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Arquivo de abril de 2012

Retomando a confiança

domingo, 22 de abril de 2012

O tênis é feito de confiança. Sem ela, mesmo que se jogue bem, os resultados esperados não vem ou custam a chegar. E o problema de Rafael Nadal com Novak Djokovic era claro. A final do Australian Open escapou pelos nervos, mas agora em Monte Carlo não teve jeito. Após sete derrotas seguidas, o natural de Manacor finalmente espantou o carma para derrotar o sérvio e vai ganhar aquela injeção de confiança que parecia meio abalada durante os últimos meses. Afinal, foram quase 11 meses sem títulos (Roland Garros início de junho de 2011 a última conquista).

Ah mas agora então Nadal vai ganhar tudo ? Não é assim. Talvez no saibro, mas temos algumas ponderações a fazer.

Em primeiro lugar. O que fez Nadal vencer hoje ? Sacou melhor, tomou a iniciativa da maioria dos pontos e jogou com o revés longo errando muito pouco. Contribuiu a atuação abaixo do esperado de Djokovic que já não vinha de altos e baixos durante todo o torneio. Certamente que a perda do avô influenciou nas performances não convincentes, afeta a parte mental. Mas não é desculpa. Seria difícil o sérvio vencê-lo hoje.

Em segundo lugar. Monte Carlo é o torneio de Nadal. Se sente à vontade. Saibro ao nível do mar, condições bem lentas. Favorece seu estilo. Os próximos Masters no saibro, Roma e Madri são mais velozes. Na Itália a quadra costuma ser mais ‘rala’ e em Madri tem a altitude. Daí a chance dos outros e do próprio Djokovic são maiores. Em Roland Garros a situação é parecida com Monte Carlo.

Em terceiro lugar. Os torneios na sequência são no piso de grama, piso rápido onde Rafa não ganha nada desde o fim de 2010.

De qualquer forma a temporada tem um início animador em termos de equilíbrio. Federer ganhando, Djokovic sem aquele domínio, mas sempre chegando e vencendo e agora Nadal retomando a boa fase.

PRESSÃO E RISCO OLÍMPICO - Thomaz Bellucci teve uma ruptura no abdômen e não joga Barcelona e nem Munique. Desistir de Barcelona foi uma boa opção. Tinha Nadal na chave para as oitavas e iria somar pouco se chegasse até lá tendo que vencer dois jogos. Agora o problema é que em Madri defende 360 pontos e corre um sério risco de despencar no ranking e até sair da zona de classificação para a olimpíada. Ele descartará nessas semanas outros 45 das quartas de Estoril. Ou seja, chegará muito pressionado na Espanha.

Caso não consiga um bom resultado terá que ir buscar em Roma e Roland Garros. É torcer.

DE LUTO - Notícia péssima ontem me deixou muito triste e foi um dos motivos por não escrever meu post prévio da final. Morreu o árbitro Roberto Almeida. Pernambucano, de ótimo coração e linda família, era um grande amigo, foi Silver Badge da ATP (só perde pro gold Badge onde hoje se encaixa Carlos Bernardes) e arbitrou duelos de Copa Davis, Grand Slams e Jogos Olímpicos.

Infelizmente não conseguiu vencer o câncer no esôfago pelo qual já havia batalhado em 2007. Nos tornamos amigos nas coberturas de challengers e realizei uma entrevista em 2007 no Pan-Americano do Rio junto com o jornalista Paulo Conde, do Diário LANCE! onde contou sobre o drama da doença.

Nos últimos anos atuava como supervisor de torneios pelo Brasil. Aqui deixo o bate-papo que fiz com ele em 2007.  CLIQUE AQUI E LEIA!

Descanse em paz, Beto!

 

 

EXEMPLO

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Você é um trabalhador, tem aquela reunião importante em um dia decisivo e nos preparativos, momentos antes de entrar na sala de discussão recebe a notícia que seu ente querido, que o ajudou a criar, deu base, lhe fez escapar de uma guerra quando pequeno, falece.

A maioria das pessoas entram em parafuso e daí só pode surgir dois destinos. Ou deixa o trabalho, ou vai, encara de frente, mas o colapso mental o faz falhar.

