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Posts com a Tag ‘Fabiana’

O novo time feminino do Sesi

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Sesi apresentou nesta segunda-feira seu novo time para a temporada 2013/2014.

E a palavra novo pode ser um bom sinônimo para a equipe comandada por Talmo. A ideia foi rejuvenescer a base, diminuindo a média de idade e fazendo apostas para o futuro.

Do time titular que parou nas semifinais da última Superliga, o Sesi manteve a levantadora Dani Lins e as centrais Fabiana, Bia e Francine. A líbero Juliana Paes, a ponta Suelle e a levantadora Carol Albuquerque também seguirão no time. Chegaram as pontas Pri Daroit, Ju Costa e Dayse, a central Barbara, as opostos Neneca e Ivna e a líbero Suelen.

Vejo uma linha de passe que inspira confiança com Suelle e Pri Daroit, que precisará mesmo funcionar para Dani Lins ter segurança para acionar sua forte dupla de centrais. Fabiana não é capitã da Seleção à toa, enquanto Bia foi uma das maiores revelações da última temporada.

Talvez a maior incógnita seja a saída de rede. Ivna despontou muito bem no Minas anos atrás. Teve uma lesão séria, a transferência para o Sollys e não mais repetiu as grandes atuações. Neneca vem de uma ótima Superliga e era cobiçada por vários times. Escolheu o Sesi, talvez por efetivamente pode ser titular e atuar com maior frequência.

O que vocês acharam do novo Sesi?

Por que não joga sempre assim?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um dia o título desse post foi a manchete do LANCE! RJ para um jogo de futebol que não me lembro mais qual foi, mas tenho quase certeza que era do Flamengo. Hoje, retrata bem a equipe feminina do Sesi.

Em Uberlândia, o time de Talmo derrotou o Banana Boat/Praia Clube por 3 a 0, parciais de 25-19, 25-17 e 28-26, carimbando seu passaporte para a semifinal. Por vaga na decisão, irá duelar com a Unilever.

Os primeiros sets nem pareciam os de uma série equilibrada entre quarto e quinto colocados. Novamente com Dani Lins como titular e Verê como líbero, o Sesi dominou as ações. Tandara, com 22 pontos, teve uma atuação acima da média. Foram 16 pontos no ataque, quatro no saque e mais dois no bloqueio. Fabiana, muito acionada por Dani Lins (eleita a melhor em quadra), colaborou com 13.

Caso mantenha o nível deste jogo, o Sesi pode equilibrar o confronto contra o time de Bernardinho. O passe precisa chegar com a mesma qualidade nas mãos da levantadora, que parece adorar aparecer em momentos decisivos para calar os críticos com grandes atuações.

Já o time da casa parecia não acreditar no domínio exercido pelo Sesi. Só conseguiu equilibrar as ações no terceiro set, quando chegou a abrir sete pontos de frente, mas não soube controlar a vantagem.  Nada que diminua a campanha mais do que positiva na Superliga. Chegou a liderar, teve Herrera como maior pontuadora até se contundir seriamente e mudou o patamar de atletas como Juliana Carrijo e Angélica, além de confirmar o nome de Spencer Lee como um técnico muito competente. Que o projeto seja mantido para dar novos passos na edição 2013/2014. 

 

Brasil 1 x 3 Estados Unidos. Dois “Brasils” em quadra

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Brasil não resistiu ao favoritismo dos Estados Unidos, nesta segunda-feira, em Londres. 3

A derrota por 3 a 1 pode ser dividida em duas partes: o avassalador domínio americano nos dois primeiros sets e o jogo parelho nas duas parciais seguintes.

A partir do segundo tempo técnico do primeiro set, o time americano brincou de jogar vôlei. Passa com perfeição (Davis é uma excelente líbero), tem muito volume de jogo (Logan Tom é bom sinônimo) e as atacantes definidoras estão em ótima fase (Hooker e Larson jogaram demais). Some-se a isso o passe instável de Paula Pequeno e Jaqueline em boa parte do jogo, a distribuição pouco precisa ontem de Fernandinha, uma defesa inconstante e um ataque que sofre demais para colocar a bola no chão. Assim, as parciais de 25-18 e 25-17 provam a disparidade entre as duas seleções.

