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Arquivo de outubro de 2011

Dissecando a tabela dos oito primeiros

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Time a time, a análise da tabela entre os que brigam por título/Libertadores

CORINTHIANS – Tem a tabela mais fácil, principalmente nas três próximas rodadas. Com sete pontos nestas partidas, terá muita tranquilidade depois. Os três últimos jogos são mais duros, mas o Timão quando chegar ali pode já ter vantagem suficiente na liderança a ponto de poder administrar sem ter que ganhar a todo custo.

América (f)
Atlético-PR (c)
Ceará (f)
Atlético-MG (c)
Figueirense (f)
Palmeiras (c)

VASCO – Tabela muito ingrata, principalmente para quem tem de correr atrás do líder e, portanto, vencer. Apenas dois jogos teoricamente mais fáceis (Palmeiras e Avaí). O restante, é matar um leão a cada rodada. Complicado. Fazer ponto contra o Santos e vencer o clássico contra o Botafogo nas duas próximas rodadas deixará o time vivo e com moral.

Santos (f)
Botafogo (c)
Palmeiras (f)
Avaí (c)
Fluminense (f)
Flamengo (c)

BOTAFOGO – Tabela tão dura quanto a do Flu. A mesma galinha morta (América-MG), e quatro jogos de seis pontos. Enfrentará ainda o Atlético-MG, ainda sob risco de cair, mas subindo de produção. Jogo contra o Figueira no próximo fim de semana é chave. Se não ganhar, adeus ao título. Se ganhar entra com moral contra o Vasco e depois terá o América, jogo para fazer três pontos obrigatoriamente.

Figueirense (c)
Vasco (f)
América-MG (f)
Internacional (c)
Atlético-MG (f)
Fluminense (c)

FLUMINENSE – Tabela cascuda pq tem apenas uma galinha morta (América-MG) e apenas um time que está meio sem objetivo no campeonato (Grêmio), que pelo menos complica pouco jogando fora de casa. O restante são todos jogos de seis pontos. De cara, é empatar contra o Inter e origatoriamente vencer América e Grêmio depois. Com estes sete pontos, a briga pelo título é possível. Mas o segundo turno brilhante do Tricolor é motivo para crer que ao menos a vaga na Liberta virá.

Internacional (f)
América-MG (c)
Grêmio (c)
Figueirense (f)
Vasco (c)
Botafogo (f)

FLAMENGO – Em tese não é das piores tabelas. Tem jogo que dá para vencer contra o Cruzeiro em casa, jogo para fazer ponto contra o Coritiba fora e outro com o Atlético-GO tbém fora. Pelo menos pontuar nestes jogos é obrigação para recuperar o moral depois da chacoalhada contra o Grêmio. E decidir a sorte nos clássicos e contra o Figueira em casa.
Cruzeiro (c)
Coritiba (f)
Figueirense (c)
Atlético-GO (f)
Internacional (c)
Vasco (f)

INTERNACIONAL – Três partidas de seis pontos sendo duas em casa. Pelo menos os dois jogos em casa e mais contra o Cruzeiro tbém no Beira-Rio é obrigação ganhar. Terá o Fla fora (complicado) e Gre-Nal na última rodada. Tabela entre as mais complicadas, principalmente pq o time está na corrida de recuperação, sem chance de administrar.

Fluminense (c)
Cruzeiro (f)
Bahia (c)
Botafogo (f)
Flamengo (f)
Grêmio (c)

SÃO PAULO – Ao lado do Corinthians, tem a tabela mais simpes entre todos. Pega quatro times que estão lá embaixo, dois em casa, dois fora. Tem de entrar para as duas rodadas finais com pelo menos mais oito pontos conquistados. O problema é que o time foi um fiasco em casa em todo o Brasileiro e não dá para acreditar que vencerá obrigatoriamente os times mais fracos que enfrentará no Morumbi.

Bahia (f)
Avaí (c)
Atlético-PR (f)
América-MG (c)
Palmeiras (f)
Santos (c)

FIGUEIRENSE – Tabela complicadíssima. O jogo em tese mais fácil é um clássico contra o rival Avaí na última rodada. Como vai bem jogando fora de casa, tem de apostar que vencerá Flamengo ou Botafogo, além do Galo em casa, fechando a trinca com sete pontos. Depois, terá dois jogos dificílimos em casa. O time vive ótimo momento, mas vai precisar de um pouco mais para ir para a Liberta.

