publicidade


Posts com a Tag ‘Théo’

Virada e título do RJX em um jogo pra lá de estranho

domingo, 14 de abril de 2013

Acabo de chegar do Maracanãzinho, palco da final entre RJX x Sada/Cruzeiro. E temos muito assunto para discutir aqui no blog hoje e nos próximos dias também.

Começo por uma análise do jogo. Arrisco a dizer que foi a final mais estranha que já vi.

Pelo nível técnico das duas equipes e pelo equilíbrio das campanhas, eu esperava um jogo mais parelho, com parciais apertadas e disputa até o ponto final. E isso não aconteceu em nenhum dos quatro sets. 15-25, 25-18, 25-18 e 25-14 são resultados de sets que ninguém apostaria. Não reflete os times que estavam em quadra.

Quando um deles jogou, o outro sumiu. O então campeão Sada/Cruzeiro começou o jogo de forma avassaladora. O saque entrando e desestruturando a linha de passe do RJX. Dante sendo o alvo principal e não conseguindo fazer com que a bola chegasse na mão de Bruninho. Sem passe A ou B nas mãos, o levantador ficava sem sua bola de segurança: o meio.

A receita para o bicampeonato parecia certa. Mas o jogo mudou. E radicalmente.

Dante e Thiago Alves passaram a dar segurança no passe. O saque de Lucão começou a fazer muitos estragos. E Bruninho passou a realizar uma distribuição inteligente, dividindo bem as bolas entre Theo, os centrais e os ponteiros. Neste jogo de xadrez, o RJX parece ter colocado o Sada/Cruzeiro em xeque-mate. E nos três sets vencidos pelos cariocas o panorama foi o mesmo.

Senti os cruzeirenses menos vibrantes do que o normal. Talvez tomados por um certo sentimento de frustração por estarem jogando muito abaixo do que poderiam. E não conseguiram se reerguer. Marcelo Mendez invertou o 5-1, trocou Leal por Maurício, depois manteve o ponta reserva e tirou Filipe. Nada surtiu efeito. A decisiva dupla William/Wallace também não fez os estragos que está acostumada. E, como disse na transmissão da CBN, os sets já se definiam antes do segundo tempo técnico. Era só trocar pontos e esperar a vitória carioca.

É preciso dar mérito a quem merece também, apesar de os erros terem chamado mais a minha atenção do que belos rallies, por exemplo. O RJX não se abalou com o primeiro set e soube controlar o restante do jogo. Marcelo Fronckowiak, agora bicampeão como técnico e vencedor da Superliga também como jogador, leu o jogo com perfeição e viu quais peças do outro lado não estavam funcionando. E soube apontar para seus comandados o caminho a seguir.

O VivaVôlei foi dado para Thiago Alves. Eu teria escolhido Dante. Foi o melhor jogo do ponteiro que vi no ano. Talvez dos últimos quatro anos, me confidenciou depois uma figura importante da conquista.

Parabéns ao RJX pelo título. Ao Sada/Cruzeiro, reconhecer as falhas, pelo que ouvi nas entrevistas, é uma demonstração de grandeza. E vida que segue.

 

 

Primeiro semifinalista cumpre obrigação

quarta-feira, 13 de março de 2013

Melhor time da fase de classificação da Superliga masculina, o RJX é o primeiro semifinalista da edição 2012/2013.

Nesta terça, em São Bernardo do Campo, mais uma vitória tranquila do time de Marcelo Fronckowiak sobre o rival do ABC por 3 a 0, parciais de 25-18, 25-17 e 25-15.

Em nenhum momento o RJX foi incomodado ou pressionado. Nem mesmo o apagão durante o jogo foi capaz de alterar o panorama.

Theo, com 16 pontos, liderou a equipe carioca. Vale também destacar o crescimento do jogo de Dante. O ponta, que começou a Superliga com um problema físico e demorou para mostrar sua melhor forma, está numa ascendente justamente no momento final. Ontem, ele recebeu 13 bolas no ataque e colocou 10 no chão.

Timaço no papel graças ao investimento milionário de Eike Batista, o RJX está cada vez mais consistente. Talvez seja o grande diferencial em comparação com a equipe da temporada passada. Lucão faz uma ótima Superliga, Theo e Dante estão aparecendo bem nos playoffs, a contusão de Bruninho no tornozelo não passou de um susto, Mario Junior dá segurança ao passe e à defesa…

É o time a ser batido? Em tese, sim.

Coluna de domingo: Um novato que pode desequilibrar

domingo, 3 de junho de 2012

Pessoal, segue a coluna Saque publicada neste domingo no LANCE!.

