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Posts com a Tag ‘Copa do Mundo’

Coluna: Uma Copa de lições para o Brasil

domingo, 4 de dezembro de 2011

Pessoal, segue a coluna publicada hoje, dia 4/12, no LANCE!. Muitas destas linhas valem após a classificação para a Olimpíada, garantida após o 3 a 0 sobre o Japão. No fim, o Brasil superou a Itália nos sets average, por uma margem bem pequena.

Uma frase do levantador Bruninho resume bem a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Japão:

- Sabemos que não estamos fazendo uma Copa como esperávamos, mas estamos na briga pela classificação e isso é o mais importante.

Nesta manhã, o Brasil encerra sua participação contra os donos da casa, que venceram apenas dois dos dez jogos que disputaram. Prato cheio para que a Seleção ganhe e carimbe o passaporte para a Olimpíada de Londres, no próximo ano, algo já feito por Rússia e Polônia. Mas a vaga, última em jogo na Copa, se realmente se confirmar, merece muita reflexão.

O desempenho do time na Copa foi abaixo do esperado. Faltou, principalmente, a força dos 14 titulares, algo que Bernardinho sempre pregou e viu dar resultado em dez anos de comando deste time. Substituições em várias partidas não surtiram efeito e a escalação dos reservas no duelo contra a frágil China quase virou tragédia, com sofrida vitória no tie-break. E estamos falando de antigos titulares da Seleção, como Rodrigão, Gustavo e o próprio Bruninho. Apenas contra a Polônia, na última madrugada, o banco de reservas mostrou-se eficiente e foi responsável pela virada, com a participação decisiva de Bruninho e do ponta Dante, que voltou a jogar após sofrer uma lesão abdominal no início da Copa. Uma derrota deixaria a classificação para Londres por um fio.

Além da instabilidade dentro de quadra, o time mostrou destempero fora dela. Na vitória sobre a Argentina, Escadinha tomou as dores de Murilo, cobrado por Bernardinho em uma parada técnica. O líbero peitou o comandante, o xingou e mostrou que o clima não é dos melhores no elenco. Panos quentes foram colocados no assunto logo depois, mas a atitude flagrada pela câmeras da TV japonesa comprovou que não é apenas técnico o problema atual da Seleção.

A notícia boa desta Copa foi a recuperação de Leandro Vissotto. O oposto de 2,12m, que chegou a ficar fora de várias convocações este ano, voltou a jogar bem e firmou-se novamente como titular. Sem ele, a colocação brasileira na classificação final poderia ser bem pior.

Até Londres, Bernardinho terá de restabelecer a harmonia de um grupo vitorioso e encontrar uma fórmula para que o time de 14 titulares não fique apenas no discurso.

Bruninho e Dante saem do banco e comandam reação brasileira

sábado, 3 de dezembro de 2011

O banco de reservas, que várias vezes fez a diferença a favor do Brasil nos últimos anos, finalmente desencantou na Copa do Mundo.

Depois de perder os dois primeiros sets para a Polônia (18-25, 21-25), a Seleção viu Bruninho liderar a reação e a virada, vencendo as parciais seguintes por 25-18, 25-19 e 15-12.

O levantador, titular a partir do quarto set, foi eleito o melhor em quadra. Com méritos.

Bartman, autor de 26 pontos para os polacos, definiu bem o nome da partida.

- O jogo mudou no terceiro set, quando estávamos vencendo por 13 a 8 e o Bruno Rezende entrou, levantou bolas boas e marcou pontos no bloqueio – disse o atacante.

Quem também esteve bem foi o oposto Leandro Vissotto, autor de 23 pontos. No ataque, ele colocou no chão 21 das 29 bolas recebidos. Dante substituiu substituiu Murilo no segundo set e entrou na vaga de Giba no terceiro para não sair mais. Colaborou com oito pontos, apesar de ainda sentir falta de ritmo de jogo. Foi a opção ofensiva que fez falta em várias partidas da Copa.

