VÍDEO: O vôlei de 50 anos atrás

por Daniel Bortoletto em 22.out.2014 às 16:30h

Como era o vôlei em 1964, na Olimpíada de Tóquio?

Vale a pena gastar 15 minutos de sua vida para ver como foi a estreia olímpica da modalidade.

Quem está acostumado como jogadas velozes, muita pancadaria, vai estranhar bastante. Alguns momentos dos jogos parecem estar em outro ritmo, uma rotação diferente. Mas esse é o charme de um tempo romântico, amador, que não volta mais. E mostra como a evolução técnica foi grande até hoje.

 

Funvic/Taubaté atropela o Sesi

por Daniel Bortoletto em 20.out.2014 às 23:15h

Mesmo jogando na casa do Sesi, o Funvic/Taubaté mostrou sua força, na noite desta segunda-feira.

Pela primeira partida das finais do Paulista, vitória categórica por 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-23 e 25-18 (com direito a ponto “de defesa” do líbero Felipe). Agora, para perder o título, o time de Rapha, Lorena, Sidão, Dante, Chupita e Felipe precisará ser derrotado e perder ainda o golden set na partida que será disputada em Taubaté, no sábado.

Para quem está menos habituado com regras, o golden set é usado em algumas competições europeias. Ele funciona como um set desempate, evitando que finais que tenham uma vitória para cada lado sejam definidas em um terceiro jogo, por exemplo. Particularmente, não gosto da regra. Mas deixa pra lá…

No jogo desta segunda, o saque de Taubaté acabou com o passe do Sesi, que começou com Lucarelli e Mão como pontas. Na metade do segundo set, Marcos Pacheco apostou no jovem Douglas, no lugar de Mão. O ataque até ganhou força, mas nada que tirasse o Funvic do domínio das ações. E olha que o time perdeu Sidão, com dores na panturrilha, no começo da segunda parcial.

Para ter chance no sábado, o Sesi precisará do passe para que Marcelinho jogue com Lucão ou faça jogadas mais velozesao com Lucarelli. Caso contrário, a força de Lorena, Chupita & Cia. vai prevalecer.

Mari Paraíba volta para “casa”

por Daniel Bortoletto em 20.out.2014 às 23:02h

Finalmente a confirmação da notícia que os fãs do Camponesa/Minas esperavam. Mari Paraíba voltará a defender o time de Belo Horizonte nesta temporada.

Mari pelo Minas (Divulgação)

Mari pelo Minas (Divulgação)

A ponta, que joga as quartas de final do Paulista pelo Bauru (perdeu hoje o primeiro jogo para o Molico/Osasco por 3 a 1), voltará a defender o clube que traz boas lembranças para ela e para os torcedores. A apresentação acontecerá após a eliminação do time do interior no Campeonato Estadual.

Foi nas quadras do Minas Tênis Clubes que Mari Paraíba viveu sua melhor fase no vôlei, na temporada 2011/2012.

De lá pra cá, a vida de Mari mudou demais. Ela virou musa do vôlei ao posar para a Playboy ( http://wp.me/p1b2tr-11u http://wp.me/p1b2tr-10y  http://wp.me/p1b2tr-X2), se arriscou no vôlei de praia e agora tenta reencontrar suas melhores atuações, após passar por Barueri, Bauru, além de uma frustrada tentativa do Maranhão em contratá-la.

Se para Mari a volta para o Minas deve ser comemorada como retomada da carreira, imagino que para o time de Marco Queiroga a recíproca é verdadeira. Com Ju Nogueira voltando de lesão, Walewska e Carol Gattaz como centrais, Lia na saída de rede, a equipe ganha ainda mais corpo (sem trocadilhos) com Mari Paraíba como opção na ponta para a Superliga.

 

Hegemonia mantida em Minas

por Daniel Bortoletto em 20.out.2014 às 9:39h

Sem muito trabalho, o Sada/Cruzeiro conquistou, neste fim de semana, o pentacampeonato mineiro.

Na final, vitória tranquila sobre o Minas por 3 a 0, parciais de 25-15, 25-16 e 25-15. Filipe e Wallace fizeram dez pontos cada.

Pelo nível atual de investimento dos rivais, um resultado lógico. Mas eu esperava sets um pouco mais disputados.

Pensando na Superliga, o campeão Sada é, mais uma vez, favorito ao título. Já o Minas, que em anos anteriores se meteu entre os primeiros, vai brigar para entrar entre os oito dos playoffs.