Mas para certos cidadãos existe uma outra alternativa. Encarar o dia de trabalho, ficar no parafuso mental, se livrar do buraco e virar o jogo para sair com o sucesso com muito brio e emoção. Este é Novak Djokovic. Que poderia ter muito bem largado o torneio, mas não o fez e deu um exemplo com uma força mental absurda.

Provavelmente a dor não vai passar amanhã ou nos próximos dias onde terá muitos desafios e talvez até seja eliminado ou desista do torneio, mas o EXEMPLO que o número 1 do mundo deu é para ser seguido. Djokovic a cada dia fica mais ídolo do que já é.

Não engrena – E Bellucci que empolgou a todos ontem, errou demais e perdeu fácil hoje para Robin Haase. É o que citei no post de ontem. Quando joga contra tenistas melhores ranqueados, de alto calibre ou então sem aquela responsabilidade, entra sem pressão e mostra seu melhor nível. Quando o cenário muda e tudo parece a seu favor, a produção cai.

E daí soma a irregularidade nos resultados e consequente estagnação no ranking. Faz uma boa campanha sobe pra 25 22 do mundo, daqui e pouco desce pra 30, 40. E dali não passa. Uma pena. É preciso trabalhar bastante neste aspecto.

Curtinhas:

Ranking do Brasileiro na semana que vem ? 39 ou 40. Depende do Haase. Se o holandês fizer semi joga o brasileiro pro 40º lugar. Subirá pelo menos 5 posições, mas segue pressionado por aquela campanha de Madri. Jogará ainda Barcelona e Munique tendo que fazer boas campanhas para amenizar a provável queda.

 

Perfeição

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Se colocarmos na ponta do lápis, por números, a vitória de hoje foi a segunda maior da carreira de Thomaz Bellucci. David Ferrer é o sexto do mundo e ano passado ele bateu Andy Murray, quarto, em Madri.

Porém, quando avaliamos o piso e circunstância nos permitimos questionar tal dado. O Ferrer no saibro ganhou oito títulos, fez final de Roma, é o atual vice-campeão de Monte Carlo e este ano ainda não havia perdido no piso conquistando dois torneios e 12 vitórias.

Enquanto isso, Murray nunca ganhou no saibro – a boa verdade é que ele joga apenas os principais torneios no ano, uns quatro vamos dizer – e tinha como melhores resultados até Madri ano passado semis em Monte Carlo e duas outras quartas em Madri (note que a semi de Roland Garros e Roma foram depois daquela partida…). Ferrer hoje é considerado o melhor na superfície somente atrás de Nadal, Djokovic e Federer.

A dúvida acima é apenas para pensar. O que importa mesmo é que Bellucci fez uma BAITA apresentação, foi perfeito e teve uma das maiores vitórias da carreira, a quarta sobre um top 10 e a primeira no ano.

Alguns aspectos importantes. Ferrer é aquele jogador que sabe tudo da superfície e é muito consistente da linha de base. Raras vezes vi Bellucci se afobando para matar o ponto e em diversas vi ele utilizando slices para mudar o ritmo e se defendendo muito melhor no backhand, passando a bola um pouco mais alta por cima da rede. Aliado a estes atributos vinha a agressividade no momento certo, a partir da devolução funda que acuou o espanhol e os bons serviços, sobretudo o segundo saque.

Legal citar. Até então víamos grandes campanhas do Bellucci em um saibro mais veloz, com altitude como Madri, Gstaad e Santiago e agora ele mostra que também pode render muito bem num saibro bem mais lento, como de Monte Carlo, ao nível do mar.

Seus últimos três jogos foram impecáveis. Na Copa Davis contra Santiago Giraldo e os dois em Mônaco. Ao todo o brasileiro soma 10 sets seguidos vencidos (contando o jogo contra Alejandro Falla em Rio Preto). Sempre aponto para a irregularidade das atuações de Bellucci, de uma semana pra outra, torneio pra outro. Sempre queremos que ele jogue como fez hoje, isso não é possível, mas ele pode ser mais regular em boas atuações de um torneio para outro e talvez estas últimas partidas podem estar revelando o início da mudança.

