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Arquivo da Categoria ‘Coluna’

Coluna de domingo: Que inveja boa dos americanos

domingo, 16 de junho de 2013

Coluna Saque publicada no LANCE! neste domingo, 16 de junho.

Miami Heat e San Antonio Spurs decidem atualmente o título da temporada 2012/2013 da NBA. Craques nacionais e estrangeiros na disputa, arenas modernas e sempre lotadas, variedade de produtos à venda para torcedores, organização de primeiro mundo… Poderia usar toda a coluna de VÔLEI para falar sobre o exemplo que a NBA dá para o mundo. Mas vou me ater em apenas um ponto: a fórmula das finais.

Como é bom ver o título de um campeonato longo (não falo de Olimpíada, Campeonato Mundial) ser decidido em um playoff. O formato, lá em melhor de sete jogos, permite a alternância, possibilita que um time possa se recuperar. Nada se decide em uma única noite, que pode ser atípica para quem já disputou outras 90 partidas para estar ali. Assim se vê LeBron James mostrando que uma atuação ruim acontece até com os gênios. E com 35 pontos no dia seguinte é possível voltar ao patamar dos monstros sagrados do esporte, levando emoção à final.

Mesmo que fosse uma série em melhor de cinco ou até melhor de três, eu já acharia mais justo do que o tal jogo único. Cada vez que vejo uma disputa assim lamento a cultura que está sendo implantada no Brasil. Para ter a transmissão da Rede Globo, aceita-se o tal modelo. Infelizmente, Superliga e NBB, nossas principais ligas poliesportivas, já se renderam ao modelo vigente. São reféns na concorrida grade da emissora.

As mudanças no calendário do vôlei nacional para a temporada 2013/2014 são elogiáveis. CBV, clubes, jogadores e técnicos estão juntos, discutindo melhorias. Uma pena que o maldito jogo único na final tenha sido mantido.

Estou vivo!

sábado, 15 de junho de 2013

Galera, foi mal pelo sumiço dos últimos dias. A única e exclusiva culpada é a Copa das Confederações. Podem xingá-la à vontade.

Acabei de escrever minha coluna Saque deste domingo, 16 de junho. Vou adiantar o tema aqui para saber se tenho apoio da maioria dos leitores.

Quem gosta de final em jogo único na Superliga levanta a mão? E explique-se também!

 

Coluna de domingo: Um campeão que afasta a desconfiança

domingo, 9 de junho de 2013

Pessoal, boa tarde. Está no ar a coluna Saque publicada neste domingo, 9 de junho, no LANCE!.

Empresas de Eike Batista perdem milhões de reais e ele despenca na lista das pessoas mais ricas do mundo. As informações acima foram destaque no noticiário econômico nos últimos meses e, por pouco, não fizeram com que o RJX, campeão da última Superliga masculina, fechasse as portas.

O título nacional impediu que o time fosse desfeito, mas Eike fechou a carteira e cortou parte do investimento. Estima-se, no mercado, que a verba, que já beirou R$ 15 milhões/ano, tenha caído 40%. E assim o temor passou a ser uma debandada dos principais atletas, já que apenas o Sesi possui salários tão altos para selecionáveis no país. E nem isso aconteceu.

Dirigentes do time conseguiram aporte de outras empresas e diminuíram em parte o “prejuízo”. Agora, com o elenco do RJX praticamente fechado para a temporada 2013/2014, arrisco a dizer que o time está tão bom quanto o que venceu a Superliga.

Entre os titulares, o levantador Bruninho, o ponta Thiago Alves, o líbero Mario Júnior e o central Riad foram mantidos. O oposto Theo foi para a Itália e será substituído por Leandro Vissotto. O RJX, então, passa a ter o titular da Seleção nesta posição e, em tese, sai ganhando. A perda de Lucão para o Sesi deverá ser muito sentida, mas a aposta em Maurício foi correta. Ele fez boa Superliga pelo Minas e merecidamente foi convocado por Bernardinho para a Seleção. Por fim, Dante não renovou e o RJX já chegou a um acerto com Murilo, que se recupera de uma cirurgia no ombro. Ele perderá o início da temporada, mas deverá estar saudável para os playoffs. Ou seja: os cariocas chegarão fortes na luta pelo bi.

Coluna de domingo: Como a Alemanha venceu o Brasil na praia

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Para quem não leu a coluna Saque na edição impressa ou digital do LANCE! do último domingo. Aproveitei a passagem pela Alemanha para descobrir como os dirigentes locais transformaram a estrutura do vôlei de praia nos últimos anos.

