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Posts com a Tag ‘Lorena’

Vivo/Minas fecha série. Em Canoas, Sesi sobrevive

sexta-feira, 15 de março de 2013

A quinta-feira de Superliga começou com mais um equilibrado duelo entre Móveis Kappesberg/Canoas x Sesi, no Rio Grande do Sul, e terminou com o Vivo/Minas eliminando o Medley/Campinas, em BH.

Após 3h, com direito a mais um apagão (até o narrador do SporTV deu uma cornetada ao falar no assunto que está virando recorrente no vôlei), o time de Giovane Gavio sobreviveu na série ao vencer no tie-break, parciais de 25-23, 19-25, 25-23, 18-25 e 15-13.

Prestem atenção na diferença de pontos nos sets vencidos pelo Sesi. Todos no sufoco. Em vários jogos que vi do time, a superação e a experiência de alguns atletas falaram mais alto em momentos decisivos, já que o conjunto ainda deixa a desejar.

Sem Sidão e Tiago Barth, o jovem Aracaju foi escalado como titular no meio e logicamente sentiu o peso do jogo, fazendo apenas quatro pontos.  O companheiro Eder, por sua vez, apareceu bem em momentos-chave do jogo, totalizando 15 pontos (11 no ataque, dois no bloqueio e dois no saque). Ficou atrás apenas de Lorena (19) e Murilo (16).

Já o Canoas deu uma aula de bloqueio com Salsa (oito pontos) e Gustavo (seis). O restante do time colaborou com mais quatro. Mas deixou a desejar na rodada de bola, perdendo alguns contra-ataques. Gostei da entrada de Enoch a partir do quarto set. Ele foi mais eficiente neste jogo do que Minuzzi e Dentinho, os ponteiros titulares. Mas faltou algo à equipe de Paulão. Talvez o time com média de idade mais alta da competição (quase 31 anos) tenha ficado ansioso demais em alguns momentos, já que tinha a chance de conseguir a vaga na semifinal jogando em casa.

Não vi todo o jogo, mas li algumas críticas de Gustavo aos árbitros. A atuação deles comprometeu?

Sobre o terceiro e decisivo jogo, em São Paulo, não arrisco palpite. A série está muito equilibrada.

Em BH, com a transmissão do SporTV entrando já no fim do primeiro set, após o atraso da partida em Canoas, o Vivo/Minas viveu alguns altos e baixos, mas conseguiu carimbar o passaporte para a semifinal.

Olhando os números do jogo, fiquei me perguntando se Rodriguinho e Murilo Radke não usaram pouco dois jogadores em especial: Jurquin e Gustavão. Eles tiveram um altíssimo aproveitamento: o cubano colocou 12 de 17 bolas no chão (70%), enquanto o central pontuou em 13 de 19 ataques (68,4%). Não sou levantador, mas acho que faltaram bolas para a dupla.

Marcelinho foi eleito o melhor em quadra. E concordo com um comentário feito pelo Marco Freitas: aos 38 anos, ele vive a melhor fase, tecnicamente falando, da carreira. Já ajudou demais na campanha do terceiro lugar na temporada passada e está repetindo o alto nível nesta Superliga.

Para equilibrar os duelos com o RJX, o Minas precisará ter Filip saudável. Ele é um oposto que faz a diferença quando está fisicamente bem, além da regularidade de Lucarelli, que me chamou a atenção por algumas defesas incríveis e por ter conseguido controlar muitos saques pesadíssimos.

O que acham desta série semifinal?

Lorena detona Bernardinho

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Tirem as crianças da sala.

O oposto Lorena, do Sesi, deixou de lado qualquer discurso politicamente correto e não poupou críticas ao técnico Bernardinho, em entrevista à Rádio Bradesco Esportes, por não testá-lo na Seleção Brasileira.

- Nunca tive oportunidade na Seleção. Minha grande angústia sobre o Bernardinho é sempre me julgar sem me conhecer. Para mim, ele é a mesma coisa que nada. Comigo ele não foi muito honesto – disse o jogador, que completou.

