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No setor visitante, só compra ingresso quem fala espanhol

por Rodrigo Vessoni em 09.mai.2012 às 21:34h

Até agora, apenas 15 ingressos vendidos para o setor destinado à torcida do Emelec. Os policiais presentes no Pacaembu proíbem pessoas que falam português de comprar ingressos para o espaço de visitante. Só deixam chegar ao guichê quem fala espanhol.

Contra Nacional-PAR, no jogo válido pela fase de grupos, a família do atacante brasileiro Rodrigo Teixeira, camisa 7 do rival corintiano, teve de brigar para provar que se tratava de seus parentes.

Emelec x Corinthians: eu vi o jogo no estádio, não pela TV

por Rodrigo Vessoni em 04.mai.2012 às 14:50h

Quem viu pela televisão o jogo Emelec 0×0 Corinthians pode não achar que o árbitro atrapalhou tanto o Corinthians, mas quem esteve no estádio George Capwell não tem a menor dúvida de que isso ocorreu. Isso é facilmente explicável, pois há uma enorme diferença do que mostra aquele retângulo, influenciado por comentários de profissionais que estavam no estúdio, do que a visão de uma pessoa que viu inloco, presenciou as reações de jogadores, adversários e do próprio árbitro. Eu estava no estádio e, com apenas oito minutos (!), escrevi a seguinte mensagem em meu Twitter pessoal: “Decisões do árbitro são todas pró-Emelec. Típica arbitragem caseira. Não interferiu em nada nem teve lance importante, mas isso é claro”. Eu consegui enxergar isso em apenas oito minutos, quem viu pela TV se deu conta que algo estava acontecendo apenas no intervalo, quando Jorge Henrique deu entrevista e afirmou: “Esse árbitro é ruim e caseiro”.

Visão do Timão: Emelec x Corinthians

por Felipe Bolguese em 03.mai.2012 às 1:15h

O Emelec achou que, com chuveirinhos e cruzamentos esporádicos, podia vencer a zaga do Corinthians – a melhor da Libertadores, com apenas dois gols sofridos em sete partidas. Chicão e Castán, bem postados, ganharam a maioria. E Cássio, muito bem ao substituir Julio Cesar, passou segurança ao setor.

A equipe de Tite soube “cozinhar” bem a partida no primeiro tempo. Apesar da dificuldade de manter a posse de bola na frente, quase não levou perigo atrás. Por um bom tempo, Cássio não foi exigido, enquanto Willian teve uma bola após bom passe de Danilo.

Antes do intervalo, o Timão começou a entrar na pilha do rival, que não evitava as botinadas. Jorge Henrique revidou após levar uma falta não marcada e piorou a situação no início do segundo tempo, quando foi expulso.

Minutos mais tarde, o Corinthians se propunha a fazer um jogo tipicamente com cara de Corinthians e Libertadores. Alex entrou no lugar de Willian, e o treinador formou duas linhas de quatro, estilo tradicional e guerreiro das defesas sul-americanas.

Por um certo momento, o Timão se lembrou de colocar a bola no chão e tocar para seguir cozinhando o jogo. Emerson Sheik, a única válvula de escape para os contra-ataques, cansou e Elton entrou para ser referência e tentar segurar a bola perto da área.

Sofrendo com um a menos, os corintianos conseguiram tirar todas e seguraram o empate sem gols. No Pacaembu, com calma para colocar a bola no chão, a equipe deve garantir a vaga para as quartas de final sem problemas.

Visão de Jogo: Emelec x Corinthians

por Rodrigo Vessoni em 03.mai.2012 às 1:10h

O Corinthians voltará a São Paulo com o que queria: não ter sido derrotado pelo Emelec, em Guaiaquil. O empate sem gols deve ser considerado bom resultado, já que a equipe de Tite terminou com dez jogadores.

Uma situação causada pela postura do árbitro, que parecia tendencioso aos mandantes, e pelo destempero de alguns corintianos. A irritação dos brasileiros começou nos primeiros minutos, com duas faltas não marcadas em Emerson.

O camisa 11 parecia marcado pelo árbitro colombiano. A primeira falta marcada sobre ele foi aos 38 minutos do primeiro tempo – depois de já ter sofrido pelo menos seis.

A equipe de Tite não conseguia jogar, já que o Emelec fazia marcação forte. O contra-ataque também não existia, já que os três homens mais ofensivos eram bem vigiados.

Na saída do gramado, Jorge Henrique demonstrou descontrole com a postura do árbitro e desabafou:

– Além de ruim, é caseiro.

