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Valleu!

por Daniel Bortoletto em 19.abr.2014 às 18:03h

Infância e parte da adolescência se transformaram em doces recordações desde que abri o Twitter e descobri que o Luciano do Valle morreu.

Esse cara é responsável por boa parte do que tenho hoje. E ele nunca foi meu chefe. Mas foi por ele que minha paixão pelo esporte se tornou arrebatadora. E certamente foi por conta disso também que resolvi fazer jornalismo para trabalhar com esporte.

Com Luciano do Valle era legal até assistir aos torneios de sinuca que a Band transmitia aos domingos. Não é não, Rui Chapéu? São raríssimos os narradores que saem do futebol, passam por basquete e vôlei, matam a pau no automobilismo (Arye Luyendyk, o holandês voador!) e transformam qualquer modalidade em algo agradável de se acompanhar pela televisão.

Domingo, naquela época, era o dia que eu mais esperava na semana. Esse cara, muito à frente do seu tempo, conseguiu fazer com que o esporte tivesse quase um dia inteiro de transmissão na TV aberta. Eu fui um telespectador fiel. Fui apresentado à NBA por ele. Quantas lutas do Maguila eu vi com ele na narração… Virei fã do Campeonato Italiano com Silvio Luiz e Silvio Lancelotti. O vôlei, esse que se gaba de ser o segundo esporte no país do futebol, deve muito de sua popularização ao Luciano do Valle. Alô, CBV? É inaceitável não homenageá-lo na final entre Unilever x Sesi, na próxima semana! Por favor!

Passei as férias de janeiro no Guarujá algumas vezes naquele período. E o Verão Vivo estava no ápice. Um dos meus encontros com Luciano fui na arena montada na Praia da Enseada. Fui ver o Rivellino jogar futevôlei e ele estava lá. Um dos raros autógrafos que pedi na vida foi naquele dia. E eu deveria ter pedido para o Luciano também!

Nos últimos anos, Luciano não era o mesmo. Os erros nas transmissões aconteciam e viravam piada. O tempo é cruel até com os grandes. Mas nada que vá apagar o legado (palavrinha da moda) que ele deixou. Eu só posso agradecê-lo por me ajudar a encontrar o caminho que escolhi para a minha vida.

Valleu, Luciano.

Sesi derruba o favorito

por Daniel Bortoletto em 19.abr.2014 às 12:31h

O raio caiu três vezes no mesmo lugar.

Depois de vencer o Sul-Americano e acabar com a invencibilidade de 28 jogos do Molico/Osasco na abertura da semifinal, no José Liberatti, o Sesi repetiu a dose, neste sábado, na Vila Leopoldina, salvando match points no quarto e quinto sets e está na decisão da Superliga. E olha que o tie-break estava 14 a 11 a favor do time de Luizomar de Moura…

Quarto colocado na fase de classificação, o time comandado por Talmo de Oliveira enfrentará a Unilever, terceiro, no Maracanãzinho, no próximo dia 27. Uma final improvável, levando-se em conta qualquer análise pré ou durante a Superliga. Ou apenas observando que o terceiro set hoje terminou em 21 a 8 (!?!) para o Molico.

Enquanto a ficha cai para mim e para vocês, o espaço está aberto para os primeiros comentários. Mais tarde (hoje era para ser folga com a família), volto para falar mais do jogo e desta surpreendente decisão.

 

 

Definidos todos os rivais do Sada/Cruzeiro no Mundial

por Daniel Bortoletto em 17.abr.2014 às 9:24h

O Sada/Cruzeiro já conhece todos os adversários que terá pela frente em busca do bicampeonato mundial de clubes.

O time classificado na eliminatória asiática foi o Matin Varamim, do Irã, que derrotou na decisão o Al-Rayyan, do Qatar, por 3 a 1.

