Posts com a Tag ‘Camila Brait’

Contra a Alemanha, Sassá deve ganhar chance

sábado, 11 de julho de 2015

Sassá deve ser a novidade no time brasileiro no duelo com a Alemanha, neste domingo, às 10h, no Ibirapuera.

É a oportunidade que a líbero, em sua estreia internacional na nova posição, precisa para ganhar ritmo de jogo antes da terceira etapa do Grand Prix, na Itália, na semana que vem, quando será titular diante de Rússia, Bélgica e das donas da casa.

Foi nesta função a grande mudança de José Roberto Guimarães nas listas para Pan-Americano e finais do GP. O planejamento inicial era manter Camila Brait no grupo do GP e escalar Léia no Pan. Porém, a lesão muscular na coxa que Léia sofreu na Tailândia fez com que os planos fossem alterados. Como Sassá não estava inscrita para o Pan, Brait entrou nesta lista. E as outras duas ficaram como opções para a competição anual da FIVB.

Segundo o médico Julio Nardelli, Léia tem chance de estar recuperada para as finais do Grand Prix, em Omaha (EUA). Ela está fazendo tratamento intensivo em São Paulo.

Sem brilhar, Brasil cumpre obrigação e bate tailandesas

sábado, 11 de julho de 2015

A invencibilidade foi mantida. Mas a atuação não encheu os olhos. Assim defino a vitória brasileira sobre a Tailândia, neste sábado, por 3 sets a 1, parciais de 25-23, 20-25, 25-14 e 25-19, no Ibirapuera.

O quinto triunfo em cinco jogos neste Grand Prix mostrou falhas que não foram nítidas em outras apresentações. Desatenções em coberturas, erros em combinações de ataque, passe instável e dificuldades para virar as bolas com as opostos.

A tailandesa Tomkom em ação (FIVB Divulgação)

A tailandesa Tomkom em ação (FIVB Divulgação)

Com esse cardápio, José Roberto Guimarães mexeu no time por obrigação, não apenas para dar ritmo para as reservas. Joycinha saiu no primeiro set para entrada de Monique, que na parcial seguinte foi substituída por Barbara, que até então vinha sendo usada como central na Seleção. Natalia entrou na vaga de Garay, Adenízia entrou no meio de rede na posição de Carol.

Chamo a atenção para o número de Malika Kanthong, responsável por nove pontos de ataque apenas na segunda parcial.

Depois da derrota no segundo set, Zé voltou com o time que iniciou o jogo.  Talvez pensando: a cota de erros está esgotada. É hora de testar essa formação no momento mais difícil. E a aposta funcionou. O time voltou muito mais ligado, os erros diminuíram e rapidamente a ordem natural das coisas foi retomada. 8 a 3 logo na primeira parcial, vantagem foi aumentando, a ponto de permitir que as trocas para dar ritmo pudessem ser feitas, com Ana Tiemi e Jaqueline entrando na partida. Carol, com seis pontos, foi a destaque no incontestável 25 a 14.

No quarto set,  novamente o time-base foi escalado no início.  E o panorama foi parecido com a parcial anterior. Boa vantagem conquistada logo de cara, com o bloqueio anulando o ataque asiático e caminhada tranquila até o fechamento do set, já com várias reservas em quadra.

Analisando friamente, o melhor do jogo talvez tenha sido o susto tomado no segundo set. Contra rivais mais fortes, na fase final, um cochilo assim pode custar bem caro.

 

Brasil não dá chances para a Bélgica em SP

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um susto no início do jogo. E depois uma lavada. Assim pode ser definida a vitória do Brasil sobre a Bélgica por 3 sets a 0, parciais de 25-17, 25-16 e 25-14, nesta sexta-feira, na abertura da etapa de São Paulo do Grand Prix.

