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Um dia quase 100% mineiro, sô!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Esses times mineiros não estavam tão bem assim, uai!

A constatação de um torcedor das Alterosas poderia resumir bem as quartas de final de ontem. O sotaque mineiro, que ouço tanto aqui na minha casa, deu o tom nos jogos de terça-feira da Superliga feminina.

A começar pela surpreendente/incrível/histórica vitória do Mackenzie Cia do Terno sobre a Unilever por 3 a 2, em BH. O jovem time, mesmo sem contar com seu principal nome nas melhores condições físicas (Priscila Daroit), mostrou uma estratégia tática bem definida e não teve respeito, no bom sentido, com Mari, Sheilla, Fernanda, Fabi & Cia.

Para quem não conhecia, a jovem Gabi, de 17 anos, deu seu cartão de visitas. 20 pontos marcados e o prêmio de melhor em quadra. Por outro lado, Mari continua sua temporada irregular (talvez a maior de todas), principalmente no passe. Suas atuações devem, à distância, preocupar demais o técnico José Roberto Guimarães para a campanha olímpica.

Outra característica do jogo foram os “lapsos” de cada time por longos períodos. Vejam só: mineiras abrem 6 a 0 no primeiro set. Depois, têm 24 a 16 e sofrem OITO pontos seguidos. Na segunda parcial, cariocas abrem quatro pontos no início, mas sofrem quatro seguidos e cedem o empate. No tie-break, o contrário, com a Unilever tirando quatro pontos de desvantagem no fim do set. Impressiona a tal instabilidade feminina.

Para quem não acreditava em qualquer chance de zebra nas quartas de final (os dois jogos da fase de classificação terminaram em 3 a 0 para a Unilever, com o Mackenzie fazendo no máximo 22 pontos em um set), o jogo de ontem provou o contrário.  As cariocas agora jogarão pressionadas por três derrotas seguidas. E as mineiras jogarão “sem responsabilidade” e com a certeza que têm capacidade para derrotarem as favoritas. Ingredientes a mais para um confronto que merece ser acompanhado de perto.

Ainda em BH, na Arena Vivo, a Usiminas/Minas também precisou do tie-break para vencer o Sesi (25-16, 22-25, 25-17, 21-25 e 15-11). Neste duelo esperava-se mesmo o equilíbrio, com a vitória podendo cair em qualquer colo. Para variar, as cubanas lideraram o time da casa, com Ramirez sendo eleita a melhor em quadra e Herrera terminando como maior pontuadora.

Durante toda a Superliga, o Sesi oscilou mais do que o Minas. E, nos playoffs, isso pode custar caro, como vimos nas parciais do primeiro e terceiro sets, que tiveram domínio total das donas de casa. E não vejo muito como Talmo mudar o Sesi com as peças que possui no banco de reservas.

E a noite só não foi 100% mineira pois o Vôlei Futuro impediu, com muito suor, que o Banana Boat/Praia Clube não aprontasse outra zebraça, desta vez em Araçatuba. Com parciais de 32-20, 23-25, 25-16, 20-25 e 16-14, o time paulista bateu o de Uberlândia.

Não vi pelo SporTV o duelo, mas admito ter me surpreendido com as dificuldades que a equipe de Paulo Coco teve. As mineiras possuem um bom passe, principalmente com Suelle e Arlene, e uma boa temporada de Monique na saída de rede. Ainda assim, eu achava pouco para superar o favoritismo do Vôlei Futuro. Mas ele esteve por um fio. Das poucas coisas que vi na TV, uma me chamou a atenção: uma áspera discussão entre Fernanda Garay e Paulo Coco. Alguém me explica o motivo?

Por fim, quem sentiu falta de emoção durante quase toda a fase inicial da Superliga feminina, foi brindado com adrenalina de sobra na abertura dos playoffs.

Vão mudar as apostas que fizeram antes do início das quartas de final?

Mackenzie Cia. do Terno 3 x 2 Unilever

terça-feira, 13 de março de 2012

Zebraça em BH. As mineiras do Mackenzie Cia. do Terno derrotaram a favorítissima Unilever no tie-break, na abertura da série em melhor de três das quartas de final.

Antes de escrever o que penso, quero ouvir a opinião de vocês. O time mineiro jogou como nunca ou as cariocas deixaram muito a desejar?

Volto mais tarde para dar minha opinião.