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Posts com a Tag ‘Bruninho’

Coluna de domingo: Um campeão que afasta a desconfiança

domingo, 9 de junho de 2013

Pessoal, boa tarde. Está no ar a coluna Saque publicada neste domingo, 9 de junho, no LANCE!.

Empresas de Eike Batista perdem milhões de reais e ele despenca na lista das pessoas mais ricas do mundo. As informações acima foram destaque no noticiário econômico nos últimos meses e, por pouco, não fizeram com que o RJX, campeão da última Superliga masculina, fechasse as portas.

O título nacional impediu que o time fosse desfeito, mas Eike fechou a carteira e cortou parte do investimento. Estima-se, no mercado, que a verba, que já beirou R$ 15 milhões/ano, tenha caído 40%. E assim o temor passou a ser uma debandada dos principais atletas, já que apenas o Sesi possui salários tão altos para selecionáveis no país. E nem isso aconteceu.

Dirigentes do time conseguiram aporte de outras empresas e diminuíram em parte o “prejuízo”. Agora, com o elenco do RJX praticamente fechado para a temporada 2013/2014, arrisco a dizer que o time está tão bom quanto o que venceu a Superliga.

Entre os titulares, o levantador Bruninho, o ponta Thiago Alves, o líbero Mario Júnior e o central Riad foram mantidos. O oposto Theo foi para a Itália e será substituído por Leandro Vissotto. O RJX, então, passa a ter o titular da Seleção nesta posição e, em tese, sai ganhando. A perda de Lucão para o Sesi deverá ser muito sentida, mas a aposta em Maurício foi correta. Ele fez boa Superliga pelo Minas e merecidamente foi convocado por Bernardinho para a Seleção. Por fim, Dante não renovou e o RJX já chegou a um acerto com Murilo, que se recupera de uma cirurgia no ombro. Ele perderá o início da temporada, mas deverá estar saudável para os playoffs. Ou seja: os cariocas chegarão fortes na luta pelo bi.

Vaivém: A situação atual do RJX

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Muita gente tem perguntado sobre o RJX, atual campeão da Superliga. As informações que tenho são as seguintes:

- Os dirigentes do time ainda buscam co-patrocinadores que possam “recuperar” parte da verba que a OGX, de Eike Batista, deixará de investir. Os números, de acordo com diferentes fontes, variam, podendo chegar a 40% do total investido na temporada passada. A promessa era ter uma definição até o fim da semana.

- A busca por mais verba deixou algumas negociações estagnadas. Um caso é o de Thiago Alves, que ainda não renovou, mas é uma das prioridades.

- Bruninho, Mário Júnior, Riad e Thiago Sens já estão apalavrados e o mercado já dá como certa a permanência do quarteto.

- A situação de Dante é incerta. Hoje, a tendência maior é de saída. Ele, inclusive, recebeu sondagem do Sada/Cruzeiro.

- João Paulo Bravo é, sim, uma possibilidade de reforço.

- Como já escrevi aqui dias atrás, o central Maurício, ex-Vivo/Minas, é um reforço garantido.

 

Vaivém: Sada/Cruzeiro de olho em oposto do visado RJX

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O oposto Paulo Victor, também conhecido por Da Silva, interessa ao Sada/Cruzeiro.

Reserva do RJX na campanha do título da Superliga, ele apareceu bem em vários momentos da competição e deu conta do recado ao substituir Theo.

O jogador tem 26 anos e 1,97m. Ele, caso a negociação caminhe, chegaria para o lugar do cubano Sanchez.

Nos últimos dias, o RJX se movimentou bastante para tentar manter a sua base campeã. Após a confirmação da manutenção do investimento da EBX, empresa do grupo de Eike Batista, o time tem negociado com seus atletas, já que vários possuem propostas de rivais do país e também do exterior.

Bruninho e Lucão, por exemplo, foram procurados pelo Sesi. Hoje, a apuração aponta para a permanência do levantador no Rio de Janeiro, enquanto o central partirá para o time paulista. Porém, com a disputa do Sul-Americano se aproximando, confirmações só aconterão após o fim da competição que dará vaga no Mundial.