- Eu não sei qual é o pensamento dele, ele sempre teve o grupo formado. Ele é um vencedor, mas eu deveria, no mínimo, treinar com o grupo da Seleção. Nunca quis me testar, ele sempre quis me criticar. Vejo tanto oposto convocado que não fez metade do que eu fiz. Eu queria saber o julgamento que ele tem sobre mim, pelo menos, para ser testado. De repente eu não tenho nível para a Seleção, mas acho que não é isso.

Pegou pesado nas palavras, mas tem razão quando fala que deveria ter sido testado. Esse sentimento não é apenas de Lorena. Aqui mesmo no blog já se falou muito sobre Rapha e William, levantadores talentosos e que, no último ciclo olímpico, deveriam ter uma oportunidade como merecimento pelo que fizeram no Trentino e no Sada/Cruzeiro, respectivamente.

Tenham certeza de que fazer parte da lista de inscritos e não ser testado é muito mais frustrante do que ser testado e depois cortado.

 

 

A segunda parte dos comentários de RJX x Sesi

sábado, 26 de janeiro de 2013

Para fazer justiça ao belo espetáculo que a arbitragem quase estragou, neste sábado, no Rio, o prometido post com a parte técnica da vitória do Sesi sobre o RJX no tie-break.

Vamos aos tópicos:

1) O levantador Everaldo, que vinha de longa inatividade, foi eleito o melhor em quadra. Realmente ele tem méritos pela virada, já que substituiu o jovem Thiaguinho com o placar apontando 2 a 0 para o time da casa, até então líder da Superliga. Eu, porém, teria dado o VivaVôlei para o oposto Lorena.

Foram 26 pontos, com um aproveitamento de quase 50% no ataque, além de aparecer em momentos decisivos no saque e no bloqueio. É uma característica do oposto chamar a responsabilidade em jogos parelhos, principalmente quando a torcida adversária é maioria. Ele se motiva quando o cenário descrito acima se forma. Nem sempre, porém, Lorena tem equilíbrio emocional para superar tal situação. Contra o RJX, ele conseguiu e foi o destaque do Sesi na minha opinião.

2) Muito honesta a atitude de Murilo já no fim do quinto set, ao admitir que uma bola tocou em seu pé após bloqueio do RJX. Com a marcação, o time da casa abriu dois pontos e poderia ter vencido o duelo caso mantivesse a virada de bola. No atual mundo competitivo em que vivemos, cada vez mais individualista, com o ser humano sempre dando um jeitinho para levar vantagem, o ponta não quis “vencer a qualquer custo”. Se existisse um troféu fair-play, deveria ser entregue ao jogador do Sesi.
 
Não vou citar A, B ou C que não se acusaram em lances parecidos. Isso é tão normal no esporte, que arrisco a dizer que 99 de 100 jogadores já iludiram a arbitragem em jogadas assim. Na nossa cultura, ver a Seleção Brasileira ganhar um pontinho na malandragem contra Argentina ou Cuba, por exemplo, é permitido. Só que se algum rival faz isso conosco, vamos chamá-lo de desonesto.

3) Concordo com Nalbert. Lucão é, por enquanto, o melhor jogador da Superliga.

O ex-jogador fez esse comentário durante a transmissão da Globo. Neste sábado, o central fez 15 pontos (dez no ataque, dois no bloqueio e três no saque). Sem computador os números desta rodada, Lucão é o quarto maior pontuador da competição, líder no bloqueio e tem o sexto melhor saque (vai ganhar posições após os jogos do fim de semana). A fase é boa. E quem tem a ganhar também é a Seleção.

4) A transmissão o chamou de Da Silva. Eu prefiro Paulo Vitor, como está na camisa. O oposto, que substituiu Theo em quase todo o jogo, tem potencial. Foram 16 pontos e a impressão de que pode alçar voos mais altos na carreira. Teve mais do que 50% de aproveitamento no ataque e não se escondeu do jogo.

5) Por fim, um comentário sobre Dante. O ponta está longe do seu melhor momento. Foram apenas quatro pontos, muito pouco para um craque como ele em quatro sets disputados. Os problemas físicos estão limitando o ataque do camisa 18.