Sada/Cruzeiro: William, Wallace, Filipe e Leal, Éder e Isac e o líbero Serginho. Entraram: PV e Lucas Salim. Técnico Marcelo Mendez.

Minas: Everaldo, Franco, Canuto, Yadrian, Otávio, Pétrus e o líbero Lucianinho. Entraram: Felipe, Madaloz, Thiago e Flávio. Técnico Nery Tambeiro.

De olho no Funvic/Taubaté

por Daniel Bortoletto em 17.out.2014 às 23:43h

Como esperado, o estrelado Funvic/Taubaté se classificou para a final do Paulista masculino, eliminado o esforçado São José na semifinal, nesta sexta-feira, com vitória por 3 a 1. Agora a disputa do título será contra o Sesi, que eliminou o Brasil Kirin.

A equipe de Taubaté pode ser time a ser batido na próxima Superliga. Pelo nível das contratações, a equipe paulista tem tudo para fazer frente aos demais favoritos para o título da competição nacional. Para isso, precisa, inicialmente, entrosar seus selecionáveis.

Apesar da convivência de Rapha, Sidão, Chupita e Felipe durante Liga e Campeonato Mundial, ainda é precisa entrosar o quarteto com o restante do grupo titular: Dante, Lorena e Maurício. Quando Cezar Douglas conseguir fazer esta base titular se entender melhor, o Funvic/Taubaté pode ser um verdadeiro bicho-papão.

A decisão contra o Sesi promete ser um bom aperitivo. Marcelinho, Theo, Escadinha, Lucarelli, Lucão… Um outro time estrelado e com potencial para ir longe em qualquer competição.

Vale a pena acompanhar esta final do Paulista.

 

E começam a sair os campeões estaduais

por Daniel Bortoletto em 17.out.2014 às 23:27h

Os principais campeonatos estaduais do país começaram a conhecer os campeões.

Nesta sexta-feira, o Mineiro feminino viu a lógica prevalecer em Uberlândia. O Dentil/Praia Clube faturou a competição pela quarta vez em sua história ao vencer o Camponesa/Minas por 3 a 0, parciais de 25-19, 25-17 e 25-16.

A partida marcou ainda a estreia de Tandara na equipe do Triângulo. A cubana Daymi Ramirez foi a maior pontuadora da decisão, com 14 acertos.

Bem reforçado para a temporada 2014/2015, o Dentil/Praia Clube tem, no papel, time para brigar pelo título nacional. É preciso dar tempo para Ricardo Picinin entrosar Tandara com o restante do elenco.

Já o tradicional time de BH conseguiu montar uma base melhor do que a dos últimos anos. Ainda assim, pouco para sonhar com uma semifinal, por exemplo.

Neste sábado, às 16h, no Ginásio do Riacho, será conhecido o campeão mineiro masculino. E mais uma vez a decisão será entre Sada/Cruzeiro e Minas.

Hoje, os cruzeirenses passaram por Montes Claros por 3 a 0 na semifinal, com um triplo 25 a 22. Leal (outro cubano) foi o maior pontuador da partida: 15 acertos. Já o Minas teve mais trabalho para eliminar a UFJF por 3 a 1, parciais de 26-28, 25-18, 27-25 e 25-15.

Nos dois encontros anteriores entre os rivais na competição, duas vitórias do Sada: 3 a 2 e 3 a 0.

 

 

Murilo passa por nova cirurgia no ombro

por Daniel Bortoletto em 17.out.2014 às 11:14h
Foto de Murilo após a primeira cirurgia no ombro (Reprodução Instagram)

Foto de Murilo após a primeira cirurgia no ombro (Reprodução Instagram)

O ponta Murilo deverá voltar às quadras para defender o Sesi apenas no início do próximo ano, perdendo o início da Superliga.

Ele passou por uma nova cirurgia no ombro, na terça-feira, e o prazo estimado para volta aos treinos é de dois meses.

 

Segundo o Sesi, “a intervenção não tem absolutamente nenhuma relação com a cirurgia realizada em maio de 2013. Trata-se de corrigir uma anomalia que provocava sobrecarga no ombro, gerada por uma atrofia dos músculos do ombro do Murilo, característica física genética do jogador”.

A ressalva feita pelo clube é importante pois a outra cirurgia foi muito mais delicada.

Titular da Seleção Brasileira, Murilo vinha nitidamente limitando suas atuações pelo problema no ombro. No Mundial, por exemplo, foi o jogador menos acionado por Bruninho nos ataques, tendo como função principal equilibrar o passe da equipe.

