Posts com a Tag ‘Fernanda Garay’

Que atuação irrepreensível!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Na abertura da terceira fase do Mundial, Brasil fez a China parecer um adversário qualquer, inexpressivo até. O time de José Roberto Guimarães jogou demais, neutralizou todas as principais armas do adversário e transformou um jogo que poderia ser problemático em uma molezinha. O 3 a 0, com parciais de 25-19, 25-16 e 25-15, explica bem a diferença entre os dois, hoje, em Milão.

A Seleção foi tão bem que é difícil apontar um ou outro destaque, sem parecer injusto. Dani Lins fez uma partida impecável na distribuição, deixando alguns jogos abaixo da média para trás. Não me lembro de ter visto a levantadora atuar tão bem até agora na competição. Nas pontas, Jaqueline e Fernanda Garay atacaram como russas e defenderam como asiáticas. Estranho dizer isso, mas a China não representou à altura o nível de defesa que tradicionalmente as seleções da Ásia. Enquanto isso, o Brasil deu show no fundamento, liderado pela líbero Camila Brait, a melhor da competição neste quesito. No meio de rede, Fabiana e Thaisa foram dominantes no ataque e brincaram de bloquear. Pobre Zhu, caçada pelo saque brasileiro e que nem de longe foi sombra do que já apresentou outras vezes. Sheilla foi a jogadora que se destacou menos,  mas ainda assim teve boas passagens pelo saque e pontuou no ataque em algumas bolas difíceis.

O resultado deixa o time muito próximo das semifinais. Nesta quinta, caso a China vença a República Dominicana por 3 a 1/3 a 2 ou perca por qualquer placar, o Brasil já estará classificado sem entrar em quadra, fazendo o confronto de sexta, contra as caribenhas, valer apenas o emparceiramento da próxima fase.

E, além disso, a atuação impecável do time verde-amarelo vai colocar mais pulgas atrás das orelhas dos adversários. O Brasil, único invicto do Mundial, joga ainda melhor com a aproximação do momento decisivo. É para os outros ficarem preocupados mesmo!

PS: Agora com link para um fantástico ponto no início do segundo set. Confiram: http://wp.me/p1b2tr-216

 

Viradaça!

sábado, 27 de setembro de 2014

Fiquei até com vontade de iniciar este texto com um palavrão. Mas me contive. Mas a vitória do Brasil sobre a Turquia, neste sábado, no tie-break, até merecia um desabafo.

Sair de 0 a 2 para 3 a 2, em alguns momentos, me pareceu impossível. Mas a Seleção encontrou o jogo que não entrou nas primeiras parciais para conseguir uma vitória que dá moral para a longa caminhada para o título inédito. Talvez, lá na segunda quinzena de outubro, a gente volte a falar do jogo de hoje como um marco para a conquista, na Itália.

Único adversário que conseguiu a vencer o Brasil no último Grand Prix, a Turquia começou a partida da mesma forma que terminou o anterior lá no Japão. Sacando demais, tirando Jaqueline e Fernanda Garay do sério e desestabilizando o time todo. De um lado, nada dava certo. Do outro, um time voando no primeiro set.

Zé Roberto apostou em Gabi na vaga de Garay e o equilíbriou aconteceu até o 22º ponto da segunda parcial. Daí em diante o bloqueio turco apareceu com tudo, fez três pontos seguidos e o placar mostrava um justo 2 a 0 para a equipe de Massimo Barbolini.

Um ponto de saque, outro de bloqueio e o início do terceiro set foi decisivo para mudar o astral do Brasil em quadra. As jogadoras passaram a sorrir, a desconcentração se transformou em luta por cada bola e o jogo começou a fluir. A defesa, que não conseguia levantar bolas, passou a gerar contra-ataques. O bloqueio passou a parar Sonsirma, Seda e Ozsoy. E a virada de bola, antes instável, teve um aproveitamento muito maior. 1 a 2, 2 a 2 e tie-break. Parecia uma virada inevitável após os primeiros pontos do quinto set, quando a Turquia, em um último esforço para se manter viva no Mundial, abriu 8 a 5. Zé Roberto tirou Dani Lins e Sheilla e colocou Tandara e Fabíola. Garay foi para o saque. E os sorrisos voltaram para o lado verde-amarelo. E o placar logo virou para 10 a 8. Gabi ainda entrou para sacar no lugar de Fabiana e ajudou a vantagem a aumentar. Ao voltar as titulares, Zé fez um afago especial em Fabíola, levantadora que foi cortada às vésperas da última Olimpíada e que também teve um desentendimento com a comissão técnica nas finais do Grand Prix. Reconhecimento de que a reserva foi decisiva quando acionada.