Daí para frente, o jogo ficou equilibrado. Como o Brasil conseguiu isso: Dani Lins teve uma distribuição mais segura, já que Fernanda Garay deu mais constância e passe, além de virar uma boa opção ofensiva. Sheilla, que vinha apagadíssima, entrou no jogo e passou a virar alguns contra-ataques. A defesa tocou em mais bolas e Fabiana passou a bloquear (foram cinco dos sete pontos da Seleção no fundamento).

Se tivesse mais tranquilidade, o Brasil poderia ter levado a decisão para o tie-break. Os erros de saque na reta final do set foram decisivos. O time ainda perdeu contra-ataques e viu Larson, com a ajuda da fita, fazer um ponto decisivo, que poderia deixar a vantagem em apenas um ponto.

Os números mostram algumas constatações

- Thaisa, que fez 11 pontos no ataque, passou todo o jogo sem pontuar no bloqueio. Akinradewo também zero.

- Paula e Jaqueline tiveram pouco mais de 60% de eficiência no passe. Como comparação, Garay teve 73% e Logan Tom quase 80%.

- O ataque brasileiro teve aproveitamento de apenas 26%, quase dez pontos percentuais a menos do que as americanas.

- Comparem o desempenho das opostos: Hooker (42% no ataque e 23 pontos); Sheilla (16,6% e 15 pontos).

Se o Brasil do terceiro e quarto sets voltar à quadra nas próximas rodadas, pode sonhar com algo mais. Mas o Brasil das primeiras parciais deve se retirar com urgência de Londres.

Vitórias que dão um certo alívio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fala, pessoal! Tudo bem?

Antes de tudo, uma explicação para quem não me segue no Twitter. Na quinta-feira, passei todo o dia no 1º Encontro de Jornalismo Esportivo das Américas, o que me impossibilitou de ver a vitória do Brasil sobre a China e consequentemente atualizar o blog.

E admito ser um alívio voltar a escrever aqui após duas vitórias brasileiras na fase final do Grand Prix. O triunfo de hoje sobre Cuba, em sets diretos (25-17, 25-12 e 25-14), foi categórico e emblemático.

Categórico pelas parciais, que deixam claro o domínio sobre as caribenhas. Como dito na fase anterior, Cuba tem um time forte fisicamente, como faz parte de sua escola, mas bem pior tecnicamente e que erra demais em comparação às gerações vencedoras das décadas passadas. Hoje não foi diferente (veja números abaixo).

Emblemático por ter acontecido após Zé Roberto modificar a equipe titular. Fernandinha jogou no lugar de Fabíola, Adenízia entrou na vaga de Fabiana e Garay substituiu Jaqueline. As três antigas titulares realmente deixaram muito a desejar em alguns jogos, marcados pela instabilidade em quase todos os fundamentos. Já as ex-reservas tiveram atuações bem mais regulares contra as cubanas.

O fundamento que funcionou com perfeição foi o saque, com 12 pontos. Adenízia marcou cinco deles, Fernandinha, três.  Importantíssimo também o número de erros da Seleção nos três sets: apenas quatro. Para comparar, Cuba deu 28 pontos de graça para o Brasil.

Zé ainda foi além nos testes. Apenas uma líbero em quadra: Fabi. Mari, Dani Lins e Juciely foram titulares no terceiro set. A oposto, por exemplo, fez quatro pontos, um a menos do que Sheilla, que atuou nas primeiras parciais.

O Brasil ainda está na briga pelo título com as reservas americanas, que mais uma vez mostraram força e venceram a Turquia, de Marco Aurélio Motta, por 3 a 1. Porém, ainda bato na mesma tecla: tirar as dúvidas que restam para Londres e encontrar um time titular serão os maiores legados deste Grand Prix.

