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Posts com a Tag ‘Itália’

Itália “renova” e chama Papi para os treinos

sexta-feira, 30 de março de 2012

Com o retorno de uma caras bem conhecidas, a Itália vai começar o trabalho em busca da vaga olímpica no torneio masculino.

O técnico Mauro Berruto listou 25 jogadores para o início dos treinos. A novidade está na presença do veterano ponta Papi, de 38 anos, e a oficialização de que Fei, de 33 anos, será utilizado como central e não mais como oposto.

Vi fotos recentes de Papi, já com barba grisalha, em uma das homenagens ao central Bovolenta, que morreu na semana passada, e parei para relembrar por quanto tempo o ponta foi titular da Azzurra, vivendo todo o período glorioso do time na década de 90.  Um jogador de técnica apurada, tanto no passe quanto no ataque.

A ausência de dois veteranos levantadores também foi confirmada: Vermiglio (36) e Meoni (38).

A classificatória olímpica acontecerá entre 8 e 13 de maio, contra Alemanha, Finlândia e Eslováquia.

Pela convocação, veja uma escalação com Travica, Lasko, Savani, Parodi, Mastrangelo, Birarelli (Fei) e Bari.

Na volta ao batente, uma boa notícia para os cariocas

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ainda tenho algumas horas de férias, mas resolvi reiniciar os trabalhos com uma informação que os cariocas  vão aprovar.

A CBV confirmou nesta manhã o Rio de Janeiro como sede de uma etapa do Grand Prix, entre os dias 15 e 17 de junho, no Maracanãzinho.

Será uma chance única de ver a  Seleção feminina na reta final de preparação para a Olimpíada de Londres. Para melhorar, os adversários do time comandado por José Roberto Guimarães serão de ótimo nível: Estados Unidos, Itália e Alemanha.

Anotem na agenda!

Coluna: Uma Copa de lições para o Brasil

domingo, 4 de dezembro de 2011

Pessoal, segue a coluna publicada hoje, dia 4/12, no LANCE!. Muitas destas linhas valem após a classificação para a Olimpíada, garantida após o 3 a 0 sobre o Japão. No fim, o Brasil superou a Itália nos sets average, por uma margem bem pequena.

Uma frase do levantador Bruninho resume bem a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Japão:

- Sabemos que não estamos fazendo uma Copa como esperávamos, mas estamos na briga pela classificação e isso é o mais importante.

Nesta manhã, o Brasil encerra sua participação contra os donos da casa, que venceram apenas dois dos dez jogos que disputaram. Prato cheio para que a Seleção ganhe e carimbe o passaporte para a Olimpíada de Londres, no próximo ano, algo já feito por Rússia e Polônia. Mas a vaga, última em jogo na Copa, se realmente se confirmar, merece muita reflexão.

O desempenho do time na Copa foi abaixo do esperado. Faltou, principalmente, a força dos 14 titulares, algo que Bernardinho sempre pregou e viu dar resultado em dez anos de comando deste time. Substituições em várias partidas não surtiram efeito e a escalação dos reservas no duelo contra a frágil China quase virou tragédia, com sofrida vitória no tie-break. E estamos falando de antigos titulares da Seleção, como Rodrigão, Gustavo e o próprio Bruninho. Apenas contra a Polônia, na última madrugada, o banco de reservas mostrou-se eficiente e foi responsável pela virada, com a participação decisiva de Bruninho e do ponta Dante, que voltou a jogar após sofrer uma lesão abdominal no início da Copa. Uma derrota deixaria a classificação para Londres por um fio.

Além da instabilidade dentro de quadra, o time mostrou destempero fora dela. Na vitória sobre a Argentina, Escadinha tomou as dores de Murilo, cobrado por Bernardinho em uma parada técnica. O líbero peitou o comandante, o xingou e mostrou que o clima não é dos melhores no elenco. Panos quentes foram colocados no assunto logo depois, mas a atitude flagrada pela câmeras da TV japonesa comprovou que não é apenas técnico o problema atual da Seleção.

A notícia boa desta Copa foi a recuperação de Leandro Vissotto. O oposto de 2,12m, que chegou a ficar fora de várias convocações este ano, voltou a jogar bem e firmou-se novamente como titular. Sem ele, a colocação brasileira na classificação final poderia ser bem pior.

Até Londres, Bernardinho terá de restabelecer a harmonia de um grupo vitorioso e encontrar uma fórmula para que o time de 14 titulares não fique apenas no discurso.

