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A história do Estadual não merece isso

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tudo bem que o Estadual é mais ou menos como novela, o final todo mundo já sabe desde o primeiro capítulo. Mas Flamengo e Botafogo se esforçaram na rodada para deixar um clima de suspense no ar: será que o tropeço dos dois vai atrapalhar a luta por uma vaga na fase final da Taça Guanabara?

Ainda é difícil acreditar nisso, mas tanto os reservas do Rubro-Negro quanto os titulares do Glorioso tiveram um fim de semana decepcionante.

No sábado, a meninada do Fla não conseguiu sair do zero contra o Macaé. Mais preocupante foi o Alvinegro que, com força máxima, parou no Nova Iguaçu pelo mesmo placar. No caso do Flamengo, há o tenuante do time reserva. Mas no caso do Botafogo preocupa o fato de que o time de Oswaldo de Oliveira tem dedicado toda a sua atenção ao Estadual, diferentemente dos outros grandes, de olho na Libertadores.

Se o Estadual serve como preparação para a temporada (e é difícil levar um campeonato fraco como este mais a sério do que isso), o Fogão ainda está devendo. Mas tem tempo suficiente para voltar ao trilho.

Já o Fluminense estou pela primeira vez o time com seus titulares. Sofreu no primeiro tempo e precisou da ajuda de reservas que entraram no segundo para liquidar o Volta Redonda sem muita dificuldade.

O script foi parecido com o vivido pelo Vasco: um primeiro tempo complicado, mas o alívio no segundo. No caso do Clube da Colina, um gramado inacreditável em Macaé atrapalhou o time, que chegou a ceder o empate para depois voltar a comandar o lacar e fechar o jogo contra o Duque de Caxias.

Como se o Estadual não fosse suficientemente sem atrativos, um clube da grandeza do Vasco é obrigado a jogar em um pasto como o de Macaé.

Todo este cenário de jogos fracos, times ruins, falta de equilíbrio e de gramados minimamente razoáveis são um desrespeito à história deste campeonato, que já teve sua importância e não merecia sobrevida tão me-lancólica, escancarada pelo úblico de Bonsucesso x Madureira, sábado: 75 heróicas testemunhas.

Tem muito “campeão” sem ter sido

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Se um desavisado desembarcasse na última segunda-feira no Brasil não saberia dizer com certeza quem foi o campeão brasileiro. Afinal, teve torcedor de vários times comemorando como se fosse um título conquistas muito menos importantes do que isso.

Em alguns casos, conquista nenhuma.

Para começo de conversa: campeão brasileiro foi o Corinthians e só. Melhor campanha, melhor zaga, torcida espetacular. Ponto. A partir daí, é possível elencar outros vencedores do futebol brasileiro na temporada, além do Brasileirão.

O Santos é o maior deles, pela Libertadores, é bom deixar claro. Mas nas competições internas os vencedores de verdade são poucos, muito poucos. O Vasco, pela Copa do Brasil e a campanha sensacional em quase todo ano; o Tupi, campeão da Série D; o Joinville, campeão da Série C e a Portuguesa, campeã da Série B.

Mas o que se viu no Brasil nos últmos dias foi uma valorização exagerada de alguns feitos muito menores.

O Flamengo, por exemplo, comemorou como um título o empate contra o Vasco que, em tese, tirou o caneco do rival. Isso, mais a vaga na fase preliminar da Libertadores e o estadual (conquista a cada dia menos relevante) é muito pouco para o que se esperava de um clube do tamanho do Fla.

Engolir o papo de Luxemburgo e diretoria de que o “projeto” era ir para a competição Sul-Americana é pensar pequeno demais. Mas teve quem fez menos do que isso. O Cruzeiro quase caiu. Mas terminou o ano sorrindo como se houvesse levado um título pela goleada sobre o Galo.

E a impressão que fica é a de que fez tudo certo no ano, quando na verdade fez quase tudo errado e se salvou na bacia das almas.

