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Os cortes na Seleção masculina

sábado, 4 de julho de 2015

A definição dos 14 jogadores que disputarão a fase final da Liga Mundial, no Rio de Janeiro, aconteceu logo depois da derrota para a Itália, na sexta-feira.

Bernardinho cortou o levantador Rapha, o oposto Leandro Vissotto e o líbero Felipe, mantendo no grupo William, Evandro e Mário Júnior.

Além do trio, os demais atletas que disputarão o título serão Bruninho, Wallace, Lucão, Isac, Riad, Éder, Murilo, Lucarelli, Lipe, Lucas Lóh e Escadinha.

E agora começa discussão sobre Rapha ou William, Felipe ou Mário Júnior e Evandro ou Vissotto. Vamos então por partes.

No levantamento, acho que os dois se equivalem e estão no mesmo nível de Bruninho, inclusive. Talvez tenha pesado o entrosamento de várias temporadas que William carrega com Wallace, Isac e Eder. Não vejo qualquer polêmica na escolha do Mago. E já sei que muita gente vai cornetar aqui.

Na saída de rede, Evandro ganhou espaço com atuações sólidas e decisivas em vários jogos. E olha que Vissotto, em algumas partidas que saiu como titular, também foi eficiente, pontuando bastante. Olhando friamente a presença de Evandro é a grande novidade entre os 14.

Já entre os líberos eu questiono a escolha. Não gostei de algumas atuações de Mário Jr. Ontem, por exemplo, foi bastante irregular no passe diante dos italianos. Como cumpriu seis jogos de suspensão e perdeu metade da primeira fase, deve ter também mostrado, nos treinos, mais do que Felipe. E aí apenas a comissão técnica pode analisar.

O que vocês acharam?

Saque faz diferença em recuperação brasileira

domingo, 14 de junho de 2015

Aces de Vissotto, Lucarelli, Isac, Riad… Foram 15 no total do fundamento, decisivo para que o Brasil derrotasse a Sérvia por 3 a 2 (25-23, 20-25, 25-21, 22-25 e 15-13), recuperando-se da derrota de sexta-feira, a primeira e única até aqui na Liga Mundial.

O saque foi o que de melhor a Seleção apresentou no jogo. Foi com ele que Riad deu show no fim do primeiro set para o time largar em vantagem. Foi com ele que Lucarelli e Leandro Vissotto, os dois maiores pontuadores do Brasil (24 e 13 pontos, respectivamente), ajudaram a fechar o jogo.

Já o bloqueio ficou devendo mais uma vez. A dupla Bernardinho/Rubinho mudou o time, iniciando com Riad e Isac, deixando Lucão e e Eder no banco de reservas. Foram cinco pontos marcados (contra um na sexta), mas ainda pouco para uma disputa longa em cinco sets. Os sérvios, que também não deram espetáculo no fundamento, fizeram quase o dobro: 9.

Em relação ao jogo de sexta, as demais novidades não citadas acima  foram o levantador William e Lipe. O time sentiu certa instabilidade no passe e na virada de bola em parte do jogo.  Ainda assim, se tivesse errado menos (foram 37 pontos dados de graça), poderia ter conquistado uma vitória mais tranquila. Perdi a conta das jogadas que a defesa fez sua parte, mas toques na rede impediram que o lance tivesse sequência.

Pelo lado sérvio, gostei do levantador Jovovic, que demonstrou coragem na distribuição nestes dois jogos. Nas mãos de um craque (Nikola Grbic), ele pode evoluir ainda mais.

Não foi uma atuação de encher os olhos, mas a forma com que o resultado foi construído pode servir de inspiração para os jogos com Itália e Austrália na sequência da primeira fase, deixando o time brasileiro mais estável para as finais no Rio de Janeiro.

GALERIA DE FOTOS DO DUELO: http://www.lancenet.com.br/minuto/FOTOS-Confira-Selecao-Brasileira-competicao_5_1375712421.html

Sem perder sets e com Lucarelli voando no ataque

domingo, 7 de junho de 2015

A quarta vitória brasileira na Liga Mundial foi mais categórica do que as anteriores. Neste domingo, em São Bernardo do Campo, um 3 a 0 na Austrália, com problemas apenas no primeiro set:  31-29, 25-19 e 25-19. Invencibilidade mantida antes da viagem para a Europa e mais resultados dos testes feitos.

