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Entrevista com Fernanda Garay

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Depois de um ano no Fenerbahce, da Turquia, Fernanda Garay vai defender o Dínamo Krasnodar, da Rússia, na temporada 2014/2015.

Nesta entrevista por e-mail ao blog, a ponta explicou os motivos da escolha, analisou a experiência turca e projetou a participação no Campeonato Mundial da Itália, principal compromisso da Seleção Brasileira em 2014.

1) Qual o principal aprendizado que teve no vôlei turco?
Nessa temporada eu tive que adaptar a minha forma de jogar. Como ponteira, eu preciso estar sempre atenta a todos os fundamentos, porém no Fenerbahçe a forma de jogar me exigiu menos no ataque e muito mais na sustentação do jogo. Trabalhei muito passe, saque, defesa e bloqueio.

2) Como vê a diferença do nível dos campeonatos na Europa em relação ao Brasil hoje? A Superliga ainda está muito abaixo?
De forma alguma a Superliga está abaixo, mas na Europa, por terem mais competições internacionais, o clubes e atletas acabam recebendo maior exposição internacionalmente e se enfrentam muitas vezes.

3) Quais fatores pesaram mais para fechar com o Dínamo Krasnodar? Muito se fala da ida do Zé Roberto para lá. Como vê isso?
O fato de ser uma grande equipe, com uma ótima estrutura e a possibilidade de crescimento como jogadora. Pesou também as ótimas referências que recebi do clube e da cidade. Com relação a ida do Zé Roberto, até agora não recebi nenhuma informação do clube e nem dele sobre essa possibilidade, mas se for confirmada a notícia, será muito bom poder trabalhar com ele não só na seleção, mas também no Dínamo.

4) Pelo que pôde perceber em sua experiência no Fenerbahce, quem são as atletas que devem dar mais dor de cabeça ao Brasil em 2016?
Eu poderia citar várias jogadoras, pois tive a oportunidade de jogar contra grandes atletas. Mas posso destacar a Kim, que foi minha companheira no Fener.

5) Teve propostas para voltar ao Brasil esse ano? Se puder dizer de quem…
Houve algumas sondagens, mas nenhuma proposta concreta chegou até mim. Acho que a mudança no ranking limitou as possibilidades das equipes.

6) Agora na Rússia, qual será a estratégia para se destacar em meio a gigantes de mais de dois metros de altura?
Não será novidade ter que brigar contra bloqueios altos. Mas, apesar de “baixinha”, eu salto bastante!! (Risos)

7) Como vê a Seleção Brasileira para o Mundial?
Vejo o Brasil como um grande candidato ao título, porém, não haverá jogo fácil. Teremos que estar muito focadas para que nenhum tropeço nos impeça de disputar a medalha de ouro nesta competição. O nível está muito elevado.

8) E como vê o momento dos principais rivais do Brasil para o Mundial?
Eu acho difícil analisar nossos adversários, pois até agora só tivemos referências pelo Montreaux. Mas pelo que vi, as equipes estão buscando se reformular sem perder suas principais características.

Vaivém: A dupla brasileira em Krasnodar

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A mídia russa já dá como certa a contratação de Fernanda Garay e Fabíola pelo Dínamo Krasnodar. E realmente é isso que vai acontecer.

A dupla, que já vinha sendo especulada no clube há algumas semanas, vai disputa a próxima temporada na Rússia.

Garay, após passagem pelo Fenerbahce (TUR), está em alta. Talvez seja a ponta brasileira mais regular nas últimas temporadas e tem vaga certa na Seleção Brasileira. Já a levantadora ficou sem espaço no Brasil após a opção do Molico/Osasco de contratar Dani Lins e o fechamento do Vôlei Amil.

A expectativa agora é saber se José Roberto Guimarães vai mesmo comandar o Dínamo. Ele foi procurado, mas havia assumido o compromisso, antes do fim do patrocínio da Amil ao time de Campinas, de se dedicar à Seleção nesta preparação até a Olimpíada de 2016.

Segue aqui o link, em russo, com as informações. http://www.rsport.ru/volleyball/20140515/746165354.html

 

Boa estreia do Brasil no Japão

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Levante a mão quem está com sono aí!!!

Começou a Copa dos Campeões no Japão, o terror para quem precisa acordar cedo no dia seguinte no Brasil!

A Seleção estreou com o pé direito nesta madrugada, fazendo 3 a 0 nos Estados Unidos. Engana-se quem pensa que a vitória sem perder sets foi fácil.  As duas primeiras parciais terminaram em 26 a 24. A terceira, mais tranquila, foi 25-20.