Bruninho e Dante saem do banco e comandam reação brasileira

sábado, 3 de dezembro de 2011

O banco de reservas, que várias vezes fez a diferença a favor do Brasil nos últimos anos, finalmente desencantou na Copa do Mundo.

Depois de perder os dois primeiros sets para a Polônia (18-25, 21-25), a Seleção viu Bruninho liderar a reação e a virada, vencendo as parciais seguintes por 25-18, 25-19 e 15-12.

O levantador, titular a partir do quarto set, foi eleito o melhor em quadra. Com méritos.

Bartman, autor de 26 pontos para os polacos, definiu bem o nome da partida.

- O jogo mudou no terceiro set, quando estávamos vencendo por 13 a 8 e o Bruno Rezende entrou, levantou bolas boas e marcou pontos no bloqueio – disse o atacante.

Quem também esteve bem foi o oposto Leandro Vissotto, autor de 23 pontos. No ataque, ele colocou no chão 21 das 29 bolas recebidos. Dante substituiu substituiu Murilo no segundo set e entrou na vaga de Giba no terceiro para não sair mais. Colaborou com oito pontos, apesar de ainda sentir falta de ritmo de jogo. Foi a opção ofensiva que fez falta em várias partidas da Copa.

Entre os fundamentos, destaque para o bloqueio, responsável por 14 pontos, o dobro do feito pelos poloneses.

A virada teve uma importância imensa para garantia da vaga olímpica. Com russos e poloneses já garantidos, apenas Brasil e Itália lutam pelo bronze e consequentemente lugar na Olimpíada de Londres. As duas seleções empatam em pontos (21), sets perdidos (14) e a vantagem verde-amarela está nos sets vencidos (26 a 25). Assim, basta vencer o Japão por 3 a 0 na rodada final. A Azzurra pega o Irã, torcendo para o Brasil perder sets.

 

Brasil faz seu dever, ganha ajudinha e volta ao G3

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Faltam apenas dois jogos para o fim da Copa do Mundo e o Brasil só depende das próprias forças para garantir um lugar na Olimpíada de Londres.

Nesta madrugada, vitória sem sustos sobre o Irã por 3 a 0 (25-20, 25-18 e 25-16). Para melhorar o dia da Seleção, a Itália perdeu de virada para a Polônia (17-25, 20-25, 25-23, 25-21 e 15-12), deixando o G3.

Agora, a classificação tem Rússia e Polônia com 24 pontos, quase garantidas em Londres-2012, Brasil com 19, Itália com 18 e Cuba com 16 (perderam um ponto hoje na vitória por 3 a 2 sobre a China).

Com duas vitórias (sem tie-break), o Brasil se garante sem fazer mais contas.  Vale lembrar que os próximos confrontos serão contra poloneses e japoneses.

Contra o Irã, o ponta Giba teve mais uma atuação regular, terminando com 15 pontos e 50% de aproveitamento no ataque.

Arrisco a dizer que o capitão brasileiro tem sido o mais constante nesta campanha no Japão. Seria reserva se Dante não tivesse sofrido o problema abdominal logo no início da Copa. O camisa 7 entrou e calou a boca de muita gente, que achava que seu ciclo tivesse acabado.

Destaco também os 14 pontos de Sidão, sendo seis dele no bloqueio.  O central é outro que aproveitou melhor do que alguns companheiros a competição para se fortalecer entre os titulares.

Pela primeira vez após a lesão, Dante ficou no banco. Outro que reapareceu entre os reservas foi Gustavo, pouco utilizado na Copa.

Depois de “entregadas”, Sérvia jogou como nunca. E não podemos reclamar

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Sérvia entrou para enfrentar o Brasil com as camisas de Rússia, Itália e Polônia por baixo do seu uniforme. E fez a sua melhor partida na Copa do Mundo na vitória sobre o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 27-25, 20-25, 25-20 e 25-22.

Inicio agora a explicação do título deste post.  Fora da briga pelas três vagas olímpicas em jogo na Copa, os sérvios se pouparam nos clássicos europeus contra russos e italianos, que ocupam segundo e terceiro lugares, respectivamente, deixando os titulares no banco de reservas. Perderam e ficaram felizes. Se formos ler as entrelinhas, eles, que antes do jogo de hoje contra o Brasil só haviam vencido um dos oito jogos disputados, facilitaram para os rivais continentais já pensando no Pré-Olímpico. A linha de pensamento do técnico Igor Kolakovic é clara: se Polônia, Rússia e Itália forem ao pódio, se garantem em Londres-2012 e deixam o caminho aberto para a Sérvia no Pré-Olímpico da Europa, no próximo ano. Se o Brasil se intrometer no top 3, um dos grandes europeus será rival direto dos sérvios no torneio continental.

