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Arquivo de novembro de 2011

São Paulo perde e vê Libertadores distante

domingo, 27 de novembro de 2011

O São Paulo trabalhou toda semana para segurar a jogada de bola parada do Palmeiras, com Marcos Assunção. Não adiantou! Foi justamente com o volante, que levantou na área e ninguém cortou, que o Tricolor ficou mais longe de uma vaga para a Libertadores do ano que vem. Existe chance, mas agora o Sampa não depende só de si.

E não foi só no lance do gol que Assunção levou perigo ao gol tricolor. Na maioria das vezes, susto para Ceni. O posicionamento trabalhado não deu certo, mesmo com insistência nos últimos dias.

Leão manteve o time no 4-3-3, com Dagoberto, Fernandinho e Luis Fabiano na frente. Mas as melhores chances foram de quem veio de trás. Juan acertou a trave, Piris e Rhodolfo desperdiçaram oportunidades claras na área.

Aos 15 minutos do segundo tempo, Leão mudou o time. De uma vez, sacou Dagoberto e Cícero e entraram Marlos e Rivaldo. O primeiro até foi bem, deu mais movimentação ao ataque, mas o segundo esteve mal e foi expulso.

O São Paulo, mais uma vez, não apresentou um bom futebol. Sem a inspiração de Luis Fabiano, o que aconteceu nos últimos dois confrontos, nada de gols.

A culpa de Leão é pequena, até porque ele pegou a equipe há pouco tempo. A postura dos são-paulinos, mais uma vez, não foi digna de quem tem objetivo no torneio.

Faltou pegada, posicionamento, garra… O Tricolor, agora, precisa vencer o Santos. E torcer para Coritiba, Figueirense e Inter tropeçarem. Ficou complicado!

Um mês de Leão: bom para quem?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nesta quarta-feira, o técnico Emerson Leão completa um mês de trabalho no São Paulo. A vinda do comandante trouxe mudanças, melhores para o presidente Juvenal Juvêncio do que necessariamente para o clube.

Com Leão, Juvenal deu seu recado aos atletas de que não vai permitir regalias em 2012 e que o pescoço dos acomodados estará sempre a prêmio. Ganhou tempo para buscar um técnico e sabe que não terá constrangimentos se mandar Leão embora. O que deve acontecer. Também não sofrerá pressão. Mas, no campo, o principal, pouca coisa mudou.

Os resultados continuam muito abaixo do esperado, assim como foi com Carpegiani e Adilson Batista. Na Sul-Americana, tirando o peso da estreia, mudou o esquema de jogo, ação com a qual já assume um pouco de culpa, ao abrir mais o time escalando Marlos. Resultado: eliminação com derrota por 2 a 0.

Leão se diz feliz no tempo de trabalho no São Paulo: um mês! (Crédito: Eduardo Viana)

Mas foi só a estreia. Faltava tempo para o treinador aplicar seus métodos, é verdade. O que ele vem fazendo, com respostas, mas muito pouco de diferente do que antes vinha acontecendo em termos de campo mesmo. As duas vitórias no Brasileirão foram contra equipes já rebaixadas – Avaí e América-MG.

Portanto, com Leão, o São Paulo seguiu na batuta do que foi feito em toda temporada. Irregular. Os dois clássicos finais, que podem dar a vaga na Libertadores, podem mudar essa impressão. É a última cartada de Leão. Se não vencer, estará mais do que claro que a mudança não favoreceu o time.

Muito mais perto de primoroso…

sábado, 19 de novembro de 2011

Agora sim tem nexo se Emerson Leão falasse em sua entrevista algo parecido com primoroso. A vitória deste sábado chegou muito mais perto do termo. Diferentemente da derrota para o Furacão, o time decidiu, enfim, ter atitude em campo.

A aposta do treinador no quarteto Lucas, Dagoberto, Fernandinho e Luis Fabiano funcionou. Mais que os dois gols do camisa 9, os tentos tiveram a participação dos quatro. No primeiro, Dagoberto cruzou para o centroavante. No segundo dele, foi Lucas que deu bela assistência. Já no tento de Juan, foi Fernandinho e Fabuloso que construíram a jogada. A nova mudança tática de Leão funcionou no Morumbi.

Mas se tudo correu bem, não podemos apenas elogiar a escalação do técnico. Os jogadores também mudaram. Com muito mais vontade, se mexeram muito em campo. Fernandinho e Lucas alternavam as pontas e confundiam o batido esquema com três zagueiros do América-MG. Com a entrada da área muito congestionada, os dois ponteiros deitaram e rolaram pelas laterais do campo. Sem a bola, também cumpriram seu papel e recuaram bem para marcar os dois alas rivais.

No meio, com diversos desfalques, Jean e Cícero foram importantes. Discretos, fizeram o simples e deram conta do recado. Rodriguinho, único meia do Coelho, não conseguiu jogar.