O palmeirense saiu de campo satisfeito pelo jogo contra o Corinthians. Mas o que o time NÃO fez no ano é o que deveria ser ressaltado.

A brincadeira com o vizinho, amigo, cunhado… é uma das coisas mais legais do futebol e não pode acabar nunca. Mas se isso começa a esconder a realidade, é um perigo.

Entre uma e outra tiração de sarro, é bom olhar para o próprio umbigo. Muitos verão coisas que não queriam enxergar.

Quem você quer que seja o campeão brasileiro?

sábado, 3 de dezembro de 2011

A última rodada chegou, dois times na briga pelo brasileiro. Coincidentemente, tanto Corinthians quanto Vasco será pentacampeão brasileiro se levantar  o título amanhã.

Líder na grande maioria das rodadas do campeonato o Corinthians tem no conjunto seu grande valor. Não tem um grande craque no time, mas fez uma campanha regular suficiente a ponto de chegar na última rodada com mais chances de conquista. A trajetória corintiana foi  marcada por uma incrível e inédita arrancada no começo do campeonato. Porém, mesmo durante a fase de baixa o time nunca deixou de figurar entre os primeiros colocados.

O Vasco adotou postura inédita entre times vencedores da Copa do Brasil. Seguiu buscando o título brasileiro e também brigou no alto a maior parte do tempo, mas foi líder muito menos vezes do que o rival. O problema médico do técnico Ricardo Gomes (um AVC) fez com que jogadores se fechassem em busca do Braasileiro e que a torcida abraçasse de vez a equipe.

O  panorama é este. E a pergunta é clara: quem você quer que seja campeão brasileiro neste domingo? Não vale responder nenhum. Dê sua resposta e sua justificativa.

 

Corinthians precisa do título. Vasco não

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Corinthians chega na última rodada do Brasileiro com mais chances de conquistar o título do que o Vasco. A melhor campanha fez com que o time do Parque São Jorge chegasse a este ponto da competição precisando de uma vitória contra o rival Palmeiras.

O Vasco precisa não só vencer sua partida contra o Flamengo, como torcer por uma derrota alvinegra. São clássicos, tudo é imprevisível, mas não dá para negar que o Timão está mais perto da taça.

E, contrariando o que seria a lógica, quem está mais está perto da conquista vive uma angústia maior do que aquele que está mais longe.

Acontece que o Vasco, com título ou não, já é vencedor em 2011. Pela conquista da Copa do Brasil, óbvio, mas também pelo que fez no segundo semestre após o AVC de Ricardo Gomes. Não abandonou o Brasileiro mesmo com a vaga na Libertadores garantida, lutou em todas as partidas e, no clássico contra o Fluminense, fez o gol salvador quando o Corinthians já comemorava o título.

Caiu na simpatia da, vamos dizer, “torcida neutra” do Brasil.

Ficar sem este brasileiro não será traumático porque a campanha vascaína no ano já provoca muito orgulho para sua torcida.

Já o Timão está muito perto do sucesso, com a faca e o queijo na mão. Liderou o campeonato na maioria das rodadas e mesmo quando caiu de produção não foi superado por ninguém. Além disso, venceu e foi derrubando vários rivais diretos na briga pelo caneco. Sentiu-se campeão por três minutos no último domingo, mas teve de engolir o grito e esperar a rodada decisiva.

E agora vive a tensão de quem pode ter tudo ou nada, sem meio termo. Ou será pentacampeão ou terminará o ano sem levantar nenhuma taça, apenas com a vaga na Libertadores quase que como um prêmio de consolação.

Para um torcedor, a alegria pela conquista de um título é difícil de explicar. É uma mistura de euforia, superioridade, orgulho e… alívio. No caso do Corinthians, o título vai trazer alívio em alta dose, pelo dever cumprido. O vascaíno já está aliviado por tudo o que fez no ano. Só o Corinthians ainda está “devendo”.

