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Depois de bater na trave no masculino, La Décima sairá no feminino?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O décimo título do Brasil na Liga Mundial ficou no quase em 2014, semanas atrás. Será que a décima conquista no Grand Prix sairá?

É o que começaremos a ver nesta sexta-feira, dia do início das disputas nos três grupos principais da competição. A estreia brasileira acontecerá contra a China, às 12h30 (de Brasília), na cidade de Sassari, na Itália, com transmissão pelo SporTV. Uma partidinha bem complicada para uma primeira rodada, diga-se de passagem, ao se analisar estilo de jogo, tradição e montagem do time para a Olimpíada de 2016.

E vejo tal cenário como uma das diferenças entre jogos entre homens e mulheres atualmente. Julgo o feminino com mais equilíbrio entre as equipes com capacidade de disputar o título do que o masculino. Brasil, Rússia, Estados Unidos, Sérvia, Itália, China, Alemanha, Japão…  Não quero dizer que todos os times citados aqui estão no mesmo patamar. O primeiro trio está acima, com um bloco numeroso no patamar inferior, além de outras minas vagantes, termo que costumava ouvir bastante de Bernardinho, presentes na competição e que nem doram citados.

É bem mais comum ver jogos parelhos entre as mulheres. Parelhos e atraentes, diria. E não faço qualquer duplo sentido aqui com beleza das atletas. A chave para um jogo atraente de vôlei, na minha visão, inclui pontos mais longos, rallies que fazem times e torcedores perderem o fôlego. Infelizmente, a força dos jogos no masculino transformou rallies em raridades.

Da lista acima, é difícil cravar as que avançarão para as finais. Pelo regulamento, das 12 seleções dos “grupos de elite” quatro se classificam. Além dos citados acima, os demais participantes são República Dominicana, Turquia, Coreia e Tailândia. Irão se juntar ao quarteto Japão (sede das finais) e o vencedor dos grupos J a O (Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Holanda, Polônia, Peru e Porto Rico) disputarão o título.

Sobre o Brasil, algumas dúvidas ainda estão no ar e o decorrer do GP ajudará nas respostas, até como foco no Campeonato Mundial:

1 – O time agora sem Fabi. Camila Brait vai manter o nível que a antiga titular dava no passe e principalmente na defesa?

2 – A possibilidade de variação na montagem da linha de passe. Uma especialista no fundamento e outra com ataque mais forte? Exemplo: Garay/Gabi, Garay/Natália, Jaqueline/Gabi ou Jaqueline/Natália. Duas passadoras mais consistentes: Garay/Jaqueline. Ou ainda uma formação com Gabi e Natália, instáveis no passe mas potentes no ataque?

3 – Com Fabiana e Thaisa como pilares do time, qual será a reserva imediata? Carol, que vem numa crescente, vai desbancar Adenízia e Juciely?

4 – Por fim, uma disputa interessante pela reserva de Sheilla. A estreante Andreia, a regular Monique e Tandara, que está voltando de lesão. Bons motivos para Zé Roberto ter dor de cabeça.

 

 

 

 

 

Vaivém: Sollys/Nestlé confirma Brait e Adenízia

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Por intermédio de uma nota oficial, o Sollys/Nestlé ratificou a renovação de contrato de Adenízia e Camila Brait.

Na noite de quinta, a dupla já havia revelado, em redes sociais, que continuaria em Osasco.

Assim, o atual vice-campeão nacional já oficializou a presença de quatro selecionáveis. Sheilla e Thaisa são as outras duas.

Já a situação de Fernanda Garay deverá ser oficializada no início da próxima semana. E a tendência é realmente deixar o Sollys.

Um mistério a menos em Londres. Natália vai jogar

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A confirmação oficial ainda não aconteceu. Mas Natália estará mesmo entre as 12 jogadoras brasileiras que disputarão o bicampeonato olímpico.

Zé Roberto esperou até o último momento para saber se ela teria condições físicas para disputar os Jogos em alto nível. Ele confia muito na jogadora e sabe que ela pode ser um diferencial em Londres.

Pelas dificuldades que enfrentou nos últimos anos, após o diagnóstico de um tumor na canela esquerda e duas cirurgias, Natália deve estar com muita vontade de jogar. E de retribuir a confiança que teve de Zé Roberto.

