publicidade


Arquivo da Categoria ‘Clube dos 13’

Cotas de TV quase pararam o Espanhol

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Clubes da Espanha ameaçaram impedir o começo do campeonato nacional. Motivo: a divisão de cotas desequilibrada dos direitos de TV.

Uma reunião na terça-feira garantiu uma tréguia dos insurgentes e impediu a paralisação, mas o assunto continua em pauta.

Na Espanha os clubes negociam as cotas de TV separadamente. Isso ajudou Real e Barcelona a ganharem mais e polarizarem o campeonato, tornando os outros clubes meros coadjuvantes. Só para lembrar: no Brasil, as cotas de TV também são negociadas separadamente desde a implosão do Clube dos 13. No que isso vai dar?

A lógica do cada um por si

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na cabeça dos dirigentes, a lógica é a mesma da questão dos direitos de transmissão: a rivalidade que existe dentro de campo passa para fora dele. Assim, Corinthians x Palmeiras vão decidir uma vaga na final do Paulista no Pacaembu para cerca de 30 mil pessoas.

Poderia ser no Morumbi para o dobro de público. Mais renda, mais dinheiro para todos (até para o São Paulo, que alugaria o estádio) e mais gente podendo assistir à partida ao vivo.

A fim de não quebrar um pacto de alguns anos entre Palmeiras e Corinthians de não mandarem mais clássicos no Morumbi, a diretoria alviverde preferiu contrariar seu técnico Felipão e parte de seus jogadores, que saíram de campo domingo falando que o Pacaembu é a casa corintiana.

Para amenizar, os cartolas destinaram 5% apenas de público para o rival alvinegro. O Palmeiras abriu mão de um desejo de jogadores e técnico por um acerto de bastidores.

Capitaneado por Andrés Sanchez, o pacto nada mais é do que uma forma de retaliar o São Paulo, inimigo público número 1 do Corinthians. O Palmeiras, ainda nos tempos de Belluzzo, entrou nessa. Na última segunda-feira, a atual diretoria alviverde apenas deu sequência a ele.

Pode ser muito prazeroso para o torcedor corintiano bater no peito e dizer que não joga no Morumbi, como gosta de dizer Andrés Sanchez. É o chamado “jogar pra galera”.

Mas é evidente que um estádio para mais gente é melhor para o torcedor e gera mais renda. Mas na lógica torcedora da cartolagem isso não interessa. O melhor é tentar prejudicar o rival por trás do palco.

A decisão do local da semifinal do Paulista segue à risca o modo de operação padrão da cartolagem dos clubes brasileiros, que não entende o futebol como um negócio, mas como uma coisa de torcedor.

Ou, em outras palavras, não entende que o Corinthians perde força se não existir o Palmeiras ou o São Paulo. Ou que o Flamengo perde força sem o Vasco ou Fluminense, para ficar em alguns exemplos.

Para os dirigentes, a vontade de golear o maior rival na final da Libertadores é da mesma intensidade de vê-lo fraco financeiramente e com poucas condições de competir.

Pouco importa o negócio e também o que pode ser melhor para o torcedor. E no final das contas, negócio e torcedor são as coisas que importam.

Esta forma de ver o futebol apareceu também na questão da disputa pelos direitos de transmissão. Cada um resolveu negociar separadamente achando que ganhariam mais do que o rival.

E todos deveráo ganhar menos do que poderiam se sentassem à mesa em bloco.

A rivalidade é a alma do esporte e do futebol. Mas o profissionalismo é o que sustenta a estrutura. O profissionalismo que falta aos drigentes.

Dedo na ferida

terça-feira, 29 de março de 2011

A declaração saiu meio abafada por conta de tanta gente em volta após o fim do jogo. Mas Rogério Ceni disse as-sim: “O centésimo gol, essa vitória é para a nação são-paulina. Talvez para a entidade SãoPaulo, que luta contra tanta coisa ruim no futebol”.
Foi exagero do craque são-paulino? Sem dúvida. O clube que tanto Rogério Ceni ama dança conforme a música como todos e puxa a sardinha para o seu lado como todos.

Esteve alinhado à CBF quando negociava o Morumbi como estádio da Copa, por exemplo.

Só depois da eleição no Clube dos 13, em que se colocou contrário à candidatura apoiada por Ricardo Teixeira e teve seu estádio descartado para o Mundial é que passou a fazer uma oposição mais forte ao poder central do futebol.

Afastamento que pode se transformar em reaproximação no futuro. No mundo do futebol, tudo pode acontecer.

