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O Barcelona e os Beatles

por Tironi em 27.abr.2012 às 11:43h

Os Beatles foram geniais. Separados, pelo menos três dos seus integrantes foram muito bons. Percebe a diferença entre “geniais” e “muito bons”? O fato é que cada um dos Fab Four se completava e o todo era maior do que cada um separadamente.

É a mesma impressão que passa este Barcelona. Xavi, Iniesta, Messi, etc, etc (já percebeu como esta turma é citada no século 21 como Pelé, Pagão e Pepe, etc no século 20?) + Guardiola formam um todo que parece ser mais do que a soma de suas partes.

Este Barcelona é um momento sublime da história do futebol e que não acontece todos os dias. Pelo contrário, momentos assim demoram tanto para aparecer que, quando aparecem, as reações são extremas: adoração total (estou deste lado do time) ou raiva irracional.

Por ser um momento tão especial e único, as comparações a partir de agora soam até como injustas: como comparar qualquer coisa daqui para frente com o Barcelona? Imagine o quanto o próximo trabalho de Guardiola precisa ser excepcional para se equiparar com o que ele fez no Barcelona. Imagine o que o clube catalão terá de fazer a partir de agora para o torcedor e os amantes do futebol não terem saudade do time atual.

O Barcelona seguirá como clube. Guardiola seguirá como técnico (depois das férias que ele prometeu tirar). Assim como cada um dos Beatles seguiu sua carreira solo após o fim da banda. O que é mais relevante para a história da música: os Beatles ou a carreira solo de cada um deles?

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Sobre Chelsea x Barcelona

por Tironi em 25.abr.2012 às 12:17h

O que o Chelsea fez ontem é para se aplaudir de pé. O que Drogba jogou nos dois confrontos é coisa para se mostrar a todo atacante que acha que não pode fazer mais nada em campo elém de gol. O que Ramires jogou coisa para Mano Menezes olhar com muito carinho.

A jornada heroica dos ingleses só não pode servir para diminuir o que significa este Barcelona ou o que é Messi. E, muito menos, dar munição a qualquer retranqueiro de que o negócio é jogar para não tomar gol.

Porque o Chelsea fez isso como única alternativa que tinha diante do rival muito mais forte. E executou perfeitamente. Isso também é futebol e temos que reconhecer e enxergar beleza em disposição tática, entrega e e alma em campo.

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Estamos trocando de futebol?

por Tironi em 11.abr.2012 às 15:28h

A diferença do líder para o vice que já foi de dez pontos caiu para três e os dois ainda se enfrentam na casa do segundo colocado. O título já está praticamente definido, mas a disputa por uma vaga na principal competição internacional do continente está feroz com pelo menos três times lutando por uma vaga. Líder e vice-líder se encontram hoje em jogo que pode decidir o campeonato. A distância entre eles é de três pontos. A ponta mudou de dono no fim de semana, mas voltou para o ex-líder na terça-feira em jogo isolado.

Não sei se você percebeu, mas o parágrafo acima não corresponde a nada do que esteja acontecendo no futebol brasileiro até aqui. Trata-se respectivamente do Campeonato Espanhol, Inglês, Alemão e Italiano.

Aqui estamos discutindo apenas qual será o emparelhamento nas quartas de final do arrastadíssimo Campeonato Paulista, já que os oito classificados já estão definidos. Ou se o Bangu será o pequeno intruso na semifinal da Taça Rio, já que Flamengo e Botafogo já estão garantidos. Ou ainda o empate entre Atlético Mineiro e Cruzeiro, com os dois times garantidos na fase final do estadual.

Com tanta coisa boa acontecendo lá fora e com tanta coisa sem importância rolando aqui dentro, estamos fazendo exatamente o inverso do que seria normal: ficamos ligados nas emoções dos Europeus, fazendo contas e checando as tabelas gringas, na mesma medida que damos aquela olhadinha desinteressada nos jogos por aqui. Flamengo x Vasco teve menos de 15 mil pessoas.

Passados dois meses de bola rolando por aqui, quais foram os acontecimentos marcantes em competições nacionais? O gol incrível perdido por Deivid, o aparecimento de Barcos no Palmeiras, as jogadas espetaculares de Neymar, a eficiência do Corinthians, a invencibilidade do Galo… devo ter esquecido algo.

Quando o consumidor troca a diversão do futebol por outra é até interessante: mostra que temos opções variadas de lazer. Agora, quando ele troca o nosso futebol por outro futebol, é bom a gente pensar o que temos oferecido ao torcedor por aqui.

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Adriano é aposta na Mega-Sena

por Tironi em 21.mar.2012 às 11:09h

A Mega-Sena acumula e vai sortear uma fortuna. O pessoal no escritório começa a se organizar para um bolão. Fica combinado que cada um terá de desembolsar um valor razoável para o jogo cobrir o maior número de apostas e as chances aumentarem.

