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Qual tenista merece vencer Roland Garros ? Ganhe um tênis K-Swiss ou Asics!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Aproveitando a chegada de mais um Grand Slam, em Roland Garros, que começa no domingo, o blog lança mais um desafio, dessa vez um concurso cultural em parceria com a loja Tênis ProShop. Você, caro internauta, não precisa acertar o vencedor, apenas responder duas perguntas:

Quem merece ser o campeão de Roland Garros ? Por quê ?

O internauta deverá colocar o tenista em questão, algum que jogará a chave masculina ou e feminina (você escolhe) e ao lado dar APENAS UMA FRASE com o motivo da escolha.

A resposta MAIS CRIATIVA levará um tênis K-Swiss Defier Ds (modelo masculino) ou um Asics Gel Dedicate 3 (modelo feminino branco e rosa)

As frases podem ser enviadas até antes do início da final feminina que ocorre no sábado, dia 8 de junho, pela manhã, na caixinha de comentários deste post.

Nossa comissão julgadora junto com membros da loja Tênis ProShop vão escolher a frase mais criativa
e até o resultado do vencedor sairá até o dia 12 de junho, quarta-feira.

O vencedor ou vencedora receberá o prêmio em casa!

OBS: cada participante deve enviar seu nome e sobrenome e email correto para contato. E somente deve enviar uma frase. Quem for pego com duas ou mais, estará automaticamente eliminado da disputa!

O participante da promoção se compromete a receber boletins informativos da loja Tênis ProShop e do Tênis News.

Federer x Nadal perdeu a essência ?

domingo, 19 de maio de 2013

Bem certo que Rafael Nadal sempre teve uma vantagem tática e sobretudo mental sobre Roger Federer no clássico e por esses dois aspectos passam o dobro de vitórias em derrotas dele (20 a 10). O que assusta, nos confrontos desse ano, é a facilidade com que Nadal superou o suíço.

Obviamente o nível de Nadal foi alto tanto em Indian Wells quanto hoje em Roma, mas nos dois encontros o espanhol não necessitou chegar ao 100% de sua capacidade. Federer esteve apático, cometendo demasiados erros e me pareceu entrar derrotado em quadra ou perder a fome, o instinto pela vitória após sofrer baques iniciais de quebra.

Parte dessas derrotas fáceis passam pelo serviço de Federer que, volto a dizer, não tem sido demolidor como antes tanto contra o espanhol como contra outros rivais. Nem podemos colocar o saibro como fator e desaceleração da bola, em Indian Wells, um piso duro, ocorreu o mesmo.

O sentimento é que Federer x Nadal vem perdendo sua essência pela queda do suíço. Masse colocarmos na balança, o ano 2013 em si não vem sendo o esperado e Federer vem se tornando mais vencível do que antes. E assim, diante dos Monstros atuais do tênis, ainda mais contra quem tem seu número, tende a ser presa mais fácil.

Federer alcançou esta semana sua primeira decisão na temporada onde vem sofrendo derrotas inesperadas. Já é um avanço, mas o deixa no segundo escalão de favoritos para ganhar Roland Garros. Sem dúvida, Nadal e Djokovic seguem na dianteira.

Curtinhas:

André Ghem tem uma casa na Alemanha que comprou há anos para facilitar na disputa de torneios pela Europa. Foi para o ATP de Dusseldorf e furou o quali batendo o 121 do mundo, João Sousa, ótima vitória e um bom primeiro rival na chave, o japonês Go Soeda, 114º e jogador de piso duro.

Rogério Silva joga nesta segunda a final do quali no ATP de Nice, na França.

E quem para Serena Williams ? 24 vitórias seguidas, venceu os dois principais torneios no saibro sobre suas principais concorrentes, Sharapova e Azarenka. Seu único título em Roland Garros, 2002, vem após seu primeiro caneco em Roma. Difícil apostar em outra campeã para Paris.

Pintou a final Federer x Nadal ?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Roger Federer pode, neste sábado, atingir sua primeira final da temporada. O suíço vem aproveitando muito bem sua chave mais aberta. Ele não tem culpa da lesão e também falta de produtividade de Andy Murray no saibro e tampouco de derrotas como de Tommy Haas, Jo Tsonga e Richard Gasquet.

