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Posts com a Tag ‘Lucão’

Vaivém: Uma cara nova e uma renovação no Sesi

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Sesi de Marcos Pacheco começa a ganhar definitivamente uma cara.

O blog apurou que o ponta Maurício, que defendia o Sada/Cruzeiro, acertou contrato por um ano. Ele deve ser anunciado até o fim da semana.

O jogador é um dos inscritos na Liga Mundial e treina com a Seleção em Saquarema.

Ele chegará para se juntar ao também ponta Lucarelli, ex-Vivo/Minas, e o central Lucão, ex-RJX, outros dois selecionáveis que já acertaram com o Sesi.

O time paulista oficializou também nesta terça-feira a renovação de contrato com o levantador Sandro.

Vaivém: Sada/Cruzeiro de olho em oposto do visado RJX

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O oposto Paulo Victor, também conhecido por Da Silva, interessa ao Sada/Cruzeiro.

Reserva do RJX na campanha do título da Superliga, ele apareceu bem em vários momentos da competição e deu conta do recado ao substituir Theo.

O jogador tem 26 anos e 1,97m. Ele, caso a negociação caminhe, chegaria para o lugar do cubano Sanchez.

Nos últimos dias, o RJX se movimentou bastante para tentar manter a sua base campeã. Após a confirmação da manutenção do investimento da EBX, empresa do grupo de Eike Batista, o time tem negociado com seus atletas, já que vários possuem propostas de rivais do país e também do exterior.

Bruninho e Lucão, por exemplo, foram procurados pelo Sesi. Hoje, a apuração aponta para a permanência do levantador no Rio de Janeiro, enquanto o central partirá para o time paulista. Porém, com a disputa do Sul-Americano se aproximando, confirmações só aconterão após o fim da competição que dará vaga no Mundial.

Uma noite carioca

sábado, 9 de março de 2013

A sexta-feira foi carioca na Superliga.

Pela competição masculina, o RJX abriu os playoffs com uma vitória sem muitos sustos, no Maracanãzinho, sobre o São Bernardo por 3 a 0 (25-20, 28-26 e 25-21).

Bruninho, que era dúvida para o duelo após torcer o tornozelo na última rodada da fase de classificação, foi titular e ainda faturou o prêmio de melhor em quadra. Com a escalação do selecionável, o time de Marcelo Fronckowiak pôde manter uma das características marcantes da temporada: usar e abusar das jogadas de meio com Lucão. O central, aniversariante do dia, terminou o duelo com 16 pontos. O mais impressionante é o aproveitamento no ataque: 100%. Dez acertos em dez tentativas. Os outros seis pontos foram de bloqueio.

Como o VivaVôlei é escolhido pela comissão técnica do time vencedor, a opção por Bruninho, além da boa atuação, foi uma forma de reconhecer o esforço que ele teve para estar em quadra. Eu até entendo. Mas se o prêmio ficasse com Lucão também seria justo.

Pelo time do ABC, que não conseguiu pressionar o rival e passou quase todo o jogo atrás no placar, o oposto Renan Buiatti fez 16 pontos. No segundo jogo, na terça, em São Bernardo do Campo, o RJX tem tudo para liquidar a série.

Já pelo torneio feminino, as semifinais começaram no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, dando a impressão de que o Sesi seria um páreo duro para a Unilever. Mas, depois de vencer o primeiro set por 25 a 23, o time paulista passou a errar demais e facilitou a virada das cariocas, parciais de 25-17, 25-20 e 25-16.

Natália foi eleita a melhor em quadra, enquanto Gabi, com 19 pontos, foi a maior pontuadora. A dupla realmente se destacou. Mas Regiane, que entrou como oposto no lugar de Sarah Pavan, no terceiro set,  também merece uma menção honrosa pela atuação, com 11 pontos marcados. 

Acho que, se eu dissesse no início da competição que a Unilever, que mudou tanto da temporada passada para a atual, venceria um jogo de semifinal sem Logan Tom e com Sarah Pavan no banco, seria ridicularizado por muitos.

