Alvo de racismo em 2012, cubana se solidariza com Fabiana

por Daniel Bortoletto em 28.jan.2015 às 12:51h
Ramirez, na época atleta do Minas (Divulgação)

Ramirez, na época atleta do Minas (Divulgação)

A cubana Daymi Ramirez já vivenciou, em Santa Catarina, em jogo pela Superliga, o que Fabiana viveu ontem em Belo Horizonte (http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/01/28/e-dizem-que-o-racismo-no-brasil-nao-existe/).

Em 2012, a ponta do Dentil/Praia Clube, na ocasião defendendo o Minas, sofreu insultos racistas em partida contra o Rio do Sul. Relembre posts publicados aqui no blog sobre o caso: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/03/10/outro-caso-de-racismo-na-superliga-ate-quando/ e http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/03/11/coluna-de-domingo-a-praga-do-racismo-ate-quando/

Nesta manhã, a cubana se solidarizou com Fabiana, ao comentar, no Instagram, a postagem da central do Sesi.

“Compreendo muito bem do que fala. Mas não se deixe abalar. Pessoas precisam ofender, humilhar, etc, para se sentir alguém nesta vida. Tanto você como eu não precisamos disso, pois fazemos o que gostamos. E tem muita gente que apoia e respeita o nosso vôlei. Deixa pra lá, vai na frente nega. A cor da nossa pele não impede nada.  Força, Fabizona”.

Nas redes sociais, a oposto Sheilla, atualmente atuando na Turquia e uma das melhores amigas de Fabiana, foi a primeira a dar apoio para a jogadora do Sesi. Na sequência, Jaqueline, que ontem foi rival de Fabiana na fatídica partida, foi outra a criticar a atitude do torcedor do Minas. http://blogs.lancenet.com.br/foradecampo/sheilla-presta-apoio-a-fabiana-apos-caso-de-racismo-em-belo-horizonte/

E dizem que o racismo no Brasil não existe

por Daniel Bortoletto em 28.jan.2015 às 9:54h
Fabiana, capitã da Seleção (Divulgação)

Fabiana, capitã da Seleção (Divulgação)

“Vivenciar isso é difícil e duro! Vivenciar isso na minha terra, torna tudo pior! Ontem durante o jogo contra o Minas, um senhor disparava uma metralhadora de insultos racistas em minha direção. Era macaca quer banana, macaca joga banana, entre outras ofensas. Esse tipo de ignorância me atingiu especialmente, porque meus familiares estavam assistindo à partida. Ele foi prontamente retirado do ginásio pela direção do Minas Tênis Clube e encaminhado à delegacia. Agradeço a atitude do Minas, em não ser conivente com esse absurdo. Clube este, onde comecei a minha história e onde até hoje tenho pessoas queridas. Refleti muito sobre divulgar ou não, mas penso que falar sobre o racismo ajuda a colocar em discussão o mundo em que vivemos e queremos para nossos filhos. Eu não preciso ser respeitada por ser bicampeã olímpica ou por títulos que conquistei, isso é besteira! Eu exijo respeito por ser Fabiana Marcelino Claudino, cidadã, um ser humano. A realidade me mostra que não fui a primeira e nem serei a última a sofrer atos racistas, mas jamais poderia me omitir. Não cabe mais tolerarmos preconceitos em pleno século XXI. A esse senhor, lamento profundamente que ache que as chicotadas que nossos antepassados levaram há séculos, não serviriam hoje para que nunca mais um negro se subjugue à mão pesada de qualquer outra cor de pele. Basta de ódio! Chega de intolerância!”

O desabafo feito nas redes sociais é da central Fabiana, do Sesi e capitã da Seleção Brasileira. Duas vezes campeã olímpica. Uma atleta com currículo irrepreensível. Uma jogadora elogiada por dez entre dez pessoas que a conhecem ou trabalham com ela. Uma brasileira. Uma negra. Um ser humano de carne, osso e emoções. Alguém que não deve mesmo se calar diante deste crime intolerável, muitas vezes silencioso, que ainda faz parte de nossa sociedade.