O mais legal dessa semana por enquanto foi nesta sexta. Federer aproveitou bem suas oportunidades e nos detalhes venceu partida complicada diante do gigante Jerzy Janowicz, com potente saque e que jogava sem nada a perder. Federer vem oscilando muito pouco e bem confiante. Tem uma ótima chance de realizar final. Neste sábado pega um tenista que pega forte na bola, mas comete erros.

Com o resultado, Federer já sobe três posições no ranking da temporada e se coloca em oitavo, de volta ao grupo dos que se classificam ao ATP World Finals.

A surpresa do dia foi a derrota de Novak Djokovic após abrir 6/2 5/2 sobre Tomas Berdych. O sérvio ganhou Monte Carlo, mas vem pagando por jogar o torneio no sacrifício. Chegou despreparado em Madri e deu uma grande vacilada nesta sexta-feira. Nada que assuste para Roland Garros. Terá tempo para chegar nas condições ideais e o que pode ser bom pra ele é a condição de não tão favorito visto o que Rafael Nadal vem fazendo.

Berdych é um tenista com golpes potente, de muita qualidade e vencer o número 1 injeta confiança em qualquer um. Pesa contra sua freguesia contra Nadal. O espanhol sabe o caminho para irritá-lo e levá-lo ao erro. Todavia, o tcheco pode se beneficiar de certo cansaço do espanhol. Nadal vem de jogos seguidos em duas semanas e duas partidas desgastantes no físico e no mental. São testes que Nadal vem enfrentando pela primeira vez após os sete meses parado e por enquanto vem passando.

E David Ferrer teve mais uma oportunidade, mas como sempre falhou contra Nadal no piso lento. Previsível demais.

A chance de uma final Federer x Nadal é muito boa, mas é bom certa cautela. Os Deuses do Tênis estão gostando de uma zebrinha este ano.

ITF cai em descrédito ?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tenista brasileiro, Fernando Romboli foi testado positivo para dois diuréticos, furosemida e hidroclorotiazida, dois mascarantes. Romboli assinou o termo de suspensão voluntária, ou seja, se comprometeu a não jogar nenhum torneio durante a investigação.

Depois de oito meses de meio de investigações, a ITF acatou o relatório de defesa apresentado pelo tenista carioca que vive no Guarujá (SP) que alegou que os mesmos foram encontrados por uma contaminação realizada por uma farmácia de manipulação (da cidade de Santos), fato que o livrou de qualquer outro tipo de pena.

Falando bem simples. Por ter encontrado as substâncias proibidas, a ITF foi obrigada a suspendê-lo, mas pelo tenista ter provado que a ingestão foi acidental e que ele colaborou com a investigação, acabou o inocentando.

Dado o caso, fico com uma sensação de algum descrédito da ITF.
Qual a lógica de se divulgar um caso de anti-doping justo no dia em que termina a suspensão do jogador ?

O fato do doping ter sido comprovado já seria passível da divulgação e obviamente o jogador tem todo o direito de se defender e a ITF também de divulgar quando a suspensão terminar assinalando a inocência do tenista.

Este tipo de caso só abre margem para dúvidas. Será que há outros tenistas em caso semelhante ao de Romboli onde se vai descobrir o somente quando se termine a suspensão ?

E será que existem tenistas que são flagrados, assinam a suspensão voluntária e sequer são divulgados ? Não quero citar nomes, mas existem alguns casos estranhos de lesões ou problemas físicos e é muito mais fácil você pegar o peixe pequeno, o tenista 200, 300, 400 do mundo, do que um top.

Só lembrando de Andre Agassi que teve caso de doping acobertado pela ATP nos anos 90.

De tirar o chapéu

domingo, 12 de maio de 2013
Saiu o ranking desta segunda-feira já na noite deste domingo. Bruno Soares é o número 11 do mundo e 40 pontos do top 10 e forma a segunda melhor parceria do ano com o austríaco Alexander Peya somando mais de 2200 pontos. Campeão em Barcelona, São Paulo, vice em Madri, semi em Indian Wells. Um ano excelente pra uma figura excelente e trabalhadora. O orgulho do Brasil.Nas últimas semanas em Madri e Barcelona bateu várias das principais duplas do mundo e só parou nos irmãos Bryan que este ano estão um passo acima do outro, mas não são imbatíveis (Soares e Melo os derrotaram na Copa Davis).Bruninho merece ser aplaudido de pé e com certeza vai conquistar muito mais do que vem conquistando. O top 10 é questão de tempo, talvez de uma ou duas semanas e a grande conquista também. Quem sabe um Grand Slam este ano ?

