Posts com a Tag ‘Lucão’

Coluna de domingo: Reflexões sobre o momento da Seleção

domingo, 25 de maio de 2014

Pessoal, boa tarde. No ar a Coluna Saque publicada neste domingo, 25 de maio, no LANCE!

Os resultados negativos do Brasil diante da Itália, no primeiro fim de semana de disputas da Liga Mundial, não tiram meu sono. É início de temporada, time com foco na parte física, há tempo de recuperação para buscar a vaga para as finais e a Azzurra, vamos admitir, jogou demais… O que me preocupa é ver que, a três meses do início do Campeonato Mundial da Polônia, que marcará a metade do ciclo olímpico até os Jogos do Rio, a Seleção está bem longe de ter uma base titular confiável para buscar o tetracampeonato.

É um cenário bem diferente dos Mundiais anteriores (2002, 2006 e 2010), por exemplo. Pesam o momento técnico ruim de alguns atletas, as limitações físicas de outros e a falta de peças de reposição à altura dos titulares em algumas posições, fruto de uma renovação não tão boa desta geração como visto nas anteriores.

Para comprovar, dois exemplos: Escadinha e Dante, dos veteranos com um passado glorioso com a Seleção e que não foram inscritos na Liga, teriam espaço e importância entre os 12 hoje. Para o Mundial de 2014 não tenho dúvidas de que seriam úteis. Se formos pensar na Olimpíada, acho pouco provável. Por isso tudo, Bernardinho deveria aproveitar a Liga para testar, testar e testar.  No levantamento, Rapha, jogador com muita experiência internacional por clubes,
tem cacife para disputar a posição em igualdade de condições com Bruninho. Mas precisa ter mais chances como a recebida em boa parte do segundo duelo com a Itália, ontem. O mesmo vale para encontrar opções para Lucão e Sidão no meio, para definir qual dos oposto é titular (Vissotto, Wallace e Theo) e achar opções para Murilo e Lucarelli nas pontas. Ou seja: é preciso achar um time.

Balanço da estreia brasileira em Jaraguá

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Não gostei do que vi da Seleção Brasileira na abertura da Liga Mundial, em Jaraguá do Sul (SC).

E, que fique claro, minha crítica leva em consideração que o momento físico do Brasil não visa explodir agora, mas lá no segundo semestre, no Mundial da Polônia. O time estava nitidamente mais preso do que os rivais. Ainda assim, o Brasil deixou bastante a desejar na derrota por 3 a 1 para a Itália.

Vamos por partes:

- Mário Júnior teve uma atuação abaixo da média. Conseguiu errar passe de contra-ataque, de manchete, e esteve longe de passar segurança na recepção dos saques forçados dos italianos. Tanto que Bernardinho usou o novato Felipe nas duas últimas parciais. Sem Escadinha, a posição de líbero, para um time com altura menor do que os principais concorrentes, é chave. E preocupa!

- A virada de bola de Murilo e Lucarelli também deixou a desejar. O experiente ponta marcou apenas cinco pontos, quatro deles no ataque. Lucarelli fez 12, mas com apenas 35% de aproveitamento no principal fundamento que possui. Como comparação, Kovar teve 64% de acerto e marcou 20 pontos. Já Parodi, que fez 12, terminou com 45%. Como o Brasil só tinha Maurício no banco para o setor, Bernardinho acabou nem sequer mexendo em sua dupla titular.

- Como falei no post de apresentação da Liga, em ano de Campeonato Mundial, a competição anual vira um grande laboratório. Por essa lógica (e também pela atuação decisiva no terceiro set), Rapha poderia ter sido titular no quarto no lugar de Bruno. O jogador está em grande fase, vem em ritmo de jogo por ter disputado o Mundial de Clubes em BH e faz tempo que merece oportunidades na Seleção. Quem me lê aqui sabe que estou longe de ser o perseguidor número 1 de Bruninho, mas já passou da hora de Bernardinho dar espaço para outros levantadores que vivem bom momento. E não existe hora melhor de fazer testes do que agora. Pelo Twitter, o líbero Alan respondeu uma pergunta que fiz sobre o melhor e o pior do jogo. O melhor para ele foi a Itália e o pior foi Rapha ter ficado no banco. Tão claro que nem é preciso desenhar…

- Cheguei a postar no Twitter no fim do segundo set a pontuação de Lucão. Ele tinha apenas três pontos, dois deles no ataque. Por mais que tenha terminado o jogo com 12 (seis no ataque, quatro no bloqueio e dois no saque), era uma pontuação muito baixa para quem é homem de segurança de Bruninho no ataque. O Brasil não pode se dar ao luxo de não usar mais o principal central que possui.