PS: Para quem pediu seguem os links de outros caso de racismo no vôlei brasileiro: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/03/10/outro-caso-de-racismo-na-superliga-ate-quando/ e http://blogs.lancenet.com.br/volei/2012/03/11/coluna-de-domingo-a-praga-do-racismo-ate-quando/

Um bom programa em Copacabana

por Daniel Bortoletto em 28.jan.2015 às 8:25h

Quem gosta de bons jogos de vôlei de praia? Quem vai estar no Rio de Janeiro no fim de fevereiro? Quem tiver gosto pelo esporte e estiver na Cidade Maravilhosa, entre 26/2 e 1/3, reserve uma passada por Copacabana.

Neste período os melhores jogadores de Brasil e Estados Unidos farão um desafio internacional na famosa praia do Rio.

Segundo a assessoria do evento, estão confirmados Kerri Walsh (tricampeã olímpica em 2004, 2008 e 2012), April Ross (prata em Londres), Jennifer Kessy (prata em Londres), Phil Dalhausser (ouro em Pequim), Sean Rosenthal, Jake Gib, entre outros. Já a equipe brasileira terá integrantes da velha guarda e nomes da nova geração: Emanuel (prata em Londres, bronze em Pequim e ouro em Atenas), Ricardo (bronze em Pequim, ouro em Atenas e prata em Sydney), Alison (prata em Londres), Larissa (bronze em Londres), Juliana (bronze em Londres), Talita, Maria Elisa, Ágatha, Bárbara, Maria Clara, Carol, Bruno Schmidt, Pedro Solberg, Evandro, Álvaro Filho e Vitor Felipe.

A fórmula do duelo é a seguinte: na quinta e na sexta, todas as duplas enfrentam as adversárias do país rival, totalizando 32 jogos (16 masculinos e 16 femininos). Os melhores representantes de cada país fazem as 2 finais no domingo (masculina e feminina), enquanto os segundos melhores desempenhos disputam os terceiros lugares no sábado (masculino e feminino). Vence o país que somar o maior número de pontos ao longo dos 36 confrontos. As partidas da fase classificatória valerão um ponto cada. Já as disputas de terceiro lugar valerão três pontos e as finais, cinco pontos cada.

Segundo a mesma nota, o SporTV prevê a transmissão de 36 jogos.

Mauro Beting fala sobre futebol, mas…

por Daniel Bortoletto em 26.jan.2015 às 21:18h

O texto é de Mauro Beting e está publicado no blog no LANCE!NET.  O tema é futebol, mas cabe perfeitamente no cenário do vôlei. Vocês concordam com ele?

O dever jornalístico deveria estar acima da questão comercial do direito do nome.

Pelo que li, ouvi e vi em alguns meios de comunicação que sofrem para conseguir patrocinadores, o Palmeiras jogou duas vezes no domingo. Por mais que Alexandre Mattos tenha comprado 165.396 jogadores, ainda não é possível o mesmo clube atuar duas vezes ao mesmo tempo, em dois lugares distintos, com o mesmo elenco agora qualificado.

Mas foi isso, embora jamais possa ser: o Palmeiras venceu o Red Bull Brasil por 3 a 2, no Allianz Parque. Ao mesmo tempo em que o Palmeiras venceu o RB Brasil por 3 a 2, na Arena Palmeiras.

Red Bull e Allianz Seguros: parabéns pelos incentivos, investimentos e patrocínios em clubes e estádios.

Mas, da próxima vez, separem um pouco dessa dinheirama para investir em empresas de mídia. Essa é a real liberdade de empresa que dá asas à mídia e segurança aos departamentos comerciais dos veículos de comunicação.

Vergonha nossa não dizer o nome próprio das propriedades. Vergonha alienada que a mídia e quem trata de mídia nas diretorias das empresas de comunicação se submeta a outras fontes de dinheiro do mesmo modo que a ditaburra do Ibope desnorteia o conteúdo.

P.S.: Não tinha visto. Literalmente. Mas até o distintivo do clube chegou a ser modificado na televisão paga.

Cada vez mais paga.

Foram tiradas as letras do escudo. Não havia como ler, ver ou ouvir o nome Red Bull.