De tirar o chapéu a postura de Nadal. Mesmo com 8 a 0 sem perder sets no retrospecto ele não menosprezou Wawrinka. Pelo contrário, para agir ainda mais no mental do rival, entrou com tudo, forte, agressivo, acuando Wawrinka e intenso. A vantagem no placar só lhe deu conforto para segir jogando bem e conquistando o título.

O melhor para Nadal foi não se cansar tanto esta semana podendo chegar bem fisicamente para outro desafio em Roma que promete o grupo do top 4 mais incisivo. Djokovic e Federer, por exemplo, não querem decepcionar novamente.

Contra o Bloqueio Mental

sábado, 11 de maio de 2013

Sigo com alguns problemas familiares e tendo que ajudar bastante em casa, portanto fico às vezes sem tempo para blog, peço desculpas aos meus caros leitores.

David Ferrer não conseguiu quebrar a barreira mental que possui com Rafael Nadal no saibro. Vinha fazendo um jogo perfeito taticamente e teve tudo nas mãos, uma bola fácil para chegar ao duplo match-point, mas falhou e desandou.

Mas falando da final. Rafael Nadal enfrentará um talentoso suíço, com backhand de uma mão e que vem de título. Não, não é Roger Federer e sim Stanislas Wawrinka.

E é aí que nos remetemos ao comentário sobre Ferrer. Wawrinka (quase) sempre complica, faz jogos duros, tem uma infinidade de oportunidades contra Rafa, mas acaba falhando na hora H.

Cada jogo é diferente e a fase de Wawrinka esteja perto ou melhor do que a de 2008 quando fez a final em Roma. Com nove vitórias seguidas, vindo de título e derrubando nomes como o próprio Ferrer, Tsonga, Tomas Berdych, Wawrinka vem mostrando uma força mental que pouco havia aparecido nos últimos anos, aguentando baques e saindo de situações complicadas. Esse cenário indica que ele pode dificultar ainda mais do que vem fazendo contra Nadal. Vencer é uma questão de quebrar aquela barreira mental que assombra o suíço quando encara o espanhol. Acertar aquela bola na hora de um break-point, a favor ou contra.

Nadal certamente sabe o quão bem vem jogando Wawrinka e precisa entrar antenado para evitar alimentar a confiança do rival. O primeiro set é bem importante. A questão dos confrontos anteriores pode vir à tona caso esteja a frente. Mas precisa tomar cuidado com a velocidade do jogo maior do que em outros locais pela altitude. O lado positivo pra ele é vir um pouco mais descansado. Seus jogos foram mais cedo nos últimos dias e seu tempo para repouso bem maior do que o oponente. Se a coisa engrossar, pode levar vantagem se o jogo se alongar.

O que é interessante. Ganhando o título, Nadal irá aos 4000 pontos no ano em sete torneios, ficando a apenas 130 de Novak Djokovic, o que dá para ter noção do que está sendo e promete ser o ano de disputa (se Rafa se mantiver em condições ideais para jogo). A notícia ruim é que Federer vai saindo do top 10 e perdendo o posto justo para Wawrinka, o antes patinho feio da Suíça.

A falta de ritmo acabou pesando para a derrota. Em Roma certamente ele estará melhor.

No feminino, mais uma vez Serena x Sharapova na final. Será que agora será a vez de Maria ? A movimentação, consistência e jogo agressivo no saibro estão bem afiados para a musa, mas de novo a questão mental deve pesar. É uma ótima chance da russa quebrar o rótulo de freguesa. Serena não assusta tanto no piso lento.

Curtinhas:

Nadal pode chegar ao 40º título no saibro em 45 finais e igualar Thomas Muster. O maior vencedor é Guillermo Vilas, com 45. Ele pode alcançar o 55º troféu na carreira nesta que será a 78ª final e busca o 23º Masters 1000.

Wawrinka tentará o 1º Masters em sua segundo final. Busca o quinto caneco na carreira.

Dimitrov, surgiu uma nova estrela ? Vaga no top 10 aberta…

terça-feira, 7 de maio de 2013

Grigor Dimitrov não apareceu do nada. Aos 17, 18 anos estava dando sufoco em Rafael Nadal em Roterdã e especialmente nesta temporada vem numa evolução constante. Havia tido chances de tirar um set de Novak Djokovic em Indian Wells e por pouco não derrotou Nadal em Monte Carlo.

Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura. O velho ditado se fez presente nesta terça-feira. Jogando um tênis incrível, com muita intensidade, Dimitrov derrotou Novak Djokovic numa verdadeira batalha física e mental, aspectos onde vinha pecando para dar um passo a mais que foi concretizado agora em Madri.

Não é à toa que Dimitrov é chamado de ‘Baby Federer’ – ele não gosta desse apelido. Seus golpes são similares ao do suíço. O búlgaro tem toda a pinta de vingar como a nova estrela do circuito. Basta ajeitar a parte física (ficar mais resistente) e sustentar o foco desde a preparação para que os frutos sejam colhidos. Não que isso seja fácil, pelo contrário, mas exemplos para tal não faltam, como o trabalho dos top 4.

O próximo desafio do menino de 21 anos será lidar com as cobranças que aumentarão cada vez mais. Ao passo que o sucesso não deve subir à cabeça, os adversários estudarão cada vez mais seu jogo e terão mais motivação para vencê-lo.

Dimi tem jogo para número 1. Se ele vai chegar lá ou não, são outros quinhentos, só o tempo irá dizer. O que é certo é que é muito bonito vê-lo jogar, sai um pouco da mesmice da maioria dos principais tenistas de hoje em dia. Isso acrescenta muito ao circuito.

Hostilidade pouco justificável - O torcedor madrilenho já vai muito com a cara de Novak Djokovic  por suas vitórias contra Rafael Nadal. O sérvio pede atendimento médico perdendo 4/2 no segundo set, retorna deslizando em todas as bolas, correndo feito um louco, devolvendo a quebra e ainda vibrando em ponto onde o rival levou um escorregão. Foi prato cheio para os fãs passarem a hostilizar o número 1.

Não que eles estejam certos, pelo contrário, exageraram, até porque Nole vinha de uma lesão no tornozelo e foi notório que deu uma leve torção. Mas acabaram entendendo que o sérvio deu o famoso “migué”, ou deu aquela Azarenkada. Se o torneio espanhol fosse o descartável pelos Masters 1000, como é Monte Carlo, certamente o sérvio pensaria duas vezes em jogá-lo no ano que vem.

Para que seja explicado. Dimitrov não pediu atendimento médico quando sentia cãibras pois o regulmento não permite.

E está pintando uma vaguinha aberto no top 10. Tipsarevic cada vez mais acumula resultados ruins, perderá pontos da semi de Madri de 2012 e tende a deixar o grupo nesta ou nas próximas semanas. Se encontra numa posição que até mesmo ele não acreditava que estivesse. Pela consistência, resistência física, poder mental e uma certa fraqueza na qualidade de outros tenistas fora do top 4, acabou conseguindo tal colocação.

Na minha visão outros jogadores tem mais qualidade para ocupar um posto no top 10. Meu primeiro da lista é Tommy Haas que aos 35 anos e zilhões de cirurgias depois vem jogando seu melhor tênis. Puro talento que aliado à confiança o caminham para tal feito que seria extraordinário.

Em seguida pontuaria outros bons nomes que podem estar lá, mas simplesmente pela falta de consistência não alcançam. Marin Cilic é um deles, Stanislas Wawrinka outro e é claro, Milos Raonic.

Para você, qual do circuito merecia essa vaguinha do Tipsarevic ? Aceito sugestões.

Maré ruim. Risco que vale. Pai e técnico não dá certo

domingo, 5 de maio de 2013

Quando as coisas pareciam melhorar com duas vitórias seguidas em Barcelona, uma nova lesão no abdômen, apareceu e tirou Thomaz Bellucci basicamente de toda a temporada europeia do saibro (jogou Monte Carlo e não vai atuar nem em Madri, nem em Roma e é dúvida para Roland Garros), justo a parte do ano onde o brasileiro tem mais possibilidades de jogar seu melhor tênis e somar pontos.
A temporada vem sendo a dos pesadelos pro brasileiro. Além deste problema no abdômen, uma lesão crônica, no ombro, interferiu em suas atuações nos primeiros meses e ainda não se sabe se foi devidamente curada. É bom lembrar, Bellucci fazia um trabalho de correção postural desde o início do ano que demandaria tempo na recuperação.

