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Arquivo de março de 2011

Vídeo: análise do Tricolor contra o Ituano

sexta-feira, 11 de março de 2011


O repórter Márcio Porto,  do Núcleo São Paulo no LANCE!, analisa a atuação do Tricolor na partida contra o Ituano, na última quinta-feira, no Morumbi. O Sampa venceu por 2 a 0 com gols de Jean e Dagoberto.

“Dentre os grandes, és o primeiro”

sexta-feira, 11 de março de 2011

“Tu és forte, tu és grande. Dentre os grandes, és o primeiro!”

Está lá na letra do hino do São Paulo a melhor definição para a situação da equipe no Campeonato Paulista após a vitória de quinta-feira sobre o Ituano, clube da cidade onde tudo é exagerado.

Com o 2 a 0, o Tricolor terminou a rodada na liderança da competição, empatado com os outros três grandes do Estado, mas com uma vitória a mais do que os rivais – 8 contra 7.

O placar foi construído com facilidade, poderia ser maior, mas no primeiro tempo nem o Sampa nem o Ituano proporcionaram muitas emoções aos torcedores. Ambos erraram muito.

A equipe de Carpegiani, armada com o falso lateral-direito Xandão, deixou uma avenida interminável por este setor, principalmente pela ineficiência de Ilsinho na frente e atrás.

O time do interior, porém, se apequenou e não explorou a fragilidade do adversário, embora Malaquias tenha conseguido escapar algumas vezes por ali. Atrás, fechadinho, se defendeu bem, até os 41 minutos.

Exagerado mesmo foi Jean ao abrir o placar, depois de linda jogada, ainda mandou um petardo no ângulo direito do goleiro Marcelo Bonan. Indefensável!

O São Paulo melhorou com o gol, mas só no segundo tempo mostrou quem era o grande da noite e passou a deitar e rolar, com Lucas e Dagoberto inspirados e amparados pelos passes do voluntarioso Willian José.

Carpa voltou com Casemiro no lugar do apagado Wellington, que não aproveitou a chance recebida, e o Tricolor logo ampliou. Após lindo passe de Willian, Dagoberto mandou para as redes.

O gol forçou o Ituano a sair mais para o jogo, mas faltava qualidade. Lucas, em chute de fora da área, assim como Willian, poderia ter esticado o placar.

Sorte grande teve Rogério Ceni, que só olhou a bola na trave depois do chute de Medina.

Mas a noite era do líder Tricolor. O resultado comprovou a altura do time no campeonato, mas ficaram lições. Após o polêmico corte de Alex Silva, Carpegiani deve ter saído com uma certeza: independente de punição ou não, a falta que o zagueiro faz ao sistema defensivo, se não é gigantesca, contra o Ituano foi notável.

Luis Fabiano é o melhor 9 para o São Paulo

quinta-feira, 10 de março de 2011

Além da identificação com o São Paulo, Luis Fabiano foi o camisa 9 da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo

Desde a semana passada, quando este blog foi criado, recebemos vários comentários sobre uma possível volta de Luis Fabiano, mesmo sem nenhum post referente a ele. O atacante mexe com a cabeça dos são-paulinos. E o Tricolor mexe com a de Luis Fabiano.

Ontem, ele deu mais uma prova disso em seu twitter (@luis_fabuloso) ao brincar de se escalar na equipe de Carpegiani. Municiado por Lucas, Dagoberto e Fernandinho, Fabuloso iria se cansar de fazer gols.

Em sua primeira passagem pelo clube, o coro de “Luis Fabiano” era o mais ouvido no Morumbi. O São Paulo podia estar ganhando ou perdendo, que o nome do atacante era gritado mesmo durante a partida.

Se falta um camisa 9 ao elenco, não há nome melhor para investir que Luis Fabiano. Identificado com a torcida, ele já marcou 118 gols com a camisa tricolor e é o 11º maior artilheiro da história do clube.

Adalberto Baptista, diretor de marketing, está na Espanha para iniciar as conversas com o Sevilla. Mesmo que um plano de marketing não seja a primeira opção, uma coisa é certa: a camisa 9 com o nome de Luis Fabiano seria rapidamente a mais vendida nas lojas.

Testes de Carpegiani são fundamentais

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quem vê as mudanças que o técnico Paulo César Carpegiani fez no São Paulo para a partida desta quinta-feira, contra o Ituano, se pergunta: “Por que mudar um time que está dando certo?” Foi o que me perguntei também, mas com as explicações do treinador passei a entender e, mais que isso, concordar com seus argumentos.

A primeira e mais polêmica mudança foi tirar Alex Silva da equipe. Apesar da confusão que envolveu o jogador, que faltou em treinos da última semana, creio que Carpegiani já planejava estes testes na defesa.

Tanto que o mesmo disse que, no domingo, contra o Santo André, vai ser a vez de Miranda não jogar. É totalmente compreensível ele querer ver jogadores não só em treinos. Ver as outras opções para o setor defensivo é preciso, já que Miranda tem contrato assinado com o Atlético de Madrid para o próximo semestre e Alex ainda não tem sua permanência confirmada.

