Por Tríplice Coroa, Kiraly anuncia pré-lista para a Copa do Mundo

por Daniel Bortoletto em 31.jul.2015 às 14:09h

Primeira colocada no ranking mundial feminino da FIVB, a seleção dos Estados Unidos anunciou a pré-lista com as convocadas para a Copa do Mundo, competição que será disputada no Japão e classificará os três melhores para a Rio-2016.

Atual campeão mundial e do Grand Prix, o time americano treina com 20 jogadoras para o campeonato, de olho em fechar um ano com os três principais títulos na bagagem.

Lowe, melhor jogadora do GP, está na lista para a Copa do Mundo  (FIVB Divulgação)

Lowe, melhor jogadora do GP, está na lista para a Copa do Mundo (FIVB Divulgação)

Além de unir os times que disputaram (e venceram) GP e Pan-Americano, Karch Kiraly terá a volta da levantadora Alisha Glass. Como vocês poderão notar, é jogadora boa para mais de metro. A lista final terá 14 atletas.

Opostos: Nicole Fawcett, Karsta Lowe e Kelly Murphy

Pontas: Megan Easy, Kim Hill, Jordan Larson-Burbach, Kelsey Robinson e Krista Vansant

Centrais: Foluke Akinradewo, Christa Harmotto Dietzen , Tori Dixon, Lauren Gibbemeyer e Cursty Jackson

Levantadoras: Alisha Glass, Jenna Hagglund, Molly Kreklow e Courtney Thompson

Líberos: Kayla Banwarth, Natalie Hagglund e Tama Miyashiro

Canadá anuncia dois amistosos com o Brasil

por Daniel Bortoletto em 30.jul.2015 às 17:23h

A Federação Canadense anunciou, nesta quinta-feira, que receberá a Seleção Brasileira masculina para dois amistosos.

Os jogos acontecerão em Edmonton, nos dias 1 e 2 de setembro, e serão os últimos na preparação do time da América do Norte antes da Copa do Mundo.

– Nós ficamos sempre animados por ter a chance de enfrentar um time top. Os fãs canadenses terão a chance de ver um duelo de alto nível técnico e nosso time ganhará um pouco mais da experiência que precisa neste caminho classificatório até a Rio-2016 – comentou Glenn Hoag, técnico do Canadá.

O Brasil se reapresentou nesta semana em Saquarema. Além do grupo que disputou as finais da Liga Mundial, no Rio de Janeiro, com exceção de Wallace, lesionado, estão presentes o ponta Maurício Borges, que disputou o Pan, o levantador Rapha e o central Riad, que apenas viu os jogos no Maracanãzinho por estar machucado.

Minha visão sobre “Ouro, Suor e Lágrimas”

por Daniel Bortoletto em 30.jul.2015 às 11:31h

Assisti nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, ao longa “Ouro, Suor e Lágrimas”, que entrará no circuito dos cinemas no dia 6 de agosto. E saí da sessão com uma boa impressão (vejam algumas imagens da produção, incluindo a exibição para atletas das Seleções).

Para quem não sabe, o filme aborda o passado recente de vitórias das Seleções masculina e feminina de vôlei, intercalando imagens de época, com entrevistas de protagonistas e outras imagens de bastidores de treinos em Saquarema e alguns jogos.

Com o olhar de “crítico”, achei muito saudável o filme não fugir de temas polêmicos, com a relação conturbada entre os técnicos Bernardinho e José Roberto Guimarães e o corte de Ricardinho antes do Pan de 2007. Não espere grandes revelações dos personagens. Mas é importante pontuar a história também com os problemas, não apenas com as várias conquistas. Analisando por esse viés, faltou tocar no polêmico Brasil x Bulgária no Mundial de 2010.

Interessante notar também a emoção de alguns atletas, principalmente homens, quando abordam alguns assuntos. É falar de filhos para alguns marmanjos desmistificarem o ditado de que “homem não chora”.

Por fim, voltar no tempo e relembrar pouco mais de uma década mostram com clareza a gangorra entre as duas Seleções. O auge do masculino com os títulos mundiais de 2002 e 2006, além do ouro olímpico em 2004 e várias Ligas, com o feminino ficando traumatizado pelas viradas russas também em 2004 e 2006, além do revés na final do Pan diante de Cuba. Sobre este último jogo, especificamente, é assustador rever as imagens de algumas fantásticas defesas das caribenhas, impedindo que o Brasil conquistasse o ouro em casa. Hoje, bicampeão olímpico, o time das mulheres está lá em cima, enquanto o dos homens tenta retomar o caminho das grandes conquistas.