Mas o time catari não teve muito tempo para lamentar, já que recebeu o segundo convite da FIVB para disputar a competição, em Belo Horizonte, entre 5 e 10 de maio. Como disse anteriormente para alguns de vocês, não existe critério técnico nesta escolha. Pesa muito o lado político. Para quem não se lembra, o Qatar foi sede do Mundial por várias edições, ajudando a entidade a reativar o torneio, que havia sido deixado de lado na década de 1990.

Anteriormente, a Federação Internacional já havia convidado o Trentino, tetracampeão do mundo. Uma decisão um pouco mais técnica, mas sem deixar de ser política, já que a Itália organizará este ano o Mundial feminino de seleções e ainda ainda um dos principais mercados do esporte no planeta.

Além dos time já citados, disputarão o Mundial a UPCN (ARG), Belgorod (RUS), Esperance (TUN) e Guaynabo (PUR), além dos mineiros, mandantes e atuais campeões.

Vaivém: Estrangeiras dão adeus

por Daniel Bortoletto em 17.abr.2014 às 9:13h

Duas atacantes estrangeiras se despediram do Brasil e dos fãs pelas redes sociais nos últimos dias.

A primeira foi a americana Kristin, jogadora do Vôlei Amil. Ao agradecer pelo apoio recebido em sua primeira temporada em Campinas, ela recebeu vários comentários elogiosos, além de uma campanha para ficar no país. Os últimos dias da ponta no Brasil foram dedicados ao turismo no Rio de Janeiro.

Ontem foi a vez da cubana Herrera usar o Facebook para comunicar que está voltando para seu país, após temporada pelo Banana Boat/Praia Clube. Na última Superliga, após se recuperar de cirurgia no joelho, a ponta não repetiu as atuações que teve dois anos atrás com a camisa do Minas.

 

Vaivém: Bruninho fica no Modena

por Daniel Bortoletto em 17.abr.2014 às 9:02h

Para afastar as especulações de retorno para o Brasil, Bruninho anunciou nesta quinta-feira, na Itália, que continuará no Modena.

O levantador assinou um novo contrato por mais duas temporadas.

Este ano, após deixar o RJ Vôlei por falta de pagamento, Bruninho ajudou o Modena a chegar às semifinais do Campeonato Italiano, eliminando o Trentino e caindo diante do Macerata.

Na entrevista coletiva, o brasileiro disse que espera ser campeão em uma cidade tão tradicional para o vôlei. Ele ainda previu um crescimento do campeonato local, além de deixar a porta do clube aberta para a chegada de algum compatriota.

CBV e Associação de Clubes. O primeiro round

por Daniel Bortoletto em 16.abr.2014 às 17:03h

A CBV diz não reconhecer a recém-criada Associação de Clubes. A nota oficial está na íntegra, divulgada no meio desta tarde de quarta-feira, está logo abaixo.

Antes de qualquer apuração sobre a posição da entidade máxima do vôlei brasileiro, algumas constatações:

- A posição da CBV não me surpreende

- Isso não quer dizer que ainda há um racha

- É provável que representantes dos dois lados se sentem em volta da mesma mesa em busca de um entendimento. A CBV não iria estender o tapete vermelho para este grupo recém-lançado

- Caso os clubes mostrem força, a CBV pode optar por um entendimento. Ou partir para uma ruptura total, algo que não vejo como interessante para a atual Superliga

“A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) comunicou nesta terça-feira aos clubes participantes da Superliga masculina e feminina que não reconhece a Associação de Clubes de Vôlei (ACV) formada recentemente. Segundo o presidente da CBV, Walter Pitombo Larangeiras, o Toroca, a Confederação foi informada da formação desta associação pela imprensa, desconhecendo, portanto, seu estatuto e seus objetivos.

Desta maneira não é possível saber se os interesses da mesma estão alinhados aos objetivos do voleibol brasileiro. Para que qualquer associação seja reconhecida pela CBV, entidade máxima do voleibol brasileiro, reconhecida pela Federação Internacional de Voleibol e pelo Comitê Olímpico Internacional, a mesma deve ter suas ações em consonância com o Planejamento Estratégico do Voleibol brasileiro, elaborado pela CBV”, explicou Toroca, em seu comunicado.

