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Arquivo de janeiro de 2011

Conhece o Ziraat Bankasi? Pergunte ao Rodrigão

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Está longe de ser o time dos sonhos, mas finalmente Rodrigão acertou seu destino após a conturbada saída do Pinheiros/Sky.

O central é o novo reforço do Ziraat Bankasi, atual líder da liga nacional. A estreia do meio de rede tricampeão mundial e campeão olímpico pela Seleção brasileira, que irá assinar contrato válido até maio de 2011, já acontece nesta terça-feira, no confronto com o CSKA Sofia, na Bulgária, pelas quartas de final da Copa CEV.

- O Ziraat oferece uma excelente estrutura e conta com um elenco muito forte. Fiquei muito feliz com a proposta que recebi para jogar na Turquia e espero ajudar o clube a conquistar as competições nacionais e também a Copa CEV – declarou Rodrigão.

Além do meio de rede brasileiro, o elenco conta com outros três estrangeiros: o ponteiro letão Gundars Celitans, o oposto tcheco Peter Platenik e o levantador alemão Simon Tischer.

A Turquia é o segundo país europeu em que Rodrigão irá atuar. O central de 31 anos de idade defendeu dois clubes da Itália, o Ferrara, em 2003/2004 e o Macerata, entre 2005 e 2009, período em que conquistou seis títulos: um Campeonato Italiano, duas Copas e duas Supercopas da Itália e ainda a Copa CEV.

Briga por vaga esquenta. Vivo/Minas bate Vôlei Futuro

domingo, 30 de janeiro de 2011

O returno da Superliga Masculina está no início, mas a briga por vagas nos playoffs está acirrada. Neste domingo, Medley/Campinas e Vivo/Minas conquistaram importantes vitórias. Azar do Vôlei Futuro, que mais uma vez decepcionou.

A Medley/Campinas tirou o Sada/Cruzeiro da vice-liderança, com a vitória de virada, por 3 sets a 1 (18/25, 25/21, 25/17 e 25/21). O time paulista está em décimo lugar, com 24 pontos – sete triunfos e dez derrotas. Os mineiros caíram para terceiro (31 pontos – 14 vitórias e três derrotas).

Já em Araçatuba, o time da casa decepcionou 2.400 torcedores e perdeu, de forma incontestável, para o Vivo/Minas por 3 sets a 0 (25/17, 25/21 e 25/18). O resultado colocou o time mineiro na sexta colocação com 26 pontos – nove vitórias e oito derrotas. Já o Vôlei Futuro, que conheceu a segunda derrota seguida no returno, está na sétima posição com 25 pontos – oito triunfos e nove resultados negativos.

Do sexto ao 11º lugar, a briga está empolgante. O Londrina/Sercomtel é o único entre eles com um jogo a menos. Você aposta quem serão os times deste grupo que irão aos playoffs?

6 – Vivo/Minas – 26 pontos
7 – Londrina/Sercomtel – 25
8 – Vôlei Futuro – 25
9 – BMG/São Bernardo – 25
10 – Medley/Campinas – 24
11 – Volta Redonda – 24

Unilever vence apático Sollys e é campeão simbólico do turno

sábado, 29 de janeiro de 2011

Luca, meu filho de dois anos e meio, pela primeira vez foi a um jogo de vôlei, neste sábado, no Maracanãzinho. Thiago, o mais velho, já com quatro anos, viu alguns em Belo Horizonte, na Arena Vivo e no Ginásio do Mackenzie, e até deu dicas. “Tá muito barulho aqui, hein. Mas não precisa ficar assustado”. Entre um biscoito, uma corrida pelos corredores do ginásio, a troca de fralda e um bate-papo com velhos amigos, como Virna, deu para ver que a Unilever tem um time mais consistente do que o Sollys nesta metade de Superliga Feminina.

A vitória por 3 a 1, de virada, mostrou que as cariocas, com menos selecionáveis do que as paulistas no elenco, oscilam e erram menos, além de  possuírem um sistema de passe/defesa bem mais eficiente.