Colunista convidado: Caso Jaqueline – A incoerência das diretrizes da CBV

por Daniel Bortoletto em 17.out.2014 às 9:41h

Recebi este texto dos advogados  Leonardo Neri Candido de Azevedo e Eduardo Vital Chaves, do escritório Rayes & Fagundes Advogados Associados, e resolvi compartilhar com vocês.

A vitória sobre a Itália na disputa pela medalha de bronze do Mundial feminino de 2014 teve um peso maior para Jaqueline. Sem clube, a ponteira deve ficar pelo menos até o final do ano sem jogar novamente. Ao deixar a quadra, a bicampeã olímpica lamentou ainda não ter conseguido um clube para competir no Brasil.

Jaqueline recebeu pontuação máxima no ranking oficial da temporada 2014/2015, o qual a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) instituiu para mensurar a qualidade técnica das jogadoras em atividade. Tal medida visa limitar a participação de um determinado nível de atletas por clubes, com intuito de fomentar maior competitividade à Superliga.

Como Jaqueline ficou sem atuar na última temporada, a jogadora acreditava que poderia ter perdido pontos no ranking, o que possibilitaria sua contratação por um time de ponta. O caso da ponteira reabre o debate sobre o presente formato da Superliga, bem como acerca da real essência da norma. Nessa linha de raciocínio, vale frisar que a iniciativa da CBV em promover maior equilíbrio na disputa do voleibol nacional, advém, de certo modo, ao sucesso do modelo americano. Porém, o resultado até agora averiguado é o êxodo gradativo de nossos melhores atletas para o exterior.

A estrutura da CBV gera dúvidas sobre a efetiva atuação do órgão regulador. A falta de transparência na coleta de dados estatísticos proporciona casos semelhantes aos da jogadora Jaqueline, que mesmo sendo uma atleta de nível mundial, não vinha atuando e, inexplicavelmente, continuou apresentando pontuação máxima no ranking. Destaca-se da norma expressa no ranking de atletas (2014/2015) elaborado pela CBV que não deveria ter sido mantida essa pontuação:

“1. CRITÉRIOS; A pontuação atribuída a cada atleta ranqueada é determinada por avaliações criteriosas dos 8 (oito) clubes classificados na 1ª Fase (classificatória) da Superliga 2013-2014, seguindo critérios estatísticos e técnicos. (…) 3. PONTUAÇÃO;  3.1. – MÍNIMA E MÁXIMA; Para cada atleta ranqueada é atribuída uma pontuação variável de – no mínimo – 1 (um) e – no máximo – 7 (sete) pontos. (…) 4. INSCRIÇÃO DE ATLETAS; 4.1. – DE 07 (SETE) PONTOS; Cada equipe poderá inscrever, no máximo, 02 (duas) atletas pontuadas no ranking – cada uma – com 07 (sete) pontos.”

Nesse sentido, há claro equívoco na atribuição de sete pontos à atleta Jaqueline para temporada 2014/2015, pois é incompreensível a avaliação máxima de “critérios estatísticos e técnicos” se a jogadora ficou um longo período afastada das quadras.

A título de conhecimento, nos Estados Unidos da América (EUA) o chamado draft (recrutamento) é utilizado nas mais variadas ligas de esporte. O processo geralmente se dá antes do início da temporada. Assim, cada time alternadamente escolhe um jogador que deseja contratar. Geralmente os clubes com as piores campanhas na última temporada tem prioridade em optar pelos atletas com melhores desempenhos.

Normalmente os atletas inscritos e não escolhidos no Draft, assim como aqueles com idade superior à máxima permitida para o recrutamento, tornará-se-ão automaticamente agentes livres, podendo negociar livremente com qualquer equipe da liga, o que não se desenvolve no Brasil, visto o desnivelamento do poder econômico das agremiações, fruto da ausência de um regulamento que estabeleça um teto salarial compatível à todas as equipes da Superliga.

Se faz claramente necessária a mudança das diretrizes da CBV para corrigir essas distorções, evitando-se a saída das principais estrelas do esporte. Por tais razões, é clarividente a necessidade de reflexão e medidas sobre as consequências da situação vivida pela atleta, visto que o aperfeiçoamento da Superliga requer não só uma, mas multiplicidade de ações que visem o fortalecimento das entidades de prática desportiva, valorização do produto perante o mercado e retenção dos talentos brasileiros.”