Virada e título do RJX em um jogo pra lá de estranho

domingo, 14 de abril de 2013

Acabo de chegar do Maracanãzinho, palco da final entre RJX x Sada/Cruzeiro. E temos muito assunto para discutir aqui no blog hoje e nos próximos dias também.

Começo por uma análise do jogo. Arrisco a dizer que foi a final mais estranha que já vi.

Pelo nível técnico das duas equipes e pelo equilíbrio das campanhas, eu esperava um jogo mais parelho, com parciais apertadas e disputa até o ponto final. E isso não aconteceu em nenhum dos quatro sets. 15-25, 25-18, 25-18 e 25-14 são resultados de sets que ninguém apostaria. Não reflete os times que estavam em quadra.

Quando um deles jogou, o outro sumiu. O então campeão Sada/Cruzeiro começou o jogo de forma avassaladora. O saque entrando e desestruturando a linha de passe do RJX. Dante sendo o alvo principal e não conseguindo fazer com que a bola chegasse na mão de Bruninho. Sem passe A ou B nas mãos, o levantador ficava sem sua bola de segurança: o meio.

A receita para o bicampeonato parecia certa. Mas o jogo mudou. E radicalmente.

Dante e Thiago Alves passaram a dar segurança no passe. O saque de Lucão começou a fazer muitos estragos. E Bruninho passou a realizar uma distribuição inteligente, dividindo bem as bolas entre Theo, os centrais e os ponteiros. Neste jogo de xadrez, o RJX parece ter colocado o Sada/Cruzeiro em xeque-mate. E nos três sets vencidos pelos cariocas o panorama foi o mesmo.

Senti os cruzeirenses menos vibrantes do que o normal. Talvez tomados por um certo sentimento de frustração por estarem jogando muito abaixo do que poderiam. E não conseguiram se reerguer. Marcelo Mendez invertou o 5-1, trocou Leal por Maurício, depois manteve o ponta reserva e tirou Filipe. Nada surtiu efeito. A decisiva dupla William/Wallace também não fez os estragos que está acostumada. E, como disse na transmissão da CBN, os sets já se definiam antes do segundo tempo técnico. Era só trocar pontos e esperar a vitória carioca.

É preciso dar mérito a quem merece também, apesar de os erros terem chamado mais a minha atenção do que belos rallies, por exemplo. O RJX não se abalou com o primeiro set e soube controlar o restante do jogo. Marcelo Fronckowiak, agora bicampeão como técnico e vencedor da Superliga também como jogador, leu o jogo com perfeição e viu quais peças do outro lado não estavam funcionando. E soube apontar para seus comandados o caminho a seguir.

O VivaVôlei foi dado para Thiago Alves. Eu teria escolhido Dante. Foi o melhor jogo do ponteiro que vi no ano. Talvez dos últimos quatro anos, me confidenciou depois uma figura importante da conquista.

Parabéns ao RJX pelo título. Ao Sada/Cruzeiro, reconhecer as falhas, pelo que ouvi nas entrevistas, é uma demonstração de grandeza. E vida que segue.

 

 

Primeiro semifinalista cumpre obrigação

quarta-feira, 13 de março de 2013

Melhor time da fase de classificação da Superliga masculina, o RJX é o primeiro semifinalista da edição 2012/2013.

Nesta terça, em São Bernardo do Campo, mais uma vitória tranquila do time de Marcelo Fronckowiak sobre o rival do ABC por 3 a 0, parciais de 25-18, 25-17 e 25-15.

Em nenhum momento o RJX foi incomodado ou pressionado. Nem mesmo o apagão durante o jogo foi capaz de alterar o panorama.

Theo, com 16 pontos, liderou a equipe carioca. Vale também destacar o crescimento do jogo de Dante. O ponta, que começou a Superliga com um problema físico e demorou para mostrar sua melhor forma, está numa ascendente justamente no momento final. Ontem, ele recebeu 13 bolas no ataque e colocou 10 no chão.

