publicidade


Posts com a Tag ‘Dorival Júnior’

Técnicos valem o quanto pesam?

quarta-feira, 20 de março de 2013

Tanto quanto a demissão de Dorival Júnior, o salário de R$ 750 mil que o Flamengo lhe pagava assustou. E colocou luz a uma questão relevante deixada de lado ultimamente, no meio da montanha de dinheiro que os clubes faturam: será que os treinadores brasileiros valem a bolada que estão recebendo?

Dorival Júnior tem alguns trabalhos muito bons na carreira, sobretudo no Santos e Vasco. E algumas outras passagens de menor destaque. E recebia um dos maiores salários do futebol brasileiro. Outros pesos-pesdos são Abel (Fluminense), Luxemburgo (Grêmio), Muricy (Santos) e Tite (Corinthians) .

Apesar das conquistas inquestionáveis da turma aí de cima, qual a grande contribuição que cada um deles trouxe para o futebol brasileiro? Que novidade tática, que método de treinamento surgiu da cabeça destes treinadores?

É compreensível que o Bayern de Munique pague uma nota preta para ter na beira do campo Pep Guardiola. Afinal, foi o treinador que lustrou como nenhum outro o toque de bola hipnotizante e arrasador que virou a marca registrada do Barcelona. Estamos falando do sujeito que forjou o que de melhor apareceu o futebol mundial nos últimos trinta anos. Aí, tem sentido.

O mesmo Flamengo que pagaria uma baba a Dorival Júnior foi campeão brasileiro em 2009 com Andrade no banco. O salário que o ex-volante campeão do mundo recebia na ocasião, não conseguiria nem iniciar uma conversa com qualquer treinador brasileiro de time grande.

O movimento feito pela diretoria do Rubro-Negro de dispensar um técnico que passaria a liderar o ranking dos mais bem pagos do Brasil é interessante. Mesmo que a medida tenha sido tomada por um problema financeiro momentâneo, ao menos indica uma nova forma de se medir o real valor dos homens à beira do campo.

Quem saiu ganhando no caso Neymar x Dorival?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Foram tantas e tantas análise de gente muito gabaritada que vou tentar colocar luz a outro aspecto da questão: quem saiu ganhando com o desfecho do caso Neymar?

Engana-se quem acha que é o jogador, como parecia óbvio em uma queda de braço entre ele e o treinador. Neymar, na verdade, saiu perdendo.

Tem agora a opinião pública contra ele, parte do elenco contra ele (a maioria ficou do lado de Dorival) e, mais importante do que tudo isso: tem o carimbo de garoto-problema, mimado, mal-educado, monstro.

Não há dúvida de que qualquer novo deslize do atacante será duramente cobrado e os rótulos negativos reaparecerão. Além disso, a pressão por bom desempenho em todos os jogos a partir de agora será muito maior. Acabou a trégua: derrubou o treinador? Então agora resolva.

Aparentemente ele sai fortalecido dentro do clube, mas no mundo do futebol indiscutivelmente sai enfraquecido.

Perde também a diretoria santista, claramente enfraquecida à vista de todo mundo. A cara de modernidade que a administração Luiz Alvaro Ribeiro mostrava está manchada. A nova diretoria do Santos é mais parecida com as de outros clubes do que ela mesmo se vendia e do que muita gente achava.

Do ponto de vista de negócio, está certo optar por uma mina de dinheiro que pertence ao clube em vez de optar por um treinador que não tem vínculo nenhum com a instituição. Mas do ponto de vista da autoridade, foi um péssimo negócio.

A diretoria apostou no negócio. E não está errada. Mas é a parte que sai mais enfraquecida.

Sobrou Dorival Júnior. Que é o grande vencedor disso tudo. Isso mesmo. Dorival sai da crise como o técnico que não se curvou a uma diretoria fraca e a um garoto rebelde. Não aceitou jogar o jogo proposto porque não casava com seus princípios.

Sai do clube fortalecido e, provavelmente, com um emprego no São Paulo.

Twitter: @etironi

Desobramentos do caso Neymar x Dorival

sábado, 18 de setembro de 2010

Menos de 12 horas depois de eu ter postado elogios à atuação de Dorival Júnior no caso Neymar (leia aqui), o treinador mudou sua posição. Exigiu 15 dias de suspensão para o jogador, caso contrário ele (o técnico) sai do Santos.

A análise agora, é outra, portanto. Segue abaixo:

Se  Dorival vinha mantendo as rédeas da situação nos primeiros dias da crise, agora, a situação está polarizada.

Até então, o treinador aparecia como um líder habilidoso, que conseguiu ter a maior parte da torcida do seu lado no caso. Depois das desculpas públicas de Neymar, tudo caminhava para a tranquilidade.

Quando o treinador exige punição de 15 dias, a temperatura volta a subir.

Até o momento, a diretoria santista acatou em parte a exigência de Dorival: tirou Neymar do jogo contra o Guarani, obrigou-o a treinar no fim de semana e reavaliará o caso segunda-feira.

Com isso, ganha tempo para resolver o que fazer. Pretente avaliar a reação das partes com o novo cenário, que já não é menos simples, porque jogador e treinador agora estão definitivamente de lados opostos.

No começo da crise, Dorival aparecia como um “pai”  decepcionado. Agora, aparece como o treinador  que  exige punição.

Confiante no respaldo que sentiu da torcida e dos jogadores, Dorival apostou alto ao exigir o afastamento. Agora deve estar preparado para conviver sempre com a sombra do atrito com o principal astro do time.

Fazendo um raciocínio simples: 15 dias correspondem a cinco jogos sem o jogador. Como será a reação externa (da torcida) e interna (diretoria, conselheiros…) se as vitórias não aparecerem? Neymar será uma sombra que incomodará. E muito.

Qual a sua opinião? Dê seu pitaco.

Estou no twitter: @etironi

O papel de Dorival para Neymar

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Monstro, jovem, maluco… tudo o que poderia se opinar sobre a última de Neymar já foi devidamente feito por jornalistas, psicólogos, jogadores, etc…

Então, o foco aqui é em outro personagem da questão: Dorival Júnior. Vale analisar a postura do treinador do Santos em todo o processo.

Dorival em  nenhum momento foi para o confronto. Fez o que pode para não fazer a temperatura subir, mas em nenhum momento deixou de ser firme e de avaliar a atitude do jogador como uma falha grave.

Não é necessário mais de dois minutos pensando até achar o nome de um técnico que, diante da situação, polarizaria o fato. Claro que não é simples comprar uma briga com um ídolo como Neymar. A corda naturalmente cederia do lado mais fraco, o do treinador. Mas foi inegável a habilidade com que o treinador do Santos consegiu sair bem do caso.

Nos vestiários, Dorival mostrou-se muito desapontado. Um desapontamento mais de pai para filho do que de técnico para jogador. Diante de um jovem com uma cabeça que muita gente tenta explicar, mas que pouca gente consegue, foi uma maneira digamos, didática, de punir o menino.

Neymar claramente precisa de uma orientação. Ter 18 anos não pode para sempre servir de desculpas para suas atitudes. Provavelmente, o endurecimento neste momento não é o caminho mais adequado. Neste sentido, Neymar pode estar diante do técnico ideal para este seu momento da carreira.

Qual é a sua opinião sobre o assunto? Dê seu pitaco.

Twitter: @etironi