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Posts com a Tag ‘São Paulo’

Por sequência a Ganso, Jadson pode virar até segundo volante. E isso não é bom

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

- Todos os momentos foram discutidos com os atletas, do Jadson e o Ganso jogarem juntos. Essa discussão está muito restrita, para quem está fora do trabalho, ao Jadson aberto pela direita. Essa visão do Jadson jogar um pouquinho pelo meio, um pouco mais atrás, é uma visão interna que está sendo passada para vocês (jornalistas) agora e quem está atento ao nosso trabalho já percebeu que fizemos isso em alguns jogos e treinamentos. Logicamente que ela começa a ser mais pública agora, mas você não abre mão do sistema, de usar os três atacantes e de usar o Jadson um pouco mais atrás ali perto do Denilson, ou do Wellington, com o Ganso fazendo a função de meia.

As palavras acima foram ditas pelo técnico Ney Franco, na entrevista coletiva da última terça-feira. Inicialmente, fiquei confuso quanto à ideia de utilizar Jadson recuado, como um volante, conforme a explicação do técnico.

Precisei pegar o áudio da coletiva e escutá-la novamente para, enfim, ter a certeza de que o técnico não estava se confundindo ou que queria o camisa 10 flutuando entre a linha dos dois volantes e Paulo Henrique Ganso, com uma dupla de atacantes à frente.

Ney Franco cogita sim utilizar Jadson atrás do Maestro, mas como segundo volante,  “alimentando” o camisa 8. Assim, acredita Ney, o esquema 4-2-3-1 poderia ser mantido.

Como Ney pretende usar Jadson com Ganso

Como Ney pretende usar Jadson com Ganso

Mas quem é que marca nesse esquema? Jadson não é marcador, é armador. Para que tivesse Ganso entre os titulares no início da temporada e no clássico contra o Santos, o comandante são-paulino já escalou o camisa 10 pela direita do ataque, com a incumbência não só de criar, mas também acompanhar o lateral-esquerdo adversário e fechar os espaços no setor. Não deu certo.

Como volante, creio eu, o meia teria muito mais dificuldades por conta do aumento de suas “responsabilidades defensivas”. Mais preocupado com a marcação, chegaria menos à frente para finalizar e assistir os companheiros, característica que faz de Jadson o melhor são-paulino nesse início de ano, com cinco gols e quatro assistências. Ainda assim, por mais que chegasse bastante, deixaria um buraco atrás, sobrecarregando o primeiro volante.

E isso tudo, cabe dizer, para que Paulo Henrique Ganso ganhe sequência. É melhor manter seu melhor jogador no ano em uma função que vem desempenhando muito bem já há algum tempo, ou sacrificar suas principais qualidades para justificar um investimento em outro meia, muito mais caro e, até o momento, muito menos efetivo?

 

Pé-quente! Assista aos bastidores da estreia de Ganso

domingo, 18 de novembro de 2012

Crianças querendo entrar no campo com um reserva, repórteres se amontoando em torno de um jogador que nem em campo estava, movimentações no banco de reservas a cada lance de perigo são-paulino, aquecimento com direito à pitacos no jogo e até mesmo a sorte de ser chamado por Ney Franco exatamente na hora que Luis Fabiano faria o primeiro gol do Tricolor no jogo… Estes foram apenas alguns dos curiosos momentos vividos por Paulo Henrique Ganso nesta tarde, no Morumbi, em sua estreia pelo São Paulo.

A LANCE TV! direcionou uma câmera para o camisa 8 durante todo o jogo. Logo, todas as suas reações foram registradas pelas nossas lentes. O resultado disso você vê no vídeo abaixo. Vale a pena o clique!

Por Bruno Uliana e Marco Carvalho

Com ajuda de Cañete, Ganso faz três gols no treino!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

No treino de hoje no CT da Barra Funda, a principal novidade ficou por conta da renovação do ídolo Rogério Ceni. Mas, no campo, o principal reforço do Tricolor para a temporada brilhou! Paulo Henrique Ganso marcou três gols na atividade. E a melhor notícia é que em um deles, o passe foi dado por Cañete. Futuro próspero para o meio-campo são-paulino?