Entre os fundamentos, destaque para o bloqueio, responsável por 14 pontos, o dobro do feito pelos poloneses.

A virada teve uma importância imensa para garantia da vaga olímpica. Com russos e poloneses já garantidos, apenas Brasil e Itália lutam pelo bronze e consequentemente lugar na Olimpíada de Londres. As duas seleções empatam em pontos (21), sets perdidos (14) e a vantagem verde-amarela está nos sets vencidos (26 a 25). Assim, basta vencer o Japão por 3 a 0 na rodada final. A Azzurra pega o Irã, torcendo para o Brasil perder sets.

 

Brasil faz seu dever, ganha ajudinha e volta ao G3

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Faltam apenas dois jogos para o fim da Copa do Mundo e o Brasil só depende das próprias forças para garantir um lugar na Olimpíada de Londres.

Nesta madrugada, vitória sem sustos sobre o Irã por 3 a 0 (25-20, 25-18 e 25-16). Para melhorar o dia da Seleção, a Itália perdeu de virada para a Polônia (17-25, 20-25, 25-23, 25-21 e 15-12), deixando o G3.

Agora, a classificação tem Rússia e Polônia com 24 pontos, quase garantidas em Londres-2012, Brasil com 19, Itália com 18 e Cuba com 16 (perderam um ponto hoje na vitória por 3 a 2 sobre a China).

Com duas vitórias (sem tie-break), o Brasil se garante sem fazer mais contas.  Vale lembrar que os próximos confrontos serão contra poloneses e japoneses.

Contra o Irã, o ponta Giba teve mais uma atuação regular, terminando com 15 pontos e 50% de aproveitamento no ataque.

Arrisco a dizer que o capitão brasileiro tem sido o mais constante nesta campanha no Japão. Seria reserva se Dante não tivesse sofrido o problema abdominal logo no início da Copa. O camisa 7 entrou e calou a boca de muita gente, que achava que seu ciclo tivesse acabado.

Destaco também os 14 pontos de Sidão, sendo seis dele no bloqueio.  O central é outro que aproveitou melhor do que alguns companheiros a competição para se fortalecer entre os titulares.

Pela primeira vez após a lesão, Dante ficou no banco. Outro que reapareceu entre os reservas foi Gustavo, pouco utilizado na Copa.

Depois de “entregadas”, Sérvia jogou como nunca. E não podemos reclamar

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Sérvia entrou para enfrentar o Brasil com as camisas de Rússia, Itália e Polônia por baixo do seu uniforme. E fez a sua melhor partida na Copa do Mundo na vitória sobre o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 27-25, 20-25, 25-20 e 25-22.

Inicio agora a explicação do título deste post.  Fora da briga pelas três vagas olímpicas em jogo na Copa, os sérvios se pouparam nos clássicos europeus contra russos e italianos, que ocupam segundo e terceiro lugares, respectivamente, deixando os titulares no banco de reservas. Perderam e ficaram felizes. Se formos ler as entrelinhas, eles, que antes do jogo de hoje contra o Brasil só haviam vencido um dos oito jogos disputados, facilitaram para os rivais continentais já pensando no Pré-Olímpico. A linha de pensamento do técnico Igor Kolakovic é clara: se Polônia, Rússia e Itália forem ao pódio, se garantem em Londres-2012 e deixam o caminho aberto para a Sérvia no Pré-Olímpico da Europa, no próximo ano. Se o Brasil se intrometer no top 3, um dos grandes europeus será rival direto dos sérvios no torneio continental.

E a tática funcionou. Faltando apenas três rodadas para o fim da Copa, os três primeiros colocados são justamente POL (22 pontos), RUS (21) e ITA (17). O instável e em alguns momentos irreconhecível Brasil, com a segunda derrota seguida, caiu para quarto, com 16.