Foi a quarta vitória em quatro jogos do Brasil no torneio, caminhando tranquilamente até aqui para a classificação para a fase final, que acontecerá em Omaha, nos Estados Unidos. Neste sábado, às 10h, o duelo será contra a Tailândia. No domingo, no mesmo horário, confronto com a Alemanha.

Zé Roberto começou o jogo de hoje com Dani Lins, Joycinha, Gabi, Fernanda Garay, Juciely, Carol e Camila Brait. Considerando que Jaqueline, que estava no banco de reservas, teve um princípio de pneumonia há algumas semanas, dá para considerar esse time a força máxima atualmente.

Comemoração brasileira no Ibirapuera (FIVB Divulgação)

Comemoração brasileira no Ibirapuera (FIVB Divulgação)

E até o 11º ponto do set inicial parecia que havia algo errado na equipe. A virada de bola estava bem abaixo do normal, falhas na relação bloqueio-defesa e uma sensação de que a Bélgica, mesmo sem Van Hecke, sua principal jogadora, poderia aprontar. 0-4, 2-6, 4-8… A diferença, porém, começou a cair quando Carol marcou dois pontos no bloqueio e passou a ser mais acionada por Dani Lins no meio.  A virada aconteceu antes do segundo tempo técnico. E daí para frente as europeias não incomodaram mais.

Carol, personagem de outro texto, que será publicado mais tarde, terminou o primeiro set com seis pontos (quatro no ataque e dois no bloqueio), liderando o Brasil.

Do segundo set em diante, o time esteve mais equilibrado. Gabi foi uma boa opção nas jogadas pelo fundo, Juciely e Fê Garay também cresceram no ataque e bloqueio. O resultado foi o domínio total da equipe brasileira. Até o público deu uma relaxada. A empolgação voltou no fim do segundo set, quando Jaqueline fez sua estreia no GP entrando no lugar de Garay.

No último set, mais mudanças. Monique entrou na saída de rede, com Natalia formando a linha de passe com Gabi e Camila Brait. As belgas até chegaram a esboçar uma reação na metade da parcial, mas nada que ameaçasse a vitória brasileira por 3 a 0, já com Ana Tiemi, Barbara, Jaqueline, Sassá e Adenízia também em quadra.

Que atuação irrepreensível!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Na abertura da terceira fase do Mundial, Brasil fez a China parecer um adversário qualquer, inexpressivo até. O time de José Roberto Guimarães jogou demais, neutralizou todas as principais armas do adversário e transformou um jogo que poderia ser problemático em uma molezinha. O 3 a 0, com parciais de 25-19, 25-16 e 25-15, explica bem a diferença entre os dois, hoje, em Milão.

A Seleção foi tão bem que é difícil apontar um ou outro destaque, sem parecer injusto. Dani Lins fez uma partida impecável na distribuição, deixando alguns jogos abaixo da média para trás. Não me lembro de ter visto a levantadora atuar tão bem até agora na competição. Nas pontas, Jaqueline e Fernanda Garay atacaram como russas e defenderam como asiáticas. Estranho dizer isso, mas a China não representou à altura o nível de defesa que tradicionalmente as seleções da Ásia. Enquanto isso, o Brasil deu show no fundamento, liderado pela líbero Camila Brait, a melhor da competição neste quesito. No meio de rede, Fabiana e Thaisa foram dominantes no ataque e brincaram de bloquear. Pobre Zhu, caçada pelo saque brasileiro e que nem de longe foi sombra do que já apresentou outras vezes. Sheilla foi a jogadora que se destacou menos,  mas ainda assim teve boas passagens pelo saque e pontuou no ataque em algumas bolas difíceis.

O resultado deixa o time muito próximo das semifinais. Nesta quinta, caso a China vença a República Dominicana por 3 a 1/3 a 2 ou perca por qualquer placar, o Brasil já estará classificado sem entrar em quadra, fazendo o confronto de sexta, contra as caribenhas, valer apenas o emparceiramento da próxima fase.

