publicidade


Posts com a Tag ‘Ronaldinho Gaúcho’

1o gol do Galo seria anulado numa pelada

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um jogador de alguma forma distrai o goleiro adversário pedindo água, é atendido e aproveita o momento para criar uma jogada (totalmente lícita, diga-se) e fazer o gol. O que aconteceu no Estádio Independência quarta-feira nunca seria validado se tivesse acontecido na pelada que você, leitor, joga toda semana.

O jogo poderia acabar em briga. Ou a turma do deixa-disso entraria em ação, daria bola ao ar e o jogo prosseguiria. Com direito a cervejinha, churrasco e abraços depois do jogo.

Qual a diferença entre o que aconteceu no Independêndia e o que teria acontecido na sua pelada? O jogo da Libertadores está balizado pela Lei. A pelada com seus amigos está balizada pela moral.

Na Libertadores estão em campo 22 caras que fazem do futebol sua profissão. A vitória ou a derrota tem enorme valor. No seu futebol, o máximo que você está fazendo é fingir que é craque uma vez por semana.

Não há nada de ilegal no lance do primeiro gol do Galo. E, considerando que Ronaldinho Gaúcho utilizou de malandragem, o fez com maestria. Fazer tudo o que for possível para ludibriar o adversário dentro da Lei é quase que uma questão de sobrevivência no futebol profissional.

Na pelada, Neymar teria vida curta se cavasse faltas como faz profissionalmente. Porque a pelada não abre espaço para malandros nem juvenis. Ali é o jogo jogado. A moral (este valor que está acima da Lei) é o que vale.

O gol que salvou o Galo, o Brasileiro e o… futebol

domingo, 21 de outubro de 2012

O jogo ia acabar, os posts no Facebook e Twitter sobre marmelada estavam prontos, faltava só o apito final do juiz para apertarem o “enter” em seus computadores, tablets e smartphones Brasil afora.

Aí, apareceu um cruzamento na medida de Ronaldinho Gaúcho. Depois, apareceu a cabeça de Leonardo Silva. Virada no Independência. O Galo está vivo, o Brasileiro está vivo. O futebol não morre, por mais que façam força para isso acontecer.

Atlético Mineiro 3 x 2 Fluminense foi uma exceção, mas que nos dá alguma esperança: sim, é possível se jogar bom futebol no Brasil. Sim, ainda temos caras de talento raríssimo com a bola. Sim, ainda temos sujeitos que sabem fazer gols como pouquíssimos. Não, nem sempre a arbitragem vai ser o único assunto quando a bola parar de rolar.

Quem ficou perdendo tempo depois do jogo falando se foi falta ou não foi falta no lance do primeiro gol do Fluminense vai me desculpar, mas não gosta de futebol. Este gosta só de ganhar e tem todas as desculpas quando não ganha. Este não consegue sentar na mesa de um bar depois do jogo e discutir… o jogo!

Sim, a arbitragem brasileira é tão ruim que esquecemos que estamos falando de futebol, de um esporte incrível, cheio de alternativas, emoção, estratégia e (por que não?) a ação do imponderável.

Mas que bom que jogos como Atlético Mineiro x Fluminense aparecem para mostrar que futebol é mais (muito mais) do que teoria da conspiração.

Em nome do futebol, obrigado Atlético Mineiro x Fluminense.

Cuca e Roth, patinhos feios, no alto

domingo, 24 de junho de 2012

Os mineiros vão dominando o começo do Brasileiro. O Cruzeiro de Celso Roth é líder, o Atlético Mineiro de Cuca o vice-líder. É fato que se qualquer um dos mineiros cair no decorrer da competição boa parte da culpa recairá nos técnicos. Dois bons exemplos de treinadores subvalorizados do futebol brasileiro.

Sempre quando se olha o trabalho destes dois sujeitos, olha se mais pelo limite do treinador e menos para o limite do time que eles dirigem. Celso Roth levou um Grêmio limitado à disputa do Brasileiro de 2008 até a última rodada. Cuca levou um Botafogo também limitado a final de Estadual e a brigar pelo Brasileiro. Ficou marcado pelo chororô em um jogo contra o Flamengo e pela queda acentuada do time que chegou a sonhar com o título nacional.

Os dois são técnicos que erram e acertam como todos. Mas que têm um rigor injusto quando analisados.

Cruzeiro e Atlético podem cair no decorrer da competição. Mais ainda o Cruzeiro, que conta com um elenco reduzido e limitado em talentos. Roth vai levando o time até seu limite. O Galo também pode cair. Ronaldinho pode não jogar o que se espera e nem mesmo o que jogou contra o Náutico. Quedas são naturais. A culpa não será só dos treinadores.

