Não para a Seleção

por Daniel Bortoletto em 26.mar.2015 às 16:57h

Eu não consigo entender atleta (leia aqui o de altíssimo rendimento, não o mediano) que abre mão de atuar pela Seleção do seu país sem ter uma explicação razoável.

Na minha cabeça o bom trabalho no clube tem como desdobramento uma chance na Seleção. Dizer não para tal “prêmio por bom desempenho” faz sentido?

Quando as primeiras convocações para os eventos de 2015 forem divulgadas eu voltarei ao tema.

Vaivém: Russos confirmam Garay por mais um ano

por Daniel Bortoletto em 25.mar.2015 às 13:20h

O Dínamo Krasnodar, da Rússia, confirmou em seu site oficial a renovação da ponta brasileira Fernanda Garay por mais um ano.

Ela, assim, seguirá fazendo dupla com a compatriota Fabíola na temporada 2015/2016.

Andrey Makarov, dirigente do clube, foi só elogios à atleta:

– Fernanda é uma líder indiscutível, uma pessoa maravilhosa e uma grande jogadora. Uma verdadeira lutadora.  Sua experiência, sua emoção e sua habilidade para manter tudo tranquilo mesmo nos momentos mais difíceis e jogos mais estressantes ajudará muito o time.

Garay está na briga pela Copa CEV e disputará ainda o Mundial de Clubes. No Campeonato Russo, como já alertado nos comentários pelos atentos leitores, o Krasnodar caiu nas quartas de final.

 

10 sets depois…

por Daniel Bortoletto em 25.mar.2015 às 10:38h

A terça-feira brindou o fã do vôlei com dois tie-breaks e emoção de sobra pelas quartas de final da Superliga feminina.

Em BH, o Dentil/Praia Clube ganhou do Camponesa/Minas e forçou a realização do terceiro e decisivo jogo, em Uberlândia, na sexta-feira. Já em São Paulo, o Pinheiros perdeu em casa para o Molico/Osasco, que se garantiu nas semifinais e agora aguarda Sesi ou Brasília.

O mais emocionante dos tie-breaks foi o do duelo paulista. O Molico abriu quatro pontos (10 a 6), o Pinheiros chegou a virar e vários rallies marcaram os últimos pontos. Até que Thaisa decidiu, com bloqueios, ataques e o ponto final no saque.

A central, inclusive, foi a maior pontuadora do jogo, com 21 acertos. Uma atuação para apagar alguns desempenhos abaixo da média que ela apresentou em diversos momentos desta Superliga.

Pelo valente time do Pinheiros, Ellen marcou 17 pontos. Campeão da Copa do Brasil, o time da capital, comandado pelo bom Wagão, encerra a temporada tendo subido um degrau e se aproximando do grupo dos melhores do país.

Em BH, o jogo não foi tão emocionante, já que as parciais deixam claro que não houve equilíbrio em quatro sets (16-25, 25-17, 27-25, 17-25 e 15-9). Mas sobrou tensão. Ramirez provocando e sendo provocada pela torcida é garantia de emoção. E foi assim com gritos a cada um dos 18 pontos marcados pela cubana. E era com gritos que o Minas respondia quando conseguia bloqueá-la. Mas não foi apenas na base do grito que o Praia venceu.

Ricardo Picinin deixou Tandara (grávida de três meses) no banco, montando a linha de passe com Jú Costa (a melhor em quadra) e Sassá, deixando Ramirez na saída de rede. E o time respondeu bem. Não conseguiu parar Jaqueline (24 pontos), mas foi maduro o suficiente para evitar a eliminação.

Fim do sonho de Sesi e Molico/Osasco

por Daniel Bortoletto em 25.mar.2015 às 10:15h

O Mirador, da República Dominicana, recebeu o segundo convite para a disputa do Mundial feminino de clubes. O primeiro havia ficado com o Dínamo Krasnodar, da Rússia.

O anúncio da FIVB acaba com o sonho dos torcedores de Sesi e Molico/Osasco, que imaginavam até agora poder fazer companhia ao Rexona-Ades na disputa na Suíça, entre 6 e 10 de maio.

Caso você pense apenas na questão geográfica, ter um representante da Norceca no torneio é justo. Já tínhamos América do Sul (Rexona), Europa (Volero Zurich, Krasnodar e o futuro campeão continental) e Ásia (Hisamitsu Springs) garantidos entre os outros cinco representantes.

Mas a distribuição de um convite não leva apenas esse aspecto importante em consideração e já escrevo sobre isso faz tempo. Pesa (e muito) a questão política. E o nome-chave para entender a escolha do Mirador é Cristobal Marte, dominicano, que há décadas comanda o vôlei na América Central, está sempre girando em torno do poder na FIVB e goza de um considerável prestígio nos bastidores.

Rexona na semi, mas com um susto bem dado por São Caetano

por Daniel Bortoletto em 24.mar.2015 às 15:19h

A lógica prevaleceu no playoff entre o primeiro versus o oitavo. Na noite de ontem, o Rexona-Ades fez 3 sets a 1 no São Cristovão/São Caetano e se transformou no primeiro semifinalista da Superliga feminina.