Admito que, sem Carol Gattaz, imaginei que a Unilever fosse sofrer no meio-de-rede pela falta de altura de Valeskinha e Juciely. Pelo que as duas mostraram neste sábado, estou redondamente equivocado. Juciely, inclusive, foi eleita a melhor jogadora da partida, depois de anotar NOVE pontos de bloqueio. Vale destacar ainda o excelente momento de Sheilla no ataque, a constância de sempre de Fabi no passe e na defesa, a evolução da distribuição de Dani Lins após o primeiro set, além de Regiane e Suelle, mais do que coadjuvantes, dando qualidade para o passe.

Já o Sollys me decepcionou. Apático, para não dizer desmotivado, errando demais. Irreconhecível. Difícil até de apontar alguma coisa boa. A irregularidade no passe fez com que Carol sofresse na distribuição e facilitasse o bloqueio carioca. Luizomar ainda mexeu bastante, mas nada deu certo do segundo set em diante.

A vitória representa o título simbólico do primeiro turno para o time de Bernardinho, invicto após 11 jogos. De quebra, 33 toneladas de alimentos serão doados para as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio. Com certeza, o ponto mais bonito do clássico deste sábado.

Um sol para cada um em Copa

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pessoal, a coluna Saque, deste domingo, 30/1, é sobre vôlei de praia. Logo mais, após voltar do Maracanãzinho, minhas impressões de Unilever x Sollys.

Na sexta-feira, no meu Twitter (@danbortoletto), pedi aos meus seguidores sugestões do que fazer na folga do fim de semana, no Rio de Janeiro. Vários sugeriram uma praia como destino, mas nem todos para um mergulho no mar. O “convite” era para acompanhar a etapa do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, que acontece em Copacabana.
Uma opção interessante, mas que me fez refletir sobre um dos assuntos da semana na redação do LANCE!: o calor senegalês na Cidade Maravilhosa neste fim de janeiro.

Na sexta-feira, 41 graus. Insuportável até para quem está com ar condicionado e ventilador ligados. Imagino então para os atletas que encaram o sol a pino em plena hora do almoço e areias escaldantes. A sensação de jogar com uma clima destes, certamente, não é das mais agradáveis. O desgaste físico, por sua vez, leva todos ao limite da exaustão, ainda mais no início da temporada nacional, que serve como treinamento de muitos para o Circuito Mundial. Quando penso em um jogo com uma hora de duração nestas condições climáticas, passo a achar quase um exagero tempo técnico em jogos de futebol que começam às 19h30, no Engenhão.

O segredo de várias parcerias é treinar durante grande parte do ano no Nordeste. E lá, com um sol para cada um em grande parte do ano, encarar o verão carioca é fichinha. Ainda assim, tiro meu chapéu para a preparação física de quem joga em alto nível no vôlei de praia.

Então seria um programa de índio passar meu domingo na arena montada em frente à Avenida Princesa Isabel, em Copa?

Não e sim. Logicamente para o torcedor, ficar numa arquibancada com uma lua destas renderá um belo bronzeado. Haja protetor solar, pessoal! Mas, por alguns aspectos, arrumar um lugar na arena significa ver bons jogos, novas duplas (algo que muito me incomoda a cada novo ano) e os craques que sonham com medalha na Olimpíada de Londres, no próximo ano.

Dentre as novidades de 2011, os Pedros Solberg e Cunha estão juntos novamente. Já conquistaram bons resultados internacionais no passado e sabem que têm potencial para sonhar com a vaga olímpica. Os principais concorrentes são Emanuel/Alison e Ricardo/Márcio, com bagagem, títulos e experiência de sobra. No papel, são os favoritos do país para Londres-2012.

No feminino, as principais duplas não sofreram alteração para a temporada. Juliana/Larrisa está um patamar acima das rivais e, caso nenhuma delas sofra problemas físicos (já bati três vezes na madeira), é favorita ao ouro na Inglaterra. Talita/Maria Elisa vem logo atrás, sempre perseguida pelas irmãs Maria Clara/Carol e Taiana/Vivian.
Ver o que acontecerá em 2011 será de suma importância para ter mais certeza da possibilidade de o Brasil, em Londres-2012, tirar dos Estados Unidos a hegemonia do vôlei de praia obtida em Pequim. E, lá na Inglaterra, com certeza jogar com um clima mais ameno do que o atual em Copa.