O esquema adotado é animador. Se ele é muito arriscado para dois clássicos que vem por aí ou não, são outros 500…

Leão viu arte em quadro despedaçado

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Leão durante treino no CT da Barra Funda, sob chuva (Crédito: Eduardo Viana)

A declaração de Leão depois da derrota para o Atlético-PR é espantosa. Tão criterioso quando o assunto é obra de arte, em especial a pintura, como revelou em entrevista recente ao LANCENET!, o comandante banalizou um termo muito recorrente em quadros de Van Gogh, Picasso, entre outros gênios. Mostrou-se muito menos criterioso com relação ao futebol, também arte, e no qual está envolvido há 47 anos.

O São Paulo do segundo tempo na Arena da Baixada foi tudo menos primoroso. Melhorou, é verdade, com relação ao primeiro, mas foi como reconstituir um quadro já despedaçado, sem mais brilho. Por isso, os deuses do futebol e da arte não devem ter gostado nada do (mal) uso do termo pelo treinador são-paulino.

Aliás, a análise mais precisa foi de Rogério Ceni, amante do bom e velho Rock ‘N’ Roll. Faz tempo que o São Paulo não apresenta um futebol primoroso ou mesmo perto disso. Diante disso, no são-paulino, acostumado com esquadrões em cujos expoentes encontram-se nomes como os de Canhoteiro, Leônidas da Silva, Pedro Rocha, Careca e Raí, deve ter doído ouvir a declaração de Leão. No futebol, assim como arte, não se pode banalizar qualquer termo. Ou então perde a graça.

A mesma praça, o mesmo banco…

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Caro leitor, principalmente você, são-paulino, releve caso detecte o texto a seguir como repetitivo. Mas a derrota do São Paulo nesta quarta-feira, por 1 a 0 diante do Atlético-PR, foi apenas mais uma no Brasileirão dotada dos mesmos adjetivos. Apática, desastrosa, desorganizada, sem poder de reação, a gosto do freguês Tricolor, que nunca venceu na Arena da Baixada.

O gol de Guerrón refletiu a desatenção em toda a competição e que custou pontos inadmissíveis de serem perdidos por um time que almeja título, Libertadores…

Bola cruzada na área, quem é que corta? Ninguém e coitado de Rogério Ceni, frente a frente com a incompetência da defesa: 1 a 0, aos 13 do primeiro tempo. Suficiente.

Na sequência, a falta de padrão. Quem arma os ataques desse time? É possível ver uma jogada de infiltração na área? Ontem e como em todo o campeonato, nem de longe.

E o que dizer da displicência de Casemiro? Não foi a primeira vez que ele pede para ser criticado. A falta de pegada é inacreditável.

No mais, teve Leão tentando das maneiras mais inesperadas, deixando o artilheiro do time no ano no banco e lançando os ineficientes Rivaldo e Marlos. Melhorou e só. Acho que você já viu esse filme…

Análise pré-jogo: Hoje é tudo ou nada!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sabe aquele velho ditado que quando a água bate naquele lugar temos que acordar? Então, ele serve para o São Paulo no duelo de hoje contra o Altlético-PR. Não dá mais para errar! Um empate na Arena da Baixada (onde o Tricolor nunca venceu), não seria um mal resultado no meio da competição, mas hoje seria praticamente um desastre. Por outro lado, se a vitória vier, o São Paulo dobra suas chances de Libertadores.

Para a partida Leão vai com algumas mudanças, por começar no sistema tático. O 3-5-2 adotado nas últimas partidas foi deixado de lado. Particularmente, gostei da entrada de Denilson no time. Ainda se readaptando, o volante vacilou em expulsões, mas é um cara que tem o passe diferenciado no meio. Com Adilson ele jogou sempre como primeiro volante, mas prefiro ele como segundo, função que irá fazer hoje. Essa posição abre maior chances para chutes de fora da área, grande arma do camisa 15 nos tempos de Arsenal (ING). Fora que ele pode dar boas enfiadas de bola para o ataque. Qualidade para isso Denilson tem.

Cícero na esquerda me agrada. O volante de origem tem mais consciência tática. Juan teve o ano inteiro para mostrar serviço, mas sempre foi inconstante. Perdeu a posição merecidamente.

O ataque foi o setor que o treinador mais mudou. Sem Luis Fabiano, suspenso, acho legal a chance dada para Willian. O treinador mostra que gosta do garoto, já que tem utilizado ele nos últimos jogos. Acredito que ele é um bom atacante e que na hora certa vai deslanchar.

Já a saída de Dagoberto do time tem dois lados para refletirmos. Claro que Dagoberto é o artilheiro do time na temporada e é um dos mais importantes jogadores do São Paulo. Não o tiraria do time agora, mas seus últimos jogos não foram bons. Tem ainda o pré-contrato assinado com o Inter… Será que Leão já pensa em um Tricolor sem ele? Pode ser…

Para voltar com os três pontos de Curitiba hoje, o São Paulo precisará ser inteligente. O adversário vem no desespero e os são-paulinos terão que aproveitar isso. É hora do contra-ataque voltar a funcionar. Mais que isso, tem que matar o jogo assim que possível.