Ricardinho mais entrosado e à vontade em quadra já faz e ainda fará muita diferença. A volta de Murilo é outro tremendo reforço para a Seleção, tanto na linha de passe quanto opção no ataque. Giba é outro que, em forma após se recuperar da fratura por estresse, será importante em Londres. Mas vejo o oposto Wallace, um jogador muito menos famoso, badalado e conhecido do que o trio citado acima, como o cara que pode surpreender os rivais na Olimpíada e ser o ponto de desequilíbrio na briga pelo ouro.

O campeão da Superliga pelo Sada/Cruzeiro não tem sentido o peso de ser titular da Seleção na Liga Mundial, competição que irá definir os 12 atletas que jogarão em Londres.  Jogo a jogo, vai garantindo seu lugar na lista final e com chances reais de ser mantido no time-base, aproveitando-se do afastamento de Leandro Vissotto, que passou por uma cirurgia cardíaca, e a instabilidade de Theo.

Vejo no camisa 4 algumas semelhanças com o estilo de André Nascimento, que parecia meio desligado, alheio à tensão da partida, mas que resolvia quando era acionado. Eles não parecem sentir a pressão na hora da decisão.

Wallace parece ser muito mais rodado e experiente do que seus 24 anos aparentam. Não à toa, se coloca entre os maiores pontuadores da Liga. É claro que ainda precisa de mais rodagem, com participação em jogos decisivos e com rivais de alto nível. Por isso seria interessante o Brasil estar nas finais da competição, que acontecerão em Sofia (BUL). Os adversário que se cuidem e se virem para estudá-lo.

 

Deu Vôlei Futuro. E com méritos. Ao RJX é preciso amadurecer

sábado, 14 de abril de 2012

Araçatuba está em festa. O Vôlei Futuro virou a série semifinal e eliminou o RJX com a vitória por 3 a 1, no Plácido Rocha, na noite de sexta.

Classificação bacana, que valoriza um projeto que começou pequeno, foi ganhando corpo, valorizou a infra-estrutura, ganhou a simpatia de toda uma cidade e hoje é referência no país.

Classificação que recolocou Ricardinho no centro de uma discussão que esquenta ano a ano, sempre às vésperas de uma convocação importante da Seleção Brasileira. Desta vez, vejo discursos mais serenos, centrados e sinceros por parte do levantador. A lista de Bernardinho já foi entregue à FIVB. O que era impossível tempos atrás agora é bem mais real.

Classificação também que fez coadjuvantes virarem protagonistas. Michael levou o Viva Vôlei, Dentinho contagiou a torcida com bloqueios e ataques no set final, Vini outra vez desequilibrou no saque e Mário Júnior resgatou seus melhores momentos. Assim, Lorena e Camejo, os carregadores de piano no ataque, os lesionados que jogam no sacrifício, puderam dividir as principais ações ofensivas.

Por fim, classificação que escancarou um racha no time do RJX. A atitude de Riad, após discutir asperamente com Marlon, foi uma tremenda falta de respeito com os demais companheiros. Abandonar um time que perdia por 2 a 0 e se encaminhar para os vestiários não condiz com a postura esperada de um profissional experiente e rodado como ele. Aplausos para Dante, que fez um terceiro set dos mais perfeitos. Sempre contido em suas declarações, o ponta deixou bem clara sua opinião sobre Riad ao chamá-lo de moleque no ápice da confusão. Para chegar à final de um campeonato como a Superliga, é preciso ser bem mais maduro do que um moleque.

 

“Esse Lorena joga muito”

domingo, 8 de abril de 2012

A frase acima é do meu sogro, que assistiu comigo à grande vitória do Vôlei Futuro sobre o RJX, por 3 a 1, neste Domingo de Páscoa.

Ele conheceu um pouco mais hoje do oposto Lorena, melhor jogador na vitória dos paulistas em pleno Maracanãzinho, principal responsável pela realização do terceiro confronto para definição do segundo finalista da Superliga, na próxima sexta, no Plácido Rocha, em Araçatuba.

- É aquele de Montes Claros?

- O que ele está jogando é brincadeira.

- Ele vira bola de todos os cantos da quadra. Mas também erra algumas, hein!

Na verdade, centenas de milhares de pessoas que pararam à frente da TV puderam ver que o vôlei brasileiro é muito maior do que os conhecidos atletas da Seleção Brasileira. E muitos novos fãs do esporte devem ter feito alguns comentários semelhantes aos descritos acima sobre Lorena.

Apagado no primeiro set, que terminou com vitória do RJX, ele se ligou no jogo após um bate-boca na rede, até bem exagerado e que terminou sem qualquer punição, com Theo na segunda parcial. A partir daí parece ter adquirido a energia que precisava para comandar a virada. Naquele momento, um erro da arbitragem que permitiria o Vôlei Futuro abrir 19 a 15 quase custou a reação. Mas o time visitante não se abalou e usou aquilo como outro combustível.

- Estamos jogando contra tudo e contra todos – foi possível ouvir os jogadores falando durante um tempo técnico.