Dois pelo título. Luta feroz pela Liberta

domingo, 27 de novembro de 2011

Minha análise sobre quem luta pelo título e Libertadores após a 37a rodada do Brasileiro. (com pedido de desculpas à torcida do Coritiba. Hoje, o Coxa justamente está aqui).

Corinthians – O grito de campeão quase saiu da garganta no fim de semana, mas não foi desta vez e agora o Timão tem o maior rival pela frente, o Palmeiras, que tem apenas um interesse: atrapalhar e “salvar” seu ano. Pedreira, por tudo o que este clássico representa. A favor do Corinthians o fato de que o time vem de quatro vitórias seguidas, ainda que não venha jogando um futebol brilhante. É favorito no jogo, é favorito para ficar com o título. Mas o corintiano está agoniado.

Vasco – O time que nunca se entrega terá pela frente seu maior rival (e sua maior pedra no sapato nos últimos anos), o Flamengo. Chega para a decisão precisando vencer e torcendo para o Corinthians perder. Pior, estará esfacelado pelos desfalques e pelo cansaço. E ainda terá uma viagem para o Chile no meio de semana pela Sul-Americana. Tarefa quase impossível para qualquer time, mas não dá para duvidar do espírito lutador deste Vasco. Que é um time que o desde a Copa do Brasil vem sendo mais time do que o Fla.

Fluminense – Apesar da derrota, já classificado para a Libertadores. Mas deu adeus ao título.

Flamengo – A semana conturbada na Gávea terminou com um ótimo desfecho: o Flamengo venceu jogo de seis pontos contra o Internacional e, de quase fora da briga pela Liberta, agora só depende de si. Para melhorar, Ronaldinho Gaúcho, no centro da crise, foi o autor do gol. Coisas de Flamengo… O jogo contra o Vasco é pedreira, mas o Flamengo chega mais inteiro e com uma semana inteira para descansar, enquanto o rival esgotado ainda vai para o Chile. Mas não é um Vasco qualquer. É um Vasco que não se entrega.

Coritiba – Injustamente fora da análise semanal deste colunista, o Coxa retomou o bom futebol que o levou à final da Copa do Brasil, arrancou nas últimas rodadas e só depende de si para ir à Libertadores. Tem um clássico contra o desesperado Atlético-PR na Arena da Baixada. Pedreira enorme, mas o Coxa tem muito mais time do que o Furacão. Chega com força para garantir a vaga.

Internacional – A derrota para o Flamengo foi duríssima para o Colorado. Chega na última rodada precisando vencer o maior rival Grêmio e ainda torcer por um tropeço do Coritiba. Entra na última rodada em situação mais complicada do que entrou na penúltima.

Figueirense – A sensação do campeonato vem perdendo fôlego na reta final. E terá que vencer um clássico contra o Avaí na última rodada. Se tem um lado positivo nisso é o fato de que o Avaí, já rebaixado, já está com o time praticamente desmontado. Ainda de bom, o Figueira se sente mais à vontade fora de casa. De ruim, é um clássico: o Avaí, esfacelado ou não, jogará a vida.

São Paulo – Só de começar a fazer contas, o torcedor tricolor desanima. Como é desanimado na mesma medida o time em campo. Outra rodada em que poderia voltar à zona da Libertadores se fizesse a sua parte. Mas não fez de novo. Este São Paulo não inspira a menor confiança. 2012 será ano de Copa do Brasil de novo, muito provavelmente.

Botafogo – Chances matemáticas existem. Mas a queda de produção do Glorioso foi tamanha nas últimas rodadas que é difícil acreditar em reação e que os outros resultados necessários vão acontecer. O Fogão flertou até com o título, mas deve se contentar com a Sul-Americana.

Minha seleção do Brasileirão

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Com base na lista divulgada na manhã desta quinta-feira dos três melhores jogadores do Brasileiro, fiz a minha seleção. Meu critério não são apenas as rodadas finais, mas todo o campeonato. Veja abaixo. Concorda? Discorda?

