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Posts com a Tag ‘Brasil’

Coluna de domingo: A boa ideia vai ficar apenas na intenção?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval de trabalho por aqui. Segue a coluna Saque publicada neste domingo no LANCE!. Boa folia a todos!
Sempre fico frustrado quando vejo uma excelente ideia não sair do papel. E tenho esse sentimento agora ao voltar a escrever sobre a possibilidade de o jogo entre Brasil x Polônia, na próxima Liga Mundial, ser disputado em um estádio de futebol.

Em dezembro do ano passado, o país europeu confirmou o desejo de viabilizar o duelo contra o time de Bernardinho, em junho de 2013, no Estádio Nacional de Varsóvia, que foi construído para a última Eurocopa e tem a capacidade para quase 60 mil pessoas.

A própria Federação Internacional de Vôlei fez questão de divulgar em seu site, no dia 14 de dezembro, o projeto. Logicamente, a publicação só aconteceu pois a FIVB via com bons olhos a iniciativa, principalmente como ferramenta de marketing para divulgar o esporte mundo afora. Dias depois, o presidente Ary Graça confirmou o interesse. E com um tempero a mais, já que a partida aconteceria em uma efeméride especial: os 30 anos do jogo entre Brasil x União Soviética, no Maracanã.

Na semana passada, a FIVB divulgou os mandos de quadra para a fase classificatória da Liga. Para os otimistas, uma boa notícia. A primeira rodada prevê dois jogos entre brasileiros e poloneses na casa dos atuais campeões da competição. Para deixar os otimistas ainda mais felizes, outro motivo para festejar: um dos duelos está marcado para Varsóvia. Porém, segundo a federação local, o tão esperado Polônia x Brasil  acontecerá no Torwar Hall, ginásio
para cerca de 5 mil torcedores. Que ducha de água fria!

Por enquanto, a Federação Internacional não oficializou os ginásios que receberão jogos da próxima Liga Mundial. E assim a ideia não foi engavetada pela entidade. Torço muito – pelo bem do esporte – para que o endereço do duelo em Varsóvia não seja o divulgado pela Federação da Polônia.

Brasil 3 x 2 Turquia. Comentem!

sábado, 28 de julho de 2012

Venceu, mas não convenceu.

Esse é resumo da vitória brasileira na estreia em Londres diante da Turquia, parciais de 25-18, 23-25, 25-19, 25-27 e 15-12.

Sim, já era esperado um jogo equilibrado com as turcas. Mas o Brasil, em alguns momentos, teve apagões preocupantes, que ajudaram o time de Marco Aurélio Motta a levar a decisão para o tie-break e sonhar com uma zebra ainda maior. No quarto set, principalmente, a virada demonstrou uma fragilidade emocional que pode ser fatal contra rivais mais experientes.

Parece pouco, mas vencer no 5º set faz com que a Seleção some apenas dois pontos, terminando a rodada atrás de China e Estados Unidos. Para as turcas, o pontinho obtido é lucro. E o grupo com Sérvia e Coreia não será moleza para ninguém.

Pelas estatísticas oficiais dos Jogos, Sheilla foi a maior pontuadora do duelo, com 19 acertos, um a mais do que Darnel. Coletivamente, gostei do bloqueio em alguns momentos da partida. Foram 14 pontos do Brasil no total.  Já o ataque me preocupou. Tivemos problemas para virar as bolas e algumas redes pareciam esroscadas. Em alguns momentos, achei Fernandinha sem sintonia com as centrais, o que sobrecarregava as pontas.

Na segunda rodada, a reprise da final de Pequim diante das americanas. Uma vitória pode marcar a arrancada deste time brasileiro, que ainda parece preso.

