Ingressos para os Jogos Rio-2106

por Daniel Bortoletto em 22.set.2014 às 16:18h

Quer assistir aos jogos de vôlei e vôlei de praia na Olimpíada de 2016? Então, prepare-se!

Os preços dos ingressos foram anunciados na semana passada (veja detalhes abaixo). Em novembro, o Comitê Organizador divulgará detalhes de como e quando o público poderá adquirir os bilhetes, além da divulgação do calendário de competições.

Eu, se fosse você, já teria iniciado as economias para poder ver de perto um evento que será histórico, já que os preços para um lugar melhor em um momento decisivo do torneio não serão “populares”.

Vôlei

Fase preliminar
Preços: R$ 350, R$ 280, R$ 160 e R$ 100

Quartas de final
Preços: R$ 420, R$ 340, R$ 230 e R$ 180

Semifinais
Preços: R$ 600, R$ 500, R$ 310 e R$ 240

Final feminina
Preços: R$ 900, R$ 700, R$ 380 e R$ 260

Final feminina
Preços: R$ 1.200, R$ 900, R$ 530 e R$ 350

Vôlei de praia

Fase preliminar
Preços: R$ 100, R$ 70 e R$ 50

Quartas de final
Preços: R$ 420, R$ 280 e R$ 180

Semifinal
Preços: R$ 600, R$ 400 e R$ 240

Finais
Preços: R$ 1.200, R$ 700 e R$ 350

Quem quiser estar presente na Cerimônia de Abertura, no Maracanã, terá de desembolsar de R$ 200 a R$ 4.600. Já a Cerimônia de Encerramento terá bilhetes de R$ 200 até R$ 3.000.

Coluna: É preciso saber perder

por Daniel Bortoletto em 22.set.2014 às 11:16h

Pessoal, bom dia. Coluna Saque publicada no LANCE!, excepcionalmente hoje, está no ar.

De vez em quando é bom ver o brasileiro perder. Prova que somos um país sem memória, que se apega sempre ao presente, sem perdoar um deslize, uma derrota, um vice-campeonato. Imagine na Olimpíada de 2016…

Retirei esse texto de uma coluna já publicada aqui neste mesmo espaço, após o Brasil não faturar o último Mundial de Clubes. E antes que alguém comece a me xingar, vá até o fim do texto e reflita.

Ser o segundo melhor do mundo, para alguns, é ser o primeiro dos últimos. E nós, brasileiros, do alto de nossa “cultura esportiva”, de investimento contínuo nas últimas décadas, de briga pela liderança em quadro de medalhas das Olimpíadas, não sabemos perder. E assim crucificamos times inteiros, rotulamos gerações, chamamos Diegos, Daianes e Cielos da vida de amarelões quando o resultado não é o alto do pódio. Nem sequer um time acostumado a ganhar quase tudo é poupado. E esta última categoria se enquadra perfeitamente na derrota de ontem do Brasil para a Polônia, impedindo o quarto título consecutivo no Mundial masculino.

O time atual do Brasil tem batido na trave seguidamente nas últimas grandes competições. Foi assim em Londres-2012, em edições recentes da Liga e agora no Mundial. Ainda assim, tem se mantido entre os melhores. Mas deixou de ter a dinastia no esporte. Faz parte e é um fato.

Mas preferimos sempre achar um bode expiatório para o revés. E isso serve para torcedores, jornalistas e até os protagonistas do jogo. A entrevista pós-jogo de Bernardinho, neste domingo, culpou até um “repórter convidado pela FIVB, tratado como inimigo nacional e que ficava rindo perto do banco de reservas”. Ora bolas. A Polônia foi melhor, se recuperando de um primeiro set ruim para vencer um time que era TRICAMPEÃO DO MUNDO, em caixa alta mesmo para ter a dimensão do feito. Ponto final.

Os grandes vencedores também precisam saber perder.

