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Arquivo de dezembro de 2011

Por que esse desleixo Federer ? Parceria de Murray

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um torneio-exibição serve de algum parâmetro para a nova temporada ? Não. Apenas adquirir ritmo de jogo é o mais importante pros jogadores que vem apenas treinando e sem ritmo nenhum.

Mas o que não é legal é o desleixo mostrado por Roger Federer neste final de semana. Levou dois 6/1, um de Djokovic e outro de Nadal, saiu de quadra em apenas 44 minutos contra o sérvio e só jogou decentemente um set contra o espanhol. O pior não são os placares, mas sim a atitude ruim do suíço em quadra, sem mostrar muito esforço.

Se Federer tinha algum problema físico ou fora de quadra que falasse mesmo que soasse como desculpa. A organização banca, paga US$ 1 milhão pela presença do tenista no local, paparica ele durante toda a semana e o cara não mostra esforço. Na minha opinião fica feio para todos. Para quem bancou a bagatela, pra torcida que pagou com certeza caro para vê-lo e para quem está assistindo de casa.

Agora como eu disse no primeiro parágrafo, amistoso é amistoso, jogo oficial é oficial.

Rafael Nadal também fez uma primeira partida abaixo do esperado, mas mostrou gana, correu, se esforçou. E todos sabem que o espanhol está com problemas físicos.

Um problema que o novo presidente da ATP terá que resolver com os tenistas. Nadal já disse que vai tirar folga em fevereiro (sem Copa Davis e sem Dubai) para se recuperar do ombro. Por que raios vem jogar uma exibição ? A desculpa é para ganhar ritmo para Doha e o Australian Open. Tudo bem não é uma desculpa esfarrapada. Mas ele ganha muito mais grana em Abu Dhabi do que na Davis por exemplo…

 

E Djokovic ? Recarregou as baterias para 2012 após um cansativo fim de 2011. É o que parece pelas exibições nos Emirados. Mas este torneio não vale muito…

E Andy Murray resolveu colocar a imprensa pra trabalhar neste dia 31/12. Será treinado por Ivan Lendl. A história dos dois pelo menos casa neste início de carreira do britânico. Lendl perdeu suas quatro primeiras finais de Slam e Murray já caiu nas três primeiras. A diferença é que Lendl depois venceu oito Majors. Experiência é o que não vai faltar para Murray acertar sua cabeça na hora decisiva dos Grand Slams. Vamos acompanhar.

E neste final de semana começa o Aberto de São Paulo. Este ano com um novo patrocinador, o EGA Solutions. O Bradesco pulou fora e fez com que o torneio caísse de US$ 100 mil para US$ 35 mil em premiação, reduzindo a pontuação pro campeão de 100 para 80. Mesmo assim é uma oportunidade para os jovens tenistas brasileiros e para Rogério Silva, Caio Zampieri, Júlio Silva começarem bem a temporada.

Os jogos começam sempre por volta das 10h e com entrada franca no Parque Villa-Lobos.

Previsões do tênis para 2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Não sou astrólogo, não faço cálculos matemáticos datados de números. Não tenho uma bola de cristal para dizer o que pode acontecer em 2012. Mas como em todo fim de ano – e esta é a última coluna de 2011 – todo indivíduo lança metas, projeções previsões para a nova temporada que começa em breve. Por isso lanço uma brincadeira neste meu último contato com você caro leitor. Quais são suas previsões para 2012 ?

Meu desafio é guardar esta coluna e abrí-la ao término do novo ano para saber se errei feio, acertei mais ou menos ou fui preciso. Confesso que esta última opção é bem complicada por conta da dispura do circuito hoje em dia.

Meus campeões dos Grand Slams para 2012. Na Austrália vou de Roger Federer e Petra Kvitova. Em Roland Garros, Rafael Nadal e a surpresa de Maria Sharapova. Em Wimbledon é a vez de Serena Williams e Federer brilharem. No US Open Novak Djokovic se recupera assim como Kim Clijsters.

No masculino Federer retoma o topo com uma briga acirrada com Nadal e Djokovic. No feminino Kvitova encerra como a líder e Caroline Wozniacki inicia sua queda. Andy Murray continua bem nos Masters, mas como sempre falha nos Majors.

No ATP Finals meus oito classificados serão: Federer, Nadal, Djokovic, Murray, Tsonga, Berdych, Ferrer, Del Potro. Raonic e Tomic vão se firmar e lutar pelo top 10. Juan Carlos Ferrero, Ivan Ljubicic e Fernando Gonzalez farão o último ano no circuito. David Nalbandian vai comemorar o primeiro título da Copa Davis com a Argentina e poderá se aposentar.

Entre os brasileiros, Thomaz Bellucci ganhará 1 ATP e terminará o ano entre os 25 melhores e fará quartas de final em Roland Garros. O país terá três tenistas nos Jogos de Londres com a ascenção de Feijão que terminará entre os 80 melhores assim como Ricardo Mello. Rogerinho Silva entrará no top 100 e os jovens Thiago Monteiro, Tiago Fernandes, João Sorgi e Bruno Sant´Anna vão ter ótimos resultados nos challengers e começarão a despontar.

