Brasil termina em quinto no Mundial sub-23 masculino

por Daniel Bortoletto em 31.ago.2015 às 14:57h

A quinta colocação do Brasil no Campeonato Mundial masculino sub-23 foi conquistada com sabor de “vingança”.

Nesta manhã, a Seleção derrotou a Argentina por 3 sets a 1, parciais de 25-19, 25-18, 30-32 e 25-22, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Os rivais haviam batido o Brasil no tie-break na primeira fase. O pontinho perdido naquele jogo acabou, posteriormente, impedindo a classificação verde-amarela para as semifinais.

O ponta Douglas Souza foi hoje o maior pontuador da equipe comandada por Rubinho. Ele marcou 20 pontos, três a mais do que o central Aracaju, seu companheiro de time no Sesi nos últimos anos.

Pela Argentina, o oposto Koukartsev anotou 19 pontos.

– Fizemos um bom jogo, melhor do que o duelo anterior contra a Argentina, na fase preliminar. Parabéns à seleção argentina por jogar muito bem com uma equipa tão jovem. Mas hoje jogamos melhor no conjunto bloqueio-defesa e no saque. Este é um campeonato difícil. Nós tentamos o nosso melhor, jogando tão bem quanto possível. Todas as equipes neste torneio foram muito bem taticamente e fisicamente – analisou Rubinho, assistente de Bernardinho na Seleção principal.

Até agora, nos Mundiais de base já disputados na temporada, o Brasil foi campeão no sub-23 feminino, ficou em sexto no sub-19 masculino e em 11º no sub-18 feminino. Faltam ainda o sub-20 feminino, que acontecerá em Porto Rico, entre 11 e 19 de setembro, e o sub-21 masculino, no México, entre 11 e 20 de setembro.

Baita virada Sérvia sobre a Rússia embola a Copa do Mundo

por Daniel Bortoletto em 31.ago.2015 às 10:06h

Uma fantástica virada derrubou o último invicto da Copa do Mundo feminina.

A Rússia, até então líder da competição, abriu 2 sets a 0, mas acabou perdendo para a Sérvia, parciais de 22-25, 22-25, 25-14, 25-23 e 15-12.

O resultado embolou ainda mais a disputa pelas duas vagas olímpicas que estão em jogo. As russas perderam a ponta para os Estados Unidos e as sérvias, que derrotaram as duas favoritas, estão definitivamente na briga.

Comemoração sérvia em Sendai (FIVB Divulgação)

Comemoração sérvia em Sendai (FIVB Divulgação)

A partida desta madrugada, em Sendai, foi marcada pelo duelo de Boskovic e Goncharova. Cada uma marcou 27 pontos. A sérvia marcou 26 vezes no ataque e uma no bloqueio, enquanto a russa anotou 24 pontos no ataque, dois no bloqueio e um no saque.

A Sérvia teve ainda outras três coadjuvantes com papel destacado: Mihajlovic marcou 17 vezes, enquanto Stevanovic e Rasic anotaram 16. A Rússia teve Kosheleva com 18.

O técnico Zoran Terzic apontou o terceiro set como decisivo. Mais do que deixar a Sérvia viva no jogo, a vitória com larga vantagem no placar baixou muito a confiança das russas.

Na classificação, os Estados Unidos somam 19 pontos, com Japão, Rússia e China empatados com 18. A Sérvia soma 16, mas com a vantagem de já ter enfrentado os melhores times. Seu último compromisso contra um dos líderes já acontecerá nesta madrugada, diante das japonesas, as donas da casa.

As cinco equipes citadas acima possuem campanhas idênticas, com seis vitórias e uma derrota. A diferença na pontuação está na pontuação obtida por triunfo ou revés no tie-break.

De virada, Brasil conquista título da Copa Rio

por Daniel Bortoletto em 30.ago.2015 às 14:09h

A Seleção Brasileira feminina foi testada pela primeira vez no encerramento da Copa Rio Internacional, neste domingo, no Maracanãzinho. Depois de passar com facilidade por Alemanha e Bulgária, o time verde-amarelo suou para derrotar a Holanda, de virada, por 3 sets a 2, parciais de 23-25, 22-25, 25-22, 25-18 e 15-10.