39 anos em 100 minutos

terça-feira, 29 de maio de 2012

Rogério Ceni foi bastante exigido no treino desta terça-feira (Foto: Jorge Aguiar)

Existe um pequeno corredor no CT da Barra Funda que é “o canto do lanchinho”. É este o lugar onde os jornalistas, assessores e funcionários comem bolacha e tomam suco durante os treinos. Nesta terça-feira de manhã, aquele corredor estava intransitável.

Se por ali os profissionais costumam jogar conversa fora com assuntos descontraídos, o cenário era totalmente diferente: silêncio, apreensão e olhos vidrados no que rolava atrás da grade.

Ali atrás, quieto e compenetrado, estava Rogério Ceni. No primeiro dia de sua nova etapa de treinos, agora com maior intensidade e amplitude nos movimentos, o camisa 01 concentrava a visão de todos os espectadores. Até aqueles que nunca vêem o treino estavam ali, quase encantados.

Quando caía com o ombro direito no chão, algo que não havia feito desde a lesão, olhos se franziam: como um cara de 39 anos superou em tanto tempo a previsão médica e estava disposto a se jogar e se esforçar com este vigor?

Quando esboçava um lançamento com o braço direito, o receio dos espectadores era o mesmo: será que ele vai se quebrar? Na saída do gol, o temor seguia.

Após 100 minutos de suor, Ceni resumiu sua carreira com um simples gesto ao fim da atividade. Depois dos exercícios, quando já parecia sem forças, levantou-se de uma sombra ao lado do campo e, ao invés de ir ao chuveiro para curar o cansaço, preferiu bater papo com reservas. Saiu de cena assim: com experiência e humildade. Assim é Rogério Ceni.

Alex Silva quase voltou ao São Paulo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Alex Silva insistiu, insistiu, e quase concretizou sua volta ao São Paulo no fim da semana passada. A negociação estava adiantada, mas na última hora foi vetada por dirigentes que ainda têm péssimas recordações de sua última passagem, em 2010/11.

Na ocasião, a diretoria o liberou antes do fim do contrato, pois via falta de empenho do Pirulito em sua recuperação física. Alex faltava às sessões de fisioterapia e estava, na visão do clube, muito mais preocupado com pagodes e sertanejos. O diretor de futebol Adalberto Baptista disse a Alex Silva que nem precisava continuar indo ao CT.

No Flamengo, sofreu com os efeitos da má recuperação do joelho. Ele já sofreu duas cirurgias no direito e, em seu último clube, teve problemas também no esquerdo. Após alegar atraso de salários, parou de atuar e tem treinado numa academia em São Paulo enquanto não resolve sua situação.

Ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Alex fez de tudo para voltar ao Morumbi. Ligou para o coordenador técnico Milton Cruz e o presidente Juvenal Juvêncio, admiradores de seu futebol, e jurou ter mudado, amadurecido. Com Juvenal, tem relação conturbada. Já declararam amor mútuo na imprensa, mas também viveram de alfinetadas, inclusive no Twitter, onde o Pirulito criticou o presidente.

Mesmo à revelia de Emerson Leão, que não é favorável à vinda do zagueiro, a diretoria estava perto de fechar. Mas foi convencida a recuar. Ainda há uma ala que defende fortemente sua contratação, pois vê na zaga formada por Paulo Miranda e Rhodolfo o setor mais fraco, e que pode fraquejar nos momentos decisivos.

Do outro lado, lembram o baile que Alex Silva levou de William, do Avaí, no vexame das quartas de final da Copa do Brasil do ano passado. Enquanto o Morumbi se divide, o zagueiro continua tentando convencer os clubes de que é um novo homem.

A melhor atuação em quase dois anos

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não foi a melhor atuação do São Paulo em 2012. Não foi a melhor atuação na Era Leão. Foi a melhor atuação do São Paulo desde que Lucas ainda era Marcelinho. A equipe não deixava seu torcedor orgulhoso de 90 minutos desde as quartas de final da Copa Libertadores de 2010, quando em dois jogos, aniquilou o favorito Cruzeiro.

Naquela ocasião, entetanto, brilhou de maneira diferente. No Mineirão, com mais inteligência do que beleza. No Morumbi, com um a mais durante 90 minutos. No último domingo, o Tricolor, que não conseguia se impôr nem diante de adversários medianos, teve um a menos por 40 minutos e ainda assim esmagou o melhor time do continente, com seus melhores jogadores, inclusive o gênio Neymar.

