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Arquivo de novembro de 2011

Corinthians ou Vasco?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Calma, pessoal! O blog continua sendo de vôlei, mas fiquei curioso em ouvir a opinião de vocês, especialistas no tema principal deste modesto espaço para discussão, sobre futebol.

Quem leva o Campeonato Brasileiro no domingo?

PS: Não vale prêmio nenhum, até porque ainda estou devendo o resultado final do bolão da Copa do Mundo feminino.

Depois de “entregadas”, Sérvia jogou como nunca. E não podemos reclamar

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Sérvia entrou para enfrentar o Brasil com as camisas de Rússia, Itália e Polônia por baixo do seu uniforme. E fez a sua melhor partida na Copa do Mundo na vitória sobre o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 27-25, 20-25, 25-20 e 25-22.

Inicio agora a explicação do título deste post.  Fora da briga pelas três vagas olímpicas em jogo na Copa, os sérvios se pouparam nos clássicos europeus contra russos e italianos, que ocupam segundo e terceiro lugares, respectivamente, deixando os titulares no banco de reservas. Perderam e ficaram felizes. Se formos ler as entrelinhas, eles, que antes do jogo de hoje contra o Brasil só haviam vencido um dos oito jogos disputados, facilitaram para os rivais continentais já pensando no Pré-Olímpico. A linha de pensamento do técnico Igor Kolakovic é clara: se Polônia, Rússia e Itália forem ao pódio, se garantem em Londres-2012 e deixam o caminho aberto para a Sérvia no Pré-Olímpico da Europa, no próximo ano. Se o Brasil se intrometer no top 3, um dos grandes europeus será rival direto dos sérvios no torneio continental.

E a tática funcionou. Faltando apenas três rodadas para o fim da Copa, os três primeiros colocados são justamente POL (22 pontos), RUS (21) e ITA (17). O instável e em alguns momentos irreconhecível Brasil, com a segunda derrota seguida, caiu para quarto, com 16.

Vamos aos três próximos jogos do quarteto acima. A Polônia, treinado pelo italiano Andrea Anastasi, vai enfrentar justamente os três rivais pela vaga. Pela teoria da conspiração, pode entregar para a Itália, fazer jogo de vida ou morte contra o Brasil e ter uma mãozinha da Rússia na última rodada, caso necessário. Os russos ainda terão pela frente Japão e Irã, ou seja, estão com as duas mãos na vaga em Londres e provavelmente já classificados antes da despedida contra os polacos. A Azzurra pega os mesmos adversários asiáticos da Rússia, além dos poloneses.

E vamos reclamar  deste “complô” contra o Brasil? Volte pouco mais de um ano atrás no tempo e recorde-se daquele vergonhoso jogo contra a Bulgária, em Ancona, pela segunda fase do Campeonato Mundial. A Seleção Brasileira cheia de reservas, com Bruninho gripado e Marlon com problemas intestinais. O oposto Théo vira  levantador. Os búlgaros também sem qualquer vontade de vencer, com alguns titulares na reserva. Jogo de baixíssimo nível técnico, que mereceu uma das maiores vaias que já presenciei ao vivo numa praça esportiva e uma chiadeira impressionante mundo afora. A tática do Brasil era escolher os rivais na fase seguinte e ter um caminho mais tranquilo até a final. A escolha deu certo, a Seleção acabou campeã, se defendeu como pôde das acusações de ter entregado o jogo contra os búlgaros, mas ficou entalada na garganta de alguns rivais.

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Tabela da decisão entre Medley/Campinas x Sesi

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pintou definição de tabela também para as finais do Paulista Masculino.

Medley/Campinas e Sesi/SP farão o primeiro confronto nesta quinta-feira, dia 1 de dezembro, às 18h30, no Ginásio do Taquaral, em Campinas, uma vez que o time do interior terminou a primeira fase na segunda colocação, enquanto o Sesi foi o terceiro colocado. O jogo da volta será no dia 3, às 19h, no ginásio do Sesi, na Vila Leopoldina, em São Paulo. Caso seja necessário, o terceiro e decisivo jogo será no dia 6, às 21h, outra vez em Campinas.

Hooker no Brasil

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Muita gente tem perguntado sobre a chegada da oposto americana Hooker ao Brasil.

O desembarque está bem próximo de acontecer.

Nesta segunda-feira, a titular da seleção dos Estados Unidos escreveu em seu twitter que estava no consulado para conseguir o visto de entrada no Brasil.

O Sollys/Nestlé ainda não confirma a data oficial da apresentação da atleta.

Datas e locais da final entre Vôlei Futuro x Sollys/Nestlé

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Federação Paulista divulgou o calendário das finais do Estadual feminino entre Vôlei Futuro e Sollys/Nestlé.

