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Posts com a Tag ‘calendário’

Coluna de domingo: O esboço do calendário e os desdobramentos

domingo, 28 de abril de 2013

Galera, boa tarde. Publico abaixo a coluna Saque deste domingo, 28/4, sobre os bastidores de uma semana importante para o vôlei brasileiro. No post anterior, está a íntegra da reportagem de sexta-feira no LANCE! sobre as sugestões de mudança no calendário: wp.me/p1b2tr-1qd 

Calendário, a palavra do momento no vôlei brasileiro, esquentou os bastidores do esporte nos últimos dias.

O clima começou a ficar pesado na terça-feira, após o cancelamento da reunião entre CBV, clubes, técnicos, jogadores e Rede Globo, marcada para quinta, em São Paulo. O motivo, inicialmente não explicado pela entidade, gerou insatisfação de alguns participantes e até discussões mais ríspidas.

A “trégua” aconteceu quando o esboço do calendário, publicado com exclusividade na edição de ontem do LANCE!, passou a circular entre os lados envolvidos. Ele foi feito por Bernardinho em parceria com Rubinho, seu assistente na Seleção masculina e treinador do time masculino de São Bernardo.

É interessante analisar o calendário pela ótica de Bernardinho. Por dirigir Seleção e clube (Unilever), ele sofreria na própria carne se a mudança – que é necessária e urgente – ajudasse demais um lado e prejudicasse o outro.

Como escrevi na reportagem publicada no Diário, o projeto inicial de mudança foi bem recebido, já que contempla vários pedidos (novos e antigos) de times, patrocinadores, técnicos e jogadores: Superliga mais extensa, criação de Copa Brasil e Jogo das Estrelas, prevê a consolidação de um torneio sul-americano, não esquece das férias dos atletas e, aparentemente, não tira a força que as Seleções sempre tiveram na “briga” com os clubes. Um meio-termo foi achado.

Em resumo, existe um consenso inicial importante, que deverá se confirmar amanhã, quando todos os lados estarão sentados em torno da mesma mesa, na sede da CBV. O próximo passo será ganhar o apoio da Globo, que detém os direitos de transmissão e tem peso importante para que as mudanças saíam do papel e virem realidade.

A pedidos, a matéria sobre o calendário

domingo, 28 de abril de 2013

Para quem não comprou o LANCE! de ontem e me pediu a matéria sobre as novidades do calendário, publicada na sexta-feira.

Um calendário montado até 2016 para o vôlei nacional será colocado em discussão na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, em um encontro entre dirigentes da CBV, representantes dos clubes, atletas e treinadores, além da Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Superliga até o fim deste ciclo olímpico.

Segundo o LANCE! apurou, o técnico Bernardinho foi o principal responsável pela elaboração. Os lados envolvidos já analisam o documento desde o início da semana e a repercussão inicial foi positiva.

Em linhas gerais, o calendário prevê a temporada dividida em sete meses para os clubes e cinco para a Seleção. Está prevista a criação da Copa Brasil, do Jogo das Estrelas e da Copa Sul-Americana, que substituiria o atual Campeonato Sul-Americano. A intenção é de que o Jogo das Estrelas abra a temporada de clubes, em meados de outubro, uma semana antes do início da Superliga, que assim passará a ser mais longa, com término previsto para a última semana de abril. A competição com duração maior é um dos principais pedidos dos clubes, que acreditam aumentar o poder de barganha com os patrocinadores, já que a exposição das marcas crescerá em quase dois meses.

Para evitar uma maratona de jogos, algo que já acontecia no calendário atual, as rodadas da principal competição nacional aconteceriam, em sua maioria, nos fins de semana. O meio da semana ficaria disponível para regionais, novas competições e eventos internacionais. Ou livre para treinos.

O calendário já contempla também o Mundial de Clubes mudando de outubro para maio, um projeto que chegou a ser oficializado este ano por Ary Graça, mas abortado por pressão dos europeus. A FIVB, então, adiou a implantação para 2014. O esboço prevê mudanças pontuais em 2016, ano da Olimpíada. As competições de clubes precisariam acabar mais cedo para beneficiar a preparação das Seleções.

