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Posts com a Tag ‘Jaqueline’

Vaivém: Uma japonesa no Sollys/Nestlé?

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Com a base vice-campeã da Superliga quase toda mantida (Fabíola, Sheilla, Camila Brait, Thaisa e Adenízia), o Sollys/Nestlé estuda agora a contratação de uma ponta estrangeira.

O blog apurou que uma  jogadora que interessa para substituir Fernanda Garay é a japonesa Saori Kimura, do Vakifbank, da Turquia. Repetindo para ficar claro: interessa. Não estou dizendo que já fechou, que está próxima ou distante neste momento.

Saori tem 26 anos, 1,85m e um longo histórico na seleção nipônica. São mais de 200 jogos, incluindo Olimpíada, Mundial e por aí vai.

No Mundial de 2010, ela teve o 16º melhor aproveitamento no ataque e o 11º no passe. Já na Olimpíada de Londres, em 2012, quando o Japão conquistou a medalha de bronze, Saori foi a terceira maior pontuadora.

Vocês acham que ela faria uma boa dupla com Jaqueline, que deverá nos próximos dias ter sua permanência confirmada?

 

 

Que virada!

domingo, 7 de abril de 2013

Incrível, fantástica, sensacional! A virada da Unilever sobre o Sollys/Nestlé é digna de todos os elogios.

Uma reação difícil de acreditar, pela forma com que o jogo se desenrolava até o início do terceiro set. O passe do time carioca estava ruim, Fofão corria de um lado para o outro para se virar (isso aos 43 anos e com uma lesão na panturrilha), Fabi se desdobrava para defender (e muito)… Mas a virada de bola estava ruim e o bloqueio sumido.

Até ali, o jogo do Sollys era perfeito. Saque na jovem Gabi, um sistema defensivo bem montado e jogadoras importantes na virada de bola, como Thaisa, Sheilla e Fernanda Garay. Mas o jogo mudou.

Desculpe para quem me acompanhou na transmissão da CBN, mas preciso ser repetitivo em alguns pontos agora: a virada começou com uma estratégia de saque, voltada para Fernanda Garay. Não que ela passe mal, muito pelo contrário. Mas era a “melhor opção”, já que Camila Brait e Jaqueline possuem aproveitamento melhor, além de limitá-la ofensivamente. E passou a funcionar. Muito mérito para Bernardinho, que sem Logan Tom não tinha opções para mudar esse panorama no banco de reservas. E fez o jogo mudar mesmo assim.

Sem a bola na mão, Fabíola pecou em alguns momentos. Deixou Jaqueline muito tempo sem atacar, perdeu a bola de segurança com Adenízia e Thaisa, não teve Sheilla inspirada nas bolas de segurança que a oposto recebe nestas horas.

Some-se a tudo isso a regularidade que Sarah Pavan teve em grande parte do duelo, o absurdo crescimento de Natália, que voltou a ser aquela que muitos já viram e desconfiavam se veriam de novo, a eficiência de Juciely no ataque e no bloqueio… Por fim, todas elas lideradas por Fofão. A levantadora foi guerreira ao jogar no sacrifício e teve enorme colaboração ao escolher com maestria suas atacantes nos últimos três sets.

É um breve resumo do jogo. Concordam em quais pontos? Discordam? Quais outros pontos vocês inserem para discussão?

Vou almoçar e curtir parte da “folga” de domingo com a família. Mais tarde volto para escrever um texto especial para a edição do LANCE! de amanhã e falar mais da final no Ibirapuera com vocês aqui no blog.

Depois do susto, a facilidade

sábado, 9 de março de 2013

O Sollys/Nestlé está a uma vitória de mais uma final de Superliga.

Nesta manhã, em Osasco, triunfo de virada sobre o Vôlei Amil, por 3 a 1. As parciais dizem bem o que foi a abertura desta série semifinal.

O time de Zé Roberto, com boa virada de bola, principalmente com Ramirez, fechou o primeiro set por 25 a 22. Com um saque eficiente, o Vôlei Amil tirou Fernanda Garay do ataque, conseguiu defender com eficiência e abriu um 1 a 0. Em tese, o peso da responsabilidade iria para os ombros da equipe da casa, certo? Nem tanto.

Do segundo set em diante, o Sollys/Nestlé jogou solto, enquanto as rivais travaram. O que dizer de um 25 a 10 numa semifinal para empatar o placar? Do lado de Osasco, Garay entrou no jogo, Jaqueline assumiu a responsabilidade em momentos importantes e Sheilla apareceu com destaque no bloqueio.

