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Arquivo de junho de 2012

1ª semana louca. Palpites das 8ªs

sábado, 30 de junho de 2012

Em anos, talvez uma década esta deve ser a 1ª semana mais louca de um Grand Slam. Aconteceu de tudo. Teve monstro favorito sendo eliminado (Rafael Nadal) por um 100º do mundo que nunca havia jogado o torneio, outros três top 10 bem favoritos às rodadas finais caindo, teve Roger Federer contra a parede virando jogo de cinco sets, teve muita discussão com a polêmica da igualdade dos sexos levantada por Gilles Simon e as tenistas atacando e zombando do francês.

Se não bastasse isso, o sábado fechou com chave de ouro a semana. Com grandes jogos. Primeiro Marin Cilic fazendo o 2º jogo mais longo do torneio com 5h31min com 17/15 no 5º set e jogo que por pouco não foi adiado pela falta de luz natural e Andy Murray vivendo um drama contra Marcos Baghdatis, apressando o término do jogo. Em Wimbledon o horário limite para término dos jogos é às 23h e Murray tinha 4/1 às 22h56 aproximadamente.

Não é que o então hiper defensivo escocês acelerou o jogo ? Contou com a contribuição de Baghdatis, mas quando quis jogou bem agressivo e em seis, sete minutos fechou contando com o bom senso (acertado!) da organização. Seria horrível esperar dois dias para jogar provavelmente um game não é ?

Obviamente que a derrota de Nadal fica como o FATO da semana, mas deixo a caixinha aberta para você eleger o segundo deles.

Wimbledon que já está emocionante promete jogos mais eletrizantes no masculino e feminino. Eis meus palpitões.

Murray vence Cilic em três sets. O croata terá um dia de descanso, mas não será o suficiente para chegar 100% após uma batalha mental e física da rodada anterior. Pro croata o primeiro set será crucial. Se sair atrás seu ânimo tende a despencar pela montanha a escalar.

Federer leva em quatro sets. Malisse andava meio sumido, mas já fez semi em Wimbledon em 2002 e é bem perigoso.

Djokovic leva em três sets. Não vejo aquele ímpeto de Troicki para ser uma surpresa. Jogo para tirar um set de Nole ele tem, mas não me convence. Nole por enquanto é o top que menos problemas passou no torneio, só um sustinho com Stepanek.

Tsonga em quatro sets contra Fish. Jogo apertado, mas Tsonga vem confiante e seu saque funciona muito bem na grama. Está descansado fisicamente.

Del Potro e Ferrer, jogão em cinco sets. Ferrer leva pela boa devolução que pode fazer a diferença. Ele não perdeu nenhum jogo na grama este ano, vem de título na Holanda.

Youzhny leva em quatro sets sobre Istomin e Kohlschreiber em quatro sets sobre Baker.

No feminino minhas classificadas são Serena, Kvitova, Paszek, Azarenka, Sharapova, Clijsters, Radwanska e Peng. Nenhuma surpresa, mas jogos apertados. Ivanovic tem mais uma oportunidade na carreira de dar aquele passo que lhe falta nos principais torneios.

E você tem palpites ? Deixe na caixinha!

Curtinhas:

Lukas Rosol terminou rápido seu encanto. Perdeu em três sets para Kohlschreiber. Normal. O cara joga tudo contra um monstro e provavelmente ‘comemora’ demais. O grande jogador mostra o seu valor não só numa partida, mas sim em várias, e seguidas. Gulbis, que derrotou Berdych na estreia, perdeu na seguinte pro qualifier polonês Janowicz. Bem provável que Rosol não faça muita coisa mais no ano, mas já fez. Causou por enquanto A ZEBRA da temporada.

Curioso resultado. Vice em Paris, Errani NÃO fez NENHUM ponto no 1º set contra Shvedova. É a primeira top 10 a perder dessa forma na história no que é o chamado GOLDEN SET. Incrível não ?

Federer, mais coração do que nunca

sexta-feira, 29 de junho de 2012

As últimas 24 horas do tênis foram de muitas emoções nesta que é a 1ª semana mais agitada em anos de um Grand Slam. Por pouco Wimbledon fica sem Rafael Nadal e Roger Federer na segunda semana. Seria um pecado. Mas pode já ser o Efeito Rosol de ontem. Os tenistas teoricamente mais fracos passam a acreditar mais em si mesmos quando monstros perdem em rodadas iniciais.

