Ah, o calendário!

por Daniel Bortoletto em 25.nov.2014 às 20:32h

Gostaria muito de estar aqui escrevendo sobre bons jogos, atuações individuais e a classificação da Superliga. Mas admito que algumas notícias tiram o meu humor.

Na quarta-feira passada, lá no Seminário sobre Gestão do Esporte, em Belo Horizonte, um dos assuntos que levantei na mesa-redonda foi calendário. Os esportes brasileiros conseguem confundir o público que não é tão especializado (diferentemente de vocês, tarados pelo esporte) graças ao confuso calendário. E o vôlei é um deles. Hoje é jogo do Estadual, amanhã da Superliga, na sexta dos Jogos Abertos…

Será que alguém acha normal permitir que os Estaduais e a Superliga sejam disputados simultaneamente? É bom para quem que um compita com o outro?

Assim foi na reta final do Paulista, repetiu-se dias atrás com a disputa dos Jogos Abertos do Interior em SP e SC e agora se repete outra vez com as semifinais do Gaúcho masculino.

Vejam só a situação do Voleisul/Paquetá Esportes. Nesta quinta-feira, confronto contra o Ziober/Maringá pela competição nacional, às 21h. No sábado, às 20h, semifinal estadual contra o time de Passo Fundo. Domingo, às 16h, o segundo duelo valendo vaga na final do Gaúcho, às 16h. Estou maluco ou alguma coisa está muito errada no calendário nacional? Isso não ajuda a tirar o prestígio do principal produto da temporada de clubes, a Superliga? Também não esvazia o Estadual?

Até entendo que 2014 foi um ano atípico com os Mundiais de seleções. Mas parece não haver conversa entre os envolvidos (confederação, federações, dirigentes dos times…). Parece não haver também mais indignação de clubes e jogadores durante uma maratona de jogos por torneios distintos. Tudo já virou “normal”. Infelizmente.

Peneira para meninas e meninos em São Bernardo

por Daniel Bortoletto em 25.nov.2014 às 10:02h

Mais uma peneira para quem sonhar em ser jogador de vôlei. O processo de seleção agora é o do São Bernardo. Abaixo, a íntegra do comunicado enviado à imprensa:

O São Bernardo Vôlei faz seletiva para formação das categorias de base no final de novembro e no início de dezembro. No próximo dia 29 de novembro, sábado, acontecerá a seletiva feminina.

As primeiras a entrarem em quadra serão as meninas. Categoria sub-17 (nascidas em 1999 e 2000) às 14h e categoria sub-19 (nascidas em 1997 e 1998) às 16h no Ginásio do Baetão. Já em dezembro, no dia 6, é a vez da formação de base do masculino: Categoria sub-17 (nascidos em 1999 e 2000) às 9h e categoria sub-15 (nascidos em 2001 e 2002) às 13h30 no Ginásio Poliesportivo.

INFORMAÇÕES

Peneiras FEMININA
Dia: 29 de novembro de 2014
Local: Ginásio do Baetão (Rua Dona Júlia Cezar, 240 – Bairro Baeta Neves – São Bernardo do Campo / Saída 18B da Via Anchieta)

Peneira MASCULINA
Dia: 6 de dezembro de 2014
Local: Ginásio Poliesportivo (Av. Kennedy, 1155 – Bairro Anchieta – São Bernardo do Campo / Saída 18B da Via Anchieta)

Maiores informações: FEMININO Professor Luiz André (11) 9 9269-2253 / MASCULINO Evandro dias (11) 4126-5618

Coluna de domingo: A TV quer mais entretenimento. Mas e a CBV?

por Daniel Bortoletto em 23.nov.2014 às 12:55h

Coluna Saque publicada neste domingo, 23 de novembro, no LANCE!.

Na última quarta-feira, participei de um debate sobre informação  no 2 Seminário sobre Gestão do Esporte, em Belo Horizonte. Ao meu lado, Thiago Meireles, da TV Globo, Paulo Cesar Vasconcellos, do SporTV, e Erich Beting, da Máquina do Esporte. Um dos temas abordados foi como a televisão, sem abandonar o jornalismo, vê e trata o esporte. E a resposta foi: entretenimento.