Com ela em forma, o Brasil terá um trunfo importante para desbancar o favoritismo das americanas.

Espero também que Camila Brait, que aceitou ir para Londres para ficar de sobreaviso, tenha cabeça boa para entender que seu ciclo será o do Rio-2016.

Os testes do Brasil no início do Grand Prix

quinta-feira, 24 de maio de 2012

José Roberto Guimarães definiu a equipe brasileira que vai iniciar a disputa do Grand Prix, que acontecerá na cidade de Lodz, na Polônia, entre 8 e 10 de junho, contra italianas, polonesas e sérvias. E, como já anunciado pelo próprio treinador, será um momento de testes.

Ele definiu o grupo com as levantadoras Dani Lins e Fernandinha; as opostos Tandara, Jú Nogueira e Joycinha; as ponteiras Paula Pequeno, Mari, Fernanda Garay e Gabi; as centrais Adenízia, Juciely, Andressa e Natasha, além da líbero Camila Brait.

Em Saquarema, permanecerão treinando as levantadoras Fabíola e Claudinha, a oposto Sheilla, as ponteiras Jaqueline, Natália e Priscila Daroit, as centrais Fabiana e Thaisa e a líbero Fabi.

Zé voltou a  dizer que testará Mari na saída de rede.

- A Mari ficou fora do Pré-Olímpico, por contusão, e precisa jogar. Como ela está se recuperando bem, quero testá-la um pouco na saída de rede também. E a Paula vai porque a Priscila ainda se recupera de uma lesão que sofreu durante a Superliga e achei melhor dar um pouco de ritmo a ela, já que também jogou pouco no classificatório.

Entre os demais testes, estou curioso para ver Fernandinha, Gabi e Camila Brait, que terá chance de jogar partidas inteiras, já que Fabi permanecerá no Brasil.

Coluna de domingo: Fabíola arrebenta e a Seleção agradece

domingo, 15 de abril de 2012

Pessoal, segue a coluna Saque publicada neste domingo, 15 de abril, no LANCE!

Sollys/Nestlé não deu qualquer chance para a Unilever na decisão da Superliga e foi campeão com sobras. Parte da superioridade se deve ao bom momento vivido por Fabíola.

No Maracanãzinho, a levantadora fez uma das melhores partidas da vida. Soube distribuir os ataques com eficiência, não sentiu a pressão de enfrentar Fernanda Venturini e foi eleita com méritos a melhor em quadra. O conjunto da obra dá um alento para quem, como eu, está preocupado com a Seleção na Olimpíada de Londres.

Desde o ouro em Pequim-2008, José Roberto Guimarães tenta achar uma substituta para Fofão. Dani Lins era a primeira opção. Foi testada à exaustão, ganhou status de capitã, mas não conseguiu se firmar como titular. Na Superliga, não brilhou com a camisa do Sesi, caindo nas quartas de final, e deve virar reserva de Fabíola.

A levantadora do Sollys sempre esteve presente nas convocações deste ciclo olímpico. Muitas vezes parecia sentir a pressão, demonstrava nervosismo. Assim, não rendia o esperado. Talvez faltasse a confiança de uma grande atuação, de ser a responsável por comandar um time a um título importante. Na Superliga fez isso.

No discurso pós-final, ela deixou bem claro que sabe estar perto de alcançar o nível de excelência que Zé Roberto, um ex-levantador, exige  para a vaga de titular da Seleção. O técnico também sabe que suas principais atacantes necessitam de uma distribuição rápida e inteligente para superar bloqueios, em sua maioria, muito altos. É isso que ele vai exigir de Fabíola.

Com o Sollys, a MVP da final teve o passe na mão, graças principalmente a Jaqueline e Camila Brait. Na Seleção, Zé vai precisar construir uma linha de recepção que ajude Fabíola a repetir atuações como a de sábado. Se isso acontecer, o bi olímpico pode ser, sim, uma realidade.

Mari Paraíba é destaque da rodada

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pelas estatísticas da CBV, a ponta Mari Paraíba, do Usiminas/Minas, foi a melhor jogadora da segunda rodada da Superliga.

Ela foi a melhor atacante, a segunda colocada entre as sacadoras e a sétima na recepção.

