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Arquivo de maio de 2012

39 anos em 100 minutos

terça-feira, 29 de maio de 2012

Rogério Ceni foi bastante exigido no treino desta terça-feira (Foto: Jorge Aguiar)

Existe um pequeno corredor no CT da Barra Funda que é “o canto do lanchinho”. É este o lugar onde os jornalistas, assessores e funcionários comem bolacha e tomam suco durante os treinos. Nesta terça-feira de manhã, aquele corredor estava intransitável.

Se por ali os profissionais costumam jogar conversa fora com assuntos descontraídos, o cenário era totalmente diferente: silêncio, apreensão e olhos vidrados no que rolava atrás da grade.

Ali atrás, quieto e compenetrado, estava Rogério Ceni. No primeiro dia de sua nova etapa de treinos, agora com maior intensidade e amplitude nos movimentos, o camisa 01 concentrava a visão de todos os espectadores. Até aqueles que nunca vêem o treino estavam ali, quase encantados.

Quando caía com o ombro direito no chão, algo que não havia feito desde a lesão, olhos se franziam: como um cara de 39 anos superou em tanto tempo a previsão médica e estava disposto a se jogar e se esforçar com este vigor?

Quando esboçava um lançamento com o braço direito, o receio dos espectadores era o mesmo: será que ele vai se quebrar? Na saída do gol, o temor seguia.

Após 100 minutos de suor, Ceni resumiu sua carreira com um simples gesto ao fim da atividade. Depois dos exercícios, quando já parecia sem forças, levantou-se de uma sombra ao lado do campo e, ao invés de ir ao chuveiro para curar o cansaço, preferiu bater papo com reservas. Saiu de cena assim: com experiência e humildade. Assim é Rogério Ceni.

Denis e Luis Fabiano salvam o São Paulo no Morumbi

domingo, 27 de maio de 2012

Leão deixou no ar que poderia escalar três atacantes contra o Bahia. Mas a formação do início foi diferente. O treinador, que perdeu Rhodolfo de última hora – dores musculares – resolveu apostar em Maicon. O meia, que tem bom passe, é pouco efetivo. Neste domingo, mais uma vez, não foi bem. Após perder gol incrível, em passe de Rafinha, outro que ganhou oportunide, saiu no intervalo. O atacante também foi substituído.

Depois de um primeiro tempo horrível, em que só criou chances com Luis Fabiano chutando de fora de área – e no lance incrível de Maicon – Leão mudou a equipe. E veio a formação com três atacantes. Entraram Osvaldo e Fernandinho. O Sampa se abriu e, por consequência, chegou mais ao gol do Bahia. Mas Denis também apareceu.

As duas primeiras chances da etapa final foram de Lulinha e Júnior. O goleiro são-paulino pegou. Depois disso, nos acréscimos, fez milagre em chute de longe de Fahel. Não fosse pelo camisa 22, as trocas não teriam garantido a vitória.

Com um atacante de cada lado e Fabuloso centralizado, Jadson ficou na armação, vindo de trás. O camisa 10, mais uma vez, esteve bem. Se movimentou, deu opção, tabelou com o laterais e criou oportunidades. Foi decisivo para melhora tática do time, que demorou um pouco a se achar. Jogava mais na base da correria do que da organização.

O próprio gol de Luis Fabiano contou com a sorte. Piris errou passe, a bola sobrou para Osvaldo, que chutou, e a bola sobrou para o camisa 9, que estufou a rede.

Atrás, apesar de fazerem o primeiro jogo juntos, Paulo Miranda e Edson Silva foram muito bem. Pelo alto e por baixo, verdadeiras barreiras. O primeiro fez seu melhor jogo pelo Sampa, o que deixa Leão, que o bancou, orgulhoso. Com 13 desfalques, o 1 a 0 foi goleada para o Tricolor, que venceu a primeira. No fim, o que vale é levar os três pontos.

3-5-2 pode ser útil se zaga evoluir

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Edson Silva formou o trio de zaga ao lado de Rhodolfo e Bruno Uvini (Crédito: Carlos Costa)

Por não poder contar com o suspenso Denilson e sem confiar em Rodrigo Caio, Emerson Leão recorreu ao esquecido 3-5-2 para garantir a vantagem de 2 a 0 conseguida no Morumbi. Mesmo com apenas um dia de treino, o time mostrou que o esquema pode ser utilizado em certas circunstâncias.