O presidente Juvenal Juvêncio até disse que compraria o passe do camisa 3, que está emprestado pelo Hamburgo (ALE), mas até comprar, já é outra história… Querendo ou não, Carpa tem que estar preparado para estas perdas.

No meio, Ilsinho é um jogador talentoso e ainda não se firmou no clube nesta sua segunda passagem. Com contrato até agosto, o meia/lateral está na hora de mostrar serviço. Welligton é uma das grandes promessas das categorias de base do clube e anda treinando muito bem, fazendo por merecer a chance.

Tranquilo na tabela do Paulistão, essa é mais que a hora de fazer testes e dar oportunidades para bons jogadores que não estão sendo aproveitados entre os titulares.

Assim como Carpegiani mesmo disse, com o final do primeiro semestre, ele tem que estar a par do que precisará em termos de contratações, já que no Brasileirão é preciso ter um elenco forte.

Carpegiani tem pavio curto com indisciplina

quarta-feira, 9 de março de 2011

Não é de hoje que Carpegiani segue o estilo linha dura. Desde que chegou ao Tricolor, o treinador brincou que poderia até não entender tanto de futebol, mas que não iria tolerar indisciplina sob seu comando. Mesmo assim, em 2010,  esteve mais light, o que mudou em 2011.

Carlinhos Paraíba, Miranda, Casemiro e Dagoberto foram alguns dos alvos de Carpa, que agora demonstra seu rigor com Alex Silva. Todos este ano, quando também revelou que, por ser início de um trabalho, em que esteve presente na pré-temporada, aceitaria mais cobranças por resultados.

A postura não é só um estilo do treinador. A própria diretoria queria um técnico com tais características. A cúpula, que cobrava mais “pulso firme” de Ricardo Gomes, buscava alguém para chacoalhar o grupo.

O cuidado tem de ser apenas para não criar uma indisposição com os jogadores, que podem se rebelar. Por enquanto, todos têm acatado as broncas de Carpa, que teve motivos em todas. A maioria, inclusive, cresceu de produção depois do puxão de orelha. Muito correto, Carpegiani não aceita falta de profissionalismo, independentemente de quem seja. Ele dá toda moral para quem se destaca, mas desde que não pise na bola.

O obscuro corte de Alex Silva

terça-feira, 8 de março de 2011

O episódio do corte de Alex Silva para a partida contra o Ituano ainda não foi esclarecido. Pelo contrário. A estranheza da situação é compatível ao aborrecimento demonstrado pelo zagueiro com o resultado de, segundo ele, uma “licença” para cuidar do filho doente.

A começar por aí. Tudo bem que ficar quatro dias sem treinar (dois por conta do problema com o filho, mais dois de folga do Carnaval) pode ser uma razão, se não indiscutível, mas aceitável para sacar um jogador de um treino. Mas daí a abrir mão de um zagueiro com passagem pela Seleção Brasileira, tricampeão brasileiro pelo clube e com uma identificação enorme  com diretoria e torcida, para uma partida contra o Ituano soa um tanto quanto rigoroso, não? Ainda mais se for levado em conta o desempenho recente de Xandão, talento e com um futuro promissor, mas que não vive um bom momento. Carpegiani disse que pretende lhe dar uma sequência, sendo esta a versão oficial para o corte, transmitida via assessoria de imprensa do clube.

Também é estranha a contradição que a revelação de Alex de que não tinha treinado sexta e sábado trouxe. Na sexta, a versão vinda do clube era de que ele estava fazendo fortalecimento muscular no joelho direito, que já foi operado, e por isso ficara no Reffis. Mas ele não estava lá. O blog entrou em contato com a assessoria de imprensa do São Paulo, que admitiu que pode ter havido um ruído quando a informação foi passada.

O possível mal-entendido dar margem a mais questões para explicar o corte de um dos principais jogadores do elenco, que, recentemente, protagonizou outra polêmica ao convidar,. pelo Twitter, o chileno Valdivia a lhe mandar calar a boca no meio da rua: “Com certeza, isso não aconteceria, pois se Valdivia me visse na rua, ele mudaria de lado”, provocou Alex Silva. Teria o corte a ver com a rebeldia de Alex no clássico contra o Palmeiras, em que foi expulso em um lance infantil? Para o jogador, não.

Essas e outras perguntas o técnico Paulo César Carpegiani terá de responder em sua entrevista coletiva, prevista para esta quarta-feira, um dia antes do jogo contra o Ituano. Até lá, será difícil esquecer a pulga atrás da orelha.

Luiz Eduardo tem a confiança de Carpegiani

sexta-feira, 4 de março de 2011

Luiz Eduardo é a peça fundamental no time do São Paulo que irá enfrentar o São Caetano amanhã. O menino, como é chamado por Carpegiani, irá alternar entre a lateral direita e a esquerda. Uma tarefa pouco comum a qualquer jogador de futebol. Ele será o responsável por fazer a cobertura de Jean e Juan, respectivamente.

Carpegiani tem total confiança no zagueiro de apenas 17 anos. Perguntado sobre o marcador, o comandante respondeu firme e rápido:

- Está pronto!