Algumas frases pós-jogo:

Zé Roberto

“Tivemos por ponto positivo o bloqueio e a defesa. Mas poderiam ser melhores.  Cometemos erros que não podem ocorrer, principalmente, no quarto set, indecisões, erros de saque e acabou que a Turquia entrou no jogo de novo”

Sheilla

“Acho que relaxamos quando achamos que iríamos ganhar um set fácil (o quarto), mas isso aqui é Olimpíada. Foi um jogo de alerta. Não acho que a gente errou o jogo inteiro. Foi em um momento do jogo”

Fabiana

“Começamos a cometer erros. Sabemos que isso não pode ocorrer. Viemos aqui para buscar a medalha de ouro e só isso interessa”

Marco Aurélio Motta

“No primeiro set demos 12 pontos para o Brasil. Isso prejudicou. Mas perdemos um jogo e isso faz parte da nossa formação, faz parte de um time que está ganhando experiência. O Brasil tem um grande time e em três sets jogamos de igual para igual. Agora é jogar contra a China e ganhar o jogo”

 

 

 

Eliminação

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Brasil está fora da Liga Mundial. A derrota no tie-break (23-25, 25-23, 23-25, 25-17 e 15-10) para a Polônia encerrou uma das campanhas mais instáveis que vi na era Bernardinho.

Ao menos nesta quinta-feira o time demonstrou vontade, vibrou, comemorou, lamentou os erros, sentiu o jogo.  Bem diferente do visto no duelo com Cuba.

Além do espírito, foi bom ver Giba em quadra. Posso queimar a minha língua, mas acho que uma boa campanha em Londres passa muito pelas mãos do camisa 7 estar curado, em forma e com ritmo de jogo.  Pela atual fase dos nossos ponteiros, Giba tem grande chance de ser titular. Vai ser a salvação da Seleção? Difícil ter essa certeza. Mas será importante neste momento conturbado.

Já Sidão não jogou por estar com algum problema físico. Não faria sentido a entrada de Rodrigão em seu lugar, mantendo Lucão no time. O camisa 17 até foi bem, mas o bloqueio segue sendo um problema grave deste time.

Fora isso, criamos um pequeno monstro nesta Liga: a Polônia. Cinco jogos, com quatro vitórias dos poloneses. Em outras épocas, tratamos quase todos os rivais do Brasil como fregueses. Hoje, os poloneses dizem o mesmo do time verde-amarelo. E eles estão com moral.

O que esperar de Londres? Sinceramente, não sei dizer.  É preciso juntar os cacos, resolver os problemas e sair de um buraco que há muito tempo o Brasil não entrava.

A assustadora derrota do Brasil na Liga Mundial

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Esqueçam as partidas instáveis do Brasil na fase de classificação da Liga Mundial. O que estava ruim ainda podia piorar.

A derrota categórica por 3 a 0 para o jovem e inexperiente time de Cuba acende todos os sinais de alerta que existem antes da Olimpíada de Londres.

Faltam adjetivos para definir a atuação do Brasil: desastrosa, apática, errática, assustadora, desinteressada… E olha que não estou exagerando. Vejam a frase de Leandro Vissotto no Twitter: “Pior jogo que eu participei na minha história na seleção!”.

Outra frase sintomática retirada do Twitter é do central Gustavo: “Tá difícil até de entender o modo da Seleção jogar. Realmente não é o que sempre nos caracterizou”.

Muito difícil compreender mesmo. A Seleção teve duas semanas para treinar, desde que perdeu para a Polônia e ficou perto da eliminação na Liga. Alguns jogadores que estavam com problemas físicos puderam se recuperar. Bernardinho pôde testar variações, como Leandro Vissotto no lugar de Wallace no time titular que começou o jogo em Sofia hoje.  Não deu certo. E não foi só ele. Ninguém deu certo. Nada funcionou.

Não vou ficar fazendo conta para que o Brasil passe para as semifinais. Vencer a Polônia, torcer no jogo seguinte, blá, blá, blá. Isso é o de menos. Está cada vez mais claro que este time vai precisar se reinventar em 20 dias para chegar a Londres no patamar que nos acostumamos a ver nos últimos anos. Talvez como nunca precisou fazer antes em espaço tão pequeno de tempo. E provar mais uma vez que gosta de superar as maiores adversidades que atravessa.