Timaço no papel graças ao investimento milionário de Eike Batista, o RJX está cada vez mais consistente. Talvez seja o grande diferencial em comparação com a equipe da temporada passada. Lucão faz uma ótima Superliga, Theo e Dante estão aparecendo bem nos playoffs, a contusão de Bruninho no tornozelo não passou de um susto, Mario Junior dá segurança ao passe e à defesa…

É o time a ser batido? Em tese, sim.

Uma noite carioca

sábado, 9 de março de 2013

A sexta-feira foi carioca na Superliga.

Pela competição masculina, o RJX abriu os playoffs com uma vitória sem muitos sustos, no Maracanãzinho, sobre o São Bernardo por 3 a 0 (25-20, 28-26 e 25-21).

Bruninho, que era dúvida para o duelo após torcer o tornozelo na última rodada da fase de classificação, foi titular e ainda faturou o prêmio de melhor em quadra. Com a escalação do selecionável, o time de Marcelo Fronckowiak pôde manter uma das características marcantes da temporada: usar e abusar das jogadas de meio com Lucão. O central, aniversariante do dia, terminou o duelo com 16 pontos. O mais impressionante é o aproveitamento no ataque: 100%. Dez acertos em dez tentativas. Os outros seis pontos foram de bloqueio.

Como o VivaVôlei é escolhido pela comissão técnica do time vencedor, a opção por Bruninho, além da boa atuação, foi uma forma de reconhecer o esforço que ele teve para estar em quadra. Eu até entendo. Mas se o prêmio ficasse com Lucão também seria justo.

Pelo time do ABC, que não conseguiu pressionar o rival e passou quase todo o jogo atrás no placar, o oposto Renan Buiatti fez 16 pontos. No segundo jogo, na terça, em São Bernardo do Campo, o RJX tem tudo para liquidar a série.

Já pelo torneio feminino, as semifinais começaram no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, dando a impressão de que o Sesi seria um páreo duro para a Unilever. Mas, depois de vencer o primeiro set por 25 a 23, o time paulista passou a errar demais e facilitou a virada das cariocas, parciais de 25-17, 25-20 e 25-16.

Natália foi eleita a melhor em quadra, enquanto Gabi, com 19 pontos, foi a maior pontuadora. A dupla realmente se destacou. Mas Regiane, que entrou como oposto no lugar de Sarah Pavan, no terceiro set,  também merece uma menção honrosa pela atuação, com 11 pontos marcados. 

Acho que, se eu dissesse no início da competição que a Unilever, que mudou tanto da temporada passada para a atual, venceria um jogo de semifinal sem Logan Tom e com Sarah Pavan no banco, seria ridicularizado por muitos.

Já a surpreendente (ou não?) queda de rendimento do Sesi, após sair na frente, se deve, em parte, à ponta Tandara. Ela passou a errar mais do que o normal, tanto no ataque quanto no passe, depois de começar bem. Parecia desconcentrada, sem confiança. Não foi a mesma jogadora que decidiu na série contra o Banana Boat/Praia Clube. E o time sentiu muito essa mudança.

Para forçar um terceiro jogo, o Sesi precisará transformar em regra a exceção que foi o primeiro set. Menos do que isso será impossível ganhar dois jogos no Rio de Janeiro.

 

Colunista convidado: Bruninho, levantador do RJX

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fiquei muito feliz ao receber o convite para escrever uma história e um pouco sobre mim no blog do Daniel. Uma oportunidade para dividir algo que aconteceu comigo para alguns fãs de voleibol.

Agradeço a Deus todos os dias por ter feito parte de equipes com jogadores e profissionais que, sem dúvida alguma, foram essenciais para meu crescimento e amadurecimento no voleibol. Isso começou de fato profissionalmente na extinta equipe da Unisul, quando cheguei no final de 2003, com 17 anos, para completar o grupo e, mais do que qualquer coisa, aprender e ajudar no que fosse preciso.