Dias depois, no Paraná, o Ziober/Maringá, time presidido pelo levantador Ricardinho, foi comunicado pela CBV que estava proibido de levar para seus jogos em casa uma banda musical, novidade para entreter o público durante a Superliga 2014/2015. Caso desrespeitasse essa decisão, seria multado.

Será que o esporte está falando a mesma língua da emissora detentora dos direitos de transmissão para as TV’s aberta e fechada? Eu sinceramente tenho dúvidas.

O regulamento da Superliga, em seu anexo 4, parágrafo 25, proíbe a entrada nos ginásios de instrumentos de sopro, percussão, buzinas ou cornetas. Já no 25.1, fica claro: “será permitida a permanência de banda instrumental no ginásio de jogo para apresentação antes e nos intervalos de tempos e sets, desde que seja incluída como ação promocional do clube e autorizada pela CBV”. No caso do clube de Maringá, a entidade disse não.

A banda, formada por universitários da cidade, esteve presente no Ginásio Chico Neto nos jogos contra São Bernardo, Minas e Sesi. Nenhum com transmissão da TV, eliminando uma desconfiança que eu tinha. O som poderia estar atrapalhando a transmissão do SporTV. O Maringá garante ainda que nenhuma citação de problema foi feita nos relatórios de arbitragem. Somente o Sesi fez um questionamento antes do confronto, no último dia 15. Então, que mal o grupo musical,  estaria fazendo ao espetáculo do vôlei dentro de quadra?

Procurei o Maringá e seu advogado Rogério Rodrigues me disse que o clube continuará solicitando, jogo a jogo, a liberação para entrada da banda, no intuito de tornar o ambiente mais atrativo e dar ao público mais uma opção de entretenimento nos intervalos dos sets e nos tempos técnicos. Ele garante que durante os pontos o grupo “se cala”. Agora é aguardar a decisão da Confederação Brasileira para os próximos jogos dos paranaenses.

Fabiana desabafa em Dia da Consciência Negra

por Daniel Bortoletto em 20.nov.2014 às 11:33h
Foto publicada pela atleta

Foto publicada pela atleta

A central Fabiana, destaque do Sesi e capitã da Seleção Brasileira, usou o Twitter para desabafar na manhã desta quinta-feira. Transcrevi, na íntegra, o que ela escreveu para os 27 mil fãs que possui na rede social. A foto do post foi publicada por ela juntamente com a última mensagem.

“Dia da consciência negra. Bom seria, se não precisássemos de um dia para reafirmar a cor da nossa pele!
No Mundo, negros sofrem com o racismo devido ao ranço que a escravidão deixou. As marcas do chicote e do açoite, ainda ecoam na sociedade.
O que me assusta é a segregação diária em pleno século XXI, como os atos racistas no vôlei, no futebol, nas ruas, todos os dias.
Gostaria que chegasse o dia em que não falaria sobre isso. As oportunidades, assim como os direitos e deveres, fossem iguais para todos.
Um dia os seres humanos não serão mais segregados pela cor e sim unidos pelo mais puro e simples sentimento, o AMOR”

Sempre acho positivo quando atletas dão a cara a tapa e se posicionam sobre assuntos polêmicos ou tabus da sociedade. E o preconceito, mesmo que velado, existe sim no Brasil, por mais que muita gente finja que isso faz parte do passado.

No esporte, 2014 ficará marcado para sempre pelo caso do goleiro Aranha, do Santos, em partida contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, em Porto Alegre. A atitude e o posicionamento do jogador foram de uma grandeza de espírito acima da média. Um desabafo para quem convive com essa estupidez chamada racismo.

 

Peneiras do Sesi

por Daniel Bortoletto em 20.nov.2014 às 10:30h

O tradicional serviço de divulgação das peneiras Brasil afora aqui no blog. Abaixo, as informações divulgadas pelo Sesi para a seleção.