E a tática funcionou. Faltando apenas três rodadas para o fim da Copa, os três primeiros colocados são justamente POL (22 pontos), RUS (21) e ITA (17). O instável e em alguns momentos irreconhecível Brasil, com a segunda derrota seguida, caiu para quarto, com 16.

Vamos aos três próximos jogos do quarteto acima. A Polônia, treinado pelo italiano Andrea Anastasi, vai enfrentar justamente os três rivais pela vaga. Pela teoria da conspiração, pode entregar para a Itália, fazer jogo de vida ou morte contra o Brasil e ter uma mãozinha da Rússia na última rodada, caso necessário. Os russos ainda terão pela frente Japão e Irã, ou seja, estão com as duas mãos na vaga em Londres e provavelmente já classificados antes da despedida contra os polacos. A Azzurra pega os mesmos adversários asiáticos da Rússia, além dos poloneses.

E vamos reclamar  deste “complô” contra o Brasil? Volte pouco mais de um ano atrás no tempo e recorde-se daquele vergonhoso jogo contra a Bulgária, em Ancona, pela segunda fase do Campeonato Mundial. A Seleção Brasileira cheia de reservas, com Bruninho gripado e Marlon com problemas intestinais. O oposto Théo vira  levantador. Os búlgaros também sem qualquer vontade de vencer, com alguns titulares na reserva. Jogo de baixíssimo nível técnico, que mereceu uma das maiores vaias que já presenciei ao vivo numa praça esportiva e uma chiadeira impressionante mundo afora. A tática do Brasil era escolher os rivais na fase seguinte e ter um caminho mais tranquilo até a final. A escolha deu certo, a Seleção acabou campeã, se defendeu como pôde das acusações de ter entregado o jogo contra os búlgaros, mas ficou entalada na garganta de alguns rivais.

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Uma derrota elogiada por Bernardinho

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Minha análise hoje se baseia no que li, já que não vi a derrota do Brasil por 3 a 2 para Cuba, parciais de 25-17, 22-25, 23-25, 25-20 e 12-15, e não acho justo criticar/elogiar sem embasamento.

Chamou muito minha atenção o discurso de Bernardinho após o jogo:

- Foi um jogo muito igual. Fomos efetivamente um time. Depois dos jogos contra Rússia e Estados Unidos, essa foi a nossa melhor partida. O time lutou e fez uma boa partida, de alto nível. Jogamos de uma forma correta.

Normalmente, o técnico costuma pegar mais pesado no discurso pós-derrota.  É quase uma característica de comando.

Pelas estatísticas, alguns fundamentos foram muito instáveis e merecem críticas. O saque, por exemplo, entrou no primeiro set, não incomodou nos dois seguintes e voltou a funcionar no quarto. Contra um time com força ofensiva como principal característica, ter um saque regular é o caminho mais curto para a vitória.

Outro número que me chamou a atenção foi o bloqueio. Sem Simon, Cuba fez 15 pontos, um a mais do que o Brasil. Neste aspecto, Bernardinho citou a falta de paciência como principal erro da Seleção.

- Só precisamos ter um pouco mais de atenção em algumas situações de dificuldades, com bolas ruins, para não enfrentar e conceder os pontos de bloqueios. Precisamos trabalhar um pouco mais a bola, tocar e deixar que eles também se atrapalhem um pouco mais.

Faltou ainda parar o oposto Hernandez, maior pontuador do duelo com 22 pontos, e principal desafogo cubano nas bolas de segurança.

Atuação à parte, a derrota dificultou bastante a vida do Brasil na disputa pelo título. Polônia e Rússia venceram na rodada e subiram para 19 e 18 pontos, respectivamente. O Brasil foi para 16, em terceiro, seguido por Cuba e Itália, com 14. Para mim, a briga pelas três vagas olímpicas está com o quinteto.

Com time reserva, Brasil leva susto da China

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

- Espero que esse ponto não nos machuque no fim.

Assim Bernardinho definiu o espírito da Seleção após a vitória por 3 a 2 sobre a China, parciais de 23-25, 25-10, 25-18, 19-25 e 15-8, nesta madrugada.