Em resumo: se você gosta de vôlei vale a pena conferir o filme de Helena Sroulevich, que entrará em cartaz, inicialmente, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Montes Claros. Outra boa notícia: a cineasta já prevê uma segunda aventura no esporte, mostrando a rivalidade entre Brasil e Rússia.

Vaivém: Mais um cubano no Minas

por Daniel Bortoletto em 29.jul.2015 às 13:41h

O Minas confirmou mais um cubano em sua equipe masculina para a temporada 2015/2016.

Trata-se do ponta Raidel Gonzalez, de 27 anos e 1,95m. Ele se junta ao oposto Escobar, uma das agradáveis surpresas da última Superliga.

O cubano, com passagens pela seleção, chega para suprir a saída de Samuel, jogador com característica parecida: potência no ataque.

Mais uma aposta do Minas. A da temporada passada deu certo. É aguardar para ver se o clube vai acertar novamente.

Coluna: Quais lições tirar do Pan-Americano?

por Daniel Bortoletto em 27.jul.2015 às 11:34h

Pessoal, bom dia. Segue a coluna Saque, publicada no LANCE! nesta segunda-feira, excepcionalmente.

O vôlei brasileiro fechou o Pan de Toronto sem subir ao lugar mais alto do pódio. Duas pratas na quadra, além de outra prata e um bronze na praia. Menos do que sempre se espera de duas modalidades que estão habituadas com títulos. Algum motivo para desespero?

É preciso sempre colocar o Pan-Americano no seu devido lugar antes de usá-lo como parâmetro. No vôlei, a competição coincidiu simplesmente com a Liga Mundial e o Grand Prix, as duas principais competições anuais. Assim, poucos países levaram força máxima, dando aquela esvaziada no nível técnico. No vôlei de praia, participar do Pan significou perder duas importantes etapas do Circuito Mundial, que contam pontos para a corrida olímpica. Ou seja: nível também lá no chão.

Neste cenário de esvaziamento, a medalha de prata da Seleção masculina acabou sendo até esperada. A Argentina estava com sua força máxima. E olha que o Brasil, com seu time B (não dá para chamar de seleção de jovens), teve 2 sets a 1 e 12 a 6 de frente na decisão deste domingo. Mas tomou a virada. Dá para imaginar alguns jogadores na Olimpíada? Difícil. Renan, com seus 2,17m, teve alguns bons momentos. Mas tem concorrência de Wallace, Evandro e Vissotto atualmente. Maurício Borges, quem mais frequentou a Seleção principal nos últimos anos, também precisa jogar bem mais. Thiago Brendle, líbero, está em boa fase, mas tem pouquíssima experiência internacional em alto nível. O ponta Douglas, mais novo de todos eles, poderia ser uma aposta de Bernardinho para uma função carente atualmente.

No feminino, um time mesclado, com jogadoras que serão até titulares na Rio-2016, como Jaqueline, Fernanda Garay e Camila Brait. Com esse trio de peso, a prata deu um gostinho amargo diante do time B dos Estados Unidos. Entre as experiências feitas por José Roberto Guimarães, a levantadora Macris conquistou alguns pontos importantes para ser a reserva de Dani Lins. Adenízia, em busca do espaço perdido nesta temporada, está numa briga acirrada com Juciely e Carol, destaques no Grand Prix. Para elas o Pan foi importantíssimo.

Já na praia o nível foi ainda mais baixo do que na quadra. A dupla Álvaro Filho/Vitor Felipe, medalhista de prata, é uma aposta para os Jogos de 2020, 2024. Já Lili/Carol Horta, terceiras colocadas, não estão ainda no nível das cinco melhores parcerias do país. Mas estar no pódio era uma obrigação.

O bronze e a premiação individual do GP

por Daniel Bortoletto em 27.jul.2015 às 9:21h

O Brasil encerrou o Grand Prix no terceiro lugar e com duas jogadoras escolhidas entre as melhores.