Para quem não viu o jogo, Zé Roberto escalou o time com Fabíola, Sheilla, Natalia, Fernanda Garay, Fabiana, Adenízia e Fabi.  Pelas baixas sofridas antes da competição (Dani Lins, Thaisa, Gabi…), uma escalação bem coerente.

E foram as ponteiras que lideraram o time no ataque: Natalia e Garay fizeram 12 pontos cada no fundamento, terminando com 13 no geral. Por ter recebido bem menos bolas, Garay foi a melhor. Para uma estreia, ainda mais contra um rival direto pelo título, gostei da atuação brasileira. Apesar da instabilidade no passe em alguns momentos, o desempenho geral foi bom, incluindo aí a atuação regular de Fabíola.  O bloqueio fez o dobro de pontos do que o rival (10 a 5), errou menos (20 a 24) e ainda fez dois pontos de saque, enquanto as americanas passaram em branco. Faltou mais capricho nos contra-ataques, fator que precisa ser corrigido contra rivais com ataque mais pesado.

Vale citar também que este time dos EUA está repleto de caras novas e talvez evolua bastante neste ciclo olímpico.  Nesta madrugada, por volta da 1h, a Seleção voltará à quadra para enfrentar a Tailândia. Um jogo completamente diferente, mas que não assusta. Na preliminar, as asiáticas tomaram 3 a 0 da República Dominicana.

Brasil perto do título. China pode ser vice-campeã sem perder nenhum jogo

sábado, 31 de agosto de 2013

O Brasil resolveu transformar todos os rivais da fase final do Grand Prix em sacos de pancada? Quarto jogo, quarta vitória por 3 a 0, desta vez, sobre a Sérvia, parciais de 27-25, 25-21 e 25-22.

Admirável a atuação da Seleção em Sapporo até agora. Tem dado pouquíssimas chances para os rivais nos sets e, quando está em desvantagem, consegue virar. O bloqueio está afiadíssimo (mesmo sem Fabiana estar em um dia inspirado) e hoje foi responsável por 15 pontos, um número excelente para apenas três parciais. Thaisa (5), Fernanda Garay e Sheilla (4) foram as melhores. A oposto, inclusive, foi a maior pontuadora (19 acertos) e ganhou elogios de Zé Roberto. Gabi colaborou com 14, todos no ataque.

Fiquei surpreso com a formação de Zoran Terzic, que deixou Brakocevic, Mihajlovic e Rasic no banco de reservas. Pensei até que era para surpreender o Brasil no início, o que faria com que as titulares entrassem no decorrer do jogo. Errei e elas não entraram em quadra em nenhum momento.

O título brasileiro quase foi garantido de forma antecipada, algo difícil neste formato de hexagonal final. No encerramento da rodada, a China suou para vencer o Japão por 3 a 2. Se tivessem perdido sem levar o jogo para o tie-break, as chinesas entregariam o título no colo das brasileiras.

A vitória, porém, abre uma possibilidade que beira o surreal. A China pode terminar invicta o Grand Prix, somando fase classificatória e final, e ainda assim não levar o título. Basta, para isso acontecer, um triunfo no tie-break sobre o Brasil, na madrugada de amanhã, para tal “anomalia” acontecer. Acho até que vai ter gaiato torcendo para isso acontecer.

Um Brasil x Rússia empolgante

sábado, 3 de agosto de 2013

Fim das férias no blog, agora oficialmente! E que bom voltar para escrever sobre o jogaço entre Brasil x Rússia, nesta manhã de sábado, em Campinas, pela primeira semana do Grand Prix.

Início de ciclo olímpico, times renovados, treinadores fazendo testes, mas clima de uma verdadeira decisão de Olimpíada ou Mundial. Jogo com belos pontos, rallies de quase um minuto de duração, provocações de sobra…  Cardápio completo, que terminou com vitória verde-amarela no tie-break, para desespero da grade de programação da Rede Globo.

Para mim, o triunfo brasileiro começou a se consolidar no set point que a Rússia teve no segundo set, já vencendo o duelo por 1 a 0. Naquele momento, Goncharova, que foi a maior pontuadora da partida (25 pts), gritou de frente para Fernanda Garay, que acabava de ser bloqueada. O 24 a 23 para as russas se transformou logo depois em 26 a 24 para as brasileiras.

Como escrevi no Twitter naquele momento, o clima aparecia, um pouco, o de um Brasil x Cuba na década de 90. E o que aconteceu depois ratifica minha sensação. A Rússia sentiu a reviravolta no segundo set e virou presa fácil no terceiro. Só voltou para o jogo no quarto, forçando o tie-break. Para quem está assistindo, jogos assim são mais legais, mais emocionantes, mais gostosos de acompanhar. Para quem joga, porém, é um verdadeiro teste, principalmente para jovens como Gabi. Manter a concentração, não cair na pilha e se “vingar” na bola… E isso o jovem time de Zé Roberto conseguiu fazer.

