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Posts com a Tag ‘Fabíola’

Vaivém: Fabíola também confirmada pelo Sollys/Nestlé

sábado, 13 de abril de 2013

O Sollys/Nestlé anunciou a renovação com mais uma titular: Fabíola.

A levantadora é a quinta a ter o vínculo oficializado. Anteriormente, o clube renovou com as centrais Thaisa e Adenízia, a oposto Sheilla e a líbero Camila Brait.

Do time que perdeu a final para a Unilever, faltam apenas Jaqueline e Fernanda Garay. Como as duas valem sete pontos no ranking, apenas uma ficará. A primeira é favoritíssima para continuar, por ter sido repatriada anos atrás e não contar pontos na soma geral que só pode atingir 32. Garay, por sua vez, tem várias propostas do exterior e deve definir neste fim de semana seu futuro.

Perdendo uma de suas pontas titular, o Sollys deve olhar para uma estrangeira para fechar sua base titular.

Que virada!

domingo, 7 de abril de 2013

Incrível, fantástica, sensacional! A virada da Unilever sobre o Sollys/Nestlé é digna de todos os elogios.

Uma reação difícil de acreditar, pela forma com que o jogo se desenrolava até o início do terceiro set. O passe do time carioca estava ruim, Fofão corria de um lado para o outro para se virar (isso aos 43 anos e com uma lesão na panturrilha), Fabi se desdobrava para defender (e muito)… Mas a virada de bola estava ruim e o bloqueio sumido.

Até ali, o jogo do Sollys era perfeito. Saque na jovem Gabi, um sistema defensivo bem montado e jogadoras importantes na virada de bola, como Thaisa, Sheilla e Fernanda Garay. Mas o jogo mudou.

Desculpe para quem me acompanhou na transmissão da CBN, mas preciso ser repetitivo em alguns pontos agora: a virada começou com uma estratégia de saque, voltada para Fernanda Garay. Não que ela passe mal, muito pelo contrário. Mas era a “melhor opção”, já que Camila Brait e Jaqueline possuem aproveitamento melhor, além de limitá-la ofensivamente. E passou a funcionar. Muito mérito para Bernardinho, que sem Logan Tom não tinha opções para mudar esse panorama no banco de reservas. E fez o jogo mudar mesmo assim.

Sem a bola na mão, Fabíola pecou em alguns momentos. Deixou Jaqueline muito tempo sem atacar, perdeu a bola de segurança com Adenízia e Thaisa, não teve Sheilla inspirada nas bolas de segurança que a oposto recebe nestas horas.

Some-se a tudo isso a regularidade que Sarah Pavan teve em grande parte do duelo, o absurdo crescimento de Natália, que voltou a ser aquela que muitos já viram e desconfiavam se veriam de novo, a eficiência de Juciely no ataque e no bloqueio… Por fim, todas elas lideradas por Fofão. A levantadora foi guerreira ao jogar no sacrifício e teve enorme colaboração ao escolher com maestria suas atacantes nos últimos três sets.

É um breve resumo do jogo. Concordam em quais pontos? Discordam? Quais outros pontos vocês inserem para discussão?

Vou almoçar e curtir parte da “folga” de domingo com a família. Mais tarde volto para escrever um texto especial para a edição do LANCE! de amanhã e falar mais da final no Ibirapuera com vocês aqui no blog.

Coluna de domingo: Cortes, traumas e muitas polêmicas

domingo, 15 de julho de 2012

Boa tarde, pessoal. Eu estaria de folga, mas estou na redação. Segue a coluna Saque publicada neste domingo, 15 de julho, no LANCE!. Quem estiver de folga, aproveite por mim.

Bruninho, Ricardinho, Leandro Vissotto, Wallace, Murilo, Giba, Dante, Thiago Alves, Sidão, Lucão, Rodrigão e Escadinha. Fernandinha, Dani Lins, Sheilla, Tandara, Paula Pequeno, Fernanda Garay, Jaqueline, Natália, Fabiana, Thaisa, Adenízia e Fabi. Depois de muito mistério, esses são os 24 atletas inscritos pela CBV para a Olimpíada de Londres.