As principais novidades

Copa Brasil
Seria disputada em duas fases. A decisiva contaria com oito times, sendo que dois ou quatro times estariam
garantidos pela campanha na Superliga do ano anterior. Sempre jogada em partidas eliminatórias. Vencedor teria
vaga na Copa Sul-Americana. Primeira edição prevista para acontecer entre 7 e 11 de janeiro de 2014.

Sul-Americana
Dois torneios pré-classificatórios: um para países do Norte do continente – Colômbia, Venezuela e Equador – e outro para os do Sul – Chile, Uruguai e Paraguai -, com três ou quatro times em cada, garantindo um ou dois classificados. Início previsto para novembro de 2013. Brasil e Argentina, forças da região, teriam vaga automática, entrando na disputa em dezembro. A decisão, em jogo único, teve 19 de fevereiro de 2014 como data sugerida. O campeão garantiria vaga no Mundial.

Jogo das Estrelas
Festa de lançamento da Superliga, reunindo atletas de todos os times em um jogo festivo.

Estaduais
Não seriam extintos, mas usariam menos datas a cada ano.

 

As reuniões na CBV, o efeito Medioli e os próximos passos

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os primeiros passos para as mudanças mais do que necessárias no vôlei brasileiro foram dados, após longas reuniões na terça-feira, na sede da CBV, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O encontro que abriu as discussões reuniu alguns técnicos, toda a cúpula da entidade, um representante da Rede Globo, alguns convidados e Ary Graça, presidente da FIVB. Logo depois, saíram os treinadores e entraram vários atletas de renome no país.

Logicamente, o tema Vittorio Medioli fez parte da conversa, já que o e-mail enviado para a CBV, após a final da Superliga, pelo mandatário do Sada/Cruzeiro, causou muita insatisfação ao se tornar público. Veja aqui o conteúdo da mensagem divulgada pelo blog, com exclusividade, na noite de segunda-feira: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2013/04/15/email-bombastico-de-dirigente-do-sadacruzeiro-para-a-cbv/

O tom do discurso da entidade foi evitar que a “lavagem de roupa suja”, como diz o jargão, seja feita via imprensa. Esperado e compreensível, eu diria. Também foi levantada a questão do timing, já que a reclamação do cartola cruzeirense foi vista como oportunista, por ter acontecido após a vitória do RJX na final da Superliga.

Entre nós, a relação entre o Sada e a entidade já não é das melhores há anos. Esperei a poeira baixar para dar minha opinião sobre o conteúdo do desabafo. Medioli exagerou em alguns trechos do email, passou do tom ao fazer acusações pontuais contra rivais e contra a própria CBV, mas não surpreendeu ao tocar no assunto calendário, na relação com a Rede Globo e ao admitir que os clubes têm parcela de culpa pelo momento atual do esporte. Ou seremos ingênuos ao dizer que está tudo bem, que não existe nada melhor no mundo, quando técnicos, clubes e jogadores reclamam e pedem mudanças?

O balanço geral da CBV, após o incidente, é de que o produto vôlei não pode ser depreciado publicamente, pois afugentará investidores. Esse último ponto, na minha visão, é uma meia-verdade. Temos de discutir o modelo do esporte no país, como vejo os jogadores se movimentando para tal, mas sem evitar que “coisas ruins” sejam simplesmente varridas para debaixo do tapete. É minha opinião!

Sobre os assuntos discutidos, o mais importante (e que já cansei de defender aqui) é a mudança no calendário. Fiquei feliz ao saber que a conversa com técnicos e atletas tocou nesse ponto e existe uma promessa de novos papos e algumas alterações já na próxima temporada: criação da Copa do Brasil (talvez no estilo Copa Itália), Jogo das Estrelas, que darão um tempo maior de “vida” aos clubes na temporada, além de uma tabela mais inteligente e humana, evitando assim que um time jogue três vezes durante a semana ou fique três semanas sem jogar. É preciso equilíbrio. A decisão agora necessita de um aval da Rede Globo, que ainda tem um longo contrato em vigor com a CBV (veja no LANCE! desta quinta-feira mais detalhes sobre esse tema).

