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Arquivo de março de 2012

Unilever 2 x 3 Vôlei Futuro. Comentem!

sábado, 31 de março de 2012

O segundo finalista da Superliga feminina não saiu neste sábado, como muita gente imaginava.

Depois de levar um sonoro 3 a 0 em Araçatuba, o Vôlei Futuro calou 11,5 mil pessoas no Maracanãzinho e derrotou a Unilever, no tie-break, forçando a realização do terceiro e decisivo jogo, também no Rio, na próxima sexta.

Vou destacar apenas um ponto que me chamou a atenção e depois quero ouvir a opinião de vocês. O Vôlei Futuro demonstrou imensa maturidade. Perdeu em sets diretos em casa, de forma apática, saiu atrás hoje e conseguiu a reação que parecia improvável. Saiu de quadra ainda mais fortalecido psicologicamente, ainda mais pela forma como comandou o tie-break.

O que acharam?

Volto mais tarde para falar mais deste jogaço.

A emocionante classificação do Vivo/Minas

sábado, 31 de março de 2012

27-25, 17-25, 26-24, 20-25, 8-15, 26-24, 25-20, 29-31, 24-26, 18-16, 20-25, 23-25, 25-19, 25-19 e 15-13.

Este foi o placar do playoff mais equilibrado da Superliga masculina até agora. Após três tie-breaks, o Vivo/Minas, quinto colocado na fase de classificação, eliminou a Cimed/SKY, quarta, e está na semifinal.

O duelo decisivo no abarrotado Capoeirão foi um turbilhão de emoções para as duas torcidas. Os catarinenses festejaram muito no início, após o time abrir 2 a 0. Dava pinta de que o mando de quadra faria diferença mais uma vez na série. Mas os mineiros tinham Marcelinho, um levantador que faz a sua melhor temporada nos últimos anos, calando muitos críticos. Engraçado como um lance pode transformar alguém no jogo. No terceiro set, após um ponto de bloqueio de Gustavo em Otávio, a bola quicou embaixo de rede. O meio da Cimed e o levantador do Minas a disputaram, já depois de o lance ser concluído. Um princípio de confusão, que parece ter acendido ainda mais Marcelinho, pois a virada começou a ganhar corpo ali. Sorte de Filip, tcheco que vinha jogando menos do que tem potencial neste playoff, e acabou como maior pontuador do jogo. Sorte do Vivo/Minas, que continua surpreendendo nesta Superliga e se enche de moral para buscar uma vaga na final. Méritos de sobra para Marcelo Fronckowiak, um técnico que soube, dentro de um orçamento mais baixo entre os principais times do país, escolher peças que muitos torcedores torceram o nariz. É só lermos comentários de meses atrás aqui mesmo no blog. Hoje, o elenco que era chamado de desconhecido e limitado está entre os quatro melhores da Superliga.

Vale citar aqui também outro fato importante. A arbitragem, tão questionada em outros jogos, foi decisiva ao acertar a marcação em lances dificílimos no tie-break. No primeiro, João Paulo Tavares bateu a mão na parte superior da rede. O primeiro árbitro não viu e deu ponto para a Cimed/SKY. O segundo entrou em ação, corrigiu e corretamente a decisão foi mudada. Ponto para o Minas. No fim da parcial, ace de Filip. Bola na linha, que poderia facilmente ter enganado o olho humano, já que o auxílio da TV ainda não está presente na regra. Mas a arbitragem acertou novamente. Num playoff como este, a diferença entre o vencedor e o derrotado é tão pequena que um mísero ponto faz muita diferença.

 

Sollys/Nestlé comprova favoritismo e está na final. No fim, desentendimento

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sem maiores problemas, o Sollys/Nestlé se garantiu em mais uma decisão da Superliga, ao vencer a desfalcada Usiminas/Minas, em Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira.

Um resultado lógico, que não diminui em nada a boa campanha das mineiras na competição e apenas ratifica a força do time de Osasco, sempre apontado como candidato ao título e que ganhou corpo do returno aos playoffs.

