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Posts com a Tag ‘Ricardinho’

Recordar é viver: o título mundial do Brasil em 2002

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Com a aprovação quase unânime do “Recordar é viver” do título olímpico da Seleção feminina em Pequim-2008, fui vasculhar o arquivo do LANCE! e encontrei uma outra cobertura que fiz: o Mundial masculino de 2002, na Argentina.

Admito que tenho algumas recordações (pessoais) ruins daquela competição. Eu estava credenciado, mas acabei não viajando para o país vizinho. Para um repórter recém-contratado, após dois anos de estágio, era quase uma obsessão. Os motivos da “ausência”, ligados ao Mundial feminino da Alemanha, jogado meses antes, ainda me irritam. Mas deixemos isso para lá ou para meu livro de memórias (rs).

Naquela época, morava em São Paulo e acabei fazendo a cobertura pela TV. O Mundial era a primeira grande competição da era Bernardinho. O time, que tinha Nalbert como capitão, já havia conquistado a Liga Mundial, além de alguns torneios amistosos na Europa e vinha assombrando o planeta com um índice altíssimo de vitórias.

Ao reler a cobertura da partida final contra a Rússia, me deparei com um assunto que hoje, dez anos depois, mobiliza os fãs do vôlei nas redes sociais: vôlei na TV aberta. A Globo, que prometeu transmitir ao vivo a decisão, não cortou o Domingão com o Faustão, fazendo com que os telespectadores vissem apenas os últimos sets de Brasil x Rússia. Na época, pegou mal.

Para os mais novos que acompanham o blog, a final do Mundial marcou o início da passagem de bastão entre Naurício e Ricardinho. O mais experiente, titular na conquista na Argentina e um dos remanescentes do ouro olímpico de 92, viu o abusado reserva ganhar espaço após a atuação na semi e principalmente na decisão. A inversão do 5-1 com Anderson passou a ficar famosa e o camisa 17 iniciava ali a trajetória que o levou a ser chamado de melhor do mundo, anos depois.

É inesquecível também a entrada de Giovane na reta final do tie-break. Bernardinho resolveu colocar o ponta no lugar do oposto Anderson. E ele marcou os três últimos pontos da partida, o decisivo em um saque perfeito.

Na cobertura do LANCE!, vale a leitura da matéria assinada pelo amigo Bruno Doro, que viu a partida ao lado de Murilo, àquela altura, o irmão mais novo do titular Gustavo e que começava a despontar após os Mundiais de base.

Por fim, anexei o pôster que o L! publicou naquele dia. Vejam a cara de garoto de alguns dos campeões.

Ah, para quem não viu o primeiro post da seção, segue o link: http://wp.me/p1b2tr-1e2

O título

Início de uma era

O futuro ídolo

Pôster

Atenção, torcida do Vôlei Futuro: Ricardinho não assinou a renovação

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O blog apurou que o Vôlei Futuro ainda não formalizou a renovação de contrato do levantador Ricardinho.

Apesar de já dar como certa a manutenção do seu principal jogador, inclusive no texto publicado nesta quinta-feira em seu site oficial, o time de Araçatuba tem apenas a palavra de Ricardinho. E vice-versa.

O camisa 17 nunca escondeu o desejo de continuar no projeto, mesmo depois de corte de verba para a próxima temporada, que enfraqueceu muito o time. Depois do vice-campeonato da Superliga, ele recebeu propostas da Polônia, Rússia e Argentina, mas deu preferência por continuar no Brasil e em Araçatuba.

O vínculo de Ricardinho com o Vôlei Futuro terminou em junho. Como ele viaja neste fim de semana para Londres com a Seleção, a definição do novo contrato ficará apenas para agosto.

Se o clube mantiver a palavra dada ao jogador, não vejo problemas. Mas não entendo a demora para sacramentar a manutenção do principal nome.

Para a próxima temporada, o time comandado por Cesar Douglas contará com um elenco bem mais modesto. Vini e Michael renovaram contrato. Chegaram os opostos Najari e Caio de Prá, o líbero Polaco, os pontas Bruno Temponi e Guilherme Hage e o central Ialisson. O restante do elenco será formado por jovens formados nas categorias de base do Vôlei Futuro.