Na sexta-feira pude ver com meus próprios olhos o modelo esportivo que a Alemanha montou para fabricar campeões olímpicos e mundiais. Dois deles (Brinck e Reckermann), inclusive, tirando o ouro do Brasil no torneio masculino de vôlei de praia em Londres-2012.

Passei quatro horas no Centro Olímpico de Treinamento de Berlim, o maior dos 19 que a potência europeia possui. Lá são praticados 23 esportes (por profissionais – cerca de 500 – e jovens talentos selecionados na cidade). Os mais modernos equipamentos para prevenção e tratamento de contusões também chamam a atenção. Para que vocês tenham uma noção da importância que a Alemanha dá para o setor, o orçamento dos esportes de elite gira em torno de R$ 400 milhões por ano.

A instalação mais nova do complexo, fundado em 1987 na parte da antiga Alemanha Oriental, é usada pelos atletas de vôlei de praia. Ela foi construída antes da Olimpíada de Pequim, com um custo de R$ 10 milhões, sendo um terço apenas para limpar o solo de bombas, já que o local era uma área militar no passado. O local consiste em três quadras cobertas, permitindo treinamentos no rigoroso inverno alemão, além de outras quatro ao ar livre. Cada uma das cobertas possui um tipo de areia: a usada nos Jogos de 2008 e no de 2012 e a mais comum no Circuito Mundial.

E eles dizem que ainda não atingiram o auge. Temos de tême-los?

Coluna de domingo: Brasil Kirin entra de vez no vôlei

domingo, 19 de maio de 2013

Coluna Saque publicada neste domingo, 19/5, no LANCE!, sobre a entrada de um novo patrocinador no vôlei nacional.

Substituição na equipe masculina de vôlei de Campinas. Sai a Medley, uma das grandes da indústria farmacêutica do país, entra a Brasil Kirin, braço nacional de uma das maiores empresas de bebidas do planeta.

A gigante japonesa Kirin, que comprou a totalidade das ações do Grupo Schincariol no fim de 2011, por mais de R$ 2 bilhões, resolveu voltar a investir no esporte. Em 2011, por intermédio da marca de água Schin, o grupo se transformou em fornecedor oficial da CBV, patrocinando a Seleção e a Superliga, além de competições de vôlei de praia.

Segundo dados do mercado de cerveja no país, a Brasil Kirin, com as marcas Devassa, Nova Schin, Cintra, entre outras, ocupa a terceira posição, com fatia de aproximadamente 10%, em um universo que movimenta 800 milhões de litros por mês. Não estamos falando de números modestos.

Um evento, provavelmente nesta semana, irá formalizar a parceria. É possível que a Brasil Kirin dê nome ao time, sem apostar especificamente em um dos seus produtos. Os valores do acordo, fechado até 2017, são mantidos em sigilo. Mas, ao analisar os primeiros movimentos de Campinas no mercado de atletas, percebo que o aporte irá possibilitar que o time brigue para ficar entre os melhores do país. Ponto para Maurício Lima, ex-levantador bicampeão olímpico, e diretor esportivo do projeto.

Um dos primeiros reforços é o ponta João Paulo Tavares, que estava no Panasonic Panthers, do Japão, e tem no currículo o título mundial com a Seleção em 2010. O líbero Alan, outro que fez parte do elenco campeão na Itália três anos atrás, será um dos remanescentes da temporada passada. Sem o técnico Marcos Pacheco, que assumiu o Sesi, o comando da equipe será de Alê Rivetti, até então assistente técnico.

 

Coluna de domingo: Em crise, Itália quer calar a imprensa livre

domingo, 5 de maio de 2013

Coluna Saque deste domingo, 5/5, no LANCE!. Minha opinião sobre a covardia que vem da Itália.

Para “defender o prestígio, a reputação e a imagem” do decadente Campeonato Italiano feminino, os dirigentes da Liga local iniciaram uma cruzada jurídica contra o principal site especializado em vôlei do país, o Volleyball.it. Os “competentes” cartolas – que ano após ano veem times fechando as portas, abandonando os torneios durante a disputa e dando calotes em técnicos e atletas – entraram com uma ação no Tribunal de Milão contra o jornalista Luca Muzzioli, fundador e editor responsável pelo portal, exigindo a bagatela de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 5,2 milhões) pelos danos ao combalido torneio.

Repito neste nobre espaço no LANCE! algumas linhas do post que escrevi no meu blog no LANCE!Net, na sexta-feira. Aqui no Brasil, isso se chama tentativa de censura. Nada mais do que isso. Políticos e dirigentes costumam ter certa dificuldade com a imprensa livre, aquela que revela bastidores, que não aceita discurso oficial, que mostra para o público ângulos obscuros de decisões/medidas.