Já a surpreendente (ou não?) queda de rendimento do Sesi, após sair na frente, se deve, em parte, à ponta Tandara. Ela passou a errar mais do que o normal, tanto no ataque quanto no passe, depois de começar bem. Parecia desconcentrada, sem confiança. Não foi a mesma jogadora que decidiu na série contra o Banana Boat/Praia Clube. E o time sentiu muito essa mudança.

Para forçar um terceiro jogo, o Sesi precisará transformar em regra a exceção que foi o primeiro set. Menos do que isso será impossível ganhar dois jogos no Rio de Janeiro.

 

A segunda parte dos comentários de RJX x Sesi

sábado, 26 de janeiro de 2013

Para fazer justiça ao belo espetáculo que a arbitragem quase estragou, neste sábado, no Rio, o prometido post com a parte técnica da vitória do Sesi sobre o RJX no tie-break.

Vamos aos tópicos:

1) O levantador Everaldo, que vinha de longa inatividade, foi eleito o melhor em quadra. Realmente ele tem méritos pela virada, já que substituiu o jovem Thiaguinho com o placar apontando 2 a 0 para o time da casa, até então líder da Superliga. Eu, porém, teria dado o VivaVôlei para o oposto Lorena.

Foram 26 pontos, com um aproveitamento de quase 50% no ataque, além de aparecer em momentos decisivos no saque e no bloqueio. É uma característica do oposto chamar a responsabilidade em jogos parelhos, principalmente quando a torcida adversária é maioria. Ele se motiva quando o cenário descrito acima se forma. Nem sempre, porém, Lorena tem equilíbrio emocional para superar tal situação. Contra o RJX, ele conseguiu e foi o destaque do Sesi na minha opinião.

2) Muito honesta a atitude de Murilo já no fim do quinto set, ao admitir que uma bola tocou em seu pé após bloqueio do RJX. Com a marcação, o time da casa abriu dois pontos e poderia ter vencido o duelo caso mantivesse a virada de bola. No atual mundo competitivo em que vivemos, cada vez mais individualista, com o ser humano sempre dando um jeitinho para levar vantagem, o ponta não quis “vencer a qualquer custo”. Se existisse um troféu fair-play, deveria ser entregue ao jogador do Sesi.
 
Não vou citar A, B ou C que não se acusaram em lances parecidos. Isso é tão normal no esporte, que arrisco a dizer que 99 de 100 jogadores já iludiram a arbitragem em jogadas assim. Na nossa cultura, ver a Seleção Brasileira ganhar um pontinho na malandragem contra Argentina ou Cuba, por exemplo, é permitido. Só que se algum rival faz isso conosco, vamos chamá-lo de desonesto.

3) Concordo com Nalbert. Lucão é, por enquanto, o melhor jogador da Superliga.

O ex-jogador fez esse comentário durante a transmissão da Globo. Neste sábado, o central fez 15 pontos (dez no ataque, dois no bloqueio e três no saque). Sem computador os números desta rodada, Lucão é o quarto maior pontuador da competição, líder no bloqueio e tem o sexto melhor saque (vai ganhar posições após os jogos do fim de semana). A fase é boa. E quem tem a ganhar também é a Seleção.

4) A transmissão o chamou de Da Silva. Eu prefiro Paulo Vitor, como está na camisa. O oposto, que substituiu Theo em quase todo o jogo, tem potencial. Foram 16 pontos e a impressão de que pode alçar voos mais altos na carreira. Teve mais do que 50% de aproveitamento no ataque e não se escondeu do jogo.

5) Por fim, um comentário sobre Dante. O ponta está longe do seu melhor momento. Foram apenas quatro pontos, muito pouco para um craque como ele em quatro sets disputados. Os problemas físicos estão limitando o ataque do camisa 18.

 

A entrevista com Lucão, na íntegra

domingo, 20 de janeiro de 2013

Para quem não comprou o LANCE! hoje, segue o link da entrevista com o Lucão.

http://www.lancenet.com.br/minuto/Lucao-dialogo-clubes-CBV_0_848915272.html

Trechos exclusivos da entrevista com Lucão

domingo, 20 de janeiro de 2013

No LANCE! deste domingo você lê uma entrevista com o central Lucão, titular da Seleção e do RJX.

O blog separou algumas perguntas exclusivas sobre as perspectivas dele para a Olimpíada de 2016.