Justíssima a presença de Juciely na lista como a melhor central. Muito contestável a escolha de Natalia como a melhor ponta.

Fica difícil, ano após ano, defender a forma com que essas listas são feitas, quase sempre com surpresas que beiram o absurdo.

Confira as demais premiações:

Melhor levantadora: Molly Kreklow (Estados Unidos)

Melhor ponteira: Natália Pereira (Brasil)

2ª melhor ponteira: Kelsey Robinson (Estados Unidos)

Melhor central: Juciely Barreto (Brasil)

2ª melhor central: Christa Harmotto (Estados Unidos)

Melhor oposto: Nataliya Goncharova (Rússia)

Melhor líbero: Anna Malova (Rússia)

MVP: Karsta Lowe (Estados Unidos)

O ouro bateu na trave no Pan

por Daniel Bortoletto em 26.jul.2015 às 19:29h

O Brasil teve 2 sets a 1, além de 12 a 6 no quarto set. A medalha de ouro no Pan-Americano esteve bem próxima, mas escapou no tie-break.

A Argentina, com sua força máxima, viu Luciano de Cecco e Facundo Conte, os dois astros desta geração, assumirem a responsabilidade, conseguindo uma virada que parecia impossível. Uma lição para alguns jogadores que já poderiam estar em um outro patamar no cenário internacional, como o oposto Renan e o ponta Maurício Borges.

Para eles, o Pan serve como uma sobrevida. O gigante de 2,17m até viveu bons momentos em Toronto, sendo o maior pontuador do time e tendo um aproveitamento superior a 50% no ataque. Seu problema atualmente é ter como concorrentes Wallace, Leandro Vissotto e Evandro. Difícil imaginar Renan furando essa fila até a Rio-2016.

No caso de Maurício, capitão da Seleção no Pan, a competição talvez sirva como recomeço. Ele é o jogador desta equipe com maior histórico recente na Seleção principal. Já viveu fases bem melhores e poderia ter um lugar cativo entre os pontas do time A, tendo em vista a atual carência do setor.

Por fim, uma menção honrosa para o momento de Thiago Brendle. O líbero tem jogo para brigar atualmente com Mário Júnior pelo posto de líbero reserva da Seleção A.

Entre os mais novos, o ponta Douglas é quem tem o maior potencial. Já teve uma chance no elenco principal na última Liga, mas precisa de rodagem. E digo isso também no cenário local, na Superliga. Ele precisa jogar. Só assim poderia se transformar em realidade, não apenas uma aposta de futuro.

 

E deu EUA também no Pan

por Daniel Bortoletto em 25.jul.2015 às 23:35h

O sábado terminou com saldo positivo para os Estados Unidos no duelo com o Brasil.

Em Toronto, na final do Pan, mais uma vitória das americanas sobre as brasileiras e outra vez por 3 a 0, mesmo placar do Grand Prix. Resultado que garantiu o ouro para as atuais campeões mundiais.

Sendo curto e grosso: o time dos EUA jogou melhor do que o brasileiro na decisão. Teve o controle quase total nos dois primeiros sets e conseguiu uma grande virada no terceiro. Fawcett foi uma tremenda bola de segurança, algo que faltou para o Brasil. Apenas Fernanda Garay teve um aproveitamento aceitável no ataque. Rosamaria, desta vez, não brilhou. Jaqueline, que não começou jogando por uma contusão na lombar, substituiu Mari Paraíba no segundo set e teve importante colaboração para equilibrar as ações a partir daquele momento. Mas errou nos dois últimos pontos da parcial final.

Já vi alguns comentários nas redes sociais sobre a arbitragem. Minha opinião: dois toques de Lloyd poderia ter sido marcado no fim, mas o ataque de Jaqueline que teria tocado no bloqueio só com desafio eletrônico para saber. Coisas de jogo.

No balanço final, o time brasileiro no Pan foi muito instável, precisando sair do buraco contra as americanas na primeira fase e duas vezes diante de Porto Rico. Demonstrou força três vezes. Na quarta não conseguiu. Que sirva como experiência para algumas das jogadoras que estão tendo a primeira grande oportunidade agora, como Macris, por exemplo, com boa chance de se manter no grupo para a Olimpíada.