E, além disso, a atuação impecável do time verde-amarelo vai colocar mais pulgas atrás das orelhas dos adversários. O Brasil, único invicto do Mundial, joga ainda melhor com a aproximação do momento decisivo. É para os outros ficarem preocupados mesmo!

PS: Agora com link para um fantástico ponto no início do segundo set. Confiram: http://wp.me/p1b2tr-216

 

As armas dos seis finalistas do Mundial

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Após longas duas semanas de disputa, o Mundial feminino se aproxima da terceira fase, que definirá os quatro semifinalistas até sexta-feira.

O blog mergulhou nas estatísticas da competição para mostrar as armas que até agora foram decisivas para Brasil, China, República Dominicana, Itália, Rússia e Estados Unidos.

BRASIL

Brasil passeando por Verona (FIVB/Divulgação)

Brasil passeando por Verona (FIVB/Divulgação)

A Seleção Brasileira lidera o Mundial em dois fundamentos: bloqueio e defesa. E mais: além de ter a primeira colocada, coloca duas jogadoras no top 5 das duas estatísticas, reforçando ainda mais sua força para bloquear e defender.

No block, Thaisa está em primeiro lugar. Ela é a única que consegue marcar, ao menos, um ponto por set no fundamento.  Fabiana, com 0,78 ponto/por set, está em quinto lugar. Observando a fundo esta lista, percebe-se a diferença do Brasil para quase todos os rivais. Fora a China, que tem a segunda (Zhu) e a sexta (Xu), as demais tem apenas um destaque e olhe lá. As dominicanas têm Vargas em oitavo e Arias em 38º lugar; as russas possuem Kosheleva em nono e Goncharova em 14º; as italianas vão de Chirichella em 11º e Centoni em 35º; enquanto as americanas veem Harmotto em 17º e a levantadora Glass (?!?) em 28º.

Já na defesa, a liderança é de Camila Brait, única com cinco acertos em média por set. Jaqueline aparece em quarto, com 3,56. E as demais classificadas não se mostram tão eficientes assim no fundamento: a líbero americana Banwarth está em décimo; De Gennaro, representante da casa, é a 12ª; a levantadora russa Startseva aparece em 18º lugar; a melhor chinesa é Zhan Chen, em 23º. E a líbero dominicana Brenda Castillo, tão eficiente em outras competições, é apenas a 45º melhor neste ranking.

CHINA

zhu

É bom ficar de olho aberto em Zhu (FIVB/Divulgação)

Quer ter sucesso contra as chinesas? Marque bem a jovem Zhu. Ela é a quinta maior pontuadora do Mundial até aqui (155 pontos – 124 no ataque, 27 no bloqueio e quatro no saque). Seus números no block a colocam como a segunda melhor, mesmo não sendo meio de rede, diga-se de passagem. Mas não caia em tentação de esquecer as demais atacantes chinesas. Chunlei Zeng é a terceira mais eficiente no ataque, com 47,37% de aproveitamento. As duas, porém, não são especialistas no passe, algo que soa estranha na tradicional escola asiática. É por isso que para enfrentar a equipe de Lang Ping não dá para seguir uma fórmula pronta.

REPÚBLICA DOMINICANA

O brasileiro Marcos Kwiek (FIVB/Divulgação)

O brasileiro Marcos Kwiek (FIVB/Divulgação)

A equipe comandada pelo brasileiro Marcos Kwiek é a grande surpresa da competição até aqui. E deve boa parte do sucesso à experiente Betania De la Cruz. A ponta é a segunda maior anotadora do Mundial após duas fases, com 194 pontos (170 no ataque, 14 no bloqueio e dez no saque). À frente dela apenas Rahimova, do Azerbaijão, com 229. Procure nos demais fundamentos e não ache mais nenhum destaque individual. Por mais que os números costumem enganar algumas vezes (alô, eleição!), o esforçado time dominicano sofre quando o saque rival desestabiliza o passe e chega quebrado na mão da levantadora. Se acontecer isso, o bloqueio pode ficar montado pois será bola para De la Cruz.