Mudanças agora poderão acontecer apenas em caso de lesão e somente até a véspera da estreia. Se nenhum problema de última hora aparecer (já bati na madeira três vezes), Natália é a única que ainda corre riscos, já que se recupera de uma delicada cirurgia para retirada de um tumor da canela esquerda. Tanto que José Roberto Guimarães já decidiu levar a líbero Camila Brait para Londres, para que fique de sobreaviso. O trio Murilo/Dante/Giba inspira cuidados no
masculino, mas no momento não a ponto de uma substituição.

Apostar em Natália, ter cortado a campeã olímpica Mari e a então levantadora titular Fabíola foram as maiores surpresas na definição das listas. A repercussão entre os torcedores, nos últimos dias, foi gigantesca. Ouvi e li críticas, elogios, xingamentos e desabafos, após escrever sobre os polêmicos assuntos neste LANCE! e também no meu blog no LANCENET!. Nos três casos, decisões corajosas de Zé Roberto, que tentou dar uma grande chacoalhada no grupo antes da viagem, insatisfeito com atuações recentes. Mas, ao mesmo tempo, foram medidas arriscadas, já que Natália não joga há praticamente um ano, Fernardinha, a substituta de Fabíola, se juntou a este grupo apenas dois meses atrás, enquanto Mari, mesmo longe das suas melhores atuações, tinha experiência e capacidade comprovada para decidir jogos importantes.

Zé não foi omisso e assumiu os riscos, mesmo sabendo que eles podem ser traumáticos.

O surprendente corte de Fabíola

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Estava no táxi, indo para um evento profissional, quando resolvi olhar o Twitter no celular. E admito ter ficado muito surpreso, como a maioria de vocês, ao ler a notícia do corte de Fabíola da Olimpíada de Londres.

Apesar de não ter feito um bom Grand Prix (como grande parte do time brasileiro), a levantadora me parecia estar em situação confortável no grupo. Para mim e para dez entre dez de vocês, a briga na posição era entre Dani Lins e Fernandinha. E para ser a reserva da posição.

Fabíola sempre foi uma atleta esforçada. Assim compensava parte de suas limitações técnicas. Nunca se achou a nova Fernanda ou a nova Fofão. Tanto que não era a primeira opção no início deste ciclo olímpico. Ana Tiemi não vingou e ficou pelo caminho, Dani Lins não teve regularidade para manter-se na posição e aí sim pintou Fabíola. Fez até bons campeonatos, ganhou confiança e virou titular. Na última temporada, teve destaque no título do Sollys/Nestlé na Superliga. Tudo parecia caminhar para que ela disputasse sua primeira Olimpíada…

Agora, como interpretar o corte? Eu vejo da seguinte forma. Zé Roberto não está satisfeito com a instabilidade do time. Ele vai correr o risco de apostar em Fernandinha, a levantadora que menos jogou neste ciclo olímpico, em busca de um fator surpresa. Mais velocidade, mais ousadia… e talvez bem mais risco. Se der errado, o mundo cairá sobre sua cabeça. Precisava optar e foi corajoso para tomar tal decisão.

O corte serve também como recado para outras jogadoras do elenco, que também estão atuando mais na base do nome. Outros dois desligamentos vão acontecer até o embarque e pode sobrar, sim, para mais alguma “intocável”. Natália se recupera, não joga há meses, mas fará Zé esperar até o último momento, como já escrevi aqui após conversar com o próprio treinador. Se ela for, a chance de mais um grande baque no grupo aumenta bastante. Vale a pena levar duas líberos? Outra pergunta já feita por mim, por vocês e que certamente martela na cabeça de Zé Roberto.

Sobre o questionamento que já li sobre a forma com que o corte de Fabíola aconteceu, minha opinião. Cortar antes do embarque para o Brasil transformaria o voo em um velório. Imaginem como seriam as dez horas até o desembarque? Mas também, se pudesse decidir o quando e como, não faria ali no aeroporto, minutos antes de o grupo encarar a imprensa. Deixaria para hoje, com uma nota oficial no site. Seria menos desgastante.

Por fim, uma ressalva aos mais xiitas. Aqui não crucifico por uma derrota, não julgo caráter depois de uma mudança na metade do terceiro set e não sou fã de A e por isso detono B. Mantenham o nível!

Vou dormir. Até “amanhã”!

