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Arquivo de julho de 2012

Vaia educativa: eu apoio!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Brasil x Grã-Bretanha, amistoso de preparação para os Jogos Olímpicos, em Middlesbrough, na última sexta-feira. Entre os torcedores bretões, a expectativa estava em cima de um jogador. Claro, Neymar.

Ele pegava na bola e a torcida respirava fundo. Alguma coisa diferente aconteceria. Mas aos poucos a ansiedade deu lugar a decepção, que deu lugar aos protestos. A torcida vaiou Neymar depois que ele mergulhou no chão para cavar falta. A torcida europeia abomina esse tipo de malandragem. O árbitro (francês) não caiu na dele. E quando houve falta mesmo não marcou. Quando fez o gol, de pênalti, Neymar comemorou debochando. No intervalo, interpelado por um repórter sobre as vaias, estrilou e respondeu mal. Não está acostumado com críticas da torcida nem com perguntas que não sejam elogios.

As vaias ao principal jogador brasileiro podem se repetir durante a olimpíada. Não necessariamente esta é uma má notícia, pois poderá servir como lição, algo como uma vaia educativa. Neymar escolheu ficar no país, o que é legítimo e elogiável até. Mas aprender o que vem de fora pode ser bom. Aprender que tentar enganar o árbitro é malandragem rasa e desonestidade é uma bela aula.

No STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) já há gente que entende simulação de falta como algo passível de punição. Um auditor com quem conversei acha que a malandragem pode ser enquadrada no artigo 258 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Deportiva). Diz o texto da Lei: “Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código. PENA: suspensão de uma a seis partidas (…)”.

Entende este auditor que a “ética esportiva”, bem como o “fair-play”, buscam um “jogo limpo”. Ou seja, que o resultado seja alcançado da forma mais cristalina possível, sem a ajuda de subterfúgios e/ou falsidades. Portanto, ele entende ser cabível a punição pela atitude contrária à ética desportiva.

A imprensa faz sua parte e, cada vez mais, vem se posicionando contra os malandros mergulhadores (“divers”, como chamam os ingleses). A torcida poderia começar a fazer a sua também. A vaia educativa pode mudar a cara do futebol brasileiro. Uma mudança de comportamento de nossos jogadores vale mais do que uma falta ou pênalti cavado a favor do seu time.

Problema técnico do Fla não é só Joel

domingo, 22 de julho de 2012

O fogo aumenta na frigideira em que se encontra Joel Santana. A cada rodada a palavra demissão é ouvida mais alto. Agora que há técnicos desempregados no mercado (caso mais evidente o de Dorival Júnior), a temperatura aumenta mais.

Joel não conseguiu dar um padrão ao time desde que assumiu o lugar de Luxemburgo. Teve mais tempo sem jogos para preparar a equipe. O que se vê em campo é menos do que se esperava. Tudo verdade.

Mas o comandante rubro-negro, que comandou o time pela 200a vez contra o Cruzeiro não é culpado de tudo. E, só por hoje, vamos esquecer a balburdia fora de campo do clube que, óbvio, atrapalha e muito.

Concentre-se dentro de campo: alguns jogadores estão rendendo muito menos do que se esperava. Ibson ainda não fez uma grande partida desde que saiu do Santos e chegou à Gávea. Neste domingo, mais uma vez foi mal. Vagner Love encara jejum de gols surpreendente e perde gols fáceis, como alguns ontem.Leo Moura, que acabou de voltar de contusão, ainda está devendo, o que é até compreensível. Ibson, Love e Leo Moura só “só” os três principais jogadores do time.

Joel é colocado em xeque quando escala Adryan no ataque em vez de no meio ou quando utiliza pouco outros jovens da base. Mas alguns medalhões que deveriam aparecer no momento difícil estão sumidos.