O presidente deixou claro para os 26 clubes que participam da Superliga que a CBV é, entretanto, favorável à criação de associações de técnicos, atletas, árbitros e clubes em prol do fortalecimento do esporte. Ressaltou apenas que para as mesmas serem reconhecidas pela CBV precisam ter seus interesses alinhados ao da instituição”.

Agora é esperar o segundo round deste embate, que espero e torço, ser benéfico para o vôlei brasileiro.

 

Vaivém: Dança das cadeiras entre os treinadores

por Daniel Bortoletto em 16.abr.2014 às 16:55h

Alê Rivetti está fora do Brasil Kirin. Já é oficial.

Com a indefinição do futuro do RJ Vôlei, não me surpreenderia se Marcelo Fronckowiak pintasse na equipe de Campinas.

Para Rivetti, o futuro pode estar em Volta Redonda.

Aguardemos os próximos capítulos.

Trentino no Mundial

por Daniel Bortoletto em 15.abr.2014 às 11:23h

O primeiro convite para o Mundial masculino de clubes é do Trentino, segundo a imprensa italiana.

Tetracampeão entre 2009 e 2012, o Trentino atualmente não é mais a mesma potência. No atual Campeonato Italiano, foi eliminado nas quartas de final pelo Modena, de Bruninho, que na sequência seria eliminado pelo Macerata. Os destaques do time são o levantador americano Suxho, o central italiano Birarelli e oposto búlgaro Sokolov.

A FIVB tem mais um convite a distribuir. Estão classificados o Sada/Cruzeiro, a UPCN (ARG), Belgorod (RUS), Esperance (TUN) e Guaynabo (PUR). Falta também o representante da Ásia, que ainda realiza sua competição continental.

 

 

Vaivém: Renovação no Moda/Maringá

por Daniel Bortoletto em 15.abr.2014 às 9:05h

O central Rafael permanecerá mais uma temporada em Maringá.

O jogador de 23 anos e 2,05m apontou a estrutura do time e a titularidade ganha na última Superliga como fatores importantes para a renovação.

Rafael é um bom jogador, tem potencial, mas precisa melhorar bastante seu desempenho no bloqueio. Nas estatísticas da CBV, ele ficou atrás de vários companheiros de time, casos de Acácio, Lorena, Quiroga e Orestes.

 

Nem tudo foi festa no Mineirinho

por Daniel Bortoletto em 14.abr.2014 às 15:26h

Reproduzo aqui a reclamação do leitor Alan Gabriel, que me escreveu no Twitter para desabafar sobre a situação do Mineirinho, palco da final da Superliga masculina, no domingo, entre Sada/Cruzeiro e Sesi, e que receberá, no início de maio, o Campeonato Mundial masculino de clubes.

“A situação do ginásio é uma vergonha. Um templo como aquele abandonado, mal cuidado. Lástima! Enquanto o Mineirão está espetacular, o Mineirinho sofre com uma estrutura antiga, mal conservada. Por que ninguém se responsabiliza? Teto tapado com lona, pouco espaço entre as cadeiras, arquibancada sem assentos, banheiros pequenos e sujos, péssima iluminação, o mato toma conta do entorno do ginásio, estacionamento pequeno, rampas de acesso antigas, lanchonetes sem o mínimo de estrutura. É uma pena que as autoridades mineiras deixem o ginásio ser destruído pela ação do tempo, sem remodelá-lo e modernizá-lo”.

É triste mesmo ver um templo do esporte brasileiro assim. Não é de hoje que o Mineirinho não recebe o carinho e os investimentos necessários para se manter em condições para utilização. Vive sempre de retoques, maquiagens… Muito se fala em legado da Copa do Mundo (de futebol). Para o vizinho Mineirão, a modernização. Para o Mineirinho, sobrou um “puxadinho”…