O resultado disso é que Thomaz terá poucas chances de somar pontos caso jogue Roland Garros e sendo assim,a tendência é de que jogue pressionado em julho quando defende um título de ATP 250 (Gstaad), uma semi (Stuttgart) e um título de challenger. Uma pena. Mas faz parte do tênis.

João Souza foi pra Madri, entrou no quali faltando dois dias pra começar, venceu dois tenistas do top 75, um deles Paul-Henri Mathieu, ex-top 15, e furou o quali. Jogará seu primeiro Masters 1000 na carreira e se vencer deve retornar ao top 100 e de quebra enfrentaria Rafael Nadal. Vai também faturar quase 12 mil euros só pela primeira rodada do evento e mais 2,7 mil de ter passado o quali. Uma grana que já paga boa parte ou quase tudo de uma série de semanas na Euroa não é ?

E o pai de John Tomic provou mais uma vez que pai e técnico no tênis não dá certo. Destemperado, como de costume, ele teria agredido o filho em Monte Carlo e esta semana em Madri bateu em um dos treinadores de Bernard quebrando seu nariz e machucando sua cabeça. Ficou um dia preso e terá que comparecer ao tribunal.

John já protagonizou outras cenas como obrigar o filho a abandonar a quadra num future e ter problemas com a federação australiana.

Tudo bem que John é um destemperado. Mas em muitos casos, os pais que estão na carreira dos filhos mais atrapalham do que ajudam. A emoção acaba sendo colocada a frente da razão e muita coisa que não deveria acaba sendo misturada.

Fica a dica pra quem quer ver seu filho jogar tênis.

Atrás só de Borg, Nadal é o maior vencedor de top 10 atual

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Associação dos Tenistas Profissionais publicou nesta quinta-feira uma estatística interessante. Rafael Nadal é o maior vencedor de partidas contra os tenistas top 10 dos jogadores ativos.

O espanhol ganhador de 11 Grand Slams venceu 104 partidas e perdeu 52 tendo um retrospecto de 66.7% de aproveitamento. Ele deixa pra trás por um pouquinho o suíço Roger Federer com 65.6%, Novak Djokovic com 58.3 e Andy Murray com 56.
1. A título de curiosidade, Thomaz Bellucci venceu 22.3 % dos jogos contra os dez melhores, sendo cinco triunfos contra 17 quedas.

A ATP vai mais além e publica que Nadal só perdeu um dos seis jogos contra os dez melhores nos 12 meses enquanto que Djokovic venceu 24 dos 33 jogos em segundo lugar.

Fazendo uma rápida (veja bem, rápida!) pesquisa com o histórico dos melhores de todos os tempos, Nadal só fica atrás de Bjorn Borg, único a passar dos 70% com 70.5. Ele desbanca Ivan Lendl, Pete Sampras, Andre Agassi, John McEnroe, Jimmy Connors, entre outros.

Não é querer diminuir os feitos do espanhol, até porque os números da história mostram tamanha qualidade. Mas precisamos fazer uma ressalva. A publicação da ATP vem bem na temporada de saibro sendo que nos últimos 12 meses Nadal praticamente só jogou na superfície, foram apenas dois torneios na grama perdendo cedo e um no piso duro, em Indian Wells.

Quanto aos números históricos, sim, Nadal é gigante. Mas os números de Federer alguns anos atrás seriam melhores por exemplo por conta da idade já um pouco avançada.

A tendência daqui por diante é que Nadal mantenha, se estiver bem do joelho, o retrospecto por mais alguns anos e que ao mesmo tempo sofra um pouco a aproximação de Novak Djokovic. O sérvio só não tem números mais expressivos pois sofreu muitas dessas derrotas do top 10 diante do espanhol e do suíço, demorou um pouco a aprender a vencê-los.
E para o brasileiro Bellucci, ganhar menos de 1/3 contra os top 10, indica que ele precisa melhorar para entrar no grupo, mas nem tanto. Richard Gasquet, nono, e Janko Tipsarevic, décimo colocado, tem retrospecto um pouco acima dos 25%, por exemplo. O problema é que o brasileiro acaba perdendo em demasia para tenistas com ranking similar ou mais baixo e não tem bom histórico contra os top 20.

