Os Beatles foram geniais. Separados, pelo menos três dos seus integrantes foram muito bons. Percebe a diferença entre “geniais” e “muito bons”? O fato é que cada um dos Fab Four se completava e o todo era maior do que cada um separadamente.
É a mesma impressão que passa este Barcelona. Xavi, Iniesta, Messi, etc, etc (já percebeu como esta turma é citada no século 21 como Pelé, Pagão e Pepe, etc no século 20?) + Guardiola formam um todo que parece ser mais do que a soma de suas partes.
Este Barcelona é um momento sublime da história do futebol e que não acontece todos os dias. Pelo contrário, momentos assim demoram tanto para aparecer que, quando aparecem, as reações são extremas: adoração total (estou deste lado do time) ou raiva irracional.
Por ser um momento tão especial e único, as comparações a partir de agora soam até como injustas: como comparar qualquer coisa daqui para frente com o Barcelona? Imagine o quanto o próximo trabalho de Guardiola precisa ser excepcional para se equiparar com o que ele fez no Barcelona. Imagine o que o clube catalão terá de fazer a partir de agora para o torcedor e os amantes do futebol não terem saudade do time atual.
O Barcelona seguirá como clube. Guardiola seguirá como técnico (depois das férias que ele prometeu tirar). Assim como cada um dos Beatles seguiu sua carreira solo após o fim da banda. O que é mais relevante para a história da música: os Beatles ou a carreira solo de cada um deles?
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