Coluna de domingo: Nem só de musas vive o Minas

por Daniel Bortoletto em 25.jan.2015 às 15:41h

Boa tarde, pessoal. Depois da piscina e antes do Foo Fighters no Maracanã, publico a Coluna Saque que saiu neste domingo, 25 de janeiro, no LANCE!.

Ao reunir Jaqueline e Mari Paraíba, o Camponesa/Minas se transformou no time das musas na temporada 2014/2015. Rótulo – admito – merecido para o quilate de sua dupla de pontas. Rótulo – também admito – perigoso caso os resultados não aparecessem.

Um turno e três jogos depois, a beleza ganhou companhia a outros predicados quando se fala do desempenho do Minas em quadra. Com vitórias em sequência sobre Molico/Osasco, Pinheiros, Dentil/Praia Clube, terceiro, quarto e quinto colocados na Superliga, respectivamente, o tradicional clube de BH começa a reviver momentos de glória de uma década atrás, voltando a sonhar em se colocar entre os melhores do país.

Muito se deve às musas, admito (quando minha esposa descobrir esse trechos da coluna…). Mari Paraíba parece viver seu melhor momento no vôlei, após ser capa da Playboy, aventurar-se no vôlei de praia e retornar sem tantos holofotes para as quadras. Atualmente é uma jogadora muito regular no passe, ajuda o time no sistema defensivo e tem sido decisiva no ataque em vários jogos. Um estilo muito parecido com o de Jaqueline, o reforço que chegou com a Superliga andamento e ajudou a mudar o status do Minas na competição. Como já admitiu em entrevistas recentes, a titular da Seleção evoluiu nitidamente desde que deu um tempo no esporte para ter o primeiro filho. Já provou com a Amarelinha e agora faz o mesmo pela nova equipe.

Mérito deve ser dado também para Marco Queiroga, técnico que conhece o Minas como poucos e fez uma mini revolução tática para Jaqueline e Mari jogarem juntas, sem abrir mão de outra ponta: Carla, que passou a ser usada como oposto. Ele também teve coragem para bancar as jovens Naiane (levantadora, 20 anos) e Laís (líbero, 18) como titulares.

Aos poucos, o Minas, também time das musas, volta a ser grande na Superliga feminina.

Título do Funvic/Taubaté ficou em segundo plano

por Daniel Bortoletto em 25.jan.2015 às 9:15h

O Funvic/Taubaté não deu chances para o Brasil Kirin, dono da casa, e faturou a Copa “Banco do Brasil” masculina por 3 a 0, ontem à noite, em Campinas. Merecidamente conquistou vaga no Sul-Americano, que classificará para o Mundial.

Mas o desempenho do time de Cezar Douglas ficou em segundo plano, já que o assunto que tomou conta das redes sociais, enquanto a bola rolava no Taquaral, foi a transmissão da final pela TV.

O SporTV, parceiro de longa data da CBV e canal oficial do vôlei no país, não transmitiu o primeiro set da decisão. Contrariando o que estava na própria grade de transmissão, o SporTV manteve a transmissão do UFC em seu canal principal (39), mostrava o basquete do Flamengo no 38, com Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia no 37. Foi o estopim para um caminhão de reclamações de jogadores, ex-jogadores e fãs do esporte.

“Não to acreditando nisso!! Obrigado Sportv Obrigado CBV”, escreveu o central Gustavo, do Canoas, antes de reproduzir uma postagem de outra pessoa, que reclamava da falta de respeito da entidade e do canal com os fãs, pedindo uma satisfação para Renan dal Zotto e Radamés Lattari, dirigentes da CBV.

Como escrevi ontem no Twitter, o UFC, segundo a grade distribuída para a imprensa no fim de semana, começaria às 19h, terminando três horas depois para entrada do vôlei. Por algum motivo que apenas o canal pode explicar a transmissão das lutas avançou mais do que o previsto. E o vôlei entrou com o jogo – a final de um campeonato – já em andamento.