E agora ? Segurar a ansiedade e manter a calma pois o próximo jogo é uma outra situação. Hoje ele entrou mais solto, não tinha pressão. Agora, contra Robin Haase, é o inteiro favorito. O rival está mais lá por sorte do que qualquer outra coisa. Deveria ter perdido para Juan Monaco não fosse uma torção no tornozelo do argentino que vencia com quebra no 3º set e pegou um adversário que é bom no saibro, mas vem capengando. Haase não é nenhum alienígena na superfície lenta já que venceu Kitzbuhel, no ano passado.

Mantendo a confiança ele vence e aí deve vir mais duelo contra Novak Djokovic. Interessante não é ?

Rá, Pegadinha da MallanDRA! E Maria Sharapova enganou todo mundo! A musa lançou fotos com cabelo curto apresentando seu novo visual e a imprensa inteira, inclusive eu, caiu na Pegadinha da russa. Ela simplesmente colocou uma peruca, fez umas fotos e hoje mostrou que seu visual ainda é o mesmo de antes, DE CABELO LONGO.

Eu sinceramente não gostei do visual de cabelo curto de Sharapova. Ela não deixou de ficar bonita, mas, digamos, ficou com um ar um pouco mais velho, esquisito. De qualquer forma NOTA 10 para a piada da musa. Confesso que cada dia viro mais fã dela, dentro e fora das quadras.

Curtinhas:

Enquanto Bellucci vem brilhando no saibro de Mônaco, Mikhail Youzhny levou uma surra do cinsistente Frederico Gil na primeira rodada e Nikolay Davydenko nem quis saber de jogar por lá para ver o nascimento de sua filha Natalia. Os dois podem ser os principais de simples da Rússia contra o Brasil na Copa Davis.

João Zwetsch ainda pensa em que tipo de condições pode levar o confronto da Copa Davis. Fica aí um exemplo que um saibro bem lento numa cidade com temperatura amena pode ser uma boa.

 

Estava marcada para hoje uma reunião da IMG, IMX com a ATP para a discussão da compra da data do ATP de Memphis. Deveremos ter novidades em alguns dias.

Federação Americana busca barrar ATP no Rio. San Jose pode ser jubilado

domingo, 15 de abril de 2012

E seguem as negociações sobre o ATP 500 no Rio de Janeiro que vem dando o que falar nos bastidores da entidade que cuida do tênis masculino. E a Federação Americana, a USTA, não está contente e busca travar as negociações.

A IMG, empresa de marketing esportivo, em conjunto com a IMX, parceira e que é comandada pelo bilionário Eike Batista, estão tentando comprar a data em conjunto dos ATP 500 e WTA de Memphis para realizar um torneio combinado na capital carioca já para o ano que vem.

Isso faria com que se diminuísse o número de torneios em fevereiro em território americano, com agora somente duas competições, ambas nível 250, antes dos Masters de Indian Wells e Miami.

De acordo com reportagem da Tennis.com, por este motivo a USTA enviou uma carta à ATP buscando impedir a compra da data com a motivação de que estaria causando um efeito ruim no tênis americano já que a série em território americano ficaria com maior concorrência e com torneios de nível mais fraco, por exemplo, com a série na América Latina que possuiria assim os torneios 500 do Rio e de Acapulco.

Outros dois complicadores que seguem em pauta são o encaixe do Rio de Janeiro nas datas dos eventos latinoamericanos e também a transferência dos mesmos para o piso rápido. Alguns propuseram a mudança para o piso rápido para buscar melhores tenistas. A ATP negou a mudança no passado, mas a maioria da série, Viña del Mar, São Paulo, Buenos Aires e Acapulco, estariam preparados para a mudança. Daí surge outro imbróglio com os jogadores que habitualmente disputam este torneio como os próprios latinoamericanos e espanhois.

E o tênis americano vive outra questão. A San Jose Sports & Entertainment Enterprises, que detém os direitos do torneio de San Jose e de Memphis quer mover o então ATP 250 de San Jose para Memphis. Mas a SAP ainda possui um ano de contrato com o torneio californiano enquanto que Memphis não possui nenhum patrocinador principal.

O Board dos Diretores da ATP deve se reunir na semana que vem para ouvir as propostas tanto da compra do Rio de Janeiro quanto da mudança de San Jose para Memphis. Mas uma decisão não deve ser tomada logo. Enquanto isso a WTA já tem sua posição. Aceita a compra caso o torneio carioca fosse combinado com o masculino.