O convite partiu do então gerente Renan dal Zotto, que precisava de mais algum jogador juvenil (Thiago Sens era o outro) inscrito na equipe para a disputa da Superliga 2003/2004. Eu já havia disputado três Brasileiros em categorias de base e me sagrado campeão brasileiro infanto em 2003 por São Paulo.

Assim que cheguei a Florianópolis fui recebido pelo então supervisor Chico Lins (anos mais tarde considero uma das pessoas mais importantes da minha carreira junto com Renan) e fomos para o ginásio, em seguida, encontrar o treinador Weber e o restante da equipe. No ginásio fui apresentado a todos e naquele momento me sentia mais um fã do que um jogador que faria parte daquela equipe. Estrelas como Milinkovic, André Heller, Marcelinho, Dirceu, Schwanke, entre outros, faziam parte do time.

Divulgação/RJX

Bruninho em ação pelo RJX. Ao fundo, Dante

À noite, já instalado no apartamento com outros quatro jogadores da equipe, ao colocar a cabeça no travesseiro, disse pra mim mesmo que se precisasse comeria o chão para poder de alguma forma ajudar a equipe, pois ainda não tinha condições de jogar efetivamente no nível dos demais jogadores.

Cada dia, para mim, seria uma forma de mostrar que eu merecia a chance de fazer parte do grupo, e que sobrenome e parentesco com o técnico da Seleção de vôlei não seriam de maneira alguma uma alavanca para que eu estivesse ali. Isso passava sempre pela minha cabeça. Como os outros jogadores me enxergavam? Será que estão desconfiados da minha presença?!?!

Com o tempo senti que fui ganhando o respeito do grupo, do treinador Weber e seu assistente Marcos Pacheco. Me dedicava como se aquilo fosse a última chance da minha vida e eles começaram a ver o quanto eu me esforçava apesar das limitações.

O time continuava indo muito bem na superliga, sempre brigando pela ponta com a equipe da Ulbra. Marcelinho e Milinkovic me deixavam boquiabertos com tamanho entrosamento. André Heller, um verdadeiro guerreiro. Dirceu e Badá, apesar de não serem considerados estrelas na época, jogavam como carregadores de piano na linha de passe juntamente com Jeffe (líbero)

No último jogo antes dos playoffs, enfrentaríamos a equipe de São José e até então eu não havia sido relacionado em nenhuma das partidas da superliga. Quando cheguei ao ginásio, Weber me chamou e disse que eu seria relacionado para a partida e possivelmente entraria para sacar e defender em algum momento da partida. Minha alegria se tornou apreensão. Eu nem tinha levado o uniforme para a partida. Graças a Deus morávamos num apartamento próximo ao ginásio e fui correndo buscar o uniforme para poder jogar. Correndo mesmo, pois ainda não tinha carro e não tinha salário para pegar um táxi (risos).

Após isso, fui relacionado para mais três partidas, incluindo uma das finais do campeonato daquele ano contra a Ulbra. Fomos campeões após batermos o Minas, de Giovane, Ricardinho, entre outros, na semifinal e na final vencemos a Ulbra por 3×0 nos três confrontos.

Aquela temporada foi um marco na minha vida. Ganhava hospedagem e alimentação e o dinheiro que ganhei foi apenas graças aos prêmios pelos títulos catarinense, da Supercopa e da Superliga. Consegui sobreviver sem pedir um real para ninguém e isso foi também importante para meu amadurecimento. Meu grande companheiro na época, Thiago Sens, tinha carro e cada um dava o que podia para colocar gasolina e irmos para a praia curtir o dia. Ou então nossos companheiros Dirceu e André Heller nos pegavam e nos levavam para fazer um churrasco ou ir a algum lugar para nos divertirmos. Fazer parte e conviver com grandes ídolos e campeões serviu para que eu percebesse o quanto o caminho seria longo e árduo para que conquistasse mais coisas. E esses caras foram verdadeiros espelhos para que eu fosse um líder como eles eram.