O número de chances criadas, a convicção em ganhar a partida desde o primeiro minuto, davam a impressão de que o São Paulo queria provar a todos, mas sobretudo a ele mesmo, que voltou a jogar como time grande.

Foi também a melhor atuação de Emerson Leão numa partida em sei lá quantos anos. Muitos. Ele acertou em cheio ao escalar Rodrigo Caio no setor de Neymar e não condeno por não tê-lo tirado, mesmo com cartão amarelo. O garoto estava bem, confiante, e só foi expulso por dois exageros do fraco árbitro Marcelo “APARECIDO” (que, junto aos demais árbitros, também errou ao validar o gol decisivo, de Lucas).

Sem falar na ótima substituição de Luis Fabiano (que pediu para sair) por Edson Silva. O são-paulino pode discordar, mas Leão esqueceu a bobagem de encher a equipe de atacantes e liberou quem desde o início mostrava que podia ajudar a decidir o clássico: Cortez. Uma alteração de conceitos, pensada, planejada, de estratégia, à qual Leão não parecia mais estar acostumado a fazer.

O trabalho “à moda antiga” do dia-a-dia de Leão dá a impressão de que os acertos no time ocorrem por acaso. Seria injusto bater nessa tecla. Casemiro e Cícero juntos a um volante apenas é a escolha correta de um time moderno, desde que ajudem a marcar, o que não ocorria nos jogos mais fáceis. No San-São, ambos foram dedicados, suaram a camisa e ainda guardaram fôlego para atacar – e muito – bem.

Com essa dedicação, Denilson cresceu demais. Deixou de ser um fardo no meio de campo para se tornar essencial na marcação, desarme e saída de bola. O São Paulo fez uma partida em que seus jogadores se procuraram, preencheram os buracos gigantescos que havia entre eles. Casemiro e Luis Fabiano se buscam o tempo todo. Lucas e Fabuloso também. Cícero e Jadson distribuem a todos, e Cortez se apresenta para todos.

Até Paulo Miranda, o calcanhar de aquiles de um time bem montado pela diretoria, tem crescido. Não inspira confiança, recua demais diante de investidas adversárias, mas surge com força no ataque, antecipa-se com mais facilidade. Está em evolução. Luis Fabiano cresce fisicamente e Lucas desabrocha, sem conflitos, entendendo que naquele talento, há espaço para todo tipo de fundamento: o drible, o passe, o chute, a marcação…

O São Paulo ainda precisa melhorar. Se houvesse outro clássico hoje, valendo vaga na final, ou título, eu apostaria no Santos. Não é demérito algum. Para conquistar confiança geral, é preciso uma sequência de vitórias importantes, atuações imponentes e conquistas. Mas há dois anos o time do Morumbi não deixava tão boa impressão.

De tanto tentar, Luis Fabiano ainda não voltou

quinta-feira, 8 de março de 2012

Luis Fabiano não furou a marcação de um limitado Independente-PA (Foto: Antonio Cícero/Fotoarena)

Por Paulo Motoryn, repórter do Núcleo São Paulo no LANCE!

Como a torcida são-paulina grita desde que Luis Fabiano acertou com o São Paulo, em março do ano passado, “o atacante voltou”. Após mais de um mês fora por estiramento na coxa direita, ele jogou contra o Independente-PA, nesta quarta-feira.

Contudo, ainda não voltou da forma que todos desejam. Contra um adversário fraco, não marcou gols, como era de se esperar do artilheiro do time vencedor.

E não pareceu pecar pela forma física. Foi evidente em todas as bolas que pegou na partida: Luis Fabiano tropeçou na própria vontade e, ansioso, viu a bola queimar em seus pés. Ainda exagerou nas reclamações com seus companheiros.

Logo no início, mostrou que estava disposto ao atirar-se em péssimo cruzamento de Fernandinho. Mas a vontade não conseguiu conduzí-lo às boas jogadas. No lance seguinte, a prova: Fabuloso dominou sozinho e, sentindo a falta da marcação, mostrou movimentos ainda lentos. Teve de apelar: cavou a falta.

Luis Fabiano gritou, esperneou e errou muito. Sem evitar as comparações, errou mais do que Willian José estava errando quando era o titular. Mas, mesmo com a partida razoável, foi festejado pela torcida, o que prova que tem muitos créditos a queimar. A torcida terá paciência com o ídolo.