O resultado garantiu o título do torneio amistoso para o Brasil. Na preliminar, as búlgaras passaram pelas alemãs no tie-break. Mas a atuação de hoje, com tantas oscilações em quase todos os fundamentos, vai merecer uma atenção especial da comissão técnica de José Roberto Guimarães.

Comandada pelo italiano Giovani Guidetti, que fez bom trabalho anterior na Alemanha, a Holanda demonstrou nesta manhã uma força ofensiva que tirou o bloqueio e a defesa brasileiras do sério. Foram jogadas eficientes pelo fundo e alto aproveitamento nas pontas. Algumas boas passagens pelo saque, como a de Plak, no segundo set, fizeram o Maracanãzinho, mais uma vez bem distante da sua lotação, se calar.

Tentativa de block de Carol e Dani Lins (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Tentativa de block de Carol e Dani Lins (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Um esboço de reação começou após a Holanda abrir dez pontos e ficar a três da vitória no segundo set. Zé Roberto invertou o 5-1 com Sheilla e Macris, além de trocar Natalia por Mari Paraíba. Carol apareceu no bloqueio, o passe se estabilizou e o jogo ficou parelho. A diferença caiu para dois pontos (21 a 23), mas as europeias conseguiram fechar: 25 a 22. E teve torcedor que foi embora do ginásio.

Zé voltou para o terceiro com uma alteração na formação que iniciou o jogo: Léia no lugar de Camila Brait. E um outro ingrediente: um espírito mais aguerrido da equipe, vibrando a cada ponto e tentando trazer a torcida para a quadra. Em vantagem no placar desde os primeiros pontos, o Brasil só não ficou mais à vontade pelos erros nos contra-ataques, principalmente com Natalia.  No fim da parcial, os erros brasileiros voltaram, a Holanda equilibrou as ações, mas não o suficiente para a virada.

Os erros de ataque e contra-ataque reapareceram no time brasileiro no quarto set. A Holanda virou na frente do primeiro tempo técnico (5-8). Então foi a vez de Sheilla entrar no lugar de Monique. Mesmo ainda longe do ritmo ideal de jogo, a oposto ajudou na construção da virada, concretizada no 13 a 12.  Após assumir o comando do placar o Brasil não oscilou mais a ponto de permitir o equilíbrio, fechando com certa facilidade em 25-18.

No tie-break, a primeira vantagem brasileira foi no 3 a 2, após bloqueio de Sheilla em Plak. E a oposto voltou a desequilibrar, desta vez, no saque, fazendo 5 a 3. Com mais capricho na virada de bola, a Seleção não permitiu que a Holanda se aproximasse, chegando ao tempo técnico com a mesma diferença: 8 a 6. E olha que o time de Guidetti estava defendendo muito, fazendo o time brasileiro jogar. Coube à terceira levantadora Roberta, no saque, fechar o jogo em 15 a 10.

Na próxima semana, a Seleção continua a preparação olímpica com treinamentos em São Paulo. No dia 7 de setembro, o time viajará para a Holanda, para reencontrar a rival deste domingo numa série de amistosos.

Pacotão de notícias

por Daniel Bortoletto em 30.ago.2015 às 9:40h

Pessoal, bom dia. Antes de partir para mais uma jornada no Maracanãzinho, deixo esse post com um resumão de fatos importantes da noite/madrugada/manhã.

1) Na Califórnia, a Seleção masculina encerrou a série de amistosos contra os Estados Unidos com vitória, a terceira em quatro jogos, desta vez por 3 a 1 (25-20, 31-33, 25-18 e 29-27). Não deixa de ser uma ótima notícia após a desclassificação precoce na fase final da Liga Mundial. O time certamente reencontra a confiança que parecia abalada e também dá um recado para os rivais,

Neste duelo os dois times optaram quase pelas formações titulares. O Brasil com Bruninho, Evandro, Lucarelli, Maurício, Lucão, Eder e Escadinha. Os Estados Unidos com Micah Christenson, Matt Anderson, Taylor Sander,  Aaron Russell, Max Holt, David Lee e Dustin Watten.

Lucarelli, mais uma vez, liderou o Brasil na pontuação: 20 pontos (16 no ataque e quatro no saque). O maior anotador do duelo foi Anderson, com 26.