Botafogo (f)
Atlético-MF (c)
Flamengo (f)
Fluminense (c)
Corinthians (c)
Avaí (f)

Três brigam pelo título. Cinco pela Liberta.

domingo, 30 de outubro de 2011

Abaixo, análise dos oito times que acredito que ainda brigam pelo título/Libertadores no Brasileiro.

Corinthians – Momento do campeonato em que não importa jogar bem, mas ganhar. Foi o que o Timão fez diante do Avaí,de forma sofridíssima. Retoma a liderança, joga a pressão para o Vasco que tem adversários muito mais complicados pela frente. Se já era favorito antes da rodada, agora, com a primeira colocação nas mãos, fica um pouco mais com a mão na taça.

Vasco – Não importa o adversário para o Vasco: em casa é obrigação vencer. O fator campo, para quem tem uma tabela tão ingrata, é fundamental. O empate contra o São Paulo faz com que o Vasco passe a jogar mais no limite ainda. E contra rivais perigosos nas próximas rodadas. Vai ter que mostrar muita competência para recuperar a liderança. Tarefa dificílima. A sensacional campanha cruz-maltina no ano é o que mantém a esperança.

Botafogo – Começou a rodada pensando em Libertadores e terminou sonhando de novo com o título. A distância da liderança que era de cinco pontos caiu para três. Tem jogos complicados nas próximas rodadas, sobretudo na próxima, contra o Figueirense no Engenhao. O fator casa, que o Fogo soube aproveitar bem no Brasileiro, sera fundamental.

Fluminense – Reafirmou sua briga pela Libertadores com a vitória fora de casa contra o Ceará. De quebra, passou o rival Flamengo. Tem jogo de seis pontos contra o Internacional no Beira-Rio na próxima rodada. Um empate não é para se desprezar. Como nos últimos tempos ficou difícil duvidar do que o Flu é capaz, dá para crer na vaga.

Flamengo – Perder no Olímpico lotado para o Grêmio é normal. Anormal é levar virada e goleada após estar vencendo por 2 a 0. O problema do Fla após a derrota é botar a cabeça de volta no lugar com o time no limite do G5 e pressionado por quem vem subindo. Mas olhando a tabela futura, o bicho não parece tão feio assim.

Internacional – Após empate contra o Corinthians deu adeus ao título, mas parece vivíssimo na briga pela Liberta. A vitória fora de casa contra o Atlético Goianiense fez o time encostar no G5 e passar o São Paulo. Tem jogo decisivo contra o Flu na próxima rodada. Vai ter de arriscar, só a vitória interessa. Mas o viés é de subida na reta final.

São Paulo – A rodada só nao foi totalmente desastrosa porque o Fla
perdeu e porque o time arrancou empate dificílimo do então líder Vasco. Mas todos os outros rivais venceram e a distância para o G5 aumentou em dois pontos. A tabela futura ajuda a ainda sonhar, são três adversários seguidos que estão na parte de baixo. E o time com três zagueiros contra o Vasco melhorou o desempenho defensivo.

Figueirense – Como o cavalo azarão, vem atropelando por fora e ganhando posições. Já é possível mudar o discurso de que a briga é para se manter na primeira divisão para o de que está brigando pela vaga na Libertadores. O jogo contra o Botafogo no Engenhao na próxima rodada é chave. Para entrar ou sair de vez da briga.

Amor ao Juventus

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que leva alguém a torcer pelo Juventus? Alunos da Anhembi Morumbi fizeram TCC tentando responder a esta pergunta. E ficou muito bacana! Vale a pena ver.

Produção e Direção: Ricardo Bochini, Guilherme de Almeida, Marcela Branco, Gustavo Johansen, Marcel Pedroza e Carlos Augusto Dourador

Arte: Bruno Borio

Filmagem e edição: Fernando Figueira (Figueira Produções)

O que falei sobre Kaká depois da Copa de 2010

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Em 12 de agossto de 2010 postei aqui neste espaço opinião sobre Kaká, logo depois do fracasso na Copa de 2010 e em momento em que ele sofria com contusões e sua carreira na Seleção era colocada em xeque.Confira clicando aqui

 

Leão: a melhor opção do momento

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A diretoria do São Paulo, que adora a falar em planejamento, deixou esta palavra de lado de vez ao contratar Leão. Mas esta não é uma má notícia neste momento!

