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Como deve ser a fase final da Liga Mundial

sábado, 2 de julho de 2011

Um exercício de futurologia, levando em conta o regulamento da Liga Mundial e a lógica sobre o resultado de Estados Unidos e Porto Rico, que acontecerá mais tarde, deixa a fase final com a seguinte configuração.

Grupo E
Polônia
Itália 
Argentina
Bulgária
 
Grupo F
Rússia
Brasil
EUA
Cuba

Bem desiguais, não?

Derrota garante Bulgária nas finais da Liga

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Atualizado às 17h12

A Bulgária está garantida nas finais da Liga Mundial.

A vaga foi confirmada após o time conquistar dois sets na partida com a Rússia, que terminou em derrota por 3 a 2, nesta sexta-feira, parciais de 25-14, 23-25, 25-13, 22-25 e 15-12.

Agora com 22 pontos, os búlgaros, vice-líderes do Grupo B, ultrapassaram a Sérvia (21) e não precisam mais fazer contas. Como a Polônia não ficou entre os dois melhores do grupo do Brasil, o pior segundo colocado dos outros três grupos não jogará a fase final.

No jogo de hoje, o gigante Muserskiy e o oposto Mihaylov foram os destaques russos, com 19 pontos cada. Pela Bulgária, o astro Kazyiski fez 12 pontos, três a menos do que Aleksiev.

Cuba é outra seleção garantida, após atropelar a Itália, em Modena, por 3 a 0. Com o triunfo, os caribenhos foram a 23 pontos, também ultrapassando os sérvios, eliminados da fase final.

Todo esse cenário conta ainda com duas vitórias dos americanos sobre Porto Rico, nos jogos que fecharão a fase classificatória. Não acredito em qualquer chance de zebra nos duelos, deixando americanos em segundo do Grupo A.

Já estavam classificados Brasil, Itália, Rússia, Argentina e Polônia (país-sede).

A Argentina que se cuide na Liga

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Líder do Grupo C da Liga Mundial desde o início da primeira fase, a seleção de Javier Weber perdeu para a Sérvia por 3 a 1, fora de casa, e viu a primeira posição ficar muito ameaçada.

Nesta quarta, o ponta Kovacevic foi o destaque da Sérvia, com 17 pontos. Conte, com 21, liderou a Argentina.

Os hermanos somam agora 22 pontos, um a mais do que os sérvios. O próximo jogo entre eles acontecerá amanhã. Uma briga boa para evitar o segundo lugar e as contas para garantir vaga nas finais.

O Íbis da Liga Mundial

domingo, 26 de junho de 2011

Pessoal, minha coluna Saque que saiu neste domingo, 26 de junho, no LANCE!

Quem acompanha futebol sabe que Íbis virou sinônimo de pior time do mundo. Vou levar a comparação para o vôlei e presentear Porto Rico com a honra do apelido na Liga Mundial.

Dez partidas disputadas até agora e dez derrotas. Sete delas por 3 a 0. Nas outras três, ganhou um setzinho em cada uma. No próximo fim de semana, encerrará a participação na competição contra os Estados Unidos, fora de casa, e vai tomar mais duas surras, já que os rivais vão precisar dos triunfos para brigarem por uma das vagas na fase final, que será jogada na Polônia,
entre 6 e 10 de julho.
Se isso acontecer, Porto Rico vai igualar o feito da Coreia do Sul (2010), de Egito e Argentina (2007), de China e novamente Egito (2006), países que terminaram zerados desde que a Liga passou a contar com 16 participantes. Destes, os egípcios, quatro temporadas atrás, foram os piores dos piores, ganhando apenas dois sets em toda a competição.
Em 2011, Porto Rico entrou na Liga pela porta da frente. Passou pela fase classificatória batendo Portugal e China, duas vezes, por 3 sets a 1. Ganhou a vaga na bola, sem convite, prática louvável que a FIVB adotou recentemente. Na fase de grupos, teve a oportunidade única de enfrentar brasileiros, americanos e poloneses, três potências. Logicamente, deu azar no
sorteio. Poderia beliscar um ou outro resultado melhor contra Finlândia, Japão ou Coreia, por exemplo. Mas isso talvez mascarasse os problemas. O time é envelhecido, com quase todos os titulares acima dos 30 anos.
Vale pegar o exemplo argentino (Íbis da Liga em 2007) e levar para a ilha caribenha: trabalhar uma geração a partir da categoria infanto-juvenil, enterrar os dinossauros do passado, conviver com escassez de resultados durante um período para colhê-los anos depois. Os hermanos, em 2011, somam oito vitórias em dez jogos.