Tudo igual no marcador, mas o tal equilíbrio não se mostrou nas parciais seguintes. 25-16 e 25-20 para o Sollys fechar o jogo. Sheilla marcou 19 pontos, seis deles no block.  Garay fez 15, Thaisa, 14, e Jaqueline, mais 11, para ser eleita a melhor em quadra. Pelo lado campineiro, a búlgara Vasileva marcou apenas oito pontos. E esse número explica, em parte, o desnível técnico em parte do duelo.  Walewska, com 12 acertos, acabou sendo a melhor do Vôlei Amil.

Vale lembrar também que Fernandinha ficou no banco, entrou nos dois primeiros sets, mas ainda não tem condições físicas para voltar a ser titular no levantamento.

Sem a titular e com as atacantes virando poucas bolas, fica muito difícil para o Vôlei Amil impedir o Sollys de chegar a mais uma final.

 

 

 

 

 

Em grande estilo, Banana Boat/Praia Clube iguala playoff

sábado, 2 de março de 2013

Na abertura do playoff entre Banana Boat/Praia Clube e Sesi, o assunto mais discutido foi a levantadora. Talmo usou Carol Albuquerque no lugar de Dani Lins, surpreendeu e venceu. No segundo jogo, o tema principal pode ser o mesmo. Desta vez, a jovem Juliana Carrijo deu um show na distribuição e deixou o placar da série empatado em 1 a 1, após o 3 a 0 (26-24, 25-20 e 25-22). O tira-teima que decidirá a semifinalista acontecerá na segunda-feira, às 18h30, novamente em Uberlândia.

A boa atuação de uma levantadora, às vezes, pode ser comprovada pelo equilíbrio na pontuação das demais jogadoras do time. Na sexta-feira, as centrais Angélica e Dani Scott lideraram a pontuação do Praia, com 11 acertos cada. Cada uma recebeu 16 bolas no ataque, com a americana colocando oito no chão, uma a mais do que a companheira. Logo atrás delas na pontuação apareceram Monique e Dayse, com nove pontos, e Michelle, com oito.  Números muito próximos.

Era algo bem difícil ver algo semelhante com Herrera em quadra, por exemplo. Com essa divisão quase perfeita, o técnico Spencer Lee conseguiu superar a ausência de sua principal atacante.

A temporada mostra a evolução de Juliana. No ínício da Superliga, a levantadora Camila Torquete era a capitã do time de Uberlândia, que ainda contratou a experiente Camila Adão. E a titular não se abalou com a concorrência e faz uma Superliga de afirmação no cenário nacional. Olho na garota!

Pelo lado do Sesi, Tandara fez 15 pontos. A jogadora deu um susto no segundo set, após ter uma queda de pressão. Ficou um tempo fora, voltou no terceiro, mas sem a mesma força no ataque.

No outro jogo de sexta, nenhuma surpresa. Sollys/Nestlé 3 a 0 na Usimimas/Minas, carimbando o passaporte para a semi. Com exceção do segundo set, o único que foi equilibrado, domínio total das paulistas.

Sheilla e Jaqueline foram bem no ataque e terminaram com 17 pontos cada. A ponta, porém, teve um aproveitamento bem melhor: 56% x 42%.

O Minas, surpresa na temporada passada, fica nas quartas, algo já “previsto” pelo tamanho do investimento. Nos bastidores, comenta-se uma mudança de patamar para a próxima temporada. A fanática torcida mineira merece,

O time de Luizomar de Moura agora espera o vencedor da série entre Amil Vôlei x Pinheiros.

Coluna de domingo: Os melhores e os piores de 2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

A última coluna do ano no LANCE! só saiu graças aos votos que vocês deram no post sobre os destaques de 2012. Confiram abaixo, na íntegra. Nos próximos dias, detalharei aqui no blog cada um dos quesitos, com todos os lembrados pelos “eleitores”.

Os leitores do meu blog no LANCE!Net elegeram os destaques (positivos e negativos) do vôlei em 2012.

A eleição foi dividida em seis categorias: melhor jogador; melhor jogadora; maior decepção; melhor treinador; jogo inesquecível; revelação. E os vencedores são…

1) Melhor jogador

Murilo levou a melhor sobre o russo Muserskiy e foi o escolhido pelo Saque como craque da temporada. O ponta brasileiro levou 21,8% dos votos, contra 13,7% do gigante gringo, que foi o destaque da final olímpica ao ser deslocado do meio para a saída de rede. O 3 lugar ficou Mihaylov (RUS).