Para quem não conhecia Lorena, é assim que ele gosta de jogar. Pressionado pelo torcida, vibrando como se cada ponto fosse o último, chamando a responsabilidade. Muitas vezes exagera na dose, passa a errar demais, mas não é o maior pontuador da competição à toa.

A energia contagiante do oposto canhoto contagiou outros jogadores, como o central Vini, destaque na reta final do quarto set no saque e no ataque. Outro jogador que o “grande público” não conhecia tão bem, mesmo tendo sido campeão da Superliga na temporada passada pelo Sesi, com atuação marcante na decisão.

Esse é o bem que a TV aberta faz para o esporte. Levar figuras conhecidas por um público restrito para outro patamar. Não duvido que a próxima pergunta que ouvirei do meu sogro será:

- O Lorena vai ser convocado pelo Bernardinho, né?

Duelo entre Vôlei Futuro x RJX

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O mesmo vale para o confronto Rio-São Paulo nas semifinais da Superliga masculina.

Só uma lembrança: é para analisar o momento, não o histórico, ok?

Levantadores: Ricardinho x Marlon

Opostos: Lorena x Theo

Ponta 1: Dentinho x Dante

Ponta 2: Camejo x Chupita

Central 1: Lucão x Mauricio

Central 2: Riad x Vini

Líbero: Alan x Mário Júnior

Na semi, aumenta a importância de Ricardinho e Lorena

domingo, 25 de março de 2012

No início da semana passada, escrevi um post sobre a eficiência da dupla Ricardinho/Lorena no Vôlei Futuro. Quem não viu, segue o link http://wp.me/p1b2tr-Qz

Para chegar à final da Superliga, o time de Araçatuba dependerá muito dos dois. A força do oposto no saque/ataque e distribuição do levantador campeão olímpico talvez sejam a chaves do jogo contra o RJX.

Com Camejo longe das melhores condições físicas, o Vôlei Futuro depende ainda mais de Lorena para quebrar o passe dos rivais e ser eficiente nos contra-ataques. Tanto que ele foi o melhor jogador desta rodada dos playoffs, segundo as estatísticas da CBV (contra a Medley/Campinas, ele ainda se destacou no bloqueio).

Os demais pontas (Dentinho, Bob e Piá) atacam mais na velocidade e categoria do que na força. É fato que Ricardinho irá usar bastante o ponta que cruzar com Marlon na rede. Ele sabe também que terá de prender Lucão no meio para evitar que o bloqueio pesado do titular da Seleção faça a diferença.

O RJX é o time com mais atletas entre os principais defensores (Dante em primeiro, Marlon em sexto e Theo em sétimo). Isso significa que o Vôlei Futuro precisará ter paciência para derrubar os ataques. Um recado direto para Lorena.

Vai ser interessante ver também o duelo de Mário Júnior e Alan, líberos do Brasil na conquista do Mundial de 2010.

O duelo por vaga na final da Superliga tem favorito?

Coluna de domingo: RJX deixa a má impressão para trás

domingo, 25 de março de 2012

Pessoal, a coluna Saque publicada neste domingo, 25 de março de 2012, no LANCE!, com o primeiro semifinalista da Superliga masculina.

O RJX atraiu todos os holofotes do mundo do vôlei ao ser criado, em abril de 2011. Com aporte do bilionário empresário Eike Batista, o time carioca logo ganhou o rótulo de mais rico do país, com o maior orçamento entre todos os participantes da Superliga. O investimento beira  R$ 13 milhões para manter um elenco estelar, com os selecionáveis Dante, Marlon, Lucão e Theo, ações de marketing com a cidade olímpica como pano de fundo, sem esquecer a área social, com escolinhas de vôlei apadrinhadas por Bernardinho em comunidades pacificadas do Rio. Tudo muito bonito no papel.

Depois de quase um ano de existência, o RJX passa a ser o centro das atenções novamente, mas graças aos resultados obtidos dentro de quadra. Neste sábado, com oito mil pessoas no Maracanãzinho, o time carioca fechou o playoff contra o Sesi por 2 a 0 e é o primeiro semifinalista da Superliga 2011/2012. Pode parecer pouco, mas não é.

O adversário é o atual campeão nacional e possui um elenco tão caro e estelar quanto o RJX. Murilo, Escadinha, Rodrigão e Sidão possuem títulos mundiais e olímpicos no currículo. O resultado afasta também a má impressão deixada pelo milionário time carioca na fase de classificação. O sétimo lugar, atrás de rivais com metade do investimento anual, como Vivo/Minas e Medley/Campinas, aumentou a pressão sobre o RJX. O técnico Marcos Miranda e alguns jogadores foram colocados em xeque. Muita  gente ligada ao mercado passou a acreditar que o patrocínio para as próximas temporadas fosse cair drasticamente. Por enquanto, esqueçam.