Goleiro – Jefferson (Botafogo)

Lateral-direito – Fágner (Vasco)

Zagueiro direito – Dedé (Vasco)

Zagueiro esquerdo – Leandro Castán (Corinrhians)

Lateral-esquerdo – Juninho (Figueirense)

Volante direito – Ralf (Corinthians)

Volante esquerdo – Paulinho (Corinthians)

Meia-direita – Diego Souza (Vasco)

Meia-esquerda – Montillo (Cruzeiro)

Atacante – Neymar (Santos)

Atacante – Fred (Fluminense)

Técnico – Jorginho (Figueirense)

Árbitro – Nenhum.

Com o carimbo da superação

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Seja quem for campeão brasileiro de 2011, ele terá uma história incrível
para ser contada, que pode ser resumida em uma palavra: superação. Esta será a marca do detentor do título que pode ter seu nome revelado já na próxima rodada ou só na última.

O que Corinthians, Vasco e Fluminense, cada um a seu modo, passaram para chegar neste momento brigando pelo caneco vai ilustrar muito sobre o que se falar deste campeonato e os que virão.

Se for campeão, este Corinthians será lembrado pelas vitórias e viradas
improváveis e pela torcida que mais do que nunca joga junto. O título
reforçará a vocação do Timão de se alimentar do sofrimento para vencer.

O Vasco será lembrado por todos os problemas enfrentados ao longo do ano, o estadual catastrófico, a Copa do Brasil, o AVC de Ricardo Gomes e a maneira emocionante como a tragédia serviu como combustível para que o time desejasse o que outros times já garantidos na Libertadores no meio do ano deixaram de lado: conquistar tudo.

E o Fluminense será lembrado por mais uma arrancada irresistível que tirou o time do meio da tabela e levou ao topo.

Cada campeão tem uma marca própria. O tri-sãopaulino (06/07/08)
foi a vitória da organização. Nenhum rival chegava perto do Tricolor
dentro e fora de campo.

O Flamengo de 2009 foi a vitória da liberdade. Do talento de Pet e Adriano unido à torcida e de se ter no banco o homem certo para a ocasião, Andrade. Uma espécie de Ringo Starr da Gávea, que soube conviver com os egos, caprichos e fez vistas grossas para excessos. O hexa veio.

O Flu de 2010 ficou marcado pelo alto investimento, mostrando que
dinheiro, quando bem aplicado, pode resultar em sucesso. Peças certas
nos lugares certos levaram o título às Laranjeiras.

Em um campeonato tão equilibrado como este Brasileiro, o suor da camisa foi o diferencial. Já a indolência foi o diferencial negativo de alguns favoritos que ficaram pelo caminho.

Timão, Vasco e Flu pelo título. Outros cinco pela Liberta

domingo, 20 de novembro de 2011

Segue minha análise dos times que ainda brigam pelo título e Libertadores após a 36a rodada.

Corinthians – É o time que vem jogando melhor? Não. É o time que se não tivesse a apenas duas rodadas do fim do campeonato dava para apostar? Não. Mas é o time que tira forças do sofrimento. A vitória contra o Galo, jogando mal, foi corintiana demais. O Timão é o maratonista esgotado que encontra fôlego sabe lá onde para manter a distância de quem vem atrás. E quem vem atrás vem com passadas firmes. A linha de chegada próxima é o maior trunfo do Corinthians no momento. É o favorito ao título.

Vasco – Fez sua parte ao bater o Avaí no sábado e segue na cola do Corinthians. Terá pela frente parada duríssima pela Sul-Americana no meio da semana, que pode esgotar o time para o clássico com cara de final contra o Fluminense. Seus trunfos no momento são: está jogando melhor do que o Corinthians; a tabela que antes favorecia o time paulista agora está equilibrada. Ainda segue vivo.