 

E sobre a Copa Davis. O Brasil vai sofrer, suar muito, mas finalmente vamos voltar ao Grupo Mundial.

Pedidos para 2012

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Papai Noel foi digamos um pouco generoso neste ano de 2011 comigo. Em meus pedidos ao fim de 2010 ele atendeu poucos. Thomaz Bellucci derrotando tenistas do top 10 – foram três -, alcançando um ótimo resultado em um Masters 1000, João Souza, o Feijão dando um salto e indo parar no top 100, apesar de ter terminado fora (104º).

Mas o bom velinho não foi capaz de trazer nosso melhor tenista pro top 20 e tampouco concretizar uma boa parceria entre Bellucci-Larri Passos assim como dar ao brasileiro um ótimo resultado em um Grand Slam, uma quartas de final pelo menos. Não se dá para ter tudo é claro, precisamos ficar satisfeito com o que ganhamos e lutar para mais conquistas no novo ano.

Por isso montei uma lista de desejos para a nova temporada que se inicia no dia 2 de janeiro. O primeiro deles é que Roger Federer mantenha o foco nos treinos neste finalzinho de 2011 e chegue babando para os torneios da Austrália em 2012 assim como Rafael Nadal recupere a ilusão perdida um pouco nos últimos meses. Ambos em boa forma e com gana podem voltar a ser protagonistas nos Grand slams. Que Nadal trabalhe bastante para achar uma solução, um jogo mais agressivo e um mental ainda mais forte contra Novak Djokovic. Veja bem, não quero que o espanhol ganhe todas dele, mas é feio perder todas as seis em um ano e todas em finais. E que o sérvio não olhe somente pelo bônus de US$ 1,6 milhão no bolso se sacrificando em torneios onde não deva jogar e chegue baleado onde realmente interessa. Que mantenha o bom nível de 2011. Que Andy Murray consiga jogar o seu melhor nos na hora H dos Majors.

Se todos estes pedidos forem realizados, sem dúvida 2012 será mais competitivo e com chances de quatro campeões diferentes nos principais eventos além de surgir uma nova e saudável disputa pelo topo da ATP. Não acho que seria sonhar muito…

No feminino, Petra Kvitova e Maria Sharapova fazem parte de meus votos para um 2012 de muita briga nas principais competições e nos Majors junto com a chegada de Serena Williams e a recuperação de Kim Clijsters. Caroline Wozniacki, torço bastante por ela, merece um Slam coitada, mas com este joguinho passador de bola vai ficar difícil até mesmo com a ajuda do Papai Noel. Precisa mudar característica.

No lado brasileiro minha maior esperança é em Bruno Soares. Novo parceiro e confiança do fim do ano passado podem o levar no mínimo ao top 15 e aos 8 melhores que jogam o ATP Finals. Este mineiro merece. E que Marcelo Melo tenha sucesso com seu novo parceiro assim como o bravo André Sá.

Sobre Bellucci, como já afirmei acima, o top 20 e as quartas de um Slam assim como mais vitórias sobre o top 10 seriam o ideal, mas ele tem potencial para almejar mais que isso. É torcer para que o novo técnico, Daniel Orsanic, saiba tirar o máximo dele. E que João Souza ganhe a maturidade para se firmar no top 100 e quem sabe ser top 50. Em 2011 ele viveu novas experiências, agora é colher frutos.

A mística da eterna Copa Davis

domingo, 4 de dezembro de 2011

A cada temporada e cada confronto como o que rolou neste final de semana em Sevilha, me convenço que a Copa Davis é mais do que especial. Jogos melhor de cinco sets com tenistas deixando tudo dentro de quadra, batalhando não por si, mas sim por seu país, e ainda com atmosfera incrível das torcidas. Por essas e outras que a Copa Davis, quer tenha seus defeitos no apertado calendário do circuito, nunca irá morrer, será eterna.

Falando do jogo de hoje. ESPETACULAR. Mais um deste final de semana. Alguém esperava por um 6/1 do Del Potro logo no primeiro set ? Aquele 6/1 onde Nadal teve chances, mas mostrou nervosismo. Pois é, o cara já ganhou outras Davis (esteve presente em 2004 e 2009), dez Grand Slams, 46 títulos, mas é humano, sente o frio na barriga. Momento chave o segundo set Delpo sacando com 1/0 e 40/0. Aquela vacilida do argentino foi crucial para erguer Nadal. No físico, após 4h43 jogadas na sexta, todos sabiam que Del Potro não aguentaria. Mas ninguém apostava que voltaria no quarto set e ficasse a um game confirmado no saque de levar pro 5º. Se fosse um jogo normal do circuito, difícil que Del Potro voltasse.

Concluindo sobre a Argentina. Time bravo, lutador. Soma seu 4º vice-campeonato, mas acima de tudo merece mais do que nunca ganhar um troféu. Derrotas dolorosas como a deste ano. Para Del Potro dói ainda mais. Podeira ter vencido aquele segundo jogo contra Ferrer, que mudaria a história do jogo. Juan Martin leva sua terceira derrota amarga em final de Davis. As duas de Sevilha e outra no segundo jogo contra a Espanha em Mar del Plata, quando tinha apenas 20 anos.