Primeira prova, neste Mundial, que o grupo todo pode fazer a diferença.

Que a virada e os 24 pontos de bloqueio sejam um divisor de águas para a Seleção na Itália!

 

 

 

 

Duas mãos cheias!

domingo, 24 de agosto de 2014

1994, 1996, 1998, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009, 2013 e 2014.

Dez vezes Brasil no Grand Prix. Duas mãos cheias de título. Mãos cada vez mais habituadas em levantar troféus, como mais uma vez fez a capitã Fabiana, em Tóquio. Mãos da mamãe Jaqueline, de uma regularidade surpreendente para quem havia ficado um ano sem jogar. Mãos cada vez mais confiantes de Dani Lins ao escolher quem receberá as bolas de ataque. Mãos que gostam de um jogo decisivo, como as de Sheilla. Mãos “estreantes” de Camila Brait durante toda uma campanha de um torneio tão importante, que ganham rodagem para os objetivos mais importantes deste ciclo: Mundial e Rio-2016. Mãos que fazem Fernanda Garay ser uma peça-chave em vários fundamentos. Mãos que bloquearam rivais com uma facilidade de dar inveja neste GP, Thaisa!

Campeãs mais uma vez (FIVB/Divulgação)

Campeãs mais uma vez (FIVB/Divulgação)

Mãos que fizeram, nesta manhã, a pequena revolução japonesa receber uma aula. O time de Manabe que joga sem centrais, que vinha surpreendendo na fase final e que só precisava de dois sets sentiu a pressão imposta pela Seleção. Os dois primeiros sets foram dominados pela equipe de José Roberto Guimarães do início ao fim. As parciais de 25-15 e 25-18 deixam isso bem claro. O saque incomodou o quase perfeito passe japonês, o bloqueio matou ou tocou em várias bolas e o ataque foi paciente para vencer o sistema defensivo exemplar das orientais.

A final foi final de verdade no terceiro set. O tudo ou nada japonês no saque deu trabalho para a linha de recepção brasileira e o placar, quase sempre equilibrado, trocou de mãos até o 20º ponto. Na reta final da parcial, o peso das mãos acostumadas com decisões fez a diferença.  E o ponto que fechou a edição de 2014 do Grand Prix foi de Jaqueline, numa largada (27 a 25).

Nas estatísticas, Sheilla, que começou o Grand Prix com atuações apagadas e preocupantes, provou mais uma vez que gosta de jogo decisivo. Anotou 16 pontos e liderou o Brasil. O block, como o esperado, deu goleada: foram 10 pontos do Brasil e três do Japão. E as donas da casa, em busca da inédita conquista, sentiram a responsabilidade e erraram demais: 29 pontos dados de graça.

Que venha o Mundial, daqui a um mês, na Itália! Mãos à obra para a conquista do inédito título, Brasil!

Titulares voltam e Brasil encerra 1ª fase com campanha perfeita

domingo, 17 de agosto de 2014

A folga das titulares da Seleção durou apenas um dia. Poupadas diante da República Dominicana, elas voltaram hoje, para desespero da Tailândia. As donas da casa foram batidas em Bangcoc por 3 sets a 0, parciais de 25-15, 25-18 e 25-17.

Nono triunfo na fase de classificação do Grand Prix, aproveitamento de 100% mantido e 26 pontos de 27 possíveis. Domínio avassalador, visto que a China, segunda colocada, terminou com 17.

Fernanda Garay, com 15 pontos, foi a destaque brasileira. Ela foi a única atleta do time a pontuar em todos os fundamentos (10 no ataque, 4 no bloqueio e 1 no saque).  Outras três titulares chegaram aos dois dígitos, provando que esta divisão na pontuação é um diferencial desta Seleção: Fabiana (14), Jaqueline (11) e Sheilla. Curiosamente, entre as atacantes, apenas Thaisa, maior pontuadora da equipe na competição, ficou com um dígito: 6.

