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Posts com a Tag ‘Murilo’

Murilo será operado nesta sexta-feira. E ele falou com o blog

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O ponta Murilo completará nesta sexta-feira 32 anos. E a “festa” será em um hospital de São Paulo.

O jogador passará por uma operação no ombro direito. O problema no local é antigo e vinha limitando seus movimentos. Na última Superliga, eram nítidas a irritação e a dor após alguns lances. Murilo admite que a performance pelo Sesi foi prejudicada pela lesão. Agora, prefere parar, por até nove meses, segundo alguns médicos ouvidos pelo blog, para se recuperar definitivamente do problema. O foco também está na Olimpíada de 2016, no Rio. No processo de renovação que a Seleção passará após a prata em Londres, Murilo ainda é peça-chave para Bernardinho, podendo até assumir a condição de novo capitão.

O jogador concedeu uma entrevista ao blog e falou sobre a tensão pré-cirurgia e os planos para o futuro. Semanas atrás, ele não teve o contrato renovado com o Sesi e não tem uma definição sobre seu próximo time. Como a volta às quadras acontecerá apenas em 2014, ele diz que a cabeça está agora na recuperação.

1) Você é um jogador experiente, que convive e conviveu com tantos outros que já passaram por cirurgias delicadas. Na véspera da intervenção, como está lidando com a situação?
Estou tranquilo. Vinha adiando essa cirurgia há dois anos, por causa de competições importantes, principalmente com a Seleção Brasileira. Em 2001, passei por uma artroscopia no joelho direito. É uma ansiedade diferente, faz parte e espero que seja a última vez.

2) Ouvi alguns médicos, entre eles o Dr. Ney Pecegueiro, e o prazo de recuperação para o tipo de cirurgia que fará pode chegar a nove meses. Esse número assusta?
Tenho de operar, então não posso ficar pensando se o prazo é longo ou não. Vou trabalhar na recuperação, no tratamento, para voltar bem, sem pressa, sem antecipar nada. Espero estar de volta logo, mas bem, pronto para dar sequência e jogar na minha melhor condição.

3) Foi coincidência a marcação da cirurgia para o dia do aniversário?
De certa maneira, sim. Não era exatamente a maneira como eu gostaria de passar meu aniversário, mas me ver livre das dores e poder voltar a jogar no meu melhor vai ser o meu presente.

4) Você, crítico que é, admitiu que o ombro o atrapalhou na última Superliga. Para um jogador de alto rendimento, a chateação e a frustração aumentam muito quando não é possível rendimento o máximo?
Tive que diminuir muito a carga de treinos. Perdi treinamentos com a equipe, não estava 100%, fazia reforço, fazia um trabalho à parte, tomava medicamentos, mas o que mais me limitava era nos treinos com bola, ou seja, treinava pouco com a equipe. Agora é me concentrar na operação e na recuperação, muitas horas de fisioterapia. É muito chato, não gosto de fisioterapia, como nenhum atleta gosta, mas sei da importância é vou me dedicar para me recuperar bem e o mais rápido possível.

5) A cirurgia e o prazo de recuperação estão atrapalhando, de alguma forma, as tratativas para definição do seu novo clube?
Não estou pensando nisso agora. Estou focado somente na cirurgia. Não coloquei um prazo para resolver sobre o próximo clube, vou operar e me concentrar na recuperação, em voltar bem. Depois vou pensar na próxima temporada.

6) Que balanço faz das últimas reuniões com a CBV? Gostou do esboço do calendário?
Acho que estamos tentando diálogo, as duas partes estão trabalhando e pensando em prol do vôlei e isso é bom. Quem sai ganhando é o esporte. Temos muita coisa a melhorar, a evoluir, e acredito que vamos crescer muito nessas reuniões.

 

Vaivém: Murilo confirma saída do Sesi

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, Murilo confirmou que está deixando o Sesi.

O ponta admitiu estar chateado com a mudança após quatro anos no clube, período em que conquistou títulos importantes, como Superliga, Sul-Americano e Paulista.