Como nos demais triunfos, uma formação titular diferente, agora com Rapha, Wallace, Lucarelli, Lucas Loh, Lucão, Isac e Escadinha.

Poupado no duelo de sexta-feira, Lucarelli, com 20 pontos, liderou o time brasileiro. Mais importante do que a pontuação foi o aproveitamento dele no ataque. Ele recebeu 22 bolas e colocou 18 no chão, com 81% de acerto, um número bem raro de ser ver até para centrais, imagine então para um ponta.

Destaco ainda os 11 pontos de Isac (sete de dez ataques, dois bloqueios e dois aces). O desempenho dele e de Riad até agora abrem uma boa disputa no meio de rede, já que Sidão está fora de combate.

O jogo serviu ainda para testar Thiago Brendle como líbero no set final. É o terceiro jogador da posição a ter chance nesta Liga. A suspensão pode custar bem caro para Mário Júnior.

Vocês gostaram do que viram?

Com susto no segundo set, Brasil vence a terceira na Liga

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A terceira vitória do Brasil em três jogos nesta Liga Mundial não foi das mais tranquilas, nesta sexta-feira. 3 a 1, com parciais de 25-20, 21-25, 25-19 e 25-18 sobre a Austrália, em São Bernardo do Campo, desta vez com ginásio lotado.

Brasil no duelo com a Austrália (FIVB/Divulgação)

Brasil no duelo com a Austrália (FIVB/Divulgação)

No domingo, as duas seleções voltarão a se encontrar, às 10h. E certamente os testes na equipe da casa – já classificada para as finais – continuarão. Hoje, a dupla Bernardinho/Rubinho optou por Evandro na saída de rede (Leandro Vissotto jogou a estreia e Wallace foi titular no segundo jogo em BH contra a Sérvia), Lipe na ponta, fazendo dupla com Murilo (antes jogaram Lucarelli/Lipe e Lucarelli/Murilo) e Eder no meio ao lado de Lucão. No levantamento, William, que saiu jogando no domingo passado, foi mantido, assim como o líbero Escadinha, titularíssimo.

E o desempenho do time em quadra foi até consistente no início. O saque entrou, dificultando a vida australiana. Por ser quase time de um atacante só, a equipe da Oceania se viu ainda mais obrigada a usar o oposto Edgar (forte e inteligente para explorar o block) na maioria dos ataques. Ele é acima da média, certamente. Mas é difícil carregar um time nas costas quase sozinho diante de um rival como o Brasil.

O único momento de preocupação aconteceu no segundo set. A Austrália chegou a ter uma cômoda vantagem (16 a 11), se aproveitando de escolhas ruins do Brasil no ataque. A diferença foi caindo, até o empate em 21 a 21, em grande parte graças à virada de bola de Evandro, oposto de 2,07m que vem de uma boa temporada no Japão. Mas um erro de ataque de Lipe, outro de passe de Escadinha… E os “cangurus” empataram.

O terceiro set começou novamente com a Austrália na frente, aproveitando que os erros de saque do Brasil. A opção foi tirar o peso e jogar a responsabilidade para o outro lado. E funcionou. O bloqueio parou alguns ataques australianos (Riad entrou bem), a defesa possibilitou alguns contra-ataques e a virada aconteceu antes do segundo tempo técnico. Destaco um jogador para representar a virada: Murilo. Fez pontos importantes no block e apareceu na virada de bola, em algumas bolas aceleradas por William e também pelo fundo.

No set final, a Austrália endureceu até o primeiro tempo técnico, mas foi sucumbindo aos poucos diante da superioridade técnica brasileira e da força de Evandro (19 pontos), o nome da partida, que aos 33 anos chega para brigar por um lugar ao sol na Seleção neste ano pré-olímpico.

