publicidade


Arquivo de agosto de 2010

Análise de Fluminense x São Paulo

domingo, 29 de agosto de 2010

Fluminense e São Paulo empataram no Maracanã em 2 a 2 em um dos jogos mais interessantes do Campeonato Brasileiro até agora, com direito a gol de goleiro, pênalti defendido e várias alternativas.

Jogando com três zagueiros (formação que o time se sente mais à vontade desde 2005) o São Paulo começou melhor, tocando bem a bola, mas a fase não ajuda e a equipe acabou levando o primeiro gol, de Deco.

No Flu, Belletti destoava do restante do time, que é melhor do que o São Paulo. Chegava atrasado em todas as bolas, falhava na marcação e não chegava à frente. Foi uma escolha errada de Muricy.

Jogando bem, o São Paulo empatou no primeiro momento que faria de Rogerio Ceni o melhor jogador em campo. Ele fez de falta o gol de empate.

A virada veio em seguida com falha geral da zaga do Flu. Fernandão entrou sozinho pela direita, Fernando Henrique saiu mal e o atacante fez.

Na segunda etapa, Muricy trocou Belletti por Rodriguinho e o time evoluiu. E o São Paulo muito cedo perdeu Fernandão, machucado.

Entrou em seu lugar Cleber Santana e o time perdeu a referência no ataque. Aí, o Flu tomou conta do jogo e empatou em lance de bola parada pelo alto, especialidade dos times de Muricy.

Apesar do gol, Ceni seguiu brilhando. Fez várias defesas, a mais importante delas a de um pênalti cobrado por Washington. Detalhe, um pênalti muito mal marcado por Leandro Vuaden. Ele, que evita marcar qualquer falta, assinalou mão na bola de Richarlyson em um claríssimo lance de bola na mão.

Se o empate não alivia a situação do São Paulo, que segue brigando na parte de baixo, pelo menos mostrou um time mais organizado. A tendência é evoluir, apesar da enorme pressão.

Para o Flu, o empate significou a diminuição da distância em relaçãoao vice-líder Corinthians, mas o time foi lutador. Ficou clara a falta que Fred faz e que Belletti precisa entrar em forma urgentemente.

Me sigam no twitter: @etironi

Crise de técnicos

sábado, 28 de agosto de 2010

Desde que demitiu Muricy na metade de 2009, o São Paulo procura um técnico. Ricardo Gomes foi uma aposta sem convicção, que se mostrou errada.

Andrade só foi efetivado no comando do Flamengo em meados de 2009 após a demissão de Cuca porque começou a ganhar. Acabou campeão. Mas agora está desempregado.

Há poucos anos, Leão solto no mercado era sinônimo de tormento para técnicos empregados, mas com desempenho ruim.

Hoje, São Paulo e Fla, sem treinador, não cogitam, pelo menos aparentemente, a contar com os serviços do treinador, demitido do Goiás.

Tite está sem clube desde que saiu do Inter, ano passado.

Luxemburgo, sonho de consumo de quase todos os clubes brasileiros até outro dia agoniza junto com o Atlético-MG na zona do rebaixamento. Não ganha um título de expressão desde o Brasileiro de 2004 com o Santos.

Silas e Wagner Mancini, da nova geração, fracassaram em suas tentativas de dirigir times de ponta (Mancini no Vasco e Santos, Silas no Grêmio).

Sergio Baresi no São Paulo e Rogério Lourenço, no Flamengo, surgiram como aposta mas já fracassaram.

O Grêmio aposta em um ídolo, Renato Gaúcho, que ainda não vingou completamente como treindor.

A falta de técnicos é tamanha que o Palmeiras repatriou o campeão do mundo Felipão a peso de ouro.

Muricy Ramalho e Dorival Júnior e talvez Adilson Batista, Celso Roth e Joel Santana sejam as exceções do momento em um mundo de mediocridade. Sem contar Mano Menezes, na Seleção.

São 20 clubes na série A, pelo menos 12 de ponta. Tem pouco técnico bom para muito clube no Brasileirão.

Me sigam no twitter: @etironi

O torneio entre clubes perfeito

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Para mim, o torneio entre clubes perfeito seria assim:

Nome: Libertadores
Taça: difícil escolher, mas a da Libertadores é linda demais.
Participantes indispensáveis: Milan, Internazionale, Juventus, Real Madrid, Barcelona, Liverpool, Manchester, Arsenal, Bayern, Boca Juniors, River Plate, Peñarol, Nacional (URU), Santos, São Paulo, Internacional, Cruzeiro e Grêmio.
Estádios: Wembley, Santiago Bernabéu, Camp Nou, Bombonera, Maracanã.

Devo ter esquecido alguma coisa boa, mas quero a sua opinião. Como seria o seu torneio de clubes perfeito, respeitando os itens acima?

Milan x Real Madrid na Liga dos Campeões

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Em 2009, eles já se enfrentaram pela Liga dos Campeões.  E olhem que sensacional este vídeo que a Heineken fez.