Mas Federer, ainda bem, sobreviveu a um quase irresistível Julien Benneteau e em mais uma batalha emocionante se qualificou às oitavas. Está virando característica do suíço passar por sufoco nos últimos Majors até mesmo onde ele dominava.

O ponto positivo é que as dificuldades que tem passado estão mostrando um Federer está cada vez mais lutador, indo buscar jogos impossíveis – algo que não é bom só para seu torcedor cardíaco. Na verdade Federer sempre foi assim, ele só que como resolvia mais fácil seus jogos, acabava pouco mostrando essa garra de agora.

O negativo é que Federer apresenta uma pequena deficiência na parte física, pela avançada idade e talvez algumas lesões que vão e voltam (ele não gosta muito de falar delas). Resistência para jogos longos Federer tem, mas aquela explosão e vigor não é a mesma de alguns anos atrás. Com sua extrema agressividade e impaciência para trabalhar os pontos, os erros aparecem em maior sequência vez por outra.

Os adversários com alguma qualidade sabem dessas deficiências e passam a ver que Federer já não domina seus jogos nos Slams como outrora e passam a acreditar mais em si mesmos “desrespeitando” o suíço.

Detalhe muito positivo hoje foi a recuperação, o grande poder mental e a confiança que Federer pode ganhar com esta vitória, mas além dos aspectos abordados acima, Federer precisa cuidar de seu voleio que o deixou na mão em momentos importantes do jogo.

E só até esta sexta na primeira semana 4 top 10 foram embora – John Isner, Tomas Berdych, Janko Tipsarevic e Rafael Nadal -, Federer esteve a dois pontos da derrota, Novak Djokovic e Andy Murray perderam sets. A bruxa parece estar rondando o All England Club. É bom os favoritos que ainda restam abrir o olho.

Federer sobre derrota do Nadal ? “Sinto pelo Nadal, mas esse 5º set foi uma piada, fiquei rindo por uns 10 minutos sem acreditar na atuação que o Rosol teve”. Essa foi a declaração de Federer sobre a derrota de Nadal.

Deixo a caixinha de comentários aberta para você meus caros leitores sobre essa declaração e também a vitória de Federer hoje!

Curtinhas:

Federer vence sua 850ª partida na carreira e 62ª em Wimbledon. Pete Sampras, heptacampeão, tem 63. A frente somente Boris Becker com 71 e Jimmy Connors com 82.

Zebra HISTÓRICA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quem diria amigos que Rafael Nadal fosse eliminado logo na segunda rodada. Quem diria que fosse por Lukas Rosol. O tcheco nunca havia vencido uma partida na grama até este ano e havia apenas disputado quatro jogos oficiais na superfície (sem ser de quali). E ele não é nenhuma jovem promessa despontando. É o número 100 do mundo com 26 anos de idade que já rondou pelo top 70. Hoje Wimbledon presenciou uma ZEBRA ÉPICA, para ficar na história. O número dois do mundo, dono de 11 Grand Slams , sem nenhum problema físico, sendo eliminado.

A explicação em parte é a que eu dei antes do torneio começar. Na grama aquele que tem um saque potente com um jogo bastante agressivo pode causar um estrago ou vencer qualquer um. Rosol entrou desta forma hoje e fez um estilo de jogo parecido com que Robin Soderling fez em Roland Garros 2009. Arriscando tudo, sufocando o espanhol e sacando igual a um cavalo e com uma frieza impressionante. Não sentiu a pressão para fechar a partida, jogou como se fosse um tenista do topo. Estava nas nuvens.

Nadal não fez uma boa partida é a bem da verdade. Largou mal nos três sets que perdeu cometendo erros que não está acostumado e entregando o saque até com dupla-falta. Se sentiu incomodado ainda com a superfície e pagou caro.

O que é curioso. Se em Roland Garros Nadal foi ajudado pela paralisação por conta da chuva e falta de luz natural quando Djokovic se recuperava, hoje foi o contrário. Nadal parecia ter achado seu jogo no quarto set quando a falta de luz permitiu a interrupção para o fechamento do teto retrátil. O suficiente para o tcheco reagrupar e voltar a jogar o tênis que havia produzido antes.