É amigos, pelo visto as próximas semanas e meses será muito agitada nos bastidores. Eu só me pergunto onde seria realizado este torneio no Rio de Janeiro ? Um ATP 500 e um WTA requer umas 4 ou 5 quadras de jogo pelo menos e mais algumas de treino. Vivo aqui na capital carioca, conheço vários clubes que teriam capacidade, mas não tem uma estrutura grande para se fazer esses eventos.

O Centro de Tênis só ficará pronto para a Olimpíada, ou seja, lá para 2015, 2016.

Tentamos entrar em contato com a assessoria de imprensa da IMX esta semana para saber mais detalhes e não obtivemos resposta. Seguimos buscando e quando tivermos novidades postamos no blog!

Brasil x Rússia. Pedreira

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Definido. Brasil x Rússia, a revanche em casa em setembro. Jogar em casa é sempre bom. Ter a torcida, poder escolher as condições de jogo, o piso, a cidade etc. Mas me perguntaram se foi um bom sorteio pro Brasil. Eu diria que sim. Poderíamos ter times piores como citei no último post. Mas a Rússia, mesmo que em certa decadência, continua sendo um rival bem difícil.

A dúvida é parecida com a que tivemos no ano passado. Será que Mikhail Youzhny e Nikolay Davydenko vão sair de plena temporada no piso rápido com o US Open, vir pro Brasil pra jogar no saibro ? Davydenko não foi no ano passado e este ano na primeira rodada compareceu, mas só jogou duplas.

O time russo com estes dois jogadores vira uma pedreira até maior do que enfrentamos em Kazan. O time sem um deles fica parecido com o que ocorreu em setembro passado. Sim. Isto mesmo. Tanto Davydenko quanto Youzhny jogam bem em qualquer superfície.

Outro ponto a salientar. Qual situação de jogo a escolher ? Ficou provado por A + B que Thomaz Bellucci joga melhor em um saibro com altitude como se verificou em Rio Preto e suas melhores campanhas de Madri, Gstaad e Santiago. Mas Davydenko e Youzhny jogam melhor justo num saibro rápido. Youzhny ganhou uma vez em Munique e fez duas finais e Davydenko venceu três vezes por lá. Cito apenas um exemplo pois a cidade alemã´tem altitude de 509 metros, parecida com São Paulo, Rio Preto (SP) entre outras possíveis opções por aqui.

Ah então vamos meter os gelados russos num calorão de 40º C no Rio de Janeiro ou Fortaleza/Salvador. Ruim pra eles e pra nós também. Bellucci, nossa esperança em simples, não tem dos melhores físicos do circuito e por este motivo se escolheu jogar às 16h todos os dias no confronto diante da Colômbia.

Então chego à conclusão que a escolha do local e condições do confronto tem que ser ao que melhor cabe pros tenistas brasileiros e botar na consciência que a única vantagem que teremos será a da torcida.

E temos que torcer para que ou um ou outro dos medalhões rivais citados acima NÃO venha ou que um ou dois venham em má forma. Caso contrário nossa vida ficará bem complicada. Se Davydenko e Youzhny não vierem, o time russo enfraquece e nossas chances se multiplicam de retornar à elite.

A CBT tem até o dia 1º de maio para definir a sede, ou seja, cerca de 3 semanas.

Rio Preto já se candidatou pra receber o confronto. Foi muito legal a Copa Davis lá, a torcida participou bastante, incentivou muito nossos jogadores. Em certos momentos um ou outro foi desrespeitoso com os rivais, mas fatos isolados. A sede só não pode ter 3, 4 mil pessoas. O caldeirão, na minha visão, teria que ser maior, acima de 6, 7 mil. Fazer uma panelão de pressão.

 

Rio de Janeiro com ATP e WTA – Informações do Sports Bussiness Journal indicam que a IMG, empresa de marketing esportivo, junto com a IMX, empresa similar de posse de Eike Batista, firmaram uma parceria para comprar a data do torneio de Memphis e pretendem realizar um ATP 500 e um WTA.  A entidade feminina afirmou que aprovará a data no RJ caso seja em conjunto com o torneio masculino. O problema é adequar o evento ao calendário masculino da ATP. Teremos novidades em breve.