Fluminense – É o time que joga o melhor futebol entre todos no campeonato neste momento específico. Tem Fred iluminado como seu maior trunfo. Tem também o clássico contra o Vasco em jogo de seis pontos. E tem a história a seu favor, pois o Flu é especialista em surpreender quando a coisa está muito difícil. Não há quem tenha coragem, a esta altura do campeonato, de duvidar dos guerreiros, por mais difícil que seja o desafio. Principalmente depois da sapecada na casa do Figueira, sensação do campeonato.

Internacional – Subiu de produção no momento certo e se encaixou na zona de Libertadores com a ótima vitória diante do Botafogo. Tem como trunfo seu momento favorável e enfrentará na próxima rodada um Flamengo em crise. Mas terá o rival Grêmio na última rodada, louco para botar água no chope.

Figueirense – A goleada em casa contra o Flu pode abalar o time que ainda depende só de si para ir à Liberta. Encara o Corinthians em casa na próxima rodada, mas o Figueira parece se sentir mais à vontade quando está fora.

Flamengo – O time não encanta, a torcida está muito irritada, as estrelas pararam de jogar e o clube vive forte crise interna. O final de ano do Flamengo pode ser um desastre com a vaga na Liberta escorrendo pelos dedos. Jogará em casa contra o Internacional na próxima rodada. Jogo com toda a pinta de tudo ou nada.

São Paulo – Por incrível que pareça, com um elenco mais fraco do que pensa ter e com um time que parece ter menos vontade de vencer do que deveria, o São Paulo ainda pode ir para a Libertadores. O problema é que terá dois clássicos regionais nas duas últimas rodadas. A tabela mostra que é possível, mas quem ainda tem coragem de apostar suas fichas neste São Paulo?

Botafogo – A queda vertiginosa nas últimas rodadas foi tirando todas as esperanças do time. Primeiro de título, agora é a Libertadores, que está fortemente ameaçada. A demissão de Caio Júnior foi mais um capítulo da queda do time. Difícil acreditar que ainda tenha forças para inverter a situação.

Clube dos que brigam pelo título aumentou: agora são cinco!

domingo, 6 de novembro de 2011

Abaixo, minha análise sobre cada um os times que na minha opinião, ainda brigam pela Libertadores e título:

Corinthians – No começo da semana escrevi que tinha a tabela mais fácil e que, se fizesse sete pontos em três jogos, estaria com o título encaminhado. A inacreditável derrota para o América-MG impossibilita que se chegue a esta pontuação. Ainda segue vivíssimo na briga pelo título, o problema é que não é o time que joga melhor no momento. Com a tabela que tem, esperava-se ser possível ganhar mesmo não jogando bem. A derrota para o Coelho mostrou que não é bem assim. O maior perigo agora é a aproximação principalmente de Flu, em muito melhor fase. O título que estava bem perto, está menos perto agora.

Vasco – No começo da semana escrevi que a tabela era ingrata e que a projeção deveria ser fazer ponto contra o Santos e vencer o Botafogo no clássico na próxima rodada. O maior problema vascaíno segue mesmo sendo a tabela. Ontem, perdeu para um time que tem Neymar. Normal. A vitória contra o Botafogo virou obrigação. Mas apesar da derrota, sai da rodada em situação não tão ruim como poderia ser, afinal, o Corinthians perdeu a chance de abrir distância na liderança. Na briga, mas com um caminho muito mais complicado do que os outros.

Fluminense – No começo da semana escrevi que tinha uma tabela cascuda pela frente a começar pelo Inter no Beira-Rio. Jogo para empatar e depois vencer os dois jogos seguintes. Mas o Flu, contrariando a lógica mais uma vez, venceu o Colorado. Mais do que a melhor campanha do segundo turno, vem jogando mais do que os rivais pelo título e este é seu principal trunfo. Há dois pontos da liderança, é o grande vencedor da rodada. Quem ainda vai duvidar do Tricolor?