O Sesi promoverá em dezembro as seletivas de vôlei para 2015. Os testes acontecerão nos dias 6 e 7 (masculino) e 13 e 14 (feminino), na unidade de Santo André (Praça Dr. Armando de Arruda Pereira, 100 – Santa Teresinha), a partir das 8h o sub-17 e das 13h o sub-19.

Serão abertos os testes para nascidos em 1999/2000 (sub-17) e 1997/1998 (sub-19).

Todos os inscritos serão analisados no primeiro dia das seletivas (6/12 – masculino e 13/12 – feminino). Serão pré-aprovados 30 atletas por gênero que retornarão no dia seguinte para a seletiva final. Para cada categoria serão disponibilizadas aproximadamente 6 vagas, totalizando 12 atletas por gênero.

Cada candidato deverá trazer também roupas de cama e banho para dormir no local, em caso de pré-aprovação para o segundo dia. O Sesi disponibilizará jantar e café da manhã para os pré-aprovados.

Os participantes deverão comparecer ao Sesi de Santo André até 1h antes do início das atividades com a ficha de participação preenchida, que pode ser acessada no site (www.sesisp.org.br/esporte).

Documentação necessária:

– Documento de Identificação com foto

– Ficha de Participação preenchida

– 1 Foto 3×4 colorida

– Atestado médico recente imprescindível (máximo de 30 dias), não sendo substituído por declaração dos responsáveis legais, conforme artigo 29 da Lei 9.615/98. A falta deste implicará na exclusão da seletiva.

A chegada de Jaqueline ao Minas

por Daniel Bortoletto em 19.nov.2014 às 12:03h

Chegou a estrela da companhia. A ponta Jaqueline foi apresentada, no início da tarde desta quarta-feira, como principal reforço do Camponesa/Minas para a temporada 2014/2015.

Titular da Seleção, a jogadora chega ao tradicional clube de Belo Horizonte como a esperança para reviver tempos gloriosos que culminaram com a conquista da Superliga, pela última vez, em 2001/2002. Muito tempo, diga-se de passagem.

Apresentação oficial em BH

Apresentação oficial em BH

Nos últimos anos, sem conseguir grandes patrocinadores, o time feminino do Minas apostou em jovens, um dos seus pilares por filosofia, com objetivos mais modestos e sem resultados expressivos.

– Minas tem um projeto forte, prioriza as categorias de base. Eles têm ajudado muito a ajudar a base a crescer e isso é importante para o futuro do vôlei. Trazendo jogadoras experientes vai dar um up para essas mais novas crescerem. As jovens podem crescer vendo a gente jogar. Já vejo uma evolução muito grande, com Walewska, Carol, Mari. A equipe está melhor e espero que a gente possa fazer um campeonato bonito –  disse a jogadora, durante sua apresentação na Arena do Minas.

Jaqueline iniciará os treinamentos na próxima segunda-feira. Na terça, o Minas receberá o Rexona-Ades, em BH, com transmissão pelo SporTV.

– Será que não dava para jogar contra o Sesi, lá pertinho de casa? – brincou, citando o jogo de quinta-feira.

O assunto Jaqueline esteve presente em várias rodas de bate-papo, na segunda-feira, durante o 2º Seminário de Gestão do Esporte, que aconteceu no Teatro Bradesco, na sede do Minas. Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, antes de iniciar sua apresentação, fez questão de parabenizar o clube pela contratação, dizendo que uma jogadora do nível de Jaqueline não poderia continuar desempregada no Brasil.

O caso da jogadora também fez parte da entrevista que fiz com Renato D´Avila, dirigente da CBV, sobre o fim do ranqueamento (http://wp.me/p1b2tr-249). Jaqueline foi uma das vozes ativas na defesa de mudanças no regulamento do ranking, por julgar que não deveria ter continuado com pontuação máxima após passar uma temporada sem jogar.

– Foi um aprendizado a mais para a minha vida. Sabia que eu iria voltar a jogar. Fiquei emocionada depois que acabou a Seleção, sabendo que poderia ser meu último jogo no ano. Quando me ligaram, aceitei de coração. Nunca tive uma receptividade como essa.