 

 

Não quero o Federer!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Definidos os cabeças de chave dos Playoffs que enfrentam os não-cabeças em duelo que vale vaga para o Grupo Mundial de 2013 e que será jogado entre os dias 14 e 16 de setembro. Cazaquistão, Itália, Alemanha, Suíça, Suécia, Israel, Canadá, Rússia enfrentam Brasil, Chile, África do Sul, Holanda, Bélgica, Austrália, Uzbequistão ou Japão.

Aqui as hipóteses dos locais dos confrontos do Brasil – Cazaquistão e Israel (sorteio) / Itália, Suíça e Rússia (casa) / Alemanha, Suécia e Canadá (fora)

Roger Federer já vem em dezembro jogar no Rio de Janeiro e São Paulo. Mesmo que sejam exibições, vai dar muita mídia, ajudará a popularizar o esporte e será bom para todos. Agora tê-lo aqui para um duelo de Playoff de Copa Davis será um tanto indigesto para uma equipe que não joga o Grupo Mundial desde 2003 e bateu na trave nos últimos seis anos. Logo, a Suíça surge como o pior adversário possível para o Brasil em casa.

Vamos então aos melhores oponentes. Lembrando que o sorteio só sairá na próxima quarta-feira, pela manhã. Cazaquistão e Israel seriam os melhores cenários em casa. O time cazaque tem jogadores intermediários e que num dia bom podem incomodar bastante. Os israelenses no saibro são fracos. Só temeria a dupla. Mas é bom que se lembre. É preciso sorteio de país-sede após o sorteio do adversário. Ou seja, teria que ser uma sorte dupla. Em caso destes dois fora de casa, não seria de todo mal, mais complicado pela piso rápido que escolheriam. Mesmo assim, bem vencíveis.

A Itália em casa não seria de todo mal, mas eles tem muitas alternativas e ótimos jogadores no saibro como Fognini, Seppi, Starace, uma boa dupla. Pior por aqui, além da Suíça, seria a Rússia. Mesmo não vivendo um bom momento, Davydenko e Youzhny jogam bem na superfície lenta.

Nas opções fora de casa. O Canadá pra mim seria a pior delas. Milos Raonic cresce cada vez mais e a dupla deles com o Daniel Nestor se torna bem complicada. A Suécia é aquela incógnita. Com o Soderling bem, fica outra pedreira, mas a mononucleose faz com que o ex-top 5 cogite até em parar se aposentar de acordo com especulações da mídia local. Sem mononucleose a situação do Brasil ficaria muito boa já que eles só possuem uma dupla forte e simplistas fracos.

A Alemanha seria outro páreo duro, mas que dá pra ganhar. Tem uma dupla boa com Kas e Petzschner e bons simplistas, mas que são acessíveis tanto num piso lento como num piso veloz e coberto.

O negócio agora é torcer bastante. Nos seis confrontos que jogamos nos playoffs desde 2006, apenas dois foram em casa. E nos últimos anos nossas chances de jogar em casa eram maiores do que desta vez. Quem sabe um sorteio legal para nos favorecer ?

E você qual seria o melhor cenário para o Brasil na repescagem ? Opine!

Embalou e Amadureceu!

domingo, 8 de abril de 2012

Thomaz Bellucci havia obtido boas atuações diante da Rússia em Kazan no ano passado. Lá escapou por muito pouco nossa vaga no Grupo Mundial, por detalhe contra outro tremendo jogador, Mikhail Youzhny.

Contra a Colômbia o brasileiro passou por situações distintas e soube reverter um cenário totalmente desfavorável na sexta-feira, mudando o estilo contra Alejandro Falla e soube comandar o time quando necessitavamos dele para definir. Ou seja. Bellucci chamou a responsabilidade, mostrou PERSONALIDADE e não falhou.

Depois de criticá-lo por não obter suas melhores atuações na maior competição de nações no tênis já posso afirmar com toda certeza que Bellucci se tornou UM JOGADOR DE COPA DAVIS.

Não, não sou um entusiasta que acha que o paulista vai ter atuações nível top 10 como as deste domingo. Não é assim. Bellucci pode, uma vez ou outra, não atuar bem, mas ganhar jogando mal, como fez na sexta, dão a prova que definitivamente AMADURECEU nesta competição e que PODEMOS CONFIAR nele.

Com esse Bellucci MADURO e uma dupla forte como Bruno Soares/Marcelo Melo temos muito mais equipe do algumas que jogam a elite. Isso me faz crer que a cada ano mais nossa possibilidade de jogar o Grupo Mundial aumenta.

