Posts com a Tag ‘Argentina’

A primeira tarefa de Velasco

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O multicampeão Julio Velasco será apresentado hoje como novo técnico da seleção masculina da Argentina.

O hermano, que venceu quase tudo com a Itália na década de 90, já decidiu qual será sua primeira tarefa no novo emprego: ele viajará para acompanhar o Campeonato Sul-Americano, que começa hoje em Belo Horizonte.

Velasco vai ver de perto UPCN e Boca Juniors, os dois principais times argentinos do momento. Pode aproveitar ainda é pegar dicas com o compatriota Marcelo Mendez, técnico do Sada/Cruzeiro.

Coluna de domingo: Os hermanos de lá ignoram o hermano daqui

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Boa tarde a quem ainda não derretou neste verão. Está no ar a coluna Saque publicada neste domingo, 2/2, no LANCE!.

Há alguns meses acompanho, à distância, a crise vivida pelo vôlei argentino. Bem conhecido e respeitado aqui no Brasil, Javier Weber, que tinha um projeto até a Olimpíada de 2016, foi demitido de forma estranha da seleção masculina.

Boicote de jogadores, influenciado por craques históricos do vôlei local, puxada de tapete, intrigas, empréstimo de dinheiro do técnico para a federação realizar competições (!?!)… Enredo suficiente para uma novela com vários capítulos.

Com Weber fora, nomes vão e voltam ao noticiário como favoritos à vaga. Vale lembrar que estamos em fevereiro e o Campeonato Mundial da Polônia, que terá presença da Argentina, começará em agosto. Ou seja, planejamento não é o forte dos nossos vizinhos (imaginam se isso acontece por aqui?).

E o que mais me surpreende é não ver Marcelo Mendez entre eles. O argentino já ganhou tudo (tudo mesmo) pelo Sada/Cruzeiro nos últimos três anos: Mineiro, Copa Brasil, Superliga, Mundial… Um currículo que deve invejar os melhores treinadores do planeta na atualidade. Mas isso parece não comover os dirigentes hermanos.

Basta conversar com pessoas próximas ou até mesmo rivais do Sada para ficar ainda mais confuso com tal incoerência dos cartolas argentinos. Marcelo é elogiado pela capacidade de comando (trato com as pessoas, gestão de grupo, liderança), além de ter experiência internacional com seleções e ser um estudioso do esporte. Poderia e mereceria uma chance da Federação Argentina.

Como diz o ditado popular, muitas vezes a solução para os nossos problemas está mais próxima do que parece. Para os hermanos, tenho certeza de que está mesmo.

Brasil conhece rivais no Pré-Olímpico feminino. Nada preocupante

quinta-feira, 29 de março de 2012

A Seleção Brasileira feminina já sabe quem precisará superar para ficar com a vaga sul-americana na Olimpíada de Londres.

O time de José Roberto Guimarães jogará em São Carlos, interior, de São Paulo, entre 9 e 13 de maio, contra Colômbia e Uruguai, na primeira fase. Sairá em primeiro lugar, sem qualquer problema, para enfrentar o segundo da chave entre Argentina, Peru e Chile.

Na final, o vencedor vai carimbar o passaporte olímpico.  Já a equipe que terminar com o vice no Pré-Olímpico ainda terá outra chance. Em junho, poderá disputar o Pré-Olímpico Mundial, entre os dias 19 e 27 de maio, no Japão, e disputará umas das três vagas contra equipes dos demais continentes.

Como dizem os italianos, Brasile K.O

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Após um tie-break eletrizante, a Seleção Brasileira masculina sofreu sua primeira derrota na Copa do Mundo, diante de uma guerreira Itália, parciais de 25-16, 20-25, 18-25, 25-21 e 22-20.

Para deixar o revés ainda mais doloroso, o Brasil desperdiçou três match points no set decisivo. O resultado fez o time cair para o terceiro lugar, com sete pontos, dois a menos do que Rússia (fez 3 a 0 nos EUA e está jogando bem) e Polônia (bateu a Argentina por 3 a 1).