 

Brasil quase dentro das finais da Liga Mundial

domingo, 24 de junho de 2012

Aproveitando as contas de vários leitores bem informados do blog, um panorama atualizado da situação do Brasil na Liga Mundial.

Os resultados do fim de semana ajudaram e a Seleção masculina, que perdeu o Grupo B para a Polônia, está bem perto de confirmar a vaga nas finais da Liga, como melhor segunda colocada dos quatro grupos.

O Brasil tem como “rivais” Estados Unidos e França no Grupo C. Para que a vaga não seja verde-amarela, apenas uma combinação é possível: a França vence Itália, Estados Unidos e Coreia, sem precisar de tie-break. Como soma atualmente 17 pontos, chegaria aos mesmos 26 do Brasil, mas com nove triunfos, um a mais do que os brasileiros. Para completar a eliminação do time de Bernardinho, os americanos batem coreanos e italianos, também sem disputar o quinto set, para chegar também aos 26 pontos, com nove vitórias.  Passariam, então, EUA e França para a fase decisiva, que acontecerá na Bulgária.

Nos demais grupos, situação muito bem encaminhada para Cuba e Alemanha, já impedindo que os segundos colocados alcancem o Brasil. Não deixa de ser uma surpresa, já que potências como Rússia, Itália e Argentina já estão eliminadas. Muita gente escondendo jogo para a Olimpíada…

Brasil 3 x 0 Finlândia. Gostaram da atuação da Seleção?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma vitória por 3 a 0 costuma ser, quase sempre, incontestável. No triunfo brasileiro sobre a Finlândia, na manhã desta sexta, o quase merece ser destacado.

A atuação da Seleção ainda não foi de encher os olhos na totalidade da partida, algo que costuma ser perigoso contra adversários mais fortes.

No primeiro set, as falhas na virada de bola, principalmente com os ponteiros, ficaram claras. Ricardinho ainda busca encontrar o tempo de bola com Murilo e Dante. O capitão do time teve uma atuação bem apagada, anotando apenas um ponto (e no bloqueio). No segundo set, foi substituído por João Paulo Bravo, que não havia sido aproveitado até agora na Liga Mundial. Já Dante cresceu no jogo, aparecendo com mais precisão nas bolas de fundo pelo meio.

Depois de sair do enrosco na parcial inicial, vencida por 25 a 21, o Brasil cresceu. O saque passou a funcionar, principalmente com os centrais Lucão e Sidão. A dupla também pareceu mais à vontade com Ricardinho. O levantador, inclusive, tornou público antes da etapa de São Bernardo de Campo que estava tendo dificuldade para achar as melhores bolas de Lucão e Sidão. Os dois, pela altura, precisam de levantamentos mais altos, bem diferente, por exemplo, do estilo mais rápido de Gustavo e André Heller, que se davam muito bem com o camisa 17.

Vale uma menção também para outra boa atuação de Wallace, jogador que até agora melhor se entende com Ricardinho. Com 14 acertos, o oposto foi o maior pontuador brasileiro.

Já o atípico 25-9 no terceiro set mostra o abismo real que existe entre as seleções. E talvez faça com que o Brasil, que ainda busca encontrar um ritmo mais constante na temporada, tenha certeza de que seu nível de jogo pode (e precisa) ser muito mais alto.

Coluna de domingo: De Pelé a Mané em alguns cliques

domingo, 20 de maio de 2012

Pessoal, bom dia. Abaixo a coluna Saque publicada hoje, no LANCE!. Como já me perguntaram no Twitter, um adendo: foi escrita antes da derrota para o Canadá, no sábado.