São Paulo x Vasco foi jogo de meninos x homens

quinta-feira, 19 de julho de 2012

De um lado um time com um jogador que foi campeão da Libertadores, que jogou na Europa, foi à Copa do Mundo e ontem envergou a camisa 350 nas costas, pelo número de jogos pelo clube. Outro jogou na Europa, foi campeão brasileiro em 2003. Do outro lado do campo, meninos recém chegados ao time principal e cercados por outros com talento ainda a provar.

O quadro acima resume o que foi o jogo no Morumbi entre São Paulo e Vasco. Não é necessário dizer de qual time é cada um dos jogadores descritos acima.

O placar você também já sabe, mas se não viu o jogo não saberá que 1 a 0 foi muito pouco. O Vasco passeou no Morumbi, como poucas vezes se viu um time passear diante do São Paulo em sua casa.

Um lance aos 12 minutos do segundo tempo é emblemático do que aconteceu em campo: O são-paulino Rodrigo Caio, que já tinha cartão amarelo, corta um passe com a mão de maneira inocente. É expulso. O jogo praticamente termina aí.

Se o São Paulo já era dominado com onze em campo, com dez se desarrumou de vez e tentou empatar na base da raça, mas sem nenhuma organização.

O Vasco, do outro lado, jogou com uma tal tranquilidade, que parecia estar em um rachão em São Januário. Trocando passes e com Juninho em noite especial. O Reizinho tomou conta do meio-de-campo, como se ensinasse aos meninos do Tricolor como se faz. E teve a companhia luxuosa do estreante Wendel, muito à vontade e que fez ótima partida.

Em 1984 o São Paulo revelou sua geração mais talentosa, com Muller, Silas, Sidnei, etc, etc, campeão Paulista em 1985 e Brasileiro em 1986. Juvenal Juvencio era diretor de futebol na ocasião. Hoje, o dirigente sonha fazer o mesmo com a base do Tricolor.

A diferença é que naquele time de 85 havia Careca, Pita, Dario Pereyra para assumir a responsabilidade. O time de hoje tem Luís Fabiano. E só. Não será fácil.

Já o Vasco, ao lado do Corinthians, é o time brasileiro que por mais tempo ininterrupto vem jogando em alto nível. Campeão da Copa do Brasil e vice brasieiro em 2011, vai fazendo campanha muito forte. Tem time para seguir brigando no alto. Cristovão merece um pouco de calma.

Goleada do Timão sobre o Fla

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Quando ruiu o Clube dos 13 no começo de 2011 e os clubes brasileiros passaram a negociar separadamente os direitos de transmissão de TV, algumas preocupações vieram à tona. Uma delas a de ocorrer um desequilíbrio de forças, já que as cotas se tornaram muito diferentes dependendo do clube. Flamengo e Corinthians abocanharam mais do que todos os rivais.

Na ocasião, a diretoria do Palmeiras e do Vasco, por exemplo, saíram comemorando o fato de terem aumentado seus rendimentos com a TV com relação ao contrato anterior. Só se esqueceram de olhar quanto seus principais rivais Corinthians e Flamengo, respectivamente, estavam levando nessa. A diferença aumentou.

Dinheiro pode significar a diminuição dos problemas e aumento dos investimentos. Num círculo virtuoso, mais grana fará uma entidade (clube, empresa) ou uma pessoa crescer. Mas pode significar absolutamente nada se mal empregado ou se chegar em uma estrutura viciada que funcione mais como um ralo de dividendos.

No caso do Corinthians, o resultado da excelente negociação (para ele, claro) está evidente. O Corinthians saiu de uma estrutura quase amadora para outra profissional e invejada. Se não foi o principal recurso, o dinheiro da TV ajudou. Os resultados estão aí: campeão brasileiro, campeão da Libertadores, contratando jogadores e segurando seus principais valores no elenco. Vale lembrar que Paulinho recusou proposta do futebol italiano para seguir no Timão.

O outro lado da moeda é o Flamengo. Assusta quando o esforçado Zinho, diretor de futebol, vem a público dizer que o clube “não tem dinheiro e não vai fazer loucuras” para contratar. Não esqueça: o Rubro-Negro é o clube brasileiro com a maior cota de TV. Ganha nada menos do que o dobro de alguns concorrentes. Porém, entrou numa barca furada com Ronaldinho Gaúcho, paga dívidas com ex-jogadores como Romário e Petkovic… além de outros descalabros administrativos.