 

O jogaço que reforça a urgência do uso da tecnologia no vôlei

sábado, 26 de janeiro de 2013

RJX e Sesi fizeram um dos melhores jogos da Superliga masculina até agora. E, por muito pouco, o resultado não foi decidido pelos erros da arbitragem.

A partida vencida pelos paulistas por 3 a 2, de virada, serve como um ótimo exemplo para a CBV agilizar o processo de decisão e implantação da ajuda tecnológica aos árbitros. Ninguém aqui questiona a honestidade de A, B ou C na arbitragem. Simplesmente o olhar humano precisa do auxílio e da precisão da máquina para tomar algumas decisões.

Em post recente, falei de alguns testes feitos pela entidade. Existem preços, preferências, dificuldades… Mas talvez a solução esteja muito perto da CBV. A transmissão da Rede Globo tirou a dúvida de todos os lances difíceis e capitais do duelo. A tal lupa, zoom ou supercâmera, como preferirem, comprovou se bolas foram dentro ou fora, se tocaram no bloqueio ou se o jogador tocou na rede. 

Se os árbitros tivessem como ver os replays, várias decisões seriam diferentes, principalmente as do quarto set. Naquele momento, com o RJX vencendo por 2 sets a 1, dois erros transformaram a vantagem de 23 a 21 do Sesi em igualdade. Numa delas Thiago Sens bateu na parte de cima da rede e no outro Lorena explorou a mão de Thiago Alves, que tentava bloquear. Os árbitros não viram o toque na rede e apontaram o ataque do oposto como diretamente para fora. Os erros poderiam ter feito o time da casa fechar por 3 a 1. E imagino o tamanho das reclamações (justas) do Sesi neste momento.

O jogo de hoje também derrubou outra tese dos contrários à implantação da tecnologia. A transmissão da Globo precisou de apenas alguns segundos para colocar os replays no ar e tirar as dúvidas. E assim fica comprovado de que não haveria um atraso gigantesco, algo que fizesse a partida se alongar muito mais do que o normal.

Depois volto ao blog para falar do jogo em si, que teve vários personagens importantes: Everaldo, Lucão, Murilo, Lorena, Paulo Vitor…

Finalmente Sesi desencanta

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O início da quarta rodada da Superliga masculina marcou a primeira vitória do Sesi.

O estrelado time paulista passou pela UFJF por 3 a 0 (25-23, 25-21 e 25-12), com destaque para os 16 pontos marcados pelo oposto Lorena, que voltou ao time.

Ainda assim, o Sesi está longe de mostrar um padrão de jogo que justifique seu favoritismo para a conquista do título. O principal “gargalo” está no meio de rede. Eder está fora, Sidão está longe da forma física ideal e Tiago Barth tem oscilado bastante.

Os números de Sidão neste início de Superliga mostram como o Sesi ainda não engatou a segunda marcha. Ele, que ficou fora da estreia contra o São Bernardo, marcou quatro pontos com a UFJF, seis diante do Vôlei Futuro e apenas um no duelo com o Medley/Campinas.

Sem um meio de rede eficiente, Murilo está sobrecarregado, ainda mais nos jogos em que Giovane precisou improvisar Mão na saída de rede, após os problemas físicos de Lorena e Leozão.

O Sesi completo e zerado fisicamente será outro time. Mas é preciso saber se não será tarde quando isso acontecer, já que Sada/Cruzeiro e RJX já abriram boa vantagem na briga pela liderança.

Confusão pode desfalcar o Sesi

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A confusão ocorrida em Campinas durante o primeiro jogo da final do Paulista masculino pode atrapalhar ainda mais a vida do Sesi.

O time da capital, que precisa vencer o segundo duelo contra o Medley/Campinas, sábado, para se manter vivo na briga pelo título, terá quatro jogadores julgados nesta quinta-feira: Lorena, Sidão, Leozão e Cleber.

Eles podem pegar até nove jogos de suspensão. Três integrantes da comissão técnica campineira também serão julgados, podendo pegar o mesmo gancho.