Com a liberdade de alas, Douglas e Cortez subiram bastante ao ataque. Principalmente o lateral-esquerdo, que conseguiu fazer seu primeiro gol pelo clube. Mas o lance em que o camisa 6 garantiu a classificação para a semi não foi o único de perigo de Cortez.

O principal motivo pela escolha do esquema foi o fato de Casemiro e Cícero não serem grandes marcadores. Os dois gostam de sair para o jogo, diferentemente de Denilson, que fica fixo.

Esse foi um dos motivos para a defesa ficar exposta algumas vezes, como era esperado. A falta de entrosamento era nítida entre o trio. Bruno Uvini, sem jogar há seis meses, mostrou-se perdido algumas vezes no início do jogo, mas melhorou até o fim.

Jadson, mais uma vez, apareceu de forma decisiva. Depois de uma belo gol contra o Botafogo, o camisa 10 repetiu a dose. Chute no ângulo, logo após o primeiro gol do Goiás, que deu esperanças aos donos da casa.

Com a volta de Denilson, o 3-5-2 talvez fique em segundo plano. Mas pode ser usado em situações de emergência. Para isso, a defesa precisará ser mais treinada.

A vitória só não veio porque o azar atrapalhou Denis novamente. Na semifinal e, em uma eventual decisão, lances de falta de sorte podem custar caro.

Gramado do Serra Dourada não está 100%

terça-feira, 22 de maio de 2012

Apesar de o agrônomo (bem simpático e atencioso, diga-se de passagem) afirmar que o gramado está normal, não está. Não acredito que vai prejudicar tanto o espetáculo, mas existe diferença entre a parte amarelada e a verde.

Márcio rechaça o rótulo de queimada, porque acontece quando a grama recebe alguma praga ou veneno impróprio, por exemplo, fato que não acorreu. Mas é nítido que as partes verdes são mais fofas, o que dá uma “pisada” diferente.

No decorrer da partida, as partes amareladas podem “sofrer” mais, o que pode gerar imperfeições e até soltar tufos. Nada drástico, mas também não 100%. Molhar um pouco o tapete antes de a bola rolar pode ajudar.

‘Goiânia’ aponta São Paulo como favorito para levar a vaga

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Se for levar em conta a opinião dos funcionários do hotel, taxistas e colegas de imprensa, o São Paulo já está na semifinal da Copa do Brasil. A opinião de todos é de que o visitante ficará com a vaga.

Se for levar em conta a opinião dos jogadores do Goiás, os donos da casa vão avançar. Para Egídio e Ricardo Goulart, que concederam entrevista no CT Edmo Pinheiro, na tarde desta segunda-feira, dá para inverter a desvantagem de 2 a 0. Será? Para eles, basta um gol no primeiro tempo para “inflamar” o Serra Dourada, como falou o lateral-esquerdo.

Mas o estádio estará tão inflamado assim? Em poucas horas, pela pequena venda de ingressos (muito pela má fase – nenhuma vitória este mês), a diretoria mudou de ideia. Daria 10% dos ingressos para o São Paulo, mas subiu para 40%. Não só pelo fraco movimento nas bilherias (não foi divulgado o número de vendidos), mas também por ordem da Polícia Militar.

A procura dos são-paulinos, da capital e de Brasília, é grande. Com isso, passariam a adquirir entradas para as arquibancadas, junto aos esmeraldinos. Risco grande de violência.

Esta segunda-feira foi o primeiro de quarto que ficarei em Goiânia. Passei pela casa do lateral-direito Douglas e depois no CT do Goiás. No LANCE! desta terça-feira, matéria sobre a origem do camisa 23, natural do estado.

Diretoria x Leão: quem perde é o São Paulo

domingo, 20 de maio de 2012

Leão errou ao tirar Jadson (Crédito: Cleber Mendes)

Diretoria e Leão estão em atrito e quem mais perde com isso é o São Paulo. Em um jogo de xadrez sem muito raciocínio entre as partes, cada movimento feito para provocar o outro lado se reflete dentro de campo.

Quem não viu o jogo pode pensar que o Botafogo foi muito melhor do que o Tricolor, o que não é verdade. A partida chegou a estar nas mãos são-paulinas, mas uma sucessão de erros tiraram três importantes pontos logo no início do Campeonato Brasileiro.