Mais alguns pitacos sobre outros assuntos:

- Bernardinho e José Roberto Guimarães, pela representatividade e importância no vôlei nacional, deveriam fazer parte do Grupo de Treinadores que será formado. Entendo as diferenças pessoais e profissionais deles, mas a palavra de ambos pesa bastante. Espero que eles colaborem neste momento crucial para o esporte.

- Bom saber que o tempo de duração dos jogos realmente está em estudo. Para a TV, principalmente a aberta, o vôlei atual é um pesadelo, já que uma partida de cinco sets destrói a grade de programação. Nas últimas décadas, o esporte se adaptou para ganhar exposição e brevemente mais mudanças irão acontecer para tentar deixá-lo “mais televisivo”.

- Por fim, espero que a união de atletas, que me perece muito sólida, seja um exemplo para que os clubes também tenham o mínimo de alinhamento para discutir o futuro do vôlei. Hoje, com cada um pensando apenas no próprio umbigo, todos perdem.

 

 

 

Coluna de domingo: Caminho para mudança é irreversível

domingo, 31 de março de 2013

Coluna deste domingo, último dia de março, publicada no LANCE!. Uma excelente Páscoa para todos vocês.

CBV, clubes, jogadores, público e boa parte da mídia concordam em um ponto: a Superliga precisa mudar. E, felizmente, já é certo que a 20ª edição da competição, na temporada 2013/2014, vai marcar o início das transformações.

Algumas reuniões entre entidade, representantes dos clubes e grupos de atletas já aconteceram. Outras estão marcadas e irão ocorrer após o término da Superliga. Nelas, os lados envolvidos buscam encontrar um denominador comum para tantos pedidos. O principal encontro reunirá todos os lados e servirá para avaliação do torneio que está em andamento e definirá os caminhos que serão seguidos nos próximos anos.

O calendário está no topo da lista de prioridades. Clubes e atletas querem que a Superliga seja mais longa e a tabela mais racional. O patrocinador ficará exposto durante mais tempo e haverá períodos mais “humanos” de descanso para jogadores e jogadoras entre os jogos, principalmente na fase classificatória. Concordo em gênero, número e grau.

O ranking é outro ponto polêmico. Clubes reclamam, mas quase sempre deixam de lado o bem comum e votam na pontuação dos atletas pensando apenas nos interesses próprios. Não dá mais para ser assim.

Enquanto discute o futuro, a CBV também se preocupa com as finais da atual Superliga. A promessa é de que o público irá se surpreender. É esperar para ver. Já o auxílio eletrônico para a arbitragem foi confirmado e será testado em São Paulo esta semana. Outra pequena e necessária vitória do esporte.

Pelo bem do vôlei no Brasil, o caminho para as mudanças precisa ser irreversível.

 

Uns pitacos sobre o futuro do vôlei brasileiro

quinta-feira, 28 de março de 2013

Li e ouvi muitas opiniões sobre o futuro do vôlei brasileiro nos últimos dias, principalmente após o fim do patrocínio da Medley ao time de Campinas. Algumas mais sensatas, outras bem radicais.

Vou consolidar aqui alguns pontos que já defendi em outros posts e algumas posições novas.

1) Sim, a Superliga precisa mudar. Na minha modesta visão, mexer no calendário é o principal avanço que o esporte pode dar no momento. Ter uma competição nacional com duração maior, com uma tabela “menos corrida”, dando um descanso mais racional para os atletas e permitindo que os patrocinadores “apareçam” mais durante o ano.

Essa adequação do calendário permitiria a criação do Jogos das Estrelas, um evento festivo para os fãs, televisivo e um “bônus” para quem gasta milhões para apoiar o esporte. É a única chance para alguns patrocinadores “aparecerem na Globo”, como eles mesmos gostam de dizer. Acho justo não só com os pequenos investidores, mas também com os médios e altos que também não tiveram chance de ter um jogo televisionado. O Medley/Campinas é um exemplo. O orçamento permitia como meta viável a disputa da semifinal, a única chance de aparecer na maior emissora do país. O time caiu antes, ficou fora da TV e resolver deixar o esporte.

Outra possibilidade é criar uma Copa do Brasil. Pode ser jogada em um único fim de semana, no Norte/Nordeste, por exemplo, se existir temor de um inchaço muito grande no calendário. Competição de tiro curto, que garante exposição para as marcas e ajuda a difundir o esporte em um grande centro que hoje está excluído da elite.

