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Arquivo de novembro de 2010

A vez das mulheres na Superliga

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A bola vai subir para a Superliga feminina neste fim de semana. E, de cara, já teremos uma rodada que vai começar no dia 27/11 e terminará somente no longínquo 15/12.

A questão do calendário/tabela tem irritado nove entre dez envolvidos na competição. Para o torcedor, é quase impossível saber a real situação do time do coração na classificação.  Já ouvi de empresários/familiares de atletas que viagens deixam de ser marcadas para acompanhamento dos jogos com medo de uma mudança na tabela. Já tem superado até a irritação pela final acontecer em jogo único. Bom, mas vamos falar de coisas boas…

Três times despontam como favoritos: Sollys/Osasco, Unilever e Vôlei Futuro. Os dois primeiros acostumados com finais da Superliga, enquanto a equipe de Araçatuba vai dar um salto gigantesco de qualidade.

O time de Luizomar manteve a base da última temporada e tem no entrosamento das selecionáveis (Jaqueline, Natália, Sassá, Thaisa, Adenízia e Camila Brait) o ponto forte. A Unilever sofreu a maior reformulação dos últimos tempos e conta com o talento de Sheilla, Mari (após se recuperar) e Valeskinha, além de Dani Lins, Fabi e Carol Gattaz. O Vôlei Futuro, por sua vez, sonha em encerrar a hegemonia dos rivais e investiu alto para isso. Paula Pequeno, Fabiana, Joycinha e as americanas Sykora e Glass.  Vai sofrer bastante com entrosamento, mas tem tudo para embalar na hora que o campeonato estiver valendo de verdade.

Um pouco abaixo aparece o Pinheiros/Mackenzie, de Fabíola, Lia e Paulo Coco.  Num patamar inferior, mas com possibilidade de sonhar com semifinal, Usiminas/Minas, BMG/Mackenzie e BMG/São Bernardo.  Já os demais times (Banana Boat/Praia Clube, Macaé, São Caetano, Brusque e Pauta/São José) vão brigar pelas últimas vagas nos playoffs.

Em quem vocês apostam?

É muito triste!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Este blog pede licença aos amantes do vôlei para fazer um desabafo.

Como é triste ver o Rio de Janeiro como cenário de uma guerra de verdade.

Nada de ficção, atores, sangue cenográfico ou cenas editadas. É a mais pura realidade.

Na cidade olímpica de 2016, que escolhi para morar após os Jogos de Pequim, o medo tomou conta do povo. 

Que o bem vença!

PS: Horas depois da publicação deste post, a Federação Carioca adiou a final do Estadual entre Unilever e Macaé, que aconteceria hoje. E o texto, afinal, acabou tendo uma relação com o vôlei.

Coreia x Coreia: vôlei em tempos de guerra

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O mundo viu, nesta terça-feira, ataques mútuos entre as Coreias do Norte e do Sul, os piores nas últimas duas décadas, com uma possibilidade crescente de guerra na região.

Coincidentemente, o vôlei pode marcar o encontro entre as duas nações, no ápice da tensão bélica, no torneio feminino dos Jogos Asiáticos, em Ghangzhou, na China.

Sem a tradição das “irmãs” do Sul, as coreanas do Norte conseguiram vaga na semifinal da competição, eliminando a favorita Tailândia no tie-break, mesmo perdendo um set por 25 a 7.  Por uma improvável vaga na decisão, elas jogarão nesta quinta contra a China. Na outra semi, a Coreia do Sul, que eliminou o time B do Japão, vai duelar com o Cazaquistão. 

Eu vou torcer para que as duas Coreias avancem e provem,  mesmo sabendo do favoritismo chinês, que esportivamente é possível conviver em paz no mundo globalizado.

Selecionáveis tomam um passeio

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A abertura da semifinal do Paulista feminina foi surpreendente. Ainda que pese o desentrosamento pelo longo tempo que as selecionáveis ficaram fora, o Sollys/Osasco, de Jaqueline, Natália, Thaisa, Camila Brait, Sassá e Adenízia, tem mais time do que o Pinheiros/Mackenzie. E levar um sonoro 3 a 0 é para ninguém dormir no dia seguinte.

Prêmio para o estudioso Paulo Coco e seu time, que agora precisa de apenas mais uma vitória para garantir vaga na decisão. A oposto Lia foi a destaque da partida

Do outro lado, o Vôlei Futuro, que ainda não conta com as americanas Sykora e Alisha Glass, encara o São Bernardo/BMG e é favorito.