A declaração já mostraria o que poderia acontecer no segundo tempo. O homem do apito continuou da mesma maneira e, como já era possível imaginar, o Timão não terminaria com 11 jogadores. Após matar um contra-ataque equatoriano, Jorge levou o segundo amarelo e foi expulso – o primeiro foi por revidar uma falta não marcada.

A pressão do Emelec era inevitável. E veio. Cruzando bola na área, os equatorianos colocaram a equipe de Tite do meio de campo para trás.

O técnico, então, optou pela entrada de Alex no lugar de Willian. E a substituição deu certo. A pressão dos mandantes diminuiu e o Timão passou a tocar mais a bola, a ter algum controle do jogo. As chances de gol não saíram porque, para quem estava com dez, empatar fora de casa não seria um resultado desprezível.

E assim continuou até o apito final do árbitro. Mas há de ressaltar que esse vilão não poderia ter desestabilizado tanto a maioria dos experientes corintianos. Foi o jogo com mais cartões amarelos (seis) no ano.

É a hora de Tite pensar nele, na equipe, no título da Copa Libertadores e no próprio Julio Cesar

por Rodrigo Vessoni em 24.abr.2012 às 20:26h

Sempre defendi Julio Cesar como goleiro titular do Corinthians. Quem me acompanha aqui no blog ou nas redes sociais (@vessoni) sabe bem disso. Eu o defendi até mesmo quando alguns falavam em tirá-lo para colocar “novo Taffarel”, conhecido também como Renan, que veio do mediano Avaí com 10% da experiência de Julio e que, sem meu espanto, não vingou.

Mas agora penso que o melhor para Tite, jogadores, torcida, diretoria e para o próprio camisa 1 é que Danilo Fernandes seja o goleiro alvinegro nos confrontos com o Emelec (EQU). Motivos? São vários!

A começar pela falta de confiança de Julio depois do que ocorreu no domingo, contra a Ponte. Confiança é algo fundamental para qualquer jogador. Quando estamos falando de um goleiro, então…

Segundo, porque Tite carregaria um fardo que ele não merece pelo belíssimo trabalho que desenvolve. Se o Timão for eliminado da competição sul-americana com uma falha de Julio, diante dos equatorianos ou em qualquer outra fase, o mundo cairá na cabeça do treinador e um efeito cascata será quase inevitável. Se Danilo errar, eu garanto: nem ele nem o próprio Danilo serão crucificados pela torcida.

Terceiro: o time agora precisa de tranquilidade, não de confusão. No primeiro equívoco de Julio no Pacaembu, independentemente do que ele viesse a fazer no jogo de ida, no Equador, o apoio e a confiança da torcida virarão desespero, raiva, desconfiança e, provavelmente, xingamentos. Vale a pena levar um problema ao Pacaembu se é possível evitá-lo? Não seria melhor optar pela precaução?

Em resumo: é hora de Tite pensar na sua equipe, na conquista do título mais desejado pela Fiel e no seu próprio emprego. E hora de Julio Cesar entender que o melhor a fazer é descansar e sair um pouco do foco. É hora de o goleiro, pentacampeão brasileiro, dar um passo atrás para seguir em frente!

O tamanho do estrago dos erros de Julio Cesar

por Maurício Oliveira em 23.abr.2012 às 14:31h

A comissão técnica e a diretoria do Corinthians têm de analisar bem o tamanho do estrago provocado pelas duas falhas de Julio Cesar ontem. Mais do que a eliminação no Paulistão, os erros podem interferir no desempenho da equipe na Libertadores.

Bom para o clube que o primeiro jogo das oitavas de final, contra o Emelec (EQU), será só no dia 2 de maio. O time terá dez dias para absorver a eliminação. E recuperar o estado emocional, de Julio e dos jogadores, que sentiram a queda.

Ficou claro que, depois do primeiro gol da Ponte Preta, o setor defensivo ficou mais inseguro – e já não era o mesmo de outros jogos por causa da presença de Marquinhos, de 17 anos, no lugar de Chicão, líder, experiente e titular da equipe desde o início de 2008.

A preocupação é evidente. Principalmente porque Julio Cesar sente quando comete erros. Outro problema é a falta de boas opções para substitui-lo, caso Tite e sua comissão técnica não consigam recuperá-lo até o jogo em Guaiaquil. Danilo Fernandes foi bem nos poucos jogos que fez quando Julio estava machucado, mas a inexperiência pesa muito em Libertadores. Cassio tem apenas um jogo pelo clube.

Julio Cesar, após a derrota para a Ponte Preta (Crédito: Miguel Schincariol)

Os erros de Julio também mascaram a má atuação do Corinthians, principalmente no primeiro tempo. O time foi apático no primeiro tempo, não conseguiu furar a retranca da Ponte e podia ter sido goleado no primeiro tempo. Há muito o que resolver até o dia 2.

