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Arquivo da Categoria ‘Grand Prix’

Campinas receberá jogos do Grand Prix

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A FIVB divulgou nesta sexta-feira mais detalhes sobre o Grand Prix. Para os brasileiros, a notícia mais importante foi a definição de Campinas (SP) como sede da etapa verde-amarela da competição.

A etapa campineira acontecerá entre 2 e 4 de agosto e contará com seleções de respeito. O time de José Roberto Guimarães irá enfrentar Rússia, Estados Unidos e Polônia.  Ao dar uma olhada nos demais grupos, creio que este seja o mais forte de toda a primeira fase.

A cidade do interior paulista está com moral após a entrada de Ary Graça Filho na entidade. Anteriormente, Campinas havia sido escolhida como sede das finais da Copa do Mundo de vôlei de praia, nova competição que acontecerá no fim de maio e contará com dez países em cada naipe (masculino e feminino).

Grand Prix 2013 incha e expande fronteiras da Ásia

domingo, 2 de dezembro de 2012

Seguindo os passos da Liga Mundial, o Grand Prix também “engordou” para 2013.

O torneio feminino passará a contar com 20 participantes, quatro a mais do que o habitual. Assim, tradicionais seleções ganharam convite: Itália, Rússia, Turquia e Alemanha foram agraciadas pela FIVB, deixando a competição bem mais acirrada. Falta a definição apenas do representante africano.

O Brasil, que receberá um dos grupos na primeira semana de disputas, entre 2 e 4 de agosto, conheceu seus rivais. Em casa, vai duelar com Estados Unidos, Rússia e Polônia. Pelo jeito vai valer a pena pagar ingresso.

Na semana seguinte, a Seleção jogará em Porto Rico contra as caribenhas, Bulgária e República Dominicana. Na terceira semana, entre 16 e 18 de agosto, viagem para o Cazaquistão, para duelar, além das donas da casa, com Cuba e Holanda.

As finais da competição serão no Japão, entre 28 de agosto e 1 de setembro, entre os cinco melhores colocados e as japonesas.

Uma boa notícia é a descentralização das sedes. A Ásia não tem mais o “domínio” do GP. Dos 15 grupos, oito acontecerão na Europa/América e sete no continente asiático.

 Esse, inclusive, sempre foi um pedido do Brasil, que reclamava do desgaste e da falta de estrutura de algumas sedes.

Coluna de segunda: Yes, existe um favorito ao ouro olímpico

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Não. Ele não é o Brasil. Vice-campeã do Grand Prix, a Seleção Brasileira feminina de vôlei terá de desbancar o favoritismo dos Estados Unidos para conquistar em Londres o bicampeonato olímpico.

A prova final da força americana no atual cenário mundial foi dada neste domingo, com a conquista do Grand Prix. 14 vitórias em 14 jogos, nove delas por 3 a 0. Os cinco últimos triunfos, já na fase final em Ningbo (CHN), foram obtidos pelo time reserva, já que as titulares foram poupadas (e são nomes de peso, como Tom, Hooker, Larson, Akirandewo, Berg) e ficaram treinando para a Olimpíada. Contra o Brasil, dois duelos: 3 a 1 em São Bernardo do Campo – com as melhores em quadra -  e 3 a 2 na fase final.

Preocupante, ainda mais se for levado em consideração que José Roberto Guimarães convive com a instabilidade de diversas jogadoras e hoje não tem definida uma equipe-base. A formação titular inicial mostrou-se frágil em vários fundamentos e várias atletas perderam espaço nas últimas partidas, casos de Fabíola, Jaqueline e Fabiana. Como já escrevi aqui semanas atrás, não gostaria de estar na pele do treinador neste momento.

Voltando ao tema da coluna, este foi o terceiro título seguido do time muito bem dirigido por Hugh McCutcheon, mostrando uma hegemonia neste ciclo olímpico. O neo-zelandês de nascimento, inclusive, poderá igualar em Londres um feito de Zé Roberto, único campeão olímpico como técnico de homens (1992) e mulheres (2008). O comandante americano venceu os Jogos de Pequim no masculino, batendo exatamente o Brasil.

Essa pedra no sapato verde-amarelo tem muitos méritos na formação desta máquina yankee de ganhar. Impressionam o volume de jogo, a obediência tática e a quantidade de jogadoras que estão atuando bem, pouco menos de um mês antes da abertura da Olimpíada.

Se o final de alerta para o Brasil já estava aceso antes das finais do GP, ele ganhou uma intensidade ainda mais forte agora.

 

Deu Estados Unidos

domingo, 1 de julho de 2012

A Net me deu uma trégua e o sinal de internet reapareceu aqui. O mais óbvio aconteceu na última rodada do Grand Prix. Vitória das invictas americanas sobre a China e título incontestável.

Estou escrevendo minha coluna (excepcionalmente será publicada nesta segunda-feira, no LANCE!) sobre esta equipe dos Estados Unidos, favorita ao ouro em Londres. Depois postarei para vocês.