O time superou os problemas de entrosamento, ganhou corpo e tem chances reais de transformar a Superliga em ouro, algo que Eike “Midas” Batista sabe muito bem o que é.

Alerta: ginásios brasileiros precisam melhorar. E muito!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A notícia principal do único jogo de quinta-feira da Superliga masculina era para ser: BMG/Montes Claros impõe segunda derrota ao RJX.

Mas vamos voltar a um assunto levantado na véspera por William, do Sada/Cruzeiro: chuva e a situação dos ginásios http://wp.me/p1b2tr-Jr

Pela segunda vez, goteiras forçaram que uma partida fosse interrompida pela arbitragem. Na quarta-feira, o jogo do Sada/Cruzeiro, em Contagem, sofreu com o mesmo problema e durou mais de 2h20 para finalizar três sets. Ontem foram 2h40 para serem disputados 4h.

Durante a parada, entre o terceiro e quarto sets, o campeão olímpico Dante até tratou com bom humor o acontecido, mas sem esconder a insatisfação. Como já se passava das 23h e o regulamento dá um limite de quatro horas para que o jogo continuasse, ele questionou até que horas da madrugada ficaria em quadra. O SporTV transmitiu o jogo. Será que ficaria esperando se demorasse tanto tempo assim? Duvido!

Tenho sensibilidade suficiente para admitir que Minas Gerais está sendo muito castigada pelas chuvas. É só ver os noticiários de TV e sites.  Mas o acontecido merece atenção especial da CBV.

A Superliga, a cada ano, vê os clubes se reforçando, repatriando craques da Seleção e buscando estrangeiros. O nível só aumenta e virou o lema da competição. Mas o torcedor, também ano a ano, reclama das condições de vários ginásios. Os internautas das mais diversas cidades do país e que frequentam os jogos da Superliga vão listar uma longa lista após publicação do post. Felizmente, jogadores começam a levantar a voz sobre isso.

É preciso que a entidade cobre mais firmemente os clubes para que os ginásios ganhem um melhor tratamento. Se o ginásio é da prefeitura, que os clubes cobrem dos prefeitos. Se é do estado, que a secretária de esporte seja acionada. Se é particular, que os clubes se virem. Torcedores merecem mais conforto. Não dá para ficar com guarda-chuva aberto dentro do ginásio, né?

Jogadores precisam de condições dignas para jogar. Vestiários decentes, quadra que não escorregue… Fica o alerta.

PS: Vamos falar do jogo. O BMG/Montes Claros fez o sinal de alerta do RJX acender. O time mineiro comprovou que o supertime montado por Eike Batista sofre muito com a falta de entrosamento, já que o quarteto da Seleção (Dante, Marlon, Lucão e Théo) pouco treinou com o restante do grupo. Já são duas derrotas seguidas e apenas um set vencido.  Vai dar tempo de se encontrar ainda neste turno? Os mineiros, que não têm nada a ver com isso, provaram que a escolha de Jorge Schmidt foi correta. Reffatti e o argentino Pereyra estão fazendo a diferença.

Com time reserva, Brasil leva susto da China

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

- Espero que esse ponto não nos machuque no fim.

Assim Bernardinho definiu o espírito da Seleção após a vitória por 3 a 2 sobre a China, parciais de 23-25, 25-10, 25-18, 19-25 e 15-8, nesta madrugada.

Os dois sets perdidos custaram um ponto e a queda de duas posições na classificação geral do torneio. A Polônia lidera com 13, após bater o Japão por 3 a 1, com a Rússia logo atrás com 12 (perdeu um set para o Egito), mesma pontuação do Brasil, que perde nos critérios de desempate.  Com 11 pontos, a Itália, após obter importante triunfo por 3 a 1 sobre os EUA – com 41 a 39 no fantástico primeiro set, segue na briga pela vaga em Londres-2012.

Bernardinho optou por usar um time quase todo reserva, com apenas Murilo (maior pontuador do time com 19 acertos) e Escadinha entre os titulares.

- Nós precisávamos mexer em função das questões físicas e necessidade de descanso para alguns jogadores, além da impossibilidade de escalação do Leandro Vissotto, que teve um mal estar ontem à noite. Em momento algum isso foi por soberba – argumentou.

Entre os reservas, o oposto Wallace foi titular apenas no tie-break e marcou sete pontos. Theo, titular nos quatro primeiros, fez 11, demonstrando muita irregularidade. João Paulo Bravo não começou bem, mas melhorou no decorrer do jogo e terminou com 14 pontos.

Os três próximos jogos não serão fáceis e poderão decidir a vida da Seleção na Copa. Em Hamamatsu, duelos com Argentina, Cuba e Sérvia. Não espero moleza em nenhum deles.