RÚSSIA

O time russo é Gamova e mais seis, escreveríamos quase todos nós. Já foi, mas não é mais tão dependente assim. A gigante de 2,02m ainda não mostrou na Itália todas as qualidades que a transformaram na melhor do planeta anos atrás. Até agora, é coadjuvante de Kosheleva (principalmente) e Goncharova. Duas jogadoras letais no ataque, mas quase lamentáveis no passe.

A gigante Gamova (FIVB/Divulgação)

A gigante Gamova (FIVB/Divulgação)

Isso faz com que o jogo russo seja manjado (não disse fácil de ser marcado): passe quebrado, bolão de Startseva para as pontas ou para o fundo e pancada do trio anteriormente citado. Kosheleva, inclusive, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 181 acertos (147 no ataque, 23 no bloqueio e 11 no saque). Gamova aparece apenas em 13º lugar.

Os adversários também precisam entender que sacar na líbero Kryuchkova não é uma boa. Ela é a jogadora com melhor aproveitamento de passe na competição (quase 70% de acerto). Então, é sacar em Kosheleva, a 17ª no fundamento, para ter chance de bloquear. E pode esquecer as centrais, raramente acionadas pelas levantadoras.

EUA

Um dos melhores jogadores de todos os tempos: Kiraly (FIVB/Divulgação)

Um dos melhores jogadores de todos os tempos: Kiraly (FIVB/Divulgação)

O time mais rápido do mundo. É assim que José Roberto Guimarães gosta de definir as americanas, lideradas pela levantadora Alisha Glass, a segunda melhor na competição nos números. Ela, que teve uma atuação sem brilho pelo extinto Vôlei Futuro, de Araçatuba, anos atrás, dita com maestria o ritmo do time de Karch Kiraly, usando da velocidade Murphy, Larson, Hill…

A oposto canhota Murphy, por exemplo, é a melhor atacante da competição, com 52,38% de aproveitamento.  No jogo contra o Brasil, em SP, pelo Grand Prix, Fê Garay foi a jogadora que melhor encaixou o bloqueio contra ela. Se aprendeu a lição, poderá se destacar em um provável futuro reencontro.

ITÁLIA

Ah, Itália!, diria o filósofo Fernando Vannucci. Time de Piccinini, que não precisa de apresentação. Mas que no Mundial em casa tenta reaparecer no cenário mundial, com outras velhas conhecidas do público. Nadia Centoni, por exemplo, é a maior pontuadora da Azzurra, mas apenas em 29º lugar no geral. Lo Bianco, a levantadora, é a nona melhor colocada no fundamento.

A bela Piccinini (FIVB/Divulgação)

A bela Piccinini (FIVB/Divulgação)

E esse time muito experiente tenta tirar algum coelho da cartola para, ao menos, se enfiar nas semifinais. Difícil pelo resultado sorteio, mas viável graças ao apoio do torcedor em Milão e pela experiência deste trio já citado.

Brasil se especializa em viradas. Mas é bom ligar sinal de alerta

domingo, 28 de setembro de 2014

De novo, após sair atrás, o Brasil virou uma partida neste Campeonato Mundial. Depois do difícil 3 a 2 sobre a Turquia, ontem, a Seleção fez 3 a 1 na Sérvia, neste domingo, encerrando a primeira fase na liderança do Grupo B.

É para se comemorar uma nova virada, mas com moderação. Contra alguns dos próximos rivais (Rússia e EUA), ter atuações abaixo da média nos primeiros sets poderá ser mortal. O mesmo digo para os períodos de oscilação que o time teve nestes dois últimos jogos. A metade final do quarto set é um bom exemplo, com o Brasil sofrendo uma pressão no final após ter total controle, com boa vantagem no placar. Ir para o tie-break já significaria, no mínimo, um ponto a menos na classificação.