O Brasil fez sua parte ao vencer a Turquia por 3 a 1 e garantiu o vice-campeonato. Depois de tamanha instabilidade durante a competição, o time mostrou mais consistência nos jogos finais, deixando claro que tem potencial, mas muito coisa a melhorar.

Se Zé Roberto queria tirar dúvidas para a Olimpíada, talvez vá deixar Ningbo com ainda mais interrogações. Fernandinha, que era até outro dia a terceira opção, será titular? Adenízia ganhou de vez a vaga da então capitã Fabiana? Garay e Paula serão as pontas titulares? Vale a pena levar duas líberos?

Como escrevi em minha coluna semanas atrás, não gostaria de estar na pele do técnico.

Time mantido e 3 a 0 na Tailândia

sábado, 30 de junho de 2012

Com as mesmas alterações no time titular que venceu Cuba, o Brasil voltou à quadra neste sábado, em Ningbo, e ganhou novamente por 3 a 0. Desta vez, sobrou para a Tailândia, parciais de 25-20, 25-23 e 25-14, resultado que mantém a chance de título para a Seleção na última rodada do Grand Prix.

Zé Roberto manteve Fernandinha, Adenízia e Fernanda Garay na equipe. E a resposta foi positiva. Me parece muito claro que a definição do time para a Olimpíada vai precisar levar em conta muito mais o momento, a um mês do início da competição, do que o histórico do trabalho realizado durante todo este ciclo.

As três jogadoras estão em momento melhor do que as então titulares: Fabíola, Fabiana e Jaqueline. Vão me dizer aqui mais uma vez que a Tailândia não é parâmetro, assim como Cuba não foi. Não concordo. Os rivais não são logicamente do nível de Rússia e Itália, por exemplo, mas neste momento servem para que avaliações específicas sejam feitas.

Analisando os números, o bloqueio, desta vez, foi o grande fundamento brasileiro, com 15 pontos marcados. Adenízia, com três, foi a melhor. Na véspera contra Cuba, o saque havia tido destaque. O ponto negativo, outra vez, foi o passe. Instável em grande parte do jogo, ele foi se estabilizando. Mas ainda inspira muitos cuidados.

Cabe uma outra observação sobre o jogo. Com a saída de Fabiana, Sheilla virou a capitã do time. Hoje, voltou a ser  a maior pontuadora, com 15 pontos (13 no ataque e dois no bloqueio). Ok. Vão me dizer que a oposto ainda está distante das atuações anteriores, blá, blá, blá… Mas ela é uma das titulares que vem crescendo durante a competição, pelo menos ao ponto de se garantir na escalação, já que agora convive com a sombra de Mari.

Na última rodada, nas contas pelo título, o Brasil precisará vencer a Turquia e torcer por tropeço das reservas dos EUA contra a China. Difícil, quase impossível pela regularidade mostrada pelas invictas americanas, mesmo com as reservas em Ningbo.

 

Vitórias que dão um certo alívio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fala, pessoal! Tudo bem?

Antes de tudo, uma explicação para quem não me segue no Twitter. Na quinta-feira, passei todo o dia no 1º Encontro de Jornalismo Esportivo das Américas, o que me impossibilitou de ver a vitória do Brasil sobre a China e consequentemente atualizar o blog.

E admito ser um alívio voltar a escrever aqui após duas vitórias brasileiras na fase final do Grand Prix. O triunfo de hoje sobre Cuba, em sets diretos (25-17, 25-12 e 25-14), foi categórico e emblemático.

Categórico pelas parciais, que deixam claro o domínio sobre as caribenhas. Como dito na fase anterior, Cuba tem um time forte fisicamente, como faz parte de sua escola, mas bem pior tecnicamente e que erra demais em comparação às gerações vencedoras das décadas passadas. Hoje não foi diferente (veja números abaixo).

Emblemático por ter acontecido após Zé Roberto modificar a equipe titular. Fernandinha jogou no lugar de Fabíola, Adenízia entrou na vaga de Fabiana e Garay substituiu Jaqueline. As três antigas titulares realmente deixaram muito a desejar em alguns jogos, marcados pela instabilidade em quase todos os fundamentos. Já as ex-reservas tiveram atuações bem mais regulares contra as cubanas.

O fundamento que funcionou com perfeição foi o saque, com 12 pontos. Adenízia marcou cinco deles, Fernandinha, três.  Importantíssimo também o número de erros da Seleção nos três sets: apenas quatro. Para comparar, Cuba deu 28 pontos de graça para o Brasil.

Zé ainda foi além nos testes. Apenas uma líbero em quadra: Fabi. Mari, Dani Lins e Juciely foram titulares no terceiro set. A oposto, por exemplo, fez quatro pontos, um a menos do que Sheilla, que atuou nas primeiras parciais.

O Brasil ainda está na briga pelo título com as reservas americanas, que mais uma vez mostraram força e venceram a Turquia, de Marco Aurélio Motta, por 3 a 1. Porém, ainda bato na mesma tecla: tirar as dúvidas que restam para Londres e encontrar um time titular serão os maiores legados deste Grand Prix.

