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Arquivo de fevereiro de 2010

Mais uma na conta de Caio

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vinte minutos do segundo tempo, 1 a 1: sai o apagado Eduardo, entra Caio. Vinte e um minutos do segundo tempo: o primeiro chute que ele dá entra no gol do Americano. Mais uma vez o talismã de Joel Santana garantiu a vitória para o Botafogo. E em um jogo que estava complicado. Até Caio entrar. Porque mesmo depois que ter sofrido o segundo gol o Americano seguiu com chance de empatar. Só que em campo estava o talismã, que recebeu outra bola, limpou o goleiro, fez o terceiro e liquidou o time de Campos. Final, Botafogo 3 a 1.

Injusto falar que só Caio foi o responsável pela vitória. Herrera, com uma raça impressionante, fez ótima partida e deu passe para dois gols. E Loco Abreu, se não tem nenhuma técnica, foi muito perigoso pelo alto. E mesmo por baixo, com todas as suas limitações, não deixou os zagueiros adversários respirarem.

Diferentemente da semifinal e final da Taça Guanabara, o Botafogo se viu obrigado a não só esperar pelo contra-ataque à procura de Loco Abreu pelo alto, mas também a sair para o jogo. E poderia até ter se dado bem, não fosse o péssimo estado do gramado do estádio Godofredo Cruz.

No primeiro tempo Lucio Flavio teve liberdade e criou boas jogadas pelo chão ao lado de Herrera. Mas a jogada aérea está no DNA neste time do Botafogo e assim o primeiro gol saiu: Herrera cruzou da direita, Loco Abreu ajeitou de cabeça e Marcelo Cordeiro fez, justamente em um momento em que o Americano equilibrava a partida.

Porém, no minuto seguinte Leandro Gomes recebeu dentro da área e empatou.

 O segundo tempo foi bem mais movimentado. Com dois minutos, o Americano já tinha acertado a trave de Renan duas vezes. Se não fosse a entrada de Caio para mudar o rumo da história, o Americano poderia ter complicado.

Mesmo sofrendo pressão em alguns momentos, o Botafogo mostra que vai em busca da Taça Rio. E dá para sonhar enquanto a estrela de Caio brilhar e Herrera e Abreu seguiram com tamanha raça.

Como foram os brasileiros na rodada da Libertadores

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Abaixo, minha avaliação sobre como foram os brasileiros na rodada da Libertadores. A classificação é por estrelas de uma a cinco. O Cruzeiro fez melhor o seu papel. O São Paulo o pior. Leia e dê também seu pitaco.

Cruzeiro 4 x 1 Colo Colo ****
A melhor atuação entre os brasileiros na rodada. Time jogou como se deve jogar em casa na Libertadores: adiantando a marcação, esmagando o adversário no campo de defesa e impedindo que ele saísse para o jogo. O gol do Colo Colo saiu da única falha que o time mostrou: o lado direito da defesa. Mas nada que atrapalhasse muito o time, que fez o segundo, terceiro e o quarto gols jogando um bom futebol e mostrando muita movimentação e variação de jogadas.

Flamengo 2 x 0 Universidad Catolica****
Que bela atuação de Leonardo Moura! E não dá para esquecer que o time teve Willians expulso no comecinho do jogo. Portanto, o saldo dentro de campo é positivo. As ressalvas: 1 – não dá para ter uma expulsão ainda no primeiro tempo e da maneira como aconteceu. Não na Libertadores. 2 – A maior torcida do Brasil foi o pior do Flamengo na estreia: menos de 25 mil torcedores não é público para Libertadores. Uma vergonha! 

Corinthians 2 x 1 Racing ***
O começo assustou: quando os rojões ainda pipocavam, o gol do Racing, numa bobeira geral da zaga. Mas o time (e também a torcida) mostrou tranquilidade para buscar a virada. Não foi uma grande noite do Corinthians, mas a vitória que era o que interessava veio, e o time sentiu o que é Libertadores. Se as lições do jogo forem assimiladas, a tendência é melhorar. Ronaldo, que não se sabia como estaria, mostrou boa movimentação.
Não foi a estreia dos sonhos, mas o saldo é positivo.

Inter 2 x 1 Emelec ***
De positivo para se tirar da estreia do Inter foi o espírito de Libertadores. Luta, luta, luta e a virada quando não se esperava mais nada. Superou a retranca e a catimba. É a cara da Libertadores, não há dúvida. Mas o time também fez o jogo ficar difícil. Ataque isolado, pouca criação no meio-de-campo. Problemas a serem corrigidos. A atuação fica um degrau abaixo da corintiana, portanto.

Once Caldas 2 x 1 São Paulo *
Tudo bem que era o único brasileiro a jogar fora de casa e o adversário era perigoso. Mas a história do jogo indica que o São Paulo saiu com um péssimo resultado da Colômbia. Dominava o jogo, tocava a bola, saiu na frente no placar e tomou a virada em falhas grotescas. Mais do que isso: faltou alma de Libertadores ao time. Certamente, foi o pior brasileiro na rodada. E a classificação, acredite, já não será tranquila como se imaginava.

Timão: “Esto es Libertadores!”

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Após a vitória sofrida do Corinthians não vou cair na tentação de dizer que na Libertadores “não tem jogo fácil”. Tem muito jogo fácil, na verdade. Mas também tem jogo que tem tudo para ser fácil e não é. Como tem outros com cara de pedreira e viram moleza. Assim é a Libertadores.

Sob este aspecto, ontem o Corinthians aprendeu uma lição e, melhor, com uma vitória. Suada, sofrida, mas vitória. E, de quebra, cumpriu outra obrigação: na Libertadores não se pode perder ponto em casa.

O time apresentou problemas? sim: teve dificuldade para penetrar na retranca dos uruguaios, sofreu um apagão estranho no lance do gol sofrido e viu sua dupla de zaga exposta algumas vezes diante do ataque do Racing. O time teve virtudes? sim: teve paciência para virar o jogo (e contou também com a paciência da torcida, o que foi muito importante, que continue assim), mostrou um Ronaldo disposto e capaz de jogadas que muitas vezes podem resultar em gol e teve Elias e Tcheco em bela jornada.

O Corinthians precisa melhorar se quiser ir longe? não resta nenhuma dúvida. Mas colocando na balança, o jogo de ontem foi de aprendizado para a Libertadores. E veio com vitória. O saldo é positivo.