Perigo! Seleção Brasileira só tem UM craque

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A sapecada do Barcelona sobre o Santos acendeu a luz amarela sobre a situação de nosso futebol. Estamos regredindo? Temos menos craques do que no passado? Todo mundo evoluiu menos o futebol brasileiro?

Estas foram as perguntas que martelaram na cabeça de torcedores e pessoas ligadas ao esporte. A convocação de Mano Menezes na manhã de ontem na CBF para o amistoso contra a Bósnia, sem grandes novidades e com algumas poucas contestações, deu mais combustível para a discussão.

Isso porque dos 23 convocados, apenas um é possível apontar o dedo e dizer: “Este é craque”. Neymar. Entre os outros 22 podemos pontar alguns muito bom jogadores, outros que compõem bem o elenco e Ronaldinho Gaúcho, jogador que um dia foi um cracaço, mas hoje está muito longe disso.

A convocação de R10 é emblemática. Sem craques de verdade, aposta-se no ex-craque, na esperança de que ele volte a ser o que já foi.

Claro que no grupo de Mano Menezes há gente que pode virar craque ainda. Ganso, por exemplo. A questão é que não é e ninguém é capaz de garantir que será. E na ânsia de que ele seja “o cara”, queimou-se etapas e depositou-se uma enorme responsabilidade sobre suas costas: a de ser o camisa 10 desaparecido de nossos gramados.

Houve Seleção Brasileira em Copa do Mundo em que era possível apontar pelo menos três monstros do futebol no time, por baixo. Alguns exemplos: em 82, Falcão, Sócrates e Zico; em 70, Pelé, Rivellino e Gerson; em 2002 Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho (este, na ocasião, com status de craque); Em 58, Didi, Pelé e Garrincha.

Se a Copa fosse hoje, a esperança brasileira estaria depositada apenas no nome de Neymar e na sorte de que outros muito bons jogadores estejam em fase exuberante quando a bola rolar. É pouco.

O grande diferencial do Brasil sempre foi a maior quantidade de craques no time. Hoje, de verdade, só temos um, o que nos torna uma seleção parecida com outras fortes, na melhor das hipóteses.

Enfim, vimos o R10 real

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A globalização foi parceira de Ronaldinho Gaúcho durante um bom tempo. Graças a ela, passamos os últimos anos assistindo a vídeos de suas jogadas e gols pelo Milan, acreditando que aquilo era tudo e não penas uma parte (bem pequena) do que ele fez em sua passagem por Milão.

Agora que ele passou a viver no Brasil, a história mudou: a confiança que o torcedor tinha por ter passado anos acompanhando o astro de onge, virou desconfiança e descrença.

Depois de espetacular passagem pelo Barcelona, há longos seis anos, o futebol de Ronaldinho Gaúcho só despencou. No Milan, ele teve algum brilhareco, representado por alguns bons jogos e lances, exaustivamente reprisados pelas TVs.

Se há 20 anos assistir a um jogo internacional era tarefa quase impossível, hoje podemos ver quase tudo. E no caso de R10, vimos muito mais o que ele fez de bom do que o que deixou de fazer. Golaços e grandes jogadas apareceram aos montes.

Seus jogos ruins, suas baladas noturnas, seu desinteresse pelo futebol… Esses vimos em noticiários aqui e ali. Mas a edição dos bons momentos sempre foi muito mais generosa com o jogador. Como não poderia deixar de ser, afinal, nós gostamos de futebol. É mais interessante ver uma jogadaça de R10 do que seu batuque com o grupo Revelação na madrugada.

Acontece que Ronaldinho Gaúcho voltou ao Brasil. E trouxe não só seu talento para jogar futebol, mas tudo mais o que a gente não enxergava direito enquanto ele estava lá fora:  baladas, escapadas durante a concentração e jogos ruins.

A globalização, acelerada pela internet, diminuiu distâncias no mundo e aumentou exponencialmente a quantidade de informações disponível. Mas a informação que chega dos lugares mais longínquos ainda não é tão precisa quanto a que você atesta pessoalmente.

E é esta forma mais primitiva de se obter informação que vem minando a confiança da torcida brasileira sobre R10.

Comemoramos quando Ronaldinho voltou ao Brasil, confiando no craque que a gente via lá fora. Mas aquela era só uma parte do todo.