Brasil 2 x 3 Estados Unidos B. Comentem!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A velha instabilidade de sempre marcou a derrota da Seleção Brasileira feminina para o time B americano, no tie-break, parciais de 25-19, 25-20, 20-25, 13-25 e 15-13, na abertura da fase final do Grand Prix.

Volto a escrever: é preocupante.

Mesmo sem Tom, Hooker, Berg, Larson, entre outras, os Estados Unidos possuem um time de respeito, tanto que Haneef e Danielle Scott são reservas. Mas era obrigação brasileira ganhar, por estar com sua força máxima.

Os dois primeiros sets foram abaixo da média. Ataque pouco eficiente, um passe instável e domínio americano. Zé trocou Paula Pequeno por Fernanda Garay. Pouco continuou.

No terceiro e quarto sets, com a mesma base titular, o Brasil reagiu. O resultado da parcial que levou o duelo para o tie-break foi categórico. Sheilla fez uma das suas melhores partidas na temporada (22 pontos no total). Ao menos uma boa notícia.

O tie-break deu a impressão de seguir os sets anteriores. Mas as americanas viraram no fim. Não vejo a derrota como fim da chance de título do GP, mas isso é o que menos importa no atual momento.

Falta um mês para os Jogos Olímpicos. Ainda é possível melhorar, mas o tempo está se esgotando.

Seleção pode resgatar “jogo perdido” nas finais do GP

domingo, 24 de junho de 2012

O Brasil está na fase final do Grand Prix. E com uma atuação convincente (finalmente!) na vitória por 3 a 0 sobre a China, parciais de 25-20, 25-22 e 25-19.

Em Ningbo, também em território chinês, o time disputará o título contras as donas da casa, Estados Unidos, Turquia, Tailândia e Cuba, entre 27 de junho e 1 de julho. Tirando as americanas, que passearam, possuem um elenco de respeito e são candidatas ao ouro olímpico, os demais são bem “ganháveis”, mesmo com o Brasil ainda longe de convencer.

Pontos positivos da apresentação da brasileira: o saque fez muitos estragos na recepção chinesa, nesta manhã. Em alguns momentos do jogo, parecia que do outro lado da quadra estava um time amador, tamanha a dificuldade de receber os passes de Thaisa, Sheilla, Jaqueline & Cia. Isso facilitou a vida do bloqueio, que marcou 13 pontos, bom número em apenas três parciais.

Vale registro também o teste feito por Zé Roberto, revezando Fabi e Camila Brait. Cada vez mais acredito que as duas estarão na lista para a Olimpíada, caso Natália não se recupere.

Os cinco jogos da fase final serão importantes para que o time resgate de vez a confiança e para que o técnico tire as dúvidas que restam para Londres.

Esqueçam as contas

domingo, 24 de junho de 2012

Corrigido

Ou o Brasil vence a China, nesta manhã,  ou estará eliminado na primeira fase do Grand Prix.

Na abertura da última rodada, Cuba e Alemanha, rivais diretos pela classificação, fizeram sua parte, forçando o time de Zé Roberto a ganhar, independentemente do placar.

As cubanas se garantiram com o triunfo sobre Porto Rico por 3 a 0. Já a Alemanha botou pressão no Brasil com a vitória por 3 a 1, de virada, contra o time misto da já classificada Turquia.

Domingo decisivo para a Seleção feminina

sábado, 23 de junho de 2012

O Brasil cumpriu a obrigação de vencer a frágil seleção de Porto Rico por 3 a 0, na manhã deste sábado.

O resultado deixou o time de José Roberto Guimarães em quinto lugar, com 16 pontos, empatado com Cuba. Hoje, seriam as duas últimas classificadas para a fase final do Grand Prix. Estados Unidos, Turquia, Tailândia e China (sede da decisão) já estão garantidas.

Alemanha e Polônia, ambas com 15 pontos, brigam com brasileiras e cubanas pelas vagas remanescentes.  Na última rodada da fase de classificação, os duelos serão: Brasil x China, Cuba x Porto Rico, Alemanha x Turquia e Itália x Polônia. A única molezinha será das cubanas no clássico caribenho.

Apesar de jogar em casa e estar invicta na competição, a China não é mais o bicho-papão do passado. Temo mais a instabilidade atual do Brasil do que o adversário.  3 a 0 e 3 a 1 garantem a vaga brasileira. Vencer no tie-break, o que mais este time fez até agora, pode levar a decisão para os critérios de desempate.

Nos confrontos europeus, a surpreendente Turquia de Marco Aurélio Motta é favorita diante das germânicas, time com volume de jogo e boas atacantes. Já Polônia e Itália fariam um jogo equilibrado, caso a Azzurra estivesse com sua força máxima. Por estar muito desfalcada, a Itália não deve ser páreo para as polonesas.E aí mora o perigo para o Brasil.

Um detalhe importante: os jogos BRA x CHN e ITA x POL acontecerão quase simultaneamente, o que impedirá que alguém jogue sabendo o resultado que interessa para a classificação.