Também defendo que as finais não sejam em jogo único. É uma questão de gosto. Prefiro playoffs mais robustos, já que é a hora que o campeonato pega fogo.

2) Não adianta nada demonizar a Rede Globo e achar que todos os problemas se resolvem com a saída dela. Não vamos ser ingênuos a esse ponto, por favor. Olhem os últimos anos e comparem com o atual. Tivemos jogos transmitidos na primeira fase, semifinal e teremos as decisões. Já é um avanço. Antes eram apenas as finais.  Não digo que seja o ideal, mas já foi bem pior.

É hora de trocar? Já tivemos recentemente outras emissoras de TV aberta que não cumpriram o acordo com a CBV e simplesmente abandoram a transmissão da Superliga pela metade. Lembram-se?

Sempre achei, porém, que os patrocinadores já se dariam por satisfeitos caso seus nomes fossem citados nas transmissões e nos demais veículos de mídia da Globo. Mas existe um amigo chamado Erich Beting, que vocês bem conhecem, que é especialista em marketing esportivo. E ele escreveu um interessante texto sobre o tema. A mudança no tratamento dos times não resolve o problema todo: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2013/03/26/patrocinio-nao-e-so-exposicao/

3) Sou a favor também de que o bolo da TV seja dividido. Hoje, o valor fica com a CBV, mas acho que os clubes deveriam receber parte deste valor. Não seria a ausência de R$ 4 milhões que faria a entidade fechar, por exemplo, 2012 no vermelho ou faria com que outros investimentos fossem comprometidos. A CBV, graças ao sistema de gestão que foi implementado há alguns anos, consegue superávits anos após ano. Tanto que a entidade dos esportes olímpicos que mais arrecada e mais investe em Seleções. Parte do resultado do maciço investimento é colhida regularmente pelas Seleções de Bernardinho e Zé Roberto. Não é à toa que somos os atuais bicampeões olímpicos no feminino e tri mundiais no masculino.  Mas é possível, sim, contemplar também os clubes com essa verba atual dos direitos de televisão.

4) Não acho que ainda seja o momento de ruptura entre CBV e clubes para criação de uma Liga. Explico. Os clubes, como vemos em reuniões de ranking, por exemplo, pensam quase sempre no próprio umbigo. Não querem o bem da classe ou do esporte. Pensam no proveito próprio que irão tirar das medidas. Assim, não acho que estejam maduros o suficiente para gerir uma competição. É preciso amadurecer bastante até que apareça um líder capaz de unir forças para tirar da cartola um projeto sério e que possa ser realmente melhor do que a Superliga.

5) Os jogadores estão dando um bom exemplo. Meses atrás formaram um grupo com quase 300 participantes e começaram uma interessante troca de e-mails com sugestões sobre os caminhos a serem seguidos.  Depois, elegeram alguns representantes e foram conversar com a CBV. É um caminho saudável e interessante. Eles devem, sim, ser ouvidos na formatação de um novo calendário. Ter uma comissão de atletas atuante faz parte da solidificação deste processo de mudança. Acho, inclusive, que eles deveriam ser ouvidos quando o ranking é feito. Para quem não sabe, a pontuação é definida média dos votos dos clubes.

Aqui não está o guia de “salvação” do vôlei, pois não tem tal capacidade e muito menos poder para isso. São apenas opiniões e sugestões para buscar um caminho melhor, sem qualquer radicalismo de implodir tudo que já existe.

Coluna de domingo: É preciso tanto atropelo na Superliga, CBV?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pessoal, boa tarde. Coluna Saque publicada no LANCE! deste domingo (24 de fevereiro) de calor senegalês no RJ. Volto a um tema das antigas neste espaço. Um dia espero que ele seja resolvido.

A fase de classificação da Superliga Feminina terminou já na madrugada de sábado, após o jogaço entre Sollys/Nestlé e Unilever, talvez o melhor da competição até aqui. Não dá tempo de exaltá-lo, muito menos de fazer um balanço dos dois turnos, analisar os oito classificados e já temos jogo dos playoffs na segunda. Será que é preciso tanta correria?