 

Brasil abre 2015 com vitória, mas sem grande público

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A estreia da Seleção Brasileira masculina em 2015, importante ano pré-olímpico, foi vitoriosa. Na tarde desta sexta-feira, triunfo de virada sobre a Sérvia por 3 sets a 2, parciais de 24-26, 25-17, 25-22, 26-28 e 15-12, pela primeira rodada da Liga Mundial.

Uma pena, porém, que o Mineirinho não estivesse lotado, como em outros tempos. Apenas 4.661 pessoas estiveram no ginásio, em Belo Horizonte, número aquém do que a Seleção costuma levar em jogos. Em algumas tomadas da transmissão das TV´s deixava nítido os clarões no mítico local.

Vissotto no bloqueio (FIVB/Divulgação)

Vissotto no bloqueio (FIVB/Divulgação)

O preço dos ingressos (R$ 50 arquibancada superior e R$ 70 arquibancada inferior) e o horário (14h de um dia útil) foram os vilões, segundo alguns torcedores. Separei aqui até algumas reproduções de seguidores do meu Twitter (@danbortoletto).

Maysa ‏@maysasouza: ingresso caro e esse horário!

Simone Boff ‏@SimoneBoff: HIPER vazio. Concentraram os torcedores de frente para as câmeras proibindo ficar no lado oposto do ginásio. Sexta-feira né!!

Tatiana Nishiyama ‏@mayumi_tatiana: só pra quem pode né :(

Matheus Carvalho ‏@teuzzo1: Sexta feira, às 14h. Não esperava outra coisa.

Em quadra, o Brasil, sem Bernardinho, Murilo e Mário Júnior, suspensos, teve Rubinho como treinador e Rapha, Leandro Vissotto, Lucarelli, Lipe, Lucão, Isac e Escadinha, como titulares.

Como esperado para um início de temporada, o time ainda se mostra “preso”, já que a parte física foi privilegiada nos treinamentos em Saquarema. Tecnicamente, gostei da dupla Lucão e Isac pelo meio, uma formação nova e que merece ser testada mais vezes. O primeiro terminou o duelo com 15 pontos, enquanto o segundo fez 11. Vale lembrar que Isac, o titular mais novo do time, tem um longo tempo de convivência com Rubinho, que foi seu treinador em São Bernardo. Certamente jogou mais tranquilo.

Já o passe oscilou em alguns momentos, com Lucarelli e Lipe. Escadinha, em seu retorno à Seleção, fez algumas grandes defesas, deu broncas em companheiros desde o início e já deixou claro que, mesmo aos 39 anos, dificilmente dará espaço aos demais líberos até a Rio-2016.

O oposto Leandro Vissotto, com 18 acertos, 16 deles no ataque, foi o maior pontuador do Brasil.

Para domingo, no segundo duelo da série, espero ver um Mineirinho cheio e uma equipe brasileira mais solta. Murilo, que tinha apenas um jogo a cumprir de suspensão, pode ser uma das novidades.

Vaivém: Mercado “pautado” pelo Sesi

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A influência do Sesi no mercado de atletas será grande, mais uma vez. Porém, para a temporada 2015/2016, o clube paulista vai diminuir seu investimento, fazendo com que grandes nomes fiquem “mais livres” para negociação com alguns rivais.

É o caso, por exemplo, de Fabiana, no feminino, e Murilo, no masculino.

Entre as mulheres, o cenário ainda não é claro pois Rexona-Ades e Molico/Osasco estarão em atividade até o dia 26. E muitas atletas acabam esperando a definição dos dois gigantes antes de definirem por propostas já recebidas. Sem os dois no mercado, o time com mais “bala na agulha” para investir passa a ser o Praia Clube, que certamente precisará de uma boa reformulação após decepcionar na atual Superliga.

No masculino, existe o desejo mútuo pela permanência do central Lucão. A questão passa a ser, então, financeira, adequando o salário, um dos maiores do país, ao novo cenário do clube. Lucarelli, com propostas do mundo todo, tem maior chance de sair.