Vamos aos três próximos jogos do quarteto acima. A Polônia, treinado pelo italiano Andrea Anastasi, vai enfrentar justamente os três rivais pela vaga. Pela teoria da conspiração, pode entregar para a Itália, fazer jogo de vida ou morte contra o Brasil e ter uma mãozinha da Rússia na última rodada, caso necessário. Os russos ainda terão pela frente Japão e Irã, ou seja, estão com as duas mãos na vaga em Londres e provavelmente já classificados antes da despedida contra os polacos. A Azzurra pega os mesmos adversários asiáticos da Rússia, além dos poloneses.

E vamos reclamar  deste “complô” contra o Brasil? Volte pouco mais de um ano atrás no tempo e recorde-se daquele vergonhoso jogo contra a Bulgária, em Ancona, pela segunda fase do Campeonato Mundial. A Seleção Brasileira cheia de reservas, com Bruninho gripado e Marlon com problemas intestinais. O oposto Théo vira  levantador. Os búlgaros também sem qualquer vontade de vencer, com alguns titulares na reserva. Jogo de baixíssimo nível técnico, que mereceu uma das maiores vaias que já presenciei ao vivo numa praça esportiva e uma chiadeira impressionante mundo afora. A tática do Brasil era escolher os rivais na fase seguinte e ter um caminho mais tranquilo até a final. A escolha deu certo, a Seleção acabou campeã, se defendeu como pôde das acusações de ter entregado o jogo contra os búlgaros, mas ficou entalada na garganta de alguns rivais.

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Uma derrota elogiada por Bernardinho

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Minha análise hoje se baseia no que li, já que não vi a derrota do Brasil por 3 a 2 para Cuba, parciais de 25-17, 22-25, 23-25, 25-20 e 12-15, e não acho justo criticar/elogiar sem embasamento.

Chamou muito minha atenção o discurso de Bernardinho após o jogo:

- Foi um jogo muito igual. Fomos efetivamente um time. Depois dos jogos contra Rússia e Estados Unidos, essa foi a nossa melhor partida. O time lutou e fez uma boa partida, de alto nível. Jogamos de uma forma correta.

Normalmente, o técnico costuma pegar mais pesado no discurso pós-derrota.  É quase uma característica de comando.

Pelas estatísticas, alguns fundamentos foram muito instáveis e merecem críticas. O saque, por exemplo, entrou no primeiro set, não incomodou nos dois seguintes e voltou a funcionar no quarto. Contra um time com força ofensiva como principal característica, ter um saque regular é o caminho mais curto para a vitória.

Outro número que me chamou a atenção foi o bloqueio. Sem Simon, Cuba fez 15 pontos, um a mais do que o Brasil. Neste aspecto, Bernardinho citou a falta de paciência como principal erro da Seleção.

- Só precisamos ter um pouco mais de atenção em algumas situações de dificuldades, com bolas ruins, para não enfrentar e conceder os pontos de bloqueios. Precisamos trabalhar um pouco mais a bola, tocar e deixar que eles também se atrapalhem um pouco mais.

Faltou ainda parar o oposto Hernandez, maior pontuador do duelo com 22 pontos, e principal desafogo cubano nas bolas de segurança.

Atuação à parte, a derrota dificultou bastante a vida do Brasil na disputa pelo título. Polônia e Rússia venceram na rodada e subiram para 19 e 18 pontos, respectivamente. O Brasil foi para 16, em terceiro, seguido por Cuba e Itália, com 14. Para mim, a briga pelas três vagas olímpicas está com o quinteto.

Coluna de domingo: Há vôlei no país dos aiatolás

domingo, 27 de novembro de 2011

Pessoal, segue minha coluna deste domingo, 27 de novembro, no LANCE!. Logicamente escrevi antes de Estados Unidos 3 x 0 Irã, mas a essência não muda com o resultado.

Esqueçam o empolgante 3 a 0 do Brasil sobre a Rússia, a liderança da Polônia após cinco rodadas, a primeira vitória da Azzurra sobre Bernardinho em oito anos e a instabilidade dos Estados Unidos, atuais campeões olímpicos. A maior surpresa da Copa do Mundo masculina até agora é o Irã.

