos do Rio, a Seleção está bem longe de ter uma base titular confiável para buscar o tetracampeonato.

É um cenário bem diferente dos Mundiais anteriores (2002, 2006 e 2010), por exemplo. Pesam o momento técnico ruim de alguns atletas, as limitações físicas de outros e a falta de peças de reposição à altura dos titulares em algumas posições, fruto de uma renovação não tão boa desta geração como visto nas anteriores.

Para comprovar, dois exemplos: Escadinha e Dante, dos veteranos com um passado glorioso com a Seleção e que não foram inscritos na Liga, teriam espaço e importância entre os 12 hoje. Para o Mundial de 2014 não tenho dúvidas de que seriam úteis. Se formos pensar na Olimpíada, acho pouco provável. Por isso tudo, Bernardinho deveria aproveitar a Liga para testar, testar e testar.  No levantamento, Rapha, jogador com muita experiência internacional por clubes,
tem cacife para disputar a posição em igualdade de condições com Bruninho. Mas precisa ter mais chances como a recebida em boa parte do segundo duelo com a Itália, ontem. O mesmo vale para encontrar opções para Lucão e Sidão no meio, para definir qual dos oposto é titular (Vissotto, Wallace e Theo) e achar opções para Murilo e Lucarelli nas pontas. Ou seja: é preciso achar um time.

Vaivém: Trio titular do Sada/Cruzeiro assina renovação

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O levantador William, o oposto Wallace e o ponta Filipe estão garantidos por mais uma temporada no Sada/Cruzeiro.

Como já vinha dizendo em outros posts, a base cruzeirense já tinha apalavrado com a diretoria a permanência, mas alguns preferiram assinar o novo vínculo após o término oficial da temporada 2013/2014.

O trio se junta ao central Eder, que já tinha assinado a renovação de contrato antes do Mundial de Clubes.