Como Ronaldinho responderia?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Após o empate sem graça do Flamengo contra o Atlético-GO, Luxemburgo foi perguntado por que Ronaldinho Gaúcho caiu tanto de produção. E respondeu: “Pergunte para ele!”

Como Ronaldinho raramente dá entrevistas coletivas ou individuais, jornalistas não puderam fazer a pergunta diretamente a ele. Sendo assim, resolvi dar a palavra ao torcedor. Então, a pergunta é: se você fosse o R10 e perguntassem por que você caiu tanto de produção, que resposta você daria? As melhores serão publicadas no LANCE!. Mãos à obra!

A conta chegou para Ronaldinho Gaúcho

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Por mais que a passagem de Ronaldo pelo Corinthians seja na eternidade lembrada pelos títulos que conquistou (Paulistinha e Copa do Brasil) e pela visibilidade e pelo dinheiro que levou para o clube, nem ele ficou livre de cobranças da Fiel, é bom lembrar.

Quando o time foi melancolicamente eliminado pelo Tolima na Libertadores, o Fenômeno foi duramente cobrado. Dias depois, anunciou sua aposentadoria.

Se Ronaldo, com todo o brilho e estrela que tem, foi vítima de cobranças sérias, nenhum jogador em atividade pode estar livre delas. Como Ronaldinho Gaúcho não está.

A paciência da torcida do Flamengo com o ex-melhor jogador do mundo acabou domingo depois da atuação apagadíssima no clássico contra o Botafogo, a segunda seguida neste Brasileiro.

O discurso da torcida, então, mudou. Se antes as escapadelas pela madrugada não diziam respeito a ninguém, agora a reclamação da arquibancada é quase uníssona: menos balada, mais futebol.

O moral do ex-melhor jogador do mundo adquirido desde sua chegada foi pulverizado com a eliminação na Copa do Brasil e o começo titubeante de Brasileiro.

Além disso, a questão financeira, começa a incomodar. Se do ponto de vista da habilidade Ronaldinho pode ser comparado a Ronaldo, do ponto de vista do marketing, nem tanto.

Ronaldo sabe ser marqueteiro. Em quase todas as suas entrevistas solta uma frase marcante. Ronaldinho é quase o inverso disso.

Tirando o “Flamengo é Flamengo” dito na sua apresentação, ele nunca mais falou uma frase marcante, sempre dá entrevistas com a cabeça baixa e coloca todas as decisões da sua vida nas mãos de seu irmão e empresário Assis.

Diante deste quadro dentro e fora de campo, o Fla tem dificuldade para fechar um patrocínio de camisa.

Nos momentos em que foi colocado à prova, Ronaldo de alguma forma deu alguma resposta dentro de campo. Quando não conseguiu em campo, muitas vezes utilizou seu poder marqueteiro inigualável.

Este poder, Ronaldinho não tem. Resta a ele voltar a jogar futebol.

O título do Fla e o futuro

domingo, 27 de fevereiro de 2011
Flamengo campeão, com um belo gol de falta de Ronaldinho Gaúcho. Ele mesmo, como capitão, ergueu a Taça Guanabara. Foi assim o domingo perfeito do torcedor rubro-negro.Gaúcho, como todo o Fla, não fazia uma grande partida, embora dominasse um assustado e cauteloso demais Boavista desde o primeiro tempo. Mas as chances claras de gol não apareciam.

A partida mudou exatamente aos 27 minutos do segundo tempo, quando Ronaldinho cobrou a falta com perfeição. A bola passou pela barreira, perdeu altura rapidamente e morreu no canto esquerdo do gol.

O bom goleiro Thiago só olhou a bola morrer no fundo da rede. Era o título do Flamengo garantido. Porque logo depois disso Frontini foi expulso e o Boavista, que já era inofensivo, não fez mais nada. Vale destacar que, no lance, Renato deveria pelo menos ter levado o amarelo e não levou. Como era o seu segundo, seria expulso.

Um gol decisivo justamente na final é motivo para que baixe o volume das críticas a Gaúcho. Se ele ainda nem de longe lembrou seus bons tempos de Barcelona, foi responsável já pela conquista do primeiro turno e por levar o Fla à final do Estadual do Rio.

O título do Flamengo também leva enorme tranquilidade para a Gávea. Há um ano, o clube fervilhava com escândalos fora de campo. O ano que prometia ser ótimo, foi catastrófico.Agora, ocorre justamente o contrário.

A calma impera com os títulos que vêm: Copinha, Taça Guanabara e até o reconhecimento do Brasileiro de 87, que dá suporte político para Patrícia Amorim.