Erros que poderiam não acontecer se os que comandam o clube e o time pensassem da mesma forma. Paulo Miranda joga como um aluno que precisa tirar nota 10 na última prova do ano para não ser reprovado. O zagueiro sabe que não pode errar nada. A ansiedade por acertar, o fez cometer pênalti um pênalti decisivo na partida no Engenhão.

O camisa 13 é o centro do racha entre técnico e dirigentes. Mas outros capítulos da guerra também atrapalham. Osvaldo, por exemplo, poderia ter sido muito útil.

Atrás no placar, o veloz atacante era melhor opção para tentar buscar o resultado na segunda etapa. Não entrou porque nem viajou pro Rio de Janeiro. Leão deixou Osvaldo fora dos relacionados pelo segundo jogo seguido. A diretoria gastou mais de R$ 4 milhões e fica na bronca em não vê-lo em campo.

Se Jadson não sentiu ou cansou, não há explicação para Leão o ter tirado de campo, já que o meia fazia seu melhor jogo desde que chegou.

A diretoria não tira Leão porque acha que as chances de conquistar a Copa do Brasil serão menores com uma mudança agora. Leão não pedirá para sair porque se baseia em seu aproveitamento no ano (mais de 70%) para justificar o trabalho. E também não dará o braço a torcer.

Mas o clima é insustentável. E isso pode custar muito caro ao São Paulo.

São Paulo escalado!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Denis, Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson; Lucas e Luis Fabiano.

Esta é a escalação do São Paulo para o jogo contra o Goiás. Em relação ao time que enfrentou a Ponte Preta, duas mudanças. Como era esperado, Paulo Miranda e Jadson entram nas vagas de Edson Silva e Fernandinho, respectivamente.

No banco ficam Léo, Piris, Edson Silva, Maicon, Rafinha, Fernandinho e Willian José. Rodrigo Caio foi cortado.

Frio não impede ritual de torcedor

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Heraldo veio ao seu estilo ao Morumbi (Crédito: Bruno Quaresma)

O forte frio que faz em São Paulo nesta quarta-feira não impede que Heraldo mantenha sua tradição. O são-paulino sempre está presente no Morumbi, e sempre sem camisa e com o escudo do clube pintado no peito.

Contra o Goiás, não será diferente. Heraldo esperou a chegada do ônibus na porta do estádio, antes de ir para seu lugar.

A temperatura está abaixo dos 20ºC e a previsão é de que baixe durante a partida. A maioria dos torcedores estão com blusas e tocas.

Flanelinhas começam a sumir do Morumbi

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Operação Flanelinha foi realizada novamente no Morumbi, antes do jogo entre São Paulo e Goiás, pela Copa do Brasil. Cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, 13 já haviam sido detidos.

Este é o quinto jogo em que a operação é feita. Segundo as autoridades responsáveis, 133 flanelinhas já foram detidos, sem contar os desta quarta-feira. A operação vai continuar e será ampliada.

Como a lei não prevê prisão, os detidos são processados por exercício irregular de profissão, e liberados. Cerca de 40% dos flanelinhas têm passagens pela polícia.

Na chegada ao estádio, o carro da reportagem do LANCENET! não foi abordado por nenhum flanelinha. Fato que não costumava acontecer nas partidas anteriores. O número de cambistas ao redor do Morumbi também era pequeno.

Com Paulo Miranda, delegação tricolor está no Morumbi

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Morumbi está pronto para o jogo (crédito: Bruno Quaresma)A delegação do São Paulo já chegou ao Morumbi para o jogo contra o Goiás, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Com todo o grupo, veio Paulo Miranda. O zagueiro havia sido afastado pela diretoria duas semanas atrás, e foi reintegrado após a classificação sobre a Ponte Preta.

O defensor desceu do ônibus pouco depois da cúpula formada pelo presidente Juvenal Juvêncio, o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes e pelo diretor Adalberto Baptista. O trio foi responsável por tirar o jogador da concentração momentos antes de a equipe enfrentar a Ponte, em Campinas.

Leão, que queria escalar o zagueiro, foi o primeiro a descer do ônibus. Apesar de ambas as partes negarem, o relacionamento da diretoria com o treinador está estremecido.