Vitórias que dão um certo alívio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fala, pessoal! Tudo bem?

Antes de tudo, uma explicação para quem não me segue no Twitter. Na quinta-feira, passei todo o dia no 1º Encontro de Jornalismo Esportivo das Américas, o que me impossibilitou de ver a vitória do Brasil sobre a China e consequentemente atualizar o blog.

E admito ser um alívio voltar a escrever aqui após duas vitórias brasileiras na fase final do Grand Prix. O triunfo de hoje sobre Cuba, em sets diretos (25-17, 25-12 e 25-14), foi categórico e emblemático.

Categórico pelas parciais, que deixam claro o domínio sobre as caribenhas. Como dito na fase anterior, Cuba tem um time forte fisicamente, como faz parte de sua escola, mas bem pior tecnicamente e que erra demais em comparação às gerações vencedoras das décadas passadas. Hoje não foi diferente (veja números abaixo).

Emblemático por ter acontecido após Zé Roberto modificar a equipe titular. Fernandinha jogou no lugar de Fabíola, Adenízia entrou na vaga de Fabiana e Garay substituiu Jaqueline. As três antigas titulares realmente deixaram muito a desejar em alguns jogos, marcados pela instabilidade em quase todos os fundamentos. Já as ex-reservas tiveram atuações bem mais regulares contra as cubanas.

O fundamento que funcionou com perfeição foi o saque, com 12 pontos. Adenízia marcou cinco deles, Fernandinha, três.  Importantíssimo também o número de erros da Seleção nos três sets: apenas quatro. Para comparar, Cuba deu 28 pontos de graça para o Brasil.

Zé ainda foi além nos testes. Apenas uma líbero em quadra: Fabi. Mari, Dani Lins e Juciely foram titulares no terceiro set. A oposto, por exemplo, fez quatro pontos, um a menos do que Sheilla, que atuou nas primeiras parciais.

O Brasil ainda está na briga pelo título com as reservas americanas, que mais uma vez mostraram força e venceram a Turquia, de Marco Aurélio Motta, por 3 a 1. Porém, ainda bato na mesma tecla: tirar as dúvidas que restam para Londres e encontrar um time titular serão os maiores legados deste Grand Prix.

Zé fala ao blog sobre Mari, Natalia, Fernandinha e os jogos em São Bernardo

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Depois de um dos treinos da Seleção feminina, na quinta-feira, conversei por telefone com José Roberto Guimarães.

Em pauta, assuntos que vocês têm comentado aqui: Mari, Fernandinha, Natalia, a escolha das 12 atletas que irão para Londres…

O técnico coloca em prática, neste fim de semana, mais uma etapa de testes visando a definição do grupo.  Vai dar chances para jogadoras que não estiveram em Lodz (POL) e vai segurar aquelas que estiverem com qualquer problema físico. Fernanda Garay, por exemplo, sentia dores no ombro, ontem.

- A briga está legal, bacana de ver entre elas a competição acirrada. Assim, o nível de todo o time se eleva. O nosso ponto forte é o grupo e isso pesa. Lá na Polônia foi altamente proveitoso, com as jogadoras que tiveram oportunidade respondendo positivamente. E isso deixa todas as outras jogadoras com os olhos abertos. Se antes uma ou outra podia pensar “sou titular”, agora precisa correr pela posição.

Ele também admitiu que atualmente tem um pouco mais de dúvidas para fechar o time olímpico do que tinha às vésperas dos Jogos de Pequim.

Abaixo, a opinião de Zé Roberto especificamente sobre algumas atletas:

MARI

- Ela não esteve bem nos primeiros jogos, mas foi muito melhor no terceiro. Teria 100% de aproveitamento no ataque se o árbitro não tivesse errado em uma marcação. No começo, ela estava ainda segurando um pouco o braço (sentia dores no ombro direito). Depois foi ganhando confiança. Nos três jogos aqui no Brasil, ela vai ter oportunidade.

O técnico ainda revelou que Mari continua treinando passe, apesar de estar jogando como oposto.

FERNANDINHA

- Ainda falta conhecimento maior das atacantes, algo que faz diferença. Mas eu imaginava, sim, que ela iria responder bem aos primeiros testes.

