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Posts com a Tag ‘Mano Menezes’

Sucessor de Mano terá menos trabalho

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Os números dão força para quem criticava o trabalho de Mano Menezes. Desempenho não mais do que regular, nenhuma vitória relevante contra as principais seleções do mundo e nenhum título (não se conta o do Superclássico das Américas, por razão óbvia).

Mas é inegável que Mano Menezes construiu alguma coisa desde o cenário de terra arrasada que encontrou. Veja bem: não havia nenhum rescaldo da outra copa. De filosofia, material humano, nada. (E isso não tem a ver com o trabalho de Dunga, que considerei ótimo).

Mano fez o trabalho sujo. Garimpou jogadores, errou, acertou e foi seguindo. Até chegar no ponto atual que era promissor. Isso mesmo!

O time tocava a bola, evitava a irritante ligação direta defesa/ataque que virou o esquema muitas vezes vencedor dos times brasileiros… enfim, o time começava a ficar agradável de se ver. Bem aos poucos.

Ainda faltavam testes contra adversários poderosos, ainda faltava muita coisa. Mas havia um caminho trilhado.

Se Mano não merecia ser o técnico quando foi chamado, na mesma medida não merecia ter saído depois do que construiu. O próximo técnico terá um trabalho menos árduo pela frente.

Era o Iraque, mas…

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sim, era o Iraque. Mesmo com a inspiração de um Zico, mas era só o Iraque. Então, não dá muito para avaliar a FORÇA da Seleção. Mas dá pra avaliar CONCEITOS que estão sendo testados. E estes, são interessantes.

O time que entrou em campo hoje com Kaká, Oscar, Neymar e Hulk, sem um centroavante fixo é diferente do futebol que a maioria pratica no Brasil. Valoriza o toque de bola e, tirando alguns poucos nomes que estão fora, é o que de melhor temos.

Os dois primeiros gols saíram graças à ótima movimentação do quarteto. Nas duas vezes, o falso centroavante do time (Neymar) saiu da área, buscou o jogo e serviu primeiro Oscar e depois Kaká.

Kaká, aliás, voltou bem à Seleção. Eu sei, era o Iraque e isso deve sempre ser lembrado. Mas como papel de líder de um time muito jovem, ele poderá funcionar.

Era o Iraque, era o Iraque, era o Iraque. Isso deve ser repetido como um mantra. Mas conceitualmente, a Seleção que jogou hoje é boa. A dúvida está no seguinte: o conceito terá força para enfrentar adversários mais difíceis? Só dá para saber de uma maneira: enfrentando adversários mais difíceis.

O melhor da Seleção na quarta-feira foi…

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Pegando tudo o que aconteceu no dia 19 de setembro, a Seleção Brasileira teve ao menos uma boa notícia. Detalhe é que ela não apareceu em Goiânia na suada contra Argentina no tal “Clássico das Américas”. Mas algumas horas antes disso.

Foi o golaço de Oscar em sua estreia na Liga dos Campeões da Europa. Em um jogo enorme (Chelsea x Juventus, só isso), pelo campeonato de clubes mais importante do mundo, atuando com a camisa do atual dono do título.

Se a estrela de Ganso com a camisa amarela vai desaparecendo cada vez mais, a de Oscar vai brilhando. Se do time que jogou contra a Argentina Mano vai aproveitar poucos para a Copa do Mundo, na Europa desfilou o cara que deu mais um passo para ser uma certeza do time brasileiro.

Primeiro jogo, é claro. Como todo garoto, Oscar pode alternar grandes e discretos momentos. Assim como Lucas, Neymar e outros meninos do time. Mas se alguma coisa foi positiva na quarta-feira da Seleção Brasileira, ela foi Oscar, que nem em campo com a camisa da Seleção estava.

Vaia para a Seleção não envolveu paixão

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O futebol nanico apresentado pela Seleção contra a África do Sul justifica toda a vaia que se ouviu no Morumbi. Time sem variação de jogadas, lento, sem alternativas, burocrático.

A introdução acima é para não ser mal-interpretado a partir de agora, ao falar sobre as vaias.

A primeira questão é como classificar as pessoas que estiveram no Morumbi. Quando se fala “torcedor” existem vários tipos: o fanático pelo seu time, o fanático por futebol, o que asssite jogo só pela TV e só aparece quando o time ganha, o que não liga, mas torce na Copa… enfim.

Das mais de 50 mil pessoas presentes ao Morumbi, aposto que nem 10% é fanática pela Seleção. Ninguém ali saiu chorando de campo, o feriado de ninguém acabou por conta da apresentação ruim (ok, era só um amistoso). Mas assim que o juiz apitou pela última vez, acabou a ligação daquelas pessoas com a Seleção.