De tão são-paulino, Rogério Ceni pode ter se sentido atingido ao ver seu clube sendo espremido pela CBF nos últimos tempos. Seja com o descarte do Morumbi ou com a diminuição de jogos em TV aberta na tabela do Brasileiro de 2011.

Ou ainda na negociação pelos direitos de transmissão, em que o São Paulo se vê cada vez mais isolado.

O sentimento de que está lutando contra tudo e contra todos é o do torcedor são-paulino hoje. E por isso Ceni desabafou.

Não há um amante do clube que não tenha virado mais fã ainda do cracaço depois do que ouviu ao final da partida. Foi a cereja no bolo após o inacreditável feito de fazer o centésimo gol, de falta, em uma vitória em cima do maior rival.

Ocorre que no mundo maniqueísta do futebol, quem não gosta de Ceni o odeia. Portanto, quem não gosta de Ceni achou que suas palavras foram apenas oportunismo e demagogia barata.
É uma maneira de se ver a questão, mas também uma maneira fácil de não dar atenção ao que foi falado e consequentemente não se discutir o assunto.

Afinal, um personagem com o peso de Rogério Ceni vir a público para tocar em feridas que até dirigentes se esforçam para se esquivar é tão raro quanto um goleiro fazer 100 gols.

Se jogos em gramados horríveis ou no calor de 40 graus provocam no máximo uma ou outra chiadeira da boleirada, Imagine então uma discussão política em que os resultados não são vistos imediatamente para o jogador.
Por isso é que o desabafo de Rogério Ceni é importante.

Vale a pena esquecer que ele pode ter falado isso com o seu coração tricolor e olhar com atenção como o tratamento dado a nossos clubes varia de acordo com o posicionamento político deles.

Não há dúvida de que esta política, a médio prazo, será ruim para todos os clubes.

Outro golaço de Zico

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Zico sempre foi simples dentro de campo. Sempre mostrou um futebol muito objetivo, vertical, em direção ao gol.
Sempre optou pelo caminho mais fácil rumo à meta adversária, fosse em um chute, uma cobrança de falta ou na armação de uma jogada.
Craques como Ronaldinho Gaúcho ou Maradona são de uma outra espécie de jogador: mais virtuoso e vistoso.
E aí está a genialidade de Zico. Foi gênio fazendo tudo de maneira muito fácil, sem firulas, sem excessos.
A genialidade do Galinho surgiu de novo nesta segunda-feira. Foi dele a frase mais direta, simples e ao mesmo tempo completa sobre a decisão da CBF de decretar o Flamengo campeão brasileiro de 1987.
“Para mim não muda nada. Eu sempre me senti campeão brasileiro de 1987″.
Para os microfones que esperavam lágrimas,exaltação, comemoração, frases de efeito como “enfim a justiça foi feita”, foi uma frustração.
Zico não é disso, basta ver como foi enquanto jogador.
Sua declaração objetiva e claríssima sobre o título de 87 dada segunda-feira pode ser comparada com o gol que fez em 1986 diante da Iugoslávia em um amistoso no Estádio Arruda, em Pernambuco.
Recebeu a bola, limpou um zagueiro, invadiu aárea limpou o goleiro e tocou para o fundo do gol. Tudo só com a perna direita. E ele vinha de uma  contusão gravíssima no joelho.
Enfim, fez o que só um gênio poderia fazer, com a simplicidade que só alguns gênios têm.
Ao mesmo tempo, cartolas envolvidos na questão do título brasileiro de 87
passaram os últimos tempos matando de canela, coisa que Zico jamais fez.
Juvenal Juvêncio, presidente doSão Paulo recebeu a malfadada Taça das Bolinhas semana passada e declarou que iria “deliciar-se com ela”, como se ele mesmo não soubesse que a taça deveria ser do Flamengo.
Ricardo Teixeira,com a cara de pau do jogador que  faz falta criminosa e levanta o braço dizendo que não fez nada, declarou segunda-feira que “a história está sendo passada a limpo”.
Ele mesmo que havia declarado ser “impossível” decretar o Flamengo campeão brasileiro de 87 quando fez o saldão de títulos brasileiros no fim do ano passado.
E Patrícia Amorim também fez questão de contribuir ao ser flagrada dando um afago na mão de Teixeira, após ter o título de 87  reconhecido. Ela mesma que soltou fogo pelas ventas no fim do ano passado, irada com o presidente, quando ele ainda não tinha interesse em “passar a história a limpo”.
No futebol é assim: para cada punhado de pernas de pau, temos sempre um craque desfilando talento e elegância por aí.
O título brasileiro é do Flamengo desde 13 de dezembro de 1987.
Se a canetada da CBF valeu para alguma coisa, foi para Zico fazer mais um golaço. Simples como sempre foi.