O Minas, por sua vez, busca as garantias do investimento que terá na próxima temporada para os times masculino e feminino para sonhar mais alto. Neste caso, o desejo maior é manter Jaqueline, grande diferencial em 2014/2015, e contratar Murilo. A diretoria do clube negocia com uma construtora para voltar a ser competitiva no mercado masculino.

E a “relação” entre Minas e Sesi já acontece neste “vaivém”, mas no de treinadores. Com orçamento menor, o clube paulista negocia a permanência de Marcos Pacheco, com uma redução de valores. Mas está de olho em Nery Tambeiro, caso a renovação enrosque.

ERRATA: Falei com Montanaro agora e corrijo a informação de que ele deixou o Sesi.

Visão de jogo: Agora é campeão de tudo

domingo, 12 de abril de 2015
Festa celeste no Mineirinho (Alexandre Arruda/Divulgação)

Festa celeste no Mineirinho (Alexandre Arruda/Divulgação)

Texto escrito para a edição desta segunda-feira do LANCE!, sobre a final da Superliga masculina:

Como definir a temporada de um clube que conquistou o título da Superliga masculina e também da divisão de acesso da competição nacional? Enquanto vocês pensam na pergunta, eu procuro explicar os segredos do sucesso do Sada/Cruzeiro.

Neste domingo, no Mineirinho, com 14 mil pessoas, a vitória sobre o Sesi por 3 a 1 garantiu o bicampeonato (consecutivo) na elite do vôlei nacional. E aqui a primeira explicação para o sucesso celeste: os mesmos sete titulares da temporada 2013/2014 começaram jogando a decisão E seis deles já tem contrato para o próximo ano (falta o central Eder). A manutenção do elenco faz com que o entrosamento seja uma arma poderosa do Sada. O técnico argentino Marcelo Mendez, arquiteto por trás dos títulos cruzeirenses, tem o time na mão. E os jogadores se conhecem por uma simples troca de olhares. E tenham certeza de que não é exagero. Basta reparar na sintonia de William e Wallace.

O ponto crítico do jogo aconteceu no terceiro set e comprova outra qualidade do Sada: a cabeça no lugar em momentos decisivos dos jogos. O Sesi teve 24 a 21 e poderia fazer 2 sets a 1. Mas os mineiros souberam neutralizar Lucão em três ataques seguidos e empataram a parcial.  Quando fecharam em 27 a 25, praticamente selaram a conquista. E olha que estamos falando de um adversário que tinha, além do central da Seleção, jogadores do quilate de Escadinha, Murilo, Lucarelli e Marcelinho. E, para ser justo, cito Theo (20 pontos) e Riad (oito pontos de bloqueio), para mim, os dois melhores do Sesi no jogo.

Para tentar encerrar minha explicação sobre o sucesso do Sada, o cubano Leal merece um capítulo à parte. Como jogo fácil o ponta! Foram 21 pontos, o prêmio de melhor jogador da final e a confirmação da grande diferença que ele pode fazer no ataque e no saque. Nesta segunda-feira, na convocação de Bernardinho para a Liga Mundial, existe a expectativa da presença do nome do cubano. Faz tempo que CBV e a comissão técnica da Seleção discutem o processo de naturalização de Leal. Ele quer. A Seleção quer. E mais: precisa de um jogador com estas características para a Rio-2016.

 

Sesi mostra muita força

domingo, 22 de março de 2015

Foram duas horas e meia de um jogo com altíssimo nível técnico. Funvic/Taubaté e Sesi, com astros da Seleção de diferentes gerações, fizeram um confronto repleto de alternativas, grandes jogadas e nível de tensão nas alturas. No fim, deu a equipe da capital por 3 a 1 (25-21, 27-25, 28-30 e 25-19), que agora terá a chance de fechar, na Vila Leopoldina, a série e se classificar para a final da Superliga masculina.

Vou colocar alguns números que ajudam a entender o que foi a partida:

– Lucão, eleito o melhor em quadra, marcou ONZE pontos no bloqueio. Estatística que desequilibraria qualquer duelo, temos que admitir. Ele ainda marcou no saque outros dois dos 19 acertos que teve. Sobraram apenas seis de ataque, quantidade baixa pelo estrago que ele costuma fazer quando o passe chega às mãos do levantador. Ganhou o VivaVôlei, mas poderia dividir com o jogador do próximo item.