O maior sentimento que carrego, não so desta temporada, como de muitas outras, é a gratidão por todas as pessoas que me ajudaram naquele momento.

Duas temporadas depois me sagraria campeão da Superliga jogando como titular da Cimed, sendo o melhor levantador da competição. Sem essas pessoas e essa experiência acredito que nada disso teria acontecido tão rápido.

Meu lema é matar um leão por dia. Foi isso que procurei fazer todos os dias desde que cheguei a FLorianópolis, em dezembro de 2003, e é isso que continuo buscando, pois sei das minhas deficiências e o quanto posso crescer.

Obrigado a todos que me ajudaram e foram fundamentais para o meu crescimento e por tudo que aconteceu na minha carreira.

Espero que tenham gostado dessa história. Um grande abraço Bruninho #1

Abaixo, os demais textos já publicados na seção.

Jurquin – Medley/Campinas; William – Sada/Cruzeiro; Andreia – Pinheiros; Quiroga – Vivo/Minas

http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/12/05/colunista-convidado-jurquin-cubano-do-medleycampinas/

http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/12/17/colunista-convidado-o-levantador-william-do-sadacruzeiro/

http://blogs.lancenet.com.br/volei/2013/02/05/colunista-convidado-a-atacante-andreia-do-pinheiros/

http://blogs.lancenet.com.br/volei/2013/02/06/colunista-convidado-quiroga-do-vivominas/

Brasil vence um teste de verdade na Liga Mundial

domingo, 10 de junho de 2012

Finalmente um jogo com cara de decisão. Tenso, brigado, com jogadores socando o chão após os erros, repleto de provocações. No melhor teste pré-Londres até agora, o Brasil venceu a Polônia por 3 a 1 (26-24, 25-17, 23-25 e 25-23), assumindo a liderança do Grupo B da Liga Mundial.

O time brasileiro realmente estava engasgado com os poloneses, que haviam vencido as duas partidas anteriores em 2012. Foi fácil perceber nas reações dos jogadores que o confronto não era qualquer um. Os europeus sabiam que pilhar os donos da casa era uma arma e conseguiram, em vários momentos, usá-la.

Individualmente, algumas menções são importantes:

1) Thiago Alves tem aproveitado, como poucos, as chances dadas por Bernardinho. Entrou no lugar de Dante, com um problema nas costas,  melhorou a virada de bola e deu mais vibração para o time. Foram 13 pontos marcados, sendo três deles no saque. Hoje, pelo que está jogando, Thiago seria um dos quatro pontas em Londres.

2) Muita gente aqui no blog criticou Wallace por aparecer apenas em jogos menores. Diante da Polônia, marcou 23 pontos e novamente foi o maior anotador do time. O oposto teve força para superar um início ruim, se manteve no jogo e provou, para quem ainda duvidava, que pode se manter no time titular.

3) Bruninho iniciou o jogo como titular na partida mais importante da Liga até agora. Isso significa que ele ainda é o preferido de Bernardinho, mesmo após o retorno de Ricardinho. O entrosamento que tem com o elenco pesa. As bolas de meio com os centrais estão mais calibradas. A presença do camisa 17 serviu e servirá bastante para o crescimento de Bruninho. Gostei da atuação dele na distribuição em grande parte do jogo, além das inúmeras defesas feitas. Outro que teve um teste de fogo e foi bem.

4) Escadinha é outro que está crescendo, lembrando os bons tempos de anos atrás. Segurou a onda no passe, o que ajudou muito Bruninho.

5) Por fim, um comentário que se faz necessário. Bernardinho tem passado dos limites em suas reclamações à beira da quadra. Não é de hoje que o técnico tem exagerado, seja pela Unilever ou pela Seleção.  O cartão amarelo que levou, no fim do quarto set, quase colocou em risco a vitória brasileira. Segundo Marcelo Courrege, repórter da Globo que estava atrás do banco de reservas, ele xingou o polonês Kubiak (jogador bem encardido e provocador), que iria sacar. Vale lembrar que o segundo árbitro era português. Nem é preciso dizer que ele entendeu palavra por palavra. Reclamar, ainda mais em um jogo com tantas provocações, faz parte. Mas existe um limite e Bernardinho tem perdido a razão ao ultrapassá-lo.