Gritos e silêncio por causa do Fluminense

por Felipe Bolguese em 18.abr.2012 às 21:32h

O telão do Pacaembu, localizado acima do tobogã, transmitiu ao vivo o lance do pênalti cobrado e desperdiçado pelo meia Thiago Neves, do Fluminense, no duelo contra o Arsenal, na Argentina.

A torcida vibrou com a perda do pênalti, já que o Flu era rival direto na briga pela melhor campanha da primeira fase da Copa Santander Libertadores.

Quando o Tricolor Carioca fez o segundo gol da vitória por 2 a 1 nos últimos minutos, o telão mostrou apenas a comemoração do jogador e o banco do Flu pedindo o fim da partida. A Fiel lamentou em silêncio…

Rosenberg está de volta da China. Sem patrocinador

por Felipe Bolguese em 18.abr.2012 às 21:22h

O vice presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, voltou nesta quarta-feira ao Brasil após viagem de alguns dias à China. O dirigente, na área vip do Pacaembu para ver Timão x Táchira, garantiu que sua ida não teve qualquer relação com busca de parceiros ao clube.

Ele disse que esteve a convite do governo chinês para conhecer um projeto de futebol voltado para meninos e meninas.

O Corinthians ainda não tem definido o patrocinador principal para a atual temporada. O contrato com a Hypermarcas, dona do espaço nobre há dois anos, vence no fim de abril. A montadora coreana Hyundai era uma interessada, mas a conversa com o Timão está paralisada.

Segundo Rosenberg, as negociações com a Hyundai voltarão. No entanto, devem apenas ocorrer no ano que vem.

Movimento fora do estádio é grande

por Felipe Bolguese em 18.abr.2012 às 21:10h

O Pacaembu deve ter público bom na noite desta quarta-feira, contra o Táchira (VEN). Nas bilheterias, apenas os ingressos para os setores Cadeira Laranja (R$ 200), Numerada (R$ 300) e Setor VIP (R$ 500) seguem à venda.

Planejamento do Corinthians foi perfeito. Agora, tudo pode acontecer…

por Rodrigo Vessoni em 16.abr.2012 às 10:37h

O que Tite, diretoria e comissão técnica fizeram de janeiro até abril foi perfeito. O planejamento elaborado pelo Corinthians merece ser exaltado, afinal, a equipe fechou a primeira fase do Paulistão como a melhor entre os 20 participantes. Na Libertadores, o primeiro lugar do Grupo 6 está praticamente garantido e ainda há a possibilidade de o Timão será o melhor entre os 16 classificados para as oitavas de final. Detalhe: equipe reserva ou mista em metade dos 19 confrontos.

Mas não é apenas os resultados que merecem ser exaltados. Fora de campo, o que se viu foi um rodízio inteligente de jogadores que, além de dar chance para todo mundo jogar, minimizando possível “mimimi” de alguns, ainda evitou que lesões musculares graves atrapalhassem o dia a dia. Ao contrário do rival São Paulo, por exemplo, não houve baixas significativas por problemas musculares. É verdade que Paulo André precisou operar, assim como Wallace. É verdade que Alex e Jorge Henrique tiveram um período mais longo no Departamento Médico, mas suas lesões foram consequência de problemas anteriores e/ou crônicos, não por conta do excesso de jogos nesta temporada.

Vale lembrar que, para que isso tivesse sucesso, houve um planejamento com ainda mais antecedência, que começou ainda em 2011. Ao decidir manter a base campeã brasileira, sem perder um único jogador importante, e trazer Cássio (goleiro), Vítor Jr. (meia), Elton (atacante) e Gilsinho (atacante), Tite ganhou opções que antes não tinha e pôde dar ainda mais fôlego aos principais jogadores. Isso sem falar na chegada de Douglas, já este ano, e da ascensão do zagueiro Marquinhos, que ajudou a minimizar a escassez de zagueiros pelas lesões de Paulo e Wallace. Nem mesmo a situação de Adriano atrapalhou o ambiente do CT Joaquim Grava. O único “senão” foi a ausência de um substituto para Ralf. A sorte de o camisa 5 não ter se lesionado ajudou no sucesso desse planejamento corintiano até aqui.

O Corinthians será campeão paulista e da Copa Libertadores por isso? Quem pode cravar isso? Não dá para garantir. Agora é mata-mata, tanto no Estadual quanto na competição sul-americana. Planejamento ajuda nesse momento decisivo, mas não é garantia de nada. Era necessário esse registro sobre o planejamento até aqui, assim como é necessário lembrar que isso não é garantia de títulos.

Agora, tudo pode acontecer…