Um bom sorteio ajuda e é hora de torcer muito na manhã desta quarta-feira. Nossas possibilidades ficarão mais claras com a atualização do ranking desta segunda-feira feita pela ITF. Por conta disso prefiro não opinar hoje sobre nossos prováveis rivais, apenas amanhã. Deixo pra vocês um artigo com as hipóteses dos confrontos. Clique Aqui e Leia!

Sobre Feijão. O time nacional ainda carece daquele jogador número 2 de confiança, mas temos cada vez mais alternativas. A estreia de Feijão não foi ruim, faltou aquela experiência que 90% dos tenistas sentem em estrear na Davis principalmente quando pegam um tenista de qualidade.  João Souza é uma boa para confrontos no saibro assim como Rogério Dutra Silva.

Thiago Alves volta a surgir como possibilidade para o piso rápido. Este ano ganhou dois challengers na superfície. E não podemos esquecer de Ricardo Mello.

 

É Davis, meu amigo!

sábado, 7 de abril de 2012

Como já disse outras vezes ainda não vi uma exibição de gala de Thomaz Bellucci no Brasil. E hoje tampouco foi assim.  Valeu pela empolgação, o espírito de luta, a raça e claro, a virada espetacular.

Copa Davis é isso aí. É uma competição onde a pressão atua de forma diferente. Afinal se defende o país e os nervos são maiores. E o Brasil vinha com 1 a 0 contra a a responsabilidade nas costas dele.

Estava muito fácil. Bellucci jogava muito mal, errava pra tudo quanto é lado e sucumbia com os slices e jogo regular de Alejandro Falla e se via com 2 sets abaixo, breaks contra no 1º game da 3ª etapa.

Eis que Thomaz Bellucci ressurgiu das cinzas, passou a entrar mais quadra, arriscar mais, as bolas entraram e a confiança apareceu de um modo suficiente não para jogar seu melhor, mas sim para vencer que era o mais importante.

Sair com 2 a 0 abaixo seria péssimo para o Brasil, mas com 1 a 1 vem o alívio e as boas possibilidades de vitória. Quem ganhar a dupla dará uma tranquilidade para o jogador que entrará primeiro na quarta-feira: Bellucci ou Giraldo.

Não pense que será fácil. Juan Cabal foi vice de Roland Garros, acabou de fazer um bom resultado em Miami e Robert Farah saca muito bem.

Sobre Feijão. Teve lampejos de ótimo tênis, moderno e agressivo, mostrando defeitos de Giraldo que podem ser explorados por Bellucci como a bola alta em sua direita. Faltou experiência nos momentos importantes, em todos os sets, onde perdeu chances de quebra ou de confirmar o saque. Acontece. Não é fácil estrear em Copa Davis abrindo um confronto no Brasil e contra um jogador em boa fase e com ranking melhor.

Provavelmente tirou aquela ‘nhaca’ da estreia e se precisar definir no 5º jogo tende a jogar um pouco mais solto e diante de um rival mais desgastado.

Nos outros duelos da Davis incrível facilidade da Espanha. Apenas isso. A Argentina levou dois sustos. Nalbandian sofreu virada em jogo de 5h contra Cilic. Inesperado resultado, não a dificuldade do jogo. E as dúvidas em Del Potro que estava com vômitos, problemas estomacais. Mas Delpo não afinou, foi pra quadra e venceu Karlovic com autoridade.

Em Monte Carlo, Isner surpreendeu de novo, quase que varreu Simon de quadra e mostra potencial para derrubar Tsonga numa possível decisão de domingo. A dupla é crucial.

República Tcheca e Sérvia também mostram equilíbrio. Tipsarevic tirou vitória na raça e promete no domingo outra batalha decisiva contra Berdych. Pros sérvios, deixar para Troicki decidir no saibro seria uma péssima notícia.

Curtinhas:

Bellucci venceu pela primeira vez um jogo saindo de 2 sets abaixo e venceu pela quarta vez em 10 jogos onde foi ao 5º set. Falla perdeu pela quinta vez em oito disputados.