A questão do calendário é a que mais me irrita na atual Superliga. Temos jogos às segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos. E nos mais variados horários. Sim, é o valor que se paga para a competição ter mais transmissões pela TV, algo que tanto se pediu em um passado recente. Mas será mesmo que não é possível confeccionar uma tabela de jogos menos atropelada, logicamente respeitando os interesses de Globo/SporTV que pagam uma boa grana pelo evento?

É fato que os times deveriam ter um tempo para respirar antes da fase mais importante da Superliga. É o filé, a hora da onça beber água. Podem escolher o clichê a ser usado. Nos bastidores, figuras importantes apontam o calendário como culpada pelo excesso de lesões dos atletas. E eles têm razão.

Fazendo as contas, é possível ter uma tabela mais racional. O primeiro jogo do torneio feminino aconteceu em 23 de novembro e a fase inicial acabou em 22 de fevereiro. Basicamente três meses de disputa (sem contar as pausas de Natal, Réveillon e Carnaval) para cada participante fazer 18 jogos. Até a final, marcada para 7 de abril, temos mais um mês e meio. E o campeão pode sair após fazer apenas mais cinco partidas (duas nas quartas, duas na semifinal e a decisão em confronto único). No máximo, fará sete, caso não feche em 2 a 0 os mata-matas de quartas e semi. Ou seja: existe espaço no calendário. É preciso vontade dos envolvidos para uma mudança que atenda todos os lados.

Marketing de cinema na Itália

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Na Itália já virou moda. Vários clubes lançam calendários com seus atletas no início de um ano.

Para 2012, o Bergamo teve uma ótima sacada ao usar o cinema como tema do seu calendário. Cada jogadora protagonizou a cena ou repetiu a capa de um famoso filme.

A galeria possui Francesca Piccinini em Beleza Americana, Chiara Di Iulio encarnando Angelina Jolie em Tomb Raider, Iuliana Nucu numa versão Marilyn Monroe. Por fim, até o presidente Luciano Bonetti representa o famoso Casablanca.

Confira todas as imagens publicadas pelo site Volleyball.it: http://www.volleyball.it/foto.asp?s=118&g=2703

Uma ação muito bacana de um clube tradicional, mas somente em sétimo lugar no atual Campeonato Italiano. Ela poderia servir como um exemplo para alguns clubes brasileiros, que possuem um excelente potencial de marketing, mas muito pouco explorado.

Giovane, com razão, pede mudanças no calendário da próxima Superliga

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mais uma voz corajosa aparece no Twitter para falar da Superliga.

Agora é a vez de Giovane Gavio, técnico do Sesi, admitir que a tabela da competição tem equivocos e uma mudança se faz necessária para a próxima temporada.

Vejam o que disse o comandante do atual campeão nacional:

“Cheguei à conclusão que a tabela da Superliga desse ano tem mais jogos fora que em casa! O time joga fora de casa na quarta, tem voltar pra casa na quinta pra jogar na sexta, ou seja cansa igual ao time visitante. Nos outros anos jogávamos emparelhados, as distâncias eram menores e fazíamos dois jogos seguidos em casa e dois fora. Ano que vem deveremos rever essa decisão. Gostaria de salientar que foi uma decisão técnica e justificável. Mas será melhor revermos. O caos em nossos aeroportos principalmente essa época do ano atrapalha muito o deslocamento das equipes. Estamos viajando tanto que a sensação é que estamos sempre jogando fora de casa! Vamos em frente!”

A conclusão de Giovane é muito pertinente. Nesta temporada, a Superliga masculina tem menos equipes do que em temporadas anteriores. Antes, o excesso de times virava desculpa para o calendário apertado. Agora não mais. O fato de jogar em um dia, viajar no outro e jogar no seguinte impede que os times treinem. Para quem ficou vários meses sem os jogadores de Seleção é ainda mais preocupante.

Virou rotina jogadores reclamarem, com razão, do caos aéreo do país. Voos cancelados, conexões perdidas, malas que não chegam ou que somem país afora. Pensar no bem-estar físico dos atletas deve ser uma obrigação da CBV para a próxima Superliga.