2) Melhor jogadora

A oposto Sheilla foi eleita a melhor jogadora pelos internautas, com 32,2% dos votos. Na segunda posição apareceu Jaqueline, com 23,3%. Numa disputa apertada com a coreana Kim, a central Thaisa terminou na terceira colocação.

3) Maior decepção

A derrota da Seleção Brasileira masculina na final olímpica para a Rússia foi eleita com sobras na categoria, com 48,3% dos votos. A diferença para o segundo lugar foi grande. Com quase 10% das indicações, a campanha olímpica da Polônia, seleção que vinha do título da Liga Mundial, veio a seguir. A temporada irregular de Mari ficou no terceiro posto.

4) Melhor treinador

A disputa mais acirrada aconteceu nessa categoria entre os campeões olímpicos. José Roberto Guimarães bateu o russo Vladimir Alekno por pouco: 35,7% x 32,1%.

5) Jogo inesquecível

Aqui a maior lavada. A vitória da Seleção feminina sobre a Rússia nas quartas de final da Olimpíada levou 88,2% dos votos.

6) Revelação

Gabi, ex-Mackenzie, e Lucarelli, do Vivo/Minas, foram os eleitos, com 27,6% e 23,8%, respectivamente.

Parabéns aos vencedores e feliz 2013 a todos os leitores.

Brasileiras vencem sem sustos na estreia

domingo, 14 de outubro de 2012

O  Sollys/Nestlé não tomou conhecimento do Bohai Bank, da China, em sua estreia no Mundial de Clubes.

Neste domingo, triunfo por 3 a 0, parciais de 25-13, 25-14 e 25-20, quase como um treino para o duelo desta segunda, contra o Rabita Baku, do Azerbaijão, como admitiu a capitã Jaqueline.

- Foi uma espécie de treinamento para que possamos jogar muito melhor contra o próximo adversário, que tem basicamente jogadoras estrangeiras em seu elenco e com excelente nível internacional, sendo assim, sabemos que teremos pedreira pela frente e daqui para frente nenhum jogo será fácil

A distribuição de pontos do Sollys foi interessante, com quatro atletas terminando com dois dígitos. A oposto Sheilla, com 17 pontos, liderou o time brasileiro. Jaqueline e Thaisa, com 12, vieram a seguir. Fernanda Garay colaborou com 11.

 

De uma Mari para outra…

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Profissionalmente falando, o que acharam da Playboy da Mari Paraíba?

Aqui na redação do LANCE! a revista fez sucesso hoje. Muita gente surpresa com as medidas da ponta…

Além das fotos, o ensaio é acompanhado por uma pequena entrevista. Perguntada sobre outra atleta que poderia ser capa da Playboy, ela citou Paula Pequeno. Mas não aceitou um ensaio em conjunto:

“Eu e ela? Não. Só sozinha mesmo. Com as duas ficaria um ensaio meio lésbico (risos).

Na pergunta seguinte, outra sugestão de Mari. “Há alguma outra atleta que você teve oportunidade de avaliar no vestiário e pensou: Puxa, essa daria uuma boa capa de Playboy?

- Talvez a Jaqueline.

Concordam?

Vitórias que dão um certo alívio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fala, pessoal! Tudo bem?

Antes de tudo, uma explicação para quem não me segue no Twitter. Na quinta-feira, passei todo o dia no 1º Encontro de Jornalismo Esportivo das Américas, o que me impossibilitou de ver a vitória do Brasil sobre a China e consequentemente atualizar o blog.

E admito ser um alívio voltar a escrever aqui após duas vitórias brasileiras na fase final do Grand Prix. O triunfo de hoje sobre Cuba, em sets diretos (25-17, 25-12 e 25-14), foi categórico e emblemático.

Categórico pelas parciais, que deixam claro o domínio sobre as caribenhas. Como dito na fase anterior, Cuba tem um time forte fisicamente, como faz parte de sua escola, mas bem pior tecnicamente e que erra demais em comparação às gerações vencedoras das décadas passadas. Hoje não foi diferente (veja números abaixo).

Emblemático por ter acontecido após Zé Roberto modificar a equipe titular. Fernandinha jogou no lugar de Fabíola, Adenízia entrou na vaga de Fabiana e Garay substituiu Jaqueline. As três antigas titulares realmente deixaram muito a desejar em alguns jogos, marcados pela instabilidade em quase todos os fundamentos. Já as ex-reservas tiveram atuações bem mais regulares contra as cubanas.

O fundamento que funcionou com perfeição foi o saque, com 12 pontos. Adenízia marcou cinco deles, Fernandinha, três.  Importantíssimo também o número de erros da Seleção nos três sets: apenas quatro. Para comparar, Cuba deu 28 pontos de graça para o Brasil.