Escolhido o vilão da história, o enredo precisa ter um mocinho. E este foi a TV Brasil, canal que pouca gente tem o hábito de acompanhar (sejamos sinceros, pessoal!) e que fechou um acordo com a CBV para transmitir a competição. Mesmo chamando em parte do jogo o time da casa de Brasil “de Kirin”, a TV Brasil agradou o público justamente por chamar o time pelo nome do patrocinador (faltou fazer o mesmo com a Funvic, para ser justo), além de bons comentários do ex-jogador Fernandão. A transmissão aproveitou a maré positiva e leu dezenas de elogios de telespectadores durante o jogo.

A TV Brasil ficou feliz pela noite de sábado. E quem mais tem motivos para sorrir? O Banco do Brasil, que dá nome ao torneio e recentemente resolveu manter o patrocínio milionário à CBV? Certamente não. Já a entidade máxima do vôlei nacional volta a ser motivo de reclamações de todos os lados. E quem perde mais é o esporte, que vai vendo, dia após dia, os fãs – leia também como consumidores – perdendo o TESÃO (em maiúsculo mesmo) de acompanhar o vôlei.

Alguém ainda duvida do Minas?

por Daniel Bortoletto em 24.jan.2015 às 8:23h

Nesta semana, resolvi elogiar o Camponesa/Minas após a vitória sobre o Pinheiros (o post está aqui: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/01/21/com-jaqueline-e-mari-paraiba-em-alta-minas-comeca-a-incomodar/). Como prêmio, recebi alguns elogios impublicáveis (foram parar na lixeira). Será que eles voltarão a ser postados após o 3 a 1 das mineiras sobre o Molico/Osasco?

Minas em alta (Divulgação Alexandre Arruda)

Minas em alta (Divulgação Alexandre Arruda)

O Minas vive momento iluminado na competição, queiram alguns admitir ou não. E não é preciso ir longe para fazer a análise. Vejam a tabela: no returno, o time de Marco Queiroga fez três jogos, vencendo Dentil/Praia Clube, Pinheiros e Molico, quinto, quarto e terceiro colocados na Superliga, respectivamente. Na sequência, vai duelar somente com Sesi e Rexona-Ades, os líderes. Já sairá no lucro antes de ter uma série, em tese, bem mais fácil. Se beliscar mais um triunfo contra os dois favoritos vai ficar em posição mais confortável para roubar o lugar de alguns dos rivais já batidos anteriormente (atualmente Minas é o sexto, com 27 pontos, três a menos do que o Praia, cinco atrás do Pinheiros e, quem diria, sete do instável Molico).

Esta série positiva foi possível com a arrumação do time feita por Queiroga, já citada no post anterior. Vale lembrar que no primeiro turno, nesta mesma sequência de jogos, o Minas levou cinco 3 a 0 e era lanterna da Superliga. Chegou Jaqueline, o técnico fixou Naiane no levantamento, apostou numa formação com três pontas e a história começou a ser escrita.

Contra o Molico, o Minas foi inteligente no saque, minando (sem trocadilho) set após set a linha de passe paulista. Chegou a um ponto do jogo que Luizomar, depois de usar todas as opções mais lógicas com Samara e Gabi, deixou a oposto Ivna passando, ao lado de Mari e Carcaces. E nenhuma das formações, diga-se de passagem, deu segurança para Diana armar as jogadas (Dani Lins, se recuperando de lesão, fez apenas uma passagem no primeiro set).

Diferentemente do jogo anterior, Mari Paraíba e Jaqueline não lideraram o time na pontuação. Carla, jogando como oposto apesar da baixa estatura, foi a maior anotadora, com 22 pontos, todos no ataque. Se não se destacaram tanto assim na pontuação, a dupla de musas deu muito volume de jogo ao Minas, além de segurança de sobra ao passe.

Vale destacar ainda a maturidade mostraram pelas jovens Naiane (já citada aqui e no outro post) e Laís, líbero eleita a melhor em quadra. Apenas 20 e 18 anos, respectivamente, e candidatas a revelações da competição.

Por fim, um comentário sobre o Molico. Já são sete pontos atrás de Sesi e Rexona-Ades, os líderes. Pensar na primeira posição já parece utopia. Luizomar precisa achar uma formação titular consistente para este returno, para chegar aos playoffs no nível que se espera de um time cheio de estrelas.