Quando o Flamengo perde Ronaldo, Thiago Neves, Diego e Juan e chega ao fim da janela de transferências desesperado atrás de alguém que o queira, o ditado “dinheiro não traz felicidade” faz todo sentido. Em alguns casos.

A volta do Cosmos (e um filme bacana sobre o time)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O New York Cosmos voltou. Para alguém com menos de 30 anos esta talvez seja uma notícia irrelevante. Mas o Cosmos foi um time americano de futebol que ajudou a provocar um boom deste esporte nos Estados Unidos nos anos 70.

Para se ter uma ideia, vestiu a camisa do time nada menos do que Carlos Alberto Torres, Chinaglia, Beckenbauer, Ardiles e… Pelé.

Em 2010, o Cosmos ameaçou uma volta espetacular, com muita pompa e pouco resultado. Pelé participou dos eventos de marketing, camisas oficiais foram colocadas a venda. Mas o projeto fez água, o time não voltou aos campos e nada menos do que 10 milhões de dólares foram queimados nessa brincadeira.

Agora, o projeto é bem mais modesto. De cara, a franquia nem tentou entrar na MLS (Major League Soccer, a principal liga de futebol do país). O novo New York Cosmos vai disputar a NASL (North American Star League), o que, em uma tradução livre, corresponde à segunda divisão do futebol dos Estados Unidos.

O responsável pela política pé-no-chão é um sujeito chamado Seamus O´Brien, que trabalha com a indústria do esporte há 27 anos.

Para quem quer saber mais sobre a história do Cosmos, sugiro um documentário muito bacana chamado “Once In a Life” Em português saiu com o título “Uma Vez na Vida”. É muito bacana. Entre outras histórias incríveis, mostra como Chinaglia fez Pelé (isso mesmo Pelé) chorar. O final do filme tem uma ironia deliciosa com relação ao Rei do Futebol. Imperdível. Abaixo, o trailer do filme.

Empate morno e público fraco no Engenhão

domingo, 15 de julho de 2012

Sem interferência da arbitragem, sem nenhum dos times sendo muito melhor do que o outro, chances perdidas de parte a parte. 0 1 a 1 de Botafogo e Fluminense no Engenhão foi justíssimo.

O Flu tentou a mesma estratégia que adotou na vitória contra o Flamengo semana passada. Fazer o seu gol, se fechar atrás em duas linhas de quatro muito próximas e esperar o tempo passar para beliscar os três pontos. Deu errado. Não contava com uma tarde inspiradíssima de Márcio Azevedo (um dos melhores em campo), que cruzou uma bola de três dedos na cabeça de Andrezinho, que empatou o jogo.

É compreensível a estratégia que Abel adota. Com Fred, o seu ataque é muito poderoso (ontem, o atacante fez seu nono gol contra o Botafogo). Aí, ele tenta se fechar atrás e ampliar em um contra-ataque. Mas com um elenco tão estrelado, o Flu pode arriscar mais. E, no caso de ontem, o treinador demorou para colocar Wellington Nem em campo no lugar de Samuel. Caindo pela direita, ele poderia ser opção de contra-ataque e ainda poderia segurar as investidas de Márcio Azevedo. Abel, na verdade, trocou a fechadura quando a porta já havia sido aberta (depois de tomar o gol de empate).

Já o Botafogo sofreu pela falta de um atacante enfiado. Elkesson apareceu pouco e o gol saiu justamente em um lance em que ele e Andrezinho inverteram de posição. No cruzamento de Márcio Azevedo era o “centroavante da vez” (Andrezinho) quem estava quase na pequena área para cabecear e empatar.

O clássico gerou mais expectativa do que resultado efetivo. Foi morno. A impressão é a de que o Flu pode ousar mais e que o Botafogo vai se acertando. Com Seedorf pode subir um degrau a mais.