Zé ainda foi além nos testes. Apenas uma líbero em quadra: Fabi. Mari, Dani Lins e Juciely foram titulares no terceiro set. A oposto, por exemplo, fez quatro pontos, um a menos do que Sheilla, que atuou nas primeiras parciais.

O Brasil ainda está na briga pelo título com as reservas americanas, que mais uma vez mostraram força e venceram a Turquia, de Marco Aurélio Motta, por 3 a 1. Porém, ainda bato na mesma tecla: tirar as dúvidas que restam para Londres e encontrar um time titular serão os maiores legados deste Grand Prix.

Vaivém: mercado feminino no Brasil é um jogo de xadrez

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os grandes times brasileiros mexem as mesmas peças, muitas delas simultaneamente, e novos movimentos dependem do que o rival fará.

Por enquanto, o xeque-mate que será confirmado em breve é a transferência de Sheilla da Unilever para o Sollys/Nestlé. A verba que era usada para manter Hooker no Brasil vai sustentar a operação. Será um duro golpe no time carioca, que, por enquanto, é o mais calado no mercado.

Jaqueline é outra peça que está prestes a definir o futuro. Além da proposta de renovação com o atual campeão, ela é desejada pelo Sesi, com quem esteve prestes a fechar na temporada passada e onde joga o marido Murilo.

Na mesma posição, outro movimento muito aguardado é o de Paula Pequeno. O Vôlei Futuro espera a final masculina para oficializar a montagem do time feminino. Enquanto isso não acontece, ela recebe propostas de vários rivais. O mesmo acontece com Mari, apesar do ano irregular que teve na Unilever.

Depois de um bom ano em Osasco, Tandara vai reforçar o Sesi. O time da capital tem um orçamento melhor do que o da última temporada. A tendência é estar bem mais forte.

Olho grande também nas cubanas Ramirez e Herrera, que não ficam na Usiminas/Minas.

No levantamento, a mexida das peças envolve ainda mais times. Unilever, Vôlei Futuro e o novo time de Campinas estão no mercado. Fofão está e sempre esteve na mira de todos. É o nome que mais agrega a qualquer projeto, apesar de estar terminando um ano sabático. Fernandinha, em alta após reaparecer em uma convocação da Seleção, ganhou espaço no projeto campineiro.

Por fim, dirigentes fazem contas para que o time planejado, no papel, caiba dentro do limite de pontuação do ranking. E chovem especulações de todos os lados.

Coluna de domingo: Fabíola arrebenta e a Seleção agradece

domingo, 15 de abril de 2012

Pessoal, segue a coluna Saque publicada neste domingo, 15 de abril, no LANCE!

Sollys/Nestlé não deu qualquer chance para a Unilever na decisão da Superliga e foi campeão com sobras. Parte da superioridade se deve ao bom momento vivido por Fabíola.

No Maracanãzinho, a levantadora fez uma das melhores partidas da vida. Soube distribuir os ataques com eficiência, não sentiu a pressão de enfrentar Fernanda Venturini e foi eleita com méritos a melhor em quadra. O conjunto da obra dá um alento para quem, como eu, está preocupado com a Seleção na Olimpíada de Londres.

Desde o ouro em Pequim-2008, José Roberto Guimarães tenta achar uma substituta para Fofão. Dani Lins era a primeira opção. Foi testada à exaustão, ganhou status de capitã, mas não conseguiu se firmar como titular. Na Superliga, não brilhou com a camisa do Sesi, caindo nas quartas de final, e deve virar reserva de Fabíola.

A levantadora do Sollys sempre esteve presente nas convocações deste ciclo olímpico. Muitas vezes parecia sentir a pressão, demonstrava nervosismo. Assim, não rendia o esperado. Talvez faltasse a confiança de uma grande atuação, de ser a responsável por comandar um time a um título importante. Na Superliga fez isso.

No discurso pós-final, ela deixou bem claro que sabe estar perto de alcançar o nível de excelência que Zé Roberto, um ex-levantador, exige  para a vaga de titular da Seleção. O técnico também sabe que suas principais atacantes necessitam de uma distribuição rápida e inteligente para superar bloqueios, em sua maioria, muito altos. É isso que ele vai exigir de Fabíola.

Com o Sollys, a MVP da final teve o passe na mão, graças principalmente a Jaqueline e Camila Brait. Na Seleção, Zé vai precisar construir uma linha de recepção que ajude Fabíola a repetir atuações como a de sábado. Se isso acontecer, o bi olímpico pode ser, sim, uma realidade.