Sorteio indigesto

quinta-feira, 5 de abril de 2012

João Souza, o Feijão, faz o 1º jogo contra Santiago Giraldo. Não foi o sorteio ideal. O brasileiro fará sua estreia em Copa Davis e sem dúvida haverá aquele frio na barriga por ser uma competição diferente, onde se defende o país e se joga em casa. E em um confronto importante, abrí-lo é uma pressão.

Em contrapartida, se Feijão conseguir domar rapidamente os aspectos citados acima pode se dar bem já que é o jogador com menor ranking e na teoria aquele que “corre por fora” nos confrontos. Ou seja, quem sentiria a pressão seria Giraldo por ter ‘a obrigação’ de dar o primeiro ponto colombiano. Para isso incrementar, é preciso estar sempre junto do placar e não deixar Santiago ficar naq liderança e nem confortável.

Em caso de uma vitória – Feijão já bateu Giraldo uma vez na casa deles, em Bogotá – Bellucci entraria com ótimas condições de aplicar o 2 a 0 para a definição vir possivelmente na dupla.

Não vou ficar em cima do muro. Ainda aposto em um confronto com jogos longos e parelhos, mas o Brasil leva por 3 a 2.

Falemos de outros duelos da Copa Davis. A França tem tudo para vencer os Estados Unidos, mas não será um duelo fácil. John Isner mostrou ser um jogador perigoso contra a Suíça derrotando Federer e Wawrinka e pela final de Indian Wells. Se ele conseguir esse pontinho da sexta-feira contra Gilles Simon pode causar outra surpresa americana agora em pleno saibro de Monte Carlo. A França, que tem até sede pra semifinal contra a Espanha, precisa se cuidar. Vou apostar nos franceses por 3 a 2.

A Espanha vai vencer por 4 a 1 Áustria perdendo o jogo de duplas, mas Almagro e Ferrer terão vidas complicadas com Jurgen Melzer.

A Argentina vai superar a Croácia. Terão problemas com Cilic e Karlovic, mas já se classificam no sábado.

República Tcheca e Sérvia será outro confronto duro e com a dupla super importante. Vou apostar nos tchecos por conta da ausência de Djokovic nos sérvios.

Você meu caro leitor tem apostas para esta Davis ?

Promessa de Batalhas em Rio Preto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A eliminatória a partir desta sexta-feira, em São José do Rio Preto (SP) tende a ser a mais difícil para o Brasil nos últimos anos no Zonal Americano. Mesmo com o confronto em casa, no saibro, o time da Colômbia é o mais forte de todos os tempos e nos traz MUITA preocupação.

Santiago Giraldo, número 1 do país visitante, ocupa o 55º posto no ranking e recentemente fez semifinal no ATP 500 de Acapulco e vem ganhando maturidade e experiência. Alejandro Falla, uma posição abaixo, acaba de ganhar um challenger em condições não muito diferentes que encontrará no interior paulista. A dupla colombiana, Juan Cabal e Robert Farah, é encardida e o primeiro jogador disputou a final de Roland Garros no ano passado.

O ponto fraco dos colombianos é a falta de vitórias importantes em Copa Davis (são 53 anos sem disputar o Grupo Mundial) – o time todo já mostrou sentir a pressão de jogar a competição – e ainda um problema mental quando se enfrenta o Brasil – perderam todos os sete confrontos, incluindo o último em casa em 2009.

Quanto ao time brasileiro paira a dúvida. Thomaz Bellucci terá que conduzir a equipe, mas seu momento é uma incógnita. Faz boas apresentações quando não tem pressão, mas não joga tão bem quando tem a responsabilidade. E sempre tem a questão física, dos jogos se alongarem, as cãibras aparecerem mesmo que os jogos comecem ao fim do dia.

João Souza já ganhou dos dois colombianos, mas fará sua estreia justo num confronto bem complicado e Davis sempre dá um friozinho na barriga. Fato positivo para ele é que na teoria os colombianos possuem um ranking melhor então essa pressão pode sumir rapidamente. O essencial para Feijão seria cair no 2º jogo do primeiro dia e contando com a vitória de Bellucci no primeiro encontro. Por fim a dupla será mais do que decisiva.

A tendência é de que os cinco jogos sejam parelhos mesmo que uma equipe saia vitoriosa por 3 a 0. Não vejo favoritos. Torço para que o Brasil leve a melhor. Daria muita confiança pros Playoffs em setembro.