Final do Paulista quase termina em briga

domingo, 14 de outubro de 2012

O jogaço vencido pelo Medley/Campinas sobre o Sesi, no tie-break, na abertura das finais do Estadual, lamentavelmente foi marcado por uma grande confusão.

O entrevero aconteceu entre o terceiro e quarto set e manchou o espetáculo. Os opostos Lorena e Leozão e o ponta Cleber, do Sesi, discutiram com integrantes da comissão técnica do time campineiro, entre eles o preparador físico Jaime Antonio Lanzinni e o fisioterapeuta Marcelo Duval Guidotti. Todos eles estavam separados pela tela que limita o fundo de quadra com um corredor que leva a uma das saídas do Ginásio do Taquaral. Os ânimos se exaltaram e quase o bate-boca virou uma pancadaria. Nas imagens do SporTV é possível ver a discussão, depois Leozão jogando uma garrafa plástica em direção aos adversários e uma troca de empurrões de Lorena, Cleber e o staff da Medley/Campinas.

Foi necessária a intervenção de vários atletas para evitar que a confusão aumentasse. A arbitragem resolveu expulsar a dupla Lorena/Leozão, além de exigir a retirada dos outros envolvidos do ginásio.

O ponta Murilo lamentou o ocorrido.

- As discussões dentro de quadra são normais e fazem parte do jogo. O que não pode é deixar que elas prossigam para fora da quadra, envolvendo outras pessoas. Uma pena. Quanto ao jogo, começamos bem, e mesmo depois da confusão e de perder dois jogadores voltamos com a cabeça no lugar, tanto que ganhamos o quarto set, mas outros erros durante a partida é que nos prejudicaram – disse o jogador da Seleção.

Em contato com o blog, via Twitter, Murilo defendeu Lorena, que tem um histórico de confusões graças ao temperamento explosivo e, algumas vezes, destemperado.

- Foi expulso porque tem fama. Na real, não fez nada demais! – escreveu Murilo.

Confusão à parte, a partida foi muito boa, basta ver as alternâncias do placar (21-25, 25-23, 25-17, 18-25 e 15-13). Pena que tenha ficado mesmo em segundo plano.

Vaivém: Lorena deixa o Vôlei Futuro. Seu destino é o…

sábado, 28 de abril de 2012

Lorena, um dos grandes destaques da última Superliga,  já tem um novo time.

O oposto acertou contrato de um ano com o Sesi. A informação foi confirmada pelo staff de Lorena e deverá ser oficializada nos próximos dias pelo clube paulistano.

Principal pontuador da Superliga pelo Vôlei Futuro, Lorena despertou interesse de vários clubes após atuações decisivas durante os playoffs. Ele, inclusive, está na lista de 25 inscritos da Seleção Brasileira para a Liga Mundial, mas não foi convocado para os treinos em Saquarema.

Muita gente também se encantou pelo estilo peculiar do jogador. Explosivo, vibra como poucos, adora uma provocação. Um estilo “maluco beleza”, como muitos já escreveram por aqui, inclusive eu.

Com a chegada de Lorena, Wallace, campeão da Superliga 2010/2011 com o Sesi, deverá se transferir para o exterior.

No time de Giovane Gavio, Lorena deve formar a base titular com Sandro, Murilo, Léo Mineiro, Eder, Sidão e Escadinha.

Coluna de domingo: Ter estrelas não é tudo no vôlei

domingo, 22 de abril de 2012

Pessoal, bom dia. Segue a coluna Saque publicada hoje no LANCE!.

A merecida conquista da Superliga pelo Sada/Cruzeiro pode ser um marco importante para o  futuro do vôlei brasileiro. Na temporada com o maior investimento financeiro dos patrocinadores em todos os tempos, com quase todos os jogadores de Seleção atuando no país – e muitos deles com contratos milionários e cifras compatíveis com mercados mais ricos do que o nacional -, o título foi para um time sem astros consagrados.