A situação de Murilo, atualmente, extrapola o ranking (ele soma sete pontos) e a parte técnica. O jogador vai realizar no início de maio uma cirurgia no ombro direito. O prazo para recuperação, em operações assim, chega a nove meses. Assim, com um afastamento tão longo, Murilo deverá perder grande parte da próxima Superliga.

A decisão de operar neste momento é corretíssima. É o primeiro ano do ciclo olímpico para 2016 e a Seleção não terá competições tão importantes para disputar. Murilo é peça-chave na remontagem da nova equipe de Bernardinho. Claramente, ele já estava limitado nesta temporada pelo problema no ombro. É operar, se recuperar com calma e voltar em 2014.

- Estou triste pela saída, chateado, porque foram quatro anos no Sesi, quatro temporadas de muitas conquistas e muitas alegrias. E minha vontade era permanecer mas, enfim, preciso me concentrar na operação, em cuidar do ombro para voltar bem na próxima temporada e buscar um novo clube para mim. Essa é a minha prioridade agora. Quero agradecer a todos que estiveram comigo, me ajudaram e torceram por mim, formamos um grupo forte, que conquistou títulos importantes, tenho um carinho especial pelo clube e deixo muitos amigos – comentou Murilo.

No mercado, a saída do ponta representa também espaço para contratação de outro jogador com pontuação máxima no ranking. Atualmente, o Sesi conta com Sidão nesta situação. Dois dos sonhos do time paulistano são o levantador Bruninho e o central Lucão, que aguardam uma definição do RJX para o orçamento da próxima temporada.

Vivo/Minas fecha série. Em Canoas, Sesi sobrevive

sexta-feira, 15 de março de 2013

A quinta-feira de Superliga começou com mais um equilibrado duelo entre Móveis Kappesberg/Canoas x Sesi, no Rio Grande do Sul, e terminou com o Vivo/Minas eliminando o Medley/Campinas, em BH.

Após 3h, com direito a mais um apagão (até o narrador do SporTV deu uma cornetada ao falar no assunto que está virando recorrente no vôlei), o time de Giovane Gavio sobreviveu na série ao vencer no tie-break, parciais de 25-23, 19-25, 25-23, 18-25 e 15-13.

Prestem atenção na diferença de pontos nos sets vencidos pelo Sesi. Todos no sufoco. Em vários jogos que vi do time, a superação e a experiência de alguns atletas falaram mais alto em momentos decisivos, já que o conjunto ainda deixa a desejar.

Sem Sidão e Tiago Barth, o jovem Aracaju foi escalado como titular no meio e logicamente sentiu o peso do jogo, fazendo apenas quatro pontos.  O companheiro Eder, por sua vez, apareceu bem em momentos-chave do jogo, totalizando 15 pontos (11 no ataque, dois no bloqueio e dois no saque). Ficou atrás apenas de Lorena (19) e Murilo (16).

Já o Canoas deu uma aula de bloqueio com Salsa (oito pontos) e Gustavo (seis). O restante do time colaborou com mais quatro. Mas deixou a desejar na rodada de bola, perdendo alguns contra-ataques. Gostei da entrada de Enoch a partir do quarto set. Ele foi mais eficiente neste jogo do que Minuzzi e Dentinho, os ponteiros titulares. Mas faltou algo à equipe de Paulão. Talvez o time com média de idade mais alta da competição (quase 31 anos) tenha ficado ansioso demais em alguns momentos, já que tinha a chance de conseguir a vaga na semifinal jogando em casa.

Não vi todo o jogo, mas li algumas críticas de Gustavo aos árbitros. A atuação deles comprometeu?

Sobre o terceiro e decisivo jogo, em São Paulo, não arrisco palpite. A série está muito equilibrada.

Em BH, com a transmissão do SporTV entrando já no fim do primeiro set, após o atraso da partida em Canoas, o Vivo/Minas viveu alguns altos e baixos, mas conseguiu carimbar o passaporte para a semifinal.