Os dois sets perdidos custaram um ponto e a queda de duas posições na classificação geral do torneio. A Polônia lidera com 13, após bater o Japão por 3 a 1, com a Rússia logo atrás com 12 (perdeu um set para o Egito), mesma pontuação do Brasil, que perde nos critérios de desempate.  Com 11 pontos, a Itália, após obter importante triunfo por 3 a 1 sobre os EUA – com 41 a 39 no fantástico primeiro set, segue na briga pela vaga em Londres-2012.

Bernardinho optou por usar um time quase todo reserva, com apenas Murilo (maior pontuador do time com 19 acertos) e Escadinha entre os titulares.

- Nós precisávamos mexer em função das questões físicas e necessidade de descanso para alguns jogadores, além da impossibilidade de escalação do Leandro Vissotto, que teve um mal estar ontem à noite. Em momento algum isso foi por soberba – argumentou.

Entre os reservas, o oposto Wallace foi titular apenas no tie-break e marcou sete pontos. Theo, titular nos quatro primeiros, fez 11, demonstrando muita irregularidade. João Paulo Bravo não começou bem, mas melhorou no decorrer do jogo e terminou com 14 pontos.

Os três próximos jogos não serão fáceis e poderão decidir a vida da Seleção na Copa. Em Hamamatsu, duelos com Argentina, Cuba e Sérvia. Não espero moleza em nenhum deles.

Como dizem os italianos, Brasile K.O

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Após um tie-break eletrizante, a Seleção Brasileira masculina sofreu sua primeira derrota na Copa do Mundo, diante de uma guerreira Itália, parciais de 25-16, 20-25, 18-25, 25-21 e 22-20.

Para deixar o revés ainda mais doloroso, o Brasil desperdiçou três match points no set decisivo. O resultado fez o time cair para o terceiro lugar, com sete pontos, dois a menos do que Rússia (fez 3 a 0 nos EUA e está jogando bem) e Polônia (bateu a Argentina por 3 a 1).

Nesta madrugada, a Seleção não conseguiu parar o oposto Lasko, que terminou o jogo com 27 acertos. Bernardinho apontou o canhoto como diferencial do duelo. Nos fundamentos, o Brasil ficou atrás da Azzurra no bloqueio (16 a 10) e no saque (9 a 5).

Não vejo esssa derrota como como tragédia, como já li e ouvi na redação do LANCE! hoje. Essa geração já se cansou de ganhar jogos apertados pela diferença mínima. Só é preciso saber digerir agora o doído revés, pois a ingrata tabela da Copa reserva uma verdadeira decisão na próxima rodada para o Brasil. Na quinta, duelo contra os russos. Manter-se na briga pelo título passa pela reabilitação.

Sobre a atuação do Brasil, destaco os 17 pontos feitos pelo central Sidão (12 no ataque, três no bloqueio e dois no saque) e sinto falta de uma maior presença do Murilo, que anotou apenas nove, com pouco mais de 22% de aproveitamento no ataque.

Vitória com V maiúsculo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Contra um adversário que tradicionalmente incomoda muito, o Brasil mostrou todos os seus predicados, neste madrugada. Com autoridade, bateu os Estados Unidos por 3 a 1, parciais de 25-17, 25-18, 16-25 e 25-16. Três pontos importantíssimos para obtenção da vaga olímpica.

Chama muito a atenção as parciais dos sets entre dois rivais que se conhecem tanto.

O saque brasileiro fez a diferença e tirou os americanos da zona de conforto (expressão que Bernardinho tanto gosta de usar). O técnico Alain Knipe admitiu que a agressividade do Brasil fez a diferença.

Lucão, MVP do duelo e autor de 16 pontos, foi além.

- Esse foi um dos melhores jogos que fizemos neste ano.

E ele tem razão. O Brasil, em 2011, vinha devendo uma atuação como essa. Mesmo sem Dante, com uma lesão abdominal e sem prazo para retornar, o time não perdeu força ofensiva. Giba, Murilo e Escadinha deram a estabilidade que o passe precisava em quase todo o duelo, facilitando a distribuição de Marlon. O oposto Leandro Vissotto, autor de 18 pontos, foi outro que voltou a jogar bem e ser decisivo.

Contra a Itália, nesta madrugada (4h de Brasília), o jogo deixa de ser tático como o de hoje e se transforma em emocional. Se  a Azzurra viu trechos do duelo Brasil x EUA, vai precisar usar todo o arsenal de provocações para ter alguma chance de vencer.