Atuações ruins à parte, a Seleção conquistou um importantíssimo triunfo, já que levará oito pontos para a segunda fase.  Ao se analisar friamente o placar dos jogos de ontem e hoje, o Brasil está no lucro para enfrentar agora russas, americanas, holandesas e cazaques.

Em mais uma tarde com ataque e passe instáveis, o Brasil merece aplausos pelo crescimento do seu volume de jogo. A defesa, liderada por Camila Brait, está botando muita bola para cima, permitindo contra-ataques.

Agora volto ao futebol, para fechamento do LANCE!, e voltou com vôlei mais tarde.

 

Duas mãos cheias!

domingo, 24 de agosto de 2014

1994, 1996, 1998, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009, 2013 e 2014.

Dez vezes Brasil no Grand Prix. Duas mãos cheias de título. Mãos cada vez mais habituadas em levantar troféus, como mais uma vez fez a capitã Fabiana, em Tóquio. Mãos da mamãe Jaqueline, de uma regularidade surpreendente para quem havia ficado um ano sem jogar. Mãos cada vez mais confiantes de Dani Lins ao escolher quem receberá as bolas de ataque. Mãos que gostam de um jogo decisivo, como as de Sheilla. Mãos “estreantes” de Camila Brait durante toda uma campanha de um torneio tão importante, que ganham rodagem para os objetivos mais importantes deste ciclo: Mundial e Rio-2016. Mãos que fazem Fernanda Garay ser uma peça-chave em vários fundamentos. Mãos que bloquearam rivais com uma facilidade de dar inveja neste GP, Thaisa!

Campeãs mais uma vez (FIVB/Divulgação)

Campeãs mais uma vez (FIVB/Divulgação)

Mãos que fizeram, nesta manhã, a pequena revolução japonesa receber uma aula. O time de Manabe que joga sem centrais, que vinha surpreendendo na fase final e que só precisava de dois sets sentiu a pressão imposta pela Seleção. Os dois primeiros sets foram dominados pela equipe de José Roberto Guimarães do início ao fim. As parciais de 25-15 e 25-18 deixam isso bem claro. O saque incomodou o quase perfeito passe japonês, o bloqueio matou ou tocou em várias bolas e o ataque foi paciente para vencer o sistema defensivo exemplar das orientais.

A final foi final de verdade no terceiro set. O tudo ou nada japonês no saque deu trabalho para a linha de recepção brasileira e o placar, quase sempre equilibrado, trocou de mãos até o 20º ponto. Na reta final da parcial, o peso das mãos acostumadas com decisões fez a diferença.  E o ponto que fechou a edição de 2014 do Grand Prix foi de Jaqueline, numa largada (27 a 25).

Nas estatísticas, Sheilla, que começou o Grand Prix com atuações apagadas e preocupantes, provou mais uma vez que gosta de jogo decisivo. Anotou 16 pontos e liderou o Brasil. O block, como o esperado, deu goleada: foram 10 pontos do Brasil e três do Japão. E as donas da casa, em busca da inédita conquista, sentiram a responsabilidade e erraram demais: 29 pontos dados de graça.

Que venha o Mundial, daqui a um mês, na Itália! Mãos à obra para a conquista do inédito título, Brasil!

Depois de bater na trave no masculino, La Décima sairá no feminino?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O décimo título do Brasil na Liga Mundial ficou no quase em 2014, semanas atrás. Será que a décima conquista no Grand Prix sairá?

É o que começaremos a ver nesta sexta-feira, dia do início das disputas nos três grupos principais da competição. A estreia brasileira acontecerá contra a China, às 12h30 (de Brasília), na cidade de Sassari, na Itália, com transmissão pelo SporTV. Uma partidinha bem complicada para uma primeira rodada, diga-se de passagem, ao se analisar estilo de jogo, tradição e montagem do time para a Olimpíada de 2016.