– É um desafio enfrentar o Brasil. Eles nos mostram quais são nossas fraquezas. Nós aprendemos muitas coisas – analisou o técnico americano John Speraw.

2) A Seleção sub-23 vai disputar o quinto lugar do Mundial diante da Argentina. No jogo de hoje, vitória sobre a Coreia do Sul por 3 a 0. O oposto Kadu liderou o time na pontuação mais uma vez.

3) A Copa do Mundo feminina recomeçou sem zebras no Japão. Sérvia 3 x 0 Rep. Dominicana, Rússia 3 x 0 Coreia do Sul, EUA 3 x 0 Quênia, China 3 x 0 Cuba, Japão 3 x 0 Peru. Emoção zero na rodada. Desta forma, segue a escadinha na classificação: Rússia 17 pontos, EUA 16, Japão e China 15, Sérvia 14. Na próxima madrugada teremos um jogo de verdade: russas x sérvias. É um vale-tudo para a seleção sérvia, que já passou pelos Estados Unidos e vai entrar de vez na briga em caso de nova vitória. Caso a Rússia vença a vaga olímpica estará bem mais próxima.

4) Alison e Bruno Schmidt, que garantiram ontem a classificação para a Rio-2016, estão na final do Grand Slam de Olsztyn, na Polônia. Logo mais os brasileiros, que vivem ótima fase no Circuito Mundial, irão encarar os americanos Gibb/Patterson pelo título de mais uma etapa. Tanto eles quanto Larissa/Talita disputarão o Rio Open, em Copacabana, na semana que vem, livres de qualquer pressão.

Zé Roberto pede aumento no número de jogadoras na Olimpíada

por Daniel Bortoletto em 29.ago.2015 às 20:29h

Uma situação incomum antes da partida entre Brasil x Bulgária, nesta tarde, no Maracanãzinho, fez com que o técnico José Roberto Guimarães solicitasse uma alteração no regulamento de próximas edições das Olimpíadas.

Para o tricampeão olímpico, cada país deveria ter direito a inscrever 14 atletas na competição de vôlei dos Jogos. Atualmente são permitidas apenas 12 jogadores.

Zé durante jogo do Brasil com a Bulgária (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Zé durante jogo do Brasil com a Bulgária (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O pedido de Zé Roberto (que é o mesmo de outros treinadores) é antigo, mas voltou a ser feito após um  problema que o Brasil teve no aquecimento da partida desta tarde. A meio de rede Bárbara, titular no jogo de sexta-feira com a Alemanha, teve um mal estar. Ela foi atendida e não participou do jogo. Adenízia, que vinha de uma lesão muscular na panturrilha e se recuperou em tempo para a partida de hoje, era a única opção para fazer dupla com Carol.

– Por isso que a gente deve reivindicar que possamos ter 14 jogadoras nos Jogos Olímpicos. Hoje 12 é muito perigoso. Se você perde uma central ter que jogar apenas com duas é difícil. É o ditado que eu sempre digo: quem tem duas tem uma. Quem tem uma não tem nenhuma. A Federação Internacional tem que brigar muito com o Comitê Olímpico Internacional para aumentar para 14 o número. Só assim para você não ter esse tipo de problema. Hoje, dentro do vôlei, 12 é um risco muito grande – reclamou o treinador.

Historicamente o COI não aceita o aumento para 14 jogadoras pois não quer “inflar” uma competição já gigantesca, que costuma ter 15 mil atletas e uma logística complicada em duas semanas dentro da Vila Olímpica. Fazendo uma conta rápida, como são 24 seleções disputando os torneios masculino e feminino no total, alterar a regra acrescentaria 48 atletas. Nem é tanta gente assim…

O limite de 12 atletas na Olimpíada gera uma dor de cabeça extra para os técnicos de vôlei antes da definição da lista de convocados. Acostumados com 14, eles costumam levar, geralmente, para as demais grandes competições três levantadores, dois opostos, quatro pontas, três centrais e dois líberos. Alguns optam por dois levantadores e quatro centrais. Varia um pouco de acordo com a característica do time, situações físicas ou de lesão, etc. Já na Olimpíada, com a limitação de 12, é mais comum ver times com dois levantadores, dois opostos, quatro pontas, três centrais e um líbero. Ou seja: seleções bem mais engessadas e com menor capacidade de reposição.