Apanhadão de um domingo vitorioso para o Brasil

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Já que a Net me deixou grande parte do domingo sem internet, um apanhadão do dia antes de ir dormir.

- Empolgantes as vitórias de Juliana/Larissa e Emanuel/Alison no Campeonato Mundial. Título relevante antes da Olimpíada de Londres-2012 e que reforça a esperança de uma campanha do vôlei de praia melhor do que em Pequim-2008 (Brasil ficou com prata e bronze no masculino e sem medalha entre as mulheres).

- Já que apenas vi o terceiro set do triunfo do Brasil sobre Porto Rico (já sabemos os motivos, certo?), me abstenho de comentar. Quem viu, fique à vontade para escrever neste post.

- A seleção militar ficou com quatro prêmios individuais na Copa Pan-Americana. O oposto PV, pouco conhecido no cenário nacional, foi o melhor jogador. Vinhedo ganhou como melhor levantador, Thiago Sens como melhor passador e Lukinha como melhor defensor. E até um jogador de Bahamas entrou na lista (Byron Ferguson), o melhor bloqueador. A nota triste foi a lesão no tendão de Aquiles do ponta Rapha.

- O vôlei japonês estará reforçado na próxima temporada. A holandesa Manon Flier fechou com o Toray Arrows, enquanto o ponta brasileiro Thiago Alves vai para o Panasonic Panthers.

- Rússia (24 pontos), Brasil (21), Argentina (20), Itália (19). São os líderes dos grupos da Liga Mundial após oito jogos.

Turno fechado e briga por vagas na Liga Mundial

domingo, 12 de junho de 2011

Terminado o primeiro turno da fase classificatória, começa a ficar mais claro o desenho da fase final, que será jogada na Polônia.

No Grupo B, a Rússia segue com seu aproveitamento de 100%: 18 pontos e vaga garantida. A Bulgária, com nove, foi beneficiada pela derrota da Alemanha para o Japão. Os alemães agora têm seis, dois a mais do que os asiáticos.

No Grupo C, a Argentina lidera com 14 pontos, seguida pela Sérvia com dez. Portugal (7) e Finlândia (5) precisarão jogar mais do que sabem se quiserem a segunda vaga do grupo.

Já no D, a Itália, com 16 pontos, parece que não será ameaçada e tem a classificação bem encaminhada. Já a briga pelo segundo lugar ficou mais acirrada. Os coreanos somam dez pontos, um a mais do que os cubanos. A desvantagem dos caribenhos é não jogar nenhuma vez em casa na Liga. Assim, terá de jogar na Itália, Coreia e França em busca da vaga nas finais. A França, com um ponto, está fora da briga.

Vale lembrar que um segundo colocado perderá a vaga, caso a Polônia, sede das finais, não fique entre os dois melhores do Grupo A. E ela deve ficar mesmo atrás de Brasil e Estados Unidos. Então, qualquer pontinho é válido para sérvios, búlgaros, coreanos e cubanos.

Não é piada: Portugal vence a Sérvia pela Liga. Rússia e Argentina ganham e lideram

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Para encerrar um dia mais do que agitado neste período de fim de férias, uma passada pelos resultados da Liga Mundial.