Nesta madrugada, a Seleção não conseguiu parar o oposto Lasko, que terminou o jogo com 27 acertos. Bernardinho apontou o canhoto como diferencial do duelo. Nos fundamentos, o Brasil ficou atrás da Azzurra no bloqueio (16 a 10) e no saque (9 a 5).

Não vejo esssa derrota como como tragédia, como já li e ouvi na redação do LANCE! hoje. Essa geração já se cansou de ganhar jogos apertados pela diferença mínima. Só é preciso saber digerir agora o doído revés, pois a ingrata tabela da Copa reserva uma verdadeira decisão na próxima rodada para o Brasil. Na quinta, duelo contra os russos. Manter-se na briga pelo título passa pela reabilitação.

Sobre a atuação do Brasil, destaco os 17 pontos feitos pelo central Sidão (12 no ataque, três no bloqueio e dois no saque) e sinto falta de uma maior presença do Murilo, que anotou apenas nove, com pouco mais de 22% de aproveitamento no ataque.

Título sul-americano valeu pela seriedade brasileira

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sem qualquer susto, a Seleção Brasileira feminina cumpriu sua obrigação e conquistou o Sul-Americano, disputado em Lima, no Peru.

Na final, atropelou a Argentina, parciais de 25-10, 25-7 e 25-17. Jaqueline, com 14 pontos, foi a maior anotadora.

O aspecto que deve ser ressaltado após o previsível título é que o Brasil demonstrou seriedade no decorrer da competição. Às vezes é difícil um time amplamente favorito não se acomodar e levar um susto qualquer na campanha. Pelas parciais da final, percebe-se que as hermanas, que haviam batido o Peru na semifinal, não tiveram qualquer chance de assustar as brasileiras. E foi assim contra todas as demais e frágeis adversárias.

Fora isso, Zé Roberto sabe que analisar atuações individuais merece sempre um peso menor justamente pelo nível dos rivais enfrentados. Ele terá algumas definições importantes para fazer no elenco, caso tenha todas as jogadoras disponíveis para a convocação.

Fora isso é preparar fisicamente o  time para a maratona da Copa do Mundo, o campeonato mais desgastante do calendário da FIVB, com 11 partidas em 15 dias, no Japão. Faltando os dois convidados que serão anunciados esta semana pela Federação, os demais participantes da Copa serão Japão, Sérvia, EUA, China, Alemanha, Quênia, Coreia, Argélia e República Dominicana.

Agora começa o Sul-Americano que presta

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Finalmente poderemos ver algum jogo que realmente preste no Sul-Americano masculino, em Cuiabá.

No sábado, o Brasil pegará a Venezuela, país que já deu trabalho nos últimos anos, mas que atualmente tem uma geração mais fraca do que a liderada por Harry Gomez. Ainda assim, a seleção de Hugo Chavez tem nível para, ao menos, participar de uma competição internacional, bem diferente de Chile, Paraguai, Uruguai, essas babas que estão em Cuiabá apenas como figurantes.

Vitória verde-amarela por 3 a 0 parece mais do que certa. Qualquer coisa diferente me surpreenderá.

Aí sim, no domingo, o único jogo de que se espera algum equilíbrio para o Brasil: o clássico com a Argentina. Um rival que vem evoluindo sob o comando de Javier Weber, que faz um trabalho de base elogiável e que possui jogadores talentosos, fazendo com que os hermanos voltem a ter representatividade no cenário mundial.  Um teste que vale ser visto, já que Bernardinho tem observado algumas mudanças já em vista da Copa do Mundo.

Brasil made in Brazil

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Peço licença aos fãs do vôlei que visitam este espaço para publicar a coluna que escrevi no LANCE!, hoje, sobre futebol, no espaço que antes era preenchido pelo José Roberto Wright.

Quatro jogadores do São Paulo, três de Flamengo, Internacional e Santos, dois de Botafogo, Corinthians, Vasco, além de mais um cada de Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras, Atlético Mineiro e Grêmio.