Agora fica aquela pergunta. Pode Rosol causar mais estrago ? Certamente a ficha vai cair amanhã ou até mais tarde, mas difícil ele manter esse nível absurdo de atuação. Não me surpreenderia se perdesse para o competente Kohlschreiber na terceira rodada.

E quem se dá bem com essa zebraça ? Andy Murray, Jo-Wilfried Tsonga, Juan Martin Del Potro…a parte debaixo da chave fica aberta e bem interessante. Será curioso ver como Murray vai lidar. Ele estava jogando sem pressão e agora a mídia voltará o foco nele como favorito a pelo menos atingir a final. Será que suporta ?

Estrago para Nadal no ranking – A queda na segunda rodada causa a perda de 1155 pontos no ranking para Nadal. Ele sairá como número três do mundo e vê suas chances diminuídas de assumir o topo ainda este ano a não ser que Federer e Djokovic decepcionem no All England Club. O suíço tem menos um adversário agora para retomar o topo. Ele já será número 2 no mínimo e se vencer o torneio volta à liderança. O provável duelo contra Djokovic na semi poderá ser uma “final”. Veremos

Curtinhas:

Nadal não perdia antes da terceira fase de um Slam desde Wimbledon em 2005. Ele sofre sua pior derrota desde junho de 2007 contra Nicolas Mahut em Queen´s.

E o Karlovic ? Cantaram uns onze foot-faults contra ele contra o Murray e ele abriu o verbo contra os árbitros afirmando que os mesmos estão querendo favorecer Murray. Em parte é sim um chororô, mas onze foot-faults é um exagero que nunca vi.

Sobre as polêmicas da igualdade dos prêmios entre homens e mulheres levantadas por Gilles Simon. É uma discussão de anos e saturada.  As mulheres merecem ganhar bem assim como os homens, mas os homens jogam mais tempo, por mais sets nos Grand Slams. Eu adoraria ver NO MÍNIMO uma final feminina melhor de cinco sets. Entendo que o corpo delas é limitado para jogar um tanto de jogos longos como os homens, mas pelo menos uma final ficaria bem interessante.

Os Exageros de Bellucci

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Terminei o post de ontem antes de receber o release de Thomaz Bellucci comentando a queda para Rafael Nadal e a vaga nas Olimpíadas. Achei bastante curioso analisar as palavras um tanto exageradas do brasileiro.

Sobre a Olimpíada com vaga por convite.

“Foi uma vaga merecida. Estive entre os 30 melhores do mundo nos últimos quatro anos e, justo na semana que fechou o ranking para as Olimpíadas, eu estava um pouco fora”.

Em primeiro lugar. Bellucci só entrou no top 30 em abril de 2010 e por lá ficou até Julho de 2011 (salve algumas semanas fora do grupo) e desde então não mais voltou. Ou seja, um ano e pouco no top 30. Um bom exagero da parte de Thomaz. Ele está há quatro anos sim no top 60, top 70.

Em segundo lugar. Bellucci não ficou fora da lista olímpica na semana que ela foi divulgada. Cerca de três, quatro semanas antes ele já não estava dentro e por isso foi jogar o quali do ATP 250 de Nice. Tenho minhas dúvidas se jogaria caso entrasse. E Bellucci teve outra chance de jogar Challenger na segunda semana de Roland Garros para tentar entrar, mas jogou a toalha.

Repito o que disse ontem. Bellucci tem nível para produzir algo bom em Londres e por isso foi merecido o convite. Mas pelo que produzia ultimamente, nem tanto. E como confirmou a ITF nesta quarta-feira, o wild-card do brasileiro foi em parte político por conta dos jogos no Rio de Janeiro em 2016.

Sobre o jogo contra Nadal.

“Logicamente não estou contente com a derrota. Entrei para ganhar e, na medida do possível, poderia ter revertido o placar. Foi um jogo muito parelho, decidido nos detalhes, em que acabei errando mais do que deveria. Não fiz uma partida ruim, acho que meu nível está muito próximo ao desses caras”, avaliou o brasileiro.