Segunda parte da entrevista com Zé Roberto: “Jogos em Londres serão um dos melhores de todos os tempos na questão de nível técnico”

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Esta é a segunda parte da entrevista que fiz com José Roberto Guimarães. Para quem não leu a primeira, segue o link: http://wp.me/p1b2tr-St

O assunto agora é Seleção Brasileira. O comandante do Fenerbahce está preocupado com a reta final do ciclo olímpico para Londres. Sabe que o time ficou devendo no fim da temporada passada e algumas das peças-chave estão atuando abaixo do ideal. Longe de se preocupar com o torneio sul-americano que vai apontar um representante para os Jogos. Mas ciente de que a defesa do título olímpico será mais complicada do que foi a conquista em Pequim, quatro anos atrás.

Uma frase do bicampeão olímpico resume a importância do hoje:

- Olimpíada é momento.

Falar de nomes ainda é um assunto desconfortável. Zé convocou apenas Sassá e Dani Lins para os treinos. Aguarda o derrotado entre Unilever e Vôlei Futuro para anunciar mais nomes para treinar em Saquarema, a partir da próxima semana. Já as finalistas da Superliga só irão se juntar ao grupo no fim  do mês.

Início dos treinos
Estarei dia 16 em Saquarema, para iniciar oficialmente a preparação para a Olimpíada. Não sei o dia que retorno, pois talvez tenhamos de jogar a Liga Turca e eu ficaria até dia 15. Se não formos jogar, já saio daqui no dia 10. Nesta primeira fase de treinamento (Zé já convocou Dani Lins e Sassá), o Claudinho (Pinheiro, assistente) e o Zé Elias (Proença, preparador físico) estarão em Saquarema. As jogadoras que forem eliminadas na semifinal da Superliga já irão se apresentar no dia 9. O tempo vai ser pouco, então temos de aproveitar.

Londres-2012
Até a final da Champions, até por toda a expectativa criada pelo Fenerbahce, que buscava o título inédito, em nem tocava muito no assunto. Agora já estou pensando em Seleção, sim. O Claudinho e o Zé ficaram aqui até terça e depois voltaram para o Brasil. A Fabiana, por exemplo, está muito bem. O Zé gostou do que viu na parte física.

Preparação
Estou tentando marcar alguns amistosos, mas o Grand Prix já começa em junho. Vamos para a Polônia, depois voltamos para o Brasil e temos a fase final. Vai ser corrido.

Nível da Superliga 2011/2012
Tenho acompanhado bastante. Muitas vezes os jogos começam às 3h, 4h da manhã aqui. Recentemente vi Vôlei Futuro x Unilever (0 a 3) e a decisão entre Minas x Sesi (3 a 2). Tenho visto muitos jogos. O campeonato está realmente muito disputado.

Fabiana na Turquia
Ela amadureceu bastante. Passou um período muito tranquilo na Turquia, não perdeu energia com outras coisas e pôde treinar bastante, principalmente a parte física. Ela chegou a fazer peso cinco vezes por semana. Jogou partidas importantes pela Champions e pode treinar bastante quando não jogava pelo Turco. Fora da quadra, teve a oportunidade de aprender outra língua. Além disso, pôde se relacionar com pessoas de diferentes culturas. Morava em cima do apartamento da Kim (coreana). Viraram grandes amigas. Foi bem acolhida pelas outras e trocou experiência. Hoje a vejo bem diferente.

Como foi treinar Sokolova e Tom
Pude perceber que elas estão muito focadas na Olimpíada. Isso me chamou muita atenção. Elas também estão se cuidado muito, pois sabem a importância de estarem bem em um ano olímpico. Viu a Liubov (Sokolova) treinando muito peso e a Tom pedindo para treinar mais. Quando eu fazia treino com as líberos, ela me perguntava se podia trabalhar junto. Isso mostra como elas pretendem estar em Londres.