O Sollys/Nestlé foi o time que teve mais jogadoras entre os destaques da rodada: quatro no total. A central Adenízia foi eleita a melhor no bloqueio; Fabíola, a melhor no levantamento; Samara, a melhor na recepção; e Camila Brait, a melhor líbero.

O destaque no saque ficou com Silvana Papini, atacante do Macaé, com passagem pelo time de Osasco. Na defesa, a levantadora Macris, do São Caetano, foi a mais bem posicionada.

Empolgante reta final do Paulista

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Esvaziados pelas competições internacionais de Seleções, os Estaduais começaram a esquentar na reta final.

No Paulista feminino, a volta das selecionáveis deu o impulso que faltava para a competição ficar interessante.

Nesta terça, o jogo entre Sollys/Nestlé e Sesi foi um bom exemplo. No time de Osasco, voltaram Thaisa, Adenízia e Camila Brait como titulares. Fabíola e Tandara entraram no decorrer do jogo. Outra que voltou foi Jaqueline, após a lesão sofrida no Pan-Americano de Guadalajara. E a ponta, ao marcar 23 pontos, foi decisiva para o triunfo no tie-break, parciais de 25-15, 20-25, 25-22, 25-27 e 15-9.

Pelo Sesi, Dani Lins e Sassá também marcaram presença. A oposto Elisangela foi um dos destaques do time.  Não vi todo o jogo pela TV, então não vai dar tantos pitacos.

Vi por completo o jogo masculino entre Sesi e Vôlei Futuro. E fiquei impressionado com a atuação do time de Giovane Gavio mesmo sem Murilo, Escadinha, Rodrigão, Sidão… A categórica vitória por 3 a 0, em Araçatuba, quebrando a invencibilidade do time do levantador Ricardinho, mostra a força do elenco do Sesi. Taticamente, o atual campeão da Superliga foi quase perfeito.

Individualmente, os pontas Léo Mineiro e Diogo foram muito consistentes no passe e no ataque. O oposto Wallace decidiu em momentos-chave e o levantador Sandro teve uma atuação de selecionável.

Já pelo Vôlei Futuro, a linha de passe deixou muito a desejar. Ricardinho não pôde acelerar o jogo em alguns momentos, principalmente pelo meio. Assim, as únicas opções ofensivas eram as bolas de segurança com Lorena e Camejo.

O jogo de sexta, em São Paulo, é imperdível.

De 3 a 2 em 3 a 2, o Brasil enche o papo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Daqui a pouco vou começar a reaproveitar posts anteriores para falar dos jogos da Seleção Brasileira feminina na Copa do Mundo.

Nesta madrugada, mais uma vitória por 3 sets a 2, desta vez sobre a China, parciais de 25-23, 25-27, 21-25, 25-20 e 17-15, com erros bem conhecidos nesta instável campanha verde-amarela, mas também com a virtude de encontrar forças para conseguir uma reviravolta no placar.

Comemoram-se a virada e o quinto triunfo seguido, mas lamenta-se a perda de um ponto, já que três pontos na classificação são somados apenas em 3 x 0 ou 3 x 1. E do jeito que a briga pelas vagas olímpicas está equilibrada qualquer pontinho pode fazer falta lá na frente (bati na madeira três vezes). Um aspecto que explica a situação é o Brasil seguir atrás da China na classificação após a rodada.

O gesto da capitã Fabiana, ao fim do duelo, resume bem quem foi a melhor em quadra. A central foi eleita, mas entregou o prêmio simbólico para Sassá, que entrou no quarto set no lugar de Mari e deu a estabilidade que o passe brasileiro precisava.

Entre as maiores pontuadoras, Paula anotou 21 pontos, dois a mais do que Fabiana (sete deles no bloqueio) e três à frente de Sheilla.

Menção honrosa também para a entrada de Camila Brait para sacar e fazer o fundo de quadra. No tie-break, o placar chegou a mostrar três pontos de desvantagem para o Brasil (8  a 11). Naquele momento, a líbero teve importante participação para a virada.

Agora, o Brasil terá a líder invicta Itália pela frente. Se quiser sonhar com um fim de ano agradável, precisa vencer, de preferência, sem tie-break. A Azzurra tem 17 pontos, dois a mais do que os Estados Unidos. Na sequência, Alemanha tem 14, China, 13, e o Brasil aparece com 12.