 

 

O ranking está mais perto de acabar

por Daniel Bortoletto em 18.nov.2014 às 20:04h

- Não sei se vamos manter o ranking no próximo ano.

A frase é de Renato D´Avila, já no fim do primeiro dia do 2º Seminário de Gestão do Esporte, em BH, nesta terça.

Ao término da discussão no palco do Teatro Bradesco, no Minas Tênis Clube, fui conversar com o dirigente da CBV para saber mais detalhes sobre este tema, tão comentado aqui e em outros fóruns sobre o vôlei brasileiro.

E ele explicou que a conversa já está acontecendo, mas ainda é cedo para ter certeza de que será implementada na Superliga 2015/2016.

– Os clubes estão se movimentando, mas não é só entregar para eles. Existem contratos assinados (com a TV, até 2017, como já escrevi no post anterior) e é um processo de amadurecimento para os dois lados – disse Renato, citando a Comissão de Clubes, mas deixando claro que o assunto está nas mãos de Radamés Lattari, seu sucessor à frente da gestão da Superliga.

Renato reforçou que a CBV sugeriu o fim do ranking já para esta temporada (como vocês já leram aqui), mas não houve consenso dos clubes, já que alguns pequenos e médios ainda acham que limitar dois atletas com pontuação 7 ainda ajuda a nivelar a competição.

Perguntei se a próxima decisão sobre o fim do ranking seria unilateral da CBV , se dependeria de unanimidade ou maioria simples dos clubes em votação. Ele deixou a decisão para Radamés.

Meu feeling é que o ranking está mesmo com os dias contados. Já cumpriu, décadas atrás, seu objetivo. Mas hoje o mecanismo já pode ser aposentado.

Uma boa discussão sobre modelos de campeonato

por Daniel Bortoletto em 18.nov.2014 às 19:30h

Um assunto muito relevante, que já foi abordado por aqui, encerrou as discussões do primeiro dia do 2º Seminário de Gestão do Esporte, em Belo Horizonte, nesta terça-feira. “Uma liga de sucesso: o esporte como negócio e entretenimento” foi o tema geral do painel, que contou com Renato D´Avila (CBV), Kouros Monadjemi (NBB e Fiba América), Arnon de Mello (NBA Brasil) e Guilherme Raso (Confederação Brasileira de Handebol).

O interessante foi ver como cada esporte tem caminhado para uma opção diferente no modelo de competição, fazendo adaptações pontuais em conceitos parecidos. O sucesso do Novo Basquete Brasil, por exemplo, reforça a tese da criação de ligas independentes das confederações. Segundo Kouros, ex-presidente do Minas Tênis Clube, a ousadia ao romper laços históricos com a CBB reforçou a união dos clubes após o lançamento da liga (a principal e a de desenvolvimento), permitindo que a confederação se ocupasse de outros assuntos relevantes para o esporte, como massificação e seleções. Ele citou um dado para comprovar o crescimento: seis anos atrás, a soma do investimento dos 16 times era de R$ 14 milhões; hoje, chega aos R$ 70 milhões.

Já o handebol, que também apoia o modelo das ligas, ainda busca uma solução “caseira”. A confederação ainda auxilia os clubes, antes que eles “tomem das rédeas de vez”, como disse Raso. Para ele, a liga independente é o futuro da modalidade, citando que o país atualmente conta com três competições regionalizadas nestes moldes: uma no Nordeste, uma na região amazônica e outra, a principal, com os times do Sul e Sudeste. Ele ainda salientou que o handebol aposta em times formados em cidades médias ou pequenas, quase sempre apoiados por prefeituras.

Renato D´Avila, por sua vez, admitiu que a Superliga de vôlei, em sua 21ª edição, ainda tem muito espaço para melhorar, reforçando um discurso já antigo e que cresceu com a criação da Comissão de Clubes, na temporada passada. Chegou a hora de a CBV abrir mão da organização da principal competição dos clubes?

–  As ligas estão engatinhando. O modelo brasileiro não encontrou uma forma de se sustentar. Atender as necessidades das seleções com a dos clubes é um desafio – comentou Renato, que deixou de ser superintendente técnico para assumir uma diretoria de desenvolvimento da entidade.