A Rússia segue com aproveitamento de 100%, com cinco vitórias. A última vítima foi a Bulgária, atropelada impiedosamente com parciais de 25-15, 25-20 e 25-18. Os cinco atacantes fizeram dois dígitos no ataque: Biriukov (13 pontos), Mikhaylov (12), Apalikov, Khtei e Volkov (10 cada). Pelo lado búlgaro, Kazyiski e Nikolov juntos fizeram 14 pontos.

Já a Argentina, líder do Grupo C, precisou de cinco sets para derrotar a Finlândia, fora de casa, parciais de 25-17, 21-25, 25-20, 23-25 e 15-10. Reforço do BMG/Montes Claros, Pereyra teve 16 acertos. Facundo Conte, com 24, liderou os hermanos.

Por fim, pelo mesmo grupo, a zebraça deste início de terceira semana de disputa da Liga. Em Belgrado, na Sérvia, os donos da casa foram derrotados por Portugal no tie-break, parciais de 25-22, 19-25, 28-26, 23-25 e 15-13. Foram 34 pontos de Valdir Sequeira.

Na classificação, os argentinos somam 11 pontos, quatro a mais do que portugueses e sérvios. Os finlandeses estão na lanterna, com cinco.

Panorama da Liga Mundial após segunda semana

domingo, 5 de junho de 2011

Apenas duas seleções seguem com 100% de aproveitamento após quatro jogos na Liga Mundial: Brasil e Rússia. A Itália, que era o terceiro time “perfeito”, soma quatro vitórias também, mas neste domingo perdeu um ponto por ter batido Cuba no tie-break.

No Grupo A, a Seleção de Bernardinho soma 12 pontos, três a mais do que os Estados Unidos. A classificada Polônia (3 pontos) e o limitado Porto Rico (o) vêm depois.

No B, liderado pelos russos, a Bulgária com nove pontos vem atrás. Alemanha com três pontos e Japão, ainda zerado, não vão brigar pela classificação. Não tenho bola de cristal, mas prevejo que a primeira fase vai terminar desta forma no grupo.

No Grupo C, a Argentina está na ponta, com nove pontos, após os dois triunfos sobre Portugal. A Sérvia se recuperou do tropeço diante da Finlândia e subiu para seis pontos, em segundo. Portugal (5) e Finlândia (4) vêm na sequência. Também imagino que os dois classificados serão hermanos e sérvios.

No D, a Azzurra foi a 11 pontos após bater Cuba por 3 a 2 no último jogo da rodada. A Coreia, surpresa agradável até agora, bateu duas vezes a França e soma nove. A desfalcada Cuba, com quatro, e a França, zerada, parecem sem muita força para a disputa por vagas na fase final.

Block funciona e Argentina detona Sérvia pela Liga

domingo, 29 de maio de 2011

A nova geração argentina deu mostras do que pode fazer nesta Liga Mundial.

Depois da estreia com derrota para a Sérvia, o time comandado por Javier Weber deu o troco e fez 3 a 0 neste domingo, parciais de 25-21, 26-24 e 25-20.

O fundamento que mais impressionou no jogo dos hermanos foi o bloqueio, responsável por 13 pontos. E ele funcionou inclusive com o lado mais fraco: o levantador De Cecco teve quatro acertos.

Individualmente, Facundo Conte anotou 18 vezes, 14 delas no ataque.

Pelo lado sérvio, que pontuou apenas quatro vezes no block, o oposto Starovic marcou 11 pontos.

Argentinos e sérvios terminaram a rodada, no Grupo C, com três pontos. Portugal, que venceu duas vezes a Finlândia, lidera com cinco.

Vai começar a Liga Mundial. RX dos rivais do Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vai começar a Liga Mundial. Fiz uma pequena análise dos adversários do Brasil na competição. Muitos tops estão mudados após o Campeonato Mundial da Itália e usarão a competição como laboratório. E isso talvez ajude a Seleção, que tem uma base sólida. Mas a análise sobre o time de Bernardinho, que está no Grupo A, fica para outro post.

Grupo A

EUA
Stanley, Priddy, Lee, Holmes, Millar… Caras bem conhecidas do torcedor, mas que sofrem desde que Ball se aposentou. O time compensa a falta de talento do levantador com volume de jogo. Mas acho quase impossível repetir o título de 2008.