Coluna de domingo: De Pelé a Mané em alguns cliques

domingo, 20 de maio de 2012

Pessoal, bom dia. Abaixo a coluna Saque publicada hoje, no LANCE!. Como já me perguntaram no Twitter, um adendo: foi escrita antes da derrota para o Canadá, no sábado.

Ricardinho voltou para a Seleção Brasileira na noite de sexta-feira. O time perdeu para a Polônia, em Toronto (CAN), na abertura da Liga Mundial, e parece que o mundo vai acabar.

Antes de dar opinião no meu blog, preferi ouvi, ou melhor ler, os comentários dos torcedores. E admito que me assustei. De um lado, o “time” do gênio, aqueles que festejam qualquer bola levantada, exaltam o currículo vitorioso, elogiam a forma física e acham sempre uma desculpa para os erros. De outro, o “time” dos que sabiam que a volta após cinco anos era um erro, que escrevem com todas as letras que Ricardinho está ultrapassado, velho e gordo. Minha gente, muita calma nessa hora. Nem 8 e tampouco 80.

Sim, ele não jogou tudo o que pode, sabe e se esperava dele. A harmonia dentro e fora de quadra com o elenco ainda não é 100%, algo lógico para quem ficou cinco anos afastado do time, graças ao sério desgaste pré-Pan de 2007. E talvez nunca chegue ao 100%. Mas tem muito para acrescentar ao grupo para a Olimpíada de Londres. O tempo dirá quanto.

É verdade também que o time melhorou com as mudanças feitas por Bernardinho, uma delas a troca de Ricardinho por Bruninho, a partir do terceiro set. O filho do treinador é outro que precisa provar todo dia sua qualidade pela questão familiar na Seleção. Sofre demais com os “extremistas”. Sim, ele nunca chegou ao patamar do “rival” Ricardinho, mas tem qualidade e personalidade para estar ali. A presença de uma sombra deste nível, inclusive, já fez bem para Bruninho e fará ainda mais.

O Brasil tem a ganhar com a dupla. E os dois poderão fazer com que os “extremistas” sejam mais ponderados no futuro.

Regra da Liga permite testes. Eles acontecerão na Seleção?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ricardinho vai jogar a Olimpíada? William será testado? Novatos poderão desbancar alguns veteranos?

Tenho ouvido estas perguntas desde que a lista de 25 atletas do Brasil para a Liga Mundial foi divulgada pela FIVB, na segunda-feira.

Por estarmos tão próximos da Olimpíada, eu (isso é opinião, não informação) acredito que não teremos grandes novidades entre os 14 jogadores que estarão em Londres. Me baseio na premissa de Bernardinho – que não sou obrigado a concordar – de manter o grupo que jogou todo o ciclo olímpico, ter uma dívida de gratidão com alguns atletas por performances anteriores, sacríficios já feitos, etc.

Mas uma regra da Liga Mundial deixará bem claro se o grupo olímpico já está fechado ou se alguma surpresa poderá aparecer durante a disputa da competição anual. A FIVB permite que a cada fim de semana de disputas (são quatro, além da fase final na Bulgária, no novo formato do torneio) um grupo diferente de 14 atletas seja inscrito. Ou seja: os técnicos poderão usar os 25 pré-selecionados durante a Liga. Basta que eles queiram.

Se existe dúvida sobre qual levantador levar para Londres, por exemplo, William poderia ser testado no Canadá, Ricardinho jogaria na Polônia, Marlon seria escalado no Brasil e Bruninho, na Finlândia. Vale o mesmo para os opostos, centrais…

Ganhar a Liga é o que menos importa em um ano olímpico. Tirar dúvidas no início da competição e depois dar ritmo para quem já está com o passaporte garantido seriam. Eu, ao menos, pensaria assim.