Brasil vence um teste de verdade na Liga Mundial

domingo, 10 de junho de 2012

Finalmente um jogo com cara de decisão. Tenso, brigado, com jogadores socando o chão após os erros, repleto de provocações. No melhor teste pré-Londres até agora, o Brasil venceu a Polônia por 3 a 1 (26-24, 25-17, 23-25 e 25-23), assumindo a liderança do Grupo B da Liga Mundial.

O time brasileiro realmente estava engasgado com os poloneses, que haviam vencido as duas partidas anteriores em 2012. Foi fácil perceber nas reações dos jogadores que o confronto não era qualquer um. Os europeus sabiam que pilhar os donos da casa era uma arma e conseguiram, em vários momentos, usá-la.

Individualmente, algumas menções são importantes:

1) Thiago Alves tem aproveitado, como poucos, as chances dadas por Bernardinho. Entrou no lugar de Dante, com um problema nas costas,  melhorou a virada de bola e deu mais vibração para o time. Foram 13 pontos marcados, sendo três deles no saque. Hoje, pelo que está jogando, Thiago seria um dos quatro pontas em Londres.

2) Muita gente aqui no blog criticou Wallace por aparecer apenas em jogos menores. Diante da Polônia, marcou 23 pontos e novamente foi o maior anotador do time. O oposto teve força para superar um início ruim, se manteve no jogo e provou, para quem ainda duvidava, que pode se manter no time titular.

3) Bruninho iniciou o jogo como titular na partida mais importante da Liga até agora. Isso significa que ele ainda é o preferido de Bernardinho, mesmo após o retorno de Ricardinho. O entrosamento que tem com o elenco pesa. As bolas de meio com os centrais estão mais calibradas. A presença do camisa 17 serviu e servirá bastante para o crescimento de Bruninho. Gostei da atuação dele na distribuição em grande parte do jogo, além das inúmeras defesas feitas. Outro que teve um teste de fogo e foi bem.

4) Escadinha é outro que está crescendo, lembrando os bons tempos de anos atrás. Segurou a onda no passe, o que ajudou muito Bruninho.

5) Por fim, um comentário que se faz necessário. Bernardinho tem passado dos limites em suas reclamações à beira da quadra. Não é de hoje que o técnico tem exagerado, seja pela Unilever ou pela Seleção.  O cartão amarelo que levou, no fim do quarto set, quase colocou em risco a vitória brasileira. Segundo Marcelo Courrege, repórter da Globo que estava atrás do banco de reservas, ele xingou o polonês Kubiak (jogador bem encardido e provocador), que iria sacar. Vale lembrar que o segundo árbitro era português. Nem é preciso dizer que ele entendeu palavra por palavra. Reclamar, ainda mais em um jogo com tantas provocações, faz parte. Mas existe um limite e Bernardinho tem perdido a razão ao ultrapassá-lo.

Brasil 3 x 0 Finlândia. Gostaram da atuação da Seleção?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma vitória por 3 a 0 costuma ser, quase sempre, incontestável. No triunfo brasileiro sobre a Finlândia, na manhã desta sexta, o quase merece ser destacado.

A atuação da Seleção ainda não foi de encher os olhos na totalidade da partida, algo que costuma ser perigoso contra adversários mais fortes.

No primeiro set, as falhas na virada de bola, principalmente com os ponteiros, ficaram claras. Ricardinho ainda busca encontrar o tempo de bola com Murilo e Dante. O capitão do time teve uma atuação bem apagada, anotando apenas um ponto (e no bloqueio). No segundo set, foi substituído por João Paulo Bravo, que não havia sido aproveitado até agora na Liga Mundial. Já Dante cresceu no jogo, aparecendo com mais precisão nas bolas de fundo pelo meio.

Depois de sair do enrosco na parcial inicial, vencida por 25 a 21, o Brasil cresceu. O saque passou a funcionar, principalmente com os centrais Lucão e Sidão. A dupla também pareceu mais à vontade com Ricardinho. O levantador, inclusive, tornou público antes da etapa de São Bernardo de Campo que estava tendo dificuldade para achar as melhores bolas de Lucão e Sidão. Os dois, pela altura, precisam de levantamentos mais altos, bem diferente, por exemplo, do estilo mais rápido de Gustavo e André Heller, que se davam muito bem com o camisa 17.