- Vissotto foi o maior pontuador brasileiro: 16 pontos. Colocou 14 de 27 bolas no chão, ficando acima dos 50% de aproveitamento. Estatísticas bem razoáveis. Perto do restante do Brasil, números muito bons. A briga entre ele, Wallace e Theo por duas vagas promete ser boa.

- A Copa do Mundo, segundo a versão da transmissão da Globo, impediu que o jogo de hoje tivesse a utilização do replay para bolas decisivas. Segundo a emissora, o equipamento foi retido pela Receita Federal, “atolada” por diversas remessas que estão chegando para transmissão do Mundial de futebol.

- Ainda sobre a transmissão, a convidada Christine Fernandes roubou a cena, falando bem mais do que Giba e Tande, os especialistas que também estavam no estúdio da Globo.  Foi ela quem levantou a lebre sobre o equipamento, ao pedir a Luiz Carlos Júnior a exibição de um replay, por exemplo. E virou assunto dos mais comentados nas redes sociais durante a tarde.

 

Vaivém: O futuro de Lucão

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Li muita especulação sobre o futuro de Lucão após o Sesi perder a final da Superliga para o Sada/Cruzeiro. A principal delas era uma transferência para a Itália, sendo Modena, do levantador Bruninho, um dos destinos, retomando uma parceria de muito sucesso. Mas o martelo está batido e ele não deixará a equipe paulista na temporada 2014/2015.

O Sesi vê o central como pilar do time, ao lado de Lucarelli. Ambos chegaram com um baita status. E se esperava muito deles juntos. Admito que eu estava entre esse grupo, inclusive. Mas a temporada acabou e fiquei com uma ponta de frustração com ambos. Não foram tão decisivos, não desequilibraram ofensivamente como estavam acostumados, separadamente, no RJX e no Vivo/Minas, respectivamente. Em alguns jogos, pareciam não estar tão à vontade em quadra,

Como o Sesi irá trocar o levantador, a expectativa é de que o jogo de Lucão e Lucarelli cresça junto.

 

E quase deu São Bernardo. Banco salvou o Sesi

domingo, 9 de março de 2014

O São Bernardo, sétimo colocado na fase de classificação da Superliga masculina, poderia ter protagonizado, neste domingo, a única zebra da primeira rodada dos playoffs.

Jogando fora de casa contra o poderoso e milionário Sesi, o time do ABC teve chances para fechar a partida em 3 a 0. Faltou manter o ritmo no fim do segundo set, quando já tinha 1 a 0 e vencia até o 18º ponto (na terceira parcial, fez 21 a 12). Mas faltou acreditar? Talvez. Faltou capricho do levantador Rodrigo no 2º set. No tie-break, faltou Leozão, grande nome da partida até então, que sentiu cãimbras e precisou deixar o jogo. Os tais detalhes em um confronto decisivo.

Pelo lado do Sesi, sobraram opções no banco para mudar o rumo do jogo. Thiaguinho foi importante para a virada no segundo set. Rogério e Mão entraram bem no quarto. O central marcou quatro pontos (dos sete) em bloqueio. O ponta anotou dez, sete deles no ataque.

E assim Lucão e Murilo, titulares não apenas no Sesi, mas também na Seleção Brasileira, viram do banco de reservas a virada. E com números impressionantes, que sinceramente raras vezes vi na vida. O central fez um ponto, de bloqueio, no primeiro set. E mais nada. Já o ponta, que vem da delicada cirurgia no ombro, zerou.

Para azar do São Bernardo (Peu merece aplausos pelo trabalho feito), dúvido que eles façam outra partida deste nível. E, assim, o Sesi, aliviado, deve confirmar sua vaga na semifinal.

Em bom teste, Brasil se aquece para as finais

sábado, 13 de julho de 2013

A Seleção masculina iniciou com vitória o última semana da fase de classificação da Liga Mundial. Na manhã deste sábado, 0 3 a 1 sobre os Estados Unidos (25-22, 25-18, 20-25 e 28-26) serviu para Bernardinho fazer testes e observações para o Final 6, na Argentina, na próxima semana.

Sem Bruno, com virose, o técnico iniciou o duelo com William. Como Leandro Vissotto também foi poupado, Wallace ganhou chance no time. E a dupla levantador/oposto pôde utilizar todo o entrosamento que carrega do Sada/Cruzeiro. Depois de um início nervoso e com muitos erros, eles foram importantes na construção do triunfo. William, inclusive, foi responsável por muito volume de jogo, com defesas em vários momentos do jogo. Já Wallace terminou com 16 pontos, atrás apenas de Lucarelli, que fez 17.