Polônia
Por receber as finais, vai usar a fase classificatória para fazer testes e montar o time. O italiano Andrea Anastasi inicia uma pequena reformulação, deixando fora Wlazly e Swiderski, por exemplo, tentando recolocar os polacos entre os quatro melhores da Liga, algo que não acontece desde 2007. Olho em Kurek, 2.05m de pura força.

Porto Rico
Difícil falar em ganhar experiência com o time titular com média de idade acima de 30 anos: Soto, Rivera, Berrios… Como gosta de falar Bernardinho, é a mina vagante do grupo.

Grupo B

Rússia
Outra seleção que mudou a comissão técnica após o Mundial. Sai o italiano Daniele Bagnoli e entra o local Vladimir Alekno, que já comandou esta geração em 2007 e 2008. Com perdão do trocadilho, a força está na força. Mikhaylov, Muserskiy (2,18m), Berezhko e até o “velhinho” Poltavsky. Bom ficar de olho neles!

Bulgária
Depois de ganhar tudo com o Trentino, Radostin Stoychev assumiu a seleção búlgara após o Mundial da Itália. É a principal novidade de um time que mantém a base com Kazyiski, Vladimir Nikolov e Zhekov. Apesar da talentosa geração, não fica entre os quatro primeiros da Liga desde 2006.

Alemanha
Um time alto (Kromm 2,12m, Bohme – 2,11m, Dunnes – 2,07m) e um técnico competente (Raul Lozano). Pode tentar atrapalhar um dos grandes da chave. 

Japão
Apenas dois jogadores com mais de 2,00m. No vôlei atual, faz muita diferença. Fará figuração.

Grupo C

Sérvia
Perder de uma vez só Nikola Grbic e Miljkovic não é fácil para nenhuma seleção do mundo. Na saída de rede, os sérvios contam com o bom Starovic.  Mas o problema é achar um levantador que possa suprir metade do que fazia Grbic. Será preciso dar tempo para a Sérvia provar em qual patamar vai se colocar agora.

Argentina
Bom ficar de olho na boa geração comandada por Javier Weber, que vai ganhando experiência e logo vai incomodar os grandes. De Cecco, Conte, Quiroga, Pereyra (reforço de Montes Claros), Uriarte têm talento de sobra. Vem de dois quintos lugares e pode beliscar uma semifinal desta vez.

Portugal
Volta à Liga como figurante, mesma função que tinha anos atrás.

Finlândia
Disputa a lanterna do grupo com os portugueses. Alguns bom jogadores, que jogam em ligas grandes da Europa e só.

Grupo D

Cuba
Vai começar a Liga bem enfranquecida, já que Simon, principalmente, e Leal, que foram punidos por suposta tentativa de fuga, eram titulares incontestáveis. O jovem Leon, que fará 18 anos em julho, terá de carregar o time nas costas. Mas não será surpresa aparecer mais uma ou duas boas revelações.

Itália
Mauro Berruto é a nova tentativa de criar uma outra geração vencedora na Azzurra. Mas ele terá trabalho, talvez mais do que teve no comando da seleção da Finlândia. Do time que vi perder para o Brasil em Roma, destaco dois jogadores: Zaytsev, filho da lenda russa, e Savani, novo capitão. É esperar e ver se Travica vai conseguir dar conta do levantamento e a torcida não ficará saudosa de Fei, Mastrangelo, Vermiglio…

França
Um jogador pode fazer a diferença: o oposto Rouzier. No Mundial, no duelo com a Itália, ele não jogou e fez muita falta. A França não tem outro jogador de decisão como ele.

Coreia
Como os japoneses, sofre com a falta de altura. Mas chama a atenção ter um atleta de 2,11m (Seop Kim), dez centímetros maior que o segundo mais alto do time. Se não for lanterna do grupo já será lucro.

Quem são os são favoritos para atrapalhar o caminho do Brasil?