Os rivais pela Europa
Vi muita coisa bacana. A base do Cannes era formada pelas sérvias. Pude enfrentar a Gamova na fase final da Champions também. O time contava ainda com a Larson, americana. Os Jogos em Londres serão um dos melhores de todos os tempos na questão de nível técnico. Tom me disse que sonha com o ouro olímpico. Encontrei a Berg (levantadora americana), que treinei em Pesaro, e ela estava falando disso também. Preocupa ver tudo isso de fora.

 

Entrevista com José Roberto Guimarães: primeira parte

terça-feira, 3 de abril de 2012

Demorou, mas está no ar a primeira parte da entrevista que fiz no fim da semana passada com José Roberto Guimarães.

A conversa por telefone com o treinador durou mais de 40 minutos. Zé havia acabado de treinar o Fenerbahce para a fase final do Campeonato Turco e se encaminhava para outra entrevista em uma TV local.

Durante o papo, o bicampeão olímpico falou sobre a conquista da Liga dos Campeões da Europa pelo Fener, após bater Dínamo Kazan (RUS) e Cannes (FRA), na fase final disputada em Baku, no Azerbaijão.

Neste trecho inicial da conversa, selecionei alguns assuntos: a repercussão do título europeu e o tão aguardado futuro de Zé Roberto, procurado para comandar um novo projeto feminino em Campinas, patrocinado pela Amil, empresa do ramo de saúde. Por enquanto, ele não fala em nomes e muito menos em detalhes da formação da nova equipe. Por respeito ao time turco, Zé prefere deixar o assunto para “a semana que vem”.

Na outra parte da entrevista, vou abordar os tópicos Seleção Brasileira e Olimpíada de Londres.

A inédita conquista do título europeu
A comemoração está sendo muito intensa. Estamos, desde o título, todo dia na TV, participando de programas. As meninas estiveram até em um talk show. Estivemos no jogo de basquete entre Fenerbahce e Galatasaray e foi uma loucura. Aqui, o Fener pode perder para todo mundo, menos para o Galatasaray. O torcedor quer ver as meninas, quer festejar. É impressionante como eles estão reagindo. Por ser a primeira conquista da Champions na história do clube, a torcida está delirando. Estão mais alegres do que quando ganhamos o Mundial (na temporada passada). A relação que ela (torcida) tem com todos os esportes do clube demonstra uma paixão sem limites. O torcedor sabe o nome de todas as jogadoras. Criaram até uma música para elas. É a mesma intensidade que eles torcem para o futebol. É só assim que posso comparar: com a ligação que o brasileiro tem com seu time de futebol.

A volta do Azerbaijão
Os dirigentes fretaram um avião e voltamos no mesmo dia da final. Chegamos na Turquia por volta de 3h, 3h45 da manhã. Trouxeram time, torcida, dirigentes, todos no mesmo voo. O aeroporto estava lotado. Parecia até volta da Olimpíada pelo Brasil após título olímpico. Me lembrei de 92 e 2008. Foi uma festa e tanto, com fogos coloridos. Na final (contra o Cannes), jogamos de amarelo e fez até relembrar o Brasil mesmo.

Finais do Campeonato Turco
Os playoffs começam nesta terça. Todos os jogos serão em Ankara. A fase final dura oito dias. Agora são dois grupos de quatro. Primeiro, quarto, quinto e oitavo de um lado. No outro, segundo, terceiro, sexto e sétimo. Os dois melhores se cruzam na semifinal, em jogo único. Depois é a final.

O time com Sokolova, Kim, Tom e Fabiana
A atmosfera foi uma das melhores que já vivi com um time. A maturidade deste grupo, a entrega nos treinos. Fiquei muito satisfeito com o período de convivência com este grupo.