Alguns números da final

por Daniel Bortoletto em 21.set.2014 às 21:05h

Brasil

Maiores pontuadores: Wallace e Lucarelli – 18 pontos

Pontos de bloqueio: Lucão – 8 / Sidão – 0

Aproveitamento no ataque: Lucão – 50% / Murilo – 46% / Sidão – 70%

Pontos de saque: 1

Aproveitamento no passe: Mário Jr – 41% / Murilo – 50%

Polônia

Maiores pontuadores: Mika – 22 pontos / Wlazly – 14

Pontos de bloqueio: Winiarski – 3 / Novakowski – 2 / Klos – 0

Aproveitamento no ataque: Mika – 55% (19 de 34) / Wlazly – 35% (11 de 31) / Novakowski – 61% (8 de 13)

Pontos de saque: 5

Aproveitamento no passe: Mika – 51% / Winiarski – 50%

 

Não concordo em parte com a seleção do Mundial

por Daniel Bortoletto em 21.set.2014 às 18:12h

É sempre difícil achar alguém que concorde do início ao fim com a seleção de um campeonato.

Critérios nunca são claros, politicagens a favor dos times da casa acontecem várias vezes… E na Polônia não deixa de ser diferente. O time ideal anunciado pela FIVB não seria o meu. Ele, ao menos, seguiu a coerência as estatísticas da competição, já que os vencedores lideraram os fundamentos. Ainda assim eu mexeria.

Os escolhidos foram:

Melhores pontas: Lucarelli e Murilo (Brasil)
Melhores centrais: Bohme (Alemanha) e Klos (Polônia)
Melhor levantador: Kampa (Alemanha)
Melhor oposto: Wlazly (Polônia)
Melhor líbero: Grebennikov (França)
MVP: Wlazly (Polônia)

No meu time, o francês Ngapeth estaria ao lado de Lucarelli entre os pontas. Numa disputa apertada, o polonês Zatorski seria o líbero. E eu colocaria o alemão Grozer, em outra briga apertada com Wallace, como o melhor oposto, deixando Wlazly “apenas” como MVP. E vocês?

 

O tetra Mikou

por Daniel Bortoletto em 21.set.2014 às 17:59h

Depois do primeiro set, o tetra parecia apenas uma questão de tempo. E faço essa análise pela quase perfeição da atuação do Brasil e a performance apagada da Polônia. Mas a virada dos donos da casa aconteceu, para delírio da torcida em Katowice, e tetracampeonato mundial da Seleção ficou no quase.

Coisas do esporte. Méritos do francês Stephane Antiga, que acertou ao colocar o veterano Zagumny, um remanescente da final do Mundial de 2006, para mudar o jogo. Ele mudou o ritmo da partida, colocando em ação Mika, o atacante que desequilibrou. O bloqueio brasileiro, que estava encaixado, não se encontrou mais no decorrer do jogo e isso fez uma tremenda diferença.

Outro mérito polonês foi ter colocado a cabeça no lugar após a derrota na primeira parcial. O time todo parecia estar sentindo demais a responsabilidade de jogar uma final em casa. Jogadores presos, tensos… E eles se soltaram! Passaram a usar a torcida como combustível, não como adversária. E jogaram melhor do que o Brasil. Tão simples quanto isso.

A Seleção Brasileira errou mais do se aceita para uma decisão. O saque parou de pressionar a linha de passe polonesa, Lucarelli e Lucão tiveram uma queda de rendimento no aproveitamento de ataque, o passe de Mário Júnior não era mais o mesmo e o jogo passou a ficar muito centralizado em Wallace, que virou muita bola, diga-se de passagem. Nesta hora, faltou o Brasil ter mais um atacante em condições de receber mais bolas, já que Murilo estava nitidamente limitado por questões físicas.

Como já escrevi anteriormente, coisas do esporte. Venceu quem controlou mais os nervos em todo o jogo, quem soube tirar do banco de reservas um coelho da cartola e quem jogou melhor. Infelizmente, desta vez, não foi o Brasil.

