
Rogério Ceni orientou muito os companheiros (Foto: Eduardo Viana)
Foi só um jogo-treino no CT da Barra Funda. Mas a presença de Rogério Ceni em campo fez a atividade ser diferente. O capitão, cada vez mais, está próximo de voltar. Na tarde desta quinta-feira, nova prova do quanto está com saudade de estar de vez entre os companheiros.
Durante cerca de 45 minutos, o camisa 01 foi notado quieto em poucos momentos. Passou a maior parte falando com os zagueiros, meias e até com os atacantes. Ademilson e Willian José foram cobrados para acertar o posicionamento, assim como o trio de zaga e os alas. Embaixo das traves, pouco pôde fazer para evitar os três gols que sofreu. Um, logo no início. Outro, com falha de Paulo Miranda na hora de recuar. Por fim, um chute indefensável de longe.
No ataque, linda cobrança de falta. Frontal ao gol de Léo, tocou por cima da barreira, no ângulo. Caprichosa, a bola ainda subiu, bateu na rede e caiu no chão. Sem chances.
Mas não é só o empenho como goleiro – apesar de isso ser importante para ele – que conta nessa hora. O Tricolor está carente de alguém experiente. Alguém que fale com os garotos e que seja ouvido por eles. Fale coisas que os façam evoluir, ganhar respeito e também tranquilidade.
Mas não pense o elenco que com a volta de Ceni as coisas vão ficar mais tranquilas e ele vai assumir toda a bronca. Do mesmo jeito que tem personalidade para chamar para si a responsabilidade, Rogério também sabe dividí-las e exige o máximo de cada um. No coletivo, só uma prova. Com ele de volta, Ney Franco ganha um grande aliado para acertar o time.
Veja algumas frases do camisa 01 durante a atividade
“Vai até o fim, Ademilson. O zagueiro é seu e tem de acompanhar. Não pode largar e precisa recompor também”
“É hora de marcar. Eles não podem sair jogando com facilidade. Aperta, aperta! Faz dar o chutão e quebrar”
“Olha a volta. Sempre de frente para a bola, com atenção. O jogo ainda não acabou (depois que o time marcou um gol)”
“Não desiste, Willian. Fecha o espaço e cobre quem subiu”
“Até o fim, Maicon, até o fim. Boa, é isso aí (roubou a bola)”
“Boa, Luiz (Eduardo). Estou contigo, pode tocar (recuar). Não pode errar, não pode”
“Adianta, Lucas (Farias). Presta atenção em quem vem pelo seu lado. Tem que ficar de olho e depois dar opção de frente”
“Não pode errar, gente. Aqui atrás não podemos errar”
“Capricha, Casão (Casemiro). É importante ter a posse de bola. Tem de valorizar a posse”
“Vai, Edson (Silva), antecipa. Sem dar espaço, sem perder a bola. Boa (desarme). Não pode perder este tipo de lance no meio”
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