PS: Zé revelou que oposto Sheilla seria a opção para improvisação no meio de rede caso Adenízia não pudesse jogar ou sentisse a lesão muscular durante o jogo de hoje.

Um dia especial para Rosamaria e a nova geração do Brasil

por Daniel Bortoletto em 29.ago.2015 às 18:17h

A Seleção Brasileira conquistou nesta sábado a segunda vitória na Copa Rio Internacional, no Maracanãzinho. Do banco de reservas, Rosamaria acompanhou todo o confronto sem entrar em quadra.  A ponta/oposto de 21 anos foi chamada às pressas para o torneio, já que várias atletas (Fabiana, Joycinha, Fernanda Garay, Suelle e Juciely) estão lesionadas.

Mas, mesmo sem jogar, ela não tinha motivos para estar aborrecida. Rosa, como é chamada pelas companheiras, teve um momento de protagonista no ginásio que receberá em pouco mais de 11 meses a competição de vôlei da Rio-2016. No intervalo entre o segundo e terceiro sets, ela foi homenageada pelo título mundial sub-23, recém-conquistado na Turquia. Ao lado das companheiras e da comissão técnica, ela deu uma volta olímpica carregando o troféu. E recebeu, de jovens do VivaVôlei, projeto social da Confederação Brasileira, um quadro com uma imagem da comemoração.

Rosamaria com o troféu do Mundial sub-23 (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Rosamaria com o troféu do Mundial sub-23 (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

– Foi emocionante. A memória ainda está muito fresca na cabeça. Estar com as meninas hoje aqui foi a realização de mais um sonho. Entrar nesse ginásio, que vai receber a Olimpíada daqui a um ano, fica muito na cabeça: está chegando a hora.  A homenagem para as meninas foi muito linda. Esse grupo mereceu muito e esse campeonato foi importante para o vôlei brasileiro – comentou a camisa 6.

Rosamaria foi uma das protagonistas da campanha brasileira na Turquia. Uma semana antes, ela já havia feito parte da Seleção principal na campanha do Pan-Americano de Toronto (CAN). A atacante faz parte de uma geração que terá a difícil tarefa de substituir a atual, que é bicampeã olímpica, e poderá no próximo ano conquistar o inédito tri consecutivo. E já está sendo lapidada para isso.

– Estou tentando aproveitar ao máximo tudo neste convívio. Essa oportunidade de ter voltado para a Seleção principal foi bacana. Foi um ano de muitas vitórias, conquistas… Não esperava essa reviravolta tão grande, uma chance tão cedo. Estou tentando aprender ao máximo com as meninas. Com a Olimpíada batendo à porta vou seguir trabalhando muito até o Zé mandar a lista. Mas se não for nessa eu quero estar na próxima.

Inspiração para as demais companheiras do sub-23, Rosamaria também fala de suas inspirações. Ontem, passou quase todo o jogo ao lado de Sheilla, uma delas.

– Sheilla, Garay e Jaque são inspirações. Tento sugar tudo ao máximo delas, nos treinos, jogos. O comportamento também é importante. É a primeira vez que estou ao lado dela (Sheilla) nestes dias aqui no Rio. Estou tentando observar bastante a Sheilla, que é da minha posição. Elas me ajudam bastante. Só tenho a crescer – revelou Rosa.

Nos treinos de quinta-feira, José Roberto Guimarães disse que pretende ver Rosamaria jogando também na ponta. A oposto entendeu o recado e pretende conciliar as duas funções para evoluir na carreira:

– Não tenho preferência. Estou tentando na ponta, apesar de estar mais acostumada com a saída. Se eu puder jogar na ponta vai agregar muito para a minha carreira. Já joguei campeonatos na base assim, mas sei que preciso evoluir muito para jogar um campeonato adulto na ponta. Estou buscando a evolução. Por enquanto vou tentar levar nas duas posições.