Desde a saída de Muricy o Tricolor vem apostando no longo prazo. E fracassando. E se os problemas de hoje não são resolvidos, não dá para pensar só lá na frente. Por isso, considero a contratação de Leão boa.

Não espere do novo técnico tricolor um belo trabalho tático. Não é a dele. Leão raramente inventa e na maior parte das vezes faz o básico do básico.

Também por isso em algumas ocasiões consegue ser facilmente dominado taticamente pelo técnico rival.

No entanto, é difícil ver um time dirigido por ele ser apagado em campo como o São Paulo vem sendo. Leão exige, cobra, grita, ruge… estremece as estruturas.

E o time luta. Fica “cascudo”, como ficou definido por ele o Tricolor de 2005, que acabou campeão paulista. Depois, ainda levou a Libertadores e o Mundial, já sob comando de Paulo Autuori.

Ao que parece, acordar jovens deslumbrados e arrancar comprometimento de medalhões mimados é o que o São Paulo precisa neste momento. E esta é uma das maiores qualidades de Leão.

O novo técnico são-paulino ainda tem outra característica desaparecida do banco do Morumbi há anos: ele pressiona a arbitragem. Chega a ser chato e muitas vezes não tem razão. Mas pressiona. Algo que dentro de campo é papel apenas de Ceni e agora Luís Fabiano.

O retrospecto bem ruim do treinador nos últimos anos preocupa. Seu último trabalho relevante foi justamente no São Paulo em 2005. Depois, colecionou fracassos.

A diretoria sonhava com uma grife, um nome indiscutível e isso não veio. Mas entre as opções atuais, Leão me parece o nome mais indicado. Pode ser um fiasco retumbante. Mas ao menos o time não viverá a pasmaceira que vem vivendo.

Análise da 31a rodada do Brasileiro

domingo, 23 de outubro de 2011

Abaixo, minha análise da situação dos times que ainda acredito que brigam por Libertadores ou título no Brasileiro, após o término da 31a rodada.

Vasco – O que este time vem fazendo este ano é de emocionar. Assumiu a liderança em momento de definição do campeonato. Tem uma tabela muito complicada, mas não dá para duvidar do que este time é capaz de fazer.

Corinthians – Empate “corintianíssimo” nos momentos finais contra o Internacional transformou uma derrota dolorida em um resultado muito bom. Apesar da perda da liderança, ainda segue como favorito ao título pela tabela mais fácil que tem pela frente.

Botafogo – O contrário do Corinthians: perdeu jogo que não poderia perder. Termina a rodada com cinco pontos de distância do líder e com aquela sensação de que falta alguma coisa para chegar à liderança. Segue firme na briga pela Libertadores. O título fica mais longe.

Flamengo -  Uma semana para esquecer: humilhado pela Universidad do Chile no meio da semana, empacou no Santos no Engenhão. Mesmo com o time esfacelado por desfalques, vitória era obrigação. Deixa o rival Vasco abrir cinco pontos na frente e vive a pressão de conseguir no mínimo a Libertadores, já que a Sul-Americana já era. Chances são boas.

Fluminense – Time que mais joga no limite, tendo que vencer tudo para se recuperar do péssimo primeiro turno, a derrota para o Atlético-MG no Engenhão foi uma enorme ducha de água fria. São sete pontos do líderl. Para a Libertadores, ao menos segue na briga, graças aos tropeços de Inter e São Paulo. A briga agora parece ser esta.

São Paulo – No Morumbi, deu mais uma prova de que o time não vai engrenar em 2011. O título já é sonho, a Libertadores ainda é esperança, mas também parece escorrer pelos dedos, principalmente porque há uma Sul-Americana no caminho para dividir as atenções.

Internacional – Jogava tudo ou nada pelo título contra o Corinthians. Ficou com nada com o empate nos minutos finais. Enfrentará ainda vários adversários diretos e deve fazer estrago na parte de cima da tabela. E com isso ainda pode beliscar uma Libertadores.

Figueirense – Vem fazendo campanha interessante. É muito difícil, mas ainda sonha com Libertadores.

No São Paulo, a culpa sempre é do técnico

domingo, 16 de outubro de 2011

O título já era, a vaga na Libertadores está escorrendo pelos dedos e sobrou para Adilson Batista, demitido. Ocorre um estranho fenômeno no São Paulo: a culpa sempre é do técnico.