Três atacantes? Só com obediência tática

domingo, 13 de novembro de 2011

No segundo tempo contra o Avaí, a formação com três atacantes só deu certo porque Lucas e Fernandinho foram disciplinados. Dagoberto (e depois Willian) marcaram menos, mas também ocuparam espaço. Fabuloso colaborou na bola parada.

Para Leão armar a equipe mais ofensiva, já que precisa vencer as próximas quatro partidas, precisa haver comprometimento. Não dá para atacar e só olhar depois.

É válida a tentativa (e deu certo contra o Avaí) ir para cima do Atlético-PR. Até porque, com dois atletas abertos pelos lados, Willian, como referência, será mais municiado. E Lucas cresce vindo de trás.

Leão também tem culpa pela má fase

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Leão ainda não conseguiu vencer pelo São Paulo (Foto: Ari Ferreira)

As principais críticas no São Paulo estão voltadas para o desempenho dos atletas. Mas também não se pode esquecer de Emerson Leão. Não é certo inocentar o comandante apenas porque chegou pouco mais de duas semans atrás.

Três jogos não é tempo suficiente para uma vitória? Leão ainda não conseguiu. Nos três compromissos, só foi bem no empate por 0 a 0 com o Vasco. No mais, dois resultados vexatórios.

Diante do Libertad, bastava um empate para se garantir nas quartas de final da Sul-Americana. Em dois dias de treino, Leão não comandou nenhum treino tático, apenas atividades de fundamentos. Mas surpreendeu na escalação e colocou o quarteto Marlos, Lucas, Dagoberto e Luis Fabiano como titular. A mudança na formação fez a equipe sofrer uma grande pressão de uma das menores equipes do Paraguai, que culminou com a eliminação.

Em Salvador, o time sofreu um apagão e tomou a virada. A culpa não pode ser apenas dos jogadores. Rivaldo estava no banco, poderia ter entrado para cadenciar o time.

A diretoria se diz totalmente satisfeita com o trabalho de Emerson Leão, mas ainda não o garante para 2012. Restam cinco jogos, a Libertadores está cada vez mais distante. Ganhar do Avaí é, no mínimo, obrigação.

Obrigação também para Leão, que teve uma semana inteira para trabalhar o time. Assim como diante do Bahia.

Dá para treinar os apagões?

sábado, 5 de novembro de 2011

Tudo se encaminhava para uma noite feliz em Pituaçu. Com 3 a 1 no placar no meio do segundo tempo, o São Paulo era organizado em campo e cumpria as ordens dadas por Emerson Leão durante os treinos da semana no CT da Barra Funda. O gol, que não vinha há quatro jogos, saiu em dose tripla. Os arremates, cobrados pelo treinador, surtiam efeito. A pressão na saída de bola, também. Lucas e Dagoberto roubavam bolas e dificultavam a saída de jogo do Bahia. Tudo no seu lugar, cada jogador preechendo seu espaço. Parecia que, enfim, a vitória viria. Parecia…

Foi aos 23 minutos, quando os donos da casa fizeram o segundo gol, com Lulinha, que a casa começou a cair para o São Paulo. O time mais uma vez sofreu um apagão surpreendente e largou mão do jogo. Recuado, assistiu a mais dois gols do adversário, que resultaram na virada. A defesa, que ia se virando até então, desmoronou. Não cortou mais nenhuma bola. Nem por cima nem por baixo. O time tomou gols de todos os tipos. Quando resolveu acordar, já não dava mais tempo.

Nem as noites inspiradas de Lucas e Wellington, que marcaram um golaço cada, adiantaram para acabar com a seca de vitórias de oito jogos no Brasileirão. Leão tem muito mais para trabalhar. Mas falta de atenção, o que mais a equipe mostrou, não se aprende no treino. O martírio continua…

Falta organização para quebrar jejum de gols

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Último gol do São Paulo, o de número 100, foi feito por Luis Fabiano (Ari Ferreira)

A matéria que pode ser lida ao clicar neste link foi publicada no dia 10 de outubro. Era sobre o centésimo gol do São Paulo na temporada e que poderia sair na Arena Barueri, assim como o de Rogério Ceni, feito em março.

Pois é, passou praticamente um mês, o centésimo até já saiu, mas foi só ele. E não foi contra o Inter, nem diante do Atlético-GO. Luis Fabiano, contra o Libertad (PAR), no Morumbi, marcou o único gol nos últimos seis jogos da equipe.

A pontaria pode até não ter ajudado, mas está longe de ser o principal problema da equipe. O que falta é criação de jogadas. Tabelas, aproximação entre jogadores ou lances ensaiados quase não são vistos.

Um time que tem Lucas, Dagoberto, Luis Fabiano e Rivaldo não pode ficar tanto tempo assim sem marcar. Talvez seja necessário mais organização do que passar horas chutando contra barreiras.