Só achei desnecessário o jogo terminar em mais um bate-boca.  No cumprimento entre os times na rede, Ivna, do Sollys/Nestlé, tirou a mão ao cruzar com a cubana Herrera. A caribenha se irritou e questionou a atitude da jovem atacante, ex-Minas. Na minha opinião, com razão.

Atitudes assim só diminuem o espetáculo. Rivalidade sadia é bacana, mas exagerar na dose faz o jogo perder seu foco principal, aumentando o espaço para polêmicas, birras e briguinhas.

 

Entrevista exclusiva

sexta-feira, 30 de março de 2012

Fiquem atentos. Nos próximos dias, publicarei aqui no blog trechos de uma entrevista bem legal que fiz hoje, por telefone.

Assuntos quentes e variados. Aguardem

Itália “renova” e chama Papi para os treinos

sexta-feira, 30 de março de 2012

Com o retorno de uma caras bem conhecidas, a Itália vai começar o trabalho em busca da vaga olímpica no torneio masculino.

O técnico Mauro Berruto listou 25 jogadores para o início dos treinos. A novidade está na presença do veterano ponta Papi, de 38 anos, e a oficialização de que Fei, de 33 anos, será utilizado como central e não mais como oposto.

Vi fotos recentes de Papi, já com barba grisalha, em uma das homenagens ao central Bovolenta, que morreu na semana passada, e parei para relembrar por quanto tempo o ponta foi titular da Azzurra, vivendo todo o período glorioso do time na década de 90.  Um jogador de técnica apurada, tanto no passe quanto no ataque.

A ausência de dois veteranos levantadores também foi confirmada: Vermiglio (36) e Meoni (38).

A classificatória olímpica acontecerá entre 8 e 13 de maio, contra Alemanha, Finlândia e Eslováquia.

Pela convocação, veja uma escalação com Travica, Lasko, Savani, Parodi, Mastrangelo, Birarelli (Fei) e Bari.

Fabi jogará sem marca da Unilever no uniforme. Será a líbero SKY

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um bom case de marketing irá acontecer na segunda partida da semifinal da Superliga Feminina entre Unilever e Vôlei Futuro, às 10h, deste sábado, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A líbero Fabi entrará na quadra com um uniforme vermelho com detalhes em branco, estampando apenas a marca da SKY. A Unilever abrirá mão de suas marcas pela primeira vez em sua história, além de sua cor tradicional, para ceder todo o espaço do uniforme da líbero para a empresa de TV via satélite, que passou a ser patrocinadora na temporada 2011/12. Além dos ombros, a exemplo do uniforme principal da equipe, a operadora estampará seu logo no centro da camisa e na bermuda especiais de Fabi.

Logicamente, a exposição que a marca terá com a transmissão ao vivo pela Rede Globo pesou para a ação sair do papel.

Desde fevereiro do ano passado, a Unilever passou a criar uniformes especiais que estampassem todas as marcas da companhia. Desde então, produtos como Rexona, Dove, Ades e outros foram expostos nessa iniciativa na camisa de Fabi.

Brasil conhece rivais no Pré-Olímpico feminino. Nada preocupante

quinta-feira, 29 de março de 2012

A Seleção Brasileira feminina já sabe quem precisará superar para ficar com a vaga sul-americana na Olimpíada de Londres.

O time de José Roberto Guimarães jogará em São Carlos, interior, de São Paulo, entre 9 e 13 de maio, contra Colômbia e Uruguai, na primeira fase. Sairá em primeiro lugar, sem qualquer problema, para enfrentar o segundo da chave entre Argentina, Peru e Chile.

Na final, o vencedor vai carimbar o passaporte olímpico.  Já a equipe que terminar com o vice no Pré-Olímpico ainda terá outra chance. Em junho, poderá disputar o Pré-Olímpico Mundial, entre os dias 19 e 27 de maio, no Japão, e disputará umas das três vagas contra equipes dos demais continentes.

A bola foi levantada. Quem vai cortar?

quarta-feira, 28 de março de 2012

A festa organizada pelo Vasco para a despedida de Edmundo, na noite desta quarta-feira, em Januário, é digna de elogios. Ídolos merecem uma homenagem quando deixam os campos, as quadras, as piscinas.