O jogo será um divisor de águas pela vaga olímpica.

 

Aos trancos e barrancos, Brasil vence a Sérvia. Mas cai na classificação

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mais instabilidade, mais sustos, mais uma vez momentos angustiantes de apatia e falta de vibração e mais uma vitória conquistada aos trancos e barrancos.

Depois de perder os dois primeiros sets para o desfalcado time da Sérvia, o Brasil virou e ganhou por 3 sets a 2, parciais de 21/25, 21/25, 25/18, 25/19 e 15/12, pela quinta rodada da Copa do Mundo.

Com 24 pontos, Sheilla liderou o Brasil. Thaisa foi eleita a melhor em quadra, após anotar 20 pontos, seis deles no bloqueio. Para ter ideia de como o jogo foi tenso, Thaisa chorou em quadra após o triunfo.

Zé Roberto, desta vez, barrou Dani Lins e começou o jogo com Fabíola no levantamento. E ele precisou de mais ajuda das reservas para vencer as atuais campeãs europeias. Para resolver os crônicos problemas de passe, o técnico apostou em Sassá no lugar de Mari a partir do terceiro set, além de várias entradas de Camila Brait. E ele gostou do que viu.

- Estou orgulhoso do time. O banco foi determinante no resultado final. A Sassá e a Camila Brait entraram muito bem.

Mas a vitória não melhorou a posição do time na classificação. Com a surpreendente vitória da Alemanha por 3 a 0 sobre os Estados Unidos, o Brasil caiu para quinto lugar. As italianas somam 14, com Estados Unidos e China (próxima rival do Brasil) têm 12, a Alemanha subiu 11, um a mais do que Brasil e Japão. 

Uma situação nada confortável, que impede que a Seleção Brasileira tropece mais alguma vez e obriga que vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 sejam obtidas, já que elas valem três pontos. Ganhar da China é imprescindível para manter o sonho de terminar entre os três primeiros e garantir vaga direta em Londres-2012.

No momento, torço mais pela vaga olímpica, já que acho difícil o time passar a jogar bem, como todos nós já vimos nos últimos tempos, depois deste cinco primeiros jogos tão irregulares.

Sollys/Nestlé ignora força do Vôlei Futuro e fatura título com 3 a 0

domingo, 14 de agosto de 2011

No papel, o Vôlei Futuro tinha um time mais forte em quadra. Mas na prática o título da Copa São Paulo feminina ficou com o Sollys/Nestlé.

Neste domingo, o time de Osasco venceu o rival de Araçatuba por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/20 e 25/23, no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo.

Luizomar de Moura escalou um time bem mesclado entre jovens e experientes, com as selecionáveis Jaqueline e Camila Brait, além das novatas Samara, Bia e Larissa.  Já Jorge Edson, que substitui Paulo Coco, que está no Grand Prix, pôde contar com uma base mais rodada, com Walewska, Carol Gattaz, Joycinha e Ana Tiemi. Mas isso não foi suficiente para equilibrar a final.

- Temos de destacar o projeto, já que não temos as principais jogadoras e as juvenis mostraram estar em condições de defender o clube. Ainda ressalto o apoio das mais velhas, que sabem da importância de assumir a responsabilidade a ajudar as jovens. E nada melhor do que mostrar isso com o título – disse Luizomar.

- Fizemos um ótimo torneio e, nessa final, contra um time forte, o time se comportou bem, sacando bem e com um bloqueio eficiente. As meninas mais novas, Samara, Bia e Larissa, mostraram personalidade e nos ajudaram muito. Depois da conquista do Sul-Americano, vencer a Copa São Paulo é a certeza de que nosso trabalho está sendo bem feito e nos dá ainda mais moral e motivação para buscar mais esse título – reforçou Jaqueline.

A experiente Walewska, que volta a atuar no Brasil depois de sete anos, ressaltou o importância do torneio para ganhar ritmo.

- Fiquei muito tempo fora e cada jogo consigo ganhar mais ritmo e entrosamento com minhas companheiras do Vôlei Futuro. Queríamos o título, mas foi um bom começo de temporada.


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