Bellucci fez um jogo parelho onde vacilou apenas no 1º set, em diante Nadal dominou a partida. Ou seja, mais exageros do brasileiro.

Sobre a última frase dele. Não é ruim pelo lado de Bellucci acreditar que tem nível para vencer os tops. Ele precisa acreditar nisso. Mais do que acreditar dando uma declaração à imprensa é preciso ter essa sensação estando em quadra. Como ? Manter o nível e o foco até o fim do jogo, algo que infelizmente acontece raramente. Falta a Bellucci a parte mais improtante do tênis para virar um jogador de ponta, a cabeça.

Espero que Bellucci honre o convite recebido em Londres e que retome o rumo dos bons resultados. Ele joga um challenger no saibro de Braunschweig, na Alemanha, semana que vem, e uma série de ATPs no piso lento em julho antes dos Jogos. Vai em busca de confiança e de pontos. Uma ótima e correta opção.

15 minutos de fama…

terça-feira, 26 de junho de 2012

Thomaz Bellucci entrou pela primeira vez na sagrada quadra central de Wimbledon, o palco mais antigo do tênis e mais admirado pelos tenistas. O brasileiro fez um ótimo papel, poderia ter ido ainda melhor, mas acabou tendo apenas aqueles, digamos, 15 minutos de fama. Se aproveitou de um Rafael Nadal um pouco nervoso e ainda inadaptado à superfície para sufocar o espanhol entrando como franco-atirador. Abriu 4/0 com saque. Quando tudo indicava que tiraria um set do bicampeão de Wimbledon, a velha ansiedade bateu junto com os erros e a melhora proporcional de Rafa.

Algumas escolhas erradas como subir muito à rede e se equivocar na sequência em diversos voleios fizeram com que o brasileiro deixasse escapar um set que parecia na mão e a grande questão que paira no universo de Bellucco continua: o fraco lado mental. Ao Bellucci falta, em diversas vezes, manter o foco do ponto a ponto quando está em vantagem e ter uma leitura mais adequada da partida quando alguma tentativa não está dando certo. O técnico, fora de quadra, monta as táticas e o plano B, mas dentro de quadra, sem a ajuda de ninguém, fica tudo nas mãos do tenista.

Uma coisa é você entrar em quadra contra tops sem pressão nenhuma e jogar muito bem. Outra é sustentar um domínio de placar e partida e derrotá-los. Bellucci fez ótimas exibições contra Roger Federer, o próprio Nadal hoje e duas vezes em Roland Garros, contra Novak Djokovic em Madri, mas não consegue manter o padrão ou então achar uma nova tática efetiva. Bola, Thomaz mostrou por A + B que tem, o problema é na cabeça, que é a parte mais importante.

E a primeira rodada protagonizou algumas zebras com a eliminação de Tomas Berdych. Bom para Novak Djokovic que tem um potencial rival a menos em sua chave e ruim para Nadal. O espanhol, se for o campeão, poderia assumir o topo com a queda do sérvio até as quartas de final. Berdych seria um potencial rival do sérvio nesta fase.

Nalbandian e Haas, que prometiam ótimas campanhas após irem bem em Queen´s e Halle, estão fora logo na estreia. John Isner é outro que se despede de cara. É o que eu disse, grama é um pouco de loteria e vários tops ou favoritos estão abertos a serem surpreendidos logo cedo.

Bellucci ganhou convite para os Jogos Olímpicos. Merecido pelo nível de tênis que tem, pelos tenistas que já derrotou e pelo que pode fazer em Londres, mas não merecido pelos resultados nos últimos meses do brasileiro que o fizeram despencar no ranking. Certamente pesou o fato das Olimpíadas de 2016 serem no Brasil. De qualquer forma Bellucci pode sim fazer uma boa campanha. E teremos duas duplas nos Jogos com boas chances, Melo e Soares e Bellucci/Sá.

Desafio! Veja o vencedor da Raquete Volkl da Tenis ProShop!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Depois de um tempo sem concursos estou aqui de volta com mais uma ótima promoção para você internauta aproveitando o torneio de Wimbledon que começa nesta segunda-feira, dia 25 de junho! O prêmio em questão é uma Raquete Volkl Power Bridge 8 oferecida pela loja Tênis ProShop – www.tenisproshop.com.br.