Com representantes de 12 clubes nacionais, a Seleção Brasileira vai enfrentar a Argentina, no dia 14, em Córdoba.

É engraçado como a paixão do torcedor pelo time do coração transforma em especial uma simples convocação para um amistoso. Cada vez mais acostumado a ver a Seleção ser composta por jogadores de Shaktars, Fenerbahçes e CSKAs da vida, o brasileiro ficou ansioso antes da lista divulgada por Mano Menezes ontem, após a vitória por 1 a 0 sobre Gana.
A primeira reação é saber quantos jogadores do clube que torce foram chamados:

– Não disse para você que teríamos muitos convocados?

Depois, faz a conta dos principais rivais, para tirar onda dos amigos:

– Seu time teve apenas um convocado? Dá uma olhada aqui no meu.

O passo seguinte é analisar se a convocação foi merecida ou não:

– Quando ele estava jogando bem, Mano não o convocava. Vai chamar agora? Não entendo os critérios dele.

E, para completar, reclama que o time pode ser prejudicado no restante do Campeonato Brasileiro.

– Vai levar esse monte de jogadores só para nos tirar da briga pela Libertadores – reclama, antes de saber que neste clássico sul-americano não haverá confronto de datas com o torneio nacional (não é tão difícil conciliar os dois, né, Dona CBF!).

Mas fica claro, numa situação como essa, que nós, torcedores de futebol (nunca excluo os jornalistas deste grupo), somos complexos demais. Reclamamos que a Seleção perdeu a identidade pois passou a ser “dominada“ pelos estrangeiros. Nas últimas Copas, são raros os casos de “brasileiros” convocados, é verdade. Defendo a tese do afastamento entre torcedor e o time pentacampeão, mas não simplesmente por esse motivo. Não se esqueçam de Ricardo Teixeira e sua trupe. Mas falar sobre escândalos e denúncias não é o mote desta coluna.

Quis mostrar como é bom ver os nossos jogadores, aqueles que xingamos ou aplaudimos nas rodadas de meio e fim de semana do Brasileirão, com a possibilidade de vestir a Amarelinha.

Valoriza-se a categoria de base que ajudou a lançar Casemiro no São Paulo, por exemplo. Valoriza-se o olho clínico do Corinthians para buscar Paulinho no Bragantino ou o do Botafogo, que pegou o então desconhecido Cortês no Nova Iguaçu, após o fim do último Campeonato Carioca. Valoriza-se o esforço do Flamengo para contratar R10 e Thiago Neves. Valoriza-se o esforço do Santos para manter Neymar. Valoriza-se os já experientes Kléber e Renato.

Por fim, valoriza-se a Seleção Brasileira, um patrimônio nacional que não é tratado como deveria no país do futebol.

Itália, Rússia e EUA lideram grupos no GP

sábado, 6 de agosto de 2011

A segunda rodada do Grand Prix terminou com a vitória mais difícil do que o imaginado da Itália sobre a Argentina por 3 a 1, parciais de 25-17, 23-25, 25-20 e 25-18, neste sábado, em Bydgoszcz, na Polônia.

Vale destacar a presença da argentina Costagrande jogando pela Itália. Ela saiu do banco e fez apenas cinco pontos. A maior anotadora italiana foi Bosetti, com 15 pontos.

A Azzurra lidera o Grupo A, com duas vitórias. Ela foi beneficiada pela derrota das donas da casa para a República Dominicana, dirigida pelo brasileiro Marcos Kwiek, no tie-break, parciais de 21-25, 25-17, 26-24, 23-25 e 18-16.

No Grupo B, a Rússia segue com 100% de aproveitamento após o óbvio triunfo sobre o Peru em sets diretos (25-12, 25-9 e 25-14). A segunda posição é da Tailândia, que surpreendeu Cuba com vitória de virada no tie-break, parciais de 23-25, 17-25, 28-26, 25-23 e 15-10. Nesta madrugada, russas e tailandesas jogam pela ponta.