E tem mais time reclamando no Brasil

por Daniel Bortoletto em 15.out.2014 às 21:30h

Parece que a fase é de notícias ruins para o vôlei brasileiro.

A insatisfação agora está centralizada em Minas Gerais, com o Campeonato Mineiro entrando na fase final, mas sem transmissão pela TV.

– Infelizmente não teremos a transmissão dos jogos ao vivo, como estava previsto. É muito triste para nós, que tratamos o produto voleibol, o segundo esporte no Brasil, com todo o carinho e seriedade, e nos deparamos com situações como essa. A TV detentora dos direitos já devia saber que não teria condições de transmitir a fase final do campeonato e nós só ficamos sabendo disso pela Federação Mineira nesta quarta-feira. O campeonato Mineiro é um dos estaduais mais importantes do Brasil, com quatro equipes que disputam a Superliga. Temos que valorizá-lo. É por isso que cresce cada vez um movimento no voleibol dos clubes cuidarem dos torneios. Mas a mudança que foi feita nos horários também será mais confortável para o torcedor – disse o diretor esportivo do Sada Cruzeiro, Flávio Pereira.

Um balanço do Mundial feminino

por Daniel Bortoletto em 15.out.2014 às 11:51h

Antes tarde do que nunca, está no ar o post de encerramento do Mundial feminino. Me perdoem pelo atraso, mas os últimos dias foram bem corridos aqui no LANCE!.

SOBE

– Kiraly
Neutralizou, como poucos, o Brasil na semifinal. E conquistou o primeiro grande título como treinador em um Mundial. O sujeito tem estrela.

– Diouf
Tem a altura de uma Gamova. E parece ter personalidade para ser uma atacante tão matadora quanto a russa. A italiana tem muito futuro.

– Kimberly Hill
Eu esperava que Murphy fosse o desafogo americano no ataque. Errei! A ponta Hill cresceu de produção na reta final e desequilibrou diante de Brasil e China.

– Marcos Kwiek
Levou a República Dominicana para a terceira fase e ficou a um set da semifinal. O brasileiro aproveitou um caminho mais tranquilo nas fases iniciais e liderou campanha histórica das caribenhas.

– Ting Zhu
Sempre fico com um pé atrás com atletas que despontam e já são tratados como fenômeno. Mas a jovem ponta chinesa tem talento de sobra e pode ser, logo logo, um dos principais nomes do esporte. Jogou muito na semifinal.

– Camila Brait
Não é fácil substituir Fabi. E Brait deixa a Itália fortalecida por boas atuações, que certamente servirão para crescer ainda mais como referência defensiva.

DESCE

– Brasil
O terceiro lugar está longe de ser o que almejava a Seleção. Tinha potencial de sobra para vencer a competição pela primeira vez. Mas um dia ruim foi capaz de colocar tudo a perder. É preciso aprender a lição para não repetir o erro em 2016, por exemplo. Não vejo motivo, porém, para tanta histeria, pedidos para jogar o time inteiro no lixo e renovar com atletas ainda não testadas em alto nível, afastar toda a comissão técnica e achar que em um ano e meio de monta uma outra equipe competitiva para a Olimpíada do Rio. Saber perder também ajuda a construir vitórias no futuro.

– Gamova
Voltou da aposentadoria para jogar o Mundial. E deixou muito a desejar. Não foi sombra da jogadora que dominou o mundo anos atrás.

– Desafio eletrônico
Só começou a ser usado na metade do Mundial e com opções a menos do que a tecnologia utilizada na competição masculina. Ridículo.

– Regulamento
Estava no balanço do masculino. Não concordo com Ary Graça que defende uma competição tão longa.

– Linha de passe da Rússia
É pior do que muito time amador. No vôlei moderno parece não haver mais espaço para um estilo de jogo de bolão nas pontas e pancada.

– Destempero brasileiro
Mais do que analisar uma derrota em 13 jogos, me preocupa no Brasil a instabilidade. Ela tem aparecido em vários jogos ou em vários momentos do mesmo jogo. Às vezes começa a partir de uma reclamação de Zé Roberto com a arbitragem ou insatisfação de alguma jogadora com uma marcação errada. E, coincidência ou não, faz o time entrar em parafuso e tomar pontos em sequência. O Brasil é um time experiente o suficiente para não cair nestas armadilhas.

– Marco Bonitta
Deixou Piccinini muito tempo no banco de reservas (é uma brincadeira, antes que comecem a me xingar aqui)