E vejo tal cenário como uma das diferenças entre jogos entre homens e mulheres atualmente. Julgo o feminino com mais equilíbrio entre as equipes com capacidade de disputar o título do que o masculino. Brasil, Rússia, Estados Unidos, Sérvia, Itália, China, Alemanha, Japão…  Não quero dizer que todos os times citados aqui estão no mesmo patamar. O primeiro trio está acima, com um bloco numeroso no patamar inferior, além de outras minas vagantes, termo que costumava ouvir bastante de Bernardinho, presentes na competição e que nem doram citados.

É bem mais comum ver jogos parelhos entre as mulheres. Parelhos e atraentes, diria. E não faço qualquer duplo sentido aqui com beleza das atletas. A chave para um jogo atraente de vôlei, na minha visão, inclui pontos mais longos, rallies que fazem times e torcedores perderem o fôlego. Infelizmente, a força dos jogos no masculino transformou rallies em raridades.

Da lista acima, é difícil cravar as que avançarão para as finais. Pelo regulamento, das 12 seleções dos “grupos de elite” quatro se classificam. Além dos citados acima, os demais participantes são República Dominicana, Turquia, Coreia e Tailândia. Irão se juntar ao quarteto Japão (sede das finais) e o vencedor dos grupos J a O (Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Holanda, Polônia, Peru e Porto Rico) disputarão o título.

Sobre o Brasil, algumas dúvidas ainda estão no ar e o decorrer do GP ajudará nas respostas, até como foco no Campeonato Mundial:

1 – O time agora sem Fabi. Camila Brait vai manter o nível que a antiga titular dava no passe e principalmente na defesa?

2 – A possibilidade de variação na montagem da linha de passe. Uma especialista no fundamento e outra com ataque mais forte? Exemplo: Garay/Gabi, Garay/Natália, Jaqueline/Gabi ou Jaqueline/Natália. Duas passadoras mais consistentes: Garay/Jaqueline. Ou ainda uma formação com Gabi e Natália, instáveis no passe mas potentes no ataque?

3 – Com Fabiana e Thaisa como pilares do time, qual será a reserva imediata? Carol, que vem numa crescente, vai desbancar Adenízia e Juciely?

4 – Por fim, uma disputa interessante pela reserva de Sheilla. A estreante Andreia, a regular Monique e Tandara, que está voltando de lesão. Bons motivos para Zé Roberto ter dor de cabeça.

 

 

 

 

 

Vaivém: Sollys/Nestlé confirma Brait e Adenízia

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Por intermédio de uma nota oficial, o Sollys/Nestlé ratificou a renovação de contrato de Adenízia e Camila Brait.

Na noite de quinta, a dupla já havia revelado, em redes sociais, que continuaria em Osasco.

Assim, o atual vice-campeão nacional já oficializou a presença de quatro selecionáveis. Sheilla e Thaisa são as outras duas.

Já a situação de Fernanda Garay deverá ser oficializada no início da próxima semana. E a tendência é realmente deixar o Sollys.

Um mistério a menos em Londres. Natália vai jogar

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A confirmação oficial ainda não aconteceu. Mas Natália estará mesmo entre as 12 jogadoras brasileiras que disputarão o bicampeonato olímpico.

Zé Roberto esperou até o último momento para saber se ela teria condições físicas para disputar os Jogos em alto nível. Ele confia muito na jogadora e sabe que ela pode ser um diferencial em Londres.

Pelas dificuldades que enfrentou nos últimos anos, após o diagnóstico de um tumor na canela esquerda e duas cirurgias, Natália deve estar com muita vontade de jogar. E de retribuir a confiança que teve de Zé Roberto.

Com ela em forma, o Brasil terá um trunfo importante para desbancar o favoritismo das americanas.

Espero também que Camila Brait, que aceitou ir para Londres para ficar de sobreaviso, tenha cabeça boa para entender que seu ciclo será o do Rio-2016.