Renato tocou em pontos importantes do modelo atual do vôlei brasileiro, lembrando que é complicado entregar o controle total da Superliga aos clubes com um contrato ainda em vigor com a Globo e que vai até 2017. E uma frase do dirigente da CBV, durante as discussões, me chamou a atenção:

– Hoje não se cria tradição, paixão.

Ele abordou este tema ao comentar os diferentes tipos de associações que participam da Superliga: clubes sociais (Minas e Pinheiros, como exemplo), times bancados por universidades (já tivemos o boom da Unisul, Ulbra…), os bancados por prefeituras (Montes Claros), os projetos criados por empresas (Rexona, Brasil Kirin, Molico, RJX…) e os que unem um clube de camisa com um patrocinador forte (Sada/Cruzeiro). Renato admitiu que o mundo ideal é ter mais clubes de futebol, os times de camisa, presente no vôlei, mesmo como exemplos que deixaram dívidas, como Flamengo e Vasco, uma década atrás no feminino, além de outros, como Palmeiras e São Paulo, com equipes que duraram pouco por ter não apoio da cúpula do clube.

– O Cruzeiro, com um patrocinador forte, que é o Sada, está fazendo sucesso há uns seis anos. Ele encontrou um formato interessante – admitiu.

Arnon de Mello, após explorar o case da vinda da NBA ao país e a primeira série de jogos de um clube nacional na Liga Americana (Flamengo contra Memphis, Phoenix e Orlando), vê uma outra possibilidade, unindo clube de futebol e investimento privado. Eles, que possuem tradição e torcedores, se transformam em franquias dentro de uma liga, sendo administrados por “terceiros”, neste caso, gestores profissionais.

Como se vê, não existe um exemplo específico com sucesso garantido para cada esporte. Mas o que não faltam são ideias para que competições sejam melhoradas a partir de um modelo novo ou adaptado de gestão.

 

 

 

Final feliz na novela Jaqueline

por Daniel Bortoletto em 18.nov.2014 às 7:16h

Finalmente o desfecho que muitos torcedores esperavam aconteceu.

Jaque posa com o novo uniforme (divulgação)

Jaque posa com o novo uniforme (divulgação)

Jaqueline foi confirmada como jogadora do Camponesa/Minas no início da madrugada desta terça-feira.

Uma ótima notícia para o tradicional clube, que volta a ter um time competitivo após várias temporadas sem brilhar na Superliga. Muito bom para a ponta também, que afasta o risco de ficar apenas treinando enquanto a Seleção não retoma as atividades.

A apresentação oficial acontecerá amanhã, na Arena do Minas Tênis Clube. Como tudo nesta vida depende um pouco da sorte, eu deverei estar no evento, já que estou em BH para participar de um seminário sobre esporte olímpico.

Daqui a pouco começa o ciclo de palestras. Deixo vocês comentando a notícia aqui e voltarei mais tarde.

 

Para quem reclama do vôlei…

por Daniel Bortoletto em 17.nov.2014 às 9:29h

Organização não é uma das especialidades do esporte brasileiro em geral, todos nós já sabemos.

Para quem gosta de criticar o vôlei, dê uma olhada no exemplo dado pelo futsal na última semana. O Grand Prix, competição de seleções já em sua nona edição, realizada em São Bernardo do Campo, aconteceu com transmissão da final pela Rede Globo ontem. Falcão em quadra, patrocinadores felizes… Até aí tudo bem.

O problema é o torneio ter acontecido na véspera das semifinais da Liga Futsal, a principal competição de clubes do país. Assim, vários dos times envolvidos perderam os principais jogadores durante os treinos da semana e certamente não puderam se preparar como gostariam. Apenas a Intelli, de Orlândia (SP), pediu a liberação dos seus convocados, sendo atendida pela confederação. Amanhã, começará a semi da Liga e vários dos atletas estavam focados na Seleção até ontem.

Será tão difícil assim montar um calendário decente, que atenda Seleção, clubes, grade de TV, patrocinadores e não massacre os jogadores?