Apesar da partida apenas razoável, o atacante não é motivo de desânimo para os fãs. O tropeço não foi na falta de qualidade ou de vontade. Isso sim seria preocupante. Se continuar com esta disposição, o sucesso será apenas questão de tempo.

Luis Fabiano quer, pode e, provavelmente, voltará a ser o “velho” Luis Fabiano. Mas precisa de concentração, paz e calma. Nesta quarta-feira, tropeçou em suas próprias pernas…

Carpegiani perdeu seu melhor zagueiro para semifinal

sexta-feira, 29 de abril de 2011

É isso mesmo. No atual momento, Rhodolfo, que Carpegiani confirmou nesta sexta-feira como desfalque para a semifinal deste sábado, é hoje o melhor dentre os três zagueiros da badalada defesa são-paulina. Nem a raça e força de Alex Silva tampouco a técnica e elegância de Miranda superam a eficiência, a precisão, o poder ofensivo e a impressionante regularidade do camisa 4. Por isso, não foi um simples zagueiro que o técnico não terá contra o temido ataque santista, de Neymar, Ganso e Cia.

A ausência de Rhodolfo deve promover a entrada de Xandão desde o início. A fase do reserva, que ano passado impressionou pelo início promissor, esbanjando personalidade, não é boa. Não passa a confiança de outrora, tem sérias dificuldades em sair jogando, embora tenha potencial para melhorar e muito. Xandão hoje reforça a estatística dos jogadores sem confiança, abalada talvez após a chegada do hoje incontestável… Rhodolfo!

Caberá a Alex Silva e Miranda, que se conhecem bem e por muito tempo ergueram o paredão tricolor, dar essa confiança e tranquilidade ao companheiro, caso ele seja mesmo o escolhido por Carpa. O técnico acenou com outra possibilidade, como a entrada de mais um jogador no meio de campo, mas admitiu que tal hipótese é pouco provável a não ser que mude de ideia de última hora.

Além da escolha do substituto de Rhodolfo, Carpa terá de decidir se utilizará o falso lateral-direito, no caso de optar por Xandão, dando mais liberdade a Jean no meio de campo. Ao ponto em que pode ganhar mais força no contra-ataque, contra uma equipe que joga e deixa jogar, pode proporcionar um duelo particular entre Neymar e Xandão e, tendo em vista a fase dos dois, talvez não seja uma boa ideia. Evidente que Carpa não deixará o setor por onde o rival costuma ser mais perigoso desprotegido. Mas tal preocupação seria amenizada não fosse o edema na panturrilha esquerda de Rhodolfo, hoje um dos melhores zagueiros do país.

Gramado do Morumbi estará abaixo do ideal na decisão

terça-feira, 26 de abril de 2011

Morumbi na noite desta terça-feira (Crédito: Miguel Schincariol)

Estive no Morumbi no início da noite desta terça-feira e foi notório que a grama estará muito baixa e o solo sagrado para os são-paulinos abaixo de suas condições ideais para o confronto desta quarta contra o Goiás. Tudo por conta dos shows da banda irlandesa U2 este mês no estádio.

O fato de a grama estar baixa pode até facilitar para jogadores como Ilsinho e Marlos, velocistas com a bola, que deverá correr muito mais. No entanto, essa situação e as ondulações também certamente vão interferir na trajetória da pelota, o que não é bom, dificulta o controle dela.

O gramado do Morumbi, conhecido pela excelência, não estará perfeito. Não será desculpa para qualquer tropeço, como afirmou o zagueiro Miranda, mas pode dar margem para o Goiás equilibrar um pouco as forças, já que é bem inferior tecnicamente em relação ao Tricolor.

A partida desta quarta também deveria ser a da reestreia de Luis Fabiano, o que não vai acontecer. Tempo para o São Paulo deixar o Morumbi perfeito como costuma estar e, assim, apto para receber da melhor forma seu tão aguardado camisa 9.

Vídeo: Repórter analisa a vitória do São Paulo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O repórter e blogueiro, Renato Rodrigues, do Núcleo São Paulo no LANCE!, analisa a vitória do Tricolor sobre o Mirassol, no último domingo, por 1 a 0. Ele fala também sobre o golaço do meia Lucas. Veja!