Números de Brasil 3 x 0 Bulgária

por Daniel Bortoletto em 29.ago.2015 às 17:53h

Pontos de ataque: Brasil 38 x 36 Bulgária

Pontos de bloqueio: Brasil 15 x 11 Bulgária

Pontos de saque: Brasil 3 x 6 Bulgária

Maior pontuadora do Brasil: Gabi  15 pontos (10 no ataque e cinco no bloqueio)

Maior pontuadora da Bulgária: Nikolova  15 pontos (13 no ataque, um no bloqueio e um no saque)

Melhor passadora: Natalia, com 47% de perfeição nas ações

Brasil vence Bulgária sem sustos

por Daniel Bortoletto em 29.ago.2015 às 17:17h

A Seleção Brasileira feminina conquistou, neste sábado, a segunda vitória na Copa Rio Internacional. Com um pouco mais de trabalho do que na véspera, o time verde-amarelo derrotou a Bulgária por 3 a 0, parciais de 25-20, 25-21 e 26-24.

O Maracanãzinho recebeu um público maior do que na véspera. Basta comparar a foto deste post com a do relato da estreia. Mas, mais uma vez, abaixo das expectativas. Fim de mês, país em recessão, sol convidativo para uma praia e ingressos entre R$ 60 e R$ 80… Neste domingo, às 11h30, novamente com transmissão do SporTV, o Brasil busca a terceira vitória, desta vez em cima da Holanda, para comemorar o título.

A parte mais lotada do ginásio neste sábado (Daniel Bortoletto)

A parte mais lotada do ginásio neste sábado (Daniel Bortoletto)

Em comparação com a formação de sexta-feira, a Seleção Brasileira teve duas mudanças: Léia no lugar de Camila Brait na posição de líbero e Adenízia, recuperada de um problema na panturrilha, na vaga de Bárbara, que sofreu um mal estar durante o aquecimento.

O Brasil começou mal a partida. Instável no passe e com dificuldades para rodar os ataques, o time da casa viu as búlgaras abrirem uma boa vantagem rapidamente: 5 a 10, obrigando Zé Roberto a pedir tempo. E o time entrou de vez no jogo. Com Monique no saque e o bloqueio dando as caras, o jogou empatou em 13 pontos e a virada aconteceu no 15-14, com ataque de Natalia. A parcial foi fechada com ataque de Monique, a jogadora mais regular do Brasil: 25-20.

No segundo set, o Brasil começou na frente do marcador desde o início, conseguindo colocar pressão no passe búlgaro. Barakova, a levantadora, não conseguia fazer o meio jogar e as opções restantes no ataque eram óbvias: Vasileva e Rabadizhieva. Mesmo sem ser impecável, a Seleção, com Macris, Sheilla e Roberta entrando, fechou em 25 a 21, após erro de Nikolova no saque.

O panorama da partida pouco foi alterado no terceiro set. O Brasil esteve sempre no comando das ações, algumas vezes oscilando no passe e na virada de bola. Mas soube fechar mais uma partida, com um certo susto no fim, após desperdiçar um caminhão de match points, por 26 a 24.

Uma boa e uma má notícia

por Daniel Bortoletto em 29.ago.2015 às 15:10h

Larissa e Talita conquistaram nesta manhã o título do Grand Slam polonês do Circuito Mundial de vôlei de praia. Não haveria forma melhor para comemorar a vaga olímpica obtida ontem e o aniversário de 33 anos de Talita hoje. Quinta etapa vencida na temporada e a certeza de que esta dupla está entre as favoritas ao ouro na Rio-2016.

Já nos Emirados Árabes a Seleção masculina sub-23 venceu a Turquia por 3 a 1, mas está eliminado do Mundial da categoria. A única forma de avançar era ter vencido em sets diretos. Agora o time comandado por Rubinho vai disputar a quinta colocação.

Um bate-papo com Sheilla

por Daniel Bortoletto em 29.ago.2015 às 14:05h

As jogadoras reservas da Seleção se encaminham para o fundo da quadra após os hinos de Brasil e Alemanha, na noite de sexta-feira, no Maracanãzinho. Sheilla pede ajuda para a líbero Léia para colocar o agasalho. A oposto sentiu dores no ombro esquerdo já no fim do treino de quinta e demonstra nitidamente o incômodo no local, protegido por bandagens. Pede auxílio para evitar algum movimento mais brusco. Nada mais grave segundo a avaliação do médico Julio Nardelli.