Ricardinho voltou para a Seleção Brasileira na noite de sexta-feira. O time perdeu para a Polônia, em Toronto (CAN), na abertura da Liga Mundial, e parece que o mundo vai acabar.

Antes de dar opinião no meu blog, preferi ouvi, ou melhor ler, os comentários dos torcedores. E admito que me assustei. De um lado, o “time” do gênio, aqueles que festejam qualquer bola levantada, exaltam o currículo vitorioso, elogiam a forma física e acham sempre uma desculpa para os erros. De outro, o “time” dos que sabiam que a volta após cinco anos era um erro, que escrevem com todas as letras que Ricardinho está ultrapassado, velho e gordo. Minha gente, muita calma nessa hora. Nem 8 e tampouco 80.

Sim, ele não jogou tudo o que pode, sabe e se esperava dele. A harmonia dentro e fora de quadra com o elenco ainda não é 100%, algo lógico para quem ficou cinco anos afastado do time, graças ao sério desgaste pré-Pan de 2007. E talvez nunca chegue ao 100%. Mas tem muito para acrescentar ao grupo para a Olimpíada de Londres. O tempo dirá quanto.

É verdade também que o time melhorou com as mudanças feitas por Bernardinho, uma delas a troca de Ricardinho por Bruninho, a partir do terceiro set. O filho do treinador é outro que precisa provar todo dia sua qualidade pela questão familiar na Seleção. Sofre demais com os “extremistas”. Sim, ele nunca chegou ao patamar do “rival” Ricardinho, mas tem qualidade e personalidade para estar ali. A presença de uma sombra deste nível, inclusive, já fez bem para Bruninho e fará ainda mais.

O Brasil tem a ganhar com a dupla. E os dois poderão fazer com que os “extremistas” sejam mais ponderados no futuro.

Brasil 2 x 3 Polônia: Comentem

sábado, 19 de maio de 2012

O Brasil perdeu para a Polônia, no tie-break, em sua estreia na Liga Mundial de 2012, na partida que marcou a volta de Ricardinho ao time após cinco anos.

Gostaria de ouvir a opinião de vocês, já que o assunto será tema de minha coluna de domingo, no LANCE!, e ainda não posso entregar tudo o que pretendo escrever (rs).

A palavra é de vocês

 

Brasil 3 x 0 Uruguai

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Poderia ter colocado o post no ar com este placar na semana passada, ontem ou assim que o jogo de hoje começou em São Carlos. Poderei, inclusive, fazer o mesmo com outros jogos que o time de José Roberto fará neste Pré-Olímpico para sacramentar sua vaga em Londres.

O 25 a 4 no primeiro set explica muito bem o motivo. Com tamanha facilidade, é difícil fazer qualquer análise sobre atuação coletiva ou individual. O único fator que se trabalha em um duelo assim é o psicólogico. Manter a concentração, não perder o foco e a seriedade, além de ter respeito com as rivais do outro lado da quadra. Fora isso, o critério para analisar atuação de A, B ou C no Brasil fica bastante comprometido.

Vocês viram algo que mereça um comentário a mais?

 

 

Brasil conhece rivais no Pré-Olímpico feminino. Nada preocupante

quinta-feira, 29 de março de 2012

A Seleção Brasileira feminina já sabe quem precisará superar para ficar com a vaga sul-americana na Olimpíada de Londres.

O time de José Roberto Guimarães jogará em São Carlos, interior, de São Paulo, entre 9 e 13 de maio, contra Colômbia e Uruguai, na primeira fase. Sairá em primeiro lugar, sem qualquer problema, para enfrentar o segundo da chave entre Argentina, Peru e Chile.

Na final, o vencedor vai carimbar o passaporte olímpico.  Já a equipe que terminar com o vice no Pré-Olímpico ainda terá outra chance. Em junho, poderá disputar o Pré-Olímpico Mundial, entre os dias 19 e 27 de maio, no Japão, e disputará umas das três vagas contra equipes dos demais continentes.