Escrevi isso no Twitter, ao ver o início da festa vascaína: “O esporte (leia-se clubes e seleção) precisa fazer mais homenagens aos seus ídolos”.

O levantador Bruninho, da Cimed/SKY e da Seleção Brasileira, foi além e sugeriu que o vôlei seja o próximo esporte a dar o bom exemplo para valorizar quem brilhou por anos e anos nas quadras.

“Bacana a festa de despedida pro Edmundo! Pq no volei atletas como @mauriciovolei e @giovanegavio , bicampeões olímpicos, não tem uma festa?”

“Apenas dois exemplos de atletas que foram ícones do voleibol! Outros tantos tb poderiam ser homenageados!! #ficaadica”

Ele tem razão. Vimos, recentemente, Nalbert participar de um jogo no Maracanãzinho, com a camisa do RJX. Um caso raro. Tantos outros, como Maurício e Giovane, citados por Bruninho, poderiam ser homenageados  por clubes ou pela CBV pelos serviços prestados ao país.

Depois da sugestão de Bruno, fica a minha. Lembram-se do Jogo das Estrelas que o central Gustavo tanto pediu na temporada passada? Aquele que o Novo Basquete Brasil realiza com transmissão da poderosa Globo. Que tal um fim de semana das estrelas do vôlei brasileiro, nos moldes do All-Star Game da NBA?

Um jogo masculino, um feminino e um outro reunindo craques que recentemente deixaram as quadras (muitos, inclusive, estão em atividade em eventos pontuais do Banco do Brasil. Duvido que a instituição financeira, uma apoiadora de longa data da CBV, não compre a ideia). As chances são inúmeras. Jogo dos craques do Brasil versus os estrangeiros (cada vez mais numerosos por aqui); os craques da nova geração contra os “olímpicos”; a Seleção de hoje contra a Seleção de dez anos atrás. É só escolher e fazer. O vôlei pode, deve e tem craques de sobra para promover um grande evento como este.

Minas punido em R$ 50 mil por ofensa racista ao oposto Wallace

quarta-feira, 28 de março de 2012

Finalmente uma punição pesada para um caso de racismo.

Não sou o dono da verdade, mas sempre defendi que algo fosse feito para que coisas absurdas assim fossem banidas do esporte. O sentimento de impunidade neste país faz com quem cada vez mais gente transgrida a lei. Por isso acho necessário punir.

Já está publicado no LANCENET. Confiram:

http://www.lancenet.com.br/mais-esportes/Minas-pagara-conta-racismo-Wallace_0_671932900.html

“Está ficando sem graça”. Milton Leite resume a vitória da Unilever

terça-feira, 27 de março de 2012

O narrador Milton Leite, do SporTV, resumiu bem a vitória incontestável da Unilever sobre o Vôlei Futuro por 3 a 0 (25-17, 25-13 e 25-15), em Araçatuba, na abertura do playoff semifinal.

A declaração foi dada na reta final do terceiro set, após um sequência de três bloqueios das cariocas. No total, foram 19 acertos neste fundamento, uma marca incrível para um jogo de apenas três sets, ainda mais contra um rival do mesmo quilate.

Para quem não viu o jogo, um resumo. O Vôlei Futuro pecou no passe, no saque, no ataque, na defesa, no levantamento, demonstrou abatimento e nenhum poder de reação.  Já a Unilever sacou com eficiência, desperdiçou poucos contra-ataques, jogou quase sempre com o passe na mão, o que é fatal para quem tem Fernanda Venturini no levantamento, e ainda defendeu com muito volume. Por fim, bloqueou horrores.

Venturini levou o Viva Vôlei, mas eu daria para Regiane, talvez a menos badalada das titulares de Bernardinho.

Vale lembrar também que o Vôlei Futuro ainda não havia perdido em casa na competição. Escolheu uma péssima hora. Pior. De uma forma até vergonhosa.

Depois do que vi hoje, diria que o time carioca tem uma mão e meia na vaga na decisão.