Vale uma menção também para outra boa atuação de Wallace, jogador que até agora melhor se entende com Ricardinho. Com 14 acertos, o oposto foi o maior pontuador brasileiro.

Já o atípico 25-9 no terceiro set mostra o abismo real que existe entre as seleções. E talvez faça com que o Brasil, que ainda busca encontrar um ritmo mais constante na temporada, tenha certeza de que seu nível de jogo pode (e precisa) ser muito mais alto.

Coluna de domingo: Um novato que pode desequilibrar

domingo, 3 de junho de 2012

Pessoal, segue a coluna Saque publicada neste domingo no LANCE!.

Ricardinho mais entrosado e à vontade em quadra já faz e ainda fará muita diferença. A volta de Murilo é outro tremendo reforço para a Seleção, tanto na linha de passe quanto opção no ataque. Giba é outro que, em forma após se recuperar da fratura por estresse, será importante em Londres. Mas vejo o oposto Wallace, um jogador muito menos famoso, badalado e conhecido do que o trio citado acima, como o cara que pode surpreender os rivais na Olimpíada e ser o ponto de desequilíbrio na briga pelo ouro.

O campeão da Superliga pelo Sada/Cruzeiro não tem sentido o peso de ser titular da Seleção na Liga Mundial, competição que irá definir os 12 atletas que jogarão em Londres.  Jogo a jogo, vai garantindo seu lugar na lista final e com chances reais de ser mantido no time-base, aproveitando-se do afastamento de Leandro Vissotto, que passou por uma cirurgia cardíaca, e a instabilidade de Theo.

Vejo no camisa 4 algumas semelhanças com o estilo de André Nascimento, que parecia meio desligado, alheio à tensão da partida, mas que resolvia quando era acionado. Eles não parecem sentir a pressão na hora da decisão.

Wallace parece ser muito mais rodado e experiente do que seus 24 anos aparentam. Não à toa, se coloca entre os maiores pontuadores da Liga. É claro que ainda precisa de mais rodagem, com participação em jogos decisivos e com rivais de alto nível. Por isso seria interessante o Brasil estar nas finais da competição, que acontecerão em Sofia (BUL). Os adversário que se cuidem e se virem para estudá-lo.

 

Brasil x Finlândia: Comentem

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O espaço está aberto para os comentários do jogo Brasil x Finlândia, que está começando agora.

Time brasileiro com Ricardinho confirmado como titular, a volta de Murilo e Rodrigão no lugar de Lucão.

Se o R10 deixar, passo mais tarde por aqui. Até!

Coluna de domingo: Ricardinho, Paula Pequeno e o futuro do Vôlei Futuro

sábado, 26 de maio de 2012

Aí está a coluna Saque deste domingo, que dá um panorama da atual situação do Vôlei Futuro.

Daniel, pelo amor de Deus, me dê alguma boa notícia sobre o Vôlei Futuro… O time está acabando mesmo ou apenas o orçamento será reduzido? Ricardinho vai continuar? E a Paula Pequeno?

As perguntas acima são feitas diariamente no meu blog no LANCENET! e também via Twitter por torcedores do time de Araçatuba, vice-campeão da Superliga masculina e semifinalista no feminino na última temporada. E a resposta foi, até agora, para desespero dos fãs do Vôlei Futuro, quase padrão: “Sem novidades”.

No início desta semana, porém, os mistérios deverão ser esclarecidos. Vamos por partes:

1) Negociações com patrocinadores seguem em andamento. E, a partir destes acertos, será possível dizer em que nível o Vôlei Futuro estará para disputar (ou não) títulos importantes. A tendência é de que o masculino seja mais forte do que o feminino.

2) Ricardinho já deu sua palavra aos dirigentes do Vôlei Futuro: quer ficar no Brasil. E seu nome é usado pelo clube para seduzir potenciais patrocinadores. Assim, está descartada a chance de o levantador formar dupla com Giba no Bolívar, da Argentina, por exemplo. O acerto com Ricardinho vai gerar um efeito cascata nas demais contratações. E existem bons nomes no mercado para formar um time competitivo: Gustavo, Vini, Michael, Dentinho. Buscar estrangeiros é outra opção viável.