Olhando os números do jogo, fiquei me perguntando se Rodriguinho e Murilo Radke não usaram pouco dois jogadores em especial: Jurquin e Gustavão. Eles tiveram um altíssimo aproveitamento: o cubano colocou 12 de 17 bolas no chão (70%), enquanto o central pontuou em 13 de 19 ataques (68,4%). Não sou levantador, mas acho que faltaram bolas para a dupla.

Marcelinho foi eleito o melhor em quadra. E concordo com um comentário feito pelo Marco Freitas: aos 38 anos, ele vive a melhor fase, tecnicamente falando, da carreira. Já ajudou demais na campanha do terceiro lugar na temporada passada e está repetindo o alto nível nesta Superliga.

Para equilibrar os duelos com o RJX, o Minas precisará ter Filip saudável. Ele é um oposto que faz a diferença quando está fisicamente bem, além da regularidade de Lucarelli, que me chamou a atenção por algumas defesas incríveis e por ter conseguido controlar muitos saques pesadíssimos.

O que acham desta série semifinal?

Os irmãos Endres em 2002

sábado, 9 de março de 2013

Hoje é dia de mais um duelo entre os irmãos Gustavo e Murilo Endres, na abertura das quartas de final entre Móveis Kappesberg/Canoas e Sesi.

Pesquisando no arquivo do LANCE!, achei uma matéria assinada pelo amigo Bruno Doro, em 14 de outubro de 2002, durante a disputa do Campeonato Mundial da Argentina.

O central era titular da Seleção, que seria campeã mundial pela primeira vez. Já o ponta começava a aparecer como destaque no Banespa. O L! viu um dos jogos do Brasil com parte da família Endres. Segue abaixo a página publicada naquele dia:

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A segunda parte dos comentários de RJX x Sesi

sábado, 26 de janeiro de 2013

Para fazer justiça ao belo espetáculo que a arbitragem quase estragou, neste sábado, no Rio, o prometido post com a parte técnica da vitória do Sesi sobre o RJX no tie-break.

Vamos aos tópicos:

1) O levantador Everaldo, que vinha de longa inatividade, foi eleito o melhor em quadra. Realmente ele tem méritos pela virada, já que substituiu o jovem Thiaguinho com o placar apontando 2 a 0 para o time da casa, até então líder da Superliga. Eu, porém, teria dado o VivaVôlei para o oposto Lorena.

Foram 26 pontos, com um aproveitamento de quase 50% no ataque, além de aparecer em momentos decisivos no saque e no bloqueio. É uma característica do oposto chamar a responsabilidade em jogos parelhos, principalmente quando a torcida adversária é maioria. Ele se motiva quando o cenário descrito acima se forma. Nem sempre, porém, Lorena tem equilíbrio emocional para superar tal situação. Contra o RJX, ele conseguiu e foi o destaque do Sesi na minha opinião.

2) Muito honesta a atitude de Murilo já no fim do quinto set, ao admitir que uma bola tocou em seu pé após bloqueio do RJX. Com a marcação, o time da casa abriu dois pontos e poderia ter vencido o duelo caso mantivesse a virada de bola. No atual mundo competitivo em que vivemos, cada vez mais individualista, com o ser humano sempre dando um jeitinho para levar vantagem, o ponta não quis “vencer a qualquer custo”. Se existisse um troféu fair-play, deveria ser entregue ao jogador do Sesi.
 
Não vou citar A, B ou C que não se acusaram em lances parecidos. Isso é tão normal no esporte, que arrisco a dizer que 99 de 100 jogadores já iludiram a arbitragem em jogadas assim. Na nossa cultura, ver a Seleção Brasileira ganhar um pontinho na malandragem contra Argentina ou Cuba, por exemplo, é permitido. Só que se algum rival faz isso conosco, vamos chamá-lo de desonesto.

3) Concordo com Nalbert. Lucão é, por enquanto, o melhor jogador da Superliga.