Agora com energia. A final da Copa Brasil

por Daniel Bortoletto em 23.jan.2015 às 9:33h

Pessoal, bom dia. A luz (ou melhor, a falta dela) me impediu de ver boa parte das semifinais da Copa  Brasil e escrever sobre os resultados na noite de ontem.

Na partida de abertura, vi o Minas dar um calor no Brasil Kirin, vencendo o primeiro set. Mas a reação campineira foi acompanhada pelo Twitter (via celular).  A ausência do líbero Alan pode explicar parte da instabilidade no passe do donos da casa, que carregavam o peso do favoritismo. O time também não tinha Wallace e Michael, obrigando o técnico Alê Stanzioni a colocar o central Vini na saída de rede, em um momento do confronto.

Pelos desfalques e improvisação, o triunfo do Brasil Kirin tem méritos. E para o Minas a chegada à semifinal já pode ser considerada como bom resultado.

No jogo de fundo, tratado como final antecipada por muitos, consegui ver os dois primeiros – e equilibrados – sets entre Sada/Cruzeiro e Funvic/Taubaté. Times completos, placar sempre com vantagem pequena, alguns bons rallies. E a vitória dos paulistas, se deve, em parte, pelo atuação em alto nível nos momentos finais das parciais. As duas primeiras vencidas por 26 a 24 e a quarta (25-23). Na hora do “vamos ver”, o Taubaté errou menos, encaixou um saque melhor, não desperdiçou contra-ataques e faturou.

Para quem teve energia elétrica para ver os jogos, o que dizer mais das semifinais?

Com Jaqueline e Mari Paraíba em alta, Minas começa a incomodar

por Daniel Bortoletto em 21.jan.2015 às 10:58h

Fiquem de olho no Camponesa/Minas no segundo turno da Superliga.

O técnico Marco Queiroga encontrou a solução tática para escalar três pontas na equipe titular e os resultados já estão aparecendo.

Ontem, com 22 pontos de Mari Paraíba e mais 20 de Jaqueline, o time de BH superou o Pinheiros, que vinha embalado pela conquista da Copa Brasil, em São Paulo, por 3 sets a 2, parciais de 13-25, 25-22, 21-25, 25-17 e 15-10.

Agora o Minas já está na sexta posição, com 24 pontos, três a menos do que o Dentil/Praia Clube e cinco atrás do Pinheiros, quarto colocado.

Com a chegada de Jaqueline, no meio do turno, Queiroga tinha a opção de colocar Mari Paraíba ou Carla no banco, mantendo Lia na saída de rede. Mas resolveu manter uma linha de passe consistente com o trio em quadra.  Deu certo.

Além disso, a levantadora Naiane vem se firmando, enquanto Walewska e Carol Gattaz formam um meio de rede experiente e confiável. E o time fica  mais  consistente rodada após rodada.

Pelo Pinheiros, Rosamaria foi a maior pontuadora (22 acertos). O bloqueio também teve excelente performance, terminando com 21 pontos (para comparar, o Minas fez dez). Faltou Ellen, que terminou o duelo com 10 pontos, com baixo aproveitamento de ataque, o grande problema do time paulistano no jogo.

CBV e BB celebram paz

por Daniel Bortoletto em 19.jan.2015 às 15:52h

Uma nota oficial da CBV, enviada na tarde desta segunda-feira, comemora acordo com o Banco do Brasil. Os dois lados fizeram aditivos no milionário contrato (que o mercado estima em mais de R$ 350 milhões), evitando que o longevo patrocínio fosse rompido devido às graves denúncias que sacudiram o esporte no ano passado.

Leiam as explicações da confederação aqui: http://www.lancenet.com.br/minuto/CBV-Banco-Brasil-patrocinio-mantido_0_1288071314.html

Certamente para a CBV é um alívio ter este voto de confiança do banco. Agora começam a contar 90 dias para que a entidade cumpra o que prometeu, evitando qualquer  abalo à celebrada paz.