Você fica meio de lado com a certeza de que se entrar vai gastar uma grana à toa porque a chance de acertar é muito pequena. Mas na hora que o organizador passa pela sua mesa e diz: “E aí, vamos ficar ricos?” você não resiste: abre a carteira, contribui com aquele dinheiro que definitivamente não está sobrando e respira aliviado por ter feito sua parte. Agora, meu amigo, a bola está com a sorte.

Mal comparando, este é o raciocínio de quem ainda pensa em contratar Adriano. O Imperador é uma aposta de risco altíssimo, mas na mesma medida é uma aposta tentadora: vai que dá certo!

Desde que foi embora do Flamengo, involuntariamente Adriano passou todo o tempo anunciando: “Não apostem em mim”. Foi um dos maiores fiascos da História do futebol italiano passando pela Roma, apareceu em uma única partida pelo Corinthians depois de um ano, com o gol da vitória contra o Atletico Mineiro no Brasileiro.

Sim, eu sei: tem gente que acha que este brilhareco solitário valeu a baba que o Corinthians gastou com ele, algo com o que não concordo.

Por outro lado, ninguém duvida do que o Imperador é capaz. Em 2009, como um bilhete premiado, ele foi decisivo para a arrancada e a conquista do título brasileiro do Fla, mesmo abusando das baladas e confusões fora de campo.

Adriano é uma buzina no ouvido dos cartolas do Flamengo, como o sujeito que organiza o bolão da firma e passa por você com a mão cheia de dinheiro das apostas e aquela cara de “semana que vem estarei nas Ilhas Maldivas curtindo minha vida de milionário”.

Você sabe que só um milagre pode fazer isso virar verdade. Mas acredita, gasta seu suado dinheirinho e sonha. Até ver as bolinhas caírem do globo, nenhuma com os números que você escolheu. A única diferença é que o cartola gasta um dinheiro que não é dele.

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Esperneamos tarde demais

por Tironi em 07.mar.2012 às 10:36h

Deve haver alguma intenção ainda não revelada para Jérôme Valcke ter dado um chute no traseiro da boa educação e dizer o que disse sobre o Brasil. Mas ele possivelmente também pensou que neste país em que tudo é feito no improviso, uma chacoalhada dessas não teria consequências ruins para o seu lado porque nosso negócio é mesmo a festa. Respeito, educação, contrato, preto no branco, compromissos… nada disso é levado muito a sério por aqui.

O pior de tudo é que ele tem razão. O problema é: como bons brasileiros que somos, sabemos de todas as nossas mazelas. Mas ai de um gringo que fale uma verdade dessas no nosso nariz. Aí não aceitamos. Brigamos, botamos o cara pra correr, mostramos que “somos brasileiros com muito orgulho e muito amor”. (tem música mais mala do que essa?).

O repórter Larry Rohter, do “New York Times” quase foi expulso do país durante o governo Lula por ter dito que o então presidente bebia demais.

Subir nas tamancas é a nossa especialidade quando falam mal do nosso país. É o que acontece quando alguém de fora critica Pelé, por exemplo. Aí, enchemos o peito para defender “o atleta do século”.

Nós mesmos falamos que o Rei “calado é um poeta, não pode abrir a boca porque senão só sai besteira.” Nós podemos desqualificar Pelé até onde quisermos.

Quando o governo brasileiro topou fazer do país a sede da Copa do Mundo sabia que a Fifa viria com a faca em nosso pescoço com suas exigências. Além disso, qualquer pessoa de bem sabia que o blablabla de estádios construídos com dinheiro da iniciativa privada era conversa pra boi dormir, bem como as obras de infraestutura que surgiriam.

O grito de independência que queremos soltar agora quando um gringo nos dá um pontapé no traseiro e nos manda trabalhar deveria ter saído de nossa garganta lá atrás, quando essa ladainha toda nos foi enfiada goela abaixo e calamos, acreditando que a Copa seria para todos (já viu o preço dos pacotes vip?) e que um novo país surgiria.

Agora, é tarde demais.

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Perigo! Seleção Brasileira só tem UM craque

por Tironi em 15.fev.2012 às 9:40h

A sapecada do Barcelona sobre o Santos acendeu a luz amarela sobre a situação de nosso futebol. Estamos regredindo? Temos menos craques do que no passado? Todo mundo evoluiu menos o futebol brasileiro?

Estas foram as perguntas que martelaram na cabeça de torcedores e pessoas ligadas ao esporte. A convocação de Mano Menezes na manhã de ontem na CBF para o amistoso contra a Bósnia, sem grandes novidades e com algumas poucas contestações, deu mais combustível para a discussão.