Mas não foi tão fácil como poderia se imaginar…

O time paulista venceu o segundo set por 25 a 12. Não existe erro de digitação nesta parcial. O número é 12 mesmo! O melhor time da competição, que sofreu apenas uma derrota até aqui, levou uma surra que costuma aplicar nos seus rivais.

E, neste caso, não dá apenas para dizer que foi um apagão das cariocas. O time paulista, liderado por Thaisinha e Paula, jogou demais em todos os fundamentos, deixando o Tijuca atônito.

Tal desempenho, que julgo como quase perfeito, fez com que o terceiro set se transformasse em decisivo. O São Caetano empolgado, em busca da virada. E o Rexona tentando entender o que se passou, para voltar o “bonde para os trilhos”. O placar se revezou,  com algumas grandes jogadas, erros profundamente lamentados e muita tensão, com os dois rivais na liderança até o 23 a 23. E este ponto, para mim, decidiu o jogo. O São Caetano quebrou o passe do Rexona no saque e teve três ataques para pontuar. O time do RJ se salvou na defesa e ficou o set point. Ali o resultado foi definido.

Apesar da derrota, o time de Hairton Cabral sai de cabeça erguida da temporada. Foi à final do Paulista e teve a chance de levar o Rexona, nos playoffs, para o terceiro e decisivo confronto. Já as cariocas seguem, após o susto, de vento em popa.

Coluna: A tecnologia brasileira veio para ficar?

por Daniel Bortoletto em 23.mar.2015 às 10:22h

A Coluna Saque trocou o domingo pela segunda nesta semana, nas páginas do LANCE!. O tema foi até sugerido nos comentários do blog: o uso da tecnbologia para ajudar a arbitragem. Não vai acabar com todos os erros, mas a tendência é diminuir bastante.

Os árbitros ganharam ajuda da tecnologia nas semifinais da Superliga. O sistema desenvolvido pela Penalty, empresa de material esportivo, precisou de oito anos de testes e US$ 5 milhões. Ele já foi utilizado no torneio masculino no fim de semana: Sada/Cruzeiro 3 x 1 Minas e Funvic/Taubaté 1 x 3 Sesi.

Uma notícia, antes da implantação, festejada por atletas, técnicos, torcedores, a própria arbitragem e também por este escriba. Porém, o momento de comemoração merece uma pausa para reflexão: é necessário analisar os contras, já que os prós são muito claros.

Na sexta-feira, o clássico mineiro não se livrou de polêmicas mesmo com a tecnologia do “Sistema Penalty D-Tech” em uso. Tanto que o representante da empresa precisou dar explicações durante a transmissão pelo SporTV. Para quem não viu, uma necessária explicação. Diferentemente de outros sistemas já utilizadas no vôlei, que requerem paralisação do jogo e análise de replays pelos árbitros, a tecnologia brasileira é mais simples, não necessita de julgamento humano e marca bola dentro ou fora. Toques na rede e invasões, por exemplo, seguirão dependendo do olhar dos árbitros.  Um pequeno monitor é acoplado no poste da rede, na área dos juízes, e fica com a tela vermelha quando uma bola sai, resultado de cálculos matemáticos e imagens de seis câmeras espalhadas pela quadra. Fácil de entender e também de interpretar, certo? Sim.

Agora um detalhe que não sabia e precisou ser explicado pela Penalty quando uma bola, no clássico mineiro, saiu demais, visível até para quem usa óculos como eu, mas o monitor do árbitro não ficou vermelho. A tecnologia detecta erro quando a bola toca até 25cm de distância de uma das linhas da quadra. Ou seja: mais do que isso ela não funciona e deixa a decisão 100% com os árbitros e os bandeirinhas. Neste caso, é de “bom tom” que eles tenham total convicção da marcação. Deixando mais claro esse funcionamento para juízes, técnicos e jogadores aposto em um bom resultado da utilização.

Para ficar ainda melhor e justo para todos os participantes, Penalty e CBV precisam entrar em acordo para utilização da tecnologia do início ao fim da Superliga.

Sesi mostra muita força

por Daniel Bortoletto em 22.mar.2015 às 10:20h

Foram duas horas e meia de um jogo com altíssimo nível técnico. Funvic/Taubaté e Sesi, com astros da Seleção de diferentes gerações, fizeram um confronto repleto de alternativas, grandes jogadas e nível de tensão nas alturas. No fim, deu a equipe da capital por 3 a 1 (25-21, 27-25, 28-30 e 25-19), que agora terá a chance de fechar, na Vila Leopoldina, a série e se classificar para a final da Superliga masculina.

Vou colocar alguns números que ajudam a entender o que foi a partida:

– Lucão, eleito o melhor em quadra, marcou ONZE pontos no bloqueio. Estatística que desequilibraria qualquer duelo, temos que admitir. Ele ainda marcou no saque outros dois dos 19 acertos que teve. Sobraram apenas seis de ataque, quantidade baixa pelo estrago que ele costuma fazer quando o passe chega às mãos do levantador. Ganhou o VivaVôlei, mas poderia dividir com o jogador do próximo item.