Futuro
Estou decidindo o que fazer. O pessoal aqui ainda não me chamou para conversar e falar sobre o futuro. Como eles ainda estão curtindo o momento, não falaram nada sobre renovação. Vamos esperar mais um pouco, uma semana, para decidir.

Campinas
Fui procurado. O projeto é sério, vai sair do papel. Não bati o martelo ainda e não posso falar mais nada. Mas é algo de longo prazo, pensando no ciclo até os Jogos do Rio, em 2016. É um momento importante para o esporte brasileiro. Vamos aguardar mais um pouco.

 

Fener conquista a Europa pela primeira vez

domingo, 25 de março de 2012

Pela primeira vez em sua história, o Fenerbahce festeja um título da Liga dos Campeões da Europa.

O time comandado por José Roberto Guimarães, que ainda conta na comissão técnica com José Elias de Proença (preparador físico) e Claudio Pinheiro (assistente), derrotou na final o Cannes (FRA) por 3 a 0, parciais de 25-14, 25-22 e 25-20.

A central Fabiana terminou o confronto com dez pontos, mesma pontuação da semifinal contra o Dínamo Kazan (RUS). Com 23 acertos, a ponta coreana Kim liderou as turcas. Ela, inclusive, foi eleita a melhor jogadora do Final Four, disputado em Baku, no Azerbaijão.

Pelo lado francês, a italiana Centoni fez dez pontos.

Confira a premiação individual

Maior pontuadora e MVP: Kim (Fenerbahce)
Melhor atacante: Sarah Pavan (Vila Cortese)
Melhor bloqueadora: Maria Borisenko (Dínamo Kazan)
Melhor sacadora: Makare Wilson (Vila Cortese)
Melhor líbero: Paola Cardullo (Cannes)
Melhor passadora: Jordan Larson (Dínamo Kazan)
Melhor levantadora: Naz Aydemir (Fenerbahce)

Fener, de Fabiana e Zé Roberto, decidirá título europeu

sábado, 24 de março de 2012

O Fenerbahce, de Fabiana e José Roberto Guimarães, está na final da Liga dos Campeões da Europa.

Neste sábado, em Baku, no Azerbaijão, vitória de virada sobre o Dínamo Kazan, da Rússia, parciais de 17-15, 25-23, 25-17 e 25-18.

A coreana Kim, com 32 pontos, liderou o time turco. A russa Sokolova marcou 13, três a mais do que Fabiana e a americana Logan Tom.

Pelo lado russo, a gigante Gamova (isso é incrível!) não foi a maior pontuadora. Com 19 pontos, ela ficou atrás da americana Jordan Larson, que fez 20.

Na final, o Fener vai encarar o Cannes, da França, que eliminou as italianas do Villa Cortese também em quatro sets, parciais de 25-17, 26-24, 27-29 e 25-15.

Os destaques do time francês são a central sérvia Rasic e a ponta italiana Centoni.

Entrevista com Fabiana

sexta-feira, 23 de março de 2012

Acontece neste sábado, em Baku, no Azerbaijão, o Final Four da Liga dos Campeões da Europa, no feminino.

Na primeira semifinal, as francesas do Cannes vão enfrentar as italianas do Villa Cortese. No jogo de fundo, as turcas do Fenerbahce duelarão com as russas do Dínamo de Kazan.

E será no time da Turquia que os brasileiros estarão de olho. O Fener é comandado pelo bicampeão olímpico José Roberto Guimarães e tem no meio de rede Fabiana.

O blog conversou com a central, no início da semana, antes da viagem Istambul-Baku e inclusive fez algumas perguntas que vocês sugeriram por aqui ou pelo Twitter.

O principal da conversa foi ter ouvido de Fabiana que este período fora do Brasil a fez refletir muito e está sendo benéfico física e psicologicamente. Capitã da Seleção, a central não fez uma temporada tão consistente como em anos anteriores, principalmente na Copa do Mundo, que não classificou o Brasil para a Olimpíada antecipadamente.