O que você imagina de cenário da Olimpíada do Rio, em 2016? Os mesmos rivais de sempre?
Acho que não vai fugir muito do que estamos acostumados. No início do último ciclo olímpico, a Polônia estava em transformação e conseguiu chegar bem no fim do ciclo. Os Estados Unidos têm uma escola muito forte e, quando acham que não vão chegar, eles conseguem por conta da organização e do conjunto forte. Cuba sempre tem renovação. A Rússia é uma escola do vôlei como o Brasil. Talvez a Itália caia pela falta de novos jovens jogadores.
 
Como você vê o Brasil, que também terá a saída de jogadores? E o Bernardinho, ele continuará como treinador?
Acho que o Bernardinho continua. Não vejo outro treinador assumindo a equipe. Trata-se de um técnico extremamente competente e ninguém pode questionar o trabalho que fez nestes anos. Quanto à equipe, o grupo que acabou disputando a Olimpíada tinha eu e o Sidão de centrais, o Wallace de oposto, Bruno de levantador, Dante e Murilo nas pontas e o Serginho era o líbero. Desses, acredito que apenas o Serginho saia. Temos uma base, mas é claro que novos jogadores vão chegar. Isso é necessário pois o ciclo é grande, os atletas estão sujeitos a lesões. A garotada precisará ter paciência pois teremos muitos testes no início e muita ralação. Tudo para chegarmos em 2016 com a equipe mais perfeita possível.
 
Olimpíada já é importante. No Rio, a pressão será ainda maior…
Nos últimos ciclos, o vôlei sempre foi cobrado para trazer medalhas. Com certeza a pressão será grande. O Comitê Olímpico Brasileiro conta com essas medalhas. Mas vejo muito disso a nosso favor. Ninguém gosta de vir jogar no Brasil com ginásio lotado.
 
Você se vê jogando no Brasil por todo o ciclo olímpico?
Hoje não me vejo saindo do Rio de Janeiro. Gosto muito daqui e tenho uma excelente estrutura de trabalho. O Brasil melhorou não só em estrutura de clubes, mas também em termos financeiros. Antigamente, muitos jogadores saíam por conta das propostas financeiras. Todo mundo ia para a Itália porque o Euro estava valorizado e o campeonato era forte. Hoje em dia já não é mais assim. Talvez a Rússia ainda esteja um pouco acima, mas os outros campeonatos estão bem nivelados.

Brasil 3 x 0 Finlândia. Gostaram da atuação da Seleção?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma vitória por 3 a 0 costuma ser, quase sempre, incontestável. No triunfo brasileiro sobre a Finlândia, na manhã desta sexta, o quase merece ser destacado.

A atuação da Seleção ainda não foi de encher os olhos na totalidade da partida, algo que costuma ser perigoso contra adversários mais fortes.

No primeiro set, as falhas na virada de bola, principalmente com os ponteiros, ficaram claras. Ricardinho ainda busca encontrar o tempo de bola com Murilo e Dante. O capitão do time teve uma atuação bem apagada, anotando apenas um ponto (e no bloqueio). No segundo set, foi substituído por João Paulo Bravo, que não havia sido aproveitado até agora na Liga Mundial. Já Dante cresceu no jogo, aparecendo com mais precisão nas bolas de fundo pelo meio.

Depois de sair do enrosco na parcial inicial, vencida por 25 a 21, o Brasil cresceu. O saque passou a funcionar, principalmente com os centrais Lucão e Sidão. A dupla também pareceu mais à vontade com Ricardinho. O levantador, inclusive, tornou público antes da etapa de São Bernardo de Campo que estava tendo dificuldade para achar as melhores bolas de Lucão e Sidão. Os dois, pela altura, precisam de levantamentos mais altos, bem diferente, por exemplo, do estilo mais rápido de Gustavo e André Heller, que se davam muito bem com o camisa 17.

Vale uma menção também para outra boa atuação de Wallace, jogador que até agora melhor se entende com Ricardinho. Com 14 acertos, o oposto foi o maior pontuador brasileiro.

Já o atípico 25-9 no terceiro set mostra o abismo real que existe entre as seleções. E talvez faça com que o Brasil, que ainda busca encontrar um ritmo mais constante na temporada, tenha certeza de que seu nível de jogo pode (e precisa) ser muito mais alto.

