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Arquivo da Categoria ‘Atlético-PR’

Dois pelo título. Luta feroz pela Liberta

domingo, 27 de novembro de 2011

Minha análise sobre quem luta pelo título e Libertadores após a 37a rodada do Brasileiro. (com pedido de desculpas à torcida do Coritiba. Hoje, o Coxa justamente está aqui).

Corinthians – O grito de campeão quase saiu da garganta no fim de semana, mas não foi desta vez e agora o Timão tem o maior rival pela frente, o Palmeiras, que tem apenas um interesse: atrapalhar e “salvar” seu ano. Pedreira, por tudo o que este clássico representa. A favor do Corinthians o fato de que o time vem de quatro vitórias seguidas, ainda que não venha jogando um futebol brilhante. É favorito no jogo, é favorito para ficar com o título. Mas o corintiano está agoniado.

Vasco – O time que nunca se entrega terá pela frente seu maior rival (e sua maior pedra no sapato nos últimos anos), o Flamengo. Chega para a decisão precisando vencer e torcendo para o Corinthians perder. Pior, estará esfacelado pelos desfalques e pelo cansaço. E ainda terá uma viagem para o Chile no meio de semana pela Sul-Americana. Tarefa quase impossível para qualquer time, mas não dá para duvidar do espírito lutador deste Vasco. Que é um time que o desde a Copa do Brasil vem sendo mais time do que o Fla.

Fluminense – Apesar da derrota, já classificado para a Libertadores. Mas deu adeus ao título.

Flamengo – A semana conturbada na Gávea terminou com um ótimo desfecho: o Flamengo venceu jogo de seis pontos contra o Internacional e, de quase fora da briga pela Liberta, agora só depende de si. Para melhorar, Ronaldinho Gaúcho, no centro da crise, foi o autor do gol. Coisas de Flamengo… O jogo contra o Vasco é pedreira, mas o Flamengo chega mais inteiro e com uma semana inteira para descansar, enquanto o rival esgotado ainda vai para o Chile. Mas não é um Vasco qualquer. É um Vasco que não se entrega.

Coritiba – Injustamente fora da análise semanal deste colunista, o Coxa retomou o bom futebol que o levou à final da Copa do Brasil, arrancou nas últimas rodadas e só depende de si para ir à Libertadores. Tem um clássico contra o desesperado Atlético-PR na Arena da Baixada. Pedreira enorme, mas o Coxa tem muito mais time do que o Furacão. Chega com força para garantir a vaga.

Internacional – A derrota para o Flamengo foi duríssima para o Colorado. Chega na última rodada precisando vencer o maior rival Grêmio e ainda torcer por um tropeço do Coritiba. Entra na última rodada em situação mais complicada do que entrou na penúltima.

Figueirense – A sensação do campeonato vem perdendo fôlego na reta final. E terá que vencer um clássico contra o Avaí na última rodada. Se tem um lado positivo nisso é o fato de que o Avaí, já rebaixado, já está com o time praticamente desmontado. Ainda de bom, o Figueira se sente mais à vontade fora de casa. De ruim, é um clássico: o Avaí, esfacelado ou não, jogará a vida.

São Paulo – Só de começar a fazer contas, o torcedor tricolor desanima. Como é desanimado na mesma medida o time em campo. Outra rodada em que poderia voltar à zona da Libertadores se fizesse a sua parte. Mas não fez de novo. Este São Paulo não inspira a menor confiança. 2012 será ano de Copa do Brasil de novo, muito provavelmente.

Botafogo – Chances matemáticas existem. Mas a queda de produção do Glorioso foi tamanha nas últimas rodadas que é difícil acreditar em reação e que os outros resultados necessários vão acontecer. O Fogão flertou até com o título, mas deve se contentar com a Sul-Americana.

Visão da 19a rodada do Brasileiro

domingo, 5 de setembro de 2010

Para encerrar a semana de comemorações do centenário, o Corinthians ganhou mais um presente neste domingo, o tropeço do Fluminense no Guarani em Campinas.

A diferença entre o líder e o vice-líder do Brasileiro, que já foi de seis pontos, caiu para um ao final da rodada de ontem.

Nas últimas três rodadas, enquanto o líder fez dois pontos em três jogos, o Corinthians fez seis pontos em duas partidas.

O troféu Osmar Santos, dado pelo LANCE! ao campeão do turno ainda não tem dono, já que o Timão tem um jogo a menos e ainda pode ultrapassar o Tricolor. Seria mais um presente para a Fiel.

Outros presentes foram distribuídos na rodada. O Botafogo, por exemplo, entregou um empate ao Grêmio após estar vencendo por 2 a 0. Seguiu no G4, mas não conseguiu se aproximar dos líderes.

E o Palmeiras fez pior ainda ao levar a virada do Cruzeiro no Pacaembu após estar vencendo por 2 a 0.

Presentaço também ganharam as torcidas de Vasco, Guarani e São Paulo, os times que mais ganharam posições na rodada, três.

A classificação no fim do turno mostra um panorama incomum nos Brasileiros disputados em pontos corridos. Nunca neste formato a distância entre o segundo e o terceiro colocados foi tão grande. São seis pontos.

Sinal de que Flu e Corinthians andam sobrando na turma, ainda que o Tricolor comece a derrapar demais para quem deseja ser campeão brasileiro.
Quem aguardou ansiosamente por um presente e não teve foi a torcida do Flamengo. A estreia de Deivid encheu a Nação de esperança, mas o time não saiu do 0 a 0 com o Santos, com uma chuva de chances perdi- das.

O empate fez o Fla ganhar uma posição, o que é pouco para uma reação. Os rubro-negros têm falado em repetir a arrancada de 2009. A diferença é a de que ano passado no fim do turno o Flamengo era o sétimo colocado e agora é o 15o.

O São Paulo virou pra cima do agonizante Atlético-MG. Vitória suficiente para a torcida também sonhar com um presente: uma reação como as que aconteceram nos últimos anos, que levaram o time às primeiras posições. Será?

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Racismo é racismo dentro e fora de campo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uma das coisas mais nefastas do mundo do futebol é considerar que dentro das quatro linhas impera um conjunto de leis própria, particulares, separadas da sociedade civilizada.

Baseado neste conjunto de leis, driblar um adversário de maneira humilhante é passível de punição (“não pode fazer graça aqui, não!”, dizem seus defensores). Em contrapartida, xingar um adversário de “macaco” é “coisa do jogo”.

Não, não é coisa do jogo. É racismo. E como tal deve ser punido pela lei que rege a sociedade e não esta bobagem de lei de dentro do campo.

Passou da hora de jogadores perceberem isso. No Brasil e fora do Brasil. Não há um mundo à parte dentro das quatro linhas.

Que Danilo pague por seu ato racista na partida do Palmeiras contra o Atlético Paranaense, quinta-feira, pela Copa do Brasil.