O ex-jogador fez esse comentário durante a transmissão da Globo. Neste sábado, o central fez 15 pontos (dez no ataque, dois no bloqueio e três no saque). Sem computador os números desta rodada, Lucão é o quarto maior pontuador da competição, líder no bloqueio e tem o sexto melhor saque (vai ganhar posições após os jogos do fim de semana). A fase é boa. E quem tem a ganhar também é a Seleção.

4) A transmissão o chamou de Da Silva. Eu prefiro Paulo Vitor, como está na camisa. O oposto, que substituiu Theo em quase todo o jogo, tem potencial. Foram 16 pontos e a impressão de que pode alçar voos mais altos na carreira. Teve mais do que 50% de aproveitamento no ataque e não se escondeu do jogo.

5) Por fim, um comentário sobre Dante. O ponta está longe do seu melhor momento. Foram apenas quatro pontos, muito pouco para um craque como ele em quatro sets disputados. Os problemas físicos estão limitando o ataque do camisa 18.

 

Coluna de domingo: Os melhores e os piores de 2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

A última coluna do ano no LANCE! só saiu graças aos votos que vocês deram no post sobre os destaques de 2012. Confiram abaixo, na íntegra. Nos próximos dias, detalharei aqui no blog cada um dos quesitos, com todos os lembrados pelos “eleitores”.

Os leitores do meu blog no LANCE!Net elegeram os destaques (positivos e negativos) do vôlei em 2012.

A eleição foi dividida em seis categorias: melhor jogador; melhor jogadora; maior decepção; melhor treinador; jogo inesquecível; revelação. E os vencedores são…

1) Melhor jogador

Murilo levou a melhor sobre o russo Muserskiy e foi o escolhido pelo Saque como craque da temporada. O ponta brasileiro levou 21,8% dos votos, contra 13,7% do gigante gringo, que foi o destaque da final olímpica ao ser deslocado do meio para a saída de rede. O 3 lugar ficou Mihaylov (RUS).

2) Melhor jogadora

A oposto Sheilla foi eleita a melhor jogadora pelos internautas, com 32,2% dos votos. Na segunda posição apareceu Jaqueline, com 23,3%. Numa disputa apertada com a coreana Kim, a central Thaisa terminou na terceira colocação.

3) Maior decepção

A derrota da Seleção Brasileira masculina na final olímpica para a Rússia foi eleita com sobras na categoria, com 48,3% dos votos. A diferença para o segundo lugar foi grande. Com quase 10% das indicações, a campanha olímpica da Polônia, seleção que vinha do título da Liga Mundial, veio a seguir. A temporada irregular de Mari ficou no terceiro posto.

4) Melhor treinador

A disputa mais acirrada aconteceu nessa categoria entre os campeões olímpicos. José Roberto Guimarães bateu o russo Vladimir Alekno por pouco: 35,7% x 32,1%.

5) Jogo inesquecível

Aqui a maior lavada. A vitória da Seleção feminina sobre a Rússia nas quartas de final da Olimpíada levou 88,2% dos votos.

6) Revelação

Gabi, ex-Mackenzie, e Lucarelli, do Vivo/Minas, foram os eleitos, com 27,6% e 23,8%, respectivamente.

Parabéns aos vencedores e feliz 2013 a todos os leitores.

Recordar é viver: o título mundial do Brasil em 2002

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Com a aprovação quase unânime do “Recordar é viver” do título olímpico da Seleção feminina em Pequim-2008, fui vasculhar o arquivo do LANCE! e encontrei uma outra cobertura que fiz: o Mundial masculino de 2002, na Argentina.

Admito que tenho algumas recordações (pessoais) ruins daquela competição. Eu estava credenciado, mas acabei não viajando para o país vizinho. Para um repórter recém-contratado, após dois anos de estágio, era quase uma obsessão. Os motivos da “ausência”, ligados ao Mundial feminino da Alemanha, jogado meses antes, ainda me irritam. Mas deixemos isso para lá ou para meu livro de memórias (rs).