Alguém explica o tie-break de Unilever x Pinheiros?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pelo Twitter, acompanhei o tie-break de Unilever e Pinheiros/Mackenzie, nesta quinta-feira.

Quando “vi” o time paulista abrir 10 a 7, minimizei a tela e fui pesquisar uma foto do Fluminense para a capa de sexta-feira do LANCE!. Imaginei que a boa diferença de três pontos fosse suficiente para o Pinheiros encerrar a invencibilidade carioca.

Me enganei. Quando voltei ao meu computador, minutos depois, fiquei surpreso com o placar final: 15 a 10.

Surpreso não pela vitória do time de Bernardinho, maior vencedor do país em todos os tempos, que jogava em casa. Mas sim pela marcação de oito pontos seguidos no tie-break. Um feito raríssimo, ainda mais numa partida equilibrada, entre os líderes da Superliga feminina.

Alguém explica a pane do Pinheiros ou a espetacular sequência de pontos da Unilever?

PS – 18 toneladas de água e alimentos serão doadas às vítimas da chuva na Região Serrana. No sábado, às 17 horas, também no Maracanãzinho, Unilever volta à quadra para mais um Jogo da Solidariedade, contra o Sollys/Osasco. Os ingressos custarão R$ 2 mais uma garrafa de água de 1,5 litro ou um quilo de alimento não-perecível. Excelente iniciativa!

Invictos e pelas vítimas da chuva

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Já disse antes e volto a dizer. O vôlei deve fazer boas ações sempre. E quando elas acontecerem, terão espaço aqui. Abaixo, o release do jogão entre os líderes da Superliga feminina e que vai ajudar as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro.

A Unilever, do técnico Bernardinho, e o Pinheiros/Mackenzie, dirigido por Paulo Coco, as equipes com melhor campanha nesta Superliga, estarão frente a frente nesta quinta-feira. O confronto entre os dois únicos invictos na competição, válido pela décima rodada, está marcado para as 18h30, no Maracanãzinho. Além de ser um clássico, o confronto tem outro diferencial: faz parte dos Jogos da Solidariedade, promovidos pela Unilever com o objetivo de arrecadar donativos para as vítimas das enchentes na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.

Líder com 18 pontos (nove vitórias), a Unilever conta com a segunda maior pontuadora da competição, a oposto Sheilla (155 pontos), como um dos trunfos contra o Pinheiros.

- Costumo me preparar da mesma forma para todos os jogos, independentemente do adversário. O Pinheiros vem jogando certo e tem feito boas apresentações. Não podemos errar – diz Sheilla.

O técnico Bernardinho classifica o jogo contra o Pinheiros como uma batalha difícil. Para ele, o adversário tem feito partidas irretocáveis, enquanto seu time alterna momentos de altos e baixos.

- Nosso ataque não está funcionando como eu gostaria. O sistema ofensivo ainda está abaixo das expectativas – acrescenta o treinador.

A líbero Fabi acredita que os dois próximos Jogos da Solidariedade – contra o Pinheiros/Mackenzie e o Sollys/Osasco – serão um importante teste para as pretensões da Unilever na competição.

- É uma semana duríssima. Vamos medir nossas forças em quadra e também no quesito solidariedade. Desde já, convoco a torcida para incentivar o nosso time e ajudar as vítimas das enchentes. É bom poder dar a nossa contribuição por meio do esporte.

Bernardinho aproveita para também incentivar os torcedores a comparecem ao ginásio do Maracanãzinho.

- Certamente, será um grande espetáculo e contamos com a nossa torcida. Quem for, estará contribuindo para as vítimas das enchentes, uma causa urgente e que precisa do engajamento de todos nós.

Os ingressos custarão R$ 2,00 (mais uma garrafa de água de 1,5 litro ou um quilo de alimento não-perecível) e estarão à venda na bilheteria 2 do Maracanãzinho a partir das 14h30, quatro horas antes do início do jogo. A Unilever também vai dar sua contribuição, dobrando a quantidade de produtos arrecadados. No sábado (29/1), também no Maracanãzinho, a equipe Unilever volta à quadra para mais um Jogo da Solidariedade, contra o Sollys/Osasco, no último confronto da primeira fase da Superliga.