– Riad, o outro central do Sesi, também marcou 19 pontos (10 no ataque, 5 no bloqueio e 4 no saque). Outro que jogou demais e foi decisivo em vários momentos capitais da semifinal, incluindo uma sequências de três aces seguidos.

– Os centrais de Taubaté, somados, fizeram 12 pontos (10 de Sidão e 2 de Maurício). E na comparação com os centrais do Sesi fica clara a diferença.

– Lorena, com 18 pontos, liderou o time da casa. Mas seu jeitão “maluco beleza” de atuar não serviu apenas para contagiar os companheiros. Uma discussão com Lipe (ou Chupita, como preferirem) foi ríspida no início do jogo. Na parcial seguinte, se abraçaram. No fim, ainda levou o vermelho por xingar integrantes da comissão técnica do Sesi. O estilo próprio de Lorena nem sempre joga a favor do próprio time.

– Marcelinho, Dante, Escadinha… Cabelos brancos, currículos recheados de títulos e ainda muita lenha para caminhar. É um prazer poder acompanhar jogadores tão talentosos, que hoje buscam atalhos da quadra e seguem sendo eficientes.

Sesi “coloca ordem” na série e está na semi

terça-feira, 17 de março de 2015

O Sesi deu uma demonstração de força na noite de segunda-feira e se garantiu na semifinal da Superliga masculina. Jogando em casa, o time paulista derrotou o Ziober/Maringá por 3 a 0, fechando a série em 2 a 1. Espera agora o vencedor de Funvic/Taubaté e Canoas, que jogam hoje.

Para muitos, o Sesi não fez mais do que a obrigação, levando-se em conta o orçamento e o elenco repleto de selecionáveis. Concordo. Este time foi montado para ser campeão da Superliga e uma eliminação nas quartas de final seria resultado suficiente para abalar todo o projeto (e não entendam essa colocação como desmerecimento aos paranaenses).

Para evitar tal “catástrofe”, o Sesi contou com a importante volta de Murilo ao time titular para dar a segurança que faltava ao passe. Com a bola na mão, Marcelinho também jogou bem e usou e abusou de Lucão (colocou 14 de 17 bolas no chão no ataque, além de fazer mais seis pontos no bloqueio).

Apesar da eliminação, o Maringá deixa a competição de cabeça erguida. Se o time tivesse iniciado a primeira metade da competição com mais regularidade poderia ter ficado acima do sexto lugar, evitando um confronto com um gigante como o Sesi nas quartas. Espero que o projeto aprenda com os erros e volte mais forte na próxima temporada. Nos próximos dias é possível que o presidente, capitão e levantador Ricardinho seja anunciado como reforço do Treia (ex-Macerata) nos playoffs do Italiano. É aguardar!

 

 

 

O Sesi me surpreendeu

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Quase queimei a minha língua ontem. Iria escrever sobre o  Sesi, apenas quinto colocado na Superliga masculina na virada do ano. Campanha com oito vitórias em 13 jogos e  bem distante dos líderes na classificação geral. Muito pouco para um elenco estrelado e caro.

E aí vem o 3 a 0 categórico de ontem sobre o Funvic/Taubaté, principal perseguidor do líder Sada/Cruzeiro.

Lucarelli foi o maior pontuador e acabou eleito o melhor da partida. O saque fez estragos na boa linha de passe com Chupita, Dante e Felipe. O bloqueio, que vinha até muito bem com Riad, não pontuou tanto, mas ajudou demais a propiciar contra-ataques.

A principal novidade, porém, foi a volta de Murilo, relacionado para uma partida pela primeira vez após a última cirurgia. Fisicamente bem, o ponta pode ser um dos diferenciais neste momento de reafirmação do time paulista.

Será que o favorito fará no returno uma campanha mais digna? Ou menos decepcionante? A primeira impressão é que sim.