Fernanda Garay, que já havia se destacado contra a Polônia, é um bom exemplo. Tomou alguns tocos, mas não baixou a cabeça e terminou como maior pontuadora do Brasil: 22 pontos. Virou a bola de segurança de Dani Lins na ausência de Sheilla.

Analisando os números, uma surpresa. Mesmo sem Thaisa e Fabiana, as torres gêmeas, o Brasil fez mais pontos de bloqueio do que as russas: 16 a 15.  Juciely fez quatro. Kosheleva foi a melhor, com seis.

Que venham mais jogos entre Brasil x Rússia!

 

 

 

 

Passeio sobre a Azzurra e título

domingo, 9 de junho de 2013

Um 3 a 0 sem dó da Seleção Brasileira feminina sobre a Itália, na decisão do Torneio de Alassio, com direito a 25 a 10 na última parcial.

Depois de jogar em Montreux, o time de Zé Roberto se mostrou mais encorpado neste início de ciclo olímpico.

Não vi todos os jogos, mas gostei da atuação das centrais Juciely e Adenízia, vi uma Dani Lins mais tranquila e serena na distribuição, além da comprovação que Fernanda Garay vive uma fase iluminada. A oposto Monique foi uma grata surpresa também.

Gostaria de ler o balanço de vocês sobre a Seleção.

Vaivém: Garay no Fener

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O site do Fenerbahce encerrou o mistério nesta segunda-feira.

Fernanda Garay vai defender o time turco na próxima temporada.

Numa ascendente na carreira desde a véspera da Olimpíada de Londres, a ponta teve outras propostas europeias, mas optou por um clube tradicional, com histórico de brasileiros nos últimos anos: Fofão, Zé Roberto, Mari, Paula Pequeno…

A última, inclusive, deverá ser afetada com a chegada de Garay. Nas últimas semanas, ela já deixou claro que tem vontade de voltar ao Brasil. Não só isso. Já disse que gostaria de trabalhar com Bernardinho na Unilever. Eu não me surpreenderia em ver a ponta no atual campeão da Superliga na próxima temporada.

- Agora vou em busca desse novo desafio no exterior, dessa vez na Turquia. Espero seguir vencendo e corresponder às expectativas de quem me contratou. Com certeza será uma grande experiência, onde buscarei aprender muito dentro e fora da quadra. Já vivi bastante coisa bacana atuando na liga japonesa e terei a chance de atuar na Europa, que possui equipes de muita qualidade e campeonatos importantes. Já soube que a estrutura do Fenerbahce é excelente e espero manter um alto rendimento e ter o meu espaço no clube e também lutar para estar na Seleção – disse Garay.

Que virada!

domingo, 7 de abril de 2013

Incrível, fantástica, sensacional! A virada da Unilever sobre o Sollys/Nestlé é digna de todos os elogios.

Uma reação difícil de acreditar, pela forma com que o jogo se desenrolava até o início do terceiro set. O passe do time carioca estava ruim, Fofão corria de um lado para o outro para se virar (isso aos 43 anos e com uma lesão na panturrilha), Fabi se desdobrava para defender (e muito)… Mas a virada de bola estava ruim e o bloqueio sumido.

Até ali, o jogo do Sollys era perfeito. Saque na jovem Gabi, um sistema defensivo bem montado e jogadoras importantes na virada de bola, como Thaisa, Sheilla e Fernanda Garay. Mas o jogo mudou.

Desculpe para quem me acompanhou na transmissão da CBN, mas preciso ser repetitivo em alguns pontos agora: a virada começou com uma estratégia de saque, voltada para Fernanda Garay. Não que ela passe mal, muito pelo contrário. Mas era a “melhor opção”, já que Camila Brait e Jaqueline possuem aproveitamento melhor, além de limitá-la ofensivamente. E passou a funcionar. Muito mérito para Bernardinho, que sem Logan Tom não tinha opções para mudar esse panorama no banco de reservas. E fez o jogo mudar mesmo assim.

Sem a bola na mão, Fabíola pecou em alguns momentos. Deixou Jaqueline muito tempo sem atacar, perdeu a bola de segurança com Adenízia e Thaisa, não teve Sheilla inspirada nas bolas de segurança que a oposto recebe nestas horas.