Nas partidas solidárias estará valendo a promoção de entrada gratuita para os torcedores que apresentarem o cartão do Metrô pré-pago, com créditos. A equipe Unilever solicita apenas que, quem puder, não deixe de levar também um donativo. Ao término da partida, todas as doações arrecadadas no Maracanãzinho serão entregues à Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, que se encarregará de encaminhar os donativos às cidades atingidas pelas chuvas na região serrana.

No primeiro jogo solidário realizado pela Unilever em favor das vítimas das chuvas da região serrana, no dia 15 de janeiro, contra o Brusque, no ginásio do Tijuca, foram arrecadados 3.500 itens, entre produtos de higiene pessoal, água, leite, alimentos, roupas e calçados. No total, a Unilever já doou mais de 49 toneladas de produtos, fora os itens arrecadados.

A contusão de Giba. Veja o vídeo do choque com Murilo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O aguardado duelo entre Murilo e Giba terminou em um choque entre os dois e lesão no tornozelo direito do camisa 7 do Pinheiros/Sky, na vitória do Sesi por 3 a 1, na noite desta segunda-feira. Veja as imagens do SporTV, que transmitia o jogo ao vivo.

Os exames foram tranquilizadores para Giba.

- Já fizemos o exame de raio x e não foi constatada fratura na avaliação, que era o que mais preocupava. O Giba sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo direito. Vamos tratar e vai ficar tudo bem – disse Julio Nardelli, médico responsável pela equipe do Pinheiros/SKY e que acompanhou o atleta no hospital.

- Precisaremos das primeiras 24 ou até 48 horas para dar um prognóstico real e falar sobre o tempo necessário para ele voltar a jogar. O local ainda está bastante inflamado, em fase aguda, e quando diminuir a inflamação faremos uma ressonância para saber quando ele retorna. Mas, a princípio, ele fica no mínimo três semanas afastado. O mais importante era afastar a fratura. E o resultado do exame foi esse – completou otimista o médico do Pinheiros/SKY.

O técnico Mauro Grasso lamentou.

- O que era um jogo difícil, se tornou ainda mais difícil. O Giba ainda é o melhor do mundo, estava em uma fase brilhante e é claro que faz diferença perder um cara como ele – comentou Grasso.

Murilo, que disputou o lance com o colega de Seleção, espera vê-lo logo em quadra.

- Infelizmente a lesão faz parte do nosso trabalho. Estamos sujeito a isso. Aconteceu comigo no Mundial e hoje foi com o Giba. Tem que tratar e levantar a cabeça que a Superliga é longa. Tenho certeza que o Giba vai voltar logo – declarou Murilo.

Outro que lamentou foi Giovane, técnico do Sesi.

- Foi uma pena isso ter acontecido, mas é um lance que acontece no vôlei. Agora vamos ficar na torcida para que o Giba retorne o mais rápido possível, que não seja nada de mais grave, porque ele é um jogador importante para o Pinheiros, para a Superliga e para a Seleção Brasileira – disse Giovane.

Giba ou Murilo? Dá Pinheiros/Sky ou Sesi?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Quem estiver em São Paulo, nesta segunda-feira, e for fã de vôlei, deve ir ao ginásio do Clube Pinheiros,  para acompanhar Pinheiros/Sky e Sesi, pela primeira rodada do returno da Superliga masculina.

Abaixo, os ingredientes especiais para o jogão:

1) Ver em ação o atual melhor do mundo (Murilo) contra seu antecessor (Giba). Dois dos jogadores mais completos que o Brasil já formou. Passam, defendem, atacam, sacam e são líderes como poucos.  Se só estivessem os dois em quadra, já valeria pagar o ingresso para acompanhá-los.

2) Ver o duelo entre o time rotulado de galáctico desde sua formação, mas que ainda não conquistou títulos importantes, contra o atual líder da competição.

3) Ver um duelo interessante no banco. Mauro Grasso, pressionado pelo conturbado momento do Pinheiros desde a saída de Marcelinho e Rodrigão, e Giovane Gávio, um vencedor como jogador e uma grata revelação como técnico. Ambos já trabalharam juntos no extinto Banespa e se conhecem bem.