Como a CBF faz jogo com o título de 87

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Muita gente acha a taça feia, o assunto chato. Mas a CBF, não… O tema “o primeiro pentacampeão brasileiro” foi uma valiosa arma da entidade nos últimos tempos.
Durante longos anos o assunto ficou esquecido, bem como a Taça de Bolinhas, guardada em um cofre na Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro.

Até que o São Paulo sagrou-se campeão brasileiro em 2007 e chegou ao seu quinto título nacional. Aí o assunto veio à tona.

Tente lembrar de cabeça ou pesquisar no Google como a entidade que comanda o futebol brasileiro se manifestou na ocasião.

Ela não se manifestou, como se a questão desde sempre já estivesse definida: o campeão brasileiro de 87 para ela era o Sport. Portanto, o São Paulo era o primeiro penta.

A CBF, entretanto, resolveu “passar a história a limpo”, como declarou Ricardo Teixeira nesta segunda-feira, após reunião com Patrícia Amorim em que foi decidido que o Flamengo é também campeão brasileiro de 1987.

Se a esmola é de graça, o santo desconfia, já dizia o ditado. Tudo indica que a mudança de postura repentina da CBF mira o Clube dos 13, que esta semana vive semana decisiva, com iminente racha por conta das cotas de TV.

O Corinthians ameaça sair da entidade. Com o afago da CBF, o Flamengo pode engrossar o coro dos descontentes e romper também. Os dois clubes de maior torcida no país fora da entidade que defende seus direitos não é pouca coisa.

Do outro lado do cabo de guerra no C13, adivinhe quem está? O São Paulo, que acaba de perder o posto de primeiro pentacampeão brasileiro e possivelmente terá que passar a humilhação de devolver a Taça de Bolinhas, que recebeu semana passada.
O carinho de Patrícia Amorim na mão de Ricardo Teixeira registrado pela TV nesta segunda-feira após a reunião soa até engraçado.

Há dois meses, a CBF distribuiu títulos para Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Botafogo, Bahia… e nada de reconhecer o Brasileiro de 87 do Fla, com receio de problemas com a Justiça.

Na ocasião, foi isso o que ela disse sobre o cartola: “O justo reconhecimento do Flamengo como legítimo campeão de 1987 não traduz desrespeito à decisão judicial, não se justificando o temor do Sr. Ricardo Teixeira de ser preso, e se vier a sê-lo certamente não será por esta causa.”

Frase boa mesmo quem disse foi o gênio Zico, sobre o reconhecimento da CBF: “Pra mim não muda nada, pois sempre me considerei campeão brasileiro de 87.”

É isso. A CBF não precisa canetar para que o óbvio e brilhante título do Fla seja reconhecido. E os cartolas todos não deveriam fazer o papel que fazem em público. Mas aí já é pedir demais.

Clubes seguem unidos (por enquanto)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Se entregar a Taça de Bolinhas ao São Paulo (clique aqui e leia uma análise política da questão) é a estratégia de Ricardo Teixeira para rachar a união dos clubes que votaram contra ele na eleição do Clube dos 13, pelo menos em um primeiro momento ela ainda não fez efeito. Os discursos de gente ligada aos interessados na questão até agora foram bem mornos, mais na linha do entendimento do que do confronto.

Helio Ferraz, do Flamengo, disse: “A aliança na política não vai ser afetada de nenhuma forma. O São Paulo é um adversário no campo, mas nosso compromisso com a autonomia do futebol não vai ser afetado.”

Marco Aurélio Cunha, do São Paulo, disse: “Foi uma decisão justa do ponto de vista jurídico. Acredito que legalmente esta foi a decisão certa a tomar. Mas não que isso diminua a posição do Flamengo, que deve ser lembrado também. Estamos estudando dar um réplica da Taça a eles, em sinal de boa vontade”

Silvio Guimarães, presidente do Sport, disse: “O momento foi inoportuno. A Patrícia Amorim (presidente do Flamengo) não merecia isso. Ela foi pressionada para votar no Kléber Leite (candidato apoiado pela CBF) na eleição do Clube dos 13, bancou sua palavra (votando em Fábio Koff, que foi reeleito) e pagou por isso”

Claro que os ânimos podem ficar acirrados em breve. As posições podem mudar. É esperar para ver.