Naquela época, morava em São Paulo e acabei fazendo a cobertura pela TV. O Mundial era a primeira grande competição da era Bernardinho. O time, que tinha Nalbert como capitão, já havia conquistado a Liga Mundial, além de alguns torneios amistosos na Europa e vinha assombrando o planeta com um índice altíssimo de vitórias.

Ao reler a cobertura da partida final contra a Rússia, me deparei com um assunto que hoje, dez anos depois, mobiliza os fãs do vôlei nas redes sociais: vôlei na TV aberta. A Globo, que prometeu transmitir ao vivo a decisão, não cortou o Domingão com o Faustão, fazendo com que os telespectadores vissem apenas os últimos sets de Brasil x Rússia. Na época, pegou mal.

Para os mais novos que acompanham o blog, a final do Mundial marcou o início da passagem de bastão entre Naurício e Ricardinho. O mais experiente, titular na conquista na Argentina e um dos remanescentes do ouro olímpico de 92, viu o abusado reserva ganhar espaço após a atuação na semi e principalmente na decisão. A inversão do 5-1 com Anderson passou a ficar famosa e o camisa 17 iniciava ali a trajetória que o levou a ser chamado de melhor do mundo, anos depois.

É inesquecível também a entrada de Giovane na reta final do tie-break. Bernardinho resolveu colocar o ponta no lugar do oposto Anderson. E ele marcou os três últimos pontos da partida, o decisivo em um saque perfeito.

Na cobertura do LANCE!, vale a leitura da matéria assinada pelo amigo Bruno Doro, que viu a partida ao lado de Murilo, àquela altura, o irmão mais novo do titular Gustavo e que começava a despontar após os Mundiais de base.

Por fim, anexei o pôster que o L! publicou naquele dia. Vejam a cara de garoto de alguns dos campeões.

Ah, para quem não viu o primeiro post da seção, segue o link: http://wp.me/p1b2tr-1e2

O título

Início de uma era

O futuro ídolo

Pôster

É o renascimento do Sesi no masculino?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Na noite de quinta-feira, após ver o 3 a 0 aplicado pelo Sesi no Sada/Cruzeiro, na casa do rival, fiquei imaginando a seguinte situação: se eu tivesse lançado um bolão antes da partida, quantos teriam apostado na vitória dos visitantes, que faziam até então campanha muito irregular, em sets diretos, contra o então invicto time mineiro?

Acho que seriam poucos. Ou quase nenhum.

O triunfo pode ser um divisor de águas para o time do Sesi na Superliga. Até o clássico contra o Sada/Cruzeiro era apenas 1 vitória e quatro derrotas, uma campanha muito abaixo do esperado pelo elenco que Giovane tem em mãos. É fato que os problemas físicos impediram a escalação da força máxima em alguns jogos, que improvisações foram necessárias, que jovens entraram em algumas fogueiras… Mas ainda assim eu, particularmente, esperava mais. Ontem, o time jogou muito.  E deu a impressão de que vai se recuperar na competição, chegando com muita força aos playoffs.

No ataque, o percentual de acerto de alguns atletas do time paulista foi alto. Sidão colocou nove de 11 bolas no chão. Murilo pontuou em 11 das 18 bolas levantadas. Cleber foi outro com atuação decisiva em momentos-chave. Já o Sada/Cruzeiro teve uma noite muito abaixo da média neste fundamento. Wallace, homem de segurança, fez apenas sete pontos (dois no saque). Leal fez um pontinho a mais no total. Os centrais Douglas Cordeiro e Acácio, que costumam ser muito acionados por William, também não apareceram tanto. Apenas Filipe, que terminou com 12 pontos, teve uma atuação dentro dos padrões.

Na classificação, o Sesi ainda está muito distante dos líderes. Soma nove pontos, na oitava posição, o limite para entrar nos playoffs. O líder invicto RJX tem 17, três a mais do que o Sada.

Na rodada, vale destacar mais uma vitória do Móveis Kappesberg/Canoas, desta vez sobre o Funvic/Midia Fone, em Pindamonhangaba, no tie-break. O time de Gustavo ocupa uma surpreendente terceira posição, com 11 pontos. É uma boa gordura para quem traçou como meta brigar pelas últimas vagas nos playoffs. Outro que está acumulando pontuação contra rivais diretos é o Volta Redonda, quinto colocado com dez pontos.