Sobre a Espanha. Um time sólido com o Nadal que perdeu apenas o 1º dos 21 jogos que fez em Copa Davis, ganhando todas no piso de saibro. Uma fortaleza e agora outro jogador onde se pode depositar muita confiança, David Ferrer além de peças que podem fazer bom papel como Nicolas Almagro, Juan Carlos Ferrero, que não estiveram presentes neste final de semana. O único lado decepcionante do final de semana é por Lopez/Verdasco, fruto também do ano irregular que tiveram.

E a mística ? Em 2008, Verdasco deu o título para a Espanha em Mar del Plata e fez seu melhor ano no circuito na sequência. Em 2009, Nadal ajudou a Espanha em Barcela contra a Rep. Tcheca e fez sua melhor temporada a seguir. Em 2010, Djokovic fez história para a Sérvia e teve um 2011 brilhante. Será que Nadal vai seguir esta mística após um fim de ano frustrante e um 2011 bom, mas que poderia ter sido melhor nas finais ? Veremos. Mas conquistar um título para fechar uma temporada ainda mais desta forma em cima de um Del Potro com um jogaço dá aquela confiança.

Que em 2012 a Copa Davis tenha mais confrontos como este e que o Brasil volte ao Grupo Mundial.

Nalbandian para o 4º jogo ?

sábado, 3 de dezembro de 2011

Uma atuação primorosa de David Nalbandian nas duplas. Não tem muito o que falar. O Gordo, que estará no Brasil Open, jogou demais no fundo, nas devoluções, na rede e inclusive no saque, salvando breaks em momentos delicados. A Argentina dá esperança ao seu torcedor ao marcar o 1º ponto, mas ainda perde o confronto da final da Copa Davis por 2 a 1 e se encontra em situação delicada.

Em plenas condições físicas, Del Potro tem tênis para fazer frente e derrotar Rafael Nadal, até mesmo no saibro. Mas depois do que Rafa jogou ontem e após 5h em quadra mostrando exaustão, resta uma dúvida na cabeça de nós e provavelmente do capitão argentino Modesto Tito Vazquez. Seria melhor escalar o mais descansado e confiante Nalbandian ? Mesmo não sendo o favorito, Nalba já derrotou Rafa diversas vezes. Caso isto aconteça ele jogaria toda a responsabilidade da decisão do título no ombro de Juan Monaco. Depois do primeiro jogo, Monaco tira um pouco aquele entusiasmo do torcedor argentino, mas o recorde dele contra David Ferrer é positivo, 4 a 3. Situação a se pensar com muita calma…

De qualquer forma, minha opinião é a mesma. Nadal do jeito que jogou na última sexta-feira, vence esta quarta partida contra qualquer um dos jogadores. O espanhol, além do mais, venceu todos os seus 15 jogos no saibro em Davis e só perdeu seu primeiro jogo de simples na competição com 18 vitórias.

E você caro leitor, no que aposta ? Será que a Argentina muda já pro quarto jogo ou sustenta a Torre de Tandil Del Potro ? E Nadal pode perder esta quarta partida ? Opine!

Azedou para a Argentina…

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A tática estava clara. Poupar David Nalbandian do primeiro jogo (contra Rafael Nadal) e utilizá-lo com toda a força nas duplas e pra definir no 5º jogo. Mas para dar certo precisava que Juan Martin Del Potro superasse David Ferrer. Esteve perto, abriu 2 sets a 1, levou ali pra alguns pontos importantes no 4º set, mas acabou levando a virada.

Agora a Argentina tem 2 a 0 abaixo, tem condições de vencer as duplas, mas terá um Delpo destruído fisicamente para o domingo (jogou 4h43 contra Ferrer) para enfrentar um Rafael Nadal cheio de confiança e com muito gás (jogou 2h27 contra Juan Monaco). Ou seja, a situação da Argentina para vencer sua primeira Copa Davis é delicada. Não é impossível, mas muito complicado.

São jogos como este de hoje entre Ferrer x Delpo que fazem da Copa Davis apaixonante. E que não mudem o formato como pedem alguns tenistas, como Nadal.

Estive lá em Barcelona na final de 2009 e pude presenciar duelo parecido entre Ferrer x Stepanek. O número 5 do mundo era tido, até uns três, quatro atrás, como uma ovelha negra do time espanhol, mas desde aquela vitória cotnra os tchecos não fica muito atrás como responsável por vitórias extraordinárias da equipe espanhola (este ano ele foi decisivo contra os Estados Unidos, vale lembrar).

E a torcida deu um show. A partida é em Sevilha, mas parecia ser em Buenos Aires. Os argentinos são incríveis, com coros cativantes e criatividade para ajudar ou alentar, como chamam, cada jogador. Os espanhois, mais comedidos, ficaram um pouco pra trás, mas não foram nada mal. Copa Davis é diferente, ainda mais numa final e para mais de 20 mil pessoas.