A Itália vive uma grave crise financeira, que mina pouco a pouco a moeda única do continente europeu. Mais do elevadas taxas de desemprego, falência de empresa e esfacelamento político, o país vive há anos uma crise moral e institucional. Se Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro e poderoso empresário, pode fazer tudo, literalmente, sem ser importunado pelo poder judiciário, outros cidadãos em diferentes patamares do poder se sentem “protegidos”. E assim se explica a covarde tentativa de calar uma empresa jornalística que desde 2000, sem ter respaldo de qualquer grande conglomerado de comunicação, faz um dos mais sérios e competentes trabalhos de cobertura do vôlei mundial.

Espero e torço muito para que os juízes de Milão não acatem tamanha agressão à liberdade de imprensa.

 

 

Coluna de domingo: O esboço do calendário e os desdobramentos

domingo, 28 de abril de 2013

Galera, boa tarde. Publico abaixo a coluna Saque deste domingo, 28/4, sobre os bastidores de uma semana importante para o vôlei brasileiro. No post anterior, está a íntegra da reportagem de sexta-feira no LANCE! sobre as sugestões de mudança no calendário: wp.me/p1b2tr-1qd 

Calendário, a palavra do momento no vôlei brasileiro, esquentou os bastidores do esporte nos últimos dias.

O clima começou a ficar pesado na terça-feira, após o cancelamento da reunião entre CBV, clubes, técnicos, jogadores e Rede Globo, marcada para quinta, em São Paulo. O motivo, inicialmente não explicado pela entidade, gerou insatisfação de alguns participantes e até discussões mais ríspidas.

A “trégua” aconteceu quando o esboço do calendário, publicado com exclusividade na edição de ontem do LANCE!, passou a circular entre os lados envolvidos. Ele foi feito por Bernardinho em parceria com Rubinho, seu assistente na Seleção masculina e treinador do time masculino de São Bernardo.

É interessante analisar o calendário pela ótica de Bernardinho. Por dirigir Seleção e clube (Unilever), ele sofreria na própria carne se a mudança – que é necessária e urgente – ajudasse demais um lado e prejudicasse o outro.

Como escrevi na reportagem publicada no Diário, o projeto inicial de mudança foi bem recebido, já que contempla vários pedidos (novos e antigos) de times, patrocinadores, técnicos e jogadores: Superliga mais extensa, criação de Copa Brasil e Jogo das Estrelas, prevê a consolidação de um torneio sul-americano, não esquece das férias dos atletas e, aparentemente, não tira a força que as Seleções sempre tiveram na “briga” com os clubes. Um meio-termo foi achado.

Em resumo, existe um consenso inicial importante, que deverá se confirmar amanhã, quando todos os lados estarão sentados em torno da mesma mesa, na sede da CBV. O próximo passo será ganhar o apoio da Globo, que detém os direitos de transmissão e tem peso importante para que as mudanças saíam do papel e virem realidade.

Coluna de domingo: Vôlei brasileiro e a chance única de mudar

domingo, 21 de abril de 2013

Coluna Saque publicada neste domingo, 21 de abril, no LANCE!.

O clichê “agora ou nunca” é bem adequado para o momento vivido pelo vôlei brasileiro. O cenário jamais esteve tão propício para que mudanças importantes sejam feitas. Insatisfação exposta por vários protagonistas do show, rodadas e mais rodadas de reuniões com a CBV e a sensação de que os problemas, agora expostos, precisam ser resolvidos com urgência.

Nesta semana, pela primeira vez, estarão sentados na mesma mesa, em São Paulo, os vários lados envolvidos nas discussões. Entidade, representantes dos clubes, treinadores, a recém-formada Comissão de Atletas, além da Rede Globo, detentora dos direitos da Superliga e também da palavra final para que várias sugestões se transformem em decisões tomadas.

A CBV sinaliza positivamente para algumas alterações e quer transformar a 20ª da Superliga, na temporada 2013/2014, em um marco. O calendário do torneio ganhará, ao menos, mais um mês. Os patrocinadores agradecem pela maior exposição, os clubes passam mais tempo em atividade e os atletas ficam menos sobrecarregados com uma tabela mais humana a racional. Se a TV encontrar espaços em sua grade, sairão do papel também a Copa do Brasil e um fim de semana das estrelas, talvez entre as festas de Natal e Ano-Novo. E mais uma vez todos os lados sairão felizes.