Pelo que viram nesta segunda, alguém acredita em virada do Sollys? E pode dar zebra na outra semi, com São Bernardo na final?

Gamova faria sucesso no masculino?

domingo, 21 de novembro de 2010

Amigos e amigas, segue a coluna Saque publicada neste domingo no LANCE!

Ninguém ousa negar que a oposto russa Gamova, de 2,02m, é um fenômeno. Pelo menos quando encara outras mulheres, como visto no Campeonato Mundial do Japão. Não é preciso elogiar sua competência no ataque, sua presença no bloqueio e capacidade para fazer estragos com o saque. Mas como seria se a gigante (para os padrões do vôlei no feminino) jogasse contra os homens?

Para responder o questionamento desta coluna, nada melhor do que quatro titulares na conquista do Brasil no Mundial da Itália, há um mês, e um treinador que a enfrentou.

Bruninho, levantador
- A Gamova é uma grande jogadora e foi decisiva naquela final contra o Brasil. Se ela enfrentasse um time masculino, não faria feio, mas se tornaria uma jogadora ‘normal’, sem se destacar muito.

Rodrigão, central
- É difícil dizer se a Gamova poderia jogar contra um time masculino. Eu acho até que ela poderia se virar bem no ataque, mas encontraria muitas dificuldades no bloqueio. Lembro que já me fizeram uma pergunta parecida sobre a Mireia. Diziam até que ela treinava com a seleção masculina de Cuba para ganhar mais força, o que eu não duvido.

Lucão, central
- Eu acho que a Gamova não teria nenhuma condição de manter o seu padrão de jogo contra um time masculino. Ela impressiona porque é alta entre as mulheres, mas a diferença física para os homens é muito grande.

Leandro Vissotto, oposto
- A Gamova fez toda a diferença na final contra o Brasil. Mas acredito que ela seria uma jogadora comum se enfrentasse um time masculino. Ela é alta, mas ataca a 3,20m do chão, contra 3,50m dos homens de sua mesma altura. É uma diferença enorme.

Marcos Kwiek, brasileiro que comanda a República Dominicana
- Não sei se ela faria bonito jogando contra um time masculino, mas com certeza jogaria. É uma mulher de 2m de altura que sabe jogar. Como ela não joga passando, acho que jogaria facilmente, por ter muitos recursos no ataque. Jogando com um bom levantador, tenho certeza de que jogaria sim. Ela está em outro nivel, pode ter certeza.

Tirou suas conclusões? E qual sua análise sobre uma hipotética presença de Gamova em um jogo masculino? Opiniões para @danbortoletto no Twitter ou para o e-mail danielb@lancenet.com.br

E teve mais briga. Agora em BH

sábado, 20 de novembro de 2010

O clima anda fervendo no vôlei brasileiro. Neste sábado, a segunda partida final do Campeonato Mineiro feminino terminou em briga e desta vez com jogadoras chegando às vias de fato, diferentemente do ocorrido na decisão do Paulista masculino.

Após a vitória do Usiminas/Minas, de virada, por 3 a 2, sobre o Mackenzie/BMG, uma grande confusão se formou. Destaque do Minas, a cubana Herrera exagerou na comemoração e na provocação e levou um tapa de Wime. Foi preciso a intervenção de jogadoras e integrantes das comissões técnicas para evitar um confronto com dimensões ainda maiores. As duas equipes voltarão a se enfrentar no terceiro e decisivo jogo e os ânimos deverão estar novamente exaltados.

Até onde iremos, hein?

Acabou a briga. E deu Vôlei Futuro

sábado, 20 de novembro de 2010

Um abraço no fim do jogo, pedido de desculpas e um aperto de mão. Terminou assim o desentendimento entre Escadinha, líbero do Sesi, e Leandro Vissotto, oposto do Vôlei Futuro.

Após a vitória do time de Araçatuba por 3 a 0 e a conquista do título paulista, os dois selecionáveis colocaram um fim digno na confusão que marcou os primeiros jogos dos playoffs.

Conhecendo o caráter das duas pessoas envolvidas, o desfecho era esperado. Rivalidade é sempre saudável e ajuda na divulgação do esporte. Mas passar dos limites e transformar em briga era demais.