Para participar é fácil. Basta acertar a final masculina de Wimbledon, torneio mais tradicional de tênis. Como desempate levará o prêmio aquele que acertar também o campeão. Caso tenhamos dois ou mais acertadores, a Tênis ProShop realizará o sorteio do vencedor!

Para dar seu palpite é fácil. Basta colocá-lo na caixinha de comentários deste post com seu NOME e SOBRENOME e o EMAIL* correto para que seja contactado. Lembrando que SÓ VALE UM PALPITE POR PESSOA E POR EMAIL. Quem for pego com palpites ou emails duplicados estará automaticamente EXCLUÍDO do concurso.

O prazo final de apostar é até às 7h da terça-feira, dia 3 de julho. Quem apostar após este horário também estará excluído.

Exemplo de Palpites – Final – Federer x Nadal / Campeão: Federer

Boa sorte a todos!

Clique Aqui e Veja a Raquete, o grande prêmio! Abaixo os detalhes dela!


TecnologiasPower Bridge, fez com que esta raquete seja significamente mais rígida, mais sem perder a flexibilidade e toque “lendário” da Völkl;
- Composição: Grafite;
Comprimento: 27 in | 68.5 cm;
Cabeça: 100 sq.in2 | 645 cm;
Encordoada: Não;
Padrão de Encordoamento: 16 cordas verticais x 18 cordas na horizontal;
Tensão Recomendada: 55 a 60 libras, 25kg a 27kg de tensão;
Peso sem corda: 295 g / 10.4 oz;
Equilíbrio: 32 cm / 0.9 in HL;
Perfil do aro: 100 in²/ 645 cm²;
- Grip: DNX GRIP;
Capa: Não. Acompanha saco para a raquete;
Origem: Importada.

*o participante aceita receber informativos do website Tênis News e da Tenis ProShop através do email cadastrado no comentário

VENCEDOR DA PROMOÇÃO!

Em sorteio feito por Bernardo Gleizer, editor do site do Diário LANCE!, saiu o vencedor do prêmio que é Edgar Borges Júnior que receberá a raquete em casa!

Ao todo foram quase 500 palpites válidos sendo 57 acertadores. Obrigado a todos!

 

Bellucci zicado. 1ª rodada promete!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Quando a maré é ruim sai debaixo! Thomaz Bellucci enfrentará RAFAEL NADAL na primeira rodada de Wimbledon. Não poderia ter pior sorteio para o brasileiro no Grand Slam da grama. Só consolida a fase negra que vive o paulista. Só recapitulando. Um pouco de incompetência por algumas derrotas inesperadas, mas também a falta de sorte por uma lesão no abdômen justo nos torneios onde tinha mais chances de somar pontos. Em seguida a consequente não classificação para a chave das Olimpíadas por conta dos dois tópicos anteriores citados. Bem certo que pode vir um convite ou desistências para jogar em Londres, mas no momento Bellucci está fora.

O brasileiro revelou esta semana publicamente pela primeira vez um problema fisiológico. Nada novo. Há alguns anos já havia entrevistado um ex-preparador físico de Thomaz que apontou que o brasileiro suava mais, perdia mais líquido do que o normal para um atleta e por isso sofria com cãibras com regularidade e consequente queda de rendimento. Durante a parceria com Larri Passos Bellucci chegou até a melhorar fisicamente, mas por pouco tempo. O tenista passou a não ter mais um preparador particular com o técnico gaúcho e segue bem abaixo dos demais competidores no quesito. É bom lembrar que Bellucci voltou a contratar um preparador físico hoje em dia. Ter um bom preparo é fundamental no tênis para se recuperar rápido de jogos desgastante e aguentar em partidas longas.

Mas falando de Wimbledon. A primeira rodada é muito ruim pro brasileiro, mas indigesta para Nadal que terá dificuldades se o brasileiro estiver afiado no serviço. Bellucci não tem o mesmo tênis do piso de saibro, mas não é uma negação na grama e pode causar dificuldades. Como é primeira rodada e jogará sem pressão, mais uma boa oportunidade pro brasileiro mostrar seu valor e pegar um Rafa sem aquele ritmo de jogo. Ou seja, dá pra morder um set.