Sheilla passa quase todo o jogo fazendo exercícios para se manter aquecida, mas com todo cuidado com o ombro. É chamada por José Roberto Guimarães para fazer uma passagem na rede no fim do primeiro set no lugar de Monique. A presença da camisa 13 em quadra faz a pequena torcida presente no ginásio ter um motivo a mais para aplaudir. Poucos instantes em ação, mas o suficiente para que flashes de celulares disparem para fotos e vídeos. É a idolatria que uma bicampeã olímpica merecidamente carrega.

Bicampeã olímpica está de volta à Seleção (Divulgação)

Bicampeã olímpica está de volta à Seleção (Divulgação)

A partida termina e Sheilla, 32 anos, já na entrada dos vestiários, recebe um abraço de Regiane, ponta do Rexona, que acompanhava o jogo ao lado de outras jogadoras lesionadas da Seleção (Fabiana, Juciely, Fernanda Garay, Suelle e Adenízia). E foi ali que ela parou para uma breve entrevista exclusiva para o blog.

A Copa Rio Internacional é o terceiro passo da volta da oposto para a Seleção em 2015. Ela esteve presente nos amistosos em Maceió com a Bulgária e depois jogos-treino no CT da CBV, em Saquarema, contra os demais participantes do quadrangular que está em andamento. Antes disso ganhou um período maior de férias, ficando fora das disputas do Grand Prix e do Pan-Americano. Um prêmio por outras temporadas desgastantes e também a possibilidade de um descanso maior focando a busca pelo tri olímpico em 2016.

Em parte deste período “sabático” ela esteve com o marido em San Diego, na Califórnia. Fez turismo e uma espécie de pré-temporada numa academia da cidade, sendo monitorada com frequência pela comissão técnica da Seleção.

Abaixo a conversa com a jogadora.

AS DORES NO OMBRO

Não é nada demais. Sem preocupações. Logo vou estar sem limitações

O RETORNO À SELEÇÃO

Estou voltando aos poucos. A gente teve dois amistosos em Saquarema, eu joguei um pouquinho, foram dois sets. Mas sei que tenho de ir aos poucos, pois fiquei três meses parada.

Treino da Seleção Brasileira na quinta-feira (Alexandre Loureiro/Inovafoto)

Treino da Seleção Brasileira na quinta-feira (Alexandre Loureiro/Inovafoto)

OS TREINOS EM SAN DIEGO

Escolhi os Estados Unidos porque achei um lugar que atletas profissionais usam apenas para treinar. Fiz pesquisas em um site e vi que muitos profissionais da NBA, do futebol americano o utilizam. Pensei que seria bom adequar as férias com treinamento físico. Foi o local ideal para fazer as duas coisas. Consegui descansar a cabeça, sem descuidar do físico, algo que era importante para chegar aqui com o grupo e já treinar com bola. Agora é voltar aos poucos, pois fiquei sem fazer os movimentos do jogo e dói um pouco de tudo quando você volta.

A ROTINA NOS ESTADOS UNIDOS

Levei a minha ficha (de preparação física) e eles adaptaram lá. Não foram muitas coisas diferentes do que eu já fazia aqui. Falava direto com o Zé Elias (preparador físico da Seleção) e assim ele acompanhava os meus trabalhos. Gostei. Também consegui passear um pouco.

342 DIAS PARA A RIO-2016

Sou sempre ansiosa. E estou assim a 11 meses para a Olimpíada. Este ciclo parece que está demorando mais do que os outros. Não sei se é porque estou vivendo mais este agora, mas a ansiedade aumenta, principalmente por ser no Brasil.

OS RIVAIS

Os Estados Unidos estão numa fase muito boa agora. A gente está um pouco abaixo. Outras seleções estão aparecendo bem. Acabamos de ver a Sérvia ganhando dos EUA na Copa do Mundo. Dá a certeza de que outras seleções vão chegar bem aqui no ano que vem.

O BRASIL

Nossa preparação deu um pouco de azar, pois várias jogadoras sofreram pequenas lesões leves, deixando o grupo bem reduzido. Mas ainda temos tempo para chegar bem ao Rio.

O QUADRANGULAR NO RIO

Não conhecia esse time mais novo da Holanda. Contra a Bulgária nós jogamos em Maceió. No sábado vai ser um jogo mais difícil, que temos chances totais de ganhar se estivermos concentradas.