Destaque negativo foi o público: 17 mil pessoas para um clássico em que os dois times brigam no alto da tabela. Triste.

Ganso: comparação com Neymar atrapalha

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Reproduzo abaixo nota publicada em minha coluna no LANCE! na quarta-feira (11/07)

O maior problema na questão Ganso é tentar compará-lo a Neymar, como era possível fazer no começo da carreira dos dois. Desde então, um virou uma celebridade mundial. O outro seguiu sendo uma promessa brasileira. Mas o staff que cuida da carreira do camisa 10 insiste e colocá-lo neste momento no mesmo nível do atacante. Isso prejudica o que Ganso poderá ser e o que poderá ganhar.

Palmeiras finge ser o que não é

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Até antes de a bola rolar, quase 100% dos torcedores, analistas, etc… diziam que a vantagem do Palmeiras era muito boa, mas o Coritiba tinha chances. Não era só ficar em cima do muro com medo de errar um palpite, mas era o que o Coritiba mostrava ser. E era principalmente o que o Palmeiras de Felipão transmite: uma impressão de fragilidade muitas vezes falsa.

Este Palmeiras de Felipão tem problemas. Não tem um grande elenco, não tem nem sequer um craque. Marcos Assunção? Vá lá. É um jogadoraço, sem dúvida. Mas não é craque.

O Palmeiras de Felipão corre riscos. Controlados. O perigo a toda hora ronda a área defensiva verde, os zagueiros rebatem bolas. Mas pense bem: em toda a Copa do Brasil, em que momento o Palmeiras sofreu uma pressão verdadeira e sufocante? Com esforço, dá para dizer que o time foi dominado pelo Coritiba em São Paulo semana passada em uma parte do primeiro tempo. Só. Nesta quarta-feira em Curitiba, nem de longe.

Sim, de novo os zagueiros rebateram bolas, o Coxa teve uma chance clara no primeiro tempo… Mas o jogo foi caminhando e risco real de perder o título o Verdão sentiu durante quatro minutos, entre o gol de Ayrton e o gol de Betinho. Com o empate, o jogo acabou. Bastava o Palmeiras de Felipão colocar em prática uma de suas maiores virtudes: fazer o tempo correr.

Este Palmeiras tem uma característica típica do Felipão: a dissimulação. O time se mostra como se pudesse perder a qualquer momento, mas em algumas circunstâncias é difícil demais de ser batido. Como no mata-mata da Copa do Brasil.

Pergunte aos torcedores e jogadores do Coritiba por qual motivo eles perderam o título. Vão falar em arbitragem, em falta de pontaria, em sorte… todos argumentos que não se sustentam totalmente. Entende como este Palmeiras finge ser o que não é? Mas uma coisa ele não consegue esconder: o fato de ser copeiro e dono da Copa do Brasil 2012.

Temos jogadores. Falta o restante

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Seedorf, Ronaldinho Gaúcho, Lucas, Luís Fabiano, Ganso, Neymar, Fred, Deco, Forlán… Eu sei que esqueci alguma fera. Mas os citados aí atrás dão um bom panorama do tipo de jogador que anda desfilando no Campeonato Brasileiro.

Os tempos estão mudando. Os clubes do Brasil têm mais dinheiro, o Brasil tem mais dinheiro, as pessoas têm mais dinheiro, a Copa do Mundo está se aproximando e o interesse pelo futebol vem aumentando. A audiência na TV da final da Libertadores foi excelente, só para se ter um exemplo.

Tudo isso é muito estimulante. Mas há algo que dá uma sensação de agonia e a pergunta não quer calar: quando o público nos estádios vai acompanhar esta onda positiva? O Fla-Flu centenário, com toda a pompa, circunstância e divulgação maciça levou 32.591 pessoas para o Engenhão. A apresentação de Seedorf antes da partida entre Botafogo e Bahia levou 20.746 torcedores.

