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Sesi vence outra e poderá escolher rival na semifinal

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Sesi sofreu mais do que o imaginado para vencer a segunda partida no Mundial de Clubes, em Doha, no Qatar, e carimbar o passaporte para a semifinal.

Nesta segunda, depois de 1h30 de jogo, vitória por 3 a 1 sobre o Al-Ahly, do Egito, parciais de 25-18, 27-25, 18-25 e 25-14.

Com 17 pontos, o oposto Wallace foi o maior anotador do time, seguido por Murilo, com 14. Rodrigão e Sidão, que pontuaram pouco na estreia, tiveram 11 acertos cada, sendo nove deles no bloqueio (cinco de Sidão e quatro de Rodrigão).

Passado o susto, o Sesi vai decidir, como esperado, o primeiro lugar do grupo com o Trentino, na quarta. E poderá escolher o rival na semi, já que o outro grupo será decidido um dia antes. É impressionante, mas a FIVB ainda continua deixando brechas no regulamento para que resultados sejam colocados em xeque. Vou torcer para que não acontece nada de anormal.

Hoje o Jastryebski Wegiel, da Polônia, derrotou o Zenit Kazan, da Rússia, no tie-break, parciais de 25-22, 25-17, 11-25, 21-25 e 19-17.

O oposto italiano Lasko, com 24 pontos, liderou os poloneses. Entre os brasileiros, o levantador Vinhedo foi titular e anotou um ponto. Ashley e Bozkinho começaram na reserva, mas pontuaram: dois e um pontos, respectivamente. Já do lado russo, Mikhaylov foi o destaque, com 27 acertos.

Caso confirme o favoritismo e vença o Trinity Spartans, do Canadá, amanhã, o Jastryebski terminará em primeiro, deixando o Zenit em segundo.

Quem vai escolher, Sesi?

Sim, saber perder é uma virtude

domingo, 10 de julho de 2011

Texto que sairá na edição desta segunda-feira do LANCE!.

Sim, a arbitragem errou ao marcar bola fora do bloqueio brasileiro. Sim, o Brasil abriria 3 a 1 no início do tie-break. Sim, o time ganharia moral para conseguir o decacampeonato na Liga Mundial. Sim, os russos costumam se encolher quando estão atrás no placar. Sim, o capitão russo Khtei, na maior cara de pau, sabia que a bola tinha sido boa e levantou os braços fazendo o sinal de fora. Sim, esse tipo de mentira é normal em um jogo de vôlei, ainda mais em uma final. Sim, uma falha dos juízes costuma desestabilizar emocionalmente a equipe prejudicada. Mas o resultado NÃO deve ser creditado ao erro citado acima, assim como a Argentina quis imputar aos árbitros da semifinal a derrota para o Brasil, após uma falha do juiz principal impedir o triunfo hermano que empataria o jogo em 1 a 1.

Sim, a Rússia mereceu vencer. Mikhaylov é uma baita oposto, o levantador reserva Butko entrou bem no jogo, os 2,18m de Muserskiy desequilibram e a geração atual é mais centrada na parte emocional.

E o Brasil? Sim, o time segue sendo o vencedor de sempre, mesmo perdendo, na bola, uma final equilibradíssima. Só NÃO vale achar bode expiatório.

Deu Rússia

domingo, 10 de julho de 2011

Pela segunda vez em 12 finais de Liga Mundial, o Brasil perdeu para a Rússia.

Como em 2002, em Belo Horizonte, os russos levaram a melhor, desta vez em Gdansk, na Polônia, por 3 sets a 2, parciais de 23-25, 27-25, 25-23, 22-25 e 15-11, em 2h04.

O oposto Mikhaylov, com 25 pontos, todos no ataque, liderou o time russo.  Théo e Giba fizeram 16 cada para o time brasileiro.

A disputa pelo deca fica para Sofia, na Bulgária, em 2012.

PS: Enquanto escrevo um texto para a edição de amanhã do LANCE! (jornal tem horário pra fechar, galera!), vocês opinam sobre o jogo. Volto mais tarde com minhas impressões sobre o Brasil.