<a href="http://video.br.msn.com/?mkt=pt-br&#038;from=,pt-br&#038;vid=b5ed38cd-6f75-410f-8042-3d34139f9673&#038;from=pt-br&#038;fg=dest" target="_new" title="Confira uma ação de marketing da Heineken para lá de inusitada">Vídeo: Confira uma ação de marketing da Heineken para lá de inusitada</a>

Frases que revelam posturas

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Esta é a minha coluna publicada na edição de hoje do Diário “LANCE!”, página 3.  Dê o seu pitaco.
Frases podem revelar muito sobre uma pessoa ou instituição. Na última semana, duas se destacaram. A primeira foi “Time grande não cai”, dita pelo diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, minutos depois de seu time ser surrado pelo Corinthians no Pacaembu e namorar como nunca nos últimos anos a zona de rebaixamento.

A outra foi ”

Eu estou fazendo as mesmas coisas, mas não sou o mesmo atleta de antes. Então, a gente tem que ver onde precisa apertar mais e o que precisa fazer para melhorar”, dita por Cesar Cielo depois de fracassar em uma prova do Pan-Pacífico de natação.

Arrogância em um extremo, humildade do outro, as duas frases podem assim ser resumidas. Cielo, recordista mundial e ouro olímpico poderia revelar um discurso cheio de justificativas ou presunção para seu fracasso, mas foi de uma sinceridade rara. Preferiu não soltar o comum “eu não preciso provar mais nada para ninguém”.

João Paulo de Jesus Lopes poderia colocar ele mesmo e o clube que representa em uma posição mais humilde, mas preferiu um discurso à la Renato Gaúcho quando dirigia o Fluminense, “Vamos brincar no Brasileirão”. Sabemos bem onde isso terminou.

Pode ser que Cesar Cielo nunca mais volte a ser o sujeito que brilhou no Cubo D’Água em Pequim em 2008. Mas seu discurso indica que pelo menos ele vai avaliar o que tem dado errado e, se for o caso, vai mudar.

O discurso de João Paulo de Jesus Lopes indica que a diretoria do São Paulo, na melhor das hipóteses, não percebeu o tamanho da crise. Na pior das hipóteses indica que a diretoria ainda crê ser excelência em um mundo cheio de incompetentes.

Me sigam no twitter: @etironi

Deixem os paulistas torcerem!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Faltava mais de uma hora para começar Vasco x  Fluminense domingo e a festa que as duas torcidas faziam no Maracanã já tinha valido o ingresso. Linda… papel picado, bandeiras de todos os tamanhos, cantos de amor aos clube e não ódio ao adversário, coreografias, fileiras de bexigas formando as cores dos times… enfim, que festa!

Perto dos 30 minutos do segundo tempo Deco se preparava para entrar em campo. Parado na linha lateral, ele olhou o espetáculo incrível da massa e entrou como que em êxtase. Por uns instantes, admirou o que estava vendo. Esqueceu até de tirar o colete.

Foram mais de 80 mil presentes no último jogo no Maracanã.

E que diferença no Pacaembu, que viu um inspirado Corinthians estraçalhar um morto São Paulo: pouco mais de 28 mil presentes. Nenhuma bandeira com mastro, uma festa opaca.

A torcida do Corinthians é menos animada do que a de Vasco e Fluminense? Claro que não. Mas algumas leis ridículas em vigor em São Paulo tiram o brilho das festas nas arquibancadas.

Impedir bandeiras com mastro porque o objeto pode ser usado como arma pelos torcedores segue a mesma lógica de tirar o armário do quarto para afastar o Ricardão: simplesmente não ataca a causa dos problemas.

O fim de semana foi tenso no Rio, com bandidos invadindo hotel de luxo. Mas no Maracanã o que se viu foi a alegria do carioca, mestre em saber se divertir.

Já em São Paulo o que se viu foi uma festa tímida, muito tímida para a força do futebol paulista e do Estado.

Está na hora de os paulistas voltarem a poder torcer com alegria, como sabem fazer muito bem. Punição para arruaceiros, proteção a quem quer se divertir.

Sigam-me no twitter: @etironi

Não aposentem Kaká

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Esta é a minha coluna publicada nesta quarta-feira na edição do LANCE!, página 3. Dê seus pitacos sobre o assunto.

Ganso jogou muito contra os Estados Unidos. Em 90 minutos, mostrou como fez falta no contido time de Dunga na Copa de 2010. Parecia que a 10 havia sido feita para ele, de tão bem que caiu. Aliás, a Seleção como um todo jogou aquele futebol que o brasileiro estava com muita saudade de ver.

Mas isso não é motivo para decretarem a aposentadoria de alguns dos jogadores que fracassaram na África do Sul. Mais precisamente Kaká. O meia do Real Madrid foi o melhor jogador brasileiro pelo menos nos últimos três anos. Na Copa, chegou torturado por uma contusão e, na medida do possível, foi bem.