O primeiro duelo acontecerá na próxima sexta-feira (2/11), a partir das 21h, em Araçatuba. O segundo confronto será realizado em Osasco, na segunda (5/11), às 18h. Se necessário, o terceiro jogo será disputado novamente na casa do Vôlei Futuro, na quarta (7/11), às 20h.

Torcedores, programem-se.

Uma derrota elogiada por Bernardinho

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Minha análise hoje se baseia no que li, já que não vi a derrota do Brasil por 3 a 2 para Cuba, parciais de 25-17, 22-25, 23-25, 25-20 e 12-15, e não acho justo criticar/elogiar sem embasamento.

Chamou muito minha atenção o discurso de Bernardinho após o jogo:

- Foi um jogo muito igual. Fomos efetivamente um time. Depois dos jogos contra Rússia e Estados Unidos, essa foi a nossa melhor partida. O time lutou e fez uma boa partida, de alto nível. Jogamos de uma forma correta.

Normalmente, o técnico costuma pegar mais pesado no discurso pós-derrota.  É quase uma característica de comando.

Pelas estatísticas, alguns fundamentos foram muito instáveis e merecem críticas. O saque, por exemplo, entrou no primeiro set, não incomodou nos dois seguintes e voltou a funcionar no quarto. Contra um time com força ofensiva como principal característica, ter um saque regular é o caminho mais curto para a vitória.

Outro número que me chamou a atenção foi o bloqueio. Sem Simon, Cuba fez 15 pontos, um a mais do que o Brasil. Neste aspecto, Bernardinho citou a falta de paciência como principal erro da Seleção.

- Só precisamos ter um pouco mais de atenção em algumas situações de dificuldades, com bolas ruins, para não enfrentar e conceder os pontos de bloqueios. Precisamos trabalhar um pouco mais a bola, tocar e deixar que eles também se atrapalhem um pouco mais.

Faltou ainda parar o oposto Hernandez, maior pontuador do duelo com 22 pontos, e principal desafogo cubano nas bolas de segurança.

Atuação à parte, a derrota dificultou bastante a vida do Brasil na disputa pelo título. Polônia e Rússia venceram na rodada e subiram para 19 e 18 pontos, respectivamente. O Brasil foi para 16, em terceiro, seguido por Cuba e Itália, com 14. Para mim, a briga pelas três vagas olímpicas está com o quinteto.

Coluna de domingo: Há vôlei no país dos aiatolás

domingo, 27 de novembro de 2011

Pessoal, segue minha coluna deste domingo, 27 de novembro, no LANCE!. Logicamente escrevi antes de Estados Unidos 3 x 0 Irã, mas a essência não muda com o resultado.

Esqueçam o empolgante 3 a 0 do Brasil sobre a Rússia, a liderança da Polônia após cinco rodadas, a primeira vitória da Azzurra sobre Bernardinho em oito anos e a instabilidade dos Estados Unidos, atuais campeões olímpicos. A maior surpresa da Copa do Mundo masculina até agora é o Irã.

Em cinco jogos, foram quatro triunfos e uma derrota, exatamente a mesma campanha de russos, brasileiros, italianos e poloneses. E os rivais batidos merecem respeito: Polônia, Sérvia, Argentina e Japão. O revés aconteceu diante de Cuba.

Grande parte do sucesso iraniano se deve ao lendário técnico Julio Velasco. O argentino foi o mentor da mais fantástica geração da Itália em todos os tempos, que faturou dois títulos mundiais, Copa do Mundo e uma penca de Ligas na década de 90. Depois de comandar República Tcheca e Espanha, seleções medianas da Europa, nos últimos anos, Velasco aceitou o desafio de transformar um país com bons times de base (já foi campeão mundial infanto-juvenil) em potência na categoria adulta.

No discurso dos jogadores no Japão, a influência de Velasco já é exaltada. O capitão Alireza Nadi disse que a mentalidade do time mudou após a chegada do treinador, que tenta implementar o velho jargão de que “um time só é vencedor se jogar como time”. Coincidência ou não, nenhum jogador do time se destaca nas estatísticas individuais da competição.

A classificação para a Copa se deu graças ao título do Campeonato Asiático, o primeiro da história do país, este ano, desbancando, na capital Teerã, as tradicionais forças continentais: Japão, Coreia do Sul e China. Parte do material humano usado pelo técnico vem das Forças Armadas. Na última edição dos Jogos Mundiais Militares, no Rio, o time masculino de vôlei do Irã só caiu na semifinal, diante do Brasil. O investimento no esporte militar é uma das bandeiras do polêmico presidente Mahmoud Ahmadinejad, talvez o inimigo número 1 dos Estados Unidos em um mundo sem Osama Bin Laden e Saddam Hussein. Recentemente, o iraniano deixou a diplomacia de lado e impediu a entrada do time americano de vôlei em seu país para a disputa de amistosos.