Para quem tinha sido importante em inversões de 5-1 durante a competição, foi bom comprovar de que podem, também, ser decisivos com maior tempo em quadra. Acho que a Seleção vai precisar bastante deles nas finais na Argentina.

A outra mudança no time não funcionou. Sem Dante, também poupado, Bernardinho optou por Thiago Alves, até então pouco utilizado na Liga. Mas com baixo aproveitamento no ataque e um pouco inconstante no passe, ele foi substituído por Maurício. O Brasil ganhou na recepção, mas o ponta ainda precisa crescer na parte ofensiva, ponto que mais pecou neste sábado.

Vale ressaltar ainda uma sequência de quatro aces seguidos de Lucão no segundo set, algo raro. Ainda mais quando a recepção não consegue sem sequer tocar na bola… Vocês se lembram de algo parecido? O central terminou o confronto com 16 pontos.

Por fim, um comentário sobre o time dos Estados Unidos. Com a formação que jogou hoje, os americanos terão dificuldades para manutenção no grupo dos melhores do mundo. Anderson é quase uma ilha de excelência na equipe atualmente.

 

Vaivém: Uma cara nova e uma renovação no Sesi

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Sesi de Marcos Pacheco começa a ganhar definitivamente uma cara.

O blog apurou que o ponta Maurício, que defendia o Sada/Cruzeiro, acertou contrato por um ano. Ele deve ser anunciado até o fim da semana.

O jogador é um dos inscritos na Liga Mundial e treina com a Seleção em Saquarema.

Ele chegará para se juntar ao também ponta Lucarelli, ex-Vivo/Minas, e o central Lucão, ex-RJX, outros dois selecionáveis que já acertaram com o Sesi.

O time paulista oficializou também nesta terça-feira a renovação de contrato com o levantador Sandro.

Vaivém: Sada/Cruzeiro de olho em oposto do visado RJX

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O oposto Paulo Victor, também conhecido por Da Silva, interessa ao Sada/Cruzeiro.

Reserva do RJX na campanha do título da Superliga, ele apareceu bem em vários momentos da competição e deu conta do recado ao substituir Theo.

O jogador tem 26 anos e 1,97m. Ele, caso a negociação caminhe, chegaria para o lugar do cubano Sanchez.

Nos últimos dias, o RJX se movimentou bastante para tentar manter a sua base campeã. Após a confirmação da manutenção do investimento da EBX, empresa do grupo de Eike Batista, o time tem negociado com seus atletas, já que vários possuem propostas de rivais do país e também do exterior.

Bruninho e Lucão, por exemplo, foram procurados pelo Sesi. Hoje, a apuração aponta para a permanência do levantador no Rio de Janeiro, enquanto o central partirá para o time paulista. Porém, com a disputa do Sul-Americano se aproximando, confirmações só aconterão após o fim da competição que dará vaga no Mundial.

Uma noite carioca

sábado, 9 de março de 2013

A sexta-feira foi carioca na Superliga.

Pela competição masculina, o RJX abriu os playoffs com uma vitória sem muitos sustos, no Maracanãzinho, sobre o São Bernardo por 3 a 0 (25-20, 28-26 e 25-21).

Bruninho, que era dúvida para o duelo após torcer o tornozelo na última rodada da fase de classificação, foi titular e ainda faturou o prêmio de melhor em quadra. Com a escalação do selecionável, o time de Marcelo Fronckowiak pôde manter uma das características marcantes da temporada: usar e abusar das jogadas de meio com Lucão. O central, aniversariante do dia, terminou o duelo com 16 pontos. O mais impressionante é o aproveitamento no ataque: 100%. Dez acertos em dez tentativas. Os outros seis pontos foram de bloqueio.

Como o VivaVôlei é escolhido pela comissão técnica do time vencedor, a opção por Bruninho, além da boa atuação, foi uma forma de reconhecer o esforço que ele teve para estar em quadra. Eu até entendo. Mas se o prêmio ficasse com Lucão também seria justo.

Pelo time do ABC, que não conseguiu pressionar o rival e passou quase todo o jogo atrás no placar, o oposto Renan Buiatti fez 16 pontos. No segundo jogo, na terça, em São Bernardo do Campo, o RJX tem tudo para liquidar a série.

Já pelo torneio feminino, as semifinais começaram no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, dando a impressão de que o Sesi seria um páreo duro para a Unilever. Mas, depois de vencer o primeiro set por 25 a 23, o time paulista passou a errar demais e facilitou a virada das cariocas, parciais de 25-17, 25-20 e 25-16.