Prestem atenção para este número. São 18 vitórias consecutivas do Brasil no Grand Prix, com 54 sets vencidos e três perdidos. Diz muita coisa sobre o domínio brasileiro no atual cenário mundial.

Agora é esperar os jogos da tarde para definição de mais dois finalistas. Eu, que imaginava que a Sérvia tinha vida mais fácil por enfrentar a Coreia, perdeu por 3 a 1 e está eliminada. As americanas fizeram o mesmo placar nas dominicanas, foram para 15 pontos e agora torcem. Itália (12 pts) x Turquia (13) e Alemanha (12) x Rússia (13) entram em quadra com chances e até pode acontecer um empate quádruplo pelas duas vagas que restam. As chinesas, já classificadas, perderam para o Japão, sede das finais, por 3 a 1.

Apenas uma Kim não faz verão

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A Coreia tem Kim, a melhor ou uma das três melhores jogadoras do mundo na atualidade. Infelizmente para o país asiático, apenas uma Kim deste calibre é pouco para enfrentar o Brasil.

No Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, os 16 acertos da ponteira, todos no ataque, não impediram a tranquila vitória brasileira por 3 sets a 0, parciais de 25-16, 25-12 e 25-15.

No primeiro set, a Coreia chegou até a assustar, abrindo vantagem no início. Logicamente, impulsionada por Kim, que terminou a parcial com oito acertos. Mas, depois de um começo intranquilo, o Brasil entrou no jogo. E com Sheilla bem (dez pontos, todos de ataque), algo que não foi visto na etapa italiana, na semana passada. A oposto esteve bem mais consistente no ataque e ajudou a virar bolas importantes, até a equipe passar a dominar as ações.

Na segunda parcial, quem apareceu bem no ataque foi Fernanda Garay (maior pontuadora da Seleção com 15 acertos). E foi ficando cada vez mais complicado para Kim fazer a diferença, já que estava com uma marcação mais precisa do bloqueio e da defesa. Tanto que marcou menos pontos: cinco. O jogo ficou fácil e chegou a dar sono após alguns erros coreanos.

Além de Sheilla e Garay bem no ataque, o Brasil tinha Thaisa inspirada no bloqueio. Foram oito, de um total de 13.

E quando o conjunto está bem, o resultado de reflete no placar. Quarta vitória em quatro jogos, liderança e invencibilidade mantidas.

Sábado e domingo, contra Rússia e Estados Unidos, às 10h, espero jogos mais apertados.

Block desequilibra e Brasil termina fim de semana com 100% de aproveitamento

domingo, 3 de agosto de 2014

A Seleção Brasileira feminina deixa Sassari, na Itália, com sentimento do dever cumprido.

Neste domingo, vitória sobre a República Dominicana por 3 sets a 0, parciais de 26-24, 25-19 e 25-18. Terceiro triunfo, liderança geral do Grand Prix e confiança em alta para a próxima etapa, que acontecerá em São Paulo.

Para manter o aproveitamento de 100% na competição, o Brasil usou e abusou de bloqueio diante das caribenhas, treinadas pelo brazuca Marcos Kwiek. Foram 17 pontos no fundamento, contra apenas três do rival. Tanto que três atletas pontuaram mais do que todo o time rival. Fabiana, Thaisa e Fernanda Garay anotaram quatro pontos cada. A ponta, inclusive, foi a maior pontuadora do time e do duelo: 15 acertos. De la Cruz anotou 13 para as dominicanas, que perderam todos os jogos do fim de semana.

A oposto Sheilla, como nos demais jogos, foi a peça mais apagada da Seleção, com apenas 5 pontos.

No próxima fim de semana, o Brasil terá mais três duelos bem interessantes: Estados Unidos (responsável por quatro derrotas do Brasil na fase de preparação), Rússia (a rival de sempre) e Coreia (da impressionante Kim).

Caso a Seleção saia ainda na liderança geral do GP após a etapa em casa, a classificação para a fase final estará encaminhada.

 

Depois de bater na trave no masculino, La Décima sairá no feminino?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O décimo título do Brasil na Liga Mundial ficou no quase em 2014, semanas atrás. Será que a décima conquista no Grand Prix sairá?