Botafogo – Perdeu pela terceira vez a chance de liderar o campeonato. Mais irônico ainda: se tivesse vencido o Figueirense sábado no Engenhão, seria líder neste momento. No começo da semana escrevi que derrota para o Figueirense era adeus ao título. O jogo era chave. Porém, as derrotas de Vasco e Corinthians mantiveram o Fogão na briga. Chave agora será vencer o clássico contra o Vasco.

Flamengo – Luxemburgo e jogadores insistem no discurso de que a meta é a vaga na Libertadores. Mas a Nação Rubro-Negra precisa ser convencida disso. Para ela, a briga é pelo título e ontem no Engenhão ela acordou. A torcida será o principal aliado do Flamengo na reta final do Brasileiro. No começo da semana escrevi que o time precisava se recuperar da goleada sofrida pelo Grêmio para retomar o rumo. O time fez melhor do que isso: estraçalhou o Cruzeiro, viu os líderes caírem e está a três pontos da ponta. E com a ajuda da Nação. Virou candidato forte de novo.

Figueirense – Escrevi no começo da semana que o Figueira tinha de vencer Botafogo ou Flamengo fora de casa para seguir na briga pela Liberta. E o time venceu o Botafogo, entrando de vez na briga pela Liberta. É outro time que vive bom momento exatamente na reta final da competição, o que é um enorme diferencial positivo. Vem subindo enquanto quem brigava diretamente (casos de São Paulo e Inter) caíram. Vivíssimo na briga pela competiçao sul-Americana

Internacional – Escrevi no começo da semana que o Colorado tinha três jogos de seis pontos até o fim do campeonato. Um deles era o de ontem contra o Flu. Com a derrota, praticamente deu adeus ao título, mas ainda tem chance de beliscar uma vaga na Libertadores. O problema é que quem está acima mais próximo vem subindo de produção ou ganhou moral na rodada, casos de Flamengo e Figueirense.

São Paulo – Escrevi no começo da semana que ao lado do Corinthians era o time com a tabela mais fácil entre todos os primeiros. O problema é que o time é pouco ou nada confiável. E a incrível derrota para o Bahia apenas reforçou esta sensação. Há oito jogos sem vencer, está a cinco da zona da Libertadores. É improvável que tire mais de um ponto por rodada. Terá de fazer o que não faz há mais de um mês: convencer.

Clubes deveriam ter elencos melhores. Já é possível

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Jogando com seu time reserva, o Vasco perdeu para o Universitário do Peru em Lima e complicou sua vida na Copa Sul-Americana. Claro que pode inverter o placar em São Januário, com seus titulares em campo e contando com o apoio da torcida.

Porém, a derrota vascaína ou a eliminação do Botafogo são motivos para reflexão. Com cofres muito mais lotados e com a perspectiva de que estejam mais cheios ainda a partir do ano que vem, com o novo contrato de TV, não está na hora de os times brasileiros montarem elencos mais competitivos? Não times titulares, mas elencos mais fortes.

Vasco e Botafogo (para ficarem apenas nestes dois exemplos, mas a conversa serve para qualquer clube grande) já sabiam desde o fim de 2010 que teriam uma Sul-Americana para disputar no segundo semestre de 2011.

Dirigentes, comissão técnica e jogadores até discursaram sobre a importância da conquista da vaga na competição internacional na ocasião. Eles deveriam colocar em seu planejamento, portanto, a montagem de um elenco suficientemente forte para encarar diferentes torneios sem a necessidade de priorizar este ou aquele.

Há alguns anos, dava para entender isso não ser feito. O dinheiro era mais curto e os clubes lutavam para fazer um time titular, que encarava a frente principal do ano. O restante que viesse era lucro.

Agora, o cenário mudou. Já é possível planejar a temporada olhando todas as competições que o clube terá pela frente. O elenco deve ter o tamanho e a qualidade dos desafios que o clube terá. O momento econômico do futebol brasileiro já admite que isso seja feito.