Já quem deve abrir o olho é o Vôlei Futuro, com apenas cinco pontos, em décimo lugar. Depois de vencer o Sesi, criou-se uma expectativa de melhoria do time de Araçatuba. Mas o esperado não se concretizou.

Finalmente Sesi desencanta

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O início da quarta rodada da Superliga masculina marcou a primeira vitória do Sesi.

O estrelado time paulista passou pela UFJF por 3 a 0 (25-23, 25-21 e 25-12), com destaque para os 16 pontos marcados pelo oposto Lorena, que voltou ao time.

Ainda assim, o Sesi está longe de mostrar um padrão de jogo que justifique seu favoritismo para a conquista do título. O principal “gargalo” está no meio de rede. Eder está fora, Sidão está longe da forma física ideal e Tiago Barth tem oscilado bastante.

Os números de Sidão neste início de Superliga mostram como o Sesi ainda não engatou a segunda marcha. Ele, que ficou fora da estreia contra o São Bernardo, marcou quatro pontos com a UFJF, seis diante do Vôlei Futuro e apenas um no duelo com o Medley/Campinas.

Sem um meio de rede eficiente, Murilo está sobrecarregado, ainda mais nos jogos em que Giovane precisou improvisar Mão na saída de rede, após os problemas físicos de Lorena e Leozão.

O Sesi completo e zerado fisicamente será outro time. Mas é preciso saber se não será tarde quando isso acontecer, já que Sada/Cruzeiro e RJX já abriram boa vantagem na briga pela liderança.

A dupla vitória do Brasil no sábado

sábado, 9 de junho de 2012

Boa tarde, pessoal!

Gostaram da atuação das Seleções masculina e feminina neste sábado? Hoje, vai um texto “misto” para vocês.

Em Lodz, na Polônia, triunfo do time de Zé Roberto sobre a Sérvia por 3 a 2, parciais de 21-25, 25-18, 25-23, 23-25 e 15-5.

Algumas coincidências em relação ao jogo com a Itália:

1) Adenízia voltou a fazer oito pontos no bloqueio. O fundamento, inclusive, foi responsável por 24 pontos para o Brasil, um número fantástico.

2) Fernanda Garay liderou o time na pontuação outra vez. Agora, com 22 acertos, mesmo número de Paula Pequeno.  A capitã vai brigar por vaga de titular em Londres. Hoje, está merecendo um lugar.

3) Mari jogou apenas o primeiro set, anotou dois pontos e não voltou mais. Tandara, a substituta, fez 14. Já vou me preparar para os defensores e para os críticos da loira…

4) Mais uma atuação acima da média no tie-break, minimizando erros, dominando as ações e não dando chance para o rival. 15 a 6 sobre a Itália e 15 a 5 sobre a Sérvia. Raro de acontecer. E de repetir.

Diferentemente da estreia, Fernadinha foi titular. Dani Lins entrou apenas na inversão, no segundo e quarto sets. As chances para a “novata” estão sendo dadas e a briga por um lugar em Londres está aberta.

Em São Bernardo do Campo, mais um 3 a 0 do masculino, desta vez sobre o Canadá, parciais de 25-22, 25-17 e 25-11.

Também parecido com o enredo do duelo anterior, com a Finlândia. Dificuldades do início, jogo fluindo melhor com o passar do tempo. Wallace, de novo, foi o maior pontuador, com 14 acertos.

Bernardinho deu chance para Thiago Alves, sacando Dante. Rodrigão também iniciou o duelo, no lugar de Lucão.

Entre os titulares, Sidão foi outro que se destacou. Marcou cinco pontos no bloqueio, mais de 50% da pontuação da Seleção no fundamento. Murilo teve uma atuação bem mais firme do que na véspera. É um jogador importantíssimo no time atual e precisa crescer de produção até a Olimpíada.