Em cinco jogos, foram quatro triunfos e uma derrota, exatamente a mesma campanha de russos, brasileiros, italianos e poloneses. E os rivais batidos merecem respeito: Polônia, Sérvia, Argentina e Japão. O revés aconteceu diante de Cuba.

Grande parte do sucesso iraniano se deve ao lendário técnico Julio Velasco. O argentino foi o mentor da mais fantástica geração da Itália em todos os tempos, que faturou dois títulos mundiais, Copa do Mundo e uma penca de Ligas na década de 90. Depois de comandar República Tcheca e Espanha, seleções medianas da Europa, nos últimos anos, Velasco aceitou o desafio de transformar um país com bons times de base (já foi campeão mundial infanto-juvenil) em potência na categoria adulta.

No discurso dos jogadores no Japão, a influência de Velasco já é exaltada. O capitão Alireza Nadi disse que a mentalidade do time mudou após a chegada do treinador, que tenta implementar o velho jargão de que “um time só é vencedor se jogar como time”. Coincidência ou não, nenhum jogador do time se destaca nas estatísticas individuais da competição.

A classificação para a Copa se deu graças ao título do Campeonato Asiático, o primeiro da história do país, este ano, desbancando, na capital Teerã, as tradicionais forças continentais: Japão, Coreia do Sul e China. Parte do material humano usado pelo técnico vem das Forças Armadas. Na última edição dos Jogos Mundiais Militares, no Rio, o time masculino de vôlei do Irã só caiu na semifinal, diante do Brasil. O investimento no esporte militar é uma das bandeiras do polêmico presidente Mahmoud Ahmadinejad, talvez o inimigo número 1 dos Estados Unidos em um mundo sem Osama Bin Laden e Saddam Hussein. Recentemente, o iraniano deixou a diplomacia de lado e impediu a entrada do time americano de vôlei em seu país para a disputa de amistosos.

Nesta madrugada, em Fukuoka, aconteceria o encontro entre Irã e EUA. Por todo o aspecto político envolvido, o jogo pode ser considerado a final que não existe numa Copa do Mundo disputada no sistema dos pontos corridos.

Com discussão e tudo, Brasil convence

domingo, 27 de novembro de 2011

Gostei do que vi na vitória brasileira sobre a Argentina por 3 a 0, parciais de 25-22, 25-20 e 25-21.

Time concentrado desde o início, bem diferente do jogo com a China, o levantador Marlon quase perfeito na escolha dos jogadores para o ataque graças também à consistência da linha de passe, Leandro Vissotto novamente decisivo e com grande aproveitamento ofensivo (17 pontos), Giba importante no saque e contra-ataque, Murilo colocando no chão nove das 13 bolas que recebeu, os centrais com três pontos cada no bloqueio. E até a cena de Escadinha discutindo com Bernardinho no segundo set mostra, na minha opinião, o resgate daquele espírito vencedor que sempre marcou este grupo.

Já vi e ouvi falar sobre alguns atritos nesta linha dentro deste grupo. E sinceramente acho que faz parte e muitas vezes ajudou este time a se fechar e conquistar campeonatos. Para que não criem nenhuma teoria de conspiração, vejam o quanto Escadinha fala durante os tempos.

- Não conseguimos jogar calados. A nossa equipe tem um espírito guerreiro dentro da quadra e isso foi uma discussão normal. Já havia acontecido em outras vezes – disse o líbero.

Na classificação, a situação do Brasil não mudou. Polônia e Rússia venceram seus jogos e seguem na frente. Cuba, que ganhou da Itália, vai entrar mordida na próxima rodada, já que ainda tem chances de ficar no top 3 e garantir vaga na Olimpíada de Londres.

Com time reserva, Brasil leva susto da China

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

- Espero que esse ponto não nos machuque no fim.

Assim Bernardinho definiu o espírito da Seleção após a vitória por 3 a 2 sobre a China, parciais de 23-25, 25-10, 25-18, 19-25 e 15-8, nesta madrugada.