E, para não deixar de falar do jogo, Ricardinho provou nas finais ser muito acima da média. Vai ser muito bom vê-lo, com ainda mais entrosamento com os atacantes, na Superliga.  E o Sesi, que não pôde contar com Murilo no ápice de sua forma nas finais, dará muito trabalho quando estiver 100%.

“Escadinha me chamou de moleque”, diz Vissotto

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Em nota oficial, o oposto Leandro Vissotto deu sua versão da confusão de quinta-feira, em Araçatuba, com o líbero Escadinha.

- O Serginho disse que eu o xinguei no primeiro jogo, mas na verdade houve uma troca de ofensas. Ele me mandou calar a boca, me chamou de moleque etc. Mas eu encarei isso como coisa de jogo, que acabaria junto com a partida, tanto que eles ganharam e depois eu o cumprimentei normalmente – disse Vissotto.
 
De acordo com o camisa 8 do Vôlei Futuro, o líbero do Sesi parecia estar nervoso na partida desta quinta-feira.

- Durante o jogo, eu não falei nenhuma vez com o Serginho. Houve um momento em que teve uma divergência entre o Ricardinho e o Sidão e eu pedi calma para o Sidão, meu companheiro na seleção. Mas o Serginho veio em minha direção, me xingou e mais uma vez me chamou de moleque.
 
Vissotto diz que, de sua parte, a discussão novamente seria relevada, mas se surpreendeu com a atitude do líbero, que se recusou cumprimentá-lo, na rede, ao término do jogo.
 
- Em São Paulo, eu perdi o jogo e o cumprimentei normalmente. Quinta-feira, quando meu time ganhou, ele tirou a mão quando nos cruzamos na rede. Eu fiquei indignado e fui perguntar por que um atleta com a história dele, e com quem joguei muitas vezes na seleção, tinha feito aquilo – acrescentou, que prometeu cumprimentar o desafeto no terceiro e decisivo jogo da final do Paulista.

E quase deu briga entre selecionáveis em Araçatuba

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A vitória do Vôlei Futuro sobre o Sesi, nesta quinta-feira, na segunda partida final do Paulista masculino, terminou em confusão.

Depois do 3 a 0 do time de Araçatuba, que empatou a série e forçou o terceiro e último jogo, os jogadores se desentenderam na hora do cumprimento na rede.

Escadinha, líbero do Sesi, se negou a dar a mão para o oposto Leandro Vissotto e para o líbero reserva Daniel, do Vôlei Futuro. Aí sobrou xingamentos, empurrões e a turma do deixa- disso precisou entrar em ação para evitar algo pior. E olha que ali estavam Lucão, Sidão, Murilo, Mário Jr., que passaram mais de um mês juntos com a Seleção para a conquista do Mundial.

Sempre sincero, Escadinha disse , ao SporTV, que não cumprimentou os rivais por ter sido xingado no primeiro jogo, em São Paulo. 

Como deverão se esbarrar nas próximas convocacações de Bernardinho, Escadinha e Vissotto vão precisar se acertar fora de quadra.

Uso coerente do marketing esportivo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nada melhor do que a apresentação oficial de uma competição para você expor sua marca, certo?

A Superliga feminina foi apresentada nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Na foto oficial, o presidente Ary Graça aparece ao lado das selecionáveis, vice-campeãs mundiais. É fácil perceber quem joga pelo Sollys/Osasco e pela Unilever. Mas dou um doce para quem conseguir apontar em Paula Pequeno, Fabiana e Joycinha algum logotipo do Vôlei Futuro ou de algum outro apoiador do time de Araçatuba.

As selecionáveis que jogarão a competição

Luiz Paulo Montes, bem informado repórter do LANCE!, que está em Araçatuba, me ajudou a entender o “case” de marketing esportivo. Segundo ele, as três jogadoras vestiam camisas de passeio da equipe. Cada uma, com seu detalhe sobre o Vôlei Futuro. A de Fabiana  tem o nome do time estilizado. A de Joycinha tem o símbolo do time no lado esquerdo do peito. Já a de Paula tem um coração ao lado da sigla VF.

Pelo lado da inovação e da diversidade, o Vôlei Futuro, sensação da temporada ao fazer contratações de peso tanto no masculino quanto no feminino, está de parabéns. Ter uma linha de produtos para a torcida é uma tendência. De outro, porém, o mais desavisado não vai saber o time de cada jogadora, pois a marca não está tão nítida assim. E divulgar bem a marca é o lema número 1.