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A melhor atuação em quase dois anos

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não foi a melhor atuação do São Paulo em 2012. Não foi a melhor atuação na Era Leão. Foi a melhor atuação do São Paulo desde que Lucas ainda era Marcelinho. A equipe não deixava seu torcedor orgulhoso de 90 minutos desde as quartas de final da Copa Libertadores de 2010, quando em dois jogos, aniquilou o favorito Cruzeiro.

Naquela ocasião, entetanto, brilhou de maneira diferente. No Mineirão, com mais inteligência do que beleza. No Morumbi, com um a mais durante 90 minutos. No último domingo, o Tricolor, que não conseguia se impôr nem diante de adversários medianos, teve um a menos por 40 minutos e ainda assim esmagou o melhor time do continente, com seus melhores jogadores, inclusive o gênio Neymar.

O número de chances criadas, a convicção em ganhar a partida desde o primeiro minuto, davam a impressão de que o São Paulo queria provar a todos, mas sobretudo a ele mesmo, que voltou a jogar como time grande.

Foi também a melhor atuação de Emerson Leão numa partida em sei lá quantos anos. Muitos. Ele acertou em cheio ao escalar Rodrigo Caio no setor de Neymar e não condeno por não tê-lo tirado, mesmo com cartão amarelo. O garoto estava bem, confiante, e só foi expulso por dois exageros do fraco árbitro Marcelo “APARECIDO” (que, junto aos demais árbitros, também errou ao validar o gol decisivo, de Lucas).

Sem falar na ótima substituição de Luis Fabiano (que pediu para sair) por Edson Silva. O são-paulino pode discordar, mas Leão esqueceu a bobagem de encher a equipe de atacantes e liberou quem desde o início mostrava que podia ajudar a decidir o clássico: Cortez. Uma alteração de conceitos, pensada, planejada, de estratégia, à qual Leão não parecia mais estar acostumado a fazer.

O trabalho “à moda antiga” do dia-a-dia de Leão dá a impressão de que os acertos no time ocorrem por acaso. Seria injusto bater nessa tecla. Casemiro e Cícero juntos a um volante apenas é a escolha correta de um time moderno, desde que ajudem a marcar, o que não ocorria nos jogos mais fáceis. No San-São, ambos foram dedicados, suaram a camisa e ainda guardaram fôlego para atacar – e muito – bem.

Com essa dedicação, Denilson cresceu demais. Deixou de ser um fardo no meio de campo para se tornar essencial na marcação, desarme e saída de bola. O São Paulo fez uma partida em que seus jogadores se procuraram, preencheram os buracos gigantescos que havia entre eles. Casemiro e Luis Fabiano se buscam o tempo todo. Lucas e Fabuloso também. Cícero e Jadson distribuem a todos, e Cortez se apresenta para todos.

Até Paulo Miranda, o calcanhar de aquiles de um time bem montado pela diretoria, tem crescido. Não inspira confiança, recua demais diante de investidas adversárias, mas surge com força no ataque, antecipa-se com mais facilidade. Está em evolução. Luis Fabiano cresce fisicamente e Lucas desabrocha, sem conflitos, entendendo que naquele talento, há espaço para todo tipo de fundamento: o drible, o passe, o chute, a marcação…

O São Paulo ainda precisa melhorar. Se houvesse outro clássico hoje, valendo vaga na final, ou título, eu apostaria no Santos. Não é demérito algum. Para conquistar confiança geral, é preciso uma sequência de vitórias importantes, atuações imponentes e conquistas. Mas há dois anos o time do Morumbi não deixava tão boa impressão.

Vídeo: Repórter analisa a vitória do São Paulo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O repórter e blogueiro, Renato Rodrigues, do Núcleo São Paulo no LANCE!, analisa a vitória do Tricolor sobre o Mirassol, no último domingo, por 1 a 0. Ele fala também sobre o golaço do meia Lucas. Veja!

Lucas: a simplicidade tricolor, agora de verde e amarelo

quinta-feira, 3 de março de 2011

A convocação de Lucas para a Seleção Brasileira vem a coroar o momento brilhante pelo qual passa a carreira desse menino humilde, de 18 anos, nascido e criado no bairro do Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo.

Da infância simples, dos pipas na laje e futebol na rua, traz a simplicidade que põe abaixo as barreiras teimosas, sempre dispostas a a aparecer no caminho de jovens talentos, principalmente os de ascensão meteórica como ele.

Campeão na base, destaque da Copa São Paulo de Futebol Júnior, titular do time, peça chave no esquema são-paulino, estrela da Seleção no Sul-Americano sub-20, volta fulminante, Seleção principal! Ufa… Lucas fez por merecer tudo isso e, quem o acompanha de perto, sabe que o futuro espera mais.

Lembro-me bem do primeiro treino de Lucas no CT da Barra Funda, quando ainda era Marcelinho, no apelido e na condição de apenas mais um da base entre os profissionais, embora diretoria,  pessoas próximas e, principalmente, Cotia não tivessem dúvidas de seu futuro de sucesso.

Na época, meados do ano passado, o então técnico Ricardo Gomes estava na berlinda e os membros da diretoria, sempre que apareciam em público, eram obrigados a dar explicações: cai ou não cai? Quem vem? Dunga? Neste dia, o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva foi quem esteve no CT. Então, o questionei:

- Olá, Leco. Novidades?

A que ele respondeu, de prontidão, sempre com seu semblante desafiador:

- A novidade é aquele menino (apontando para Lucas, ou Marcelinho) que agora está treinando aqui no CT. Tem muito potencial – disse.

Confesso que, apesar de ter visto grandes atuações de Lucas na Copinha, não dei lá a atenção merecida, mesmo porque o assunto comando do São Paulo estava “pegando”.

No mais, foi o que todos já sabem e coube a Mano Menezes, nesta quinta-feira, colorir de verde e amarelo uma carreira que já caiu nas graças do vermelho, preto e branco.