Zé disse também que Fabíola, atual titular no levantamento, deve começar jogando em São Bernardo do Campo.

NATALIA

- Ela está liberada para saltar desde quarta-feira. Agora cada organismo reage de forma diferente. Neste momento, é preciso observar a queda, o impacto após os saltos. Aos poucos, vamos aumentando a carga, mas sempre seguindo o protocolo médico.

Perguntado sobre prazo para definir se ela seguirá no grupo, o técnico foi claro: “Até quando der. Ainda não tenho uma data fechada para definir o grupo. Ela é extremamente importante e vou esperar o possível”

 

 

O pedido de Ary Graça para Fabíola

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O texto abaixo é do repórter Felipe Mendes e está nas páginas desta segunda-feira do Diário LANCE!.

– Eu quero que você jogue assim na Seleção.

Foi com essas palavras que o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, se dirigiu à levantadora Fabíola após a vitória do Sollys/Nestlé sobre a Unilever, na decisão da Superliga Feminina,   sábado  no Rio de Janeiro. A reportagem do LANCE! flagrou a cobrança do dirigente durante a entrega do prêmio de melhor jogadora da final.

Graça agiu dessa maneira por conta das atuações inconstantes de Fabíola com a camisa verde-e-amarela. No próximo mês, a Seleção Brasileira disputará o Pré-Olímpico Sul-Americano, em São Carlos (SP).

Abordado pela reportagem  após o ocorrido, o presidente da CBV aumentou ainda mais a pressão sobre a jogadora. Além de confirmar sua cobrança, Graça falou que se Fabíola jogar como na decisão da Superliga, o Brasil conquistará o bicampeonato olímpico. Eleita também a melhor levantadora da temporada 2011/2012, Fabíola reconheceu a responsabilidade diante da cobrança do mandatário da confederação de vôlei.

– Ele pediu realmente e o que eu tenho de fazer é continuar meu trabalho. É meu sonho disputar uma Olimpíada e quero lutar, ao lado das minhas companheiras, pelo ouro em Londres – disse a levantadora de 29 anos, que tem sido convocada com frequência desde o fim de 2008 e é dona de uma medalha de prata no Mundial de 2010.

Coluna de domingo: Fabíola arrebenta e a Seleção agradece

domingo, 15 de abril de 2012

Pessoal, segue a coluna Saque publicada neste domingo, 15 de abril, no LANCE!

Sollys/Nestlé não deu qualquer chance para a Unilever na decisão da Superliga e foi campeão com sobras. Parte da superioridade se deve ao bom momento vivido por Fabíola.

No Maracanãzinho, a levantadora fez uma das melhores partidas da vida. Soube distribuir os ataques com eficiência, não sentiu a pressão de enfrentar Fernanda Venturini e foi eleita com méritos a melhor em quadra. O conjunto da obra dá um alento para quem, como eu, está preocupado com a Seleção na Olimpíada de Londres.

Desde o ouro em Pequim-2008, José Roberto Guimarães tenta achar uma substituta para Fofão. Dani Lins era a primeira opção. Foi testada à exaustão, ganhou status de capitã, mas não conseguiu se firmar como titular. Na Superliga, não brilhou com a camisa do Sesi, caindo nas quartas de final, e deve virar reserva de Fabíola.

A levantadora do Sollys sempre esteve presente nas convocações deste ciclo olímpico. Muitas vezes parecia sentir a pressão, demonstrava nervosismo. Assim, não rendia o esperado. Talvez faltasse a confiança de uma grande atuação, de ser a responsável por comandar um time a um título importante. Na Superliga fez isso.

No discurso pós-final, ela deixou bem claro que sabe estar perto de alcançar o nível de excelência que Zé Roberto, um ex-levantador, exige  para a vaga de titular da Seleção. O técnico também sabe que suas principais atacantes necessitam de uma distribuição rápida e inteligente para superar bloqueios, em sua maioria, muito altos. É isso que ele vai exigir de Fabíola.

Com o Sollys, a MVP da final teve o passe na mão, graças principalmente a Jaqueline e Camila Brait. Na Seleção, Zé vai precisar construir uma linha de recepção que ajude Fabíola a repetir atuações como a de sábado. Se isso acontecer, o bi olímpico pode ser, sim, uma realidade.