Segundo o treinador, o zagueiro tem tudo para fazer muito sucesso no clube. Ele foi escolhido para essa função por executar melhor que Xandão, Rhodolfo e Miranda. Ou seja, o garoto está com moral.

Contra o Azulão, Luiz Eduardo terá uma prova de fogo e uma chance de ouro para mostrar seu valor. Só depende dele.

Com bloquinho e caneta na mão, Carpa revela esquema

sexta-feira, 4 de março de 2011

Para quem vê Carpegiani nas entrevistas coletivas, acha que ele é um sujeito carrancudo, de cara fechada, sempre sério. Mas não é bem assim. O treinador também tem seus momentos (e não são poucos) de descontração.

Na manhã desta sexta-feira, ele protagonizou uma cena bem interessante, que deixou todos boquiabertos. Bem-humorado, depois da entrevista, ainda na mesa, pegou um papel do repórter Marcius Azevedo, do Jornal da Tarde, e começou a rabiscar. Mas não foi qualquer tipo de desenho. Ele simplesmente esboçou a formação do time que vai enfrentar o São Caetano.

Enquanto muitos gostam de esconder o que vão fazer, Carpa foi diferente. Desde que chegou, o treinador disse que não iria privar os jornalistas de acompanhar o treino. Com um condição: de que, no dia seguinte, não visse gráficos, como ele gosta de dizer, nos jornais. Com eles, o adversário teria todos os detalhes do São Paulo. Mesmo assim, ele já fechou os portões do CT em algumas oportunidades. A última vez foi quinta-feira.

Carpegiani desenhou o posicionamento dos 11 titulares. Mostrou como o time tem de variar defensivamente, com Luiz Eduardo, chamado de menino pelo treinador, ora na direita, ora na esquerda. O esquema, como Carpa revelou, será o 4-4-2. Tudo já está explicado e desenhado, resta saber se, na prática, vai dar certo. Depois do esboço, o treinador fez questão de arrancar a folha do bloco. Em seguida, picou em várias pedaços. Tudo para não deixar nenhuma pista concreta.

O time testado foi: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Rhodolfo e Luiz Eduardo; Rodrigo Souto, Casemiro, Lucas e Juan; Dagoberto e Willian. Se optar por Luiz Eduardo na direita, Jean vai para o meio, com Juan na esquerda.

Lucas: a simplicidade tricolor, agora de verde e amarelo

quinta-feira, 3 de março de 2011

A convocação de Lucas para a Seleção Brasileira vem a coroar o momento brilhante pelo qual passa a carreira desse menino humilde, de 18 anos, nascido e criado no bairro do Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo.

Da infância simples, dos pipas na laje e futebol na rua, traz a simplicidade que põe abaixo as barreiras teimosas, sempre dispostas a a aparecer no caminho de jovens talentos, principalmente os de ascensão meteórica como ele.

Campeão na base, destaque da Copa São Paulo de Futebol Júnior, titular do time, peça chave no esquema são-paulino, estrela da Seleção no Sul-Americano sub-20, volta fulminante, Seleção principal! Ufa… Lucas fez por merecer tudo isso e, quem o acompanha de perto, sabe que o futuro espera mais.

Lembro-me bem do primeiro treino de Lucas no CT da Barra Funda, quando ainda era Marcelinho, no apelido e na condição de apenas mais um da base entre os profissionais, embora diretoria,  pessoas próximas e, principalmente, Cotia não tivessem dúvidas de seu futuro de sucesso.

Na época, meados do ano passado, o então técnico Ricardo Gomes estava na berlinda e os membros da diretoria, sempre que apareciam em público, eram obrigados a dar explicações: cai ou não cai? Quem vem? Dunga? Neste dia, o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva foi quem esteve no CT. Então, o questionei:

- Olá, Leco. Novidades?

A que ele respondeu, de prontidão, sempre com seu semblante desafiador:

- A novidade é aquele menino (apontando para Lucas, ou Marcelinho) que agora está treinando aqui no CT. Tem muito potencial – disse.

Confesso que, apesar de ter visto grandes atuações de Lucas na Copinha, não dei lá a atenção merecida, mesmo porque o assunto comando do São Paulo estava “pegando”.

No mais, foi o que todos já sabem e coube a Mano Menezes, nesta quinta-feira, colorir de verde e amarelo uma carreira que já caiu nas graças do vermelho, preto e branco.

Wellington vai ter mais chances com Carpa

quarta-feira, 2 de março de 2011

Wellington foi testado nesta quarta-feira entre os titulares. Sem Carlinhos Paraíba, que ficou no Reffis, o garoto ganhou chance. Ele já sabia que sua hora iria chegar.

Recentemente, o volante foi chamado por Carpegiani. O treinador revelou que lhe daria mais oportunidades. Desde de que Carpa assumiu, Wellington sempre esteve no Reffis, em recuperação de cirurgia no joelho direito.

Agora 100%, ele barrou Rodrigo Souto, que treinou entre os reservas. Se Carlinhos não se recuperar, o jovem vai ter sua primeira chance com o treinador. Na atividade, disposição, boa marcação e também chegadas ao ataque. No primeiro teste, aprovado.