Nadal não tem Federer em sua chave, mas não terá uma vida fácil, de acordo com a projeção. Além de uma rodada perigosa pode ter na terceira fase Philipp Kohlschreiber, que o eliminou em Halle, ou Tommy Haas, campeão do torneio alemão, logo na terceira fase. Nas quartas o sempre perigoso Jo-Wilfried Tsonga nas quartas – lembre que ele eliminou Federer ano passado e quase bateu Djokovic no saibro de Roland Garros.

Pela 13ª vez nos últimos 15 Grand Slams Federer caiu no lado de Djokovic em projeção para a semi de um Slam. Há quem diga que existe conspiração nas chaves dos Slams, mas o que importa é que está apenas nas mãos do suíço a condição para voltar ao topo. Derrotando Nole na semi e sendo campeão a seguir ele volta a ser o líder. E a chave de Federer tá bem agradável até a semi.

Alguns jogos da primeira rodada, além de Nadal x Bellucci, prometem agitar o All England Club. Djokovic pega o sempre respeitado Juan Carlos Ferrero, que já fez quartas em Wimbledon anteriormente. Jo Tsonga pega o campeão de 2002, Lleyton Hewitt e Janko Tipsarevic duela contra David Nalbandian. Jogos assim de primeira rodada são sempre ruins para os principais favoritos que chegam com pouco ritmo diante de rivais com nome no circuito mas que jogam com menor pressão. E pra quem acredita em um sorteio dirigido (não é meu caso), aí vai outra. John Isner pode pegar Nicolas Mahut na segunda rodada. Lembra deles ? 70/68 em 2010 com 11h05min e duelo na primeira rodada também ano passado.

No feminino Sharapova terá uma rival complicada na segunda rodada caso encontre Tszvetana Pironkova. Ela não faz tanto no circuito, mas na grama já derrotou Venus Williams em Wimbledon há alguns anos. Duelo interessante seria nas quartas contra Kim Clijsters, mas a belga voltou a sentir lesão e é incógnita. A belga terá uma estreia dura contra Jelena Jankovic. A russa tem também possíveis embates contra a semi do ano passado. Lisicki, que segue em ano ruim com lesões, e a alemã Angelique Kerber, em ascenção no ano.

A situação piora na parte debaixo com Victoria Azarenka, Caroline Wozniacki, Petra Kvitova e Serena Williams podendo se cruzar antes da final.

Façam suas apostas amigos! Será que Nadal sobrevive ? E Federer pode alcançar o topo com o troféu ? E no feminino quem leva ? E o que Bellucci pode fazer com Nadal ? Opine!

Federer e a briga pelo Nº 1. Imprevisível ?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O sorteio de Wimbledon será realizado apenas na sexta-feira. Nesta quarta foram anunciados os cabeças de chave com poucas alterações. Explico. O torneio é o único que além do ranking de entradas leva em conta o desempenho dos últimos anos na grama. Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer são os três principais favoritos. Andy Roddick, 33º do mundo, foi alçado como o cabeça 30, Tomas Berdych, vice de 2010, superou David Ferrer e será o cabeça 6. Bernard Tomic será o 20º favorito após as quartas do ano passado.

No feminino seguiram o ranking e mesmo sendo a atual campeã, Petra Kvitova será a quarta favorita. Maria Sharapova é a principal. Venus Williams e Kim Clijsters estão soltas na chave já que não serão pré-classificadas. Um temor para as adversárias.

Rafael Nadal disse hoje, antes do embarque para Londres, que o torneio britânico será imprevisível. Na ótica dele por conta do pouco tempo de preparação. Concordo e repito. A grama merecia mais uma ou duas semanas de torneios e no mínimo um ATP 500 para Queen´s, por exemplo, que tem chave para 48 jogadores. Mas aí surge o imbróglio do calendário da ATP que está sendo enxugado. Alguém teria que pagar por isso. O corte seria no saibro europeu e/ou nos ATPs americanos. Quem vai acertar essa conta ? Muito diretor de torneio não ficará satisfeito. E Halle ficará satisfeito com Queen´s subindo para 500 ? Vai perder alguns fortes nomes. Mais problemas por aí.