Confira a entrevista

PREPARAÇÃO PARA O FINAL FOUR
- Fizemos uma semana de treinos muito pesada. Cada dia mais forte e vamos chegar bem lá em Baku. Para mim está sendo uma experiência nova. A Champions é muito gostosa de se jogar. O Fener busca esse título há anos e seria um salto importante para todos aqui ter essa conquista no currículo. Nas ruas, os torcedores costumam nos cobrar: “Tem de ganhar agora. É nossa chance”

O FENERBAHCE
- A estutura aqui é muito boa. Se tivesse de comparar com clubes do Brasil, diria que é do nível de Minas e Pinheiros.

CONTATO COM OUTROS ESPORTES
- De vez em quando tenho contato com o time de futebol do Fenerbahce também. Muitas vezes os horários de treino não coincidem, mas já fui ver jogo do Alex (ex-Coritiba, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro). Acho bacana trocar experiências.

ADAPTAÇÃO E CRESCIMENTO NA TURQUIA
- Não sofri para me adaptar. Meu objetivo ao deixar o Brasil era claro. Queria voltar a ter minha forma de antes, tanto física como psicologicamente. Tanto que eu sabia do limite de estrangeiros nas competições e não me preocupei. Meu foco era estar bem para a Olimpíada de Londres. Mesmo não jogando alguns jogos, pude cuidar mais de mim. Estou melhor de cabeça, pude cuidar muito da minha parte física. Ganhei muito. Posso dizer, sim, que aprovei 100% ter deixado o Brasil para jogar aqui.

JOGAR AO LADO DE SOKOLOVA, LOGAN TOM E KIM
- Convivência com as estrangeiras do Fener é muito boa. A gente troca ideias, elas me perguntam sobre bloqueio, eu peço dicas sobre outros fundamentos para a Sokolova, a Logan Tom… A coreana Kim é a minha melhor amiga. Nos comunicamos em inglês. No início foi difícil, precisávamos apelar para as mímicas. Mas agora meu inglês melhorou bastante. Tenho muito contato também com a Logan, que fala português.

SENTIMENTO ESPECIAL POR ENFRENTAR A GAMOVA NA SEMIFINAL
- Não tenho um sentimento especial de enfrentar a Gamova. Mas quando é jogo de seleções a coisa muda.

OLIMPÍADA
- Eu e o Zé não temos falado ainda de Olimpíada. O foco está todo na Champions.  Mas é fato que já estamos nos preparando para Londres.

A SUPERLIGA BRASILEIRA
- Temos acompanhado bastante a Superliga, mais a feminina do que a masculina. Converso com algumas jogadoras, vi que muitos jogos têm sido equilibrados e o nível está bem alto.

TEMPORADA EM ARAÇATUBA
- A experiência no Vôlei Futuro foi nova, aprendi algumas coisas. Saí de lá mais madura, fiz amizades. Mas admito a decepção por não ter conseguido ser a jogadora que sempre fui. Estava meio mal e não consegui render. Não quero entrar em detalhes, eram coisas minhas e por isso decidi sair, viver um tempo fora.

Fener, de Zé e Fabiana, atropela Rabita Baku

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Boa notícia vinda da Europa.

O Fenerbahce, comandado por José Roberto Guimarães e com Fabiana como titular no meio de rede, conquistou uma importante vitória, nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Jogando no Azerbaijão, vitória sobre o Rabita Baku por 3 sets a 0, parciais de 25-13, 26-24 e 25-19, em pouco mais de uma hora.

A brasileira marcou sete pontos, sendo quatro em ataque e três no bloqueio. A maior pontuadora do time turco foi a coreana Kim, com 19 acertos. A russa Sokolova colaborou com nove, enquanto a americana Tom fez 5.

Pelo time da casa, a local Mammadova terminou com 12 pontos.

Na volta, o Fener só perderá a classificação para a Final Four do torneio continental caso seja derrotado no jogo e também no ridículo golden set, parcial extra disputada como critério de desempate.