3) Hoje a chance de Paula Pequeno continuar é mínima. Até a provável transferência para a Unilever complicou-se. Assim, os grandes centros europeus (Turquia, Rússia, Itália e Polônia) são as opções. É possível que o Vôlei Futuro aposte em jovens atletas, algo que já fez no início do seu projeto. E o técnico pode ser um velho conhecido: William Carvalho.

Coluna de domingo: De Pelé a Mané em alguns cliques

domingo, 20 de maio de 2012

Pessoal, bom dia. Abaixo a coluna Saque publicada hoje, no LANCE!. Como já me perguntaram no Twitter, um adendo: foi escrita antes da derrota para o Canadá, no sábado.

Ricardinho voltou para a Seleção Brasileira na noite de sexta-feira. O time perdeu para a Polônia, em Toronto (CAN), na abertura da Liga Mundial, e parece que o mundo vai acabar.

Antes de dar opinião no meu blog, preferi ouvi, ou melhor ler, os comentários dos torcedores. E admito que me assustei. De um lado, o “time” do gênio, aqueles que festejam qualquer bola levantada, exaltam o currículo vitorioso, elogiam a forma física e acham sempre uma desculpa para os erros. De outro, o “time” dos que sabiam que a volta após cinco anos era um erro, que escrevem com todas as letras que Ricardinho está ultrapassado, velho e gordo. Minha gente, muita calma nessa hora. Nem 8 e tampouco 80.

Sim, ele não jogou tudo o que pode, sabe e se esperava dele. A harmonia dentro e fora de quadra com o elenco ainda não é 100%, algo lógico para quem ficou cinco anos afastado do time, graças ao sério desgaste pré-Pan de 2007. E talvez nunca chegue ao 100%. Mas tem muito para acrescentar ao grupo para a Olimpíada de Londres. O tempo dirá quanto.

É verdade também que o time melhorou com as mudanças feitas por Bernardinho, uma delas a troca de Ricardinho por Bruninho, a partir do terceiro set. O filho do treinador é outro que precisa provar todo dia sua qualidade pela questão familiar na Seleção. Sofre demais com os “extremistas”. Sim, ele nunca chegou ao patamar do “rival” Ricardinho, mas tem qualidade e personalidade para estar ali. A presença de uma sombra deste nível, inclusive, já fez bem para Bruninho e fará ainda mais.

O Brasil tem a ganhar com a dupla. E os dois poderão fazer com que os “extremistas” sejam mais ponderados no futuro.

Brasil 2 x 3 Polônia: Comentem

sábado, 19 de maio de 2012

O Brasil perdeu para a Polônia, no tie-break, em sua estreia na Liga Mundial de 2012, na partida que marcou a volta de Ricardinho ao time após cinco anos.

Gostaria de ouvir a opinião de vocês, já que o assunto será tema de minha coluna de domingo, no LANCE!, e ainda não posso entregar tudo o que pretendo escrever (rs).

A palavra é de vocês

 

Ricardinho tem proposta de clube argentino que contratou Giba

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Bolívar contratou Giba e também quer Ricardinho.

Marcelo Tinelli, famoso apresentador de TV, empresário e mecenas do time argentino, já fez uma proposta para contar com o levantador brasileiro.

O interesse é real, oficial e já existe uma negociação em andamento.

Ricardinho, porém, ainda aguarda um desfecho da busca do Vôlei Futuro por patrocínio. Ele tem interesse em continuar em Araçatuba, por ser um dos pilares do projeto e ter se identificado com diretoria e torcedores. Por enquanto, o levantador não tem uma proposta oficial do Vôlei Futuro. Mas sempre acenou com a possibilidade de ficar. Só vai prosseguir com a negociação argentina se tiver a certeza de que o seu atual time não tem interesse e/ou verba para mantê-lo.

Tinelli justifica o alto investimento para contar com Giba e Ricardinho com o aniversário de dez anos do Bolívar. Quer dar um presente mais do que especial para torcedores e para o local onde nasceu. Sobre o acerto com o ponteiro, fez a seguinte comparação com o futebol. “Acertar com o Giba é como se o San Lorenzo (time do coração de Tinelli) fechasse com o Messi”.

E se fechar com Ricardinho, Tinelli? Qual será a comparação?

PS – Link do post escrito no domingo, após o acerto de Giba com o Bolívar:

http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/05/13/a-surpreendente-transferencia-de-giba-para-a-argentina/