Há tempos Lucas não é nem sombra do jogador que ameaçou ser; Rivaldo foi diretamente responsável pelo empate contra o Cruzeiro (errou na marcação no terceiro gol e fez falta desnecessária no lance do segundo); Luís Fabiano, fora de forma, pouco fez até agora; Xandão e Piris falharam no primeiro gol do Atlético Goianiense… dá para apontar outras dezenas de falhas de jogadores. Mas fico por aqui.

No São Paulo, jogadores atuando mal significa que o técnico é ruim. A torcida pressionou até conseguir que Rivaldo fosse titular. Ele virou titular. E dai? Ontem, por exemplo, o time desabou de vez quando ele entrou em campo.

Mas a culpa foi de Adilson. E se Adilson não tivesse colocado Rivaldo em campo e o time perdesse da mesma maneira? A culpa seria de Adilson, “por deixar um craque no banco”.

As conquistas incontestáveis dos úlitimos anos fizeram com que boa parte dos são-paulinos acreditasse que a direção não pode falhar. Se alguma coisa dá errado, a culpa é de alguém que é passageiro no clube. No caso, o técnico.

Jogador do São Paulo tem um dos melhores empregos do mundo. Ganha bem, tem total estrutura para trabalhar e não precisa dar resultado. Afinal, se alguma coisa der errado, a culpa não é dele. É do técnico.

Muricy, tricampeão brasileiro, caiu depois de falhar na Libertadores. Com um elenco empanturrado de títulos que não via mais diferença entre perder e vencer.

Ricardo Gomes (campeão pelo Vasco da Copa do Brasil, veja só) caiu também. Porque não conseguiu fazer um time cheio de ótimos jogadores render.

Adilsion caiu. Porque afinal, como pode um time com Lucas, Denilson, Rivaldo, Ceni e Luís Fabiano não jogar, nao é mesmo?

Adilson tem sua parcela de culpa. Mas no São Paulo, a parte da da responsabilidade que deveria ser atribuída a jogadores e, principalmente, a cartolagem, vai toda para uma pessoa só: o técnico. Portanto, tchau Adilson.

Os gandulas nossos de cada dia

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Uma prática quase tão antiga quanto o futebol foi desmascarada no fim de semana. Os gandulas jogam para o time da casa no Morumbi. Eles seguram a bola reserva em vez de deixá-la perto do gol quando Rogério Ceni tem uma falta para bater. Isso para evitar o contra-ataque sem goleiro para o adversário.

O artifício pega mal para o clube que ultimamente vem se sentindo prejudicado pela CBF, por tudo e por todos. E mal para o goleiro que serve como porta-voz das reclamações tricolores sobre forças ocultas atrapalhando o time em campo.

É bom quando uma história dessas vem à tona. Primeiro porque a vigilância será maior, dificultando nova ação neste sentido. Segundo porque algo que não é normal deixa de ser tratado como se fosse. E terceiro porque mostra que neste negócio chamado futebol não tem ninguém 100% mocinho.

Mas a atitude dos gandulas malandros do Morumbi não é muito diferente de outras com o mesmo objetivo em qualquer estádio do Brasil e da América do Sul. É o chamado “fator casa”, numa ótica tão tortuosa quanto comum sobre porque atuar em seu próprio campo é sempre melhor.

Em tese, as vantagens de se jogar em casa são a familiaridade com o campo, a proximidade da torcida e a ausência de uma viagem cansativa. Na prática, são também os gandulas escondendo bolas, além de outros atos até mais perversos como vestiários com cheiro forte, falta de chuveiros quentes, violência e intimidação de toda sorte.

Isso sem falar na impossibilidade de uma torcida visitante entrar no estádio antes do fim do primeiro tempo, uma prática tão cotidiana por aqui que nem notícia é mais.

Tudo é colocado dentro do pa cote “jogar fora de casa”, como se fizesse parte do espetáculo.

Do lado de baixo do Equador o visitante deveria ter outro nome: invasor. Tudo o que puder ser feito para repelir este sujeito, será feito.

Seria muito bom se o caso dos gandulas do Morumbi servisse de estopim para novos tempos em nosso futebol, em que o visitante recebesse tratamento de… visitante.