O Corinthians voltará a São Paulo com o que queria: não ter sido derrotado pelo Emelec, em Guaiaquil. O empate sem gols deve ser considerado bom resultado, já que a equipe de Tite terminou com dez jogadores.
Uma situação causada pela postura do árbitro, que parecia tendencioso aos mandantes, e pelo destempero de alguns corintianos. A irritação dos brasileiros começou nos primeiros minutos, com duas faltas não marcadas em Emerson.
O camisa 11 parecia marcado pelo árbitro colombiano. A primeira falta marcada sobre ele foi aos 38 minutos do primeiro tempo – depois de já ter sofrido pelo menos seis.
A equipe de Tite não conseguia jogar, já que o Emelec fazia marcação forte. O contra-ataque também não existia, já que os três homens mais ofensivos eram bem vigiados.
Na saída do gramado, Jorge Henrique demonstrou descontrole com a postura do árbitro e desabafou:
– Além de ruim, é caseiro.
A declaração já mostraria o que poderia acontecer no segundo tempo. O homem do apito continuou da mesma maneira e, como já era possível imaginar, o Timão não terminaria com 11 jogadores. Após matar um contra-ataque equatoriano, Jorge levou o segundo amarelo e foi expulso – o primeiro foi por revidar uma falta não marcada.
A pressão do Emelec era inevitável. E veio. Cruzando bola na área, os equatorianos colocaram a equipe de Tite do meio de campo para trás.
O técnico, então, optou pela entrada de Alex no lugar de Willian. E a substituição deu certo. A pressão dos mandantes diminuiu e o Timão passou a tocar mais a bola, a ter algum controle do jogo. As chances de gol não saíram porque, para quem estava com dez, empatar fora de casa não seria um resultado desprezível.
E assim continuou até o apito final do árbitro. Mas há de ressaltar que esse vilão não poderia ter desestabilizado tanto a maioria dos experientes corintianos. Foi o jogo com mais cartões amarelos (seis) no ano.