Coluna de domingo: A final de sempre e o problema olímpico

domingo, 8 de abril de 2012

Pessoal, Feliz Páscoa para todos vocês. Abaixo, minha coluna publicada hoje, dia 8 de abril, no LANCE!.

Unilever e Sollys/Nestlé vão decidir, no próximo sábado, pela oitava vez seguida a Superliga. Mais do mesmo. Filme repetido. Eu já sabia. Final mais do que esperada. Escolha à vontade sua definição predileta para o maior clássico do país, sem esquecer de que ambos os times merecem a posição que ocupam no cenário nacional.

No balanço das decisões, as cariocas levam ampla vantagem: 5 a 2. Independentemente do que acontecer no Maracanãzinho, a mudança no placar acima é o que menos me importa.

Na última semana, entrevistei José Roberto Guimarães (textos estão aqui no meu blog). Ele, que iniciará nos próximos dias os treinos para a Olimpíada de Londres, vai pegar um grupo que, individualmente, preocupa para a campanha em busca do bi. Na atual Superliga, nenhuma selecionável titular chama a atenção por viver fase espetacular. Pior. Pilares do ciclo olímpico anterior estão longe da melhor forma, tecnicamente falando.

Vejam o exemplo de Mari, na minha opinião a principal jogadora da Olimpíada de Pequim. A ponta da Unilever está sem confiança no ataque, seu melhor fundamento, e continua sem constância no passe, o seu pior. Já Sheilla e Fabi, companheiras de time e Seleção, se recuperam depois de início apagado, mas também estão distantes do que já mostraram em outras ocasiões. Sem falar na indefinição na posição de levantadora. Fabíola, do Sollys, terá chance de mostrar no sábado que amadureceu para assumir de vez a titularidade da Seleção.

A final da Superliga é a chance para as selecionáveis deixarem um pouco da descofiança de lado. Não só a minha, mas também a de Zé Roberto.

 

Sollys/Nestlé cresce na hora certa, vence clássico e terá vantagem nos playoffs

sábado, 10 de março de 2012

Duas rodadas atrás, a diferença de quatro pontos entre Unilever e Sollys/Nestlé parecia impossível de ser tirada na classificação geral da Superliga feminina. Mas o improvável aconteceu.

O time de Osasco jogou muito bem no Maracanãzinho, nesta sexta-feira, venceu o maior rival por 3 a 1, garantindo o título simbólico da primeira fase e ganhando um caminho teoricamente mais tranquilo nos playoffs. Além, logicamente, de todo o ganho emocional que a vitória em um clássico dá e toda a pressão que coloca no principal adversário pelo título.

Jaqueline, que vive uma das melhores fases da carreira, terminou como a melhor em quadra. Não imaginava que ela pudesse, nesta Superliga, ofuscar ofensivamente até a americana Hooker, contratação mais badalada da temporada.

Vale lembrar que o mesmo Sollys enfrentou um período turbulento na Superliga, com contusão da levantadora Fabíola, problemas particulares de Hooker, quase saída de Ju Costa e princípio de insatisfação de algumas atletas, como Thaisa, com o desempenho do time. E muita gente no blog via o time sem condições de enfrentar a Unilever.

Nas quartas. o Sollys vai encarar o BMG/São Bernardo, oitavo classificado, rival batido por 3 a 1 no turno e 3 a 0 no returno. Não deve ter dificuldades para carimbar o passaporte para a semifinal. Passando, como se espera, vai enfrentar o vencedor de Usiminas/Minas (quarto) x Sesi (quinto), o mais equilibrado dos confrontos desta fase da competição.

Já o time carioca, que vinha de 19 vitórias seguidas, não perdia sets e mostrava um padrão de jogo acima dos principais rivais, agora soma duas derrotas seguidas. Logicamente tem um time estelar, experiente e que não deve se abater com resultados assim. Mas entrará nos playoffs pressionado, com a guarda mais baixa do que o Sollys/Nestlé e tendo o Vôlei Futuro, favorito contra o Banana Boat/Praia Clube, como provável rival na semifinal. Nas quartas, duelo com o Mackenzie/Cia. do Terno, um time com jogadoras novas e talentosas, com potencial para aprontar.

Em quem vocês apostam nas quartas de final?