O São Paulo precisou de uma promoção de ingressos para levar 21.336 ao frio Morumbi contra o Coritiba. E neste caso, é até para se elogiar o bom senso da diretoria que diminuiu o preço para um jogo de menor apelo.

A resposta para a pergunta acima é: o público vai aumentar quando tudo o que envolve o espetáculo for do nível dos bons jogadores que temos por aqui. Estádio desconfortável, sujo e de acesso complicado por problemas de transporte afasta as pessoas. Por que sofrer e ir ao estádio se é possível assistir em casa no conforto e na segurança do meu lar? E com cerveja gelada na geladeira por um preço honesto. E, dependendo do tamanho da sua casa, a menos de 20 pessos de você.

Vá ao Google, e faça uma pesquisa com os seguintes itens combinados: “estádio”, “preço abusivo”, “desconforto”, violência”, “flanelinha”. Dá para ler histórias de arrepiar os cabelos e desistir de pegar o carro ou a condução e encarar um jogo de corpo presente.

Mas vamos que o amante do futebol fosse um herói por natureza que encarasse qualquer coisa pelo time. Ele precisaria de outro estímulo para lotar arquibancada: um produto bem vendido. E aí, pegamos mais uma vez com um campeonato que começa sem nenhuma pompa nem circunstância, que vários times desprezam enquanto disputam outras competições, que fica apertado em um calendário que perde quase meio ano com os falidos estaduais. Um convite para ser esquecido ou passar despercebido.

O Brasileirão pode ser um chocolate belga. Mas enquanto for embalado no papel de pão, não passa de um… Campeonato Brasileiro.

Fluminense: eficiência defensiva

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Há duas semanas, Abel Braga me deu uma entrevista e disse:

- Ano passado, nosso time era muito forte, mas o sistema defensivo ainda não era o ideal. Este ano, o sistema defensivo está funcionando bem, o time está mais equilibrado. Por isso, acredito que vamos chegar.

No clássico do centenário do Fla-Flu, de fato, o sistema defensivo tricolor foi perfeito. Não levou gol, Diego Cavalieri trabalhou pouco embora o Fla tenha perdido pelo menos duas enormes chances: uma parou na trave em cabeçada de Arthur Sanches, outra foi para fora em cabeçada de Adryan.

No vestiário após o jogo, Joel Santana comemorava o domínio do Flamengo no segundo tempo. O Fla teve posse de bola “barcelônica”, que chegou a 60%.

No outro vestiário, Abel dizia:

- O Flamengo, quando perde a bola no ataque, fica com até sete jogadores no campo ofensivo. Eu dei o campo para o Flamengo para explorar os contra-ataques.

Fato é que o Fluminense, principalmente no primeiro tempo, poderia ter ampliado o placar. No segundo, ficou mais recuado, até teve algumas chances de aplicar o contragolpe fatal, mas não conseguiu. Era possivel ver claramente duas linhas defensivas muito próximas e bem montadas dificultando a penetração em sua área. No fim do jogo, sofreu a maior pressão, que não foi tão sufocante assim. Venceu.

A impressão que dá é a de que o recuo do Fluminense nos jogos (não só ontem, mas também contra o Náutico, por exemplo) é estratégia e não deficiência. Não à toa, o time é o segundo menos vazado do campeonato e não à toa está na segunda colocação na tabela.

Vai haver (já houve, aliás) quem discursasse que o Fluminense jogou como time pequeno e que só não sofreu gol por contra a incompetência do Flamengo. Mas olhe a tabela: o time já enfrentou fora de casa pesos-pesados como Corinthians e Santos (ok, os donos da casa utlilizaram os reservas) com uma vitória e um empate. E também enfrentou o Náutico fora, com vitória. Em casa, encarou Figueirense (o maior tropeço, empate), Internacional (outro empate), Portuguesa (vitória) e o clássico de ontem (vitória). É o único invicto do campeonato.

Claro que a torcida quer um time que dê menos campo ao adversário e tome a iniciativa do jogo. Mas por enquanto, este Fluminense é sinônimo de eficiência.