Isso porque dos 23 convocados, apenas um é possível apontar o dedo e dizer: “Este é craque”. Neymar. Entre os outros 22 podemos pontar alguns muito bom jogadores, outros que compõem bem o elenco e Ronaldinho Gaúcho, jogador que um dia foi um cracaço, mas hoje está muito longe disso.

A convocação de R10 é emblemática. Sem craques de verdade, aposta-se no ex-craque, na esperança de que ele volte a ser o que já foi.

Claro que no grupo de Mano Menezes há gente que pode virar craque ainda. Ganso, por exemplo. A questão é que não é e ninguém é capaz de garantir que será. E na ânsia de que ele seja “o cara”, queimou-se etapas e depositou-se uma enorme responsabilidade sobre suas costas: a de ser o camisa 10 desaparecido de nossos gramados.

Houve Seleção Brasileira em Copa do Mundo em que era possível apontar pelo menos três monstros do futebol no time, por baixo. Alguns exemplos: em 82, Falcão, Sócrates e Zico; em 70, Pelé, Rivellino e Gerson; em 2002 Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho (este, na ocasião, com status de craque); Em 58, Didi, Pelé e Garrincha.

Se a Copa fosse hoje, a esperança brasileira estaria depositada apenas no nome de Neymar e na sorte de que outros muito bons jogadores estejam em fase exuberante quando a bola rolar. É pouco.

O grande diferencial do Brasil sempre foi a maior quantidade de craques no time. Hoje, de verdade, só temos um, o que nos torna uma seleção parecida com outras fortes, na melhor das hipóteses.

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Enfim, vimos o R10 real

por Tironi em 08.fev.2012 às 13:43h

A globalização foi parceira de Ronaldinho Gaúcho durante um bom tempo. Graças a ela, passamos os últimos anos assistindo a vídeos de suas jogadas e gols pelo Milan, acreditando que aquilo era tudo e não penas uma parte (bem pequena) do que ele fez em sua passagem por Milão.

Agora que ele passou a viver no Brasil, a história mudou: a confiança que o torcedor tinha por ter passado anos acompanhando o astro de onge, virou desconfiança e descrença.

Depois de espetacular passagem pelo Barcelona, há longos seis anos, o futebol de Ronaldinho Gaúcho só despencou. No Milan, ele teve algum brilhareco, representado por alguns bons jogos e lances, exaustivamente reprisados pelas TVs.

Se há 20 anos assistir a um jogo internacional era tarefa quase impossível, hoje podemos ver quase tudo. E no caso de R10, vimos muito mais o que ele fez de bom do que o que deixou de fazer. Golaços e grandes jogadas apareceram aos montes.

Seus jogos ruins, suas baladas noturnas, seu desinteresse pelo futebol… Esses vimos em noticiários aqui e ali. Mas a edição dos bons momentos sempre foi muito mais generosa com o jogador. Como não poderia deixar de ser, afinal, nós gostamos de futebol. É mais interessante ver uma jogadaça de R10 do que seu batuque com o grupo Revelação na madrugada.

Acontece que Ronaldinho Gaúcho voltou ao Brasil. E trouxe não só seu talento para jogar futebol, mas tudo mais o que a gente não enxergava direito enquanto ele estava lá fora:  baladas, escapadas durante a concentração e jogos ruins.

A globalização, acelerada pela internet, diminuiu distâncias no mundo e aumentou exponencialmente a quantidade de informações disponível. Mas a informação que chega dos lugares mais longínquos ainda não é tão precisa quanto a que você atesta pessoalmente.

E é esta forma mais primitiva de se obter informação que vem minando a confiança da torcida brasileira sobre R10.

Comemoramos quando Ronaldinho voltou ao Brasil, confiando no craque que a gente via lá fora. Mas aquela era só uma parte do todo.

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O Flamengo ensina como NÃO saber negociar

por Tironi em 01.fev.2012 às 19:36h

Como se não bastasse contratar Vanderlei Luxemburgo com uma multa contratual altíssima (leia aqui minha coluna publicada hoje no LANCE!), a diretoria do Flamengo tomou outra atitude completamente desastrada ao demitir o treinador sem ter nada assinado ainda com Joel Santana.

Agora que a notícia vazou e todos já sabem que Joel será o próximo técnico, o poder de barganha do Natalino na hora de assinar contrato aumenta demais.

Da noite para o dia, Joel Santana se viu absurdamente valorizado e sem ter nada assinado ainda com o Fla.

Quando sentar à mesa para assinar a papelada (que é bem diferente de “deixar apalavrado”) o atual treinador do Bahia estará em situação muito mais vantajosa na negociação do que Patrícia Amorim e sua turma.