Navegando em águas calmas, Luxemburgo poderá fazer o time crescer. Apesar do título, não é um time pronto. Diferentemente do que canta o funk, o time ainda está com freio.

Haverá tempo e tranquilidade também para Ronaldinho evoluir. Sim, ele foi decisivo na final da Taça Guanabara e a torcida está satisfeita. Mas todo rubro-negro sabe que ele pode fazer ainda muito mais. Por enquanto, está bom.

Fla avança “sem” Ronaldinho

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não houve um torcedor rubro-negro que não tenha se lembrado de Bruno quando a disputa pela vaga na final da Taça Guanabara foi para os pênaltis.

O ex-goleiro rubro-negro, preso acusado de assassinato, era pegador de penalidades máximas como poucos.

Mas bastou a primeira das duas sensacionais defesas de Felipe para a torcida perceber que o novo camisa 1 tem qualidades semelhantes.

Felipe acabou como o grande herói da classificação do Fla para a decisão contra o Boavista.

Menos de 15 mil pagantes para Fluminense x Boavista, menos de 27 mil pagantes para Fla x Bota foi muito pouco para o que foram as semifinais da Taça Guanabara.

Principalmente o jogo deste domingo.. Cheio de alternativas e chances de gol perdidas ou defendidas por Jefferson e Felipe.

O equilíbrio nos dois jogos levou à decisão por pênaltis. No caso de Flu e Boavista, resultado da competência defensiva do time de Saquarema após os 2 a 2 e pela incompetência ofensiva do Tricolor, que não soube furar o bloqueio e insistiu nas bolas paradas alçadas na área.

Não funcionou. E o Fluminense começa a sentir falta de alternativa de jogo para buscar um resultado que não vem.

Neste domingo, no entanto, não faltaram alternativas de cada um dos lados. Flamengo e Botafogo fizeram um jogaço, buscaram o gol, não se limitaram a defender nem a esperar a disputa de pênaltis.

Nenhum dos técnicos mostrou alguma carta na manga que já não fosse já conhecida.

O Fla apostou em Negueba no segundo tempo. Joel, em Caio.

O primeiro atormentou Arévalo e Somália pela direita e equilibrou um jogo que já pendia para o Botafogo.

Caio, do outro lado, não conseguiu fazer jogadas de penetração, tudo o que o Botafogo precisava.

Flamengo e Boavista vão para a final e o favoritismo óbvio é do Rubro-Negro. Que ontem fez uma boa partida, apesar das falhas defensivas.

E que aos poucos vai perdendo aquela ansiedade de ver em campo o Ronaldinho Gaúcho do Barcelona. Aquele ainda está longe de ressurgir.

Mas o do Fla, se não fez até agora uma partida brilhante, lutou muito. E o time conseguiu se virar ”sem” ele.

Eles acham que podem tudo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Adriano embarca no Rio de Janeiro e dá entrevista falando que voltará em junho para o Flamengo. Desembarca em Roma e diz que não falou nada daquilo.
Ronaldinho Gaúcho e principalmente seu empresário Assis promovem um leilão descarado entre Grêmio, Palmeiras e Flamengo.
Depois, marcam coletiva e anunciam: agora vão começar a negociar com os interessados. Praticamente fecha com o Flamengo para em seguida mandar torpedo para representantes do Palmeiras dizendo que nada está decidido.
Somália diz que foi vítima de um sequestro relâmpago. Depõe na delegacia, conta como foi o diálogo com o bandido, chora… serviço completo. É desmascarado no dia seguinte. Ele inventou tudo porque chegaria atrasado ao treino do Botafogo.
Jogadores de futebol chegaram a um patamar nunca antes visto. Eles podem tudo. Eles se sentem acima da Lei. Eles acham que o mundo gira em torno deles e que nada mais importa, só o próximo pagode, a próxima loira que pegarão, o próximo carrão que ocupa duas faixas da rua e que bebe muita gasolina em que eles vão desfilar. Com o pagodão alto na caixa de som.
Salários astronômicos, a cultura das celebridades, a cobertura massacrante da mídia, a grana que envolvida no futebol.
Tudo isso ajuda a explicar este comportamento de jogadores.
Mas uma hora o mundo real se sobrepõe ao das celebridades. Aí, Somália pode ser preso, ninguém aprova o desmentido de Adriano nem leva a sério suas crises existenciais, ninguém acredita em uma só palavra de Ronaldinho Gaúcho ou Assis.