É o que começaremos a ver nesta sexta-feira, dia do início das disputas nos três grupos principais da competição. A estreia brasileira acontecerá contra a China, às 12h30 (de Brasília), na cidade de Sassari, na Itália, com transmissão pelo SporTV. Uma partidinha bem complicada para uma primeira rodada, diga-se de passagem, ao se analisar estilo de jogo, tradição e montagem do time para a Olimpíada de 2016.

E vejo tal cenário como uma das diferenças entre jogos entre homens e mulheres atualmente. Julgo o feminino com mais equilíbrio entre as equipes com capacidade de disputar o título do que o masculino. Brasil, Rússia, Estados Unidos, Sérvia, Itália, China, Alemanha, Japão…  Não quero dizer que todos os times citados aqui estão no mesmo patamar. O primeiro trio está acima, com um bloco numeroso no patamar inferior, além de outras minas vagantes, termo que costumava ouvir bastante de Bernardinho, presentes na competição e que nem doram citados.

É bem mais comum ver jogos parelhos entre as mulheres. Parelhos e atraentes, diria. E não faço qualquer duplo sentido aqui com beleza das atletas. A chave para um jogo atraente de vôlei, na minha visão, inclui pontos mais longos, rallies que fazem times e torcedores perderem o fôlego. Infelizmente, a força dos jogos no masculino transformou rallies em raridades.

Da lista acima, é difícil cravar as que avançarão para as finais. Pelo regulamento, das 12 seleções dos “grupos de elite” quatro se classificam. Além dos citados acima, os demais participantes são República Dominicana, Turquia, Coreia e Tailândia. Irão se juntar ao quarteto Japão (sede das finais) e o vencedor dos grupos J a O (Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Holanda, Polônia, Peru e Porto Rico) disputarão o título.

Sobre o Brasil, algumas dúvidas ainda estão no ar e o decorrer do GP ajudará nas respostas, até como foco no Campeonato Mundial:

1 – O time agora sem Fabi. Camila Brait vai manter o nível que a antiga titular dava no passe e principalmente na defesa?

2 – A possibilidade de variação na montagem da linha de passe. Uma especialista no fundamento e outra com ataque mais forte? Exemplo: Garay/Gabi, Garay/Natália, Jaqueline/Gabi ou Jaqueline/Natália. Duas passadoras mais consistentes: Garay/Jaqueline. Ou ainda uma formação com Gabi e Natália, instáveis no passe mas potentes no ataque?

3 – Com Fabiana e Thaisa como pilares do time, qual será a reserva imediata? Carol, que vem numa crescente, vai desbancar Adenízia e Juciely?

4 – Por fim, uma disputa interessante pela reserva de Sheilla. A estreante Andreia, a regular Monique e Tandara, que está voltando de lesão. Bons motivos para Zé Roberto ter dor de cabeça.

 

 

 

 

 

Entrevista com Fernanda Garay

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Depois de um ano no Fenerbahce, da Turquia, Fernanda Garay vai defender o Dínamo Krasnodar, da Rússia, na temporada 2014/2015.

Nesta entrevista por e-mail ao blog, a ponta explicou os motivos da escolha, analisou a experiência turca e projetou a participação no Campeonato Mundial da Itália, principal compromisso da Seleção Brasileira em 2014.

1) Qual o principal aprendizado que teve no vôlei turco?
Nessa temporada eu tive que adaptar a minha forma de jogar. Como ponteira, eu preciso estar sempre atenta a todos os fundamentos, porém no Fenerbahçe a forma de jogar me exigiu menos no ataque e muito mais na sustentação do jogo. Trabalhei muito passe, saque, defesa e bloqueio.

2) Como vê a diferença do nível dos campeonatos na Europa em relação ao Brasil hoje? A Superliga ainda está muito abaixo?
De forma alguma a Superliga está abaixo, mas na Europa, por terem mais competições internacionais, o clubes e atletas acabam recebendo maior exposição internacionalmente e se enfrentam muitas vezes.

3) Quais fatores pesaram mais para fechar com o Dínamo Krasnodar? Muito se fala da ida do Zé Roberto para lá. Como vê isso?
O fato de ser uma grande equipe, com uma ótima estrutura e a possibilidade de crescimento como jogadora. Pesou também as ótimas referências que recebi do clube e da cidade. Com relação a ida do Zé Roberto, até agora não recebi nenhuma informação do clube e nem dele sobre essa possibilidade, mas se for confirmada a notícia, será muito bom poder trabalhar com ele não só na seleção, mas também no Dínamo.