A grande maioria das pessoas que esteve no Morumbi “comprou” por, no mínimo R$ 80, uma diversão no feriado. Vaiou porque não foi tão divertido como ele exigia. O espetáculo foi chato, não teve goleada… nem a camisa amarela tradicional a Seleção usou. Aí, ele se manifestou vaiando. Vamos dizer que foi uma versão não-virtual do “xingar muito no Twitter”.

A tal aproximação da torcida com o povo, prometida por Ricardo Teixeira assim que a Copa de 2010 acabou, ficou só no discurso. Na era Mano, foram apenas QUATRO jogos em território nacional. A relação da torcida com a Seleção se deteriora ano a ano. Não há mais identificação nem orgulho de sermos os melhores (porque não somos mais). Assim, não há paixão que nasça, não há paixão que resista.

Tem gente que fala: “quer espetáculo vá ao teatro”. A maior parte do público do Morumbi pensou exatamente isso: exigiu ser recompensada pela fortuna que pagou. É justo. Mas a vaia não envolveu paixão, foi só um grito por um direito.

Ganhar ou encantar: o que o brasileiro quer do Brasil em 2014?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Para quem acha que o importante é ganhar, não importa como, este post vai provocar urticárias. E a discussão aqui é a Seleção Brasileira.

O que vale mais? Vencer a qualquer custo, ou jogar um bom futebol, mesmo que a vitória não venha? E aí, chegamos à situação de Mano Menezes. Seu time não engrena, os resultados não vêm. Já são dois fracassos importantes: a Copa América e a Olimpíada. Em amistosos, padecemos contra rivais mais fortes, ganhamos dos bem mais fracos e só.

Aí, chegamos à questão central: o que incomoda as pessoas? A falta de resultados do time de Mano ou de um futebol que nos agrade?

A se julgar pelos nomes ventilados como soluções para o problema da Seleção, o que queremos é ganhar, não importa como. Felipão e Muricy, vencedores sem dúvida, não darão ao Brasil um futebol à la Barcelona, vamos dizer. Eles podem nos dar o título em 2014. Se apenas isso importar, a discussão está encerrada: tchau, Mano, venha Muricy e seu muricibol das bolas paradas, defesa sólida, ligação direta defesa/ataque, chutões pra frente, vitórias magras, gols de bola aérea. Ou venha Felipão, da família, da briga, do sofrimento, da pegada, do jogo mascado, das muitas faltas por jogo, que vence no limite.

O time de Mano faz muito mais do que isso? Ao menos o técnico tenta implantar uma filosofia de mais toque e valorização da posse de bola, domínio das ações, imposição do jogo. Se não consegue fazer (e muitas e muitas vezes não consegue mesmo) é outra história. E, vamos admitir, quando pressionado, Mano valoriza mesmo é a vitória, venha como ela venha.

A substituição de Mano Menezes do comando da Seleção não deveria ser simplesmente a troca do técnico para salvar a Copa de 2014. A discussão deveria estar ligada ao tipo de futebol que queremos ver em nossa Seleção. Muricy e Felipão podem nos tazer o título no Brasil. Mas quando o árbitro apitar o fim da decisão, com vitória brasieira, estaremos felizes ou apenas aliviados?

Esta é discussão. E aí, o que você acha?

Perder o ouro no futebol é o de menos

sábado, 11 de agosto de 2012

O futebol sempre foi um torneio meio descolado de todo o restante do programa olímpico. Nos últimos anos, quando foi permitida a presença de qualquer jogador com menos de 23 anos e mais três com mais, a distância se acentuou. Nada contra Neymar e companhia, mas eles não têm muito a ver com os outros, que ficam hospedados na Vila Olímpica, que sofrem muito para conquistar uma medalha… enfim, essas histórias heróicas que vimos aos montes nos últimos dias.

Curiosamente, não tenho o mesmo sentimento com relação ao basquete dos Estados Unidos, que também leva seus astros milionários para os jogos. Provavelmente porque o futebol está mais perto do meu cotidiano do que o basquete. Mas admito que a situação é bem parecida.

Mas voltando ao futebol: do ponto de vista de conquista olímpica, o triunfo do futebol para mim não acrescenta muita coisa pelo dito acima. Ele é um torneio meio à parte. Além disso, a vitória não comprovaria o sucesso de uma política esportiva da modalidade, de organização, nada disso. Se vencesse, seria obra do talento natural de nossos jogadores. Assim, é mais fácil se emocionar com a vitória de Arthur Zanetti das argolas do que de um punhado de jogadores ricos, que praticam o esporte mais popular e de maior investimento do país. Repito: nada contra Neymar e companhia e o sucesso na carreira e financeiro de cada um deles.