Comparação individual de Brasil x Rússia nos números da fase final

sábado, 9 de julho de 2011

Maiores pontuadores
3 – Mikhaylov – 76 pontos
9 – Giba e Lucão – 44

Melhores atacantes
1 – Théo – 60,9%
2 – Mikhaylov – 56%

Melhores passadores
2 – Murilo – 70,08%
13 – Sokolov – 52%

Melhores bloqueadores
1 – Mikhaylov – 1 ponto por set em média
11 – Théo – 0,47

Melhores sacadores
1 – Muserskiy – 0,71 ponto por set em média
18 – Lucão – 0,2

Melhores defensores
1 – Sokolov – 4,71 ações por set
5 – Escadinha – 4,20

Melhores levantadores
5 – Grankine – 8,14
7 – Bruno – 7,07

Brasil 0 x 3 Rússia: campeões escondem jogo. Foi uma boa?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Já classificados para a semifinal da Liga Mundial, brasileiros e russos entraram em quadra em Gdansk claramente com objetivos diferentes.

O time de Bernardinho com os reservas em quadras, com Giba fora até do banco de reservas. Marlon, Vissotto, João Paulo Bravo, Dante, Rodrigão, Sidão e Escadinha iniciaram o duelo. E até o líbero deixou a quadra para entrada de Mário Júnior.

Em nenhum momento, a Seleção demonstrou ter “sangue nos olhos” . Cumpriu tabela por obrigação, poupando-se para as semifinais, deixando claro que guardou as armas para um provável novo encontro com os russos na final.

Vejam só os números: apenas dois pontos de bloqueio em três sets. Número pífio. Apenas Vissotto teve dois dígitos na pontuação: 12 acertos.

Pelo lado russo, força máxima: Grankine, Mikhaylov, Khtei, Apalikov, Spiridonov, Muserskyi e Sokolov (líbero). E incríveis nove pontos de saque, mostrando que a força segue sendo a arma mais letal do time de Alekno. O levantador Grankine mostrou que sabe equilibrar bastante a distribuição, sendo que quatro atletas marcaram dez ou mais pontos.

No fim das contas, acho certa a estratégia brasileira de poupar os titulares, após jogos de alto grau de desgaste emocional contra Cuba e Rússia. E deu pra ver também que os russos estão fortes e precisam ser estudados com afinco.

Quem é melhor? Sesi, Trentino ou Zenit Kazan

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Com os times já prontos ou em fase final de montagem mundo afora, fiz uma pesquisa do que o Sesi vai enfrentar no Mundial de Clubes, caso conquiste o Sul-Americano.

E a parada não será nada fácil.

Apesar de o campeão da Superliga ter sua base formada por selecionáveis (Murilo, Escadinha e Rodrigão são titulares com Bernardinho), verá rivais com situação bem semelhante em Doha.

Finalista do última Liga dos Campeões da Europa, Trentino (ITA) e Zenit Kazan (RUS) são duas verdadeiras seleções.

O time da Itália, atual campeão mundial, é uma torre de Babel. Brasileiro, tcheco, búlgaros, ítalo-cubano, polonês, grego e italianos titulares. Rapha é um levantador respeitadíssimo na Europa e tem na dupla de ponteiros (Kaziyski/Juantorena) seu principal desafogo ofensivo. O central Birarelli e o líbero Bari são titulares da nova Azzurra de Mauro Berruto,

Já os russos importaram talento americano e italiano para se juntar à base da própria seleção. Vermiglio tem a difícil e quase impossível tarefa de substituir Ball. Por sua vez, Priddy é um dos ponteiros mais completos do mundo. Entra facilmente no meu Top 3. Junte-se aos gringos o oposto Mikhaylov, os centrais Apalikov e Volkov, líderes da seleção da Rússia na campanha impecável na Liga Mundial, além do experiente ponta Berezhko.

Compare os times e opine sobre o melhor:

Zenit Kazan: Vermiglio, Mikhaylov, Priddy, Berezhko, Volkov, Apalikov e Obmochaev (líbero).

Trentino: Raphael, Stokr, Kaziyski, Juantorena, Birarelli, Djuric e Bari (líbero).

Sesi: Sandro, Wallace, Murilo, Léo Mineiro, Rodrigão, Sidão e Escadinha (líbero).

Liga Mundial: Rússia faz dever de casa

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Liga Mundial começou com a Rússia confirmando o favoritismo ao fazer 3 a 0 sobre no Japão, com parciais de 25-22, 25-20 e 25-18.

Spiridonov, com 16 pontos (14 de ataque), foi o destaque dos russos, que jogaram em casa. O técnico Vladimir Alekno ainda escalou Grankine, Mikhaylov, Volkov, Khtei, Muserskyi e o líbero Sokolov.

Nas estatísticas, fica clara a diferença que um time gigante leva sobre um “anão”. Foram nove pontos de bloqueio da Rússia, contra três do Japão e estes feitos pelo mesmo jogador: Tomimatsu.