4) Pelo que pôde perceber em sua experiência no Fenerbahce, quem são as atletas que devem dar mais dor de cabeça ao Brasil em 2016?
Eu poderia citar várias jogadoras, pois tive a oportunidade de jogar contra grandes atletas. Mas posso destacar a Kim, que foi minha companheira no Fener.

5) Teve propostas para voltar ao Brasil esse ano? Se puder dizer de quem…
Houve algumas sondagens, mas nenhuma proposta concreta chegou até mim. Acho que a mudança no ranking limitou as possibilidades das equipes.

6) Agora na Rússia, qual será a estratégia para se destacar em meio a gigantes de mais de dois metros de altura?
Não será novidade ter que brigar contra bloqueios altos. Mas, apesar de “baixinha”, eu salto bastante!! (Risos)

7) Como vê a Seleção Brasileira para o Mundial?
Vejo o Brasil como um grande candidato ao título, porém, não haverá jogo fácil. Teremos que estar muito focadas para que nenhum tropeço nos impeça de disputar a medalha de ouro nesta competição. O nível está muito elevado.

8) E como vê o momento dos principais rivais do Brasil para o Mundial?
Eu acho difícil analisar nossos adversários, pois até agora só tivemos referências pelo Montreaux. Mas pelo que vi, as equipes estão buscando se reformular sem perder suas principais características.

Vaivém: A dupla brasileira em Krasnodar

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A mídia russa já dá como certa a contratação de Fernanda Garay e Fabíola pelo Dínamo Krasnodar. E realmente é isso que vai acontecer.

A dupla, que já vinha sendo especulada no clube há algumas semanas, vai disputa a próxima temporada na Rússia.

Garay, após passagem pelo Fenerbahce (TUR), está em alta. Talvez seja a ponta brasileira mais regular nas últimas temporadas e tem vaga certa na Seleção Brasileira. Já a levantadora ficou sem espaço no Brasil após a opção do Molico/Osasco de contratar Dani Lins e o fechamento do Vôlei Amil.

A expectativa agora é saber se José Roberto Guimarães vai mesmo comandar o Dínamo. Ele foi procurado, mas havia assumido o compromisso, antes do fim do patrocínio da Amil ao time de Campinas, de se dedicar à Seleção nesta preparação até a Olimpíada de 2016.

Segue aqui o link, em russo, com as informações. http://www.rsport.ru/volleyball/20140515/746165354.html

 

Boa estreia do Brasil no Japão

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Levante a mão quem está com sono aí!!!

Começou a Copa dos Campeões no Japão, o terror para quem precisa acordar cedo no dia seguinte no Brasil!

A Seleção estreou com o pé direito nesta madrugada, fazendo 3 a 0 nos Estados Unidos. Engana-se quem pensa que a vitória sem perder sets foi fácil.  As duas primeiras parciais terminaram em 26 a 24. A terceira, mais tranquila, foi 25-20.

Para quem não viu o jogo, Zé Roberto escalou o time com Fabíola, Sheilla, Natalia, Fernanda Garay, Fabiana, Adenízia e Fabi.  Pelas baixas sofridas antes da competição (Dani Lins, Thaisa, Gabi…), uma escalação bem coerente.

E foram as ponteiras que lideraram o time no ataque: Natalia e Garay fizeram 12 pontos cada no fundamento, terminando com 13 no geral. Por ter recebido bem menos bolas, Garay foi a melhor. Para uma estreia, ainda mais contra um rival direto pelo título, gostei da atuação brasileira. Apesar da instabilidade no passe em alguns momentos, o desempenho geral foi bom, incluindo aí a atuação regular de Fabíola.  O bloqueio fez o dobro de pontos do que o rival (10 a 5), errou menos (20 a 24) e ainda fez dois pontos de saque, enquanto as americanas passaram em branco. Faltou mais capricho nos contra-ataques, fator que precisa ser corrigido contra rivais com ataque mais pesado.

Vale citar também que este time dos EUA está repleto de caras novas e talvez evolua bastante neste ciclo olímpico.  Nesta madrugada, por volta da 1h, a Seleção voltará à quadra para enfrentar a Tailândia. Um jogo completamente diferente, mas que não assusta. Na preliminar, as asiáticas tomaram 3 a 0 da República Dominicana.


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