A grama por si só já é um pouco de loteria. Como afirmei no último post, aquele tenista com potente saque e com bons voleios pode obter bons resultados e dar calor ou até vencer alguns favoritos. Por isso que vira e mexe você vê alguns nomes abaixo dos 150, 200 do mundo aparecendo só nesta época. Acrescente aí apenas basicamente uma semana de torneios para tops sendo que o mesmo é logo após Roland Garros, alguns deles chegam cansados e com treino quase que escasso, acaba que pegam o ritmo de jogo durante Wimbledon mesmo e estão abertos a levar sustos nas rodadas iniciais. Quem não se lembra do sufoco de Federer contra Alejandro Falla anos atrás ou dos jogos de cinco sets de Nadal contra bons sacadores ? No fundo acho que os top 3 terão alguns problemas, mas chegarão pelo menos às quartas na Inglattera. Eles ainda estão bem a frente dos demais.

Além deste implicante, Wimbledon se torna interessante por outro motivo: a batalha pelo Nº 1. Roger Federer tem uma chance de retomar a liderança. Para tal precisa ganhar o torneio desde que Novak Djokovic não alcance a final. Imaginou se ele cai na chave de Djokovic pra uma semi novamente ? Gostinho de revanche de Roland Garros e um duelo super importante.

Nadal também tem sua chance. Tem que torcer para Djokovic cair até as quartas e conquistar o torneio. Se não alcançar a final, Nadal perderá automaticamente o número 2 independente da campanha de Federer.

Será ainda melhor se Wimbledon vier com Andy Murray e Jo-Wilfried Tsonga em plenas condições. O primeiro pelo talento e o segundo pelo saque e jogo agressivo. Nomes que podem brilhar. David Nalbandian e Tommy Haas. Com pouco tempo de torneios não dá pra ter certeza que irão bem, mas chegam com confiança. E quero ver a torcida britânica o que fará nos jogos do argentino após o episódio de Queen´s.

O Renascimento

domingo, 17 de junho de 2012

Há quem diga que Roger Federer em Halle virou o “levanta defunto”. Em 2010 ele perdeu a final para o decadente Lleyton Hewitt e agora perde para o veteraníssimo Tommy Haas, de 34 anos. Pura brincadeira um tanto de mau gosto eu diria.

Haas ficou 14 meses parado no circuito. Sua sina nas últimas temporadas tem sido conviver com lesões, seja no quadril, no ombro, em vários lugares. Até meses atrás nem entre os 200 melhores estava e recuperou sua boa forma a partir de Roland Garros quando furou o quali e por pouco não surpreendeu Richard Gasquet.

Em um piso mais veloz como a grama, com o qual já fez semi de Wimbledon, derrotou seu amigo Roger Federer pela terceira vez em 13 jogos. Impediu que o suíço conquistasse sua 50ª vitória seguida sobre tenistas da Alemanha.

Obviamente como vimos na semana o jogo na grama se torna um pouco mais loteria. Tenistas com potente saque e bom voleio controem melhores resultados e conseguem se impôr mais sobre aqueles que baseiam seu jogo de fundo. Haas além de ser bom no serviço e na rede, consegue imprimir bom ritmo no fundo e com confiança se torna ainda mais perigoso na superfície. É um candidato a produzir um bom resultado em Wimbledon. Pela idade e as frequentes lesões acaba que diminui suas possibilidades visto que os jogos são em melhor de cinco sets.

Sobre a derrota de Federer não acredito que abale muito a confiança. Um pouco sim. Mostra que ele está longe de ser aquele imbatível tenista que dominou a superfície até 2007. Mas de certo a motivação para o Slam britânico e a Olimpíada será muito maior do que nesta onde tanto ele como Rafael Nadal utilizaram apenas para pegar ritmo e se adaptar ao estilo de jogo na superfície.

O susto da semana ficou por conta de Jo Tsonga. Uma lesão no dedo mindinho da mão direita ainda gera dúvidas sobre sua ida a Wimbledon. Como vimos ano passado ele é garantia de espetáculo com seu jogo agressivo e potente saque na grama. Ficar fora de Wimbledon vai dar mais margem para os top 3. Novos exames serão realizados nesta segunda-feira.

Quanto a Murray segue o mistério se as dores nas costas são ou não graves. Ele perdeu logo na estreia em Londres e já programou duas exibições para esta semana. Pelo menos chegará com menos pressão da mídia local que o atormenta. Afinal nenhum britânico vence o torneio há mais de 70 anos.