Taça de Bolinhas é do São Paulo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A CBF anunciou que a Taça de Bolinhas é do São Paulo, após parecer do departamento jurídico da entidade. O Sport foi declarado o campeão brasileiro de 87, portanto, o Flamengo seria pentacampeão e não hexa (sempre segundo a CBF, para deixar claro).

Mais do que o destino da Taça de Bolinhas é a importância política deste ato da CBF. Algumas possibilidades:

1 – A Taça de Bolinhas vai para o São Paulo, mas o Morumbi fica fora da Copa do Mundo. Seria uma maneira de Ricardo Teixeixa atingir dois desafetos que votaram contra ele na eleição do Clube dos 13 (São Paulo e Flamengo). E também seria uma maneira de ele se defender das acusações de perseguição quando o Morumbi for oficialmente descartado. Na linha: “como posso ter perseguido o São Paulo se o clube levou a Taça de Bolinhas?”

2 – Ricardo Teixeira e Juvenal Juvêncio fizeram algum tipo de aproximação nos últimos dias. Hipótese que acho difícil de ter acontecido.

3 – A CBF não poderia tomar outra atitude já que sempre defendeu que o campeão brasileiro de 87 é o Sport Recife e não poderia voltar atrás neste momento, até porque existe um parecer da Justiça Comum dando ganho de causa ao time pernambucano no assunto. Porém, soa estranho a CBF se manifestar justamente agora em vez de ficar calada sobre o destino da Taça de Bolinhas como sempre fez.

E você, leitor, o que acha que está por trás da decisão da CBF de dar a Taça de Bolinhas ao São Paulo?

Email do editor para Fábio Koff

segunda-feira, 12 de abril de 2010

 

Caros internautas

Esta é a coluna que sairá na edição de terça-feira (13/04) do Diário LANCE!, na página 2. Trata-se de um e-mail endereçado ao presidente reeleito do Clube dos 13, Fábio Koff. Leia e comente.

 

Koff, a hora é essa! 

 

Olá, presidente Fábio Koff. Este e-mail é para parabenizá-lo pela vitória (mais uma) na eleição do Clube dos 13. Mas vai também aqui uma cobrança: passado o calor da disputa  dura com Kleber Leite (aquele que o senhor chamou de candidato do rei), é hora de agir.

O Clube dos 13 não pode mais se limitar a negociar direitos de TV. Se reúne os 20 maiores clubes do Brasil, deve ter posição muito mais destacada do que teve nos últimos 15 anos, sob sua batuta.

De cara, é hora de cobrar da CBF tudo o que o que ela prometera facilitar caso o seu adversário ganhasse, como a criação de uma liga para organizar os campeonatos nacionais e uma atuação mais forte do C13 na Conmebol.

Mesmo os clubes que votaram contra o senhor declararam que a união é o mais importante neste momento. Aproveite a onda, presidente, e lute pelos interesses dos filiados. Lute mais do que o senhor lutou até agora. Ah! Pense também na renovação. Afinal, já foram 15 longos anos de poder.

 

Email do editor para Fábio Koff

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Caros internautas

Esta é a coluna que sairá na edição de terça-feira (13/04) do Diário LANCE!, na página 2. Trata-se de um e-mail endereçado ao presidente reeleito do Clube dos 13, Fábio Koff. Leia e comente.

 

Koff, a hora é essa! 

 

Olá, presidente Fábio Koff. Este e-mail é para parabenizá-lo pela vitória (mais uma) na eleição do Clube dos 13. Mas vai também aqui uma cobrança: passado o calor da disputa  dura com Kleber Leite (aquele que o senhor chamou de candidato do rei), é hora de agir.

O Clube dos 13 não pode mais se limitar a negociar direitos de TV. Se reúne os 20 maiores clubes do Brasil, deve ter posição muito mais destacada do que teve nos últimos 15 anos, sob sua batuta.

De cara, é hora de cobrar da CBF tudo o que o que ela prometera facilitar caso o seu adversário ganhasse, como a criação de uma liga para organizar os campeonatos nacionais e uma atuação mais forte do C13 na Conmebol.

Mesmo os clubes que votaram contra o senhor declararam que a união é o mais importante neste momento. Aproveite a onda, presidente, e lute pelos interesses dos filiados. Lute mais do que o senhor lutou até agora. Ah! Pense também na renovação. Afinal, já foram 15 longos anos de poder.