 

Relembre a final entre Brasil x Polônia em 2006

por Daniel Bortoletto em 21.set.2014 às 14:30h

Oito anos atrás, Brasil e Polônia decidiram um título mundial no Japão. Uma vitória incontestável da Seleção por 3 a 0.

Hoje, alguns remanescentes daquele duelo estarão em quadra novamente em Katowice: Murilo, Wlazly, Winiarski, Bernardinho…

Achei esse vídeo no YouTube e compartilho com vocês para relembrarem aquele momento:

 

Vai ter gancho para o Tintin?

por Daniel Bortoletto em 21.set.2014 às 14:13h

O russo Spiridonov, vulgo Tintin, pode ser punido pela FIVB.

Ele será julgado pelo Comitê Disciplinar da entidade por supostamente ter cuspido em um torcedor polonês durante a terceira fase do Campeonato Mundial.

Segundo o site R-Sport, Ary Graça concorda com a punição ao jogador.

– Jogador profissional não tem desculpa para ter um comportamento destes. É um desrespeito ao público e ao esporte. No Mundial, ele cometeu dois erros: “atirar” no público com uma metralhadora imaginária e cuspir em um torcedor. Ele deve ser punido e assumir as consequências dos atos – disse o brasileiro.

A final dos sonhos

por Daniel Bortoletto em 20.set.2014 às 18:10h

Está definida a final do Mundial: Brasil x Polônia.

O jogo que a FIVB, organizadora do Campeonato Mundial, queria. O jogo que a fanática torcida polonesa também queria. O jogo que o fã de quase todas as nacionalidades (e que gosta de uma partida de vôlei bem jogada) queria ver numa decisão. Dizer que o Brasil também queria, tendo a opção de enfrentar a Alemanha, já seria um pouco de exagero. Mas é um jogo em que a Seleção terá a oportunidade de vingar a derrota na terceira fase (a única nesta maratona insana) e conquistar o tetra em grande estilo. Ou seja: também teria um motivo para desejar, lá no fundinho da alma, mesmo sem admitir.

Talvez esta final aconteça com dois anos de atraso. Brasil x Polônia era o jogo que se esperava na final olímpica em Londres.  Os poloneses vinham do título da Liga Mundial de 2012 jogando demais. Kurek, MVP daquela competição, voando. A rivalidade com o time de Bernardinho só aumentando, transformando partidas de primeira fase em pequenas batalhas, repletas de provocações. Foram quatro derrotas verde-amarelas em cinco confrontos diante da Polônia na Liga e um sentimento que a melhor seleção do planeta era aquela vermelha e branca.

Londres chegou, a Polônia “voltou ao normal” e, se achando demais, decepcionou. O Brasil ainda foi à final, mas sucumbiu diante do central Muserskiy que se transformou em oposto e virou a decisão do ouro. Passados dois anos, os dois times mudaram bastante. Kurek e Bartman, as almas daquele time polonês, não estão no Mundial. Wlazly voltou após aposentadoria. O italiano Andrea Anastasi deu lugar ao francês Stephane Antiga. Na Seleção, fim da era de Giba, Dante e Ricardinho, que voltou apenas para a Olimpíada. A vez de Lucarelli! A transição de uma geração para outra não foi das mais fáceis e dúvidas surgiram, ainda mais quando a situação física de Murilo virou um ponto de interrogação. E qual foi a solução encontrada por Bernardinho? Quase implantar um sistema com três líberos: Mário Júnior, Felipe e o próprio Murilo, claramente limitado no ataque após a cirurgia no ombro direito, mas ainda com função tática importantíssima.

Para ser histórico, o jogo que quase todos queriam deveria acontecer no Estádio Nacional de Varsóvia, para mais de 60 mil pessoas, repetindo a abertura do Mundial. Ainda assim, tem tudo para ser inesquecível. Que vença o melhor!