Nalbandian lamentável - O dia não ficou somente nessa surpresa. Nalbandian fazia uma boa partida, liderava a final de Queen´s, sua primeira decisão desde janeiro do ano passado, contra Marin Cilic, quando se irritou com uma marcação e seou a raquete na placa de publicidade ao lado da quadra. Só que o cabeça dura nem se deu conta que ela ficava colada a um juiz de linha. A mesma atingiu o árbitro que sangrou na perna. O argentino foi desqualificado na hora.

Atitude lamentável do argentino. Mesmo sua irritação da semana com o torneio – alega ter jogado com a quadra molhada algumas vezes – não é motivo para tal destempero dando um péssimo exemplo a todos. Nalbandian foi justamente vaiado. O argentino joga muito tênis, sou fã de seu talento, mas fora das quadras é seboso e vez ou outra apresenta atitudes ruins quando perde principalmente na Copa Davis.

E não vamos generalizar só porque ele é argentino. Juan Martin Del Potro por exemplo é um doce de tenista mesmo quando perde. Muito humilde e correto.

Irritado, Nalbandian deu declarações que a ATP obriga os tenistas a assinarem um termo para basicamente evitarem criticas públicas a entidade. Mais ou menos algo que ocorre na Fórmula 1. Dificilmente algum piloto reclama efesusivamente e publicamente de sua equipe mesmo que ela tenha feito uma enorme bobagem.

De qualquer forma Nalbandian mostrou essa semana que está ganhando confiança novamente e pode ser muito perigoso em Wimbledon e na Olimpíada.

 

Nadal pode ser o Maior VENCEDOR de Todos ?

terça-feira, 12 de junho de 2012

Rafael Nadal é indiscutivelmente o maior tenista de todos os tempos no saibro. Não precisa ter ganho o maior número de títulos na superfície, – Gullermo Vilas, 45, contra 36 do espanhol – basta ter batido o recorde no mais difícil deles e nestas conquistas ter superado outros grandes nomes no saibro e líderes do ranking como Roger Federer e Novak Djokovic. Só a parte física poderá dizer quantas vezes ele ganhará em Paris. Na plenitude, até o decacampeonato pode vir.

Fica claro que Nadal tem chances de se tornar o maior vencedor de todos os tempos em Slams. Não é nenhum absurdo afirmar isso se há mais de dois anos Roger Federer não vence um Major, fruto da evolução técnica e física de Nadal e Novak Djokovic. Nesse período Nadal reduziu a vantagem de 16 a 7 para 16 a 11 e só não encostou por conta do nível absurdo de tênis do sérvio. O mais importante para Nadal é que as últimas vitórias sobre o sérvio lhe injetam confiança para derrotá-lo também em outros pisos.

Fazendo a média de que Nadal ganhe quatro Slams a cada dois anos, para 2015 ele poderia passar o suíço. Poderemos ter variáveis por esse caminho. A tendência é que com 28, 29 anos Nadal não tenha mais aquele pique todo que ainda lhe resta. Andy Murray pode dar aquele passo a mais que está faltando assim como Juan Del Potro pode beliscar um ou outro Major ou quem sabe uma nova promessa despontar.

Federer ainda pode vencer um ou outro Slam, mas cada vez tem menos chances. Apesar de pouco falar abertamente, ele constantemente vem sofrendo com problemas físicos, costas e agora quadril, o que limita quando com os dois melhores do mundo em melhor de cinco sets. Suas maiores possibilidades ficam em Wimbledon e o US Open, torneios que se adequam melhor ao seu estilo agressivo. Mesmo assim nas últimas temporadas ele falhou.

O fato de Nadal concretizar e poder ultrapassar Federer não o colocará como o maior de todos os tempos do tênis e sim um dos maiores. A discussão sempre vai continuar. Afinal os estilos, épocas e gerações são diferentes. 

Deixo a caixa de comentários aberta. Será que Nadal alcança Federer ? Ou o suíço pode ressurgir ? E qual fora dos top 3 pode quebrar a série de 32 Slams vencidos por Federer/Nadal/Djokovic nos últimos 35 disputados ? OPINE!