O fato transforma o feito cruzeirense em um caso a ser estudado com carinho. O mérito do time foi ter mantido a mesma base (apenas um titular foi trocado) do ano passado, quando perdeu o título para o Sesi. Sem caça às bruxas pela derrota na final, negócios mirabolantes que viram cases de marketing ou propostas fora da média do mercado. O técnico argentino Marcelo Mendez merece boa parte do crédito. Tem olhar clínico para contratar, sabe lapidar jovens e também recuperar jogadores.

Para o torcedor pouco acostumado a ver o vôlei na TV aberta, os rostos de William (repatriado da Argentina), Filipe (saiu do Sesi em baixa), Wallace (um dos maiores talentos da nova geração) e Maurício (outro que vinha de uma temporada anterior irregular no Pinheiros) não são dos mais conhecidos. Mas resumem bem o estilo de trabalho do hermano. Para o público que conhece apenas os jogadores da Seleção, a certeza de que existe muita gente boa que não veste a Amarelinha com frequência.   O título deve servir de exemplo e estímulo para projetos já existentes na Superliga e para outros patrocinadores que desejam investir no vôlei brasileiro. Mesmo sem estar entre os maiores orçamentos, é possível obter resultado e retorno de mídia. Se o caneco tivesse ficado com o Vôlei Futuro, eu poderia repetir hoje, neste mesmo espaço, boa parte da tese acima. Um projeto que começou pequeno, foi ganhando corpo, se estruturou e também virou exemplo, com times competitivos tanto no masculino quanto no feminino. Quem não deixe de apostar em seus valores depois de não conquistar a Superliga.

 

Título fica em boas mãos

sábado, 21 de abril de 2012

O título da Superliga é do Sada/Cruzeiro. Justo pela campanha feita em toda a temporada e pela filosofia do projeto. Merecido também pela atuação na grande final contra o Vôlei Futuro.

Terminei agora minha coluna Saque que sairá neste domingo, no LANCE!. Lá falei um pouco sobre este projeto vencedor dos mineiros. Por isso, vou me ater aqui hoje a comentar a partida disputada em São Bernardo do Campo. À noite publicarei o outro texto.

Era difícil imaginar que o protagonista do jogo não fosse Lorena, Camejo e Wallace, por serem os homens de segurança, ou Ricardinho e William, os maestros. Apesar de o Mago ter levado o prêmio da CBV (que fique claro, ele jogou bem), eu teria escolhido Maurício como o melhor.

O ponta, que poderia ter chamado a atenção apenas pela barba, roubou a cena pela atuação segura. Preciso no passe, teve ótimas passagens pelo saque e foi consistente no ataque. Lembrou aquele Maurício que surgiu muito bem no Minas anos atrás, mas que estava longe dos holofotes após uma passagem apagada pelo Pinheiros e depois de ter chegado com o pé quebrado ao Sada. Demorou um pouco para entrar em forma, ganhou a titularidade e encontrou seu espaço em uma formação homogênea demais em todos os setores.

Lembro de ter conhecido, anos atrás, em BH, os pais de Maurício. Eles deixavam Maceió de lado por algumas semanas para dar atenção ao filho. Um dia, na Arena Vivo, eram os únicos presentes nas cadeiras do ginásio para acompanhar um simples treino do ponta. Neste sábado, lá estavam no Poliesportivo de São Bernardo do Campo. Devem ter gostado muito do que viram.

Voltando ao jogo, uma pena a lesão muscular de Lorena. O problema o perseguiu durante boa parte dos playoffs. Infelizmente para o Vôlei Futuro, foi mais grave hoje. A saída dele desnorteou o time, deixou Ricardinho sem um virador de bolas e abateu os companheiros. Leozão não deu conta do recado e a sobrecarga em Camejo, que também estava com o ombro baleado, deixou o time previsível. Não gosto do “se”, mas com o oposto canhoto em quadra, saudável, as parciais seriam mais equilibradas.

A Superliga termina com um legítimo campeão. Melhor na fase de classificação, que passou um susto nas quartas, mas mostrou toda a força na semi e na final. Parabéns aos cruzeirenses.