Nesta madrugada, em Fukuoka, aconteceria o encontro entre Irã e EUA. Por todo o aspecto político envolvido, o jogo pode ser considerado a final que não existe numa Copa do Mundo disputada no sistema dos pontos corridos.

Com discussão e tudo, Brasil convence

domingo, 27 de novembro de 2011

Gostei do que vi na vitória brasileira sobre a Argentina por 3 a 0, parciais de 25-22, 25-20 e 25-21.

Time concentrado desde o início, bem diferente do jogo com a China, o levantador Marlon quase perfeito na escolha dos jogadores para o ataque graças também à consistência da linha de passe, Leandro Vissotto novamente decisivo e com grande aproveitamento ofensivo (17 pontos), Giba importante no saque e contra-ataque, Murilo colocando no chão nove das 13 bolas que recebeu, os centrais com três pontos cada no bloqueio. E até a cena de Escadinha discutindo com Bernardinho no segundo set mostra, na minha opinião, o resgate daquele espírito vencedor que sempre marcou este grupo.

Já vi e ouvi falar sobre alguns atritos nesta linha dentro deste grupo. E sinceramente acho que faz parte e muitas vezes ajudou este time a se fechar e conquistar campeonatos. Para que não criem nenhuma teoria de conspiração, vejam o quanto Escadinha fala durante os tempos.

- Não conseguimos jogar calados. A nossa equipe tem um espírito guerreiro dentro da quadra e isso foi uma discussão normal. Já havia acontecido em outras vezes – disse o líbero.

Na classificação, a situação do Brasil não mudou. Polônia e Rússia venceram seus jogos e seguem na frente. Cuba, que ganhou da Itália, vai entrar mordida na próxima rodada, já que ainda tem chances de ficar no top 3 e garantir vaga na Olimpíada de Londres.

Vôlei Futuro na final do Paulista feminino. Já no masculino…

sábado, 26 de novembro de 2011

O Vôlei Futuro é o primeiro finalista do Campeonato Paulista feminino. Mais do que festejar a presença na decisão contra Sollys/Nestlé ou Sesi, o time de Araçatuba comemora muito o retorno da líbero americana Stacy Sykora, recuperada do grave acidente de ônibus sofrido pelo time na reta final da última Superliga, em Osasco.

Ela atuou na vitória por 3 a 1 sobre o BMG/São Bernardo, parciais de 25-20, 25-16, 22-25, 25-22, sendo muito festejada pelas companheiras.

- Foi uma emoção diferente para todo mundo. Não estava no elenco no ano passado, mas acompanhei de perto. Ela (Stacy Sykora) é muito querida e sem dúvida nos deu gás extra para conquistar a classificação. Estamos mais fortes com a presença dela que, além de ser uma grande jogadora, é querida por todas aqui – comentou a central Carol Gattaz.

Quem também participou do jogo foi a ponta Fernanda Garay, que lesionou o tornozelo na disputa da Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, no Japão.

Já pelo Paulista masculino, o Vôlei Futuro, que havia chegado invicto às semifinais, perdeu pela segunda vez para o Sesi, desta vez na Vila Leopoldina, em São Paulo, por 3 a 1, e viu o rival se garantir na final, mesmo sem Murilo, Escadinha, Sidão e Rodrigão. Medley/Campinas e BMG/São Bernardo disputam a outra semi.

Destaco mais uma grande atuação do levantador Sandro, cada vez mais maduro e merecedor de uma chance na Seleção Brasileira. Legal ver também a emoção de Giovane Gavio, que já se coloca entre os principais técnicos do país.

Já o Vôlei Futuro precisa dar consistência para sua linha de passe para ter sucesso na Superliga. Vale lembrar que o time jogou com sua força máxima no Paulista. Se não ganhar volume de jogo, vai sair atrás dos demais candidatos ao título nacional.

Tcheco estreia e Vivo/Minas se garante na final do Estadual

sábado, 26 de novembro de 2011

Na estreia do oposto tcheco Filip Rejlek, o Vivo/Minas derrotou o BMG/Montes Claros por 3 a 1 (25-21, 25-18, 19-25 e 25-23), nesta sexta-feira, e garantiu lugar na decisão do Campeonato Mineiro.

O adversário sairá do confronto deste domingo entre Sada/Cruzeiro e Olympico/Blumenau/Martminas.

- “Foi muito boa a vitória. Quero dar parabéns a todo o grupo. Estudamos e nos preparamos para enfrentar essa equipe, que tem muito potencial e é um adversário bastante difícil. Tivemos muitas dificuldades durante a partida, mas conseguimos vencer. Agora, temos que nos preparar para a final – disse o técnico Marcelo Fronckowiack.

Quem viu o jogo no Ginásio do Riacho pode falar mais do oposto da República Tcheca, que eu sinceramente não conheço.