Em Omaha, deu a lógica. Mas Brasil ficou devendo

por Daniel Bortoletto em 25.jul.2015 às 20:49h

O Grand Prix é dos Estados Unidos. Neste sábado, em Omaha, o time de Karch Kiraly derrotou o Brasil por 3 a 0, parciais de 25-16, 25-22 e 25-21, conquistando com uma rodada de antecipação (e méritos) o título da competição.

Resultado óbvio, levando em consideração os dois elencos. Ainda assim não gostei do que vi da Seleção Brasileira neste hexagonal.

Algumas jogadoras foram muito abaixo do que podem apresentar. E exemplifico este comentário na ponta Natalia. Todo mundo sabe que o passe não é seu forte, mas os erros foram excessivos e decisivos em alguns sets perdidos. Para compensar ela poderia ter sido a referência brasileira no ataque, já que é mais forte e explosiva do que Monique e Gabi. Mas nem isso ela mostrou. E, algo ainda mais preocupante no meu modo de ver, foi uma atitude pouco positiva, quase emburrada da jogadora.

A canhota Lowe no ataque (FIVB Divulgação)

A canhota Karsta Lowe no ataque (FIVB Divulgação)

Por ser um ano pré-olímpico, preocupa esse conjunto da obra. Natalia precisa reagir para mostrar novamente que pode ser importante neste grupo. Em Londres-2012, ela ganhou um baita voto de confiança da comissão técnica, sendo convocada ainda em processo de recuperação de uma complicada contusão. Agora, livre do problema, precisa voltar a sorrir. E voltar a jogar em um nível bem maior do que mostrou em Omaha.

E olha que ontem o fortíssimo time americano até abriu algumas “portinhas” para o Brasil neste sábado. Robinson e Hill não estavam tão bem assim no passe, fazendo com que o saque da Seleção fizesse estrago em algumas passagens. Mas o time comandado por Paulo Coco não conseguia manter uma atuação consistente por muito tempo. Logo os erros de passe, virada de bola e uma apatia contagiante tomavam conta do lado verde-amarelo da quadra, facilitando demais a tarefa das donas da casa. O aproveitamento de 50% dos contra-ataques desperdiçados teria dado ao Brasil uma chance de equilibrar bem mais o confronto. Vale ressaltar ainda a atuação ruim do bloqueio, que marcou cinco pontos, três deles com Gabi. Carol marcou um, já no fim do terceiro set, e Juciely, a melhor bloqueadora da competição até então, passou em branco.

Neste domingo, o Brasil encerra sua participação no Grand Prix diante da Itália, brigando por um lugar no pódio. Está com seis pontos, em terceiro lugar, com duas vitórias e mesma pontuação da Rússia. A China, com sete e também dois triunfos, está em segundo. A tarefa chinesa é mais complicada por enfrentar as americanas. Já as russas duelarão com o Japão, zeradinho até aqui. No papel, as chances de vice-campeonato são grandes.

 

Que semifinal foi essa?

por Daniel Bortoletto em 23.jul.2015 às 22:45h

Senhoras e senhores, que virada da Seleção brasileira feminina em Toronto, hein?

Porto Rico fez o jogo de sua vida, abriu 2 sets a 0 e teve 6 a 2 no tie-break. Vai ser difícil dormir na Vila Pan-Americana hoje…

O Brasil precisou praticamente de todas as jogadoras para virar o placar. Rosamaria substituiu Joycinha no início do jogo e melhorou o aproveitamento da virada de bola. Mari Paraíba entrou no lugar de Jaqueline e mais uma vez melhorou o passe e deu volume de jogo. Angélica foi outra que saiu do banco para não sair mais. Michelle foi outra que fez boas entradas para sacar. No último set, quando o placar apontava a vantagem de quatro pontos para as caribenhas, José Roberto inverteu o 5-1 com Ana Tiemi e Joycinha, que havia sido preterida em outras inversões por Bárbara. E a dupla foi decisiva para a virada, com a levantadora pontuando no saque e a oposto marcando pontos no ataque e no block. Vejam quantas jogadoras citadas em apenas um parágrafo.

Para ser justo vale citar os 28 pontos de Fernanda Garay, maior pontuadora do time. Excelente opção pelo fundo e chamando a responsabilidade quando o time mais precisou.

Para fazer a lógica prevalecer e se garantir na final, o Brasil precisou mostrar que no Pan não vive apenas das titulares.