Natália foi eleita a melhor em quadra, enquanto Gabi, com 19 pontos, foi a maior pontuadora. A dupla realmente se destacou. Mas Regiane, que entrou como oposto no lugar de Sarah Pavan, no terceiro set,  também merece uma menção honrosa pela atuação, com 11 pontos marcados. 

Acho que, se eu dissesse no início da competição que a Unilever, que mudou tanto da temporada passada para a atual, venceria um jogo de semifinal sem Logan Tom e com Sarah Pavan no banco, seria ridicularizado por muitos.

Já a surpreendente (ou não?) queda de rendimento do Sesi, após sair na frente, se deve, em parte, à ponta Tandara. Ela passou a errar mais do que o normal, tanto no ataque quanto no passe, depois de começar bem. Parecia desconcentrada, sem confiança. Não foi a mesma jogadora que decidiu na série contra o Banana Boat/Praia Clube. E o time sentiu muito essa mudança.

Para forçar um terceiro jogo, o Sesi precisará transformar em regra a exceção que foi o primeiro set. Menos do que isso será impossível ganhar dois jogos no Rio de Janeiro.

 

A segunda parte dos comentários de RJX x Sesi

sábado, 26 de janeiro de 2013

Para fazer justiça ao belo espetáculo que a arbitragem quase estragou, neste sábado, no Rio, o prometido post com a parte técnica da vitória do Sesi sobre o RJX no tie-break.

Vamos aos tópicos:

1) O levantador Everaldo, que vinha de longa inatividade, foi eleito o melhor em quadra. Realmente ele tem méritos pela virada, já que substituiu o jovem Thiaguinho com o placar apontando 2 a 0 para o time da casa, até então líder da Superliga. Eu, porém, teria dado o VivaVôlei para o oposto Lorena.

Foram 26 pontos, com um aproveitamento de quase 50% no ataque, além de aparecer em momentos decisivos no saque e no bloqueio. É uma característica do oposto chamar a responsabilidade em jogos parelhos, principalmente quando a torcida adversária é maioria. Ele se motiva quando o cenário descrito acima se forma. Nem sempre, porém, Lorena tem equilíbrio emocional para superar tal situação. Contra o RJX, ele conseguiu e foi o destaque do Sesi na minha opinião.

2) Muito honesta a atitude de Murilo já no fim do quinto set, ao admitir que uma bola tocou em seu pé após bloqueio do RJX. Com a marcação, o time da casa abriu dois pontos e poderia ter vencido o duelo caso mantivesse a virada de bola. No atual mundo competitivo em que vivemos, cada vez mais individualista, com o ser humano sempre dando um jeitinho para levar vantagem, o ponta não quis “vencer a qualquer custo”. Se existisse um troféu fair-play, deveria ser entregue ao jogador do Sesi.
 
Não vou citar A, B ou C que não se acusaram em lances parecidos. Isso é tão normal no esporte, que arrisco a dizer que 99 de 100 jogadores já iludiram a arbitragem em jogadas assim. Na nossa cultura, ver a Seleção Brasileira ganhar um pontinho na malandragem contra Argentina ou Cuba, por exemplo, é permitido. Só que se algum rival faz isso conosco, vamos chamá-lo de desonesto.

3) Concordo com Nalbert. Lucão é, por enquanto, o melhor jogador da Superliga.

O ex-jogador fez esse comentário durante a transmissão da Globo. Neste sábado, o central fez 15 pontos (dez no ataque, dois no bloqueio e três no saque). Sem computador os números desta rodada, Lucão é o quarto maior pontuador da competição, líder no bloqueio e tem o sexto melhor saque (vai ganhar posições após os jogos do fim de semana). A fase é boa. E quem tem a ganhar também é a Seleção.

4) A transmissão o chamou de Da Silva. Eu prefiro Paulo Vitor, como está na camisa. O oposto, que substituiu Theo em quase todo o jogo, tem potencial. Foram 16 pontos e a impressão de que pode alçar voos mais altos na carreira. Teve mais do que 50% de aproveitamento no ataque e não se escondeu do jogo.

5) Por fim, um comentário sobre Dante. O ponta está longe do seu melhor momento. Foram apenas quatro pontos, muito pouco para um craque como ele em quatro sets disputados. Os problemas físicos estão limitando o ataque do camisa 18.

 

A entrevista com Lucão, na íntegra

domingo, 20 de janeiro de 2013

Para quem não comprou o LANCE! hoje, segue o link da entrevista com o Lucão.

http://www.lancenet.com.br/minuto/Lucao-dialogo-clubes-CBV_0_848915272.html


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