O problema da derrota, para mim, é outro: quando a Seleção Brasileira não conquista o primeiro lugar em um torneio sem NENHUM grande time e quando sofre contra adversários como Honduras… o sinal de alerta se acende. Porque este time do Mano que perdeu neste sábado, com poucas mudanças, será o nosso time daqui a dois anos na Copa.

Sim, os jogadores estarão mais maduros, o time estará mais entrosado e muita coisa pode mudar. O problema é que a evolução vista até agora de nosso time, olímpico ou não, é muito tímida. Para complicar, há uma pergunta difícil de ser respondida. Se Mano sair, quem deve assumir? Pensamos um pouco e vemos que não temos NENHUM grande técnico no país. Temos alguns bons, verdade, mas não temos nem unanimidade nem maioria nas sugestões. Ou estou enganado?

Perigo! Seleção Brasileira só tem UM craque

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A sapecada do Barcelona sobre o Santos acendeu a luz amarela sobre a situação de nosso futebol. Estamos regredindo? Temos menos craques do que no passado? Todo mundo evoluiu menos o futebol brasileiro?

Estas foram as perguntas que martelaram na cabeça de torcedores e pessoas ligadas ao esporte. A convocação de Mano Menezes na manhã de ontem na CBF para o amistoso contra a Bósnia, sem grandes novidades e com algumas poucas contestações, deu mais combustível para a discussão.

Isso porque dos 23 convocados, apenas um é possível apontar o dedo e dizer: “Este é craque”. Neymar. Entre os outros 22 podemos pontar alguns muito bom jogadores, outros que compõem bem o elenco e Ronaldinho Gaúcho, jogador que um dia foi um cracaço, mas hoje está muito longe disso.

A convocação de R10 é emblemática. Sem craques de verdade, aposta-se no ex-craque, na esperança de que ele volte a ser o que já foi.

Claro que no grupo de Mano Menezes há gente que pode virar craque ainda. Ganso, por exemplo. A questão é que não é e ninguém é capaz de garantir que será. E na ânsia de que ele seja “o cara”, queimou-se etapas e depositou-se uma enorme responsabilidade sobre suas costas: a de ser o camisa 10 desaparecido de nossos gramados.

Houve Seleção Brasileira em Copa do Mundo em que era possível apontar pelo menos três monstros do futebol no time, por baixo. Alguns exemplos: em 82, Falcão, Sócrates e Zico; em 70, Pelé, Rivellino e Gerson; em 2002 Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho (este, na ocasião, com status de craque); Em 58, Didi, Pelé e Garrincha.

Se a Copa fosse hoje, a esperança brasileira estaria depositada apenas no nome de Neymar e na sorte de que outros muito bons jogadores estejam em fase exuberante quando a bola rolar. É pouco.

O grande diferencial do Brasil sempre foi a maior quantidade de craques no time. Hoje, de verdade, só temos um, o que nos torna uma seleção parecida com outras fortes, na melhor das hipóteses.

CBF: cuidando da nossa paixão?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

“Cuidando da nossa paixão”. Este é o slogan da campanha da CBF que invadiu a sua TV no fim do ano passado em propagandas no horário nobre e canais a cabo (isso deve custar uma baba, aliás). E abaixo é a lista de cinco amistosos que a Seleção Brasileira fará neste semestre..

Confira: 28 de fevereiro (Suíça), contra a Bósnia Herzegovina (!?!?!?!!?), 26 de maio, em Hamburgo (Alemanha) contra a Dinamarca, 30 ou 31 de maio (Boston ou Washington, nos EUA), contra os Estados Unidos, 3 de junho (Dallas, nos EUA), contra o México, 9 de junho (New Jersey, nos EUA), contra a Argentina.

É isso mesmo: NENHUM será no Brasil. Cadê a promessa feita assim que a nova comissão técnica assumiu, de reaproximar o torcedor da Seleção Brasileira? Como a CBF acha que vai conseguir isso jogando em Hamburgo, New Jersey ou Dallas…?

Quando a Seleção fracassou na Copa de 2010, novos tempos foram anunciados, baseados em três pilares: 1) renovação total do time 2) reaproximação da Seleção com o torcedor 3) adversários fortes.

O primeiro item se arrasta. Mano ainda não tem nem sequer uma base montada e segue fazendo testes. Nenhum torcedor é capaz de escalar a Seleção Brasileira hoje.

O segundo item está explicado acima. Cinco amistosos, nenhum no Brasil. O amistoso dos reservas contra os reservas da Argentina ano passado, vamos combinar, não conta. Foi uma xepa para a torcida brasileira que ainda assim adorou, tamanha a carência que sente. Mas ela merece muito mais do que isso.