Some-se a tudo isso a regularidade que Sarah Pavan teve em grande parte do duelo, o absurdo crescimento de Natália, que voltou a ser aquela que muitos já viram e desconfiavam se veriam de novo, a eficiência de Juciely no ataque e no bloqueio… Por fim, todas elas lideradas por Fofão. A levantadora foi guerreira ao jogar no sacrifício e teve enorme colaboração ao escolher com maestria suas atacantes nos últimos três sets.

É um breve resumo do jogo. Concordam em quais pontos? Discordam? Quais outros pontos vocês inserem para discussão?

Vou almoçar e curtir parte da “folga” de domingo com a família. Mais tarde volto para escrever um texto especial para a edição do LANCE! de amanhã e falar mais da final no Ibirapuera com vocês aqui no blog.

Depois do susto, a facilidade

sábado, 9 de março de 2013

O Sollys/Nestlé está a uma vitória de mais uma final de Superliga.

Nesta manhã, em Osasco, triunfo de virada sobre o Vôlei Amil, por 3 a 1. As parciais dizem bem o que foi a abertura desta série semifinal.

O time de Zé Roberto, com boa virada de bola, principalmente com Ramirez, fechou o primeiro set por 25 a 22. Com um saque eficiente, o Vôlei Amil tirou Fernanda Garay do ataque, conseguiu defender com eficiência e abriu um 1 a 0. Em tese, o peso da responsabilidade iria para os ombros da equipe da casa, certo? Nem tanto.

Do segundo set em diante, o Sollys/Nestlé jogou solto, enquanto as rivais travaram. O que dizer de um 25 a 10 numa semifinal para empatar o placar? Do lado de Osasco, Garay entrou no jogo, Jaqueline assumiu a responsabilidade em momentos importantes e Sheilla apareceu com destaque no bloqueio.

Tudo igual no marcador, mas o tal equilíbrio não se mostrou nas parciais seguintes. 25-16 e 25-20 para o Sollys fechar o jogo. Sheilla marcou 19 pontos, seis deles no block.  Garay fez 15, Thaisa, 14, e Jaqueline, mais 11, para ser eleita a melhor em quadra. Pelo lado campineiro, a búlgara Vasileva marcou apenas oito pontos. E esse número explica, em parte, o desnível técnico em parte do duelo.  Walewska, com 12 acertos, acabou sendo a melhor do Vôlei Amil.

Vale lembrar também que Fernandinha ficou no banco, entrou nos dois primeiros sets, mas ainda não tem condições físicas para voltar a ser titular no levantamento.

Sem a titular e com as atacantes virando poucas bolas, fica muito difícil para o Vôlei Amil impedir o Sollys de chegar a mais uma final.

 

 

 

 

 

Coluna de domingo: O ‘estrago’ que as estrangeiras estão fazendo

domingo, 13 de janeiro de 2013

Coluna Saque publicada neste domingo, 13/1, no LANCE!

Uma búlgara em primeiro lugar, seguida por uma cubana e uma brasileira. Em quarto, uma canadense e logo depois outra cubana.

Até parece ranking de fundamento do Grand Prix, mas na verdade é a estatística de ataque da Superliga feminina.

Vasileva, Herrera, Fernanda Garay, Pavan e Ramirez são as cinco melhores atacantes da competição após o primeiro turno. Não deixa de ser uma charme especial para um torneio brasileiro ter estrangeiras renomadas se destacando por aqui. Uma prova cabal de que Vôlei Amil, Unilever e Banana Boat/Praia Clube acertaram na contratação das gringas. Mas, confesso, que fico um pouco preocupado com essa “concentração internacional” em um único (e tão importante) fundamento.

Minha primeira preocupação é com a fase das brasileiras, principalmente as selecionáveis. A oposto Sheilla, por exemplo, deveria estar nesta briga, mas não aparece entre as dez melhores. Titular da Seleção há vários anos, a jogadora do Sollys/Nestlé ainda não encontrou sua melhor forma após quebrar um dedo do pé no início da preparação da equipe de Osasco. Na derrota para a Unilever, na noite de sexta, o atual campeão nacional sentiu falta de uma atuação consistente de sua principal atacante. Ainda viu a “forasteira” Pavan roubar a cena, fazendo com que as cariocas faturassem o título simbólico do turno.

Também sinto falta de nomes novos entre as melhores ranqueadas. No Top 10, apenas Tandara e Priscila Daroit, oitava e décima colocadas, representam a nova geração, com capacidade de disputar vaga no grupo brasileiro para a Olimpíada de 2016. Isso me faz pensar se é válido para atletas mais novas e talentosas, como Gabi e Ivna, serem reservas na Unilever e Sollys, quando podiam ser titulares em qualquer outro time do país.


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