– Riad, o outro central do Sesi, também marcou 19 pontos (10 no ataque, 5 no bloqueio e 4 no saque). Outro que jogou demais e foi decisivo em vários momentos capitais da semifinal, incluindo uma sequências de três aces seguidos.

– Os centrais de Taubaté, somados, fizeram 12 pontos (10 de Sidão e 2 de Maurício). E na comparação com os centrais do Sesi fica clara a diferença.

– Lorena, com 18 pontos, liderou o time da casa. Mas seu jeitão “maluco beleza” de atuar não serviu apenas para contagiar os companheiros. Uma discussão com Lipe (ou Chupita, como preferirem) foi ríspida no início do jogo. Na parcial seguinte, se abraçaram. No fim, ainda levou o vermelho por xingar integrantes da comissão técnica do Sesi. O estilo próprio de Lorena nem sempre joga a favor do próprio time.

– Marcelinho, Dante, Escadinha… Cabelos brancos, currículos recheados de títulos e ainda muita lenha para caminhar. É um prazer poder acompanhar jogadores tão talentosos, que hoje buscam atalhos da quadra e seguem sendo eficientes.

Minas inverte vantagem e fica perto da semi

por Daniel Bortoletto em 21.mar.2015 às 15:28h

Depois de decepcionar na última rodada da fase de classificação e perder a vantagem do mando de quadra nas quartas de final, o Camponesa/Minas se redimiu na abertura dos playoffs.

Mesmo jogando em Uberlândia, o time de BH, quinto colocado, derrotou o Dentil/Praia Clube, quarto, por 3 a 2 (25-18, 25-21, 22-25, 23-25 e 15-11). Com 1 a 0 na série, o Minas poderá carimbar o passaporte para a semifinal com novo triunfo, desta vez em sua arena, na terça-feira, às 18h.

Jaqueline, estrela da companhia, confirmou a boa fase que vive e foi a protagonista da vitória. Ela marcou 25 pontos, 20 deles no ataque e cinco no block, além de comandar a linha de passe para que Naiane pudesse distribuir bem os levantamentos.  Carla e Walewska, com 17 pontos , também ajudaram demais as visitantes. A ponta/oposto pontou quase exclusivamente no ataque (16), com a central diversificando muito seu cardápio (dez de ataque, cinco de bloqueio e dois de saque).

O sinal amarelo acendeu com força no quarto set, quando o Minas desperdiçou uma vantagem de nove pontos e levou a virada. É aquele vídeo para o time assistir dez vezes na viagem de volta para não repetir os erros e a acomodação demonstrados. Um apagão daqueles!

O Praia, instável durante grande parte do clássico mineiro, teve Ju Costa como maior pontuadora (15).  O time sentiu falta deTandara, que marcou apenas seis pontos no jogo, todos no ataque. No quarto set, Webster, Jú Carrijo e Sassá entraram bem, mas não mantiveram o mesmo nível no tie-break.

 

Minas endurece, mas Sada/Cruzeiro vence a primeira na experiência

por Daniel Bortoletto em 21.mar.2015 às 10:28h

Em casa, o Sada/Cruzeiro abriu a semifinal contra o Minas com vitória por 3 a 1 (25-23, 26-24, 23-25 e 25-21), ficando a um triunfo de mais uma decisão de Superliga.

Um jogo enroscado, equilibrado, com os times se alternando na frente e de um bom nível técnico.

Fiquei pensando em apontar aqui um fundamento ou jogador que tenha feito a diferença. Mas resolvi escolher um outro aspecto: o costume cruzeirense de disputar fases finais de campeonatos.

A manutenção da base vencedora há anos e a presença constante do time de Marcelo Mendez em decisões pesam em momentos como o atual da Superliga. Vejam com as parciais foram apertadas. Poderia ter caído no colo de qualquer time, alguém pode contestar. Mas o set equilibrado tem maiores chances de cair no colo do Cruzeiro por esse costume de disputar partidas de vida ou morte, de não sentir pressão de decidir.

Tal pensamento me obriga ainda a elogiar o Minas, que conseguiu equilibrar o jogo do início ao fim. Teve tranquilidade para remar quando estava atrás do placar, não se abalou com momentos de instabilidade de Escobar, seu derrubador de bolas, e foi corajoso, exigindo muito do Cruzeiro. Nery Tambeiro faz um excelente trabalho, levando em conta o orçamento que teve para montar o elenco.

O “chato” agora é esperar dez dias até o segundo jogo…

Site fala em estrangeiras no Rexona

por Daniel Bortoletto em 20.mar.2015 às 11:17h

A Superliga ainda está longe de acabar, mas a temporada de especulações já começou.

O IVolley Magazine publicou interesse do Rexona-Ades, representante brasileiro no Mundial de Clubes, na oposto croata Samantha Fabris, do Modena.  A jogadora de 23 anos tem 1,89m e está em sua segunda temporada no time italiano.

A mesma nota diz que a contratação não irá acontecer, fazendo com que a mira da equipe de Bernardinho tenha se virado para a americana Hooker, velha conhecida do público brasileiro, que está atuando na Coreia.