E o terceiro item também foi deixado de lado assim que a Seleção começou a sofrer com adversários fortes. Este ano começaremos com a Bósnia. Menos mal que teremos Argentina e Dinamarca. Mas para quem prometeu só rivais de primeira linha, é pouco.

Cuidando da nossa paixão. O slogan marqueteiro não bate com a realidade.

Análise dos paulistas na rodada

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Abaixo, a minha coluna publicada na edição de hoje de São Paulo do Diário LANCE! Dê o seu pitaco.

A melhor definição do que foi o clássico paulista surgiu no Twitter do colunista do LANCE!, Mauro Beting: “foi zero a zero com gols”.

A diferença entre os dois times, muito mal organizados em campo foi a presença de Alex Silva e Lucas do lado tricolor.

O primeiro pela raça (aquela que não apareceu no time meio da semana contra o Internacional) o segundo pela técnica, levaram o São Paulo à vitória no Pacaembu, sob olhar atento de Mano Menezes, técnico da Seleção.

A vitória não é suficiente para animar os torcedores são-paulinos a sonhar com uma reação como a dos anos anteriores, mas ao menos não teve ares de vexame como a derrota do meio de semana.

Do lado palmeirense, um time muito fraco tecnicamente, com um Felipão nervoso (e expulso) diante de um grupo que não pode fazer mais do que tem feito até o momento.

No Rio, o resultado do clássico no Engenhão foi bom para o Corinthians. O empate entre Fluminense e Flamengo deu a liderança ao Timão, com um jogo a menos e dois pontos a mais do que o Tricolor.

E  mostra um Flu em perigosa queda. Foram apenas nove pontos conquistados nos últimos oito jogos. Desempenho muito longe de time que briga no alto da tabela.
O perigo ao penta do Corinthians agora parece vir do Sul. A vitória do Inter sobre o Vasco inidica um Internacional em ascensão e que pode brigar pelo caneco. O Cruzeiro também surge como ameaça após bom empate diante do Botafogo no Engenhão.

Situação tensa vive o Santos, outro que ainda tinha na mira o título. O empate sem gols contra o Guarani reacende a polêmica do afastamento de Neymar.

De um lado Dorival Júnior, que insiste na punição de 15 dias. Do outro o jogador. E um clássico contra o Corinthians na quarta-feira. O empate não pode-ria ter vindo em pior hora.

Na parte de baixo da tabela, o Atlético-MG segue seu calvário. Foi derrotado dentro de casa pelo Vitória, adversário direto na briga contra o rebaixamento.

Com 14 derrotas em 23 jogos, faz campanha de time que vai cair. Ainda assim, Luxemburgo não cai. Após a partida, seguiu no comando do time.

Twitter: @etironi

Crise de técnicos

sábado, 28 de agosto de 2010

Desde que demitiu Muricy na metade de 2009, o São Paulo procura um técnico. Ricardo Gomes foi uma aposta sem convicção, que se mostrou errada.

Andrade só foi efetivado no comando do Flamengo em meados de 2009 após a demissão de Cuca porque começou a ganhar. Acabou campeão. Mas agora está desempregado.

Há poucos anos, Leão solto no mercado era sinônimo de tormento para técnicos empregados, mas com desempenho ruim.

Hoje, São Paulo e Fla, sem treinador, não cogitam, pelo menos aparentemente, a contar com os serviços do treinador, demitido do Goiás.

Tite está sem clube desde que saiu do Inter, ano passado.

Luxemburgo, sonho de consumo de quase todos os clubes brasileiros até outro dia agoniza junto com o Atlético-MG na zona do rebaixamento. Não ganha um título de expressão desde o Brasileiro de 2004 com o Santos.

Silas e Wagner Mancini, da nova geração, fracassaram em suas tentativas de dirigir times de ponta (Mancini no Vasco e Santos, Silas no Grêmio).

Sergio Baresi no São Paulo e Rogério Lourenço, no Flamengo, surgiram como aposta mas já fracassaram.

O Grêmio aposta em um ídolo, Renato Gaúcho, que ainda não vingou completamente como treindor.

A falta de técnicos é tamanha que o Palmeiras repatriou o campeão do mundo Felipão a peso de ouro.

Muricy Ramalho e Dorival Júnior e talvez Adilson Batista, Celso Roth e Joel Santana sejam as exceções do momento em um mundo de mediocridade. Sem contar Mano Menezes, na Seleção.

São 20 clubes na série A, pelo menos 12 de ponta. Tem pouco técnico bom para muito clube no Brasileirão.

Me sigam no twitter: @etironi