Já pelo Grupo D, a liderança é dos EUA, com cinco pontos, após a vitória fácil sobre o Cazaquistão por 3 a 0. A segunda posição é da Sérvia, que fez 3 a 1 na China, agora em terceiro, com três pontos, parciais de 25-21, 23-25, 25-21 e 25-18.

Um clássico com ingredientes de clássico. E o vencedor de sempre

sábado, 9 de julho de 2011

Um jogo equilibrado, com o set mais longo da competição, repleto de lances polêmicos, com um pouco de provocação e o resultado lógico: Brasil vencedor.

Assim o clássico sul-americano contra a Argentina pode ser resumido, a grosso modo, pela semifinal da Liga Mundial. O triunfo dos eneacampeões pode parecer fácil por ter acontecido em sets diretos. Mas as parciais de 25-22, 42-40 e 25-23 provam o contrário.

O jovem, talentoso e bem dirigido time argentino tem um futuro promissor. Precisa, inicialmente, se acostumar com jogos decisivos, que dependem dos detalhes e que muitas vezes caem no colo dos experientes.

O fantástico segundo set é uma prova disso. Javier Weber vai reclamar, e com razão, de uma marcação do árbitro húngaro Bela Hobor, após um ataque para fora do Brasil, que foi marcado como desvio no bloqueio hermano. O lance daria a vitória na parcial para a Argentina. Ter o placar apontando 1 a 1 poderia ter dado contornos mais dramáticos ao jogo. os árbitros e seus auxiliares erraram em outras ocasiões também. Mas a falha pontual no set point argentino não pode ser minimizada. O estrago no psicólogico de quem é prejudicado sempre é grande.

Erros à parte, virtudes também devem ser elogiadas. A primeira é a afirmação do oposto Théo, que ganhou a posição do gigante Leandro Vissotto e virou homem de confiança de Bruninho. Ele terminou a semifinal com 23 pontos, sendo 20 deles no ataque. Durante um set e meio ele teve 100% de aproveitamento no fundamento.

Com Théo em alta, Bruninho não precisou explorar tanto os pontas Giba e Murilo, protagonistas em outros jogos. O camisa 8, por exemplo, tem mais importância para o volume do jogo do time, atualmente, do que para desequilibrar ofensivamente.  O levantador, na final, precisará arriscar mais com os centrais, ainda mais quando o passe está nas mãos.  Lucão e Sidão serão válvulas de escapa importantíssimas.

Outro ponto positivo a ser ressaltado foi a mudança de atitude do saque brasileiro. Após muitos erros, ele passou a ser feito taticamente, minando o passe argentino e tirando a bola da mão do excelente De Cecco. O ex-levantador Maurício, atual dirigente da Medley/Campinas, deve lamentar até agora não ter conseguido fechar com o hermano para a próxima Superliga. Ainda do lado dos rivais, o ponta Facundo Conte merece aplausos. Ele é diferenciado, tem 1,98m, bom passe, saca bem e é inteligente no ataque. Marcou 20 pontos e com a certeza de que irá se transformar em protagonista no cenário internacional.

Agora para o Brasil é esperar a disputa pelo deca, em sua 12ª decisão. Para a Argentina, o bronze será um prêmio de consolação a ser muito festejado.

Brasileiros analisam os rivais argentinos

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bernardinho
– A Argentina vem sendo um dos melhores times da competição. Eles apresentaram um grande crescimento nos últimos anos, sob comando do Weber, e conseguiram ótimos resultados nas categorias de base com estes jogadores.

Giba
– É um time que tem muito volume de jogo, então precisaremos ter muita paciência para aguardar o momento certo de definir as jogadas. São jogadores jovens, comandados por um ótimo treinador, e que certamente jogarão muito motivados.

Leandro Vissotto
– (Conte) É um jogador novo, que cresceu bastante quando foi atuar no voleibol italiano. É o principal jogador do time argentino e precisaremos ter bastante atenção com ele.