Vôlei Futuro 0 x 3 RJX

terça-feira, 3 de abril de 2012

Será que alguém não ficou surpreso com o resultado que aparece no título deste post?

O RJX venceu o Vôlei Futuro (25-23, 25-21 e 29-27) com autoridade, em Araçatuba, e agora terá a chance de garantir, no Maracanãzinho, a vaga na final da Superliga em sua temporada de estreia.

O time de Marcos Miranda teve o ponta Chupita eleito como o melhor em quadra. Ele realmente foi decisivo na reta final do terceiro set. Em um bloqueio, impediu que Lorena fechasse e forçasse a quarta parcial. Foi para o saque logo depois e surpreendeu ao acelerar o movimento e quebrar o passe dos donos da casa. Dois pontos importantíssimos.

Do outro lado, erros em momentos cruciais também pesaram. E muito. Lorena, bastante acionado por Ricardinho na reta final do terceiro set, desperdiçou contra-ataques e errou dois saques, o último deles com a bola batendo quase na cadeira do árbitro.  Faltou cabeça no lugar. É isso que falta para o maior pontuador da Superliga mudar de patamar.

Para quem viu o RJX penando na fase de classificação, é surpreendente ver como o time engrenou nos playoffs para eliminar o Sesi e agora sair na frente do Vôlei Futuro. Dante voltou a ser eficiente como poucos nas bolas de fundo pelo meio, Lucão tem sido demolidor em algumas passagens de saque, Alan deu consistência para o passe e dupla Marlon/Theo está afinada.

Duelo entre Vôlei Futuro x RJX

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O mesmo vale para o confronto Rio-São Paulo nas semifinais da Superliga masculina.

Só uma lembrança: é para analisar o momento, não o histórico, ok?

Levantadores: Ricardinho x Marlon

Opostos: Lorena x Theo

Ponta 1: Dentinho x Dante

Ponta 2: Camejo x Chupita

Central 1: Lucão x Mauricio

Central 2: Riad x Vini

Líbero: Alan x Mário Júnior

Coluna de domingo: RJX deixa a má impressão para trás

domingo, 25 de março de 2012

Pessoal, a coluna Saque publicada neste domingo, 25 de março de 2012, no LANCE!, com o primeiro semifinalista da Superliga masculina.

O RJX atraiu todos os holofotes do mundo do vôlei ao ser criado, em abril de 2011. Com aporte do bilionário empresário Eike Batista, o time carioca logo ganhou o rótulo de mais rico do país, com o maior orçamento entre todos os participantes da Superliga. O investimento beira  R$ 13 milhões para manter um elenco estelar, com os selecionáveis Dante, Marlon, Lucão e Theo, ações de marketing com a cidade olímpica como pano de fundo, sem esquecer a área social, com escolinhas de vôlei apadrinhadas por Bernardinho em comunidades pacificadas do Rio. Tudo muito bonito no papel.

Depois de quase um ano de existência, o RJX passa a ser o centro das atenções novamente, mas graças aos resultados obtidos dentro de quadra. Neste sábado, com oito mil pessoas no Maracanãzinho, o time carioca fechou o playoff contra o Sesi por 2 a 0 e é o primeiro semifinalista da Superliga 2011/2012. Pode parecer pouco, mas não é.

O adversário é o atual campeão nacional e possui um elenco tão caro e estelar quanto o RJX. Murilo, Escadinha, Rodrigão e Sidão possuem títulos mundiais e olímpicos no currículo. O resultado afasta também a má impressão deixada pelo milionário time carioca na fase de classificação. O sétimo lugar, atrás de rivais com metade do investimento anual, como Vivo/Minas e Medley/Campinas, aumentou a pressão sobre o RJX. O técnico Marcos Miranda e alguns jogadores foram colocados em xeque. Muita  gente ligada ao mercado passou a acreditar que o patrocínio para as próximas temporadas fosse cair drasticamente. Por enquanto, esqueçam.

O time superou os problemas de entrosamento, ganhou corpo e tem chances reais de transformar a Superliga em ouro, algo que Eike “Midas” Batista sabe muito bem o que é.