 

 

Deu Brasil! Com emoção!

por Daniel Bortoletto em 20.set.2014 às 14:17h

Ufa! Foi mais tenso e difícil do que muita gente imaginava, inclusive este escriba. Mas o Brasil mostrou mais uma vez o peso pesado da camisa para afastar a zebra francesa, vencendo a semifinal no tie-break e se credenciando para a conquista do tetracampeonato mundial.

Independentemente do resultado deste domingo, somos aqui privilegiados por estarmos vendo a construção de uma história riquíssima que os livros, lá na frente, darão uma dimensão melhor. Querer fazer isso hoje pode ser injusto, já que essa máquina de ganhar parece não ter adversários e muito menos limites.

Neste sábado, o rival tinha Ngapeth, um ponta que estava inspirado e deu muito trabalho no ataque e no saque, terminando com 21 pontos. O rival tinha ainda um sistema defensivo de fazer inveja aos times asiáticos. E não tinha tanta responsabilidade como a carregada pelos brasileiros, atuais tricampeões. Contra outras equipes, talvez tudo isso fosse suficiente para vencer. Mas contra o Brasil não.

Contra a Seleção Brasileira, é preciso saber que a inversão do 5-1 com Rapha e Vissotto vai fazer diferença no fim de um set. Contra a Seleção Brasileira, é preciso entender que Chupita vai entrar para sacar e fazer a diferença em outro momento do jogo. Contra a Seleção Brasileira, é preciso entender que Lucarelli pode errar uma largadinha no no tie-break, mas depois se recupera ao colocar um passe na mão de Bruninho e no ponto seguinte dar um caixote em Sidibe. E assim terminar o jogo com 22 pontos. É preciso ter absoluta certeza de que Sidão, Lucão, Wallace, Bruninho & Cia. irão aparecer em algum momento para fazer a diferença.

Esse é o Brasil que dá certo. Um Brasil que já errou em outras ocasiões, mas parece sempre aprender para evoluir nas mãos de Bernardinho, mesmo quando a safra não é tão boa quanto as anteriores. Um Brasil que já perdeu neste mesmo Mundial e soube dar a volta por cima e, talvez, tenha chance de reencontrar a algoz Polônia, na final dos sonhos da FIVB.  Um Brasil que não se cansa de continuar escrevendo uma história de sucesso.

 

 

 

 

As semifinais do Mundial

por Daniel Bortoletto em 18.set.2014 às 18:56h

Brasil x França

Polônia x Alemanha

Certamente, se tivesse feito um bolão no blog antes de o Mundial masculino começar, ninguém teria cravado os quatro semifinalistas. E  não venham me dizer que esperavam ao menos dois destes quatro.

Quem sou eu para tirar os méritos de franceses e alemães, mas a fórmula de disputa deu uma ajudinha, nos emparceiramentos dos grupos. Ainda assim, muita gente colocava o Irã como classificado deste grupo na terceira fase, mas foram os europeus que avançaram. Melhor admitir a competência que eles estão tendo até aqui, já que ficaram pelo caminho Estados Unidos, Rússia, Sérvia, Itália, forças que eram bem mais cotadas do que os dois azarões.

Bom trabalho feito por eles admitido, não dá para dizer que Brasil e Polônia, os “grandes” que restaram, não são favoritos nas semifinais. Mais time, mais camisa e principalmente mais bagagem em jogos deste nível e responsabilidade, algo que pesa demais. Alemanha e França sabem que já cumpriram com sobras as metas pré-estabelecidas antes de a bola rolar em terras polonesas. Jogarão como franco-atiradores e sem a obrigação de vitória.

Já os organizadores do Mundial já devem estar com as camisas de Brasil e Polônia por baixo dos ternos de grife que vestem. Não deixaria de ser a final dos sonhos: donos da casa, apoiados pela fanática torcida, contra os atuais tricampeões do mundo. Nesta hora, aposto que acabou aquela coisa de torcer para o mais fraco, tadinho. Cá entre nós, Alemanha x França seria uma decisão muuuuuuito menos atraente nos quesitos exposição midiática, qualidade técnica do espetáculo…

Alguém ainda aposta em mais zebras neste Mundial?


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