Os dois sets perdidos custaram um ponto e a queda de duas posições na classificação geral do torneio. A Polônia lidera com 13, após bater o Japão por 3 a 1, com a Rússia logo atrás com 12 (perdeu um set para o Egito), mesma pontuação do Brasil, que perde nos critérios de desempate.  Com 11 pontos, a Itália, após obter importante triunfo por 3 a 1 sobre os EUA – com 41 a 39 no fantástico primeiro set, segue na briga pela vaga em Londres-2012.

Bernardinho optou por usar um time quase todo reserva, com apenas Murilo (maior pontuador do time com 19 acertos) e Escadinha entre os titulares.

- Nós precisávamos mexer em função das questões físicas e necessidade de descanso para alguns jogadores, além da impossibilidade de escalação do Leandro Vissotto, que teve um mal estar ontem à noite. Em momento algum isso foi por soberba – argumentou.

Entre os reservas, o oposto Wallace foi titular apenas no tie-break e marcou sete pontos. Theo, titular nos quatro primeiros, fez 11, demonstrando muita irregularidade. João Paulo Bravo não começou bem, mas melhorou no decorrer do jogo e terminou com 14 pontos.

Os três próximos jogos não serão fáceis e poderão decidir a vida da Seleção na Copa. Em Hamamatsu, duelos com Argentina, Cuba e Sérvia. Não espero moleza em nenhum deles.

VITÓRIA

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hoje podemos gastar vários adjetivos para definir a vitória do Brasil sobre a Rússia por 3 a 0, parciais de 25-16, 25-19 e 25-22. Até por isso o título deste post está em letras maiúsculas.

Categórica, empolgante, brilhante, maravilhosa, impactante… O que vocês preferem?

Vale lembrar para os mais esquecidos que os russos haviam vencido o Brasil na última final da Liga Mundial.

Murilo, com 12 pontos, foi o maior anotador do Brasil. Nas estatísticas, chama muito a atenção a quantidade de erros russos: 29. Para comparar, a Seleção cedeu apenas 14. Nos demais fundamentos, empate: cada um fez quatro pontos de saque e bloqueio.

A vitória deixou o Brasil na liderança da Copa do Mundo, com dez pontos, mesmo número da Polônia, que foi surpreendida pelo Irã, de Julio Velasco, no tie-break. Se tivesse perdido, o sonho do título seria quase impossível. Agora, quero ver algum rival segurar o embalo que o Brasil ganhou.

Como dizem os italianos, Brasile K.O

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Após um tie-break eletrizante, a Seleção Brasileira masculina sofreu sua primeira derrota na Copa do Mundo, diante de uma guerreira Itália, parciais de 25-16, 20-25, 18-25, 25-21 e 22-20.

Para deixar o revés ainda mais doloroso, o Brasil desperdiçou três match points no set decisivo. O resultado fez o time cair para o terceiro lugar, com sete pontos, dois a menos do que Rússia (fez 3 a 0 nos EUA e está jogando bem) e Polônia (bateu a Argentina por 3 a 1).

Nesta madrugada, a Seleção não conseguiu parar o oposto Lasko, que terminou o jogo com 27 acertos. Bernardinho apontou o canhoto como diferencial do duelo. Nos fundamentos, o Brasil ficou atrás da Azzurra no bloqueio (16 a 10) e no saque (9 a 5).

Não vejo esssa derrota como como tragédia, como já li e ouvi na redação do LANCE! hoje. Essa geração já se cansou de ganhar jogos apertados pela diferença mínima. Só é preciso saber digerir agora o doído revés, pois a ingrata tabela da Copa reserva uma verdadeira decisão na próxima rodada para o Brasil. Na quinta, duelo contra os russos. Manter-se na briga pelo título passa pela reabilitação.

Sobre a atuação do Brasil, destaco os 17 pontos feitos pelo central Sidão (12 no ataque, três no bloqueio e dois no saque) e sinto falta de uma maior presença do Murilo, que anotou apenas nove, com pouco mais de 22% de aproveitamento no ataque.