Um amistoso sem nenhuma pressão contra os Estados Unidos não pode servir de parâmetro para medir quem serve e quem não serve para a Seleção Brasileira.

Não se pode levar a sério o discurso de Ricardo Teixeira de que é necessário uma renovação total. Por mais que o time de Dunga tenha fracassado na África, há gente naquele grupo que não pode ser descartada.

Tivéssemos ido nesta linha e possivelmente o grupo de 94 não teria sido campeão, com vários remanescentes da fracassada campanha na Itália em 90.

O talento não pode ser medido por um fracasso, mas por aquilo que ele pode realizar.

Kaká sofre com uma contusão no púbis, uma operação no joelho e ninguém sabe o que será de sua carreira daqui para frente.  Mas nem isso é motivo para decretarem sua aposentadoria da Seleção. Lembrem a ressurreição de Ronaldo.

Melhor do que este cartão vermelho precipitado é esperar. Quem sabe Kaká e Ganso juntos seja possível?

Visão de jogo de Grêmio x Fluminense

domingo, 8 de agosto de 2010

Esta é a visão de jogo que escrevi para o diário LANCE! da partida Grêmio x Fluminense. Leia e dê seu pitaco também.

Marcação implacável, força defensiva e velocidade. Com estas três virtudes, o Fluminense bateu o Grêmio no Olímpico por 2 a 1 e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro, seguido de perto pelo Corinthians.

Nada mais no estilo de Muricy do que o Fluminense deste domingo. Sem dar espaço para o adversário, em menos de 20 minutos de jogo já vencia por 2 a 0, mostrando uma superioridade incrível diante do Tricolor gaúcho.

Com uma marcação muito forte, sob pressão, e aproveitando-se de uma enorme lentidão da zaga gaúcha, o time de Muricy dominou completamente o primeiro tempo.

Não se intimidou diante do jogo pesado do Grêmio, devolveu na mesma moeda e chegou logo a uma boa vantagem no placar.

Conca tinha liberdade para trabalhar, bem como Emerson e Mariano, este um dos melhores em campo, pelo lado direito.

Com Sheik, o Fluminense criou boas chances. O segundo gol, aliás, foi dele, aproveitando-se de uma bobeada geral da zaga gremista.
A marcação do time de Muricy foi tão eficiente que Fernando Henrique só fez uma defesa difícil, quase no fim do primeiro tempo. Antes disso, o ataque gremista pouco incomodou, diante de uma defesa bem postada, muito bem ajudada por Diguinho e Fernando Bob.

Pressionado pela péssima posição na tabela, o técnico do Grêmio, Silas, abandonou o 3-5-2, foi para o 4-4-2 para tentar a reação no segundo tempo.

Aí é que a forte postura defensiva apareceu mais ainda. Mesmo com todo o time gaúcho jogando no campo de ataque, o Fluminense soube se segurar bem. E quando a defesa falhou, o Grêmio
não soube aproveitar. Na melhor chance, André Lima isolou uma bola por cima do travessão dentro da área.

Nem mesmo quando Fernando Bob foi expulso (injustamente, diga-se de passagem), o Flu se viu em grande dificuldade. Soube fechar os espaços com um jogador a menos e acabou sofrendo o gol pouco antes dos 45. Houve até uma pressão do Grêmio depois disso, mas o Flu sempre foi mais time.

Ano eleitoral também no futebol

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Esta é a minha coluna publicada no Diário LANCE! de hoje, na página 3. Dê os seus pitacos sobre ela.

É praxe que em ano de eleição os candidatos que já estão no poder aceleram e inauguram obras para mostrar serviço e ganhar o eleitor. Este ano, com tantos postos em disputa, a história se repete. É só prestar atenção para ver.

Mas este fenômeno não é restrito só à política e se aplica perfeitamente ao futebol. Quatro dos grandes clubes do Brasil terão eleições presidenciais este ano: Palmeiras, Fluminense, Internacional e Grêmio. E os investimentos de pelo menos três destes clubes em reforços é espantoso.

O Palmeiras repatriou todos os ídolos recentes possíveis: trouxe Kleber, Valdivia e Felipão, este último a preço de ouro. Foi a última cartada de Luiz Gonzaga Belluzzo para tentar sair vencedor na eleição do clube no fim do ano.

Ele, que chegou ao poder amparado pelo sonho de uma administração diferente, foi perdendo popularidade à medida que o time fracassava. A sorte está lançada, portanto.

No Fluminense, Belletti, Emerson, Washington e, principalmente, Muricy Ramalho, este último também contratado a peso de ouro. E não dá para esquecer de Deco, que desde antes da Copa negocia.

Em ano eleitoral, a Unimed abriu a mão e fez contratações. Chegar no período eleitoral, em novembro, com o time disputando as primeiras colocações no Brasileiro, será uma propaganda com que qualquer candidato gostaria de contar.

O Inter aposta suas fichas na conquista da Libertadores e para isso repatriou de uma vez só Tinga, Rafael Sobis e o goleiro Renan. Como se vê, o futebol imita a vida também na política.