4) Ver Gustavo e Escadinha, dois ícones da era Bernardinho na Seleção. Jogadores acima da média, que marcaram época nas respectivas posições. Uma dá aula no bloqueio. O outro faz mágica no passe e na defesa.

5) Ver Wallace, oposto do Sesi, que se alterna entre as duas primeiras posições entre os maiores pontuadores da Superliga, e o ponta Maurício, uma das grandes revelações do Minas e que busca sua afirmação no Pinheiros.

Alguém arrisca um palpite? Espero que possa ver cinco sets pela televisão.

Hora da onça beber água no feminino

sábado, 22 de janeiro de 2011

Pessoal, no ar a coluna Saque que estará nas páginas do LANCE! em sua edição de domingo, 23 de janeiro.

Nunca achei que fosse usar como título de uma coluna a frase que costumava ouvir, na infância, de meu avô. Mas ela se encaixa muito bem com o fim do turno da Superliga Feminina.

Os clássicos, nas três rodadas finais, vão dar o tom para a disputa dos grandes pelo primeiro lugar. Hoje, o confronto direto com cara de final será entre Vôlei Futuro e Unilever, em Araçatuba.

As cariocas, mesmo ainda sem a ponteira Mari, estão invictas, jogam um vôlei consistente, estão na liderança da competição e fazem o primeiro confronto direto com um outro favorito nesta edição. Já o time do interior paulista, desfalcado da levantadora americana Alisha Glass, que voltou ao país-natal para operar a mão, precisa provar que está na briga pelos primeiros lugares, pois já perdeu para o Pinheiros/Mackenzie e para o Sollys/Osasco, ambos por 3 a 0. Outro revés é garantia de quarto lugar no turno.

De olho neste duelo estarão justamente Pinheiros e Sollys, que tiveram o confronto direto adiado pela participação da equipe de Luizomar de Moura no Mundial do Qatar. O time da capital, dirigido por Paulo Coco, também está invicto, provando que o título paulista não foi mero acaso. Depois de suar para vencer o aguerrido Usiminas/Minas, no tie-break, ontem, o Pinheiros jogará na quinta-feira contra a Unilever. Um resultado positivo pode representar a surpreendente liderança isolada no turno. O Sollys, por sua vez, precisa se recuperar do tropeço contra o Minas, já que na última rodada, no próximo sábado, fará o clássico contra o time de Bernardinho e poderá perder contato com os líderes, em caso de novo revés.

Para um campeonato que ainda não empolgou, nada melhor do que estes clássicos para que o panorama mude completamente no segundo turno.

Será que o Macaé pode aprontar em Araçatuba?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O primeiro turno da Superliga Feminina ainda não terminou, o returno completo está por vir, mas já é possível dizer que seis equipes já estão garantidas nos playoffs.

Pelo investimento e tradição, cinco delas não surpreendem: Unilever, Sollys/Osasco e Pinheiros/Mackenzie, um trio ainda invicto na competição, além do reforçado Vôlei Futuro e o sempre respeitável Usiminas/Minas. Quem se coloca entre os grandes é o Macaé.

O time carioca, com uma campanha de cinco vitórias e duas derrotas (a mesma de Minas e Vôlei Futuro), conta com jogadoras que recentemente deixaram grandes times, caso de Camilla Adão, Marcelinha e Monique, ex-Unilever, e Mari Paraíba, ex-São Caetano. E tem feito o dever de casa. Ganha das equipes mais fracas, como BMG/São Bernardo, São Caetano, BMG/Mackenzie, Brusque, Pauta/São José, além de roubar até um set da Unilever. 

Para se garantir no sexto lugar, bastará vencer pelo menos metade dos confrontos diretos com os times que estão atrás na classificação, na segunda metade da competição. O objetivo estará mais do que cumprido.

Nesta sexta, uma boa oportunidade de ver, pela TV, o Macaé, no duelo com o Vôlei Futuro, desfalcado da americana Glass, que fraturou o dedo mínimo da mão direita e voltou para o país de origem para ser operada. O SporTV irá transmitir a partida, às 19h. Chance de aprontar uma zebra em Araçatuba?

PS  – Depois da publicação deste post, o Sollys perdeu a invencibilidade diante do Minas e o Pinheiros quase teve o mesmo destino diante do Mackenzie.