Certíssimo o Natalino, se realmente barganhar para ganhar mais estará fazendo o seu papel. O bom negociador faz isso.

Errada está, mais uma vez, a diretoria rubro-negra que, na hipótese mais inocente foi… inocente.

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A multa absurda de Luxemburgo

por Tironi em 01.fev.2012 às 18:20h

minha coluna publicada na edição desta quarta-feira, 1 de fevereiro,  no diário LANCE!

 

O Flamengo entra em campo hoje decidindo o seu destino na Libertadores e, muito provavelmente, o destino de seu técnico.

Desgastado e às turras com diretoria e alguns jogadores,Vanderlei Luxemburgo está na corda bamba, mas já avisou quenão pedirá demissão. E, talvez, seja exatamente isso o que ainda segura o treinador na Gávea. Porque se for mandado embora, Luxa terá areceber do Flamengo cerca de R$ 3 milhões de multa contratual.O Flamengo se encontra, então, em uma situação de difícil solução para um clube que iniciou o ano com seríssimos problemas de “fluxo de caixa”, uma forma de aliviar a expressão mais clara: “falta de grana”.

E escancara mais uma trapa-lhada da atual administração, que,sabe-se lá como, topou fazer umcontrato com uma multa escandalosamente alta, ainda mais para um técnico que há anos não apresenta um trabalho relevante. Basta lembrar que o último ato dele como treinador antes de assumir o Fla foi quase ter rebaixado o Atlético Mineiro no Brasileiro. Saiu do clube antes disso.

Para efeito de comparação: Abel Braga não em multa contratual no Fluminense nem Oswaldo de Oliveira no Botafogo. Leão, que nos últimos anos teve trajetória ainda mais tímida do que a de Luxemburgo, assumiu o São Paulo por um salário bem distante do que o professor ganha no Flamengo. E seu contrato não prevê multa contratual.

Muricy Ramalho tem multa de quase R$ 4milhões no Santos. A questão é que ele é o treinador brasileiro mais badalado da atualidade.

Luxemburgo está no seu papel:colocou seu preço e achou quem pague. Não há dúvida sobre a história do treinador, campeão brasileiro cinco vezes e outras tantas em Estaduais pelo Brasil afora, além de experiência no futebol europeu.

A questão é analisar o quanto Luxemburgo vale hoje. A diretoria rubro-negra topou assinar um contrato com uma multa contratual fora do que é a realidade do treinador atualmente. Se quiser se livrar do Luxemburgo atual, vai ter de pagar pelo que ele um dia já foi.

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A história do Estadual não merece isso

por Tironi em 30.jan.2012 às 14:09h

Tudo bem que o Estadual é mais ou menos como novela, o final todo mundo já sabe desde o primeiro capítulo. Mas Flamengo e Botafogo se esforçaram na rodada para deixar um clima de suspense no ar: será que o tropeço dos dois vai atrapalhar a luta por uma vaga na fase final da Taça Guanabara?

Ainda é difícil acreditar nisso, mas tanto os reservas do Rubro-Negro quanto os titulares do Glorioso tiveram um fim de semana decepcionante.

No sábado, a meninada do Fla não conseguiu sair do zero contra o Macaé. Mais preocupante foi o Alvinegro que, com força máxima, parou no Nova Iguaçu pelo mesmo placar. No caso do Flamengo, há o tenuante do time reserva. Mas no caso do Botafogo preocupa o fato de que o time de Oswaldo de Oliveira tem dedicado toda a sua atenção ao Estadual, diferentemente dos outros grandes, de olho na Libertadores.

Se o Estadual serve como preparação para a temporada (e é difícil levar um campeonato fraco como este mais a sério do que isso), o Fogão ainda está devendo. Mas tem tempo suficiente para voltar ao trilho.

Já o Fluminense estou pela primeira vez o time com seus titulares. Sofreu no primeiro tempo e precisou da ajuda de reservas que entraram no segundo para liquidar o Volta Redonda sem muita dificuldade.

O script foi parecido com o vivido pelo Vasco: um primeiro tempo complicado, mas o alívio no segundo. No caso do Clube da Colina, um gramado inacreditável em Macaé atrapalhou o time, que chegou a ceder o empate para depois voltar a comandar o lacar e fechar o jogo contra o Duque de Caxias.

Como se o Estadual não fosse suficientemente sem atrativos, um clube da grandeza do Vasco é obrigado a jogar em um pasto como o de Macaé.

Todo este cenário de jogos fracos, times ruins, falta de equilíbrio e de gramados minimamente razoáveis são um desrespeito à história deste campeonato, que já teve sua importância e não merecia sobrevida tão me-lancólica, escancarada pelo úblico de Bonsucesso x Madureira, sábado: 75 heróicas testemunhas.

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