Outros assuntos também estão na mesa, mas talvez demorem um pouco mais para avançar: correções no ranking, repasse de uma parcela da cota de TV para os times, respaldo da CBV aos atletas em caso de calote por parte dos clubes… Itens tão importante quanto o calendário. Assim, com transparência e sinceridade por parte dos envolvidos, o vôlei brasileiro tem muito a ganhar.

 

Coluna de domingo: Muita coisa em jogo!

domingo, 14 de abril de 2013

Bom dia galera. Antes de partir para o Maracanãzinho, publico minha prévia do jogão de logo mais.

Sim, vale o título da Superliga na temporada 2012/2013. Mas a vitória na partida de hoje entre RJX e Sada Cruzeiro, no Maracanãzinho, representa bem mais do que o troféu.

Para os mineiros, atuais campeões nacionais, o bicampeonato reafirmará o sucesso de um projeto conduzido pelo argentino Marcelo Mendez desde 2009. Sem muito alarde, sem craques renomados da Seleção e sem tanto dinheiro quanto o projeto de alguns rivais, o Sada tem o time mais homogêneo e entrosado do país. Os méritos começam já na montagem do elenco, quase o mesmo nas últimas três temporadas. Mendez não precisa de holofotes ou frases feitas para se promover. Trabalha quase em silêncio e tem o time nas mãos.

Nesta temporada, ganhou um reforço de peso: Leal. E mostrou ao cubano que espaço no time seria conquistado com suor e boas atuações. Hoje, o gringo está voando. Mesmo que perca a final, o Sada Cruzeiro manterá toda ou boa parte de sua espinha dorsal. O levantador William e os pontas Leal e Filipe têm mais um ano de contrato. É assim que se sai à frente dos rivais para a temporada seguinte.

Já o RJX, em sua primeira final de Superliga, cumpre com um ano de atraso o que se esperava dele. Com um milionário investimento de Eike Batista, o time carioca decepcionou na temporada passada e acertou nas mudanças para chegar à decisão agora. Os reforços Bruninho, Thiago Alves e Mário Júnior são peças-chave no time dirigido por Marcelo Fronckowiak, outro acerto da diretoria. Some-se a eles Lucão, o melhor jogador brasileiro atualmente. É um timaço.

Pelo investimento, o título é quase uma obrigação. E também fator decisivo para a sequência do projeto. Muita gente no mercado cogita brutal diminuição no orçamento do RJX para a temporada 2013/2014. Se for campeão, duvido que algo mude. Já se perder… E os cenários tão diferentes influenciam muito o vaivém do mercado.

O vencedor hoje ainda fatura vaga na disputa do Sul-Americano, que dará ao campeão continental um lugar no Mundial de Clubes. É muita coisa em jogo mesmo!

Coluna de domingo: Caminho para mudança é irreversível

domingo, 31 de março de 2013

Coluna deste domingo, último dia de março, publicada no LANCE!. Uma excelente Páscoa para todos vocês.

CBV, clubes, jogadores, público e boa parte da mídia concordam em um ponto: a Superliga precisa mudar. E, felizmente, já é certo que a 20ª edição da competição, na temporada 2013/2014, vai marcar o início das transformações.

Algumas reuniões entre entidade, representantes dos clubes e grupos de atletas já aconteceram. Outras estão marcadas e irão ocorrer após o término da Superliga. Nelas, os lados envolvidos buscam encontrar um denominador comum para tantos pedidos. O principal encontro reunirá todos os lados e servirá para avaliação do torneio que está em andamento e definirá os caminhos que serão seguidos nos próximos anos.

O calendário está no topo da lista de prioridades. Clubes e atletas querem que a Superliga seja mais longa e a tabela mais racional. O patrocinador ficará exposto durante mais tempo e haverá períodos mais “humanos” de descanso para jogadores e jogadoras entre os jogos, principalmente na fase classificatória. Concordo em gênero, número e grau.

O ranking é outro ponto polêmico. Clubes reclamam, mas quase sempre deixam de lado o bem comum e votam na pontuação dos atletas pensando apenas nos interesses próprios. Não dá mais para ser assim.

Enquanto discute o futuro, a CBV também se preocupa com as finais da atual Superliga. A promessa é de que o público irá se surpreender. É esperar para ver. Já o auxílio eletrônico para a arbitragem foi confirmado e será testado em São Paulo esta semana. Outra pequena e necessária vitória do esporte.

Pelo bem do vôlei no Brasil, o caminho para as mudanças precisa ser irreversível.