Copa Davis – Brasil fora da grama ? Rumores de jornalistas da Alemanha indicam que o país vai escolher o piso duro ou o saibro para o confronto diante do Brasil na repescagem em setembro. As cidades na disputa seriam Ulm ou Hamburgo. São apenas rumores, nada oficial em algumas semanas sairá a definição. Se escolherem o saibro, melhor para nós.

 

Bruninho brilhante. Almagro irritante

domingo, 28 de abril de 2013

Por problemas da ordem familiar não pude escrever ao longo desta semana, então vos deixo com um resumão da semana no tênis.

Uma semana muito positiva pro tênis brasileiro, mas com certa preocupação. Bruno Soares, depois de duas derrotas em estreias de forma seguida, lavou a alma com o troféu em Barcelona, debaixo de chuva, batendo quatro dos melhores duplistas do mundo. Com a coroa, a segunda da dupla do ano, ele e Alexander Peya alcançaram a TERCEIRA COLOCAÇÃO no ranking da temporada com 1560 pontos, atrás em 200 pontos dos vice-líderes Marcel Granollers/Marc Lopez.

Com tal campanha, é possível dizer que Bruninho e Peya tem ótimas chances de ir ao ATP World Finals em novembro, em Londres. A linha de corte dos classificados em 2012 foi de 4115 pontos quando a dupla classificada final ficou no sétimo lugar e 3450 com a dupla garantida no oitavo posto (naquele ano a parceria sétima colocada teve 4010.

Como no ATP Finals há uma vaga reservada pra uma dupla campeã de Grand Slam que termine o ano dentro do top 20, seria mais seguro elevar essa linha de corte ao sétimo lugar, ou seja, a faixa dos 4 mil pontos. Sendo assim, Soares e Peya possuem cerca de 40% dos pontos com quatro meses de temporada. Muito bom.

A temporada de Thomaz Bellucci não está sendo de muita sorte. Quando encaixou duas vitórias seguidas e com boa chance de ir pruma semi de um ATP 500, uma nova lesão, no abdômen apareceu e o vai tirar do torneio 250 de Munique. Esperamos que não afete seu desempenho nos próximos torneios em Madri e Roma e principalmente Roland Garros. Mais um baque para a temporada europeia de saibro onde Thomaz tem mais chances de subir. Neste ano, ele vinha sofrendo com um problema crônico no ombro e com má preparação teve atuações ruins e derrotas inesperadas.

Guilherme Clezar aproveitou bem os torneios no Brasil, venceu ótimos jogos, fez duas semis seguidas e faltou detalhes da ordem mental para dar um passo adiante. Seu jogo está mais consistente, encorpado. É questão de tempo para voltar a vencer um challenger e poder entrar em chaves de ATPs. Seria importante migrar para os challengers europeus no saibro desta época para ajudar nesse amadurecimento. Está entre no top 180, evoluindo.

Rogério Silva mais uma vez tem o melhor ranking, o 86º, e acaba de anunciar um novo patrocínio para até o fim de Wimbledon. Com este ranking já entraria na série no saibro após Wimbledon onde tem chances de bons resultados. Quem está beliscando o top 100 é João Souza, com a 106ª colocação. Deixou escapar alguns jogos na série no Brasil que vão lhe custar a vaga direta em Roland Garros. Esta última semana porém, perdeu sua avó, mas ganhou o troféu de duplas em SP em sua boa parceria com Marcelo Demoliner. Os dois estão entre os 90 melhores na categoria.

Não poderia deixar de falar em Nadal. Campeão em Barcelona, quarto caneco do ano, segundo melhor tenista da temporada. Terá uma semaninha de descanso para o desafio da altura de Madri, onde sempre tem mais problemas. O que me deixa irritado é a seguida amarelada de Nicolas Almagro. Faz 3 a 0 com duas quebras no primeiro set, pela enésima vez não aproveita chances contra os melhores e diante de Nadal e sai dando desculpas, como a chuva de hoje (bola ficou pesada e atrapalhou). Contra Ferrer nas quartas do Australian Open a culpa das várias chances perdidas sacando pro jogo foram as dores no pé. Atitudes lamentáveis.

E no feminino, a saibrista Maria Sharapova foi campeã sobre Na Li. Quinto título da musa na superfície. Ano passado ela ganhou também Roma e Roland Garros. Será que repetirá o feito ? O certo é que ela ganhou o segundo Porsche da patrocinadora de Stuttgart e essa semana assinou com a marca como embaixadora. É ampliar a garagem para receber os carrões.